quinta-feira, 19 de março de 2026

Maurice Ravel (1875-1937) - Gaspard de la Nuit e Piano Concerto in G major e Claude Debussy (1862-1918) - Children's Corner

Da apresentação do disco:

"Um tributo a Arturo Benedetti Michelangeli, pianista italiano de aura quase mítica e temperamento imprevisível; um perfeccionista de repertório rigorosamente selecionado, no qual as obras de Scarlatti dialogavam com Debussy e Ravel, enquanto os grandes românticos alemães, de Beethoven a Brahms, eram elevados e amplificados, evidenciando a solidez de sua construção musical.

Seu catálogo de gravações é enxuto, concentrado sobretudo em peças de Debussy e Ravel, além de algumas de Beethoven. Curiosamente, costumava adquirir gravações piratas ao vivo de seus próprios concertos para presentear amigos, em vez de recorrer às suas versões “oficiais”.

Esta antologia francesa reúne interpretações lendárias, marcadas por um toque inimitável — reconhecível pela flexibilidade sonora e pela pureza de estilo. Um clássico revivido".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Maurice Ravel (1875-1937) - 

Gaspard de la Nuit (1908)
01. Ondine
02. Gibet
03. Scarbo

Piano Concerto in G major (1929-31)
04. I. Allegramente
05. II. Adagio assai
06. III. Presto
07. Valses nobles et sentimentales (1911)

Claude Debussy (1862-1918) - 

Children's Corner (1910)
08. Doctor Gradus ad parnassum (modérément animé)
09. Jimbo's Lullaby (assez modéré)
10. Serenade for the doll (allegretto ma non troppo, léger et gracieux)
11. The snow is dancing (modérément animé)
12. The little shepherd (très modéré)
13. Golliwog's cake-walk (allegro giusto)

London Philharmonia Orchestra
Ettore Gracis, regente
Arturo Benedetti Michelangeli, piano 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Richard Strauss (1864-1949) - Salome

Texto da apresentação do disco:

"A peça Salomé, de Oscar Wilde, foi concebida para a atriz Sarah Bernhardt e inicialmente planejada para estrear em Londres, em 1892. No entanto, a encenação foi barrada pela censura — à época, era proibido representar personagens bíblicos nos palcos britânicos — e acabou sendo apresentada pela primeira vez em Paris, em 1896.

Wilde jamais assistiu à sua obra em cena. Durante as únicas duas apresentações realizadas enquanto ainda estava vivo, o autor cumpria pena de prisão por atos homossexuais. Posteriormente, a peça ganhou notoriedade na Alemanha. Após assistir a uma montagem em Berlim, em 1902, o compositor Richard Strauss decidiu transformá-la em sua terceira ópera.

Estreada em 1905, Salome, de Strauss, tornou-se muito mais conhecida do que o texto original de Wilde e permanece em cartaz com frequência em casas de ópera ao redor do mundo.

A gravação ao vivo mencionada foi realizada no Usher Hall, em Edimburgo, durante o Edinburgh International Festival, em agosto de 2022. Sob a regência de Edward Gardner, a Bergen Philharmonic Orchestra é acompanhada por um elenco de destaque, liderado por Malin Byström no papel-título, Gerhard Siegel como Herodes, Katarina Dalayman como Herodíades e Johan Reuter como João Batista".

 Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Richard Strauss (1864-1949) - Salome

01. Salome, Scene 1: Wie schön ist die Prinzessin Salome heute Nacht!
02. Salome, Scene 1: Nach mir wird Einer kommen
03. Salome, Scene 2: Ich will nicht bleiben
04. Salome, Scene 2: Siehe, der Herr ist gekommen
05. Salome, Scene 2: Jauchze nicht, du Land Palästina
06. Salome, Scene 2: Du wirst das für mich tun, Narraboth, nicht wahr?
07. Salome, Scene 3: Wo ist er, dessen Sündenbecher jetzt voll ist?
08. Salome, Scene 3: Jochanaan! Ich bin verliebt in deinen Leib, Jochanaan!
09. Salome, Scene 3: Wird dir nicht bange, Tochter der Herodias?
10. Salome, Scene 4: Wo ist Salome?
11. Salome, Scene 4: Es ist kalt hier
12. Salome, Scene 4: Salome, komm, trink Wein mit mir
13. Salome, Scene 4: Sieh, die Zeit ist gekommen
14. Salome, Scene 4: Siehe, der Tag ist nahe
15. Salome, Scene 4: Eine Menge Menschen wird sich gegen sie sammeln
16. Salome, Scene 4: Tanz für mich, Salome
17. Salome, Scene 4: Salome’s Dance
18. Salome, Scene 4: Ah! Herrlich! Wundervoll, wundervoll!
19. Salome, Scene 4: Still, sprich nicht zu mir!
20. Salome, Scene 4: Salome, bedenk, was du tun willst
21. Salome, Scene 4: Man soll ihr geben, was sie verlangt!
22. Salome, Scene 4: Es ist kein Laut zu vernehmen
23. Salome, Scene 4: Ah! Du wolltest mich nicht deinen Mund küssen lassen, Jochanaan
24. Salome, Scene 4: Sie ist ein Ungeheuer, deine Tochter
25. Salome, Scene 4: Ah! Ich habe deinen Mund geküßt, Jochanaan

Bergen Philharmonic Orchestra
Edward Gardner, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

Karl A. Hartmann (1905-1963) - Concerto Funebre for Violin and String Orchestra e Paul Hindemith (1895-1963) - Concerto for Violin and Orchestra e Concerto for Cello and Orchestra

Acredito que nunca tenha escutado os concertos encontrados neste disco. Confesso que gostei bastante, principalmente do Concerto para violoncelo de Hindemith. Vamos lá!

