quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Franz Liszt (1811-1886) - Sinfonia Fausto

Há muito tempo que eu pensava em postar alguma coisa de Franz Liszt. Não sabia o que ao certo. Após ouvir este CD com a "Sinfonia Fausto", sob a regência de Bernstein, eu me decidir rapidamente. Liszt foi uma das primeiras personalidades da música a ter aquela "presença artística", que arrebata o público. O seu atrativo não dependeu das suas faculdades como pianista - para qual não havia competidores - entrementes, da sua elegante presença, modos exagerados (perfomáticos ou não) e até dos seus atavios; tudo isso estava amarrado por uma técnica pianística conseguida no século XIX, talvez não superada até hoje. Na infância estudou com Salieri. Fez grande amizades - Chopin, Berlioz. Como estou com certa pressa, as informações sobre esse homem complexo e fascinante ficarão para uma próxima ocasião. Fato curioso é que Liszt, com uma personalidade que possuía fortes elementos "tenebrosos" e "escuros", no final da vida se tornou um clérigo. A Sinfonia Fausto foi estreada no ano de 1857 em homenagem a Goethe e Schiller. A obra é longa, possuindo aproximadamente 70 minutos de duração. Boa apreciação!

Franz Liszt (1811-1886) - Sinfonia Fausto

01. Faust [29:41]
02. Gretchen (Margherita) [23:02]
03. Mephistopheles - Schlußchor 'Alles Vergängliche ist nur ein Gleichnis' (Te... [24:18]

Boston Symphony Orchestra
Tanglewood Festival Chorus
Leonard Bernstein, regente
Kenneth Riegel, tenor

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Alexander Konstantinovich Glazunov (1865-1936) - Sinfonia no. 1 em E maior, Op. 5 e Sinfonia no.2 em F sustenido maior - "Em memória de Liszt"

Glazunov é um daqueles compositores que provocam sensações glaciais em mim. Explico. Ouvi pouca coisa desse russo que foi professor de Shostakovich, um dos meus compositores favoritos. Por sua vez, Glazunov teve como preceptor o grande Rinsky-Korsakov, que lhe deu um sólida formação. As peças de Glazunov são "vagas" - não em sentido negativo. Cheiram àquelas regiões inóspitas da Ásia Central. Tem o mesmo colorido das tundras da Sibéria ou da Floresta de Taiga. Possui as ressonâncias dos silêncios boreais. Dos mistérios que habitam os raios anêmicos de sol que douram com timidez a sua terra. Gosto de Glazunov. Ele é uma espécie de Elgar russo. Um Vaughan Williams embriagado, mais pesado. Nesta postagem (que não tinha intenção de fazer), encontram-se duas sinfonias do compositor - as de número 1 e 2. Destaco aqui a de número 1, que possui características identificadamente schumannianas. Imagine só! Quando Glazunov a compôs, gozava apenas 16 anos de idade. A peça fez uma sucesso retumbante. Aturdiu os ouvintes que, assustados, mal acreditaram quando viram um jovem com uniforme escolar subir ao palco e pegar o arco do violino para tocar. A sinfonia foi composta em 1881. Não foi para menos, o jovem músico despertou a atenção de Tchaikovsky e Balakirev. Já a sinfonia número 2 ("Em memória de Liszt"), por quem tenho uma relação de afeto, eu já a ouvi muitas vezes em outras ocasiões. Eu costumava ouvi-la num programa chamado "Clássicos de Todos os Tempos", que passa aqui em Brasília todas as noites, na emissora Brasília Super Rádio FM. Páro por aqui. Ouçamos o moço. Permitamos que ele se explique com a sua música "vaga", mas precisa. Uma boa apreciação!

Alexander Konstantinovich Glazunov (1865-1936) - Sinfonia no. 1 em E maior, Op. 5 e Sinfonia no.2 em F sustenido maior - "para a memória de Liszt"
Sinfonia no. 1 em E maior, Op. 5 - "Sinfonia Eslava"01. Allegro
02. Scherzo:Allegro
03. Adagio
04. Finale

Sinfonia no.2 em F sustenido maior - "Em memória de Liszt"
05. Andante maestoso - Allegro
06. Andante
07. Allegro vivace
08. Introduction e Finale

Moscow Radio Symphony Orchestra
Vladimir Fedoseyev, regente

BAIXAR AQUI
*Se possível, deixe um comentário!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Bagatelas para piano (completas)

Há alguns dias atrás, o leitor-ouvinte Evandro (se não estou enganado) me solicitou as Bagatelas de Beethoven. Procurei-as em meu material. Achei-as. Bagatela segundo o senso comum é algo insignificante, de pouca importância. Bagatela em sentido musical é uma peça curta, simples, fácil de ser tocada. Geralmente são tocadas ao piano. Ou seja, é uma gravação rápida e despretensiosa. Não está sujeito a um plano formal concreto. Tem como característica a liberdade daquele que a compõe. Durante o Romantismo, muitos foram os músicos que compuseram bagatelas. As mais conhecidas são as bagatelas compostas por Beethoven. A bagatela Für Elise, acredito, possui uma das musicalidades mais conhecidas de todos os tempos. Mas há outras não muitos conhecidas, marcadas pela sensibilidade do mestre Beethoven. Esse conjunto de peças é bom para ser ouvido naqueles momentos em que os pensamentos se encontram dispersos, não se fixando em qualquer lugar ou geografia. Uma boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Bagatelas para piano (completas)

