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sábado, 29 de agosto de 2026

Franz Schubert (1797-1828) - Fierrabras

Franz Schubert iniciou a composição de pelo menos 16 óperas, mas concluiu apenas metade delas. Dessas, somente uma chegou a ser apresentada durante sua vida — e tudo indica que o próprio compositor sequer chegou a assistir à montagem. É uma história extraordinária e, ao mesmo tempo, melancólica. Schubert insistiu durante anos em conquistar reconhecimento no teatro musical, gênero no qual acreditava estar o verdadeiro caminho para a fama de um compositor.

As tentativas posteriores de recuperar suas óperas foram numerosas, mas quase sempre esbarraram em uma constatação incômoda: os maiores dons musicais não são suficientes para produzir uma grande ópera quando falta um genuíno instinto dramático. Schubert jamais teve a oportunidade de descobrir, diante de um palco, o que funcionava ou não em suas criações teatrais. E mesmo seus admiradores mais fervorosos precisam reconhecer que algumas características de sua linguagem — entre elas a extraordinária capacidade de sustentar uma figura musical simples por longos períodos, recurso central tanto em suas canções quanto em seus movimentos sinfônicos — podem acabar dominando o drama, em vez de serem conduzidas por ele.

Fierrabras, sua última ópera concluída, não está inteiramente livre desse problema. Ainda assim, a magnificência de sua música estimulou sucessivas tentativas de ressurreição. Composta em 1823, a obra só chegou ao palco em 1897, e mesmo assim em uma versão bastante mutilada. O interesse aumentou durante a década de 1970, levando à estreia americana em 1980 e à estreia britânica em Oxford, em 1986 — uma escolha curiosamente apropriada para aquilo que parecia ser uma causa praticamente perdida.

Então surgiu Claudio Abbado. Suas apresentações de Fierrabras em Viena, em maio de 1988, revelaram a verdadeira força da obra. Uma transmissão pela BBC ampliou seu alcance e, posteriormente, essas apresentações ao vivo deram origem ao registro em questão. A qualidade técnica da gravação está longe do ideal, com alguns problemas de equilíbrio nos conjuntos e certos ruídos pouco agradáveis. São, porém, limitações secundárias diante da importância do documento artístico.

A trama de Fierrabras é complexa demais para uma síntese completa, mas gira em torno dos amores e lealdades entre cinco personagens envolvidos nas guerras de Carlos Magno contra os mouros. A obra apresenta algumas dificuldades dramáticas, em parte porque Schubert também estava sujeito às convenções da moda cavalheiresca de seu tempo, assim como Carl Maria von Weber em Euryanthe. A estreia vienense malsucedida da ópera de Weber, ocorrida justamente quando Schubert acabava de concluir sua própria obra, provavelmente contribuiu para impedir que Fierrabras chegasse ao palco naquele momento.

Apesar da opinião pouco favorável que Schubert tinha de Euryanthe, os dois compositores encontram soluções semelhantes em determinados momentos. A aproximação talvez seja ainda mais natural porque Fierrabras revela clara admiração por Der Freischütz, de Weber. A obra conserva a estrutura do Singspiel, incluindo o emprego do melodrama, e apresenta uma linguagem melódica que parece reconhecer tanto a influência de Weber quanto o prestígio vienense de Cherubini.

Ainda assim, o estilo permanece inequivocamente schubertiano. As árias, inclusive aquelas de caráter mais próximo da canção, possuem características diferentes das encontradas em seus Lieder, mesmo quando estes assumem formas próximas de uma scena. Os coros, por sua vez, revelam a experiência que Schubert adquiriu ainda jovem no canto coletivo. Entre eles está o belo “O teures Vaterland”, apresentado a cappella, que ganha nesta interpretação tratamento particularmente refinado.

É justamente nas cenas corais em que os grupos se dividem em forças antagônicas que Abbado demonstra uma de suas maiores virtudes. No segundo ato, sobretudo, o maestro transforma esses confrontos em alguns dos momentos mais eletrizantes da ópera, explorando com precisão o contraste dramático entre as diferentes formações.

A escrita orquestral também se mostra extraordinariamente eficaz. Schubert utiliza suas qualidades de compositor sinfônico para construir tensão dramática, mas também produz momentos de grande delicadeza e personalidade. Um exemplo particularmente belo aparece no dueto “Der Abend sinkt”, do primeiro ato. A serenata de Eginhard, em Lá menor e acompanhada pelo clarinete, expressa sua tristeza; a resposta de Emma conduz a música consoladoramente para o modo maior, transferindo o acompanhamento para a flauta. É um pequeno exemplo da capacidade de Schubert de transformar recursos puramente musicais em expressão dramática.

O elenco vocal é sólido e bem integrado. Robert Gambill canta com força, embora pudesse imprimir maior ternura ao personagem. Karita Mattila oferece uma Emma particularmente comovente, enquanto Josef Protschka interpreta com competência o próprio Fierrabras, o jovem herói mouro. O rei mouro e seu principal adversário cristão — personagens infelizmente chamados Boland e Roland — recebem de László Polgár e Thomas Hampson interpretações vigorosas e sustentadas.

A filha de Boland, Florinda, e sua companheira Maragond protagonizam um dos números mais belos da partitura, o dueto “Weit über Glanz”, do segundo ato, realizado com charme por Cheryl Studer e Brigitte Balleys. Robert Holl, por sua vez, assume o papel de Carlos Magno com a autoridade necessária.

