quarta-feira, 1 de abril de 2026

Robert Schumann (1810-1856) - Carnaval, Op. 9 e Kreisleriana, Op. 16


 Abaixo, um texto sobre a Kresleriana:

Robert Schumann, o grande compositor romântico alemão, passou a juventude dividido entre a literatura e a música, até que se decidiu pelo piano. Mas sempre tentou unir suas duas paixões.

Foi no piano que Schumann escreveu sua melhor música. Profundamente ligadas ao romantismo literário e às aspirações de sua época, são para o piano obras-primas como “Carnaval”, as Peças de fantasia, os Estudos sinfônicos, a Fantasia em dó maior e aquela que eu considero a maior criação de Schumann: a “Kreisleriana”, um conjunto de oito peças características.

O nome vem de Johannes Kreisler, personagem do escritor alemão E.T.A. Hoffmann, talvez o romântico quintessencial. Kreisler é modelado por Hoffmann como um compositor antissocial, hipersensível, de comportamento imprevisível – praticamente o arquétipo do artista do século 19. (Brahms, quando jovem, se identificou tanto com o personagem xará que chegou a assinar suas primeiras obras como “Kreisler Junior”.)
Schumann mesmo, muito no estilo da época, tinha não-somente um pseudônimo, mas três: “Eusebius”, o Schumann sonhador; “Florestan”, o Schumann impetuoso; e “Mestre Raro”, uma espécie de super ego. Os três povoaram por muitos anos toda a produção schumanniana: escritos, artigos e principalmente sua música – “Carnaval” que o diga!

Nesta “Kreisleriana”, Schumann substitui o diálogo entre Eusebius e Florestan pelo comportamento cambiante de Kreisler. São oito peças semi-independentes, ao estilo de uma suíte, cada uma delas com partes internas bastante contrastantes. A obra começa animada, em “modo Florestan”, mas muito rapidamente torna-se reflexiva; é em “modo Eusebius” que a maior parte da obra se desenvolve.

A “Kreisleriana” é um poço de inovação: rítmica, melódica, harmônica. Os motivos, geralmente de desenho irregular, soam como se fossem música folclórica de outro planeta; de quando em quando surgem passagem mais “terrestres”, voluptuosas, líricas. O efeito é inigualável. Certamente pouquíssimos compositores foram tão originais quanto o Schumann das obras para piano.

Entre as alternâncias de humor, dezenas de momento ARREPIO. Penso particularmente no sexto movimento, dos trechos mais emocionantes de toda a literatura pianística. O final é saltitante mas profundamente enigmático, por vezes dramático. É bonito demais, é instigante demais, é moderno demais… e é de 1838!

Daqui

Robert Schumann (1810-1856) - 

01 - Carnaval, Op. 9_ No. 1, Préambule
02 - Carnaval, Op. 9_ No. 2, Pierrot
03 - Carnaval, Op. 9_ No. 3, Arlequin
04 - Carnaval, Op. 9_ No. 4, Valse noble
05 - Carnaval, Op. 9_ No. 5, Eusebius
06 - Carnaval, Op. 9_ No. 6, Florestan
07 - Carnaval, Op. 9_ No. 7, Coquette
08 - Carnaval, Op. 9_ No. 8, Réplique
09 - Carnaval, Op. 9_ Sphinxes Nos. 1-3
10 - Carnaval, Op. 9_ No. 9, Papillons
11 - Carnaval, Op. 9_ No. 10, Lettres dansantes
12 - Carnaval, Op. 9_ No. 11, Chiarina
13 - Carnaval, Op. 9_ No. 12, Chopin
14 - Carnaval, Op. 9_ No. 13, Estrella
15 - Carnaval, Op. 9_ No. 14, Reconnaissance
16 - Carnaval, Op. 9_ No. 15, Pantalon et colombine
17 - Carnaval, Op. 9_ No. 16, Valse allemande - No. 17, Paganini
18 - Carnaval, Op. 9_ No. 18, Aveu
19 - Carnaval, Op. 9_ No. 19, Promenade
20 - Carnaval, Op. 9_ No. 20, Pause
21 - Carnaval, Op. 9_ No. 21, Marche des Davidsbündler contre les Philistins
22 - Kreisleriana, Op. 16_ I. Äußerst bewegt
23 - Kreisleriana, Op. 16_ II. Sehr innig und nicht zu rasch
24 - Kreisleriana, Op. 16_ III. Sehr aufgeregt
25 - Kreisleriana, Op. 16_ IV. Sehr langsam
26 - Kreisleriana, Op. 16_ V. Sehr lebhaft
27 - Kreisleriana, Op. 16_ VI. Sehr langsam
28 - Kreisleriana, Op. 16_ VII. Sehr rasch
29 - Kreisleriana, Op. 16_ VIII. Schnell und spielend

Míceál O'Rourke, piano 

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terça-feira, 31 de março de 2026

Sound The Trumpet - Royal Music of Purcell & Handel


Curiosamente, este disco estava comigo para ser postado desde março de 2023. Três anos de espera. O disco é excelente. Traz o especialista em música barroco Trevor Pinnock e a trompetista inglesa Alison Blossom. A música é a de Purcell e a de Handel. Ou seja, dois dos mais importantes compositores que já pisaram na Bretanha.

Purcell é considerado o maior o maior compositor inglês do período barroco. Há quem diga que – quiçá – ele seja o maior compositor inglês de todos os tempos. Sobre isso, eu penso que há outros nomes que podem concorrer ao posto, mas deixa pra lá.

