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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - 24 Preludes

Os 24 Prelúdios de Sergei Rachmaninoff constituem uma das grandes sínteses do pianismo tardo-romântico. Neles, densidade emocional, lirismo delicado e virtuosismo explosivo convivem em equilíbrio permanente, formando um vasto panorama das possibilidades expressivas do piano. Justamente por suas elevadas exigências técnicas e pela complexidade de seu universo emocional, apresentações e gravações da integral permanecem menos frequentes do que as dedicadas a outras obras importantes do repertório pianístico.

É nesse contexto que se destaca a nova gravação da pianista sul-coreana Noh Ye-jin, realizada ao piano Fazioli F278. O lançamento não apenas acrescenta uma nova interpretação à extensa discografia de Rachmaninoff, mas também representa um marco particular: trata-se da primeira gravação integral dos 24 Prelúdios realizada por uma pianista coreana.

O projeto é resultado de aproximadamente quatro anos de preparação. Durante esse período, Noh Ye-jin dedicou-se ao estudo do conjunto como algo que ultrapassa uma simples sucessão de peças independentes. Seu trabalho procura revelar as melodias ocultas, as mudanças de atmosfera e as múltiplas camadas emocionais que atravessam essas páginas, construindo uma visão abrangente do universo pianístico de Rachmaninoff.

Mais do que vencer os formidáveis desafios técnicos impostos pela partitura, a intérprete demonstra especial atenção à dimensão lírica e introspectiva da música. Sua abordagem busca transformar os 24 Prelúdios em um percurso coerente e orgânico, no qual cada peça conserva sua personalidade ao mesmo tempo que participa de uma narrativa musical mais ampla.

O álbum representa, assim, um momento significativo na trajetória artística de Noh Ye-jin. Ao enfrentar um dos grandes monumentos do repertório para piano, a intérprete evidencia não apenas domínio técnico, mas também amadurecimento musical e sensibilidade para penetrar nas regiões mais íntimas da escrita de Rachmaninoff. O resultado promete enriquecer a discografia dedicada ao compositor e oferecer uma nova perspectiva sobre uma coleção que permanece entre as realizações mais exigentes e fascinantes do pianismo romântico.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) -

01. Prelude, Op. 3, No. 2 in C-sharp minor
02. 10 Preludes, Op. 23: Prelude, Op. 23, No. 1 in F-sharp minor
03. 10 Preludes, Op. 23: Prelude, Op. 23, No. 2 in B-flat major
04. 10 Preludes, Op. 23: Prelude, Op. 23, No. 3 in D minor
05. 10 Preludes, Op. 23: Prelude, Op. 23, No. 4 in D major
06. 10 Preludes, Op. 23: Prelude, Op. 23, No. 5 in G minor
07. 10 Preludes, Op. 23: Prelude, Op. 23, No. 6 in E-flat major
08. 10 Preludes, Op. 23: Prelude, Op. 23, No. 7 in C minor
09. 10 Preludes, Op. 23: Prelude, Op. 23, No. 8 in A-flat major
10. 10 Preludes, Op. 23: Prelude, Op. 23, No. 9 in E-flat minor
11. 10 Preludes, Op. 23: Prelude, Op. 23, No. 10 in G-flat major
12. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 1 in C major
13. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 2 in B-flat minor
14. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 3 in E major
15. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 4 in E minor
16. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 5 in G major
17. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 6 in F minor
18. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 7 in F major
19. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 8 in A minor
20. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 9 in A major
21. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 10 in B minor
22. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 11 in B major
23. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 12 in G-sharp minor
24. 13 Preludes, Op. 32: Prelude, Op. 32, No. 13 in D-flat major 

Yejin Noh, piano 

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terça-feira, 14 de julho de 2026

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - The Bells & Symphonic Dances

A Orquestra Filarmônica da Rádio dos Países Baixos e o Coro da Rádio dos Países Baixos, sob a direção de sua maestrina titular, Karina Canellakis, apresentam um novo registro dedicado a duas das últimas e mais extraordinárias criações de Sergei Rachmaninoff: a cantata sinfônica Os Sinos (The Bells) e as célebres Danças Sinfônicas. O álbum revela toda a maturidade criativa do compositor russo, reunindo duas obras que sintetizam sua linguagem tardia em interpretações de grande intensidade emocional e refinamento sonoro.

Em Os Sinos, Rachmaninoff transforma o poema de Edgar Allan Poe, na tradução russa de Konstantin Balmont, em uma impressionante jornada musical que acompanha as diferentes etapas da existência humana. A escrita coral luminosa e a orquestração de riqueza extraordinária conduzem o ouvinte desde o brilho juvenil e a serenidade lírica dos primeiros movimentos até o peso ameaçador dos sinos fúnebres, culminando em uma visão de transcendência marcada por profunda serenidade espiritual.

O elenco vocal reúne três destacados intérpretes da atualidade: o tenor Dmytro Popov, a soprano Kristina Mkhitaryan e o baixo Alexander Vinogradov, cujas performances combinam segurança técnica e expressividade. Ao lado deles, o Coro da Rádio dos Países Baixos destaca-se pela clareza da dicção e pela sonoridade ampla e luminosa, conferindo especial eloquência ao texto e reforçando o caráter dramático da obra.

As Danças Sinfônicas, última composição orquestral de Rachmaninoff, revelam outro aspecto de seu universo criativo. O vigor rítmico e a energia quase visceral dos movimentos iniciais convivem com momentos de profunda nostalgia e introspecção, até desembocar em um final de extraordinário impacto. Nessa obra de despedida, o compositor reúne memórias de sua produção anterior, ecos da tradição russa e uma escrita orquestral de notável sofisticação, encerrando sua carreira com uma afirmação artística de impressionante vitalidade.

À frente dessas interpretações está Karina Canellakis, reconhecida internacionalmente como uma das mais importantes regentes de sua geração. Admirada pela intensidade emocional de suas leituras, pelo rigor técnico e pela profundidade de suas interpretações, a maestrina consolida neste lançamento sua parceria com o selo PENTATONE e com a Orquestra Filarmônica da Rádio dos Países Baixos. A colaboração sucede os elogiados registros Bartók: Concerto para Orquestra (2023), indicado ao GRAMMY, e Bartók: O Castelo do Barba Azul (2025), reafirmando uma trajetória discográfica marcada pela excelência artística e pelo compromisso com interpretações de grande personalidade.