Não se trata, portanto, de um elenco formado exclusivamente por estrelas. Sua maior qualidade está na unidade do conjunto, reforçada pela direção firme de Abbado e, sobretudo, pela convicção com que o maestro defende a obra. Sua crença em Fierrabras torna-se perceptível em praticamente todos os momentos da execução.

Também merece elogios o livreto que acompanha a gravação. Elizabeth Norman McKay oferece uma excelente introdução destinada ao leitor de língua inglesa, enquanto aqueles que dominam o alemão encontrarão informações ainda mais abrangentes no estudo de Sigrid Neef, longo, minucioso e perspicaz, dedicado à gênese e à natureza da obra.

No conjunto, esta gravação faz plena justiça à última ópera concluída por Schubert. Com todas as suas fragilidades dramáticas, Fierrabras representa provavelmente o ponto mais próximo a que o compositor chegou de realizar uma verdadeira obra-prima para o palco. Graças à visão de Abbado, à coesão do elenco e à extraordinária riqueza musical da partitura, a obra deixa de parecer uma simples curiosidade histórica e revela, finalmente, boa parte do potencial teatral que Schubert jamais teve a oportunidade de testemunhar em vida.

Uma boa apreciação! 

Franz Schubert (1797-1828) - 

DISCO 01


01 Ouverture
02 ERSTER AKT- Nr.1 Introduktion
03 Nr.2 Duett
04 Nr.3 Marsch und Chor
05 Nr.4 Ensemble- a) Rezitativ und Chor
06 b) Arioso und Chor
07 c) Rezitativ und Erzählung
08 d) Ensemble und Chor
09 e) Quartett mit Chor
10 f) Marsch und Chor
11 Nr.5 Duett
12 Nr.6 Finale I- a) Romanze (Duett)
13 b) Rezitativ und Arie
14 c) Ensemble
15 d) Szene und Terzett
16 e) Rezitativ
17 f) Rezitativ, terzett und Ensemble- Rezitativ und Terzett
18 f) Rezitativ, terzett und Ensemble- Ensemble
19 g) Quartett mit Chor

DISCO 02

01 ZWEITER AKT- Nr.7 Lied mit Chor
02 Nr.8a) Rezitativ, Marsch (Mit Melodram) und Ensemble
03 b) Duett mit Chor
04 Nr.9 Duett
05 Nr.10 Quintett
06 Nr.11 Chor
07 Nr.12 Terzett mit Chor
08 Nr.12 Terzett mit Chor
09 Nr.13 Arie
10 Nr.14 Chor a cappella
11 Nr.15 Melodram- a) Melodram, Rezitativ und Ensemble
12 b) Duett mit Chor
13 Nr.16 Chor und Melodram
14 Nr.17 Finale II- a) Terzett und Chor
15 b) Melodram
16 DRITTER AKT- Nr.18 Chor
17 Nr.19 Quartett und Szene
18 Nr.19 Quartett und Szene
19 Nr.20 Terzett
20 Nr.21a) Arie mit Chor
21 b) Marcia funebre (mit Melodram) und Ensemble
22 Nr.22 Chor und Ensemble- Chor
23 Nr.22 Chor und Ensemble- Ensemble
24 Nr.23 Finale- a) Rezitativ
25 b) Ensemble - c) Rezitativ und Schlußgesang- Rezitativ
26 c) Rezitativ und Schlußgesang- Schlußgesang

Arnold Schoenberg Chor
The Chamber Orchestra of Europe

Claudio Abbado, regente 

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Claudio Monteverdi (1567-1643) - L'Orfeo, SV 318

"Claudio Monteverdi ocupa um lugar central na história da música ocidental, e L’Orfeo é frequentemente apontada como a primeira ópera plenamente realizada. A afirmação não se deve apenas ao seu pioneirismo cronológico, mas sobretudo ao fato de a obra reunir, de maneira admiravelmente madura, os elementos que passariam a definir o gênero operístico nos séculos seguintes.

Estruturada em cinco atos, L’Orfeo apresenta um amplo conjunto de personagens e uma sofisticada concepção orquestral, cuja partitura especifica cerca de quarenta instrumentos — um nível de detalhamento incomum para a época. Seu libreto, inspirado no célebre mito clássico de Orfeu e Eurídice, também estabelece um modelo que seria amplamente adotado por gerações posteriores de compositores, consolidando a tradição de recorrer à mitologia greco-romana como fonte privilegiada para o teatro musical.

Por essas características, a obra de Monteverdi pode ser considerada uma verdadeira matriz da ópera. Nela já se encontram os principais elementos que moldariam o desenvolvimento do gênero: a integração entre música e drama, a caracterização psicológica das personagens, a riqueza das cores orquestrais e a utilização da voz como principal veículo da expressão teatral.

Há, contudo, um aspecto que distingue L’Orfeo de muitas das grandes óperas que lhe sucederam. Embora compartilhe a grandiosidade estrutural e a profundidade dramática que se tornariam marcas da tradição operística, sua narrativa permanece surpreendentemente direta, concisa e objetiva. Monteverdi evita digressões excessivas e conduz a ação com notável clareza, fazendo daquilo que definiu como uma “favola in musica” (“fábula em música”) uma obra de extraordinária eficácia dramática.

Mais de quatro séculos após sua estreia, L’Orfeo continua sendo reconhecida como um dos marcos fundadores da história da ópera. Nela, Monteverdi não apenas inaugura uma nova forma de teatro musical, mas demonstra, desde seus primórdios, o extraordinário potencial da ópera para unir poesia, música e representação dramática em uma única e poderosa experiência artística".