Purcell destacou-se por sua capacidade de sintetizar influências francesas e italianas com a tradição musical inglesa. Sua obra abrange música sacra, instrumental e teatral, com especial ênfase na relação entre música e texto.

Do outro lado, aparece o alemão mais inglês que já andou por aqueles rincões da Bretanha – Georg Friedrich Handel. Nascido em 1685 na Alemanha, Handel teve uma formação internacional, passando pela Itália antes de se estabelecer definitivamente em Londres. Ao contrário de Purcell, cuja carreira foi essencialmente inglesa, Handel trouxe consigo uma bagagem cosmopolita que moldaria profundamente o cenário musical britânico.

Naturalizado britânico em 1727, Handel tornou-se uma figura dominante na vida musical londrina, especialmente no campo da ópera italiana e, posteriormente, do oratório em língua inglesa.

Purcell é o compositor que procurou construir uma síntese dos elementos nacionais, profundamente enraizado na cultura inglesa e inovador em sua abordagem da linguagem musical local. Já Handel é o arquiteto de uma tradição internacional em solo britânico, trazendo o refinamento italiano e a solidez germânica para um público cosmopolita. Neste disco, encontramos a beleza e eloquência das composições dos dois compositores.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Handel _ Arr Pinnock_ Amidigi di Gaula, HWV 11, Act 3_ Sento la goia
02. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 1_ Overture
03. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 1_ Come if you dare
04. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 5_ Symphony
05. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 2_ Shepherd,
06. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 5_ Round thy shores
07. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 5_ Trumpet Tune
08. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 5_ Fairest isle
09. Handel _ Arr Balsom_ Atalanta, HWV 35_ Overture
10. Handel _ Arr Balsom_ Birthday Ode for Queen Anne, HWV 74_ _Eternal Source of Light Divine_
11. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629 - Suite of Musicks and Dances, Act 4_ Symphony
12. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629 - Suite of Musicks and Dances_ Rondo
13. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629 - Suite of Musicks and Dances, Act 1_ Jig
14. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629 - Suite of Musicks and Dances, Act 5_ Prelude
15. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629 - Suite of Musicks and Dances, Act 5_
16. Purcell _ Arr Balsom_ Come Ye Sons of Art, Z. 323_ Sound the trumpet (countertenor)
17. Handel _ Arr Pinnock_ Water Music, Suite in D Major, HWV 349_ I. Overture
18. Handel _ Arr Pinnock_ Water Music, Suite in D Major, HWV 349_ II. Gigue (Allegro)
19. Handel _ Arr Pinnock_ Water Music, Suite in D Major, HWV 349_ III. Minuet (Aria)
20. Handel _ Arr Pinnock_ Water Music, Suite in D Major, HWV 349_ IV. Bourrée
21. Handel _ Arr Pinnock_ Water Music, Suite in D Major, HWV 349_ V. March No. 2
22. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629, Act 5_ _The plaint_
23. Handel _ Arr Pinnock & Balsom_ Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major_ I. Adagio
24. Handel _ Arr Pinnock & Balsom_ Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major_ II. Allegro
25. Handel _ Arr Pinnock & Balsom_ Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major_ III. Siciliana (Largo)
26. Handel _ Arr Pinnock & Balsom_ Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major_ IV. Vivace

The English Concert

Trevor Pinnock, regente
Alison Balson, trompete 

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segunda-feira, 30 de março de 2026

Gerald Resch (1975 - ) - String Quartet No. 3 "Attacca" e Ludwig van Beethoven (1770-1827) - String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59

"Uma das obras mais brilhantes da literatura para quartetos, uma nova e empolgante composição inspirada nela e um conjunto virtuoso premiado: o álbum Attacca, do Quarteto Aris, irrompe com energia desde o primeiro instante.

Amplamente reconhecido por distinções como o “Echo Rising Stars” de 2019, o prêmio da Borletti-Buitoni Trust e o título de “New Generation Artists” de 2018, o Quarteto Aris propõe um diálogo entre o Quarteto “Russo”, Op. 59 nº 1, de Beethoven, e o Quarteto de Cordas nº 3 de Gerald Resch.

A proposta de Resch foi construir uma espécie de “propriedade adjacente” à obra de Beethoven. Com interpretação refinada, o Quarteto Aris evidencia com clareza tanto as conexões quanto os contrastes entre as duas composições".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Resch: String Quartet No. 3 "Attacca": I. Ritornello unisono - Attacca transizioni
02. Resch: String Quartet No. 3 "Attacca": II. Ritornello a quattro voci - Attacca perpetuum mobile
03. Resch: String Quartet No. 3 "Attacca": III. Ritornello duetti - Attacca arioso
04. Resch: String Quartet No. 3 "Attacca": IV. Attacca ritornello canon - Attacca finale
05. Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1: I. Allegro
06. Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1: II. Allegretto vivace e sempre scherzando
07. Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1: III. Adagio molto e mesto
08. Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1: IV. Thème russe. Allegro

Aris Quartett 

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domingo, 29 de março de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Complete Sonatas for Keyboard and Violin (CDs 1, 2, 3 & 4 de 8)


Um correria sem limites nesses últimos dias. Não consegui realizar a costumeira postagem dominical. Ela sairá na segunda, mas com efeitos retroativos. Abaixo, segue um pequeno texto de apresentação do disco:

"A gravadora Channel Classics relança a caixa com oito CDs dedicada às Sonatas completas para piano e violino de Mozart. Nas mãos de Rachel Podger e Gary Cooper, obras de reconhecida complexidade ganham leveza, espírito e elegância - em uma gravação pioneira, realizada integralmente com instrumentos de época.