Mais do que reunir duas obras-primas do repertório russo, este álbum oferece um retrato comovente do último Rachmaninoff: um compositor que, entre a memória e a modernidade, encontrou na música uma linguagem capaz de transformar nostalgia, dor e esperança em uma experiência sonora de rara beleza.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - 

01. Rachmaninoff- The Bells, Op. 35- I. Allegro, ma non tanto
02. Rachmaninoff- The Bells, Op. 35- II. Lento
03. Rachmaninoff- The Bells, Op. 35- III. Presto
04. Rachmaninoff- The Bells, Op. 35- IV. Lento lugubre
05. Rachmaninoff- Symphonic Dances, Op. 45- I. Non Allegro
06. Rachmaninoff- Symphonic Dances, Op. 45- II. Andante con moto (tempo di Valse)
07. Rachmaninoff- Symphonic Dances, Op. 45- III. Lento assai - Allegro vivace

Netherlands Radio Philharmonic Orchestra & Choir
Karina Canellakis, regente 

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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Piano Trios

Sergei Rachmaninov é um dos compositores mais importantes da virada do século XIX para o século XX. Ele esteve entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX. Foi um compositor que, apesar de viver em um tempo de abruptas mudanças, procurou olhar para a tradição romântica. Tchaikovsky foi para ele uma referência. É o que vemos, por exemplo, nesses dois bonitos, delicados e melancólicos trios.

Escrito em 1892, quando Rachmaninov tinha apenas 19 anos, o Trio élégiaque nº 1 já demonstra uma surpreendente maturidade emocional. Concebido em um único movimento, a obra apresenta uma atmosfera introspectiva e nostálgica desde seus primeiros compassos. O piano, instrumento do qual Rachmaninov era virtuose, assume papel central, conduzindo um discurso marcado por amplas melodias e contrastes dramáticos. Violino e violoncelo dialogam de forma íntima, criando uma sonoridade que oscila entre a delicadeza e a intensidade apaixonada.

Um ano depois, em 1893, a morte de Tchaikovsky abalou profundamente o jovem músico. Como homenagem ao mestre, Rachmaninov compôs o Trio élégiaque nº 2 em Ré Menor, Op. 9, uma obra de maiores proporções e ambição artística. Inspirado pelo célebre Trio para Piano em Lá Menor, de Tchaikovsky, o compositor estruturou a peça em três movimentos, culminando em um vasto finale baseado em variações.

Desde a abertura, o caráter fúnebre da obra é evidente. O tema principal emerge sombrio e carregado de gravidade, estabelecendo um clima de luto que permeia toda a composição. O segundo movimento oferece momentos de lirismo e contemplação, enquanto o movimento final desenvolve uma série de variações que percorrem diferentes estados emocionais - da lembrança afetuosa ao desespero, da serenidade à exaltação dramática.

Importante dizer o que um jovem como Rachmaninov, por volta dos vinte anos, era capaz de fazer. A sensação de presença de um sol que pouco aquece continuaria nas próximas décadas nas composições do russo; e, talvez, resida nisso charme de sua música.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - 

01. Trio élégiaque No. 1 in G Minor - Trio elegiaque No. 1 in G Minor
02. Trio élégiaque No. 2 in D Minor, Op. 9 - I. Moderato - Allegro vivace - Allegro moderato
03. Trio élégiaque No. 2 in D Minor, Op. 9 - II. Quasi variazione -  Andante - Allegro - Lento
04. Trio élégiaque No. 2 in D Minor, Op. 9 - III. Allegro risoluto - Allegro molto - Moderato

Valeri Grohovski, piano
Eduard Wulfson, violino
Dmitry Yablonsky, violoncelo 

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Symphonic Dances e Mikhail Pletnev (1957 - ) - Rachmaniana

 

Ao lado das Danças Sinfônicas de Rachmaninoff, este lançamento apresenta a gravação mundial de estreia de Rachmaniana, de Mikhail Pletnev, obra cuja primeira execução pública ocorreu em janeiro de 2026, na Elbphilharmonie de Hamburgo. As oito peças breves que compõem a suíte delineiam, com notável concisão, alguns dos traços mais característicos do universo rachmaninoviano: paixão, ternura, uma alegria de viver simultaneamente exuberante e marcada pela dor, além de uma melancolia que tudo permeia.

Pletnev evoca atmosferas sem recorrer diretamente à citação literal — embora algumas exceções confirmem a regra. A peça de abertura, intitulada Dance, traz linhas de baixos alternados, às vezes incisivamente acentuadas, que remetem ao início das Danças Sinfônicas. Sobre elas, ergue-se uma melodia descendente das trompas, posteriormente expandida pelo trompete. O timbre nostálgico do clarinete emerge de forma sutil e conduz a uma conclusão em que as notas da flauta quase esbarram no motivo do Dies irae. Um leve toque de ironia se revela essencial.

O espírito de Tchaikovsky paira sobre o Nocturne, uma valsa lenta e arrebatadora. A Serenade prossegue nesse clima dançante: o oboé, seguido de acordes pontuados e de uma poderosa ascensão dos violoncelos, introduz uma valsa viva cujo tema é retomado e desenvolvido pelo corne inglês e pelo fagote. O resultado evoca tanto O Quebra-Nozes quanto Scheherazade, embora preserve uma voz inteiramente própria.

É então que emerge com mais nitidez o Pletnev intérprete — o mesmo músico que, ainda jovem, causou sensação com suas transcrições pianísticas dos balés de Tchaikovsky. Paysage é uma orquestração fiel do Prelúdio Op. 32 nº 5 de Rachmaninoff, enriquecida por um delicado brilho das cordas. A melodia doce da flauta, sustentada por suaves passagens do clarinete, desenha uma paisagem sonora de rara beleza, uma espécie de “paraíso perdido”.

Aquilo que o pianista Pletnev consegue ressuscitar nas obras de outros compositores — unindo percepção estrutural e profundidade emocional de maneira inimitável — também se manifesta em sua escrita autoral. A penúltima peça, Proshchaniye (Farewell), é igualmente baseada numa reelaboração, desta vez da terceira peça dos Moments musicaux Op. 16 de Rachmaninoff. Seu caráter de “marcha fúnebre” é amplificado ao transformar os acordes sombrios do piano em um coral profundamente solene para as trompas.