Uma boa apreciação! 

Claudio Monteverdi (1567–1643) - 
    
01. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318: Toccata
02. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Prologue: Dal mio permesso amato
03. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: In questo lieto e fortunato giorno
04. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: Vieni Imeneo, deh vieni
05. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: Muse, honor di Parnaso
06. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: Lasciate i monti
07. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: Ma tu gentil cantor
08. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: Rosa del ciel, vita del mondo
09. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: Io non dirò
10. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: Lasciate i monti
11. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: Vieni Imeneo, deh vieni
12. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: Ma s'il nostro gioir
13. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act I: Alcun non sia
14. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act II: Ecco pur ch'a voi ritorno
15. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act II: Ahi caso acerbo
16. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act II: In un fiorito prato
17. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act II: Tu se' morta
18. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act II: Ahi caso acerbo
19. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act II: Ma io ch'in questa lingua
20. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act II: Chi ne consola ahi lassi?
21. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act III: Sinfonia
22. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act III: Scorto da te, mio Nume
23. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act III: Ecco l'atra palude
24. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act III: Dove, ah dove te'n vai
25. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act III: O tu ch'innanzi morte
26. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act III: Possente spirto
27. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act III: Sol tu, nobile Dio
28. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act III: Ben mi lusinga alquanto
29. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act III: Ei dorme
30. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act III: Nulla impresa per huom
31. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act IV: Signor, quell'infelice
32. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act IV: Benchè severo e immutabil fato
33. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act IV: O degli habitator
34. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act IV: Quali grazie ti rendo
35. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act IV: Pietade oggi
36. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act IV: Qual honor di te fia degno
37. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act IV: Ahi vista troppo dolce
38. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act IV: È la virtute un raggio
39. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act V: Ritornello
40. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act V: Questi i campi di Tracia
41. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act V: Perchè a lo sdegno e al dolor in preda
42. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act V: Padre cortese al maggior uopo arrivi
43. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act V: Saliam cantando al Cielo
44. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act V: Vanne Orfeo, felice a pieno
45. Monteverdi: L'Orfeo, SV 318, Act V: Moresca

Ensemble Lundabarock
Ensemble Altapunta
Höör Barock

Fredrik Malmberg, direção e órgão 

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sábado, 18 de julho de 2026

Leonardo Leo (1694–1744) - Le nozze di Iole ed Ercole

"As núpcias de Íole e Hércules" foi composta em 1739 pelo compositor napolitano Leonardo Leo. É uma obra cuja qualidades exaltam a clareza e a riqueza da ópera barroca. Embora o compositor tenha sido um dos nomes mais respeitados de sua época, sua produção operística permaneceu durante muito tempo eclipsada pelo repertório de Händel, Vivaldi e Pergolesi. Nas últimas décadas, entretanto, o interesse pela redescoberta do barroco italiano trouxe novamente à luz uma obra de impressionante sofisticação dramática e musical.

Leonardo Leo foi um dos principais representantes da Escola Napolitana, centro musical que dominou a produção operística europeia durante boa parte do século XVIII. Além de sua atuação como compositor de música sacra e professor, Leo destacou-se por aperfeiçoar a linguagem da opera seria, conciliando o rigor contrapontístico herdado da tradição com um refinado senso melódico e uma extraordinária capacidade de caracterização psicológica dos personagens. 

O libreto de Le nozze di Iole ed Ercole, escrito por Carlo Sigismondo Capece, inspira-se na mitologia grega e aborda um dos episódios finais da vida do herói Hércules. Após vencer o rei Éurito, Hércules pretende desposar Íole, filha do soberano derrotado. No entanto, a união torna-se o centro de uma intrincada rede de paixões, rivalidades, ciúmes, ambições políticas e conflitos familiares. Como em muitas óperas sérias da época, os acontecimentos externos servem sobretudo como pano de fundo para explorar os dilemas morais e emocionais das personagens.

Apesar do título sugerir uma celebração matrimonial, a narrativa é marcada por permanente tensão dramática. Hércules aparece menos como o herói invencível da tradição clássica e mais como uma figura humana, vulnerável às próprias paixões. Íole, por sua vez, representa a dignidade diante da adversidade, enquanto os demais personagens desenvolvem conflitos que colocam em confronto dever, honra e desejo — elementos centrais da dramaturgia barroca.

Musicalmente, a ópera constitui um exemplo notável da maturidade estilística de Leonardo Leo. A sucessão de árias da capo oferece amplo espaço para a ornamentação vocal e para a expressão dos chamados affetti, os estados emocionais que orientavam a estética barroca. Cada personagem possui uma identidade musical própria, construída por meio de linhas vocais elegantes, harmonias refinadas e uma orquestração de grande sensibilidade.