A seleção, que reúne sonatas dos períodos inicial, intermediário e final do compositor, oferece um panorama equilibrado da produção de Mozart para violino e piano. Cada peça se destaca por sua individualidade, funcionando como um retrato momentâneo da evolução artística e pessoal do compositor.

À época dos lançamentos originais, a revista Gramophone afirmou ser “impossível ignorar a individualidade, a vitalidade e o comprometimento das interpretações”. Já a BBC Music Magazine destacou tratar-se de “performances caracteristicamente inteligentes e perspicazes”.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

DISCO 01

01 - Sonata in G major, KV 379 - I. Adagio
02 - Sonata in G major, KV 379 - II. Allegro
03 - Sonata in G major, KV 379 - III. Thema Andantino cantabile
04 - Sonata in C major, KV 6 - I. Allegro
05 - Sonata in C major, KV 6 - II. Andante
06 - Sonata in C major, KV 6 - III. Menuet I & II
07 - Sonata in C major, KV 6 - IV. Allegro molto
08 - Sonata in F major, KV 547 - I. Andantino cantabile
09 - Sonata in F major, KV 547 - II. Allegro
10 - Sonata in F major, KV 547 - III. Thema Andante
11 - Sonata in B flat major, KV 378 - I. Allegro moderato
12 - Sonata in B flat major, KV 378 - II. Andantino sostenuto e cantabile
13 - Sonata in B flat major, KV 378 - III. Rondeau Allegro

DISCO 02

01 - Sonata in C major, KV 303 - I. Adagio - Molto allegro
02 - Sonata in C major, KV 303 - II. Tempo di Menuetto
03 - Sonata in D major, KV 7 - I. Allegro molto
04 - Sonata in D major, KV 7 - II. Adagio
05 - Sonata in D major, KV 7 - III. Menuet I & II
06 - Sonata in G major, KV 301 - I. Allegro con spirito
07 - Sonata in G major, KV 301 - II. Allegro
08 - Sonata in F major, KV 30 - I. Adagio
09 - Sonata in F major, KV 30 - II. Rondeau
10 - Sonata in E flat major, KV 481 - I. Molto allegro
11 - Sonata in E flat major, KV 481 - II. Adagio
12 - Sonata in E flat major, KV 481 - III. Allegretto

DISCO 03

01 - Sonata in B flat major, KV 454 - I. Largo
02 - Sonata in B flat major, KV 454 - II. Allegro
03 - Sonata in B flat major, KV 454 - III. Andante
04 - Sonata in B flat major, KV 454 - IV. Allegretto
05 - Sonata in C major, KV 28 - I. Allegro maestoso
06 - Sonata in C major, KV 28 - II. Allegro grazioso
07 - Andante & Fugue in A major, KV 402 - I. Andante, ma un poco adagio
08 - Andante & Fugue in A major, KV 402 - II. Allegro moderato
09 - Andante & Allegretto in C major, KV 404 - I. Andante
10 - Andante & Allegretto in C major, KV 404 - II. Allegretto
11 - Sonata in B flat major, KV 8 - I. Allegro
12 - Sonata in B flat major, KV 8 - II. Andante grazioso
13 - Sonata in B flat major, KV 8 - III. Menuet I & II
14 - Sonata in E flat major, KV 380 - I. Allegro
15 - Sonata in E flat major, KV 380 - II. Andante con moto
16 - Sonata in E flat major, KV 380 - III. Rondeau Allegro

DISCO 04

01 - Sonata in E flat major, KV 302 - I. Allegro
02 - Sonata in E flat major, KV 302 - II. Rondeau Andante grazioso
03 - Sonata in G major, KV 9 - I. Allegro spiritoso
04 - Sonata in G major, KV 9 - II. Andante
05 - Sonata in G major, KV 9 - III. Menuet I & II
06 - Sonata in E minor, KV 304 - I. Allegro
07 - Sonata in E minor, KV 304 - II. Tempo di Menuetto
08 - Sonata in D major, KV 29 - I. Allegro molto
09 - Sonata in D major, KV 29 - II. Menuetto and Trio
10 - Sonata in A major, KV 526 - I. Molto allegro
11 - Sonata in A major, KV 526 - II. Andante
12 - Sonata in A major, KV 526 - III. Presto

Rachel Podger, violino
Gary Cooper, piano 

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sábado, 28 de março de 2026

Johannes Brahms (1833-1897) - Violin Concerto in D major Op. 77 e Robert Schumann (1810-1856) - Violin Concerto in D minor WoO 23

O Concerto para violino e orquestra, o Opus 7, de Brahms, é um espetáculo. Um verdadeiro monumento. Foi escrito em 1878. O Concerto de Brahms é fruto de uma colaboração intensa com o grande violinista da época, Joseph Joachim. Mais do que um intérprete, Joachim foi conselheiro técnico e artístico - ajudando Brahms a escrever uma parte de violino que fosse desafiadora, mas idiomática. 
 
À primeira audição, o concerto pode soar grandioso, até “sinfônico”. E não é por acaso: Brahms, já consagrado, tratou a orquestra como protagonista tanto quanto o solista. Isso rompe com a tradição mais virtuosística dos concertos anteriores, nos quais o violino frequentemente brilha sozinho. Brahms procura seguir a tradição deixada por Beethoven, cujo concerto para violino era um modelo quase intocado.
 