Um Allegretto construído sobre o colorido diálogo entre madeiras e metais — ao qual as cordas se unem como um terceiro interlocutor, numa engenhosa inversão de papéis — e uma “melodia” conduzida pelos violoncelos em tercinas de sabor tchaikovskiano surgem como evocações de mundos sonoros desaparecidos. O finale virtuosístico assume a forma de uma vertiginosa dança húngara, quase uma “metamúsica” em seus ataques irônicos de xilofone, lembrando tanto a “música de brinquedo” da Sinfonia nº 15 de Shostakovich quanto a terceira das Danças Sinfônicas de Rachmaninoff — ainda que aqui pareça faltar a mesma profundidade abissal.

Pode-se chamar essa música de “contemporânea” apenas no sentido de ter sido composta em nosso tempo. Ela certamente não ignora tudo o que a música viveu desde a era de Rachmaninoff, e essas experiências se infiltram de forma extremamente sutil em sua linguagem. Mas Pletnev não segue o caminho, hoje tão comum, de retratar a feiura do mundo. Ao contrário, sua música afirma uma imaginação da beleza que talvez soe antiquada aos ouvidos modernos, mas da qual sentimos urgente necessidade.

Talvez seja simplesmente música. Ou, nas palavras do próprio Rachmaninoff: “Uma noite silenciosa banhada pela lua; o murmúrio das folhas; sinos distantes ao entardecer; aquilo que vai de coração a coração; amor. A irmã da música é a poesia — sua mãe, a melancolia.”

01. Symphonic Dances, Op. 45: I. Non allegro
02. Symphonic Dances, Op. 45: II. Andante con moto. Tempo di valse
03. Symphonic Dances, Op. 45: III. Lento assai – Allegro vivace
04. Rachmaniana: Dance
05. Rachmaniana: Nocturne
06. Rachmaniana: Serenade
07. Rachmaniana: Landscape
08. Rachmaniana: Allegretto
09. Rachmaniana: Melody
10. Rachmaniana: Farewell
11. Rachmaniana: Hungarian Dance

Rachmaninoff International Orchestra
Mikhail Pletnev, regente

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Piano Concerto No. 2 in C Minor, Op. 18 e Piano Concerto No. 3 in D Minor, Op. 30

Os concertos para piano de Rachmaninov são hoje, uma verdadeira joia do repertório pianístico. Gozam de grande prestígio. A fama que possui nos nossos dias, não era mesma que o compositor experimentava no final do século XIX e início do século XX. Por exemplo, por volta de 1900, quando começou a escrever o Concerto Nº 2, sua carreira parecia arruinada. A estreia de sua Primeira Sinfonia, alguns anos antes, fora um desastre histórico. Críticas impiedosas mergulharam o jovem compositor numa depressão profunda, acompanhada de bloqueio criativo.

O compositor precisou de um tratamento para se restabelecer da crise criativa e da estima afetada. Desde os acordes iniciais do piano, em forma de sinos graves que crescem lentamente até a explosão orquestral, o concerto anuncia sua identidade - trata-se de música de vasto alcance emocional. O sucesso foi imediato. Isso o reconciliou com o mundo.

Já o Concerto de Nº 3 o consagrou definitivamente. Composto em 1909 para a primeira turnê americana de Rachmaninov, o concerto foi concebido para demonstrar não apenas sua habilidade como compositor, mas também sua reputação lendária como pianista. A obra rapidamente ganhou fama de “Everest” do repertório pianístico. Sua dificuldade técnica tornou-se quase mitológica: passagens intermináveis de acordes, saltos brutais, texturas densas e resistência física extrema transformam o concerto num teste máximo para qualquer intérprete.

Aqui encontramos uma excelente interpretação dessas obras caudalosas pelo selo Naxos. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - 

01. Piano Concerto No. 2 in C Minor, Op. 18 - I. Moderato - Allegro
02. Piano Concerto No. 2 in C Minor, Op. 18 - II. Adagio sostenuto
03. Piano Concerto No. 2 in C Minor, Op. 18 - III. Allegro scherzando
04. Piano Concerto No. 3 in D Minor, Op. 30 - I. Allegro ma non tanto
05. Piano Concerto No. 3 in D Minor, Op. 30 - II. Intermezzo. Adagio
06. Piano Concerto No. 3 in D Minor, Op. 30 - III. Finale. Alla breve

Russian State Symphony Orchestra
Dmitry Yablonsky, regente
Konstantin Scherbarkov, piano

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Joshua Bell - Voice of the Violin

Texto de apresentação do disco: 

"Temo que isso ainda subestime a qualidade etérea com que Bell extrai notas musicais vivas de seu Stradivarius. A comunhão espiritual que se estabelece entre um virtuose e seu instrumento é o que torna possível a conexão entre intérprete e ouvinte. O instrumento transforma-se em uma voz singular, capaz de transmitir a essência da música - ela própria uma extensão do compositor. Quando essa relação é pura, sua qualidade torna-se imensurável e indizível, comunicando-se apenas entre espíritos, e alcançando plenitude ainda maior nas mãos de uma alma afim. Joshua Bell possui exatamente esse tipo de vínculo: não apenas entre o autor da obra e a excelência do instrumento, mas também entre o compositor e o público. Bell se destaca como a ponte perfeita entre todos eles.

Constantemente incentivados a “cantar” através de seus instrumentos, músicos de cordas naturalmente buscam reproduzir o mais belo de todos os instrumentos musicais: a voz humana. Não surpreende, portanto, que desejem literalmente colocar os dedos sobre os tesouros do repertório vocal. Joshua Bell apropriou-se de algumas das mais célebres canções e árias operísticas, de Mozart aos românticos, passando por Orff. Lentamente conduzidas, sustentadas, líricas e, sim, profundamente “cantáveis”, essas melodias sedutoras e de ampla carga emocional adaptam-se com extraordinária naturalidade ao violino.

Grande parte dos arranjos leva a assinatura de J.A.C. Redford, conhecido compositor de cinema e televisão. E, de fato, as cordas pulsantes e as modulações abruptas típicas de trilhas sonoras permeiam suas orquestrações, em contraste surpreendente com a linguagem original dos compositores. Em “Beau soir”, de Debussy, o pianista Frederic Chiu acompanha Bell com tamanha sensibilidade que se chega a desejar que o piano tivesse substituído a orquestra em todas as canções. As transcrições violinísticas da linha vocal permanecem fiéis aos originais, exceto pelo hábito quase compulsivo de Redford de adicionar oitavas nas repetições e saltar do registro mais grave ao mais agudo.

