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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 4 in E-Flat Major, WB 104 "Romantic"

 

A Sinfonia nº 4 em mi bemol maior, WAB 104, conhecida como Romântica, de Anton Bruckner, é uma das obras mais celebradas e frequentemente executadas do repertório orquestral do Romantismo tardio. Composta em um período de intensa transformação da linguagem sinfônica europeia, a obra ocupa lugar de destaque na produção do compositor austríaco, especialmente por sua amplitude sonora e riqueza de construção musical.

Bruckner revisou a sinfonia diversas vezes ao longo de sua trajetória, produzindo diferentes versões da partitura. Entre elas, destaca-se a edição organizada pelo musicólogo Robert Haas, em 1936, baseada na ampla revisão realizada pelo compositor entre 1878 e 1880. Essa versão, frequentemente identificada como a versão Haas de 1881, é considerada uma representação de referência das modificações introduzidas por Bruckner naquele período.

A edição de Haas tornou-se particularmente importante para a compreensão da concepção musical amadurecida pelo compositor. Ao reunir os resultados de sua revisão, oferece aos intérpretes e ouvintes uma perspectiva sobre a arquitetura sinfônica e as escolhas artísticas que marcaram uma das etapas fundamentais da evolução da Sinfonia Romântica.

Uma boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01. Symphony No. 4 in E-Flat Major, WB 104 "Romantic": I. Bewegt, nicht zu schnell (1881 Haas Version) (20:49)
02. Symphony No. 4 in E-Flat Major, WB 104 "Romantic": II. Andante, quasi allegretto (1881 Haas Version) (15:35)
03. Symphony No. 4 in E-Flat Major, WB 104 "Romantic": III. Scherzo. Bewegt - Trio. Nicht zu schnell (1881 Haas Version) (10:41)
04. Symphony No. 4 in E-Flat Major, WB 104 "Romantic": IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell (1881 Haas Version) (23:08)

Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan, regente 

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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 3 in D Minor e Adagio 1876

Apesar dos inúmeros obstáculos enfrentados ao longo de sua trajetória, a música de Anton Bruckner prevaleceu. Sua busca incessante pela forma e pela perfeição não era apenas uma preocupação estética, mas a expressão de uma convicção artística profunda, quase um chamado interior. Para o compositor austríaco, a criação musical representava uma missão à qual se dedicou com perseverança.

Assim como Ludwig van Beethoven, Bruckner aspirava ao ideal de uma música absoluta: uma linguagem sonora que ultrapassasse a simples expressão de sentimentos e emoções e fosse capaz de afirmar sua própria existência por meio de sua estrutura e de sua força intrínseca. Nesse universo, a música não precisa recorrer a elementos externos para justificar seu significado; ela encontra em si mesma os fundamentos de sua expressão.

A Sinfonia nº 3, em particular, constitui um testemunho impressionante dessa busca. Conhecida pela marcante entrada do tema apresentado pelo trompete — referência à célebre indicação de que “o trompete introduz o tema” —, a obra sintetiza a dimensão monumental e a aspiração artística de Bruckner.

Ainda hoje, a Terceira Sinfonia conserva sua capacidade de comover o ouvinte. Sua força, sua dimensão atemporal e sua sinceridade artística revelam a permanência de uma concepção musical que encontrou na busca pela perfeição formal não apenas um ideal estético, mas uma verdadeira razão de existir.

Uma boa apreciação! 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01. Bruckner: Symphony No. 3 in D Minor: I. Gemäßigt, mehr bewegt, misterioso
02. Bruckner: Symphony No. 3 in D Minor: II. Andante. Bewegt, feierlich, quasi Adagio
03. Bruckner: Symphony No. 3 in D Minor: III. Scherzo. Ziemlich scnell - Trio.
04. Bruckner: Symphony No. 3 in D Minor: IV. Finale. Allegro
05. Bruckner: Adagio 1876

Philharmonie Festiva
Gerd Schaller, regente 

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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 3, "Wagner Symphony"

Depois de uma gravação da Quarta Sinfonia de Anton Bruckner elogiada por sua abordagem renovada, o maestro Pablo Heras-Casado e a Anima Eterna prosseguem sua investigação da obra sinfônica do compositor austríaco com a Sinfonia nº 3 em ré menor. Para este novo projeto, a escolha recai sobre a versão original de 1873, anterior às numerosas revisões às quais Bruckner submeteria a partitura ao longo das décadas seguintes.

A decisão é particularmente significativa. A Terceira Sinfonia ocupa uma posição importante na trajetória de Bruckner, não apenas por representar um estágio decisivo no desenvolvimento de sua linguagem sinfônica, mas também pela relação direta com Richard Wagner, a quem a obra é dedicada. É dessa ligação que vem o célebre apelido “Sinfonia Wagner”. Bruckner admirava profundamente o compositor de Tristão e Isolda e chegou a apresentar-lhe a partitura da Terceira, buscando sua aprovação.

A versão de 1873 oferece um retrato bastante particular desse Bruckner ainda jovem e profundamente ambicioso. Em comparação com as versões posteriores, a partitura original apresenta uma escrita mais extensa, mais ousada e, em diversos momentos, mais radical. O compositor ainda não havia submetido sua música ao processo de revisão e simplificação que marcaria boa parte de sua produção sinfônica. É justamente esse aspecto que confere à primeira versão uma sensação de maior liberdade criativa.

O texto do álbum descreve essa Terceira como uma obra em que Bruckner se mostra “em chamas”, ainda livre de autocensura. A imagem é particularmente apropriada para uma partitura na qual o compositor experimenta com grandes blocos sonoros, contrastes abruptos e uma concepção sinfônica de enorme ambição. A obra já revela algumas das características que se tornariam marcas de seu estilo: a importância da arquitetura em larga escala, os crescendos de grande impacto, a alternância entre momentos de solenidade e passagens de intensa dramaticidade e o tratamento monumental da orquestra.

A relação com Wagner também ajuda a compreender o caráter da obra. Bruckner não procura simplesmente imitar o compositor que admirava; a influência wagneriana aparece sobretudo na dimensão harmônica, na intensidade dramática e na concepção grandiosa do discurso musical. Ao mesmo tempo, a Terceira já afirma uma voz própria, baseada em uma concepção sinfônica profundamente pessoal.

A interpretação de Pablo Heras-Casado e da Anima Eterna procura ressaltar precisamente essa dimensão mais ousada da partitura. O conjunto utiliza instrumentos de época, procedimento que permite explorar as características tímbricas e as possibilidades sonoras da orquestra para a qual Bruckner escreveu. A escolha está alinhada à proposta de apresentar a obra não como uma peça monumental vista retrospectivamente, mas como uma criação situada em seu contexto histórico e instrumental.