Composto em 1939, às vésperas da eclosão da Segunda Guerra Mundial, o Concerto Fúnebre de Hartmann é uma obra profundamente marcada pelo clima opressivo da Alemanha Nazista. Diferente de muitos contemporâneos que optaram pelo exílio, Hartmann permaneceu na Alemanha, adotando uma postura de resistência silenciosa: recusou-se a colaborar com o regime e praticamente retirou sua música da vida pública. 

O concerto nasce como um gesto de luto e denúncia. Estruturado em quatro movimentos, ele incorpora elementos que evocam tradições antigas - como corais e melodias folclóricas - reinterpretados sob uma ótica moderna e sombria. O uso de uma canção russa no último movimento não é casual: trata-se de um símbolo de solidariedade internacional diante do avanço do fascismo.

Hindemith, diferente de Hartmann, não ficou na Alemanha. Emigrou primeiramente para a Suíça e, depois, para os Estados Unidos. Sua importância diz respeito à contribuição que fez a uma organização estética em tempos de crise. Sua música não fica indiferente. 

O concerto para violino de Hindemith surge no mesmo ano do de Hartmann, mas com uma abordagem distinta. Aqui, não há lamento explícito, e sim uma busca por equilíbrio e racionalidade. Foi composto em 1939, o ano em que começou a Guerra. O solista dialoga com a orquestra de maneira integrada, sem o protagonismo romântico tradicional. A harmonia é densa, porém organizada segundo princípios próprios do compositor, afastando-se tanto do tonalismo clássico quanto do atonalismo radical.

Já o concerto para violoncelo aprofunda essa estética. O instrumento solista assume um papel introspectivo, explorando registros graves e uma expressividade contida. É uma obra que parece refletir o deslocamento do compositor - não apenas geográfico, mas cultural. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 - Concerto Funebre for Violin and String Orchestra_ I. Introduction. (Largo) att
02 - Concerto Funebre for Violin and String Orchestra_ II. Adagio att
03 - Concerto Funebre for Violin and String Orchestra_ III. Allegro di molto att
04 - Concerto Funebre for Violin and String Orchestra_ IV. Choral. Langsamer Marsch
05 - Concerto for Violin and Orchestra (1939)_ I. Mässig bewegte Halbe
06 - Concerto for Violin and Orchestra (1939)_ II. Langsam
07 - Concerto for Violin and Orchestra (1939)_ III. Lebhaft
08 - Concerto for Cello and Orchestra (1940)_ I. Mässig schnell (Allegro moderato)
09 - Concerto for Cello and Orchestra (1940)_ II. Ruhig bewegt (Andante con moto)
10 - Concerto for Cello and Orchestra (1940)_ III. Marsch. Lebhaft (Allegro marciale)

Czech Philharmonic Orchestra
Karel Ancerl, regente
André Gertler, violino
Paul Tortelier, violoncelo 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

terça-feira, 17 de março de 2026

Henry Vieuxtemps (1820-1881) - Violin Concerto No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 19 e Violin Concerto No. 3 in A Minor, Op. 25

Vamos a mais dois concertos do compositor franco-belga Henri Vieuxtemps. O compositor escreveu sete violinos ao todo. Nesta postagem, aparecem o número 2 e o número 3. Esses concertos são conhecidos pelo virtuosismo característico do período romântico e são extraordinários exemplos da escola franco-belga. O Segundo Concerto à semelhança do Primeiro é uma obra de juventude. Ele possui aquele sabor paganiniano do virtuose. Todavia, nota-se uma preocupação por parte do compositor em produzir uma linguagem própria. De certa forma, as inovações iniciadas pelo compositor foram, mais tarde, aprofundadas no Concerto para violino de Mendelssohn, por exemplo.

Já o Concerto No. 3, nota-se a concepção mais amadurecida do compositor. A influência de Beethoven também se faz sentir. Observa-se, por exemplo, a preocupação em uma escrita orquestral mais refinada. O lirismo e o virtuosismo ainda continuam, mas em doses certas. Todavia, o que permanece na obra do compositor é a nobreza melódica, o brilho e a elegância instrumentais.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Henry Vieuxtemps (1820-1881) -

01. Violin Concerto No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 19 - I. Allegro
02. Violin Concerto No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 19 - II. Andante
03. Violin Concerto No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 19 - III. Rondo
04. Violin Concerto No. 3 in A Minor, Op. 25 - I. Allegro
05. Violin Concerto No. 3 in A Minor, Op. 25 - II. Adagio
06. Violin Concerto No. 3 in A Minor, Op. 25 - III. Rondo

Janácek Philharmonic Orchestra

Dennis Burkh, regente
Misha Keylin, violino 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

William Byrd (1539/40-1623) - Infelix ego & Other Sacred Music

 

 
William Byrd é um dos maiores compositores renascentistas da Inglaterra. Byrd viveu no reinado de Elizabeth I. Vale mencionar que, nesse período, a Inglaterra consolidava sua nova identidade religiosa à medida que se afastava da Igreja Católica. William Byrd, mesmo em face dessa conjuntura histórica, manteve-se um católico convicto durante toda a sua vida.

Sua obra parece possuir essa característica, pois assumiu posições de respeito dentro da nova estrutura estatal com a religião anglicana. Essa situação singular permitiu que ele escrevesse tanto música para o culto anglicano quanto obras profundamente ligadas à tradição católica. Algumas de suas obras foram escritas para a liturgia inglesa, enquanto outras foram escritas para as comunidades católicas que praticavam a fé em segredo.