Após sua estreia, Le nozze di Iole ed Ercole conheceu o destino comum de grande parte das óperas barrocas: caiu gradualmente no esquecimento com a ascensão do estilo clássico e a transformação do gosto operístico europeu. Apenas recentemente, impulsionada pelo movimento de interpretação historicamente informada e pela redescoberta do repertório napolitano, a obra voltou aos palcos e às gravações, revelando uma partitura de extraordinária qualidade.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Leonardo Leo (1694–1744) - 

DISCO 01 (Part 1)

01 - Sinfonia   
02 - "Or che ridente" Recitativo Iole
03 - "Ruscelletto" - Aria di Iole
04 - "O bellissima Iole" - Recitativo Ercole
05 - "Come cerva" - Aria di Ercole
06 - "Ercole neghittoso" - Recitativo Alceo
07 - "Sorgi, vieni" - Aria di Alceo
08 - "Alceo, tu fai palesi" - Recitativo Iole, Ercole, Alceo
09 - "Non sà mentir" - Aria di Iole
10 - "Pria torneranno" - Recitativo Ercole
11 - "Vien da tuoi lumi" - Aria di Ercole
12 - "Almeno della Patria" - Recitativo Alceo
13 - "Qual d'ira freme" - Aria di Alceo
14 - "In van raggioni adduci" - Recitativo Ercole
15 - "Sono di puro latte" - Aria di Ercole
16 - "Ben son degni di te" - Recitativo Iole
17 - "Deh, se mirar potessi" - Aria di Iole
18 - "Ah, che la Patria" - Recitativo Alceo
19 - "Di flebili accenti" - Aria de Alceo
20 - "Non so" - Recitativo Ercole
21 - "Come dolce / come vaga" - Duetto Iole & Ercole

DISCO 02 (Part 2)

01 - "Navicella esposta" - Aria di Iole
02 - "E quando" - Recitativo Iole, Ercole
03 - "Quel piacer" - Aria di Ercole
04 - "È d'strema bellezza" - Recitativo Alceo
05 - "Scaccia amor" - Aria di Alceo
06 - "Or respirate affetti" - Recitativo Iole
07 - "La colomba" - Aria di Iole
08 - "Nel primo istante" - Recitativo Ercole
09 - "Nulla giova" - Aria di Ercole
10 - "Quanto impone" - Recitativo Alceo
11 - "Piova nel vostro grembo" - Aria di Alceo
12 - "Giri pur quanto vuole" - Recitativo Iole
13 - "Qual rubiconda Aurora" - Aria di Iole
14 - "Ed alterni" - Recitativo Ercole
15 - "Se in te respira" - Aria di Ercole
16 - "Per le più corte vie" - Recitativo Teseo
17 - "Godi coppia" - Aria di Teseo
18 - "Con questa destra" - Recitativo Ercole

Neue Hofkapelle München
Christoph Hammer, diretor
Susanne Bernhard, Iole (soprano)
Kai Wessel, Ercole (contratenor)
Dominik Wörner, Alceo, Tesseo (baixo) 

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Jean-Phillippe Rameau (1683-1764) - Hippolyte et Aricie

Quando Rameau (1683–1764) estreou Hippolyte et Aricie, em 1º de outubro de 1733, na Ópera de Paris, o público francês percebeu imediatamente que algo havia mudado. Aos cinquenta anos, conhecido sobretudo como teórico e compositor para órgão, Rameau ingressava no teatro lírico com uma obra que revolucionaria a tradição inaugurada por Jean-Baptiste Lully meio século antes. A recepção foi dividida: para alguns, a música era excessivamente complexa; para outros, tratava-se do nascimento de uma nova era da ópera francesa.

Baseado na tragédia Phèdre, de Racine, e em episódios da mitologia grega, o libreto do Abbé Simon-Joseph Pellegrin narra o amor impossível entre Hipólito, filho de Teseu, e Arícia, princesa mantida cativa. A paixão proibida de Fedra pelo enteado desencadeia uma sucessão de ciúmes, mal-entendidos e tragédias, envolvendo deuses, monstros marinhos e intervenções sobrenaturais, até que a deusa Diana restaura a ordem e reúne os amantes no desfecho. O enredo reúne todos os elementos da tragédie lyrique: heroísmo, destino, paixão, moralidade e a constante presença do mundo divino.

Mas é na música que reside a verdadeira grandeza da obra. Rameau preserva a elegância da tradição francesa, marcada pela importância da declamação do texto e pela integração entre canto, dança e coro, ao mesmo tempo em que amplia extraordinariamente os recursos harmônicos e orquestrais. Sua escrita impressiona pela riqueza das cores instrumentais, pela ousadia das modulações e pela capacidade de transformar a orquestra em protagonista do drama. As célebres cenas infernais do segundo ato, os momentos pastorais dedicados a Diana e as grandiosas danças que encerram a ópera revelam um compositor capaz de conciliar sofisticação intelectual e impacto teatral.

Outro aspecto marcante é a variedade expressiva. Em poucos minutos, Rameau transita da serenidade quase contemplativa das cenas de Arícia para a violência emocional de Fedra, da solenidade ritual às explosões dramáticas que acompanham a aparição do monstro enviado por Netuno. Essa alternância constante impede qualquer sensação de monotonia e confere à partitura uma vitalidade que permanece surpreendentemente moderna.

A gravação apresentada neste libreto, realizada pela English Chamber Orchestra, pelos St. Anthony Singers e regida por Anthony Lewis, representa um importante marco na redescoberta da ópera barroca francesa durante o século XX. O elenco, liderado por Angela Hickey, Robert Tear e John Shirley-Quirk, alia clareza estilística e rigor histórico a interpretações expressivas, contribuindo para recolocar Hippolyte et Aricie no repertório internacional.