O resultado é uma leitura de grande energia e forte impulso dramático. Em vez de suavizar as asperezas da versão de 1873 ou aproximá-la das revisões posteriores, Heras-Casado parece abraçar justamente aquilo que a torna mais radical. A interpretação é conduzida por uma energia contínua e contagiante, que evidencia a ousadia de um compositor ainda disposto a testar os limites de sua própria linguagem.

Ouvir a Terceira Sinfonia em sua versão original permite, portanto, acompanhar um momento crucial da evolução de Bruckner. A obra mostra um compositor em processo de afirmação, profundamente influenciado por Wagner, mas já desenvolvendo os elementos que definiriam seu universo sinfônico. Ao recuperar essa versão inicial com instrumentos de época, Pablo Heras-Casado e a Anima Eterna oferecem uma perspectiva particularmente reveladora sobre uma das obras fundamentais da primeira fase da produção sinfônica de Bruckner.

Uma boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- Ia. Gemäßigt, misterioso 
02. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- Ib. Gemäßigt, misterioso 
03. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- Ic. Gemäßigt, misterioso 
04. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- Id. Gemäßigt, misterioso 
05. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- Ie. Gemäßigt, misterioso 
06. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- IIa. Adagio. Feierlich 
07. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- IIb. Adagio. Feierlich 
08. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- IIc. Adagio. Feierlich
09. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- IId. Adagio. Feierlich 
10. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- IIe. Adagio. Feierlich 
11. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- III. Scherzo. Ziemlich schnell
12. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- IVa. Finale. Allegro 
13. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- IVb. Finale. Allegro 
14. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- IVc. Finale. Allegro 
15. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- IVd. Finale. Allegro 
16. Bruckner- Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 -Wagner Symphony- (1873 Version)- IVe. Finale. Allegro 

Anima Eterna
Pablo Heras-Casado, regente 

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domingo, 23 de agosto de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105, Symphony No. 6 in A Major, WAB 106, Symphony No. 7 in E Major, WAB 107, Symphony No. 8 in C Minor, WAB 108 e Symphony No. 9 in D Minor, WAB 109 (CDs 5, 6, 7, 8 e 9)

 

Filho de um mestre-escola músico, Bruckner herda uma fé sólida e o gosto pela música. Aos dez anos já pode substituir o pai no órgão. Após a morte deste (1837), entra na abadia de Sankt Florian e depois na Escola Normal de professores de Linz (1840). Ensina em Windhaag e Kronsdorf, e volta a Sankt Florian como mestre aperfeiçoando o órgão com Kattinger.

De cerca de 1846 a 1867 é organista da catedral de Linz: estudos com Sechter e Kitzler, descoberta de Beethoven, Mendelssohn, Meyerbeer e sobretudo Wagner. Dessa época datam seus primeiros ensaios sinfônicos. Em 1868 obtém a cadeira de harmonia, contraponto e órgão no Conservatório de Viena. Apesar da oposição do crítico Hanslick e de Brahms por seu wagnerismo, recebe honrarias (doutor honoris causa da Universidade de Viena, Capela imperial em 1878). O sucesso amplo chega por volta de 1884-85, em grande parte graças à Sétima sinfonia.

Entre 1865 e 1893 Bruckner compõe nove sinfonias típicas do pós-romantismo: obras de longa duração, quase todas em quatro movimentos (a Nona permanece inacabada). Três movimentos em quatro costumam ficar na tonalidade principal, com muitas rupturas tonais no interior. A orquestra é especialmente densa nas três últimas (oito trompas na Oitava; harpas, pouco comuns então nos países germânicos).

A forma-sonata é frequente, muitas vezes com três temas principais feitos de vários elementos. Bruckner dá grande importância ao contraponto: estilo de fuga na Quinta e na Nona. Como organista, justapõe planos sonoros à maneira dos registros do órgão. Os trêmulos de cordas abrem com frequência a obra; procedimentos cíclicos ligam os movimentos extremos da Sétima. Veja o cluster de história da música e a página sinfonia.

Daqui

Uma boa apreciação! 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

DISCO 05


01 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 (Ed. Nowak)_ I. Introduction. Adagio - Allegro
02 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 (Ed. Nowak)_ II. Sehr langsam
03 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 (Ed. Nowak)_ III. Scherzo. Molto vivace - Trio
04 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 (Ed. Nowak)_ IV. Finale. Adagio - Allegro molto

DISCO 06

01 - Symphony No. 6 in A Major, WAB 106_ I. Maestoso
02 - Symphony No. 6 in A Major, WAB 106_ II. Adagio. Sehr feierlich
03 - Symphony No. 6 in A Major, WAB 106_ III. Scherzo. Nicht schnell – Trio. Langsam
04 - Symphony No. 6 in A Major, WAB 106_ IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell

DISCO 07

01 - Symphony No. 7 in E Major, WAB 107 (Ed. Haas)_ I. Allegro moderato
02 - Symphony No. 7 in E Major, WAB 107 (Ed. Haas)_ II. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam
03 - Symphony No. 7 in E Major, WAB 107 (Ed. Haas)_ III. Scherzo. Sehr schnell - Trio. Etwas langsamer
04 - Symphony No. 7 in E Major, WAB 107 (Ed. Haas)_ IV. Finale. Bewegt, doch nicht schnell

DISCO 08

01 - Symphony No. 8 in C Minor, WAB 108 (1887_90 Versions, Ed. Haas)_ I. Allegro moderato
02 - Symphony No. 8 in C Minor, WAB 108 (1887_90 Versions, Ed. Haas)_ II. Scherzo. Allegro moderato – Trio. Langsam
03 - Symphony No. 8 in C Minor, WAB 108 (1887_90 Versions, Ed. Haas)_ III. Adagio. Feierlich langsam
04 - Symphony No. 8 in C Minor, WAB 108 (1887_90 Versions, Ed. Haas)_ IV. Finale. Feierlich, nicht schnell

DISCO 09

01 - Symphony No. 9 in D Minor, WAB 109_ I. Feierlich, misterioso
02 - Symphony No. 9 in D Minor, WAB 109_ II. Scherzo. Bewegt, lebhaft – Trio. Schnell
03 - Symphony No. 9 in D Minor, WAB 109_ III. Adagio. Langsam, feierlich

Wiener Philharmoniker 
Lorin Maazel, regente (# 05)
Horst Stein, regente (# 06)
Herbert von Karajan, regente (# 07)
Pierre Boulez, regente (# 08)
Carlo Maria Giulini, regente (# 09) 

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domingo, 16 de agosto de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 1 in C Minor, WAB 101, Symphony No. 2 in C Minor, WAB 102, Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103 e Symphony No. 4 in E-Flat Major, WAB 104 - "Romantic" (CDs 1, 2, 3 e 4 de 9)

 

Já confessei a minha profunda admiração pelas sinfonias de Anton Bruckner. Preciso - sempre - voltar a elas. Absorver aquelas altas insinuações espirituais, as expectativas, as caudalosas tensões que se estruturam numa força que é ao mesmo tempo pesada e delicada. As sinfonias de Bruckner possui a energia disciplinada dos mosteiros; o poder silencioso das montanhas. 