Já o Concerto para violino - menos conhecido que o de Brahms. Escrito em 1853, tem uma trajetória quase novelesca. Também dedicado a Joseph Joachim, ele foi composto em um período delicado da vida do compositor, pouco antes de sua internação devido a problemas de saúde mental.

Joachim, juntamente com Clara Schumann e o próprio Brahms, decidiu não divulgar a obra. Acreditava-se que ela refletia o estado mental fragilizado de Schumann e poderia prejudicar sua reputação. O manuscrito permaneceu guardado por décadas.

A peça só veio a público em 1937, em um contexto controverso: foi promovida na Alemanha durante o regime nazista, em parte como alternativa “germânica” ao repertório de origem judaica (como o concerto de Mendelssohn). Apesar desse uso político, a obra ganhou vida própria.

Musicalmente, o concerto de Schumann foge ao brilho virtuosístico tradicional. O primeiro movimento é denso e introspectivo; o segundo, profundamente lírico; e o terceiro traz uma dança peculiar, quase mecânica, que por muito tempo foi mal compreendida.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 - Violin Concerto in D major Op. 77 I. Allegro non troppo
02 - Violin Concerto in D major Op. 77 II. Adagio
03 - Violin Concerto in D major Op. 77 III. Allegro giocoso ma non troppo vivace
04 - Violin Concerto in D minor WoO 23 I. In kraftigem, nicht zu schnellen tempo
05 - Violin Concerto in D minor WoO 23 II. Langsam
06 - Violin Concerto in D minor WoO 23 III. Lebhaft, doch nicht schnell

Bournemouth Symphony Orchestra
Pietari Inkinen, regente
Ilia Kaler, violino 

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sexta-feira, 27 de março de 2026

Jazz - Charles Mingus (1922-1979) - Mingus Ah Um (1959)

Texto de apresentação do disco:

"O álbum de estreia de Charles Mingus pela Columbia, Mingus Ah Um, é uma impressionante síntese do talento do contrabaixista e, provavelmente, o melhor ponto de partida para iniciantes. Embora haja argumentos sólidos para considerar The Black Saint and the Sinner Lady como sua obra-prima, esse trabalho não possui a mesma acessibilidade imediata nem a precisão de faixas individualmente lapidadas que marcam Ah Um.

As composições e arranjos de Mingus sempre se destacaram pelo foco rigoroso, incorporando a espontaneidade individual a uma consistência firme de atmosfera — abordagem que atinge um ápice de coesão em Mingus Ah Um. O grupo reúne músicos experientes no universo do artista, como os saxofonistas John Handy, Shafi Hadi e Booker Ervin; os trombonistas Jimmy Knepper e Willie Dennis; o pianista Horace Parlan; e o baterista Dannie Richmond. Suas execuções precisas sustentam um conjunto que pode ser considerado um dos mais ricos e emocionalmente variados da carreira de Mingus.

Pelo menos três faixas se tornaram clássicos instantâneos. Entre elas, “Better Get It in Your Soul”, marcada por uma energia espiritual contagiante em compasso 6/8 e por vibrantes intervenções inspiradas no gospel. Já “Goodbye Pork Pie Hat” surge como uma elegia lenta e elegante em homenagem a Lester Young, falecido pouco antes das gravações. Em contraste, “Fables of Faubus” apresenta uma crítica mordaz ao governador segregacionista do Arkansas, Orval Faubus, retratado musicalmente como um personagem caricatural - embora a letra original, censurada à época, só tenha sido revelada posteriormente.

Outro destaque é “Boogie Stop Shuffle”, frequentemente subestimada, mas carregada de um swing agressivo. O álbum também presta tributos a importantes influências de Mingus: “Open Letter to Duke”, inspirada em Duke Ellington, e “Jelly Roll”, uma homenagem singular ao pioneiro do jazz Jelly Roll Morton.

Embora seja impossível apontar um único disco de Mingus como definitivo, Mingus Ah Um é, sem dúvida, o que mais se aproxima desse título".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Charles Mingus (1922-1979) - 

01. Better Git It In Your Soul
02. Goodbye Pork Pie Hat
03. Boogie Stop Shuffle
04. Self-Portrait In Three Colors
05. Open Letter To Duke
06. Bird Calls
07. Fables Of Faubus
08. Pussy Cat Dues
09. Jelly Roll
10. Pedal Point Blues (Bonus track)
11. Gg Train (Bonus track)
12. Girl Of My Dreams (Bonus track)  

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Richard Strauss (1864-1949) - Also Sprach Zarathustra, Op. 30, TrV 176, Tod und Verklärung, Op. 24, TrV 158, Till Eulenspiegels Lustige Streiche, Op. 28, TrV 171 e Salome, Op. 54, TrV 215 - Dance Of The Seven Veils

 
 
Quem visita este espaço já teve a percepção de que gosto bastante dos poemas sinfônicos de Richard Strauss. A força orquestral, o brilho, a potência, a evocação extraordinária de elementos literários e filosóficos são as razões da atração. Outro dia, estava indo para o trabalho pela manhã. Caminhava pela Asa Sul, aqui em Brasília. Observava as árvores. Os carros apressados que passavam. As pessoas alheias à minha admiração absorta. 