Naturalmente, Bell executa tudo isso com maestria — e é justamente a interpretação o grande destaque. Seu timbre é arrebatadoramente belo: quente nas cordas graves, luminoso nos registros agudos e sempre intensamente expressivo. Seu amor pela música e sua compreensão instintiva de sua simplicidade interior, de seu anseio romântico e de seu ardor apaixonado atingem diretamente o coração do ouvinte.

Na única participação violinística autenticamente escrita para o instrumento, o obbligato de “Morgen!”, de Richard Strauss, Bell divide a cena com a soprano Anna Netrebko, dona de uma voz dourada. Inicialmente intensa em excesso, ela gradualmente se entrega a um desfecho mágico e sereno".  

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Vocalise, Op. 34, No. 14 (Rachmaninoff) (5:51)
02. Ave Maria (Schubert) (4:43)
03. Pourquoi me reveiller from Werther (Massenet) (2:37)
04. Apres un reve, Op. 7, No. 1 (Faure) (2:50)
05. Song To The Moon from Rusalka (Dvorak) (5:28)
06. Laudate Dominum from Vesperae solennes de confessore (Mozart) (4:43)
07. None But The Lonely Heart, Op. 6/6 (Tchaikovsky) (2:51)
08. Una Furtiva Lagrima from L'Elisir d'Amore (Donizetti) (4:17)
09. In trutina from Carmina Burana (Orff) (2:34)
10. May Breezes from Songs without Words, Op. 62, No. 1 (Mendelssohn) (2:18)
11. Beau soir (Debussy) (2:32)
12. Estrellita (Ponce) (3:16)
13. Nana (Bercuese) from Siete conciones populares Espanolas (De Falla) (2:12)
14. Je crois entendre encore from The Pearl Fishers (Bizet) (3:31)
15. Morgen! Op. 27, No. 4 (R. Strauss) (3:41)

Joshua Bell, violino

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terça-feira, 14 de abril de 2026

P. I. Tchaikovsky (1840-1893) - The Queen of Spades, Op. 68 TH 10_ Overture, Claude Debussy (1862-1918) - Prélude à l’après-midi d’un faune, L. 86 e La mer, L. 109 etc


Textinho da Wikipédia trazendo alguns dados biográficos da carreira de Svetlanov:

"Svetlanov nasceu em Moscou e estudou regência com Alexander Gauk no Conservatório de Moscou . A partir de 1955, regeu no Teatro Bolshoi , sendo nomeado maestro principal em 1962. De 1965 a 1979, foi maestro principal da Orquestra Sinfônica Estatal da URSS (atual Orquestra Sinfônica Estatal Russa). Em 1979, foi nomeado maestro convidado principal da Orquestra Sinfônica de Londres . Svetlanov também foi diretor musical da Orquestra Residentie ( Haia ) de 1992 a 2000 e da Orquestra Sinfônica da Rádio Sueca de 1997 a 1999.

Em 2000, Svetlanov foi demitido de seu cargo na Orquestra Sinfônica Estatal Russa pelo ministro da cultura da Rússia, Mikhail Shvydkoy . O motivo alegado foi que Svetlanov estava passando muito tempo regendo no exterior e pouco tempo em Moscou.

Svetlanov destacou-se particularmente por suas interpretações de obras russas – ele abrangeu toda a gama da música russa, de Mikhail Glinka aos dias atuais. Ele também foi um dos poucos maestros russos a reger toda a obra sinfônica de Gustav Mahler .

Suas próprias composições incluem um Quarteto de Cordas (1948), Daugava, Poema Sinfônico (1952), Fantasia Siberiana para Orquestra, Op. 9 (1953), Images d'Espagne , Rapsódia para orquestra (1954), Sinfonia (1956), Poema Festivo (1966),  Variações Russas para harpa e orquestra (1975), Concerto para Piano em dó menor (1976) e Poema para Violino e Orquestra "À Memória de David Oistrakh" (1975).  Ele compôs a Fantasia Siberiana em 1953/54, em colaboração com Igor Yakushenko [1932-1999].

Svetlanov também era um pianista extremamente competente, tendo gravado três obras notáveis: o Trio para Piano nº 2 em Ré menor e a Sonata para Violoncelo op. 19 de Sergei Rachmaninoff , e um disco de música para piano de Nikolai Medtner .

A Warner Music France lançou uma "Édition officielle Yevgeny Svetlanov" apresentando o legado de gravações de Svetlanov como maestro e pianista, que em julho de 2008 já somava 35 volumes em CDs, frequentemente em caixas com vários CDs. O maior deles é a caixa com 16 CDs contendo as sinfonias completas de Nikolai Myaskovsky , cuja música Svetlanov dedicou-se integralmente".
 

01 - The Queen of Spades, Op. 68 TH 10_ Overture (Live at Royal Festival Hall, London)
02 - Prélude à l’après-midi d’un faune, L. 86 (Live at Royal Festival Hall, London)
03 - La mer, L. 109_ I. De l’aube à midi sur la mer (Live at Royal Festival Hall, London)
04 - La mer, L. 109_ II. Jeux de vagues (Live at Royal Festival Hall, London)
05 - La mer, L. 109_ III. Dialogue du vent et de la mer (Live at Royal Festival Hall, London)
06 - 5 Études-tableaux, Op. 39_ No. 2 in A Minor (Arr. for Orchestra by Ottorino Respighi)
07 - 8 Études-tableaux, Op. 33_ No. 6 in E-Flat Major (Arr. for Orchestra by Ottorino Respighi) (
08 - Overture on Hebrew Themes, Op. 34 (Live at Royal Festival Hall, London)

Philharmonia Orchestra (1-5)
BBC Symphony Orchestra (6,7)
London Symphony Orchestra (8)

Yevgeny Svetlanov, regente 

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quinta-feira, 26 de março de 2026

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Suites Nos. 1 & 2; Symphonic Dances

Sergei Rahmaninov foi um pianista prodigioso. Dizem que tinha mãos enormes, o que permitia realizar performances impressionantes. A famosa extensão de suas mãos permitiu acordes amplos e texturas densas que se tornaram marca registrada. Além de exímio pianista, escreveu obras imortais como os seus quatro concertos para piano. Neste disco, encontramos suas duas Suítes para piano e a transcrição para piano de uma das suas principais obras - as Danças Sinfônicas.