Quase trezentos anos após sua estreia, Hippolyte et Aricie continua sendo uma obra indispensável para compreender o barroco francês. Mais do que a primeira ópera de Rameau, ela representa a afirmação de uma nova linguagem musical, capaz de unir tradição e inovação com rara naturalidade. Poucas estreias na história da música produziram impacto tão profundo. Ao romper os limites impostos pelo modelo de Lully, Rameau inaugurou uma fase de extraordinária criatividade que consolidaria seu nome como o maior compositor de ópera da França antes da Revolução.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Jean-Phillippe Rameau (1683-1764) - 

DISCO 01

01. Acte I ¡P Ouverture
02. Acte I ¡P Scene I - Prelude - Temple sacre, sejour tranquille (Aricie)
03. Acte I ¡P Scene II - Princesse, quels apprets me frappent (Hippolyte)
04. Acte I ¡P Scene III - Marche - Dans ce paisible sejour (Choeur des Pretresses)
05. Acte I ¡P Scene IV - Princesse, ce grand jour par des noeuds eternels (Phedre)
06. Acte I - Scene V - Prelude - Ne vous alarmez pas d'un projet temeraire (Diane)
07. Acte I ¡P Prelude - Scene VI - Quoi ! la terre et le ciel contre moi (Phedre)
08. Acte I ¡P Scene VIII - Mes yeux commencent d'entrevoir (Oenone)
09. Acte II ¡P Scene I - Laisse-moi respirer, implacable Furie! (Thesee)
10. Acte II ¡P Scene II - Prelude - Inexorable Roi de l'Empire infernal! (Thesee)
11. Acte II ¡P Scene III - Qu'a servir mon courroux tout l'Enfer se prepare! (Pluton)
12. Acte II ¡P Scene IV - Dieux! que d'infortunes gemissent (Thesee)
13. Acte II ¡P Scene IV - Ah! qu'on daigne du moins...Puisque Pluton (Thesee)
14. Acte II ¡P Scene V - Prelude - Neptune vous demande grace (Mercure)
15. Acte III ¡P Scene I - Prelude - Cruelle mere des amours (Phedre)

DISCO 02

01. [ACT III] Scene 2 - Phedre Eh bien!
02. Scene 8 - Choeur Que ce rivage retentisse
03. Scene 9 - Thesee Quels biens! Je fremis quand j'y pense
04. [ACT IV] Scene 1 - Hippolyte Ah! faut-il, en ce jour
05. Scene 2 - Aricie C'en est donc fait, cruel
06. Scene 3 - Choeur Faisons partout voler nos traits
07. Scene 4 - Phedre Quelle plainte en ces lieux m'appelle
08. [ACT V] Scene 1 - Thesee Grands dieux! de quels remords
09. Scene 2 - Neptune, Thesee Arrete!...Pour un fils quelle pitie vous presse
10. Scene 3 - Aricie Ou suis-je De mes sens j'ai recouvre l'usage
11. Scene 4 - Choeur Descendez, brillante immortelle
12. Scene 5 - Diane Peuples toujours soumis a mon obeissance
13. Scene 7 - Hippolyte Ou suis-je transporte
14. Scene 8 - Choeur Chantons sur la musette
15. Scene 8 - Diane Bergers, vous allez voir combien je suis fidele
16. Scene 8 - Chaconn
17. Scene 8 - Une Bergere Rossignols amoureux

English Chamber Orchestra
The St. Anthony Singers

Sir Anthony Lewis, regente 

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sábado, 11 de julho de 2026

Camille Saint-Saëns (1835-1921) - Samson & Dalila

"Sansão e Dalila (Samson et Dalila) é uma ópera de Camille Saint-Saëns com libreto de Ferdinand Lemaire baseada no relato bíblico de Sansão e Dalila, capítulo 13 do Livro dos Juízes do Velho Testamento. Como refere o texto do Coliseu do Porto, “É a história de um homem que foi forte o suficiente para derrotar os inimigos de Israel, os filisteus, mas não o suficiente para resistir à malícia de uma mulher”. 

Numa praça perto do templo de Dagom, Gaza, os hebreus pedem a Jeová que os liberte da opressão dos filisteus. Sansão encoraja-os a não perderem a fé e resistirem. Surge Abimeleque, o governador dos filisteus, diz-lhes que foram abandonados pelo seu Deus, luta com Sansão desarmado mas este mata-o. Temendo o que se seguirá, os hebreus fogem e abandonam Sansão. O sumo-sacerdote de Dagom amaldiçoa a força de Sansão e decide utilizar Dalila para vencê-la.

Dalila surge do templo e tenta seduzir Sansão, ajudada por outras sacerdotisas. Um ancião hebreu alerta Sansão, em vão, para os perigos de se deixar seduzir por Dalila. No vale de Sorek, Sansão está com Dalila. Chega o sumo-sacerdote que confirma que os hebreus derrotaram os filisteus. Oferece ouro a Dalila pela captura de Sansão mas ela recusa porque apenas se quer vingar, por lealdade aos seus deuses e ódio aos hebreus. Jura descobrir o segredo da sua força sobrenatural.

Depois de uma longa cena de sedução, Sansão afirma o seu amor por Dalila e revela-lhe o segredo. A força está nos cabelos. Ela chama os soldados filisteus que o prendem e cegam. Em Gaza, Sansão, preso e com remorsos por ter traído o povo hebreu que continua em sofrimento às mãos dos filisteus, oferece a sua vida. É levado por um rapaz para o templo de Dagom para uma cerimónia sacrificial comemorativa da vitória dos filisteus. É ridicularizado por todos, incluindo Dalila. Diz ao rapaz que o leve para o local onde estão os dois pilares principais do templo. Pede a Deus para lhe restituir a força e derruba os pilares que, com todo o templo, caem sobre ele e todos os inimigos".