Estava a ouvir "Morte e Transfiguração". A certa altura, aquela música bonita, poderosa, cheia de  poéticos, deixou-me profundamente emocionado. Naquele momento, a vida ganhou um sabor especial. Foi atingido pelos efeitos extraordinários da música. 

Abaixo, algumas palavras do texto de apresentação do disco:

"Após o reconhecimento da crítica pela gravação de estreia mundial de Funeral Song, de Stravinsky, a Orquestra do Festival de Lucerna e o maestro Riccardo Chailly voltam a colaborar em um novo projeto que reúne algumas das mais importantes obras do repertório orquestral de Richard Strauss. Entre os destaques estão Also sprach Zarathustra e Till Eulenspiegel, em registro ao vivo realizado no concerto de abertura do Festival de Lucerna de 2017". 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Richard Strauss (1864-1949) - 

Also Sprach Zarathustra, Op. 30, TrV 176

01. 1. Einleitung (Sonnenaufgang)
02. 2. Von den Hinterweltlern
03. 3. Von der großen Sehnsucht
04. 4. Von den Freuden und Leidenschaften
05. 5. Das Grablied
06. 6. Von der Wissenschaft
07. 7. Der Genesende
08. 8. Das Tanzlied
09. 9. Nachtwandlerlied

Tod und Verklärung, Op. 24, TrV 158

10. 1. Largo
11. 2. Allegro molto agitato
12. 3. Meno mosso
13. 4. Moderato
14. Till Eulenspiegels Lustige Streiche, Op. 28, TrV 171
15. Salome, Op. 54, TrV 215 - Dance Of The Seven Veils

Lucerne Festival Orchestra
Riccardo Chailly, regente 

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quinta-feira, 26 de março de 2026

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Suites Nos. 1 & 2; Symphonic Dances

Sergei Rahmaninov foi um pianista prodigioso. Dizem que tinha mãos enormes, o que permitia realizar performances impressionantes. A famosa extensão de suas mãos permitiu acordes amplos e texturas densas que se tornaram marca registrada. Além de exímio pianista, escreveu obras imortais como os seus quatro concertos para piano. Neste disco, encontramos suas duas Suítes para piano e a transcrição para piano de uma das suas principais obras - as Danças Sinfônicas.

A Primeira Suíte, também chamada Fantaisie-Tableaux, é quase pictórica. Inspirada em poesia e imagens evocativas, cada movimento funciona como um quadro sonoro - com atmosferas que vão do misterioso ao dramático. Já a Segunda Suíte, mais madura e tecnicamente brilhante, abandona o caráter descritivo e mergulha numa escrita mais estruturada, destacando ritmo, virtuosismo e clareza formal. 

E, por fim, a terceira obra - uma das composições de que mais gosto do compositor - é o Op. 45. É uma das suas últimas obras escritas. A obra condensa elementos autobiográficos. Há referências a temas anteriores, ecos da liturgia ortodoxa russa e uma tensão constante entre vida e morte. O último movimento, em particular, contrapõe o sombrio Dies Irae - tema recorrente em sua obra - a uma melodia luminosa, sugerindo redenção. 

Quando escuto Rach, fico com a sensação de que estou ouvindo alguém da época de Beethoven, Schubert ou Schumann em pleno século XX. Embora sua obra olhe para trás, ele demonstra ter consciência do período em que se encontrava. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - 

01 Bacarolle
02 La nuit-L'amour
03 Les larmes
04 Paques
05 Introduction alla marcia
06 Valse (Presto)
07 Romance Andantino
08 Tarantelle (Presto)
09 Non Allegro - Lento - Tempo1
10 Andante con moto (Tempo di valse)
11 Lento assai-Allegro vivace-Lento assai-Allego vivace

Howard Shelley, piano
Hilary Macnamara, piano 

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Rachel Podger & Brecon Baroque - Just Biber

Do texto de apresentação do disco:

"Dando continuidade à sua gravação amplamente aclamada das Sonatas do Rosário, de Heinrich Ignaz Franz von Biber, a violinista e diretora musical Rachel Podger retorna com o conjunto Brecon Baroque no álbum Just Biber. O projeto reúne sonatas extraídas da coleção de 1681, Sonatæ Violino Solo, além da teatral Sonata Representativo.

As obras destacam-se pelo elevado grau de virtuosismo, com uso intensivo de acordes múltiplos e passagens deslumbrantes características do stylus fantasticus, estilo marcante do período barroco.

À época de Biber, a harmonia era entendida como um princípio cósmico, vibrando em uma ressonância divina que conectava seres humanos, instrumentos e o plano celestial. Dedicadas ao arcebispo Maximilian Gandolf, as sonatas não tinham apenas a função de entreter, mas também de confortar e curar. O próprio compositor as descreveu como uma espécie de oração pela longevidade e pela boa saúde do religioso".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!  