A Primeira Suíte, também chamada Fantaisie-Tableaux, é quase pictórica. Inspirada em poesia e imagens evocativas, cada movimento funciona como um quadro sonoro - com atmosferas que vão do misterioso ao dramático. Já a Segunda Suíte, mais madura e tecnicamente brilhante, abandona o caráter descritivo e mergulha numa escrita mais estruturada, destacando ritmo, virtuosismo e clareza formal. 

E, por fim, a terceira obra - uma das composições de que mais gosto do compositor - é o Op. 45. É uma das suas últimas obras escritas. A obra condensa elementos autobiográficos. Há referências a temas anteriores, ecos da liturgia ortodoxa russa e uma tensão constante entre vida e morte. O último movimento, em particular, contrapõe o sombrio Dies Irae - tema recorrente em sua obra - a uma melodia luminosa, sugerindo redenção. 

Quando escuto Rach, fico com a sensação de que estou ouvindo alguém da época de Beethoven, Schubert ou Schumann em pleno século XX. Embora sua obra olhe para trás, ele demonstra ter consciência do período em que se encontrava. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - 

01 Bacarolle
02 La nuit-L'amour
03 Les larmes
04 Paques
05 Introduction alla marcia
06 Valse (Presto)
07 Romance Andantino
08 Tarantelle (Presto)
09 Non Allegro - Lento - Tempo1
10 Andante con moto (Tempo di valse)
11 Lento assai-Allegro vivace-Lento assai-Allego vivace

Howard Shelley, piano
Hilary Macnamara, piano 

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Sonata in C major, Op. 119 e Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Sonata in G minor, Op. 19

 

Um disco bonito, triste, melancólico, delicado. É a música russa com toda a sua profundidade e apelo existencial. A primeira obra do disco (de Prokofiev) foi escrita em 1949. Pertence ao último período de produção do compositor; portanto, possui uma linguagem depurada e está inserida dentro de um quadro de tensões motivadas pelo regime soviético. Ela foi escrita, originalmente, para piano e violoncelo; mas acabou ganhando, também,  interpretações para outros instrumentos. A obra abandona o aspecto ríspido e sarcástico do compositor e assume uma linguagem - quase - neoclássica pela clareza. Ela é concisa, transparente e ambígua; parece olhar para o passado formal enquanto mantém um pé firmemente cravado na modernidade do século XX.

Por sua vez, quase como um contraste, aparece o Op. 19, de Sergei Rachmaninov. É uma obra de 1901. Ou seja, é uma obra de um Rach ainda jovem à procura de afirmação. É uma obra de um grande peso emocional, cuja linguagem procura ser direta, sem filtros, sem ironias. É bonita, sensível, repleta por um pathos romântico indiscutível.  Eu gosto disso. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - I. Adante Grave-Moderato animato
02 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - II. Moderato-Adante dolce
03 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - III. Allegro ma non troppo-Adant
04 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - I. Lento-Allegrao moderato-Mode
05 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - II. Allegro Scherzando
06 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19  - III. Andante
07 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - IV. Allegro mosso-Moderato-Viva

Emanuel Ax, piano
Yo-Yo Ma, violoncelo 

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sábado, 20 de dezembro de 2025

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Piano Concertos Nos. 1,2 & 3; Preludes

Fiquei o dia inteiro sem internet. Não poderia deixar de postar este disco. Segue, abaixo, um texto extraído da apresentação do disco:

"Byron Janis, nascido Byron Yanks, veio ao mundo em 24 de março de 1928, em McKeesport, na Pensilvânia, no seio de uma família de imigrantes russos. Considerado um dos pianistas mais talentosos de sua geração, iniciou os estudos de piano aos cinco anos de idade. Teve como primeiro professor Abraham Litow, formado pelo Conservatório de Leningrado, e mais tarde aprofundou sua formação musical em Nova York, onde estudou durante seis anos com Joseph Lhévinne e Rosina Lhévinne.

Ainda jovem, enfrentou um desafio significativo: o diagnóstico de uma artrose precoce que deixou insensível o dedo mínimo da mão esquerda. Apesar da limitação, Janis adaptou sua técnica e deu início à carreira pública, apresentando-se em transmissões de rádio e concertos, após um primeiro recital realizado em 1937, no Carnegie Hall de Pittsburgh.

Reconhecido como pianista prodígio, alcançou projeção internacional aos 15 anos, quando realizou seu primeiro concerto como solista com a Orquestra da NBC, sob a regência de Arturo Toscanini, em Nova York. Na ocasião, interpretou o Concerto para Piano nº 2 de Rachmaninov, consolidando-se como uma das grandes promessas da música clássica do século XX".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - 

DISCO 01

01. Piano Concerto No. 1 in F-sharp minor, Op. 1: I. Vivace 
02. Piano Concerto No. 1 in F-sharp minor, Op. 1: II. Andante 
03. Piano Concerto No. 1 in F-sharp minor, Op. 1: III. Allegro vivace 
04. Piano Concerto No. 2 in C minor, Op. 18: I. Moderato 
05. Piano Concerto No. 2 in C minor, Op. 18: II. Adagio sostenuto 
06. Piano Concerto No. 2 in C minor, Op. 18: III. Allegro scherzando 

DISCO 02

01. Piano Concerto No. 3 in D minor, Op. 30: I. Allegro ma non tanto 
02. Piano Concerto No. 3 in D minor, Op. 30: II. Intermezzo: Adagio 
03. Piano Concerto No. 3 in D minor, Op. 30: III. Finale: Alla breve 
04. Prelude in E-flat Major, Op. 23, No. 6 
05. Prelude in C-sharp minor, Op. 3, No. 2 

Moscow Philharmonic Orchestra
Kirill Kondrashin, regente
Minneapolis Symphony Orchestra
Antal Doráti, regente
Byron Janis, piano 

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sábado, 11 de outubro de 2025

Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) - Manfred Symphony in B minor, Op. 58, Marche slave, Op.31, Romeo and Juliet, fantasy-overture for orchestra in B minor e Sergey Rahmaninov (1873-1943) - Symphony No. 2 in E minor, Op. 27