01. Bagatelle Nr.1 in Es-Dur, Op.33 Andante grazioso quasi Allegretto
02. Bagatelle Nr.2 in C-Dur, Op.33 Scherzo. Allegro
03. Bagatelle Nr.3 in F-Dur, Op.33 Allegretto
04. Bagatelle Nr.4 in D-Dur, Op.33 Andante
05. Bagatelle Nr.5 in C-Dur, Op.33 Allegro ma non troppo
06. Bagatelle Nr.6 in -D-Dur, Op.33 Allegrette quasi Andante
07. Bagatelle Nr.7 in As-Dur, Op.33 Presto
08. Bagatelle Nr.01 in B-Dur, Op.119 Allegretto
09. Bagatelle Nr.02 in C-Dur, Op.119 Andante con moto
10. Bagatelle Nr.03 in D-Dur, Op.119 _l'lAllemande
11. Bagatelle Nr.04 in A-Dur, Op.119 Andante cantabile
12. Bagatelle Nr.05 in c-moll, Op.119 Risoluto
13. Bagatelle Nr.06 in G-Dur, Op.119 Andante - Allegretto
14. Bagatelle Nr.07 in C-Dur, Op.119 Allegro ma non troppo
15. Bagatelle Nr.8 in C-Dur, Op.119 Moderato
16. Bagatelle Nr.9 in a-moll, Op.119
17. Bagatelle Nr.10 in A-Dur, Op.119 Allegramente
18. Bagatelle Nr.11 in B-Dur, Op.119 Andante ma non troppo
19. Bagatelle in c-moll, WoO 52 Presto
20. Bagatelle in C-Dur, WoO 56 Allegretto
21. Bagatelle Nr.01 in G-Dur, Op.126 Andante con moto cantabile e compiacevole
22. Bagatelle Nr.02 in g-moll, Op.126 Allegro
23. Bagatelle Nr.03 in Es-Dur, Op.126 Andante cantabile e grazioso
24. Bagatelle Nr.04 in D-Dur, Op.126 Presto
25. Bagatelle Nr.05 in G-Dur, Op.126 Quasi Allegretto
26. Bagatelle Nr.06 in Es-Dur, Op.126 Presto Andante amabile e con moto - Tempo I
27. Bagatelle in a-moll, WoO 59 Poco moto (Für Elise)

Mikhail Pletnev, piano [1-20]
Anatol Lugorski, piano [21-27]

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Johannes Brahms (1833-1897) - Sexteto para cordas em B flat major, Op. 18 e Sexteto para cordas em G major, Op. 36 - final

Finalizemos esta integral com postagens da obra camerística de Brahms. Foi uma caminhada de grandes hiatos, postergações, supressões e tudo mais. Mas, chegamos a bom termo. Brahms é daqueles compositores profundos, de música sensível, que exigem uma atenção demasiada. É preciso ouvi-lo mais de uma vez para que entremos em seu mundo. Há nesta postagem prova inquestionável dessa verdade. São dois sextetos para cordas. O primeiro é o opus 18, composto em 1860 e estreado em 1862. Possui quatro movimentos. É marcado por duas violas, dois violinos e dois violoncelos. E a outra peça é o sexteto para cordas opus 36, composto durante os anos de 1864-1865. Apesar de Brahms tê-lo composto na atmosfera solitária, calma de Baden-Baden, Alemanha, o sexteto foi tocado pela primeira vez nos Estados Unidos, mais precisamente em Boston. Segue a mesma marcação do primeiro sexteto, com duas violas, dois violinos e dois violoncelos. Fica aqui a certeza de dois trabalhos fantásticos. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) - Sexteto para cordas em B flat major, Op. 18 e Sexteto para cordas em G major, Op. 36

Sexteto para cordas em B flat major, Op. 18 [33:25]
01. Allegro ma non troppo
02. Thema con Variazioni. Andante, ma moderato
03. Scherzo. Allegro molto - Trio. Animato
04. Rondo. Poco Allegretto e grazioso

Sexteto para cordas em G major, Op. 36 [38:55]
05. Allegro ma non troppo
06. Acherzo. Allegro ma non troppo - Presto giocoso - Tempo I
07. Poco Adagio
08. Poco Allegro

Amadeus Quartet
Cecil Aronowitz, viola II
William Pleeth, violoncelo II

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mendelssohn - As Hébridas, Op. 26, Sibelius - Concerto para violino D menor, Op. 47 e Tchaikovsky - Sinfonia no. 6 em E menor, Op. 74 - "Patética"

Confesso que já ouvir esta gravação ao vivo umas dez vezes ou mais desde o início do ano. É um registro formidável. Outro dia enquanto voltava de Goiânia, ouvi duas vezes seguidas. A primeira peça - As Hébridas, de Mendelssohn - possui um início arrebatador. Segundo conta a história, Mendelssohn teria ido a uma caverna ou à Gruta de Fingal, na Escócia. Trata-se de uma região montanhosa, na qual a população vivia em vilarejos e tinha como atividade profissional a pesca. Mendelssohn após visitar esta região das highlands escocesas, sentiu-se estimulado e criou As Hébridas, que possuem uma das aberturas mais belas, instigadoras e misteriosas entre as que já foram compostas. Em seguida temos o Concerto em D de Sibelius, que já foi postado aqui com a ninfeta Hilary Hahn. É um dos concertos para violinos mais belos que conheço. E última gravação é Sinfonia no. 6 - Patética - de Tchaikovsky, uma daquelas peças que atordoam pelo seu aspecto soturno. Em suma: um excelente CD, que tem na condução Kurt Masur e a poderosa Filarmônica de Nova York. Uma boa apreciação!