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704) - 

01. Violin Sonata No. 5 in E Minor, C. 142: I. [Untitled] (2:54)
02. Violin Sonata No. 5 in E Minor, C. 142: II. Variatio - Allegro (3:57)
03. Violin Sonata No. 5 in E Minor, C. 142: III. Presto (1:43)
04. Violin Sonata No. 5 in E Minor, C. 142: IV. Aria - Variations (3:20)
05. Violin Sonata No. 1 in A Major, C. 138: I. [Untitled] (1:28)
06. Violin Sonata No. 1 in A Major, C. 138: II. Adagio (1:56)
07. Violin Sonata No. 1 in A Major, C. 138: III. [Untitled] (0:46)
08. Violin Sonata No. 1 in A Major, C. 138: IV. Variatio (5:28)
09. Violin Sonata No. 1 in A Major, C. 138: V. Finale (1:59)
10. Violin Sonata No. 2 in D Minor, C. 139: I. [Untitled] (1:15)
11. Violin Sonata No. 2 in D Minor, C. 139: II. Aria (0:53)
12. Violin Sonata No. 2 in D Minor, C. 139: III. Variatio (2:41)
13. Violin Sonata No. 2 in D Minor, C. 139: IV. Adagio (1:04)
14. Violin Sonata No. 2 in D Minor, C. 139: V. [Untitled] (1:35)
15. Violin Sonata No. 2 in D Minor, C. 139: VI. Finale (1:12)
16. Violin Sonata violino solo representativa in A Major, C. 146: I. Allegro (2:08)
17. Violin Sonata violino solo representativa in A Major, C. 146: II. Die Nachtigal (1:53)
18. Violin Sonata violino solo representativa in A Major, C. 146: III. Der Cu Cu (0:47)
19. Violin Sonata violino solo representativa in A Major, C. 146: IV. Der Fresch (1:23)
20. Violin Sonata violino solo representativa in A Major, C. 146: V. Die Henne und der Hann (0:41)
21. Violin Sonata violino solo representativa in A Major, C. 146: VI. Die Vachtel (1:07)
22. Violin Sonata violino solo representativa in A Major, C. 146: VII. Die Katz (0:53)
23. Violin Sonata violino solo representativa in A Major, C. 146: VIII. Musquetier Mars (1:32)
24. Violin Sonata violino solo representativa in A Major, C. 146: IX. Allamande (2:18)
25. Violin Sonata No. 6 in C Minor, C. 143: I. [Untitled] (1:05)
26. Violin Sonata No. 6 in C Minor, C. 143: II. Passacaglia (4:35)
27. Violin Sonata No. 6 in C Minor, C. 143: III. [Untitled] - Adagio (1:59)
28. Violin Sonata No. 6 in C Minor, C. 143: IV. Gavotta (1:38)
29. Violin Sonata No. 6 in C Minor, C. 143: V. Adagio - Allegro - Adagio (3:20)
30. Violin Sonata No. 3 in F Major, C. 140: I. Adagio - Presto (1:38)
31. Violin Sonata No. 3 in F Major, C. 140: II. Aria - Variatio (2:41)
32. Violin Sonata No. 3 in F Major, C. 140: III. Presto - Adagio (0:59)
33. Violin Sonata No. 3 in F Major, C. 140: IV. Allegro (2:16)
34. Violin Sonata No. 3 in F Major, C. 140: V. Variatio (5:01)

Brecon Baroque
Rachel Podger, violino 

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terça-feira, 24 de março de 2026

Giuseppe Torelli (1658-1709) - 12 Concerti Grossi, Op. 8


O compositor italiano Giuseppe Torelli é um nome que não aparece com frequência por aqui. Nem lembro qual foi a última postagem com a sua música. O fato é que Torelli é um nome importantíssimo dentro da tradição do barroco. Quando falamos de Barroco, é comum lembrarmos imediatamente a música de Corelli, Telemann, Bach ou Vivaldi. Com frequência, a música de Torelli fica de fora.

No período em que viveu, a música coral ainda possuía uma força considerável. A influência da música renascentista ainda se fazia sentir. Torelli ajudou a mudar isso. Ele foi responsável por contribuir com a ideia de concerto como veio a se consolidar mais tarde.

Embora o concerto como forma musical não tenha sido inventado por um único compositor, Torelli desempenhou um papel crucial em sua consolidação. Ele foi um dos primeiros a estruturar o diálogo entre solista e orquestra de maneira clara e dramática — uma ideia que se tornaria central no gênero.

Em suas mãos, o concerto ganhou forma: movimentos contrastantes, alternância entre tutti (todos os instrumentos) e solo, e um senso de tensão e resolução que antecipava práticas posteriores. Esse modelo seria amplamente explorado por compositores como Antonio Vivaldi, que o expandiria com vigor e virtuosismo.

Neste disco, encontramos uma boa mostra de seu estilo elegante. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!  

Giuseppe Torelli (1658-1709) - 

01. Concerto Primo [in Do maggiore]
02. Concerto Secondo [in La minore]
03. Concerto Terzo [in Mi maggiore]
04. Concerto Quarto [in Si bemolle maggiore]
05. Concerto Quinto [in Sol maggiore]
06. Concerto Sesto «Per il Santissimo Natale» [in Sol minore]
07. Concerto Settimo [in Re minore]
08. Concerto Ottavo [in Do minore]
09. Concerto Nono [in Mi minore]
10. Concerto Decimo [in La maggiore]
11. Concerto Undicesimo [in Fa maggiore]
12. Concerto Dodicesimo [in Re maggiore]

Ensemble Locatelli 

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segunda-feira, 23 de março de 2026

Henri Vieuxtemps (1820-1881) - Violin Concerto No. 5 in A Minor, Op. 37, Violin Concerto No. 6 in G Major, Op. 47 e Violin Concerto No. 7 in A Minor, Op. 49

Como afirmei no último post, o compositor franco-belga Henri Vieuxtemps, escreveu sete concertos para violino e orquestra ao longo de sua vida. Era um virtuose do instrumento. Esses sete concertos são marcados pelo lirismo, pela exacerbação da exigência do intérprete; a performance deve ser quase paganiniana. Nesta postagem, aparecem os três últimos concertos escritos pelo compositor – os de número 5, 6 e 7. São obras escritas já na fase de maturidade do compositor; portanto, é possível perceber algumas marcas que criam pequenas inovações na escrita.