Neste disco, por exemplo, temos a coleção Cantione Sacrae, de 1591. Trata-se de motetos latinos, um dos pontos mais altos da escrita de Byrd. São obras de forte intensidade espiritual; além disso, possuem uma polifonia altamente elaborada. Já o Gradulia era um projeto ambicioso, composto entre 1605 e 1607. Esses dois volumes constituem um conjunto quase completo de música para o próprio da missa católica, cobrindo diversas festas do calendário litúrgico. Diferentemente de coleções de motetos isolados, o Gradualia oferece peças específicas para momentos da missa, como Introits, Graduals e Alleluias.

O estilo de Byrd impressiona pela estrutura. As linhas vocais se encaixam com precisão matemática, o que o transforma em um dos mais refinados compositores da polifonia renascentista. Essa combinação faz com que Byrd seja frequentemente comparado a grandes mestres continentais como Giovanni Pierluigi da Palestrina e Orlando di Lasso, embora sua linguagem possua uma identidade tipicamente inglesa.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

William Byrd (1539/40-1623) - 

01 - Venite, exsultemus Domino a 6, T. 164 (Gradualia, 1607)
02 - Domine, non sum dignus a 6 (Cantiones Sacrae, 1591)
03 - Visita quaesumus, Domine a 4, T. 98 (Gradualia, 1605)
04 - Domine, salva nos a 6 (Cantiones Sacrae, 1591)
05 - Haec dies a 6 (Cantiones Sacrae, 1591)
06 - Cunctis diebus a 6 (Cantiones Sacrae, 1591)
07 - Gaudeamus omnes … Sanctorum omnium a 5, T. 78 (Gradualia, 1605)
08 - Timete Dominum – Venite ad Me a 5, T. 85 (Gradualia, 1605)
09 - Iustorum animae a 5, T. 86 (Gradualia, 1605)
10 - Beati mundo corde a 5, T. 87 (Gradualia, 1605)
11 - Deo gratias a 4, T. 107 (Gradualia, 1605)
12 - Afflicti pro peccatis nostris a 6, T. 51 (Cantiones Sacrae II, 15
13 - Cantate Domino a 6 (Cantiones Sacrae II, 1591)
14 - Laudate Dominum, omnes gentes a 6, T. 163 (Gradualia, 1607)
15 - Infelix ego a 6, T. 50 (Cantiones Sacrae, 1591)

The Cardinall's Musick

Andrew Carwood, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

segunda-feira, 16 de março de 2026

Franz Schubert (1797-1828) - Piano Trio in B-Flat Major, D. 898 e Adagio, D. 897


Já revelei por aqui, em outros momentos, o quanto admiro a música de Franz Schubert. Em minha humilde opinião, Schubert é um dos maiores poetas da história da música. Ele conseguiu como ninguém, no espaço reduzido, quase intimista da música de câmara, produzir alguns das maiores obras da história da humanidade. Cito aqui, por exemplo, o Quinteto “A Truta” ou o fascinante e profundo quarteto “A morte e a donzela”. São obras cuja beleza fascina e nos coloca diante do delicado, do inominado, que revela muito sobre o ser humano.

Nesta postagem, aparece o D. 898, um dos seus trios mais bonitos e delicados.  Schubert nessas obras é o compositor do intimismo e do lirismo. Esse Trio foi composto em 1827, um ano antes da morte do compositor – mas, ano da morte de Beethoven. Schubert procura um equilíbrio entre a imaginação romântica e a estrutura clássica. Essa é uma característica elementar de sua obra.

Em 1827, o compositor já havia alcançado a maturidade na arte de compor. A doença que o levou à morte o dominara. Algumas das obras do período, como a já citada “A morte e a donzela” são repletas de melancolia. Todavia, o D. 898 não o é. Ele é revestido por uma atmosfera em que o equilíbrio e uma tepidez luminosa domina a obra. Possui aquele charme, aquela marca que somente o compositor era capaz de realizar.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Franz Schubert (1797-1828) - 

01 - Max Brod Trio - Piano Trio in B-Flat Major, D. 898- I. Allegro mod
02 - Max Brod Trio - Piano Trio in B-Flat Major, D. 898- II. Andante un
03 - Max Brod Trio - Piano Trio in B-Flat Major, D. 898- III. Scherzo.
04 - Max Brod Trio - Piano Trio in B-Flat Major, D. 898- IV. Finale. Al
05 - Max Brod Trio - Notturno, D. 897

Max Brod Trio 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

domingo, 15 de março de 2026

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67, Symphony No. 8 in F Major, Op. 93 e Symphony No. 9 in D Minor, Op. 125 "Choral"

Texto extraído da apresentação do disco: 

O maestro Herbert von Karajan foi o mais renomado regente a surgir na Europa no período posterior à Segunda Guerra Mundial. Beneficiado por momentos decisivos ao longo de sua carreira - e apesar das controvérsias que marcaram seus primeiros anos - tornou-se o maestro mais gravado do século XX, posição que provavelmente o manterá como um dos regentes mais visíveis e comercialmente bem-sucedidos também no século XXI.

Nascido em Salzburgo, Karajan descendia de uma família de origem grega profundamente enraizada na Áustria, com antecedentes que incluíam estudiosos e médicos em Viena e na própria Salzburgo. Desde cedo demonstrou talento excepcional para a música: começou a tocar piano aos três anos de idade e apresentou seu primeiro recital apenas um ano depois.