Felix Mendelssohn (1809-1847) - A Abertura "As Hébridas" em E menor, Op. 26
01. A Abertura "As Hébridas" em E menor, Op. 26

Jean Sibelius (1865 - 1957) - Concerto para violino D menor, Op.47
2. Allegro moderato 17:20
3. Adagio di molto 8:36
4. Allegro, ma non tanto 7:16

Piotr Ilytch Tchaikovsky (1840-1893) - Sinfonia No. 6 in B minor, Op. 74 - "Patética"
05. Adagio – Allegro non troppo
06. Allegro con grazia
07. Allegro molto vivace
08. Finale
— Adagio lamentoso

New York Philharmonic
Sergey Khachatryan, violino
Kurt Masur, regente

BAIXAR AQUI


*Se possível, deixe um comentário!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Antonín Dvorák (1841-1904) - Danças Eslavas Op. 46 e opus 72 - A Integral das Danças para piano a quatro mãos

Há alguns dias postei As Danças Eslavas de Dvorak para orquestra. Dessa vez, elas surgirão numa versão muito boa para piano a quatro mãos. Segue o texto extraído do encarte do CD, texto este escrito por Amaral Vieira: "As 21 Danças Húngaras compostas por Johannes Brahms para piano e a quatro mãos entre 1852 e 1869 foram um dos maiores sucessos editoriais de toda a carreira do grande compositor alemão. Ao tomar conhecimento das obras do compositor checo Antonin Dvorák (1841-1904), Brahms, muito entusiasmado, recomendou o jovem compositor ao editor Simrock, e este sugeriu ao músico a criação de uma obra de fácil assimilação como as Danças Húngaras. Dvorák escreveu uma coletânea de oito Danças Eslavas para o piano a quatro mãos, inspirando-se em danças típicas checas, conhecidas como furiant, susedska e skona, e que estão presentes em várias outras obras do compositor. As Danças Eslavas opus 46, publicadas por Simrock, tornaram-se em pouco tempo muito populares e Dvorak imediatamente orquestrou a coleção. Oito anos mais tardes, Simrock encomendou ao compositor checo uma nova série de Danças Eslavas, mas o músico mostrou-se relutante em aceitar a tarefa, afirmando ser "diabolicamente díficil compor duas vezes a mesma coisa", mas acabou por fim cedendo ao convite. É importante ressaltar que entre as duas coletâneas, Dvorák escreveu algumas de suas mais importantes obras, como o Sexteto para cordas opus 48, o Trio opus 65, as Sinfonias no. 6 e 7 e o notável oratório St. Ludmila. A segunda série de Danças Eslavas utiliza como fonte de inspiração danças próprias de outros países eslavos, como a Polônia, Sérvia e Eslováquia. Na realidade, Dvorák não utilizou temas previamente existentes, mas criou, de modo genial, magníficas melodias que contêm as características mais marcantes da música folclórica daquelas regiões. Também esta segunda coletânea foi instrumentada mais tarde pelo próprio autor. As Danças Eslavas devem sua propularidade à força comunicativa de seus temas, à clareza e objetividade das idéias musicais apresentadas e à densidade do conteúdo expressivo, que tornam as duas séries importantes produções no vasto catálogo de obras do compositor checo". Uma boa audição e apreciação!

Antonín Dvorák (1841-1904) - Danças Eslavas Op. 46 e opus 72 - A Integral das Danças para piano a quatro mãos

Danças Eslavas, Op. 46 [35:44]
01. Nr. 1 em C maior - Presto
02. Nr. 2 em E minor - Allegretto scherzando - Allegro vivo
03. Nr. 3 em A flat maior - Poco allegro
04. Nr. 4 em F maior - Tempo di minuetto
05. Nr. 5 em A maior - Allegro vivace
06. Nr. 6 em D maior - Allegro scherzando
07. Nr. 7 em C menor - Allegro assai
08. Nr. 8 em G menor - Presto

Danças Eslavas, Op. 72 [33:11]
09. Nr. 9 em B maior - Molto vivace
10. Nr. 10 em E menor - Allegretto grazioso
11. Nr. 11 em F maior - Allegro
12. Nr. 12 em D flat maior - Allegretto grazioso
13. Nr. 13 em D flat maior - Poco adagio - Vivace
14. Nr. 14 em B flat maior - Moderato, qusi menuetto
15. Nr. 15 C maior - Presto
16. Nr. em flat maior - Lento grazioso, quasi tempo di valse

Tempo Total: 69:02

Peter Toperczer, piano
Marian Lapsansky, piano

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sonata para piano números 16, 17 ("Tempestade"), 18 e 19 - CD 5

Apesar do tempo que faz desde que postei o último CD com as sonatas de Beethoven, sigamos o itinerário. Surgem mais quatro importantes sonatas - as de número 16, 17, 18 e 19. Todas com aquela marca típica do mestre Beethoven. A sonata em Beethoven ganha um novo tipo de fisionomia. Ela passa a transmitir muitos dos humores do mundo interior do próprio compositor. Há técnica, genialidade e paixão. Com Beethoven, todos os caminhos conduzem ao belo, ao sublime, ao inefável. No mundo de Beethoven deflagra-se o solar e o noturno. E esses pólos estão presentes em suas obras. O artista é um herói a ser contemplado por aquilo que cria. A criação é o resultado dos elementos trágicos que pervagam a interioridade do artista. Da ebulição desses mundos incotidos, irrompe a beleza inevitável. Mar. Tumulto e fúria. Mas por que não beleza tecida no bojo da tragédia!? Beethoven encarnou o sublime. Agarrou o destino pela garganta e decidiu interpretá-lo desvendar os seus segredos. Isso por intermédio da arte. Ouvir Beethoven é descobrir-se mais humano. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sonata No. 16 in G major Op. 31 No. 1, Sonata No. 17 in D minor Op. 31 No. 2 'Tempestade', Sonata No. 18 in E flat major Op. 31 No. 3 e Sonata No. 19 in G minor Op. 49 No. 1

Sonata No. 16 in G major Op. 31 No. 1
01. Allegro vivace
02. Adagio grazioso
03. Rondo, Allegretto

Sonata No. 17 in D minor Op. 31 No. 2 'Tempestade'
04. Largo - Allegro
05. Adagio
06. Allegretto

Sonata No. 18 in E flat major Op. 31 No. 3
07. Allegro
08. Scherzo, Allegretto vivace
09. Minuetto, Moderato e grazioso
10. Presto con fuoco