Nem sempre foi assim: houve um tempo em que eu não conseguia ouvir o compositor austríaco.  Julgava-o maçante, enfadonho, repetitivo. Ainda que temos a oportunidade de repensar as nossas ações, de refletir sobre os nossos desatinos. Mudei minha maneira de pensar e, hoje, a música de Bruckner se tornou um deleite. 

Sempre que volto ao compositor, sei de tudo o que vai acontecer; mas é como se eu o escutasse pela primeira vez. É uma experiência com significações espirituais. Bruckner é daqueles compositores que não admitimos na primeira audição. Sua música é para os já iniciados. Tudo isso pelo fato de ele exigir atenção, esforço, disciplina. O prêmio tem o poder de uma contemplação. Com Bruckner, podemos perceber do que a humanidade é capaz. 

Este material que será postado em duas oportunidades é de primeira. A interpretação da Segunda - com o Riccardo Muti - ficou poderosa. Uma boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) - 

DISCO 01

01 - Symphony No. 1 in C Minor, WAB 101 (1877 Rev. Linz Version, Ed. Nowak)_ I. Allegro
02 - Symphony No. 1 in C Minor, WAB 101 (1877 Rev. Linz Version, Ed. Nowak)_ II. Adagio
03 - Symphony No. 1 in C Minor, WAB 101 (1877 Rev. Linz Version, Ed. Nowak)_ III. Scherzo.
04 - Symphony No. 1 in C Minor, WAB 101 (1877 Rev. Linz Version, Ed. Nowak)_ IV. Finale.

DISCO 02

01 - Symphony No. 2 in C Minor, WAB 102 (1872_77 Versions, Ed. Nowak)_ I. Moderato
02 - Symphony No. 2 in C Minor, WAB 102 (1872_77 Versions, Ed. Nowak)_ II. Andante. Feierlich, etwas bewegt
03 - Symphony No. 2 in C Minor, WAB 102 (1872_77 Versions, Ed. Nowak)_ III. Scherzo. Mässig schnell
04 - Symphony No. 2 in C Minor, WAB 102 (1872_77 Versions, Ed. Nowak)_ IV. Finale. Mehr schnell

DISCO 03

01 - Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103_ I. Gemäßigt, mehr bewegt, misterioso
02 - Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103_ II. Adagio. Bewegt, quasi andante
03 - Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103_ III. Scherzo. Ziemlich schnell
04 - Symphony No. 3 in D Minor, WAB 103_ IV. Finale. Allegro

DISCO 04

01 - Symphony No. 4 in E-Flat Major, WAB 104 _Romantic_ (1878_80 Version, Ed. Nowak)_ I. Bewegt, nicht zu schnell
02 - Symphony No. 4 in E-Flat Major, WAB 104 _Romantic_ (1878_80 Version, Ed. Nowak)_ II. Andante quasi allegretto
03 - Symphony No. 4 in E-Flat Major, WAB 104 _Romantic_ (1878_80 Version, Ed. Nowak)_ III. Scherzo. Bewegt -
04 - Symphony No. 4 in E-Flat Major, WAB 104 _Romantic_ (1878_80 Version, Ed. Nowak)_ IV. Finale. Bewegt,

Wiener Philharmoniker
Claudio Abbado, regente (Symphonie # 1)
Riccardo Muti, regente (Symphonie # 2)
Bernard Haitink, regente (Symphonie # 3)
Karl Böhm, regente (Symphonie # 4)  

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 9 in D minor

 

“Vejam, eu já dediquei sinfonias a duas majestades, ao pobre Rei Luís e ao nosso ilustre Imperador, como a mais alta majestade terrena que reconheço, e agora dedico minha última obra à Majestade de todas as Majestades, ao querido Senhor, e espero que Ele me conceda tempo suficiente para completá-la e aceite misericordiosamente meu presente. Portanto, pretendo introduzir o Aleluia (provavelmente queria dizer Te Deum) do segundo movimento novamente no Finale com toda a força, para que a sinfonia termine com um cântico de louvor ao querido Senhor.” 

Estas foram as palavras de Bruckner ao seu médico, Richard Heller, que simplesmente apagam de forma convincente a tradição fortemente enraizada de executar a Nona Sinfonia como um corpo abrangente de três movimentos, que deveria terminar com aqueles últimos compassos sussurrantes e absolutamente comoventes para trompas e cordas no Adagio, o movimento que tão claramente marca a "Despedida da vida", cujo lema aparece pela primeira vez no compasso 29.

Além do manuscrito do Finale que Bruckner legou à posteridade, suas palavras a Heller também revelam que a Nona Sinfonia não foi concebida apenas sob a perspectiva de um conceito musical. Pelo contrário, a semântica insuperável de Bruckner era guiada pela religião, e ele encomendou sua última obra, no auge de sua capacidade criativa, a Deus . Ele certamente sabia disso, pois moldou o simbolismo em seus gestos artísticos finais.

Deus está presente em toda a Nona Sinfonia, com suas amplas indicações demonstrando a devoção de Bruckner e seu reconhecimento da majestade de Deus, em momentos gloriosos de retrospectiva e despedida, adoração e êxtase, humildade e absolvição, mas também na Última Provação, Dies Irae , e na realidade das sombras da morte que se aproximam, o curso da vida chegando ao seu capítulo final.

Não há dúvida de que o último Adagio de Bruckner contém elementos autobiográficos ancorados em sua forte crença religiosa e, portanto, em sua confiança na misericórdia de Deus diante da morte, uma declaração artística clara e contundente, imersa nas complexidades de progressões harmônicas ambíguas, forte e radicalmente sinfônica, não apenas um refúgio intermitente. O grande coral para tubas e trompas traz a própria descrição de Bruckner: "Adeus à vida", e neste hemisfério esquivo, sem um Finale completo à disposição, não é difícil entender por que a longa tradição de execução confinou a obra-prima de Bruckner aos três primeiros movimentos, com o Adagio como a confirmação conclusiva de que "tudo foi dito".