Durante a adolescência, recebeu incentivo para transferir seu foco do piano para a regência. A decisão foi reforçada após assistir a uma apresentação conduzida por Arturo Toscanini durante uma visita a Viena — experiência que o levou a seguir definitivamente o caminho da batuta.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) -

01. Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67: I. Allegro con brio (7:27)
02. Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67: II. Andante con moto (10:43)
03. Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67: III. Allegro - (4:57)
04. Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67: IV. Allegro - Presto (8:55)
05. Symphony No. 8 in F Major, Op. 93: I. Allegro vivace e con brio (7:46)
06. Symphony No. 8 in F Major, Op. 93: II. Allegretto scherzando (3:44)
07. Symphony No. 8 in F Major, Op. 93: III. Tempo di menuetto (4:30)
08. Symphony No. 8 in F Major, Op. 93: IV. Allegro vivace (7:52)
09. Symphony No. 9 in D Minor, Op. 125 "Choral": I. Allegro ma non troppo, un poco maestoso (16:03)
10. Symphony No. 9 in D Minor, Op. 125 "Choral": II. Molto vivace - Presto (10:14)
11. Symphony No. 9 in D Minor, Op. 125 "Choral": III. Adagio molto e cantabile - Andante moderato (15:44)
12. Symphony No. 9 in D Minor, Op. 125 "Choral": IV. Presto - "O Freunde, nicht diese Töne!" (Ode to Joy) (24:17)

Wiener Philharmonic Orchestra
Herbert von Karajan, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sábado, 14 de março de 2026

Robert Schumann (1810-1856) - Symphony No. 1 in B flat, Op. 38 - "Spring" e Symphony No. 2 in C, Op. 61

 

Schumann foi o compositor das melodias sofisticadas. Sua obra destila o romantismo puro. A alma alemã. Muito respeitado pela escrita pianística para piano, o compositor, em 1841, deu uma guinada para o mundo sinfônico. No início de 1841, nasceu a sua Sinfonia No. 1, também conhecida como "Primavera" ("Frühlingssymphonie"). Segundo o próprio Schumann, a obra foi inspirada por um poema do escritor Adolf Böttger, cujo verso inicial evocava o despertar da primavera. O compositor chegou a imaginar títulos programáticos para cada movimento, embora os tenha abandonado antes da publicação. 

O trabalho possui uma elástica relevância, pois insere Schumann no terreno sinfônico, dominado pelos feitos beethoveanos. A estreia ocorreu em Leipzig em março de 1841, regida por Felix Mendelssohn, então diretor do Gewandhaus Orchestra. Mendelssohn foi um defensor decisivo da música de Schumann, e sua condução ajudou a legitimar o compositor no campo sinfônico.

Já a Segunda Sinfonia - a minha favorita entre as quatro escritas pelo compositor - é do ano de 1846. Ela possui uma atmosfera bem diferente da Primeira. Foi escrita em circunstâncias em que o compositor enfrentava constantes crises nervosas. Schumann a escreveu em meio a esse estado de fragilidade. Em carta, afirmou que a música lhe servia como um ato de resistência espiritual, quase uma forma de superação da enfermidade. O Adagio expressivo é uma das reflexões mais bonitas do período romântico. É dramático; é introspectivo; é grave; é solene. 

O último movimento da Segunda - Allegro molto vivace - é de força, entusiasmo e proclama um final arrebatador. A vida se coloca acima do sofrimento. É a afirmação do própria vida. Analisando por uma perspectiva romântica, Schumann explicita a vitória moral sobre o sofrimento. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Robert Schumann (1810-1856) - 

01 - I. Andante un poco maestoso - Allegro molto vivace
02 - II. Larghetto
03 - III. Scherzo. Molto vivace
04 - IV. Allegro animato e grazioso
05 - I. Sostenuto assai - Allegro ma non Troppo
06 - II. Scherzo. Allegro vivace
07 - III. Adagio espressivo
08 - IV. Allegro molto vivace

Czech Philharmonic Orchestra
Lawrence Foster, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sexta-feira, 13 de março de 2026

Jazz - Chick Corea Elektric Band - "Inside Out"

Do encarte do disco:

"A Elektric Band, liderada por Chick Corea, sempre se destacou como um conjunto altamente coeso. O grupo reunia solos intensos do guitarrista de pegada roqueira Frank Gambale e do saxofonista de forte influência de R&B Eric Marienthal, além de intervenções marcantes do próprio líder. Corea utilizava uma ampla variedade de teclados, mas ainda assim mantinha um estilo facilmente reconhecível.

Com John Patitucci - frequentemente apontado como um dos maiores baixistas elétricos do jazz - e o baterista Dave Weckl impulsionando o ritmo do conjunto, a banda consolidou-se como uma referência da fusão jazzística. Neste registro, o grupo aparece em seu auge interpretando composições originais de Corea que ajudaram a definir o ritmo e a direção desse influente projeto musical".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!  

01. Inside Out
02. Make A Wish
03. Make A Wish, Pt. 2
04. Stretch It
05. Stretch It, Pt. 2
06. Kicker
07. Child's Play
08. Tale Of Daring
09. Tale Of Daring, Chap. 2
10. Tale Of Daring, Chap. 3
11. Tale Of Daring, Chap. 4

Chick Corea – acoustic piano, synthesizers, arrangements
Frank Gambale – guitars
John Patitucci – basses
Dave Weckl – drums
Eric Marienthal – saxophones 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

Richard Strauss (1864-1949) - Don Juan, Op. 20 e Ein Heldenleben, Op. 40

Do encarte do disco:

"O Tondichtung”, ou poema sinfônico, foi um gênero musical europeu bastante popular entre meados do século XIX e o início do século XX. O compositor alemão Richard Strauss destacou-se nessa forma, criando ao todo dez obras nesse formato.