Sonata No. 19 in G minor Op. 49 No. 1
11. Andante
12. Rondo, Allegro

Wilhelm Kempff, piano

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

Georg Philipp Telemann (1681-1767) - Suite em A menor, Concerto em F maior, Concerto em C maior e Sinfonia em F maior

Georg Philipp Telemann foi um daqueles casos geniais. Sua aptidão para aprender era impressionante. Aos dez anos já sabia tocar vários instrumentos. Um caso verdadeiramente curioso. Aos 21, assumiu a direção musical da ópera de Leipzig. Compôs em todos os estilos e formas existentes em sua época. Tornou-se respeitado. Um dos principais nomes do seu tempo. Era contemporâneo de Handel e Bach, mas o caráter de sua música era inconfundível. Seu estilo era claro, leve e de uma fluidez suave. Esse aspecto coloca a música de Telemann um pouco à frente da do seu tempo. Pode-se afirmar que ele é um daqueles que contribuíram para fazer surgir o período clássico. "Dentre seu catálogo se encontram 1.700 cantatas eclesiásticas, 27 Paixões, 6 oratórios, 17 missas, 9 óperas, canções, música instrumental, e muito mais. Como se não bastasse, escrevia ao estilo italiano, ao estilo francês (novo estilo), e ao estilo germânico, mais austero (velho estilo), do qual saíram compositores como Bach, Mozart, Beethoven e Brahms". Estima-se que Telemann tenha sido um dos compositores mais prolíficos de todos os tempos. Acredita-se que tenha escrito mais de 3.000 composições. Um assombro! Muitas dessas composições foram destruídas durante a Segunda Guerra Mundial. Uma pena! Vai aqui um pouco do estilo claro e suave desse grande músico. Bo apreciação!

Georg Philipp Telemann (1681-1767) - Suite em A menor, Concerto em F maior, Concerto em C maior e Sinfonia em F maior

Suite em A menor [30:15]
01. Ouverture
02. Les Plaisirs
03. Air a I'talien
04. Menuet 1&2
05. Rejouissance
06. Passpied
07. Polonaise

Concerto em F maior [13:44]
08. Affettuoso
09. Allegro
10. Adagio
11. Menuet 1&2

Concerto em C maior [14:47]
12. Allegretto
13. Allegro
14. Andante
15. Tempo di Minuet

Sinfonia em F maior [6:57]
16. Alla breve
17. Andante
18. Vivace

The Parley Of Instruments
Peter Holman, diretor

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

J. Brahms - Trio para piano, clarinete e violoncelo em A menor, Op. 114 e Quinteto para clari., 2 violinos, viola e violoc. em B menor, Op. 115 - CD4

Vamos ao penúltimo CD com a série sobre a obra camerística de Brahms. Concomitantemente eu estava postando as sonatas de Beethoven, porém verifiquei um certo influxo de indisciplina, o que fez com que eu parasse quase que completamente o material de Ludwig com o Kempff. Como pretendo terminar essa série com Brahms o mais rápido possível, poderei dedicar uma maior atenção ao mestre Beethoven. Esta semana me encontro bastante atarefado, os textos sairão parcos, mirrados. O que tenho a dizer é que são duas peças de grande sensibilidade e beleza. Algo típico da fase madura do velho Brahms. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1807) - Trio para piano, clarinete e violoncelo em A menor, Op. 114 e Quinteto para clarinete, 2 violinos, viola e violoncelo em B menor, Op. 115

Trio para piano, clarinete e violoncelo em A menor, Op. 114
01. Allegro
02. Adagio
03. Andante grazioso
04. Allegro

Karl Leister, clarinete
Georg Donderer, violoncelo
Christopher Eschenbach, piano

Quinteto para clarinete, 2 violinos, viola e violoncelo em B menor, Op. 115
05. Allegro
06. Adagio
07. Andantino - Presto non assai, ma con sentimento
08. Con moto

Amadeus Quartet
Karl Leister, clarinete

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 5 em D, Op. 47 e Sinfonia No. 9 em E flat, Op. 70

Segunda-feira. Estou de passagem apenas para postar este magnífico CD. Após ouvi-lo me sentir estimulado a postá-lo. Uma jóia! A Sinfonia n0. 5 é uma das obras mais incríveis que foram compostas no século XX. Acredito que seja a quarta postagem desta sinfonia aqui em O SER DA MÚSICA - Pletnev, Rostropovich, Jansons e Gergiev. É sintomático avisar que o maestro Valery Gergiev à frente de sua competente Kirov Orchestra está numa fase de grande maturidade. Outro aspecto é interessante é a colocação no CD da sinfonia no. 9, uma espécie de trabalho da ironia feito pelo Shosta. Não percebemos a priori as intenções da peça. Esta se mostra bastante satirizante, zizagueante, com motivos um tanto burlescos. Talvez Shosta estivesse direcionando as ironias da arte contra o venerável líder Stálin, dono da União Soviética, cultor da pesonalidade. É ouvir para entender. Uma boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 5 em D, Op. 47 e Sinfonia No. 9 em E flat, Op. 70

Sinfonia No. 5 em D, Op. 47
01. Moderato [16:25]
02. Allegretto [5:13]
03. Largo [14:44]
04. Allegro non troppo [11:33]

Sinfonia No. 9 em E flat, Op. 70
05. Allegro [5:54]
06. Moderato [6:47]
07. Presto [2:43]
08. Largo [3:47]
09. Allegretto [6:31]

Na Amazon

Kirov Orchestra
Valéry Gergiev, regente

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Igor Stravinsky (1882-1971 ) - Violin Concerto in D major e Bela Bartók (1881-1945 ) - Violin Concerto (No. 2) in B minor, Sz. 112, BB 117

Um CD para ninguém botar defeito. Analisando-o não há como não se entusiasmar. Trata-se de uma jóia da música do século XX. Algo para ser ouvido, re-ouvido e apreciado, sem nenhuma parcimônia. A riqueza das duas obras é um imperativo para que ouçamos muitas e muitas vezes. Viktoria Mullova está na sua melhor fase. Sua técnica se ajusta com perfeição às exigências dos dois concertos. A moça passa no texto com muita desenvoltura e competência. As duas peças apesar de possuírem complexidade técnica, são de grande sensibilidade. Possuo uma relação de respeito para com Stravinsky e Bartok (e devo inserir Schoenberg). Raras são as vezes que coloco algo para ouvir deles. Mas quando isso ocorre, não escuto apenas uma vez. É uma experiência única. É música para aturdir. É ouvir e se deleitar! Boa apreciação!