Daqui 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Camille Saint-Saëns (1835-1921) - 

DISCO 01

01. Dieu! Dieu d'Israël! Ecoute la prière
02. Un jour, de nous tu detournas la face
03. Arretez, ô mes frères!
04. L'as-tu donc oublée, celui dont la puissance
05. Qui donc élève ici la voix
06. C'est toi que sa bouche invective
07. Que vois-je Abimélech!
08. Seigneur! La troupe furieuse
09. Hymne de joie, Hymne de délivrance
10. Voici le printemps nous portant des fleurs
11. Je viens célébrer la victoire
12. Danse des prêtresses de Dagon
13. Printemps qui commence

DISCO 02

01. Prélude
02. Samson, recherchant ma presence
03. J'ai gravi la montagne
04. Qu'importe a Dalila ton or
05. Il faut, pour assouvir ma haine
06. Samson, me disais-tu, dans ces lieux
07. En ces lieux, malgré moi
08. Qu'importe a mon coeur désolé
09. Mon coeur s'ouvre à ta voix
10. Mais!...Non! que dis-je
11. Vois ma misère, hélas! vois ma détresse!
12. L'aube qui blanchit déjà les coteaux
13. Bacchanale
14. Salut! Salut au juge d'Israël
15. Laisse-moi prendre ta main
16. Allons, Samson, divertis-nous
17. Viens, Dalila, rendre grâce à nos dieux
18. Guidez ses pas vers le milieu du temple

London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra

Sir Colin Davis, regente

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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Richard Strauss (1864-1949) - Elektra, Op. 58, TrV 223

Apresentada pela primeira vez em Dresden, em 1909, Elektra marcou a primeira de muitas colaborações entre Richard Strauss e o libretista Hugo von Hofmannsthal, consolidando-se como a mais modernista de todas as óperas do compositor. Inspirada na peça — profundamente reinterpretada — de Sófocles, a versão de Hofmannsthal concentra-se nos pensamentos e conflitos interiores de Elektra, explorados em diálogos individuais com diferentes membros de sua família.

A partitura de Strauss é marcada por ousadia harmônica incomum e ficou célebre pelo chamado “Acorde de Elektra”, combinação simultânea de Mi maior e Dó sustenido maior. A orquestração também impressiona pela grandiosidade - mesmo para os padrões do compositor - reunindo oito trompas, seis trompetes, tímpanos duplos e duas harpas.

A gravação foi realizada ao vivo em Bergen, em dezembro de 2023, sob regência de Edward Gardner, com elenco liderado pela soprano dramática sueca Iréne Theorin, considerada uma das maiores intérpretes de Elektra da atualidade.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Richard Strauss (1864-1949) - 

01. Elektra, Op. 58, TrV 223: Wo bleibt Elektra? (First, Second, Third, Fourth, Fifth Maid Servant, The Overseer) (6:21)
02. Elektra, Op. 58, TrV 223: Allein! Weh, ganz allein (Elektra) (9:17)
03. Elektra, Op. 58, TrV 223: Elektra! (Chrysothemis, Elektra) (2:31)
04. Elektra, Op. 58, TrV 223: Ich kann nicht sitzen und ins Dunkel starren (Chrysothemis, Elektra) (6:15)
05. Elektra, Op. 58, TrV 223: Es geht ein Lärm los (Elektra, Chrysothemis) (2:52)
06. Elektra, Op. 58, TrV 223: Was willst du? Seht doch, dort! (Klytemnestra) (4:43)
07. Elektra, Op. 58, TrV 223: Ich will Nichts hören! (Klytemnestra) (4:49)
08. Elektra, Op. 58, TrV 223: Ich habe keine guten Nächte (Klytemnestra, Elektra) (6:01)
09. Elektra, Op. 58, TrV 223: Wenn das rechte Blutopfer unter'm Beile fällt (Klytemnestra, Elektra) (4:57)
10. Elektra, Op. 58, TrV 223: Was bluten muß? (Elektra, Klytemnestra) (4:10)
11. Elektra, Op. 58, TrV 223: Orest! Orest - ist tot! (Chrysothemis, Elektra) (3:22)
12. Elektra, Op. 58, TrV 223: Platz da! Wer lungert so vor einer Tür? (Young Servant, Old Servant) (0:56)
13. Elektra, Op. 58, TrV 223: Nun muß es hier von uns geschehn (Elektra, Chrysothemis) (2:06)
14. Elektra, Op. 58, TrV 223: Wie stark du bist (Elektra, Chrysothemis) (4:52)
15. Elektra, Op. 58, TrV 223: Nun denn, allein (Elektra) (1:18)
16. Elektra, Op. 58, TrV 223: Was willst du, fremder Mensch? (Elektra, Orestes) (6:50)
17. Elektra, Op. 58, TrV 223: Wer bist denn du? (Orestes, Elektra) (2:26)
18. Elektra, Op. 58, TrV 223: Orest! (Elektra) (8:46)
19. Elektra, Op. 58, TrV 223: Was schaust du ängstlich um dich? (Elektra, Orestes, The Tutor of Orestes) (3:42)
20. Elektra, Op. 58, TrV 223: Ich habe ihm das Beil nicht geben können! (Elektra, Klytemnestra) (1:38)
21. Elektra, Op. 58, TrV 223: Es muß etwas geschehen sein (Chrysothemis, First, Second, Third, Fourth Maid Servants) (1:06)
22. Elektra, Op. 58, TrV 223: He, Lichter! Lichter! (Aegisthus, Elektra) (4:19)
23. Elektra, Op. 58, TrV 223: Helft! Mörder! (Aegisthus, Elektra) (1:05)
24. Elektra, Op. 58, TrV 223: Elektra! Schwester! (Chrysothemis, Chorus, Elektra) (3:27)
25. Elektra, Op. 58, TrV 223: Wir sind bei den Göttern, wir Vollbringenden (Elektra, Chrysothemis) (3:44)
26. Elektra, Op. 58, TrV 223: Schweig, und tanze! (Elektra, Chrysothemis) (2:20)