Daqui 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01. Bruckner: I. Feierlich: Misterioso (24:31)
02. Bruckner: II. Scherzo: Bewegt, lebhaft - Trio. Schnell (10:45)
03. Bruckner: III. Adagio: Langsam, feierlich (22:32)
04. Bruckner: IV. Finale: (Bewegt, doch nicht zu schnell) (21:52)

London Philharmonic Orchestra
Gerd Schaller, regente 

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sábado, 27 de junho de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 8 in C minor

 

Que espetáculo de interpretação. Talvez, uma das melhores interpretações que eu já escutei dessa obra. Tenho escutado desde ontem. A Oitava, de Bruckner, é daqueles trabalhos que nos elevam enquanto humanos. Ao escutá-la, somos conduzidos a um mundo de perfeição. É o último trabalho sinfônico completo do compositor. Quando ele a escreveu, havia alcançado níveis de controle da arte de compor. Havia conseguido, finalmente, reconhecimento com a Sétima. A estreia se deu em 1892, quatro anos antes da morte do compositor.

O próprio compositor a chamava de "Die Kronung" - "A Coroação".  Ou seja, ele tinha uma compreensão de que o trabalho era o ápice, até aquele momento, de tudo que ele havia escrito. O compositor iniciaria a escrita da Nona, que não conseguiria concluir. O quarto movimento ficou inconcluso. 

A Oitava é uma reflexão poderosa que vai da condição trágica que nos conduz à morte à expectativa de transcendência. O primeiro movimento aponta para uma reflexão grave; uma marcha sombria que o próprio compositor associou ao anúncio inevitável da morte. O segundo movimento possui uma reflexão rítmica, quase militar, de evocação mística. Nota-se um contraste de uma beleza onírica e nostálgica. O terceiro movimento é um dos momentos mais sublimes da história do Romantismo. É possível enxergar a beleza, o indizível, o sublime. Bruckner nos aponta a eternidade. O quarto movimento é o triunfo, a apoteose, uma quase transfiguração. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01. Bruckner_ Symphony #8 in C minor (ed.Nowak) I. Allegro Moderato
02. Bruckner_ Symphony #8 in C minor (ed.Nowak) II. Scherzo. Allegro moderato - Trio. Langsam
03. Bruckner_ Symphony #8 in C minor (ed.Nowak) III. Adagio. Feierlich langsam, doch nicht schleppend
04. Bruckner_ Symphony #8 in C minor (ed.Nowak) IV. Finale. Feierlich, nicht schnell

Ed. Nowak Edition

Berliner Philharmoniker
Lorin Maazel, regente 

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 7 in E Major, WAB 107

Para Sir Simon Rattle, reger Bruckner constitui uma busca permanente por alguma “paisagem extraordinária, algum momento maravilhoso capaz de nos conduzir para além deste mundo”. Poucas obras confirmam tão plenamente essa visão quanto a Sétima Sinfonia, cuja célebre melodia inicial, segundo a tradição, teria sido revelada ao compositor em um sonho, tocada por um anjo.

Essa vasta cadeia montanhosa de sons, luminosa e monumental, ergue-se simultaneamente majestosa, reverente e inquietante. A Sétima Sinfonia representa um dos pontos culminantes da arte de Bruckner, uma obra em que a grandiosidade arquitetônica se alia a uma profunda espiritualidade, criando uma experiência sonora de rara intensidade.

A presente edição, preparada por Benjamin-Gunnar Cohrs, foi apresentada pela primeira vez pela London Symphony Orchestra sob a direção de Sir Simon Rattle em setembro de 2022. A gravação completa uma trilogia de álbuns dedicada às edições críticas de Cohrs das Sinfonias nº 4, nº 6 e nº 7 de Bruckner.

O trabalho editorial de Cohrs destaca-se por incorporar fragmentos descartados e materiais pouco conhecidos provenientes das sucessivas revisões realizadas pelo compositor. Ao recuperar essas passagens, oferece aos ouvintes uma perspectiva renovada sobre o processo criativo de Bruckner, revelando aspectos de seu pensamento musical que permaneceram ocultos por décadas.

Para os admiradores da obra bruckneriana, esta série de gravações constitui uma audição indispensável. Mais do que apresentar versões alternativas das sinfonias, ela abre uma rara janela para o laboratório criativo de um dos maiores sinfonistas da história, permitindo vislumbrar caminhos musicais que Bruckner imaginou, reconsiderou ou abandonou, mas que continuam a iluminar a extraordinária riqueza de seu universo sonoro.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01. Symphony No. 7 in E Major, WAB 107 (Version 1881-83; Cohrs A07): I. Allegro moderato
02. Symphony No. 7 in E Major, WAB 107 (Version 1881-83; Cohrs A07): II. Adagio. Sehr feierlich und langsam – Moderato
03. Symphony No. 7 in E Major, WAB 107 (Version 1881-83; Cohrs A07): III. Scherzo. Sehr schnell – Trio. Etwas langsamer – Scherzo da capo
04. Symphony No. 7 in E Major, WAB 107 (Version 1881-83; Cohrs A07): IV. Finale. Bewegt, doch nicht schnell

London Symphony Orchestra
Sir Simon Rattle, regente

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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105

Escutei este disco por três vezes seguidas. Bruckner é daqueles compositores que precisa ser assimilado calmamente. Ele parece não ser o homem para o nosso tempo, sempre à cata de respostas fáceis; e que transforma tudo em mercadoria. Sua música é estruturada em blocos temporais; por hiatos que exigem atenção. A Quinta, por exemplo, começa sem expectativas. É uma música que se insinua aos poucos; que se repete, que se sobrepõe. Aos poucos, tudo vai crescendo, ganhando formas; e, ao final, a paisagem que se mostra é de uma galáxia luminosa.

Composta entre os anos de 1875 e 1876, a Quinta é um dos trabalhadores mais desafiadores de Bruckner. Ela é uma construção de grande força espiritual e intelectual. Bruckner sabia, apesar de sua insegurança, que estava a fazer algo grandioso. É perceptível o senso de monumentalidade que a obra evoca. Não se trata de uma obra que se entrega de modo fácil, numa primeira audição. Ela funciona como uma cebola, repleta de camadas que vão sendo digeridas pelo ouvinte; apreciadas pacientemente. Após esse exercício, é possível encontrar o sublime.