Igor Stravinsky (1882-1971 ) - Violin Concerto in D major

01. No. 1, Toccata
02. No. 2, Aria I
03. No. 3, Aria II

Bela Bartók (1881-1945 ) - Violin Concerto (No. 2) in B minor, Sz. 112, BB 117

04. I. Allegro con troppo
05. II. Andante tranquillo
06. III. Allegro molto

Você pode comprar este CD na Amazon

Los Angeles Philharmonic New Music Group
Esa-Pekka Salonen, regente
Viktoria Mullova, violino

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário!

Johann Sebastian Bach - Concerto in E major, BWV 1042, Concerto in D minor, BWV 1043, Concerto in A minor, BWV 1041 e Concerto in C minor, BWV 1060

Hilary Hahn é uma daquelas personalidades promissoras. do mundo artístico. Começou a tocar violino aos quatro anos de idade. Sua ascensão tem sido rápida. Já tocou nas principais salas de concertos dos Estados Unidos. Fora dos EUA, já esteve com Maazel tocando junto a Orquestra da Radio da Baviera, Orquestra Sinfônica de Londres e até mesmo a Orquestra Sinfônica da Singapura. Um fenômeno indiscutível. Hahn, com 30 anos de idade, afirmou que já tocou Bach mais do que qualquer outro artista desde os oito anos de idade. E repetiu esse hábito todos os dias. Isso autentica com prerrogativas positivas o CD que ora postamos. Percebe-se aqui o trabalho sério de uma jovem concertista em uma trilha ascendente. É ouvir e apreciar!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Concerto in E major, BWV 1042, Concerto in D minor, BWV 1043, Concerto in A minor, BWV 1041 e Concerto in C minor, BWV 1060

Concerto in E major, BWV 1042 
01. Allegro 
02. Adagio 
03. Allegro assai 

Concerto in D minor, BWV 1043 
04. Vivace 
05. Largo ma non tanto 
06. Allegro 

Concerto in A minor, BWV 1041 
07. Allegro moderato 
08. Andante 
09. Allegro assai 

Concerto in C minor, BWV 1060 
10. Allegro 
11. Adagio 
12. Allegro 

Los Angeles Chamber Orchestra 
Jeffrey Kahane, diretor 
Hilary Hahn, violino 


 Have Joy! 

*Se possível, deixe um comentário!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Felix Mendelssohn - Violino Concerto in E minor, Op.64, Piano Trio No.1 in D minor, Op.49 e Sonata para Violino e Piano in F major

PQP andou a fazer elógios a Anne-Sophie Mutter - alguns encômios saíram até picantes, excessivamente picantes. PQP é uma figura histriônica - claro, no bom sentido! Não pude deixar de me manifestar nesse sentido. Afinal de contas, pela senhora Mutter eu nutro duas paixões: uma de ordem física e outra de ordem artística. Com relação à primeira colocação, teria a dizer que ela é simplesmente uma das minhas musas. Acho-a muito bela. Uso aqui um termo bem típico de Paulo Freire para afirmar que a "boniteza" da moça me atrai. Há outros nomes no mundo da música que chamam a atenção - e, atualmente, há muitos nomes que se destacam nesse quesito - Mullova, Jansen, Batiashvili, Grimaud, Hann, a maravilhosa da Anna Netrebko, Cecilia Bartoli e até mesmo a Julia Fischer. Estas foram as que eu conseguir lembrar. Sei lá! O fato é que o mundo da música erudita está cheio de beldades. Mas, em minha exclusividade, penso que nenhuma sobrepuje a senhora Mutter. Ela possui uma peculiaridade que me atrai. Atualmente está com 47 anos. Madura. Plena. É casada com Andre Previn, que já está na casa dos 80 anos. E em segundo lugar, Anne Sophie-Mutter é uma das mais respeitadas musicistas do mundo. Ela atingiu a maturidade. Possui rigor artístico. Em matéria de execução ao violino, ela é imbatível. Escolhi o opus 64 de Mendelssohn pela virtuosidade que a "música exige do músico". Este concerto para violino é um dos mais famosos que já foram escritos até hoje na história da música. Somente alguém com a competência da Mutter para dar-lhe o trato, o cuidado e o colorido sério e equilibrado que a música exige. Boa apreciação!

*Pequeno trecho do Op. 64 de Mendelssohn com Mutter no YOUTUBE.
*Página oficial de Anne Sophie-Mutter - AQUI.