Um poema sinfônico consiste em uma peça orquestral de movimento único, concebida para evocar atmosferas, histórias ou cenas, sem necessariamente seguir uma narrativa rígida. A intenção é sugerir imagens e emoções por meio da música, explorando o poder expressivo da orquestra.

Entre os exemplos mais conhecidos está Don Juan, Op. 20 (1888), obra inspirada na interpretação poética da lenda de Don Juan escrita por Nikolaus Lenau. Na versão de Lenau, o personagem é retratado como um homem em busca da mulher perfeita, cuja jornada termina em desilusão e desespero.

A composição de Strauss traduz essa narrativa em linguagem musical. A obra se inicia com temas vigorosos e enérgicos, que evocam as aventuras e o ímpeto do protagonista. Em seguida, surgem passagens líricas e delicadas, associadas às figuras femininas que marcam sua trajetória. O desfecho é marcado por acordes sombrios e dramáticos, simbolizando a queda e o fim trágico de Don Juan".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Strauss- Don Juan, Op. 20
02. Strauss- Der Held (The Hero) (From Ein Heldenleben, Op. 40)
03. Strauss- Des Helden Widersacher (The Hero’s Adversaries) (From Ein Heldenleben, Op. 40)
04. Strauss- Des Helden Gefährtin (The Hero’s Companion) (From Ein Heldenleben, Op. 40)
05. Strauss- Des Helden Walstatt (The Hero at Battle) (From Ein Heldenleben, Op. 40)
06. Strauss- Des Helden Friedenswerke (The Hero’s Works of Peace) (From Ein Heldenleben, Op. 40)
07. Strauss- Des Helden Weltflucht und Vollendung (The Hero’s Retirement from the World and Completion) (From Ein Heldenleben, Op. 40)

Singapore Symphony Orchestra
Hans Graf, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quinta-feira, 12 de março de 2026

Claude Debussy (1862-1918) - Images, 2 Arabesques, L'Isle joyeuse, Berceuse heroique etc

 

Debussy foi um sujeito comprometido com a subversão. Frequentemente, a sua música é associada a algo insosso, sem cor, sem energia, o que julgo ser uma profunda precipitação. O compositor foi o mestre das insinuações, alguém que não gostava de lances previsíveis. Para o compositor francês, as grandes narrativas, o fausto criado pela música eloquente e chamativa do período romântico deveria ser substituída pela discrição, pelas cores, por atmosferas decantadas. O compositor parece suspender a ideia do tempo. Sua música paira no ar.

Isso fica mais explícito em Images I (1905) e Images II (1907).  O título não é casual. Para Debussy, a música poderia sugerir paisagens, movimentos e sensações com a mesma liberdade que a pintura impressionista sugeria luz e forma. Não por acaso, a crítica frequentemente aproxima sua obra do universo de artistas como Claude Monet, embora Debussy rejeitasse rótulos fáceis. O que importa, em “Images”, é a experiência sensorial: a música não descreve literalmente, mas evoca.

A importância estética dessas obras vai muito além de sua beleza pianística. Debussy redefiniu a linguagem musical ao explorar escalas não tradicionais, harmonias paralelas e uma relação inédita com o timbre. Em vez de conduzir o ouvinte por tensões e resoluções previsíveis, ele constrói ambientes sonoros onde a cor harmônica tem papel central. Essa abordagem influenciou profundamente compositores do século XX - de Maurice Ravel a Olivier Messiaen - e abriu caminho para novas concepções de forma e sonoridade.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Claude Debussy (1862-1918) - 

01 - Images, Livre 1 1. Reflets dans l'eau
02 - Images, Livre 1 2. Hommage a Rameau
03 - Images, Livre 1 . Mouvement
04 - Images Livre 2 1. Cloches a travers les feuilles
05 - Images Livre 2 2. Et la lune descend sur le temple qui fut
06 - Images Livre 2 3. Poissons d'or
07 - D'un cahier d'esquisses
08 - L'Isle joyeuse
09 - Arabesque no 1
10 - Arabesque no 2
11 - Hommage a Haydn
12 - Reverie
13 - Page d'album
14 - Berceuse heroique

Zoltán Kocsis, piano  

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quarta-feira, 11 de março de 2026

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphony No. 10

A Sinfonia No. 10, de Shostakovich, é um documento político e histórico de uma época. É a análise psicológica de um pedaço do século XX. Sua estreia se deu, em 1953, meses após a morte de Stálin naquele mesmo ano. É interessante observar que entre a Sinfonia No. 9 e a Décima Sinfonia, houve o intervalo de quase uma década, algo verdadeiramente incomum para um compositor que fez da escrita sinfônica o seu campo de atuação, de expressão. Esse fato pode ser interpretado pelo endurecimento a partir de 1948, sobretudo após o Zhdanov Decree, que acusou vários compositores de “formalismo” e os colocou sob vigilância ideológica. O Regime exigia que os artistas produzissem um material voltado para uma pedagogia que “educasse” o povo e, assim, criasse um material com objetivos de propaganda política.

Mesmo após a morte de Stálin, havia uma névoa de hesitação no ar. Mesmo assim, o compositor escreve um dos trabalhos mais ousados da sua extraordinária trajetória. Para quem anda por aqui, já deve ter percebido a minha admiração pelo compositor soviético.

O primeiro movimento é um dos mais geniais. As cordas vagueiam pelas sombras, como se procurassem algo para se sustentar. Há uma atmosfera de tensão subterrânea. Transmite-se uma ideia de introspecção, como se a música procurasse uma planície para pousar. A condução é tímida e pesada. Há perigo por todos os lados.

Aos poucos, a música vai se insinuando. Há receios. Shosta desejou denunciar por meio desses lances como foi a vida sob Stálin - vigilância constante, medo silencioso, explosões ocasionais de desespero.