Um disco para se ouvir mais de uma vez. As obras aqui encontradas são de dois compositores russos; românticos tardios dos quais eu gosto bastante. Destacarei apenas as obras maiores. A primeira delas é Sinfonia Manfredo, inspirada no personagem criado por Lord Byron. É possível observar pelas características e evocações dramáticas e sombrias a influência de Liszt. O herói manfrediano, atormentado por culpa e desespero, encontra em Tchaikovsky um espelho perfeito: o compositor, sempre dividido entre a introspecção e o brilho teatral, transforma o tema em um confessionário orquestral. A orquestra explode em cores, mas o centro é sombrio — não há reconciliação, apenas resignação. É Tchaikovsky olhando o abismo, e encontrando nele uma espécie de beleza trágica. De Tchaikovsky ainda aparecem a impetuosa "Marcha Eslava" e a "Abertura Romeu e Julieta", uma das obras mais bonitas e brilhantes de Tchaikovsky; o compositor capta toda a psicologia em torno do drama dos dois jovens apaixonados. 

A outra grandiosa do disco é a Sinfonia No. 2, Rcahmaninov, já escrita no século XX (1907), 14 anos após a morte de Tchaikovsky. Rach já era um compositor em ascensão, embora a sua Primeira Sinfonia não tenha obtido o sucesso que ele esperava, a Segunda é uma tentativa de se reconciliar consigo mesmo. O século XIX havia passado e a Rússia se equilibrava entre o passado e o modernismo. Rachmaninov procurava equilibrar essa tensão, criando um trabalho belo e repleto de evocações à memória. O Adagio é um dos momentos mais bonitos da música do século XX, não obstante esteja impregnado de um olhar para o passado. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) - 

DISCO 01

01 - Manfred Symphony in B minor, Op. 58 I. Lento lugubre - Moderato con moto - Andante
02 - Manfred Symphony in B minor, Op. 58 II. Vivace con spirito
03 - Manfred Symphony in B minor, Op. 58 III. Andante con moto
04 - Manfred Symphony in B minor, Op. 58 IV. Allegro con fucco
05 - Marche slave, Op.31

DISCO 02

01 - Tchaikovsky - Romeo and Juliet, fantasy-overture for orchestra in B minor (3 versions)
02 - Rachmaninov - Symphony No. 2 in E minor, Op. 27 I. Largo - Allegro moderato
03 - Rachmaninov - Symphony No. 2 in E minor, Op. 27 II. Allegro molto
04 - Rachmaninov - Symphony No. 2 in E minor, Op. 27 III. Adagio
05 - Rachmaninov - Symphony No. 2 in E minor, Op. 27 IV. Allegro vivace

London Symphony Orchestra
André Previn, regente
Royal Philharmonic Orchestra
Yuri Termirkanov, regente 

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quinta-feira, 17 de julho de 2025

Sergei Rachmmaninov (1873-1943) - Variations On A Theme Of Chopin, Op 22, Variations On A Theme Of Corelli, Op 42, Melodie In E Major, Op 3 No 3 e tc

O russo Sergei Rachmaninov foi um dos grandes compositores de música para piano. Ele mesmo era considerado um extraordinário pianista. Com mãos enormes, dominava o piano e sabia construir sonoridades arrebatadoras. Rachmaninov gravou obras como sendo uma espécie de tributo aos grandes mestres do passado. É o que encontramos neste disco - obras que homenageiam Chopin, Corelli e Mendelssohn. 

As "Variations On A Theme Of Chopin, Op 22" foi composta entre os anos de 1902 e 1903 e se baseia no Prelúdio em dó menor, Op. 28, do compositor polonês. É uma obra menos conhecida do grande público, mas de enorme valor artístico. Sobressaem-se o virtuosismo técnico, a complexidade harmônica e o lirismo romântico. 

Por volta de 1931, ou seja, quase trinta anos depois, o compositor escreveu as famosas "Variations On A Theme Of Corelli, Op 42", já fora da Rússia. Com 20 variações e uma coda, essa obra reflete um Rachmaninov mais contido, quase clássico, mas ainda profundamente expressivo. Escrita em um momento de saudade e reflexão, é talvez sua obra para piano solo mais introspectiva, carregada de melancolia e sutileza.

Ainda surgem duas outras obras no disco as quais atestam as qualidades de Rach, um compositor cuja sensibilidade é inegável. Confirma-se isso nesse delicioso e introspectivo disco interpretado pelo excelente pianista Howard Shelley. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Sergei Rachmmaninov (1873-1943) -

01 Variations On A Theme Of Chopin, Op 22
02 Variations On A Theme Of Corelli, Op 42
03 Melodie In E Major, Op 3 No 3
04 Scherzo From Mendelssohn's 'A Midsummer Night'S Dream'

Howard Shelley, piano 

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sábado, 31 de maio de 2025

Sergei Rachmmaninov (1873-1943) - Symphony No. 1 in D Minor, Op. 13 e Symphonic Dances, Op. 45

 
 
A Sinfonia No. 1 foi a primeira das três sinfonias do compositor que eu conheci. Fiquei impressionado com ela. Escrita em 1895, ela foi um projeto ambicioso do jovem compositor. As marcas da influências de Tchaikovsky e Rinsky-Korsakov estão gravadas nela. A obra é estruturada em quatro movimentos e apresenta uma linguagem ousada e dramática, com uma orquestração intensa e temas de forte carga emocional. E foi justamente isso que me chamou a atenção.

A estreia da obra provocou abalos na autoestima do compositor. Segundo relatos, a estreia, em 1897, sob a regência de Alexander Glazunov foi um desastre. Glazunov era um alcoolista e, no dia da estreia, subiu ao palco bêbado. Por sua vez, a crítica demolidora de César Cui ajudou a pôr abaixo os últimos fiapos de otimismo do compositor. A obra acabou sendo esquecida, vindo a ter o devido reconhecimento após a morte do compositor. 