Felix Mendelssohn (1809 - 1847) - Violino Concerto in E minor, Op.64, Piano Trio No.1 in D minor, Op.49 e Sonata para Violino e Piano in F major (1838) (without opus number)

Violino Concerto in E minor, Op.64
01. 1. Allegro molto appassionato [12:19]
02. 2. Andante [7:15]
03. 3. Allegretto non troppo - Allegro molto vivace [6:15]

Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur, regente
Anne-Sophie Mutter, violino

Piano Trio No.1 in D minor, Op.49
04. 1. Molto allegro agitato [9:01]
05. 2. Andante con moto tranquillo [6:52]
06. 3. Scherzo (Leggiero e vivace) [3:38]
07. 4. Finale (Allegro assai appassionato) [8:10]

Anne-Sophie Mutter, violino
André Previn, piano
Lynn Harrell, violoncelo

Sonata para Violino e Piano in F major (1838) (without opus number)
08. 1. Allegro vivace [11:25]
09. 2. Adagio [7:14]
10. 3. Assai vivace [5:23]

Anne-Sophie Mutter, violino
André Previn, piano

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Georges Bizet (1838-1875) - L'Arlesienne, Suites Nos.1 e 2 e Carmen, Suites Nos. 1 e 2

Estou com certa pressa e a minha passagem por aqui é somente para postar esse CD de extraordinária beleza. Contém As Arlesianas e as duas suítes da ópera Carmen. Dizer que é IMPERDÍVEL é, simplesmente, desnecessário. Além do que, eu sou apaixonado pelas peças desse CD. As Arlesianas foram compostas originalmente como música incidental para uma peça teatral de Alphonse Daudet, o romancista e dramaturgo naturalista francês. O fato é que As Arlesianas são de uma beleza notável. Penso que esse CD é para ser ouvido diversas vezes. Bizet era aficcionado pela perfeição. Inúmeras foram as peças que ele somente rabiscou, mas não acabou por justamente buscar aquele burilamento excepcional. Deixou mais de quarenta óperas inacabadas. Mas aquilo que conseguiu concluir, está vestido da mais alta dignidade. Até mesmo Nietzsche se impressionou com o aspecto singular das composições de Bizet. Ele inicia assim O Caso Wagner: "Ouvi ontem - podem acreditar? - pela vigésima vez a obra-prima de Bizet. Mais uma vez com suave recolhimento perseverei até o fim, uma vez mais não empreendi fuga. Essa vitória sobre minha paciência me surpreende. Como semelhante obra nos torna perfeitos! Nós próprios chegamos a nos tornar uma "obra-prima". - E realmente cada vez que ouvi Carmen, me senti mais filósofo, melhor filósofo do que habitualmente me sinto: tão indugente, tão feliz, tão indiano, tão seguro... Cinco horas sentado: primeira etapa da santidade! - Seria errado dizer que a orquestração de Bizet é das poucas que ainda posso suportar? Todo outro estilo de orquestração que ora está voga, o wagneriano, ao mesmo tempo brutal, artificial e "ingênuo" e que assim fala a um tempo aos três sentidos da alma moderna - como é nociva esta orquestração de estilo wagneriano! Chamo-a siroco. Ela me provoca desagradáveis suores. Acaba com meu bom tempo! Essa música [a de Bizet] me parece perfeita. Vem vindo leve, suave, com toda a delicadeza. É amável, não transpira. "É bom aquilo que é leve, tudo o que é divino se move com pés delicados": primeiro princípio de minha estética"[grifo meu]. Palavras sábias de um homem que amava a beleza não-afetada. Sei que já postei As Arlesianas, mas essa versão com Dutoit me motivou a trazê-las à tona mais uma vez. Boa apreciação!

Georges Bizet (1838-1875) - L'Arlesienne, Suites Nos.1 e 2 e Carmen, Suites Nos. 1 e 2

L'Arlesienne, Suite No.1 [17:53]
01. Prelude
02. Minuetto
03. Adagietto
04. Carillion

L'Arlesienne, Suite No.2 [18:16]
05. Pastorale
06. Intermezzo
07. Menuet
08. Farandole

Carmen, Suite No.1 [12:14]
09. Aragonaise
10. Intermezzo
11. Segeudille
12. Les Dragons d'Alcala
13. Les Toreadores

Carmen, Suite No.2 [23.53]
14. Marche des Contrebandiers
15. Habanera
16. Nocturne
17. Chanson de Toreador
18. La Garde montante
19. Danse Boheme

Orchestre Symphonique de Montréal
Charles Dutoit, regente

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um recado!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Johannes Brahms (1833-1897) - String Quintet in F major, Op. 88 e String Quintet in G major, Op. 111 - CD 3

Dizer o quê? Comentar o quê? Não há necessidade nem disso nem daquilo. A obra camerística de Brahms é uma das coisas mais belas que já foram escritas em toda a história da música. É a mistura da melancolia correta com a técnica exata. Destaca-se neste CD o opus 111. É uma obra tardia do velho Brahms. Uma curiosidade: conta-se que após ter escrito esse Quinteto, Brahms decidiu parar de compor e até preparou um testamento. Entrementes, alguém como ele não poderia ficar parado. Esse fato teria se dado lá pelos anos de 1890. O que acontece é que após ter encontrado o clarinetista Richard Mülhfeld, e, encantado com o instrumento para sopro, resolve escrever inúmeras obras para o clarinete. Sorte a nossa! Resta-nos apreciar essas maravilhas. Seguem dois quintetos neste registro - o opus 88 e o opus 111. Uma boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) - String Quintet in F major, Op. 88 e String Quintet in G major, Op. 111

String Quintet in F major, Op. 88
01. I. Allegro non troppo ma con brio
02. II. Grave ed appassionato-Allegretto vivace-Tempo I - Presto
03. III. Finale. Allegro energico

String Quintet in G major, Op. 111
04. I. Allegro non troppo, ma con brio
05. II. Andante, un poco Adagio
06. III. Scherzo. Allegro - Trio
07. IV. Finale. Poco sostenuto

Amadeus Quartet

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concerto No. 5 para piano e orquestra in E flat, Op. 73 - "Imperador" e Piano Variations