Os movimentos restantes transmitem a ideia de fúria brutal e de reflexão ambígua. É a psicologia do compositor funcionando com máximo primor. A arquitetura da Décima Sinfonia é a descrição por meio de sons de uma era. Impossível ouvi-la e não sentir o medo cinzento, o ar de desconfiança, de hesitação que povoava a mente e a alma dos intelectuais soviéticos que buscaram, minimamente, uma vida de independência a serviço da arte.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

01. Symphony No. 10: I. Moderato
02. Symphony No. 10: II: Allegro
03. Symphony No. 10: III. Allegretto – Largo
04. Symphony No. 10: IV. Andante – Allegro

Philharmonia Orchestra
Santtu-matias Rouvali, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

terça-feira, 10 de março de 2026

Henry Vieuxtemps (1820-1881) - Violin Concerto No. 1 in E Major, Op. 10 e Violin Concerto No. 4 in D Minor, Op. 31


Henry Vieuxtemps foi um compositor belga, alguém que viveu imerso no período romântico. Suas obras possuem indiscutivelmente essa fragrância. Ele encarnou, como era de costume aos artistas desse período, a imagem do compositor, do virtuose e da figura comentada nos salões europeus. Neste disco, encontramos dois dos seus concertos para violino.

O primeiro deles é o Opus 10, composto em 1840, ocasião em que o compositor encontrava-se com apenas vinte anos de idade. À época, o compositor era uma espécie de menino prodígio. Aluno do lendário Charles-Auguste de Bériot, ele herdou da chamada escola franco-belga de violino o refinamento técnico e o canto elegante do instrumento. Nota-se pela escrita um forte sabor de juventude. Todavia, o compositor começa a mudar a relação entre o solista e a orquestra, dando uma ênfase maior a esta. O concerto ganha ares mais sinfônicos.

Já no Opus 31, composta por volta de 1860, o compositor atinge a maturidade e o refinamento. É uma das suas obras mais famosas e estimadas. Aqui o compositor abandona de vez a lógica puramente exibicionista e cria uma estrutura inovadora: os movimentos são interligados, formando um arco contínuo de quatro seções. A concepção se aproxima da ideia de poema sinfônico aplicada ao concerto - uma abordagem que antecipa caminhos explorados mais tarde por compositores como Camille Saint-Saëns e Jean Sibelius em seus próprios concertos para violino.

Vieuxtemps é uma espécie de Paganini com preocupações mais sinfônicas. Vale a pena conhecer. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação.  

Henry Vieuxtemps (1820-1881) - 

01. Violin Concerto No. 1 in E Major, Op. 10 - I. Allegro moderato
02. Violin Concerto No. 1 in E Major, Op. 10 - II. Introduction. Adagio
03. Violin Concerto No. 1 in E Major, Op. 10 - III. Rondo. Allegretto
04. Violin Concerto No. 4 in D Minor, Op. 31 - I. Andante - Moderato
05. Violin Concerto No. 4 in D Minor, Op. 31 - II. Andante religioso
06. Violin Concerto No. 4 in D Minor, Op. 31 - III. Scherzo. Vivace
07. Violin Concerto No. 4 in D Minor, Op. 31 - IV. Finale marziale -  Andante - Allegro

Janácek Philharmonic Orchestra
Dennis Burkh, regente
Arnhem Philharmonic Orchestra
Takuo Yuasa, regente
Misha Keylin, violino 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

Olivier Messiaen (1908-1992) - Le Tombeau resplendissant, Les Offrandes oubliées, Un Sourire e L'Ascension (Quatre meditations pour l'orchestre)

Extraído do encarte de apresentação do disco: 

O maestro Paavo Järvi inaugura seu novo contrato como regente da Tonhalle Orchestra Zurich com um programa inteiramente dedicado ao compositor francês Olivier Messiaen. A iniciativa marca também uma colaboração com a gravadora Alpha Classics, que acompanhará essa promissora parceria artística.

Järvi destaca sua longa admiração pela música francesa e ressalta a singularidade de Messiaen no panorama da música do século XX. “Sempre admirei muito a música francesa. Messiaen é, para mim, a voz mais original, alguém absolutamente único. Basta ouvir três segundos de uma obra sua para ter certeza de que é dele. Seu estilo é claro e inconfundível”, afirma o maestro.

No repertório escolhido estão duas obras da fase inicial do compositor — Les Offrandes oubliées e Le Tombeau resplendissant — nas quais elementos de religiosidade e misticismo ocupam papel central. Segundo Järvi, uma escuta atenta revela um dos traços característicos da escrita de Messiaen: a transformação contínua da harmonia, que impede o ouvinte de prever qual será o próximo som.

Apesar dessa constante mutação, o maestro ressalta que a linguagem harmônica de Messiaen não tem caráter meramente experimental. “Ela produz um sentido inevitável; dá a sensação de que a sequência de acordes só poderia existir daquela forma e de nenhuma outra”, observa.

Para Järvi, a experiência musical ultrapassa os limites da linguagem verbal: “A música é uma linguagem própria; ela começa onde as palavras terminam.”