Já as "Danças Sinfônicas" são uma das obras mais conhecidas do compositor. Sua composição é do ano de 1940. Foi escrita no período em que o compositor vivia no Estados Unidos. Ao contrário da Sinfonia No. 1, essa obra é produto da maturidade artística do compositor, refletindo sua habilidade refinada de orquestração, seu domínio do ritmo e sua fusão entre o lirismo romântico e a modernidade harmônica do século XX. É um dos últimos trabalhos do compositor; uma espécie de testamento. Rachmaninov a dedicou a Eugene Ormandy, que a regeu na estreia. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Sergei Rachmaninov (1873-1943) -

01. Symphony No. 1 in D Minor, Op. 13: I. Grave - Allegro ma non troppo
02. Symphony No. 1 in D Minor, Op. 13: II. Allegro animato
03. Symphony No. 1 in D Minor, Op. 13: III. Larghetto
04. Symphony No. 1 in D Minor, Op. 13: IV. Allegro con fuoco
05. Symphonic Dances, Op. 45: I. Non allegro
06. Symphonic Dances, Op. 45: II. Andante con moto. Tempo di valse
07. Symphonic Dances, Op. 45: III. Lento assai - Allegro vivace

Sinfonia of London
John Wilson, regente

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sexta-feira, 2 de maio de 2025

Sergei Rachmmaninov (1873-1943) - Piano Concerto No. 1 in F sharp minor, Op. 1, Piano Concerto No. 4 in G minor, Op. 40 e Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43

Houve um tempo em que eu - bobamente - torcia o nariz para a música de Rachmaninov. Ação infundada, de mero casuísmo. Admito. Hoje, escuto-o com muita atenção e interesse. Amo os seus quatro concertos para piano; escuto com maior devoção ainda as suas três sinfonias. Menciono ainda os poemas sinfônicos, obras litúrgicas e a infinidade de obras para piano que ele escreveu. Rachmaninov foi um dos últimos representantes do romantismo russo tardio e conseguiu estabelecer inequivocamente como um dos grandes nomes da música do século XX. Neste disco, somos convidados a reconhecer seu virtuosismo técnico, lirismo melódico e profundidade emocional.

A primeira obra que aparece é o Concerto No. 1 para piano e orquestra. Foi composto em 1891 e revisto em 1917. Sua versão inicial (de 1891) foi escrita quando Rach era um estudante no Conservatório de Moscou. O compositor procurou revisá-lo, pois considerava a versão inicial bastante imatura. Nota-se a influência de Tchaikovsky. É possível perceber também os desafios técnicos para interpretação tão comum em seus concertos já presente no Primeiro Concerto. 

Já o Concerto No. 4 é do ano de 1926 e passou por uma revisão em 1941. Trata-se do concerto mais moderno e enigmático entre os quatro que escreveu. É possível notar alguns aromas de jazz. À época de sua escrita, Rachmaninov havia mudado para os Estados Unidos. Mas é importante observar que o lirismo característico estava presente. Talvez, seja o concerto harmonicamente mais ousado do compositor; exige uma escuta atenta para que sejam capturadas algumas sutilezas. 

A terceira obra do disco é a Rapsódia sobre um tema de Paganini, uma das suas obras mais populares do compositor. Foi escrita em 1934 e teve a estreia no mesmo ano. Baseia-se no 24 º Capricho para violino solo de Niccòlo Paganini. Esse tema era bastante explorado por outros compositores. Rachmaninov transforma a forma tradicional de variações em uma espécie de concerto em miniatura, em um movimento contínuo. No total, são 24 variações. A mais famosa é a 18º, que se tornou bastante popular. 

Excelente esse disco do selo Naxos. São por essas e outras que aprecio a música do russo. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Sergei Rachmmaninov (1873-1943) -

01 - Piano Concerto No. 1 in F sharp minor, Op. 1 Vivace
02 - Piano Concerto No. 1 in F sharp minor, Op. 1 Andante
03 - Piano Concerto No. 1 in F sharp minor, Op. 1 Allegro vivace - Andante ma non troppo - Tempo primo
04 - Piano Concerto No. 4 in G minor, Op. 40 Allegro vivace
05 - Piano Concerto No. 4 in G minor, Op. 40 Largo
06 - Piano Concerto No. 4 in G minor, Op. 40 Allegro vivace
07 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Introduction
08 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 1
09 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Theme
10 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 2
11 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 3
12 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 4
13 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 5
14 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 6
15 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 7
16 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 8
17 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 9
18 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 10
20 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 12
21 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 13
22 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 14
23 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 15
24 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 16
25 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 17
26 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 18th Variation (Somewhere In Time)
27 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 19
28 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 20
29 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 21
30 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 22
31 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 23
32 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 24

Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, regente
Bernd Glemser, piano

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terça-feira, 4 de março de 2025

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Six Moment Musicaux Op. 16, Prelude Op. 23 No. 5 In G Minor e Franz Liszt (1811-1886) - Six Etudes D'execution Transcendante, Soneto 104 Del Petrarca e Orage

Eis um disco de grande beleza. Lazar Berman foi um pianista russo, que viveu entre os anos de 1930 e 2005. Berman ficou conhecido por interpretações de repertório virtuosístico. Liszt e Rachmaninov foram duas de suas especialidades, além de Scriabin, Prokofiev e Tchaikovsky. É inegável que Liszt e Rach foram dois dos compositores especiais na interpretação do instrumento. O pianista conseguia conciliar força, ataques precisos, e um grande colorido expressivo.

Os Seis Momentos Musicais, de Sergei Rachmaninov, são um conjunto de seis peças para piano solo, composta entre outubro e dezembro de 1896. Essas obras refletem uma variedade de cores, atmosferas, estilos, demonstrando uma técnica afiada e o virtuosismo tão característico ao compositor russo. Cada uma delas possui uma personalidade. Há a evocação de atmosferas melancólicas, nostálgicas, introspectivas.