O Concerto No. 5 é um dos principais concertos do compositor. Ele possui um equilíbrio consistente. Vieuxtemps procura conciliar o lirismo expansivo, a estrutura formal com grande coesão interna e o lirismo sempre presente. O belga constrói um concerto “sinfônico” por excelência.

O Concerto No. 6 foi escrito entre os anos de 1865 e 1866. É um dos seus concertos menos executados. Foi escrito em um período mais tardio da vida do compositor. Nele, a primeira coisa que surge é a percepção de que o compositor se afasta consideravelmente da grandiloquência das obras anteriores. A obra possui um caráter mais introspectivo.

E, por fim, O concerto No. 7, que foi escrito entre os anos de 1869 e 1870. É uma obra cujo rigor formal continua expresso, todavia é possível perceber uma busca por uma maior liberdade. O discurso é mais fluído e menos rigoroso; há momentos de quase improvisação.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação.   

Henry Vieuxtemps (1820-1881) - 

01. Violin Concerto No. 5 in A Minor, Op. 37, Gretry - I. Allegro non troppo - Moderato
02. Violin Concerto No. 5 in A Minor, Op. 37, Gretry - Adagio
03. Violin Concerto No. 5 in A Minor, Op. 37, Gretry - Allegro con fuoco
04. Violin Concerto No. 6 in G Major, Op. 47 - Allegro moderato
05. Violin Concerto No. 6 in G Major, Op. 47 - Pastorale. Andante con moto
06. Violin Concerto No. 6 in G Major, Op. 47 - Intermezzo siciliano
07. Violin Concerto No. 6 in G Major, Op. 47 - Rondo final -  Allegretto
08. Violin Concerto No. 7 in A Minor, Op. 49 - Moderato
09. Violin Concerto No. 7 in A Minor, Op. 49 - Melancolie
10. Violin Concerto No. 7 in A Minor, Op. 49 - Allegro vivo

Slovak Radio Symphony Orchestra
Andrew Mogrelia, regente
Arnhem Philharmonic Orchestra
Takuo Yuasa, regente
Misha Keylan, violino 

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Chopin & Scriabin - Préludes

Textinho básico de apresentação do disco:

"O renomado pianista e maestro Mikhail Pletnev anunciou o lançamento de seu próximo álbum, Chopin & Scriabin: Préludes.

As 24 prelúdios de Chopin, inspirados em parte por Bach, percorrem todas as tonalidades maiores e menores, formando um caleidoscópio de atmosferas e sensações musicais. Já os prelúdios de Scriabin, menos frequentemente executados, seguem a mesma estrutura tonal, oferecendo um panorama fascinante da linguagem musical inicial do visionário compositor russo, também influenciado pelo conjunto de Chopin.

O álbum marca a primeira gravação de Pletnev para a Deutsche Grammophon em quase duas décadas, além de representar o primeiro lançamento principal da gravadora em formato totalmente analógico (AAA) desde a década de 1980, com engenharia de som assinada pelos Emil Berliner Studios".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!  

01 No. 1 in C Major. Agitato
02 No. 2 in A Minor. Lento
03 No. 3 in G Major. Vivace
04 No. 4 in E Minor. Largo
05 No. 5 in D Major. Molto allegro
06 No. 6 in B Minor. Lento assai
07 No. 7 in A Major. Andantino
08 No. 8 in F-Sharp Minor. Molto agitato
09 No. 9 in E Major. Largo
10 No. 10 in C-Sharp Minor. Molto allegro
11 No. 11 in B Major. Vivace
12 No. 12 in G-Sharp Minor. Presto
13 No. 13 in F-Sharp Major. Lento
14 No. 14 in E-Flat Minor. Allegro
15 No. 15 in D-Flat Major _Raindrop Prelude_
16 No. 16 in B-Flat Minor. Presto con fuoco
17 No. 17 in A-Flat Major. Allegretto
18 No. 18 in F Minor. Molto allegro
19 No. 19 in E-Flat Major. Vivace
20 No. 20 in C Minor. Largo
21 No. 21 in B-Flat Major. Cantabile
22 No. 22 in G Minor. Molto agitato
23 No. 23 in F Major. Moderato
24 No. 24 in D Minor. Allegro appassionato
25 No. 1 in C Major. Vivace
26 No. 2 in A Minor. Allegretto
27 No. 3 in G Major. Vivo
28 No. 4 in E Minor. Lento
29 No. 5 in D Major. Andante cantabile
30 No. 6 in B Minor. Allegro
31 No. 7 in A Major. Allegro assai
32 No. 8 in F-Sharp Minor. Allegro agitato
33 No. 9 in E Major. Andantino
34 No. 10 in C-Sharp Minor. Andante
35 No. 11 in B Major. Allegro assai
36 No. 12 in G-Sharp Minor. Andante
37 No. 13 in G-Flat Major. Lento
38 No. 14 in E-Flat Minor. Presto
39 No. 15 in D-Flat Major. Lento
40 No. 16 in B-Flat Minor. Misterioso
41 No. 17 in A-Flat Major. Allegretto
42 No. 18 in F Minor. Allegro agitato
43 No. 19 in E-Flat Major. Affettuoso
44 No. 20 in C Minor. Appassionato
45 No. 21 in B-Flat Major. Andante
46 No. 22 in G Minor. Lento
47 No. 23 in F Major. Vivo
48 No. 24 in D Minor. Presto