A Quinta é um manifesto contra a superficialidade. Sua requintada atmosfera espiritual exige silêncio e paciência para ser apreciada. Curioso é tentar conectar a grandiosidade de uma composição com essas características ao compositor que a forjou. Em torno dele existe uma lenda de que era tolo, tímido e inseguro. É de difícil entendimento o encontro dessas duas naturezas. Hoje, cabe a apreciação.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 _Phantastische_ (1878 Version, Ed. L. Nowak)_ I. Introduction. Adagio (Live)
02 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 _Phantastische_ (1878 Version, Ed. L. Nowak)_ II. Adagio. Sehr langsam (Live)
03 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 _Phantastische_ (1878 Version, Ed. L. Nowak)_ III. Scherzo. Molto vivace (Live)
04 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 _Phantastische_ (1878 Version, Ed. L. Nowak)_ IV. Finale. Adagio (Live)

Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Bernard Haitink, regente 

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 9 in D minor


A Nona é a última sinfonia composta por Anton Bruckner. Nem mesmo ele — que ao longo de toda a vida escreveu quase exclusivamente sinfonias — conseguiu ultrapassar a marca simbólica do número nove, a “coluna de Hércules” estabelecida pelo titânico Beethoven. A obra permaneceu, além disso, inacabada, faltando-lhe o quarto movimento; trata-se, portanto, de um verdadeiro torso: não menos sublime e monumental, mas sem uma conclusão que confirme sua completude.

A questão foi amplamente debatida e continua a ser. A obra não foi concluída por um acaso — a morte do compositor — ou permaneceu incompleta porque, após o terceiro movimento, espécie de comovente despedida do mundo, essa sinfonia já não poderia ser finalizada, ou estaria secretamente completa nessa forma, à semelhança de outra célebre “Inacabada” (a Sinfonia em si menor de Franz Schubert)? Nem mesmo a cronologia ajuda a desfazer o mistério. Bruckner compôs os três primeiros movimentos entre 1891 e 1894, com base em esboços de 1887. Rascunhos para o Finale, de consistência muito fragmentária e aproximativa, datam de 1894 a 1896, ano de sua morte. Em teoria, mesmo considerando a lentidão com que Bruckner compunha, teria havido tempo para dar uma conclusão à sinfonia, e é certo que o autor pensava nisso. Na prática, porém, não o fez — ou não viveu o bastante para fazê-lo.

Não é o único mistério que paira sobre essa partitura de um espírito aparentemente tão límpido quanto enigmático. Há, por exemplo, a dedicatória, ao mesmo tempo ingênua e fervorosa, que a acompanha — “Dem lieben Gott”, “Ao bom Deus” — logo após a dedicatória da Oitava Sinfonia ao imperador Francisco José, seu grande protetor em vida. Teria Bruckner pensado em entregar esse fruto maduro de sua arte, sobretudo se pressentido como derradeiro, ao protetor celeste que venerava como crente, sob o signo de uma transcendência ultraterrena?

Essa é a tese sustentada pelo importante estudioso bruckneriano Sergio Martinotti, que, reconhecendo na obra uma grandeza de pensamento e de tom, afirma que Bruckner “percebeu que a Nona Sinfonia seria a sua última; por isso, seguindo os modelos de Beethoven e Schubert, quis torná-la grandiosa, como coroamento de toda a sua carreira musical, na qual a lentidão composicional, acentuada pelo declínio físico, e a dedicação exclusiva a esse trabalho refletem claramente essa vontade determinada” — como se o “bom Deus” tivesse se tornado o único e verdadeiro interlocutor a quem se dirigir. Nessa elevação de pensamento reconhece-se o orgulho de um músico que atravessou a vida com otimismo inocente, quase indiferente à história e ao tempo, e com forte senso de liberdade.

Na mesma linha, embora sob uma perspectiva mais laica, outro estudioso, Quirino Principe, identifica na crescente atemporalidade da música de Bruckner o traço principal e luminoso da Nona Sinfonia. Talvez, acrescenta, “o senso de espera, absolutamente ininterrupto da primeira à última nota desse monumento sinfônico, não seja apenas o elemento mundano de uma espécie de romance ou poema musical, com seus perfumes noturnos e seus impulsos quase eróticos — ainda que de um erotismo puríssimo; é também a espera do além e, portanto (para Bruckner não havia dúvida), da vida após a morte. Assim, a ascensão da Nona, em suas cores e linhas verticais, rumo ao azul profundo de um ciclo noturno, é uma subida umedecida por um orvalho místico-romântico, muito próxima dos destilados de Wackenroder, Tieck e Novalis. [...] Acima de tudo, um sentido de ordem calma e aveludada, de tranquila lisura que flui em vastas superfícies azuladas”.

Também essa hipótese, embora extremamente fascinante, aspira a uma certeza — mas não a possui.

Daqui 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Feierlich, misterioso
02 - II. Scherzo. Bewegt, lebhaft - Trio. Schnell
03 - III. Adagio. Langsam, feierlich

Orchestre de la Suisse Romande 
Marek Janowski, regente 

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 8 in C minor


Após sucessivos fracassos e críticas desfavoráveis com Sinfonias anteriores, Bruckner havia conhecido o triunfo com a Sétima, obra aceita e acolhida desde a estréia, e tocada com enorme sucesso pelo amigo Hermann Levi, regente da temporada de concertos em Munique. Foi para ele que Bruckner enviou a recém-terminada Oitava (em sua primeira versão). Levi, sabendo da fragilidade emocional do amigo, não teve como dizer-lhe que a obra lhe era estranha e difícil; encarregou um amigo comum, Franz Schalk, de dar a Bruckner o aviso da recusa. 

Imediatamente a seguir, Bruckner pôs-se a re-escrever a obra, fazendo inúmeras alterações significativas, como o aumento da orquestração (madeiras a 3, ao invés de 2 cada), o encurtamento do final do primeiro movimento, que não mais terminaria estrondosamente, mas sim dissolvendo-se em pianissimo; mudança do tema da parte central do Scherzo; e cortes no Adagio e mais radicais no movimento final. Terminada a segunda versão em 1890, 3 anos depois da outra, temos um Bruckner deprimido e numa febre de remanejamentos — resolvera revisar também a Terceira e Primeira Sinfonias — que vai resultar na impossibilidade de terminar sua Nona e última Sinfonia.

Como Hermann Levi encontrava-se seriamente enfermo, encarregou seu discípulo, o então jovem maestro Feliz von Weingartner, de reger a obra. Mas este experimentou com relação à obra o mesmo estranhamento que seu mestre, achava tudo muito difícil para seus músicos em Mannheim, e dando desculpas ao pobre compositor, foi adiando a estréia. Até que Hans Richter, regente da série de assinaturas da Filarmônica de Viena, concordou em incluir a Oitava na programação.

A estreia em 1892 foi a consagração que Bruckner esperara por toda a vida. Ainda que alguns deixassem a sala ao fim de cada movimento — o que, para ele, era mais que comum —, o fim da apresentação veio encontrar Johannes Brahms, conhecido rival de Bruckner, aplaudindo de pé. O compositor Hugo Wolf, presente à estréia, escreveu que "esta Sinfonia é a criação de um gigante, que excede em dimensão espiritual, em fecundidade e grandeza [...]". De fato esta Oitava ultrapassa todas as obras sinfônicas escritas até então em sua imensidão. É colossal, titânica.