Já Os seis Estudos de Execução Transcendental, de Liszt, foram compostas entre 1826 e 1839, passando por um processo de revisão em 1852. Essas peças fazem parte de um dos repertório mais complexos e exigentes para músicos e intérpretes.  As obras exibem a técnica afiada e virtuosa do compositor. Não deixe de ouvir.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

DISCO 01

01 Six Moment Musicaux Op. 16 1. Andantino In B Flat
02 Six Moment Musicaux Op. 16 2. Allegro In E Flat
03 Six Moment Musicaux Op. 16 3. Andante Cantabile In B Minor
04 Six Moment Musicaux Op. 16 4. Presto In E Minor
05 Six Moment Musicaux Op. 16 5. Adagio Sostenuto In D Flat
06 Six Moment Musicaux Op. 16 6. Maestoso In C
07 Six Etudes D'execution Transcendante 1. Preludio. Presto
08 Six Etudes D'execution Transcendante 2. Molto Vivace
09 Six Etudes D'execution Transcendante 3. Paysage. Poco Adagio
10 Six Etudes D'execution Transcendante 4. Mazeppa. Allegro
11 Six Etudes D'execution Transcendante 5. Feux Follets. Allegretto
12 Six Etudes D'execution Transcendante 6. Vision. Lento
13 Six Etudes D'execution Transcendante 7. Eroica. Allegro

DISCO 02

01 Etudes D'execution Trascendante 8. Wilde Jagd. Presto Furioso
02 Etudes D'execution Trascendante 9. Ricordanza. Andantino
03 Etudes D'execution Trascendante 10. Allegro Agitato Molto
04 Etudes D'execution Trascendante 11. Harmonies Du Soir. Andantino
05 Etudes D'execution Trascendante 12. Chasse-Neige. Andante Con Moto
06 Soneto 104 Del Petrarca
07 Prelude Op. 23 No. 5 In G Minor
08 Orage

Lazar Berman, piano

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27

Eu, particularmente, sou um grande fã das três sinfonias escritas por Sergei Rachmaninov. Há quem diga que falte um pouco de pimenta russa ao seu romantismo tardio, mas é inegável que o sabor marcante do seu país encontra-se nos trabalhos escritos por ele.  Das três, talvez, a Segunda seja aquela que menos ouço. Como expliquei, não existe um juízo de mérito. O motivo é o fato de ouvir a Primeira e a Terceira com mais frequência. Ela foi escrita em um contexto de incertezas para o compositor. Rach a escreveu entre os anos de 1906 e 1907. Após o fracasso da Primeira, escrita quase dez anos antes, o compositor entrou em um complexo espiral de desânimo que quase fê-lo desistir de continuar a compor. 

Teve, por isso, de sair da Rússia e se radicar na Alemanha. Foi em busca de calmarias. Abandonou as pressões da vida russa. Seguindo um esquema clássico, a sinfonia possui quatro movimentos. O trabalho nos conduz por caminhos de melancolias, esperança, amor e triunfo. Ou seja, apresenta-nos uma jornada humana com suas ambivalências. Rach era um melodista refinado. Há belos momentos no decorrer do trabalho. O terceiro movimento é um exemplo disso. O primeiro movimento é povoado por sombras e a força marcante da melancolia. O último movimento termina de forma celebrativa e triunfante.

Não deixe ouvir a bela condução de Mariss Jansons. Ao longo, do tempo passou a ser costume a apresentação de versões editadas e encurtadas da Segunda. Neste disco, há a versão completa. Boa apreciação! 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) -

01 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ I. Largo - Allegro moderato - Moderato (Complete Version)
02 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ II. Allegro molto - Meno mosso (Complete Version)
03 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ III. Adagio (Complete Version)
04 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ IV. Allegro vivace (Complete Version)

Philharmonia Orchestra
Mariss Jansons, regente

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domingo, 15 de dezembro de 2024

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Symphony No. 1 in D Minor, Op. 13 e Prince Rostislav

 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) -

01 - Symphony No. 1 in D Minor, Op. 13: I. Grave - Allegro non troppo
02 - Symphony No. 1 in D Minor, Op. 13: II. Allegro animato
03 - Symphony No. 1 in D Minor, Op. 13: III. Larghetto
04 - Symphony No. 1 in D Minor, Op. 13: IV. Allegro con fuoco
05 - Prince Rostislav

St. Louis Symphony Orchestra
Leonard Slatkin, regente

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Cherkassky plays Rachmaninov, Prokofiev, Stravinsky, Rameau & Chabrier

01 - Rachmaninov Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43
02 - Theme
03 - Variation II
04 - Variation III
05 - Variation IV
06 - Variation V
07 - Variation VI
08 - Variation VII
09 - Variation VIII
10 - Variation IX
11 - Variation X
12 - Variation XI
13 - Variation XII
14 - Variation XIII
15 - Variation XIV
16 - Variation XV
17 - Variation XVI
18 - Variation XVII
19 - Variation XVIII
20 - Variation XIX
21 - Variation XX
22 - Variation XXI
23 - Variation XXII
24 - Variation XXIII
25 - Variation XXIV
26 - Prokofiev Piano Sonata No. 7 Op. 83 - I. Allegro inquieto
27 - II. Andante caloroso
28 - III. Precipitato
29 - Stravinsky Three Scenes from Petrushka - I. Danse russe
30 - II. Chez Petrouchka
31 - III. La semaine grasse
32 - Rachmaninov Polka de W.R.
33 - Rameau (arr. Godowsky) Tambourin
34 - Chabrier Bouree fantasque

Kölner Rundfunk-Sinfonie-Orchester
Zdenek Mácal, regente
Shura Cherkassky, piano

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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Complete Works for Piano and Orchestra

DISCO 01

Piano Concerto No. 2 in C minor, Op. 18
01. I. Moderato - Allegro
02. II. Adagio sostenuto
03. III. Allegro scherzando

Piano Concerto No. 3 in D minor, Op. 30
04. I. Allegro ma non tanto
05. II. Intermezzo: Adagio
06. III. Finale: Alla breve

DISCO 02

Piano Concerto No. 1 in F sharp minor, Op. 1
01. I. Vivace
02. II. Andante
03. III. Allegro Vivace

Piano Concerto No. 4 in G minor, Op. 40
04. I. Allegro Vivace
05. II. Largo
06. III. Allegro Vivace
07. Rhapsody on a Theme by Paganini, op.43

Royal Philharmonic Orchestra
Edo de Waart, regente
Rafael Orozco, piano

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quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Symphony No. 3 in A Minor, Op. 44 e Maurice Ravel (1875-1937) - La Valse

01. Rachmaninoff- Symphony No. 3 in A Minor, Op. 44- I. Lento - Allegro moderato - Allegro
02. Rachmaninoff- Symphony No. 3 in A Minor, Op. 44- II. Adagio ma non troppo - Allegro vivace
03. Rachmaninoff- Symphony No. 3 in A Minor, Op. 44- III. Allegro - Allegro vivace - Allegro. Tempo primo - Allegretto - Allegro vivace
04. Ravel- La Valse

Ural Philharmonic Orchestra
Dmitry Liss, regente

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