Bergen Philharmonic Orchestra

Edward Gardner, regente 

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terça-feira, 5 de maio de 2026

Severio Mercadante (1795-1870) - La Vestale


Não conhecia essa ópera de Severio Mercadente. Aliás, não há tantas postagens do compositor aqui no blog. Importa dizer que quando Mercadante compôs La Vestale em um período em que o modelo do bel canto - consagrado por nomes como Gioachino Rossini, Vincenzo Bellini e Gaetano Donizetti - começava a se transformar. Havia uma crescente busca por maior dramaticidade, coesão narrativa e integração entre música e ação cênica. Nesse contexto, Mercadante surge como uma figura de “ponte”, alguém que tenta renovar a ópera italiana antes da consolidação do estilo de Giuseppe Verdi.

A escolha do tema de La Vestale também não é casual. A história das vestais - sacerdotisas da Roma Antiga obrigadas a manter votos de castidade - já havia sido explorada anteriormente, inclusive na famosa ópera homônima de Gaspare Spontini. Esse interesse pelo mundo clássico reflete o fascínio neoclássico que ainda permeava a cultura europeia, ao mesmo tempo em que oferecia um terreno fértil para conflitos dramáticos intensos: amor versus dever, paixão versus lei.

No caso de Mercadante, sua versão enfatiza justamente essa tensão. Musicalmente, ele procura romper com a rigidez das formas tradicionais, reduzindo o virtuosismo excessivo em favor de maior expressividade dramática. As árias deixam de ser apenas vitrines para a técnica vocal e passam a servir mais diretamente ao desenvolvimento psicológico das personagens. A orquestra também ganha um papel mais ativo, contribuindo para a atmosfera e para o avanço da narrativa.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Severio Mercadante (1795-1870) - 

DISCO 01

01. Prelude and morning prayer Salve O Dea protettrice di Roma
02. Recitative after the prayer Si, ministre dell'ara
03. Scena and Duet Ingiusto ciel...Di conforto un raggio solo
04. Triumphal Chorus Plauso al Duce vincitore
05. Scena and Largo of the Pezzo Concertato Padre! -- Decio, m'abbraccia...Quanto mi cinge, quanto m'apparve
06. Continuation and Stretta of the Pezzo Concertate Si compia il rito
07. Scena and Duet, Finale I Publio, mi sei tu vero amico...E la patria, e Roma insano!

DISCO 02

01. Act II Introduction and Prayer Se fino al cielo ascendere
02. Scene and Duet A te commetto la sacra face...No, l'acciar non fu spietato
03. Scena and Aria Ah, il foco -- E spento...Vesate amare lagrime
04. Scena before the Act II Finale Sull'attonita fronte
05. Continuation and Largo of Finale II Consoli, piu s'aspetta
06. Continuation and stretta of Finale II Padre! -- Di Roma un Console figli non ha
07. Act III Chorus, Scena and Aria Il Console ci ascolti...Se non potra la vittima
08. Chorus before the Duet Ah, questa vittima
09. Scena and Duet, Finale III Ove tratta son'io...Ah! mira gl'incensi

Cracow Philharmonic Orchestra
Paolo Arrivabeni, regente 

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Pierre-Alexandre Monsigny (1729-1817) - Le Déserteur

 

Ainda não conhecia os trabalhos nem o nome de Pierre-Alexandre Monsigny. Descubro que ele foi um compositor francês do século XVIII, reconhecido como um dos fundadores da opéra-comique francesa. Suas obras combinaram leveza melódica e sentimento dramático, refletindo o sentimento iluminista de sua época e influenciando o desenvolvimento da ópera nacional da França. 

A brilhante opéra-comique "Le Déserteur", de Pierre-Alexandre Monsigny e Michel-Jean Sedaine, conquistou sucesso imediato e duradouro graças ao seu encanto melódico e à variedade musical, à combinação entre humor e momentos de profunda emoção e tragédia, além de seu radicalismo intelectual, que antecipava os ideais humanitários dos românticos do século XIX.

Esta gravação reúne apenas os trechos musicais dessa obra precursora da chamada “ópera de resgate”, na qual a heroína Louise salva seu noivo, Alexis, da prisão e de uma sentença de morte.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Pierre-Alexandre Monsigny (1729-1817) - 

DISCO 01


01. Overture
02. Act I. Scene 1: Ariette: Peut-on affliger ce qu'on aime? (Louise)
03. Scene 3: J'avais égaré mon fuseau (Jeannette)
04. Scene 4: Ah! je respire (Alexis)
05. Scene 6: Marche des Gens de la Noce
06. Duo: Serait-il vrai, puis-je l'entendre? (Alexis, Jeannette)
07. Scene 7: Recitativo Obligato: Infidèle', que t'ai-je fait? (Alexis)
08. Fuyons ce lieu que je déteste (Alexis, 3 Guards, Courchemin)
09. Act II. Entr'acte
10. Scene 2: Mourir n'est rien, c'est notre dernière heure (Alexis)
11. Scene 3: Je ne déserterai jamais (Montauciel)
12. Scene 6: Duo: O ciel, puis-je ici te voir (Alexis, Louise)
13. Scene 8: Dans quel trouble te plonge (Louise)
14. Scene 11: Trio Fuga: O ciel! Quoi tu vas mourir (Louise, Jean-Louis, Alexis)
15. Scene 17: Air: Tous les hommes (Bertrand) - Air: Vive le vin (Montauciel) - Duo (Bertrand, Montauciel)