 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Allegro moderato
02 - II. Scherzo. Allegro moderato
03 - III. Adagio. Feierlich langsam, doch nicht schleppend
04 - IV. Finale. Feierlich, nicht schnell

Version 1890 / Nowak Edition

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente 

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 7 in E major


 Para mim Bruckner e em especial esta 7ª Sinfonia relembra-me Salzburgo e uma noite de frio (frio de Verão entenda-se) em que a pude ouvir numa das suas praças  numa projecção de video como se faz por cá para um jogo de futebol.

Não a praça não estava cheia - haveria provavelmente outras atracções artisticamente mais relevantes na cidade mas na altura lembro-me de pensar que era sem dúvida diferente ...

Ao procurar uma imagem para representar este post apercebi-me que na verdade Bruckner representa para mim ainda uma outra memória, esta não musical e que vos deixo adivinhar ... 

A sinfonia composta em 1883 e revista dois anos depois naquela procura incessante da perfeição que caracterizava o compositor tem os habituais quatro andamentos sendo dedicada a Ludwig II da Baviera.  Os quatro andamentos são dispostos numa forma clássica naquela que é uma das sinfonias mais conhecidas de Bruckner e sinceramente uma das que prefiro e que acho mais fácil para quem se inicia à música clássica. 

E sim quem se inicia um dia tem que ouvir Bruckner, o homem das sinfonias que não acabam (esta tem uma duração superior a uma hora) e por isso esta obra faz parte das nossa recomendação das 100 Obras. Também poderia fazer parte dessa mesma lista a quarta sinfonia mas pela razão que expus prefiro esta.

Por essa razão e pelo magnifico segundo andamento um adágio que se diz ter sido escrito já com a morte de Wagner em pensamento (na altura em que Bruckner compôs a obra Wagner estava já profundamente doente). Se quiserem cometer o pecado de não ouvir a obra completa então seleccionem este segundo andamento.

A obra como muitas das composições de Bruckner está envolvida em alguma polémica quanto a revisões exteriores à vontade do compositor nomeadamente de Arthur Nikisch maestro que dirigiu a estreia no teatro da Opera de Leipzig pela Orquestra da Gewendhaus a 30 de Dezembro de 1884.

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Allegro moderato
02 - II. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam
03 - III. Scherzo. Sehr schnell
04 - IV. Finale. Bewegt, doch nicht schnell

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente 

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sábado, 17 de janeiro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 6 in A

Texto escrito pela maestrina Simone Young:

"A primeira sinfonia de Bruckner que regentei foi a Sexta, à frente da Orquestra Bruckner de Linz. Na época, fiquei profundamente fascinado por ela — e continua sendo a minha favorita. É uma obra cheia de surpresas e de um caráter sombrio marcante. Além disso, tenho uma predileção especial por sextas sinfonias, sejam as de Tchaikovsky, Mahler, Martinů ou Schubert.

Sinto-me particularmente atraído pela Sinfonia nº 6 porque, assim como a nº 7, ela é emocionalmente desnudada. É como se Bruckner vivesse, na música, tudo aquilo que não viveu em sua própria vida. Acho isso muito cativante, embora exista ali uma tristeza latente. Há uma palavra alemã, Wehmut, que define uma espécie de melancolia — mas não exatamente; trata-se mais de uma nostalgia que mistura sorriso e lágrima ao mesmo tempo. Creio que esse sentimento permeia constantemente a Sexta Sinfonia.

O movimento lento é uma de suas obras-primas: possui luminosidade, profundidade, paixão e tragédia — tudo está ali. Impressiona-me também a forma como Bruckner leva ao extremo a relação rítmica de dois contra três, especialmente no primeiro movimento, usando-a tanto como figura rítmica quanto como elemento melódico. Admiro, ainda, a complexidade do desenvolvimento do segundo tema. Curiosamente, o primeiro movimento traz a indicação Majestoso (“majestosamente”). Há a tentação de definir o andamento a partir da figura rítmica repetida nos violinos, mas acredito que a indicação se refere à melodia; se pensarmos ao contrário, a marcação de tempo simplesmente não faz sentido.

Outro traço típico de Bruckner são as pausas silenciosas que aparecem ao longo da obra. Ao comparar a primeira versão do último movimento da Segunda Sinfonia com sua revisão posterior, nota-se que a versão original chega a apresentar, em certos momentos, quatro compassos inteiros de silêncio, enquanto na revisão o mesmo trecho é indicado como um único compasso de pausa com uma fermata. Isso mostra claramente que, na concepção de Bruckner, as pausas tinham uma função métrica tão importante quanto as linhas melódicas e as estruturas harmônicas. Essa concepção remete à sua experiência como organista, em que os silêncios enquadram o som devido ao longo tempo de ressonância do instrumento.

É um erro grave — comum tanto entre regentes de ópera quanto de repertório sinfônico — não valorizar a substância contida no silêncio. O silêncio não é um vazio, nem a ausência de som; é a suspensão do som, algo completamente diferente. Essas fermatas não são pontos finais, mas algo mais próximo de reticências".

Texto completo aqui 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Majestoso
02 - II. Adagio. Sehr feierlich
03 - III. Scherzo. Nicht schnell - Trio. Langsam
04 - IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell

Nowak Edition

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 5 in B-flat

Após concluir os retoques finais de sua Quarta Sinfonia, no início de 1875, Bruckner sofreu um colapso devastador de autoconfiança, tão profundo que chegou a cogitar o suicídio.

Ainda assim, apesar do estado de absoluto desespero, iniciou a composição de sua Quinta Sinfonia. A primeira versão foi concluída em meados de maio do ano seguinte e, entre 1877 e 1878, a obra passou por uma nova e criteriosa revisão.

Na prática, a Quinta Sinfonia estava então pronta para ser executada. Mesmo assim, permaneceu quase totalmente desconhecida até 1894, quando Franz Schalk a regeu pela primeira vez em Graz, em uma versão severamente abreviada e reorquestrada.

Bruckner, notório por seu perfeccionismo quase obsessivo, fez apenas pequenas alterações na partitura dessa vez. Talvez pela primeira vez em sua carreira marcada por revisões constantes, acreditasse ter acertado praticamente tudo já na versão inicial. Isso, no entanto, não impediu Ferdinand Löwe e os irmãos Schalk — discípulos bem-intencionados, porém equivocados, determinados a fazer com que a música de Bruckner fosse executada a qualquer custo — de interferirem novamente em sua partitura original.