 

Olivier Messiaen (1908-1992) - 

01 Le Tombeau resplendissant (1931)
02. Les Offrandes oubliées (1930)
03. Un Sourire (1989)

L'Ascension (Quatre meditations pour l'orchestre)
04. I. Majesté du Christ demandant sa gloire à son père
05. II. Alléluias sereins d'une âme qui désire le ciel
06. III. Alléluia sur la trompette, alléluia sur la cymbale
07. IV. Prière du Christ montant vers son père

Tonhalle-Orchester Zürich
Paavo Järvi, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Antonio Rosetti (1750-1792) - Three Violin Concertos



Antonio Rosetti foi contemporâneo de Mozart e Haydn. Não logrou fama como seus colegas de ofício, embora tenha adquirido um certo reconhecimento em vida. Outro fato bastante interessante sobre o compositor é que, apesar do nome italianizado, Rosetti não nasceu na Itália. Seu nome de nascimento era Franz Anton Rösler, oriundo provavelmente da Boêmia. Construiu uma carreira sólida nas cortes alemãs. Seu posto mais importante foi na corte de Oettingen-Wallerstein, um centro musical de grande prestígio no sul da Alemanha no final do século XVIII. Ali atuou como contrabaixista, compositor e mais tarde como Kapellmeister, produzindo uma vasta quantidade de obras orquestrais e concertantes.

Sua música circulou amplamente pelas salas de concerto da Europa no século XVIII. Documentos da época indicam que suas sinfonias e concertos eram executados com frequência em centros musicais importantes, demonstrando que sua reputação, em vida, estava longe de ser marginal.

Sobre a obra de Rosetti, pode-se falar que ele pode ser posicionado entre Mozart e Haydn. É o que se pode ver, por exemplo, nos três concertos para violino encontrados nesta postagem. De Haydn, ele herdou o espírito sinfônico; de Mozart, a elegância lírica. Ou seja, sua música é exemplarmente elegante e refinada.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Antonio Rosetti (1750-1792) - 

01 - Violin Concerto in C Major, C5_ I. Allegro molto
02 - Violin Concerto in C Major, C5_ II. Adagio
03 - Violin Concerto in C Major, C5_ III. Rondeau. Allegro
04 - Violin Concerto in D Major, C7_ I. Allegro molto
05 - Violin Concerto in D Major, C7_ II. Adagio molto
06 - Violin Concerto in D Major, C7_ III. Rondeau. Allegretto ma non presto
07 - Violin Concerto in F Major, C11_ I. Allegro moderato
08 - Violin Concerto in F Major, C11_ II. Andante moderato
09 - Violin Concerto in F Major, C11_ III. Rondo. Andante - Allegro

Südwestdeutsches Kammerorchester Pforzheim
Johannes Moesus, regente
Lena Neudauer, violino 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

Carl Maria von Weber (1786-1826) - Sonata No.2 in A flat major, Op.39 e Franz Schubert (1797-1828) - Sonata in B major, D.575, Op.Posth.147

Texto extraído da apresentação do disco:

"Mesmo que ambos estivessem destinados a morrer tragicamente de doença em idade muito precoce - Weber aos 39 anos e Schubert com apenas 31 -, os dois compositores presentes neste disco gozavam de boa saúde quando escreveram essas obras e começavam, inclusive, a experimentar os primeiros sinais de sucesso.

Esse reconhecimento, porém, não veio por meio da sonata para piano. Com um discreto toque de ironia, Paul Lewis reúne neste álbum obras dos dois compositores nesse gênero, propondo um retrato diferente - e de grande elegância - de dois dramaturgos musicais que se tornaram figuras emblemáticas do romantismo austro-alemão".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Carl Maria von Weber (1786-1826) - 

Sonata No.2 in A flat major, Op.39
01 I. Allegro moderato, con spirito ed assai legato
02 II. Andante. Ben tenuto
03 III. Menuetto capriccioso. Presto assai
04 IV. Rondo. Moderato e molto grazioso

Franz Schubert (1797-1828) - 

Sonata in B major, D.575, Op.Posth.147

05 I. Allegro ma non troppo
06 II. Andante
07 III. Scherzo Allegretto
08 IV. Allegro giusto

Paul Lewis, piano 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

domingo, 8 de março de 2026

Maurice Ravel (1875-1937) - Complete Works for Solo Piano

Segue o pequeno texto de apresentação dessa excelente caixa com as obras mágicas do francês Maurice Ravel.

"Nascido em 1875, Ravel foi amplamente celebrado nas décadas de 1920 e 1930 como o maior compositor francês vivo — uma conquista notável, considerando os obstáculos colocados em seu caminho pela elite musical parisiense, conhecida por seu ultraconservadorismo. (Ravel chegou a ser expulso duas vezes do Conservatório de Paris.)

Seu estilo musical singular, que combina formas clássicas com harmonias impressionistas, torna sua obra imediatamente reconhecível.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Maurice Ravel (1875-1937) - 

DISCO 01

01. Sérénade grotesque, M. 5
02. Jeux d'eau, M. 30
03. Pavane pour une infante défunte, M. 19
04. Menuet antique, M. 7
05. Sonatine, M. 40: I. Modéré
06. Sonatine, M. 40: II. Mouvement de menuet
07. Sonatine, M. 40: III. Animé
08. Menuet, M. 42
09. Menuet sur le nom d'Haydn, M. 58
10. Miroirs, M. 43: No. 1, Noctuelles. Très léger
11. Miroirs, M. 43: No. 2, Oiseaux tristes. Très lent
12. Miroirs, M. 43: No. 3, Une barque sur l'océan. D'un rythme souple
13. Miroirs, M. 43: No. 4, Alborada del gracioso. Assez vif
14. Miroirs, M. 43: No. 5, La vallée des cloches. Très lent