DISCO 02

01. Act III. Entr'acte
02. Scene 4: V, o, u, s, e, t, et te (Montauciel)
03. Scene 4: Il m'eût été si doux de t'embrasser (Alexis)
04. Scene 6: Le Roi passait (Courchemin, Montauciel, The Jailer)
05. Scene 7: On s'empresse, on me regarde (Alexis)
06. Scene 10: Adieu, chère Louise, adieu (Alexis)
07. Scene 11: Recitativo: Où suis-je ? 0 Ciel ! j’ai les pieds nus (Louise, Chœur, Aunt Marguerite, Jean-Louis)
08. Scene 12: Courez, courez, elle était expirante (Alexis, Tous)

Opera Lafayette Orchestra

Ryan Brown, regente 

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Giuseppe Verdi (1813-1901) - La Traviata

 

Perguntei ao Gemini (do Google) quais são as dez óperas mais famosas da história. Obtive a seguinte resposta:

As 10 óperas mais famosas e encenadas da história combinam melodias inesquecíveis, dramas intensos e compositores geniais. Destacam-se obras  de Verdi, Puccini, Mozart e Bizet, como Carmen, La Traviata e A Flauta Mágica, essenciais para qualquer amante da música clássica.
As 10 Óperas Mais Famosas da História
  1. Carmen (Georges Bizet): Uma das mais populares, conhecida pela habanera e a história trágica da cigana.
  2. La Traviata (Giuseppe Verdi): Drama comovente centrado na cortesã Violetta Valéry.
  3. A Flauta Mágica (Wolfgang Amadeus Mozart): Ópera lírica com elementos de conto de fadas e a famosa ária da Rainha da Noite.
  4. La Bohème (Giacomo Puccini): Retrata a vida boêmia e trágica de jovens artistas em Paris.
  5. O Barbeiro de Sevilha (Gioachino Rossini): Comédia leve e musicalmente deliciosa.
  6. Rigoletto (Giuseppe Verdi): Tragédia focada no bufão da corte e a famosa ária "La donna è mobile".
  7. Tosca (Giacomo Puccini): Um thriller dramático que se passa em Roma.
  8. Madame Butterfly (Giacomo Puccini): A trágica história de amor da geisha Cio-Cio-San.
  9. As Bodas de Fígaro (Wolfgang Amadeus Mozart): Comédia refinada sobre intrigas domésticas.
  10. Aida (Giuseppe Verdi): Espetáculo grandioso ambientado no Egito Antigo.

Bastante interessante a lista, embora não possua nenhuma ópera de Wagner, o que é um contrassenso. De qualquer forma, valeu a curiosidade. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Giuseppe Verdi (1813-1901) - 

DISCO 01


01 - La traviata _ Act 1_ Prelude
02 - La traviata _ Act 1_ _Dell'invito trascorsa è già l'ora_
03 - La traviata _ Act 1_ _Libiamo ne'lieti calici_ (Brindisi)
04 - La traviata _ Act 1_ _Che è ciò__
05 - La traviata _ Act 1_ _Un dì felice, eterea...Si ridesta in ciel l'aurora_
06 - La traviata _ Act 1_ _E strano!...Ah, fors'è lui_
07 - La traviata _ Act 1_ _Follie! Delirio vano è questo!...Sempre libera_
08 - La traviata _ Act 2_ _Lunge da lei_
09 - La traviata _ Act 2_ _De' miei bollenti spiriti...Annina, donde vieni_
10 - La traviata _ Act 2_ _O mio rimorso!...Alfredo_
11 - La traviata _ Act 2_ _Pura, siccome un angelo...Un dì, quando le veneri_
12 - La traviata _ Act 2_ _Dite alla giovine...Non amarlo ditegli_

DISCO 02

01 - La traviata _ Act 2_ _Dammi tu forza, o ciel!...Ah, vive sol quel core_
02 - La traviata _ Act 2_ _Di Provenza il mar...Né risponde d'un padre..._
03 - La traviata _ Act 2_ _No, non udrai rimproveri_
04 - La traviata _ Act 2_ _Avrem lieta di maschere la notte...Di Madridi_
05 - La traviata _ Act 2_ _Alfredo! Voi!...Or tutti a me...Ogni suo aver_
06 - La traviata _ Act 2_ _Di sprezzo degno...Alfredo, Alfredo, di questo core_
07 - La traviata _ Act 3_ Prelude. _Annina_ Comandate_
08 - La traviata _ Act 3_ _Tenesta la promessa...Attendo, né a me giungon mai...Addio del passato_
09 - La traviata _ Act 3_ _Largo a quadrupede_
10 - La traviata _ Act 3_ _Signora...Che t'accade_...Parigi, o cara_
11 - La traviata _ Act 3_ _Parigi, o cara...Ah! Gran Dio!_
12 - La traviata _ Act 3_ Ah, Violetta!...Se una pudica vergine

Orchestra e Coro del Maggio Musicale Fiorentino
Sir John Pritchard, regente 

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