Texto completo aqui.   

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Introduktion. Adagio - Allegro
02 - II. Adagio. Sehr langsam
03 - III. Scherzo. Molto vivace (schnell) - Trio. Im gleichen Tempo
04 - IV. Finale. Adagio - Allegro moderato

Nowak Edition

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente 

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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 3 in D minor

Não me canso de ouvir as sinfonias de Bruckner. Quando as escuto, é como se estivesse diante delas pela primeira vez. É o que acontece, por exemplo, com esta Sinfonia No. 3, também conhecida como "Wagner". É a porta de entrada para o mundo mágico e indizível da música do compositor austríaco.  É conhecida a história em torno dessa composição. O trabalho traduz a admiração que Bruckner tinha pelo seu grande ídolo, Richard Wagner. O compositor dedicou o trabalho ao compositor alemão. A coisa pegou. Ficou para posteridade com esse nome. 

Ela foi composta em 1873 e acabou passando - como era típico de Bruckner - por diversas revisões. O resultado é que a Sinfonia existe em diversas versões - como acontece também com as outras sinfonias do compositor. É como se cada versão, traduzisse um momento da jornada de Bruckner rumo à perfeição. Dizem os estudiosos de sua biografia, que essa obstinação do compositor não estava ligada a um perfeccionismo, mas a uma insegurança. Bruckner experimentava esse drama pessoal. Sua personalidade de homem simples, do interior da Áustria, ancorava-se em um desejo de escrever os trabalhos seguindo um padrão meticuloso. Apesar da simplicidade e dos modos provincianos, possuía uma vontade que o levava cada vez mais a fundo naquilo que fazia. 

O fato é que a Sinfonia No. 3 é um trabalho brilhante. Considero o início de uma jornada que o fará criar obras cada vez mais potentes e geniais. Ao longo dos quatro movimentos da "Sinfonia Wagner", Bruckner constrói vastos arcos musicais, alternando momentos de silêncio expectante com explosões orquestrais de grande impacto, nas quais metais e cordas dialogam de forma quase litúrgica. É a assinatura tipicamente bruckneriana. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Sehr langsam, misterioso
02 - II. Adagio. Bewegt, quasi Andante
03 - III. Scherzo. Ziemlich schnell
04 - IV. Finale. Allegro

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente 

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 4 in E-flat - "Romantic" - (version 1878/1880)

A Sinfonia nº 4 em Mi bemol maior , do compositor austríaco Anton Bruckner, estreou em Viena em 20 de fevereiro de 1881. O nome, aprovado pelo próprio compositor, refere-se à ambição da obra — que tem mais de uma hora de duração — e à sua grandiosidade emocional. Foi a primeira sinfonia de Bruckner a alcançar sucesso comercial significativo e permanece entre suas obras mais frequentemente executadas.

Bruckner concluiu a versão original daquela que viria a ser sua quarta sinfonia em 1874, mas quase imediatamente iniciou revisões, visto que a recepção decepcionante de sua Sinfonia nº 2, em 1873, o levara a considerar novas abordagens estruturais. A estreia desastrosa de sua Sinfonia nº 3, em 1877, resultou em novas revisões. Somente em 1881 Bruckner declarou-se satisfeito com a obra e permitiu sua estreia. Outras revisões acompanharam novas edições em 1886 e 1888.

O primeiro movimento apresenta temas de metais diretos e dramáticos em meio a melodias de cordas com um toque folclórico . As indicações de andamento de Bruckner pedem um movimento constante, mas sem urgência excessiva. Versões posteriores do primeiro movimento começam com um solo de trompa distante e misterioso , a partir do qual a música se expande gradualmente em melodias ricas e líricas para toda a orquestra .

O segundo movimento tem um caráter elegíaco, com cordas e sopros melancólicos . Duas ideias melódicas contrastantes são justapostas. Ambos os movimentos têm um andamento lânguido , embora surjam momentos mais ousados ​​de tempos em tempos. O terceiro movimento é o mais curto, com menos de quinze minutos de duração. Devido ao seu caráter enérgico e vigoroso e às passagens animadas para trompas, o movimento é por vezes descrito como música de caça. Para o finale, Bruckner começa com fanfarras dramáticas de metais que lembram as do primeiro movimento. A música cresce rapidamente em frases ousadas e expansivas.

Extraído daqui 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Bewegt, nicht zu schnell
02 - II. Andante quasi Allegretto
03 - III. Scherzo
04 - IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell

Orchestre de la Suisse Romande
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 2 in C minor (version 1877)

 

Mesmo levando em consideração que o pequeno artigo “O problema Bruckner simplificado”, de Deryck Cooke (1975), tenha se desdobrado em quarenta anos de análises, refutações e críticas, o fato é que a publicação segue sendo o escrito mais acessível sobre a barafunda da catalogação das “Sinfonias” de Anton Bruckner (1824 – 1896).  E claro, a barafunda complica a organização da discoteca de todo ouvinte dedicado. Agora, aproveitando o final de semana em que a Osesp apresenta a “Sétima Sinfonia” do compositor austríaco, talvez seja relevante resgatar o artigo e com ele um pequeno resumo do que a musicologia gosta de chamar de “O Problema Bruckner”.

Segundo Cooke, poderíamos organizar as “Sinfonias” de Bruckner em ordem cronológica do seguinte modo: N. 1 (1866), N. 2 (1872), N. 3 (1877), N. 4 (1880), N. 5 (1876), N. 6 (1881), N. 7 (1883), N. 8 (1887) e N. 9 (inacabada em 1896).  

Texto completo aqui 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Moderato
02 - II. Andante
03 - III. Scherzo. Mäßig schnell - Trio
04 - IV. Finale. Ziemlich schnell

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente 

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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 1 in C minor

 

Mais velho de onze filhos, Anton Bruckner nasceu em 4 de setembro de 1824 em Ansfelden, na Áustria. Tendo vivido durante o período romântico, Bruckner era mais jovem que compositores como Chopin (1810), Liszt (1811) e seu ídolo Wagner (1813) e mais velho que Brahms (1833) e Mahler (1860). A formação simples e camponesa e doses igualmente elevadas de religiosidade e insegurança formaram as características básicas de sua personalidade e marcaram sua trajetória. 

O pai de Anton era professor primário e ele próprio foi preparado para o magistério, mas estudou órgão e composição com o padrinho a partir de 1835. Dois anos depois, com a morte do pai, foi enviado para a abadia de São Floriano, próximo a Linz (entre Salzburgo e Viena), onde passou a cantar no coro – seu nome ficaria ligado para sempre a esta instituição. 