Vamos ao último concerto para piano e orquestra de Beethoven com o Gilels. É uma beleza! O concerto número 5 de Beethoven é conhecido também como "Imperador". Essa designação não foi dada pelo próprio Beethoven. Um certo Johann Baptist Cramer teria sido o responsável por assim denominá-lo. Ficou primeiramente conhecido com esse epíteto nos países de língua inglesa e logo em seguida tornou-se comum chamar ao concerto de "Imperador". Certo mesmo é que a obra foi escrita entre os anos de 1809 e 1811 em homenagem ao arquiduque Rodolfo, mecenas e aluno de Beethoven. O concerto número 5 é uma peça possuidora daquela beleza idealista de Beethoven. Nele percebemos os sonhos, esperanças e reflexões do grande mestre. Aparecem ainda três variações impelidas pelas mãos geniais de Emil Gilels.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concerto No. 5 para piano e orquestra in E flat, Op. 73 - "Imperador", 32 Variations in C minor on an Original Theme, Wo080, 12 Variations in A on Russian Theme from Wranitzky's 'Das Waldmädchen', Wo071 e 6 Variations in D on a Turkish March from "The Ruins of Athens", Op. 76

Concerto No. 5 para piano e orquestra in E flat, Op. 73 - "Imperador"
01. I - Allegro
02. II - Adagio un poco mosso
03. III - Rondo, Allegro

Cleveland Orchestra
Geroge Szell, regente
Emil Gilels, piano

32 Variations in C minor on an Original Theme, Wo080
04. 32 Variations in C minor on an Original Theme, Wo080

12 Variations in A on Russian Theme from Wranitzky's 'Das Waldmädchen', Wo071
05. 12 Variations in A on Russian Theme from Wranitzky's 'Das Waldmädchen', Wo071

6 Variations in D on a Turkish March from "The Ruins of Athens", Op. 76
06. 6 Variations in D on a Turkish March from "The Ruins of Athens", Op. 76

Emil Gilels, piano

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Johannes Brahms, Sergei Rachmaninov, Franz Schubert, Maurice Ravel - Nelson Freire e Martha Argerich

Um CD de rara e delicada beleza. A parceria Nelson Freire - Martha Argerich já é conhecida pelos frutos que tem produzido. Neste registro suave, excelente, extraordinário para aqueles momentos em que a alma quer sossegar e o corpo pede bolachas com chá, esse CD torna-se pertinente. Claro que estou a fazer uma brincadeira. O fato é que após ter ouvido ontem no final da tarde, próximo do ocaso, percebir que a noite surgiu diferente. Não deixe de ouvir e apreciar a seleção e a transcrição feita para o piano de peças de Brahms, Rachmaninov, Schubert e Ravel por dois músicos que alcançaram a plenitude naquilo que fazem. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833 - 1897) -
Variações sobre um tema de Joseph Haydn, Op. 56b - Versão para dois pianos


01. Chorale St. Antoni. Andante
02. Var I. Antoni Andante
03. Var II. Vivace
04. Var III. Con moto
05. Var IV. Andante
06. Var V. Poco presto
07. Var VI. Vivace
08. Var VII. Grazioso
09. Var VIII. Poco presto
10. Finale. Andante

Sergei Rachmaninov (1873-1943) -
Danças Sinfônicas, Op. 45 - Versão para dois pianos

11. I Non Allegro
12. II Andante con moto
13. III Lento assai - Allegro vivace

Franz Schubert (1797-1828) -
Rondo em A maior, D. 951 - Grande Rondeau - Para piano a quatro mãos

14. Rondo in A major D 951 'Grand Rondeau'

Maurice Ravel (1875-1937) -
La Valse - Versão para dois pianos

15. La Valse

* Gravado ao vivo no Salzburg Festival

Martha Argerich, piano
Nelson Freire, piano

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Antonín Dvorak - Sinf. No. 7 em D menor, Op. 70, Carnival Overt, Op. 92, Sinf. No. 8 em G maior, Op. 88 e Sinf. No. 9 em E menor, Op. 95 - Novo Mundo

Há quem diga que Antonín Dvorak seja um romântico "pálido", sem expressão. Quem assim se posiciona com relação ao compositor checo precisa aprender a ouvi-lo. Dvorak é um compositor que seguiu com bastante reverência os temas folclóricos de sua terra. Que soube construir peças com beleza e aquele "humor" típico das grandes obras. Geralmente, as melodias dos seus trabalhos reproduzem temas populares da Morávia e da Boémia. A importância de Dvorak, enquanto este estava vivo, foi reconhecida na Inglaterra - local para onde fez diversas viagens - e nos Estados Unidos. Neste último país, Dvorak foi convidado a se tornar o dirigente do Conservatório de Nova York. Nos Estados Unidos, o compositor escreveu peças importantes como a Sinfonia no. 9 - "Do Novo Mundo". No entanto, a saudade de sua terra fez com que retornasse ao seu país para reassumir o antigo cargo de professor. Com relação às suas sinfonias, conseguimos notar que nas 9 que compôs, Dvorak conseguiu inserir um belo colorido orquestral; outro fator importante é o conjunto melódico. Dvorak não foi um grande extrapolador de convenções como o foi Beethoven. Em Ludwig percebemos uma reinvenção a cada trabalho. Dvorak não foi tão longe. Ele, na verdade, foi um grande "idealizador da ideia musical". Ou seja, ele sabia como criar música melódica, cativante e absoluta. Boa apreciação!