DISCO 02

01. Gaspard de la nuit, M. 55: No. 1, Ondine. Lent
02. Gaspard de la nuit, M. 55: No. 2, Le gibet. Très lent
03. Gaspard de la nuit, M. 55: No. 3, Scarbo. Modéré
04. A la manière de Borodine, M. 63 No. 1
05. A la manière de Chabrier, M. 63 No. 2
06. Le tombeau de Couperin, M. 68: I. Prélude
07. Le tombeau de Couperin, M. 68: II. Fugue
08. Le tombeau de Couperin, M. 68: III. Forlane
09. Le tombeau de Couperin, M. 68: IV. Rigaudon
10. Le tombeau de Couperin, M. 68: V. Menuet
11. Le tombeau de Couperin, M. 68: VI. Toccata
12. Prélude, M. 65
13. Valses nobles et sentimentales, M. 61: No. 1, Modéré, très franc
14. Valses nobles et sentimentales, M. 61: No. 2, Assez lent, avec une expression intense
15. Valses nobles et sentimentales, M. 61: No. 3, Modéré
16. Valses nobles et sentimentales, M. 61: No. 4, Assez animé
17. Valses nobles et sentimentales, M. 61: No. 5, Presque lent, dans un sentiment intime
18. Valses nobles et sentimentales, M. 61: No. 6, Vif
19. Valses nobles et sentimentales, M. 61: No. 7, Moins vif
20. Valses nobles et sentimentales, M. 61: No. 8, Épilogue. Lent
21. La valse, M. 72 (Version for Piano)

Jean-Efflam Bavouzet, piano 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sábado, 7 de março de 2026

Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 2 in D Major, Op. 73 e Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98

Extraído da apresentação do disco:

"A Primeira Sinfonia de Johannes Brahms tornou-se célebre pelo longo período de gestação: foram 21 anos entre a concepção e a estreia. O intervalo refletia tanto o rigor autocrítico do compositor quanto o peso das expectativas de seu tempo, já que muitos acreditavam que sua obra sinfônica daria continuidade direta ao legado de Ludwig van Beethoven.

Em contraste marcante, a Segunda Sinfonia teve um processo muito mais rápido. Iniciada em junho de 1877, foi apresentada ao público apenas seis meses depois, sob a regência de Hans Richter e interpretada pela Vienna Philharmonic. A obra também difere da anterior em seu caráter: mais leve, luminosa e de atmosfera pastoral.

Após um intervalo de cerca de seis anos, Brahms voltou ao gênero sinfônico em 1883. Nesse período, compôs em rápida sucessão a Terceira e a Quarta Sinfonias. A Quarta, iniciada em 1884, teve estreia em outubro de 1885, com o próprio compositor à frente da Meiningen Court Orchestra.

A obra destaca-se especialmente pelo movimento final, estruturado como uma Passacaglia - forma musical extremamente rara em sinfonias. Além disso, é a única das sinfonias de Brahms a terminar em tonalidade menor, conferindo à conclusão um caráter particularmente dramático".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) - 

01. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73: I. Allegro non troppo (18:19)
02. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73: II. Adagio non troppo (8:17)
03. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73: III. Allegretto grazioso (4:58)
04. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73: IV. Allegro con spirito (9:27)
05. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: I. Allegro non troppo (13:08)
06. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: II. Andante moderato (11:28)
07. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: III. Allegro giocoso (6:12)
08. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: IV. Allegro energico e passionato (9:37)

Bergen Philharmonic Orchestra
Edward Gardner, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sexta-feira, 6 de março de 2026

Anton S. Arensky (1861-1906) - Piano Concerto in F Minor, Op. 2, Ryabinin Fantasia on 2 Russian Folksongs, Op. 48, Pamyati Suvorova e Symphonic Scherzo

Anton Arensky é daqueles compositores que são colocados em uma órbita periférica entre os grandes nomes da música erudita russa. Reverenciamos Tchaikovsky, Rachmaninov ou Prokofiev, todavia Arensky quase não é lembrado. Talvez, seus dois bonitos e delicados trios para piano, que mereçam uma página à parte. Essa posição de satélite em torno dos grandes nomes, deriva - quiçá - da sua morte precoce, na casa dos quarenta anos.

Um acontecimento digno de nota é o seu Concerto para piano e orquestra, Op. 2, uma obra forjada em sua juventude. Não se pode ignorar o caráter luminoso e ambicioso da obra. Arensky escreveu o seu Concerto para piano aos 21 anos de idade. Há na obra os lampejos de criatividade e intuição artística. Embora não possua a monumentalidade de concertos mais famosos do repertório russo, a peça tem um charme particular. Certamente, se tivesse vivido mais tempo, o compositor teria escrito obras com mais fôlego, alcançando o mesmo patamar de seus coetâneos mais famosos. 

O compositor conseguiu desenvolver uma escrita refinada. Esteve próximo do famoso Grupo dos Cinco. Estudou com o influente Rinsky-Korsakov, um dos nomes mais importantes do nacionalismo russo; todavia, decidiu trilhar o próprio caminho, sendo influenciado pela tradição romântica europeia. Tornou-se professor e teve entre os seus alunos nomes como Rachmaninov e Scriabin. Seus problemas com o alcoolismo foram obstáculos à fermentação de uma carreira com mais sucesso. Por fim, a tuberculose o matou.

Não deixe de ouvir este disco. Uma boa apreciação! 

Anton S. Arensky (1861-1906) - 

01. Piano Concerto in F Minor, Op. 2 - I. Allegro Maestoso
02. Piano Concerto in F Minor, Op. 2 - II. Andante con moto
03. Piano Concerto in F Minor, Op. 2 - III. Scherzo-Finale. Allegro molto
04. Ryabinin Fantasia on 2 Russian Folksongs, Op. 48
05. Pamyati Suvorova (to the Memory of Suvorov)
06. Symphonic Scherzo

Russian Philharmonic Orchestra
Dmitry Yablonsky, regente
Konstantin Scherbakov, piano 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!