Aos 21 anos, Bruckner tornou-se mestre-escola em São Floriano, onde a essa altura já era também organista. Surgiram as primeiras composições, entre elas quatro Missas de juventude e um Réquiem. Em 1858, aos 34 anos, foi aceito como aluno por Simon Sechter, célebre professor de contraponto estabelecido em Viena. Paralelamente, teve aulas de composição e de orquestração com Otto Kitzler, que, por sua vez, era um fervoroso admirador de Wagner. Kitzler fez que seu discípulo, apenas dez anos mais novo que Wagner, conhecesse as obras do compositor, e Bruckner ficou profundamente marcado com o trabalho.

Texto completo aqui

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Allegro
02 - II. Adagio
03 - III. Scherzo. Lebhaft - Trio. Langsam
04 - IV. Finale. Bewegt und feurig

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente 

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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Robert Schumann (1810-1856) - Symphony in G Minor, WoO 29 - "Zwickauer" e Anton Bruckner (1824-1896) - Bruckner Symphony No. 2 in D Minor, WAB 100

Do encarte de apresentação do disco:

"Após o notável êxito de suas gravações de Beethoven e Schubert, o aclamado maestro Jordi Savall anuncia o lançamento de seu primeiro álbum inteiramente dedicado aos compositores Robert Schumann e Anton Bruckner.

Em uma produção que mantém o alto padrão da gravadora Alia Vox, Savall lança um olhar completamente renovado sobre um repertório que, segundo o músico, tem sido injustamente negligenciado.

O álbum destaca a "Sinfonia Zwickauer" de Robert Schumann, na qual o maestro, à frente de seus conjuntos, promete revelar todas as suas cores e o ardor original.

Outro ponto focal é a Sinfonia n° 0 de Anton Bruckner (presente no manuscrito), que fascinou Savall por sua profunda dimensão espiritual. O maestro buscou restaurar essa essência com sua já habitual e meticulosa atenção aos detalhes, oferecendo uma nova perspectiva sobre a obra de Bruckner".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Schumann Symphony in G Minor, WoO 29 Zwickauer I. Adagio - Allegro molto - Un poco Andante - Piu mosso
02. Schumann Symphony in G Minor, WoO 29 Zwickauer II. Andantino quasi allegretto - Intermezzo quasi Scherzo. Allegro assai
03. Bruckner Symphony No. 2 in D Minor, WAB 100 Annuliert I. Allegro
04. Bruckner Symphony No. 2 in D Minor, WAB 100 Annuliert II. Andante
05. Bruckner Symphony No. 2 in D Minor, WAB 100 Annuliert III. Scherzo. Presto - Trio. Langsamer und ruhiger
06. Bruckner Symphony No. 2 in D Minor, WAB 100 Annuliert IV. Finale. Moderato - Allegro vivace

Le Concert Des Nations
Jordi Savall, regente 

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domingo, 9 de novembro de 2025

Klaus Tennstedt - The Great EMI Recordings - Bruckner, Mahler, Schumann & Richard Strauss (CDs 5, 6, 7, 8 e 9 de 14)

Vamos a mais alguns discos regidos por Klaus Tennstedt. Dessa vez, aparecem Bruckner, Mahler, Schumann e Richard Strauss. São gravações que possuem uma potência elétrica. O regente ficou famoso pela competência com que conduzia os compositores do mundo austro-alemão. É justamente o que encontramos neste disco. Era um ardorosamente apaixonado pela obra de Mahler.

Tennstedt procurava transformar sua arte de reger em ações emocionalmente carregadas. Possuía uma predileção pelo repertório romântico, o que se nota nesta caixa. Havia uma preocupação em restaurar a visão original do compositor; por exemplo, em uma obra de Schubert, ele considerava sua missão restaurar um decrescendo longo na nota final que ele acreditava ter sido reduzido a uma marca de acento nas partituras impressas. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 


DISCO 05

01 - Symphony No.4 - Bewegt, nicht zu schnell
02 - Symphony No.4 - Andante, quasi allegretto
03 - Symphony No.4 - Scherzo (bewegt) & Trio (Nicht zu schnell, keinesfalls schlep...
04 - Symphony No.4 - Finale (bewegt, doch nicht zu schnell)

DISCO 06

01 - Symphony No. 8 in C minor, WAB 108- 1. Allegro moderato
02 - Symphony No. 8 in C minor, WAB 108- 2. Scherzo- Allegro moderato
03 - Symphony No. 8 in C minor, WAB 108- 3. Adagio. Feierlich langsam, doch nicht ...
04 - Symphony No. 8 in C minor, WAB 108- 4. Finale- Feierlich, nicht schnell

DISCO 07

01 - Symphony No. 1 in D major (-Titan-)- I. Langsam. Schleppend - Im Anfang sehr ...
02 - Symphony No. 1 in D major (-Titan-)- II. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell
03 - Symphony No. 1 in D major (-Titan-)- III. Feierlich und gemessen, ohne zu sch...
04 - Symphony No. 1 in D major (-Titan-)- IV. Stürmisch bewegt

DISCO 08

01 - Symphony No.3 in E flat major op.97 'Rhenish' - I. Lebhaft
02 - Symphony No.3 in E flat major op.97 'Rhenish' - II. Scherzo Sehr mässig
03 - Symphony No.3 in E flat major op.97 'Rhenish' - III. Nicht schnell
04 - Symphony No.3 in E flat major op.97 'Rhenish' - IV. Feierlich
05 - Symphony No.3 in E flat major op.97 'Rhenish' - V. Lebhaft
06 - Symphony No.4 in D minor op.120 - I. Ziemlich langsam - Lebhaft
07 - Symphony No.4 in D minor op.120 - II. Romanze Ziemlich langsam
08 - Symphony No.4 in D minor op.120 - III. Scherzo Lebhaft & Trio
09 - Symphony No.4 in D minor op.120 - IV. Langsam - Lebhaft - Schneller - Presto

DISCO 09

01 - Also sprach Zarathustra op.30 - Anfang
02 - Also sprach Zarathustra op.30 - Von den Hinterweltern
03 - Also sprach Zarathustra op.30 - Von der grossen Sehnsucht
04 - Also sprach Zarathustra op.30 - Von den Freuden
05 - Also sprach Zarathustra op.30 - Das Grablied
06 - Also sprach Zarathustra op.30 - Von der Wissenschaft
07 - Also sprach Zarathustra op.30 - Der Genesende
08 - Also sprach Zarathustra op.30 - Das Tanzlied
09 - Don Juan op.20
10 - Tod und Verklärung op.24

Berliner Philharmoniker
Chicago Symphony Orchestra

Klaus Tennestedt, regente  

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