Antonín Dvorak (1841-1904) - Sinfonia No. 7 em D menor, Op. 70, Carnival Overture, Op. 92, Sinfonia No. 8 em G maior, Op. 88 e Sinfonia No. 9 em E menor, Op. 95 - "Do Novo Mundo"
Disco 1

Sinfonia No. 7 em D menor, Op. 70
01. I. Allegro maestoso
02. II. Poco Adagio
03. III. Scherzo Vivace - Poco Meno Mosso
04. IV. Allegro

"Carnival" Overture, Op. 92
05. Carnival Overture, Op. 92

Disco 2

Sinfonia No. 8 em G maior, Op. 88
01. I. Allegro con Brio
02. II. Adagio
03. III. Allegretto Grazioso
04. IV. Alegro ma non Troppo

Sinfonia No. 9 em E menor, Op. 95 - "Do Novo Mundo"
05. I. Adagio - Allegro Molto
06. II. Largo
07. III. Scherzo - Molto Vivace - Poco Sostenuto
08. IV. Allegro con Fuoco

Wiener Philharmoniker
Lorin Maazel, regente

BAIXAR AQUI
Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concertos para piano e orquestra números 1, 2, 3 e 4

Que me perdoem a compulsão, mas quem visita o blogger O SER DA MÚSICA com regularidade, pode observar a minha paixão pela música de Beethoven. E o que dizer dos concertos para piano e orquestra escritos pelo compositor alemão? Eles possuem uma linguagem que me envolve, segredam-me coisas grandes e ocultas. É música plena, absoluta. Não wagneriana (risos!). São o resultado da genialidade do mestre. Se não estou enganado ou me trai a memória, esta é a quarta postagem desses concertos aqui no blogger - Solti-Ashkhenazy, Abbado-Pollini, Van Kempen-Kempff e agora surge o extraordinário Gilels, sendo acompanhado por Szell. É assim: cai em minhas mãos a gravação, escuto, e a posto para a devida comparação. Esta gravação com o Gilels é formidável. Não chega, em minha opinião singela, a ser melhor que a do Pollini com o Abbado. Afirmo isso por uma questão de preferência. É que sou aficcionado pelo trabalho do Maurizio. Mas fica aqui a certeza de uma gravação imponente do Emil Gilels com George Szell. Vão os primeiros quatro concertos. O concerto número 5 - "Imperador" - está num CD em separado. Um bom deleite!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concertos para piano e orquestra números 1, 2, 3 e 4

Disco 1

Concerto para piano e orquestra No. 1 em C, Op. 15
01. I - Allegro con brio
02. II - Largo
03. III - Rondo (Allegro scherzando)

Concerto para piano e orquestra No. 2 em B flat, Op. 19
04. I - Allegro con brio
05. II - Adagio
06. III - Rondo (Molto allegro)

Disco 2

Concerto para piano e orquestra No. 3 em C menor, Op. 37
01. I - Allegro con brio
02. II - Largo
03. III - Rondo (Allegro-Presto)

Concerto para piano e orquestra No. 4 em G, Op. 58
04. I - Allegro moderato
05. II - Andante con moto
06. III - Rondo Vivace

Cleveland Orchestra
George Szell, regente
Emil Gilels, piano

BAIXAR AQUI CD1
BAIXAR AQUI CD2


*Se possível, deixe um comentário!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 1 em F menor, op. 10 e Sinfonia No. 7 em C maior, op. 60 - "Leningrado"

Já fazia algum tempo que eu tencionava postar este CD com duas das sinfonias de Shostakovich, um dos meus compositores favoritos. É uma grande gravação com o Bernstein. Podemos ver duas versões de Shostakovich neste post: primeiro a do jovem que compõe a sinfonia número 1; habitado por aspirações intelectuais e sonhos de mocidade; e, segundo, a do compositor maduro que compôs a sinfonia número 7, alcançando o domínio da arte da composição sinfônica. Para alguns, a sinfonia número 7 - juntamente com a 8 - são as grandes obras de Shosta. Incluiria em minha humildade as de número 5, 11 e 14. Lauro Machado Coelho diz que "Foi em Kúbishev que a Sétima estreou, em 5 de março de 1942, transmitida pelo rádio para todo país, sob a regência de Samossúd. A orquestra do Bolshói, que também fora evacuada, teve que ser aumentada com vários músicos extras, trazidos da frente de batalha. Foi um acontecimento político cercado de divulgação mais intensa. E em 22 de março, tendo podido retornar a Moscou, Samossúd e a orquestra do Bolshói, reforçada pela Vsiosoyúznaia Radio Orkiestra (a Orquestra da Rádio União), a executaram na capital". O mais surpreendente no relato do Lauro Machado é a inclusão do depoimento do musicólogo Geórgui Shnêirson que descreve como se deu a execução da obra: "Antes do início do quarto movimento, o responsável pela defesa antiárea surgiu, de repente, ao lado do maestro. Ergueu a mão e anunciou, num tom calmo, para não semear pânico, que o alarme de ataque aéreo tinha soado. Ninguém abandonou seu assento e a sinfonia foi tocada até o fim. O seu poderoso finale, que anuncia a vitória sobre o inimigo, criou uma atmosfera inesquecível, que não deixou ninguém indiferente. O homem uniformizado apareceu de novo e repetiu as palavras que, naqueles dias, as pessoas já se tinham acostumado a ouvir: "Um alarme antiaéreo acaba de soar". As pessoas responderam: "Nós já sabemos!" e a interminavel ovação continuou". A Sétima Sinfonia está vinculada à guerra. Nasceu para ser eternizada. Ela fez nascer um sentimento nacionalista no povo soviético. Não deixe de ouvir esse relevante documento artístico fecundado no século XX, mas imortalizado como evento do mais alto valor para a arte. Boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 1 em F menor, op. 10 e Sinfonia No. 7 em C maior, op. 60 -"Leningrado"

Disco 1

Sinfonia No. 1 em F menor, op. 10
01. I. Allegretto [08:58]
02. II. Allegro, Meno Mosso [04:52]
03. III. Lento, Largo [10:19]
04. IV. Allegro Molto [10:50]

Sinfonia No. 7 em C maior, op. 60 -"Leningrado"05. I. Allegretto [31:43]

Disco 2
01. II. Moderato [14:54]
02. III. Adagio [19:25]
03. IV. Allegro Non Troppo [18:51]

Chicago Symphony Orchestra
Leonard Bernstein, regente

BAIXAR AQUI  (Mega)

BAIXAR AQUI (One)

*Se possível, deixe um comentário!