Mikhail Pletnev, piano 

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domingo, 22 de março de 2026

Leonard Bernstein - Bernstein Conducts Stravinsky

Nascido em 1882, nos arredores de São Petersburgo, Stravinsky cresceu em um ambiente musical privilegiado: seu pai era cantor da Ópera Imperial. Ainda assim, sua formação não seguiu o caminho acadêmico tradicional. Foi sob a orientação de Nikolai Rimsky-Korsakov que o jovem compositor desenvolveu suas habilidades - absorvendo, inicialmente, o colorido orquestral típico da escola russa.

Mas a história de Stravinsky é também a de um exilado permanente. A Revolução Russa o afastou definitivamente de sua terra natal. Viveu na Suíça, na França e, por fim, nos Estados Unidos, onde se naturalizou. Essa trajetória geográfica fragmentada se refletiria diretamente em sua estética: múltipla, mutante, sempre inquieta.

Stravinsky foi o compositor das rupturas. Foi alguém que contribuiu significativamente com as mudanças estéticas ocorridas ao longo do século XX. Suas obras possuem um sabor disruptivo. Em 1913, em Paris, na estreia de "A Sagração da Primavera", houve um cismo que abalou praticamente com as convenções da época. Ritmos irregulares, dissonâncias agressivas e uma energia primitiva substituíam a elegância do balé clássico. Aquilo indicava o que seria ouvir música no século XX.

Ao longo de sua trajetória, o compositor se reinventou algumas vezes. Desse modo, é possível falar de um Stravinsky do período russo - o Stravinsky da juventude; de um Stravinsky neoclássico, que buscava olhar para o passado e reenquadrar sua leitura com uma linguagem moderna; o Stravinsky do serialismo, tendência que seguiu o compositor até os anos finais.  

Neste disco, encontramos obras que mudaram em definitivo a maneira de ouvir música, conduzidas por Leonard Bernstein. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Igor Stravinsky (1882-1971) - 

DISCO 01

01. The Soldier's Tale (Excerpts) : The Soldier's March
02. The Soldier's Tale (Excerpts) : Music to Scene 1
03. The Soldier's Tale (Excerpts) : The Royal March
04. The Soldier's Tale (Excerpts) : Music to Scene 2
05. The Soldier's Tale (Excerpts) : The Little Concert
06. The Soldier's Tale (Excerpts) : 3 Dances: Tango - Waltz - Ragtime
07. The Soldier's Tale (Excerpts) : Little Chorale
08. The Soldier's Tale (Excerpts) : The Devil's Dance
09. The Soldier's Tale (Excerpts) : The Great Chorale
10. The Soldier's Tale (Excerpts) : Triumphal March of the Devil
11. Octet for Wind Instruments : I. Sinfonia
12. Octet for Wind Instruments : II. Tema con variazioni
13. Octet for Wind Instruments : III. Finale

DISCO 02

01. The Rite of Spring (1913 Version) : Adoration of the Earth, Part I: Introduction
02. The Rite of Spring (1913 Version) : Adoration of the Earth, Part I: The Augurs of Spring - Dances of the Young Girls
03. The Rite of Spring (1913 Version) : Adoration of the Earth, Part I: Ritual of Abduction
04. The Rite of Spring (1913 Version) : Adoration of the Earth, Part I: Spring Rounds
05. The Rite of Spring (1913 Version) : Adoration of the Earth, Part I: Ritual of the Rival Tribes
06. The Rite of Spring (1913 Version) : Adoration of the Earth, Part. I: Procession of the Sage
07. The Rite of Spring (1913 Version) : Adoration of the Earth, Part. I: The Sage
08. The Rite of Spring (1913 Version) : Adoration of the Earth, Part. I: Dance of the Earth
09. The Rite of Spring (1913 Version) : The Sacrifice, Part II: Introduction
10. The Rite of Spring (1913 Version) : The Sacrifice, Part II: Mystic Circles of the Young Girls
11. The Rite of Spring (1913 Version) : The Sacrifice, Part II: Glorification of the Chosen One
12. The Rite of Spring (1913 Version) : The Sacrifice, Part II: The Summoning of the Ancients
13. The Rite of Spring (1913 Version) : The Sacrifice, Part II: Ritual of the Ancients
14. The Rite of Spring (1913 Version) : The Sacrifice, Part II: Sacrificial Dance
15. The Firebird Suite (1919 Version) (Remastered) : Introduction
16. The Firebird Suite (1919 Version) (Remastered) : The Firebird and its Dance
17. The Firebird Suite (1919 Version) (Remastered) : Variation of the Firebird
18. The Firebird Suite (1919 Version) (Remastered) : The Princesses' Round
19. The Firebird Suite (1919 Version) (Remastered) : Infernal Dance of King Kashchei
20. The Firebird Suite (1919 Version) (Remastered) : Lullaby
21. The Firebird Suite (1919 Version) (Remastered) : Finale

DISCO 03

01. Concerto for Piano and Wind Instruments (1950 Version) : I. Lento - Allegro - Lento
02. Concerto for Piano and Wind Instruments (1950 Version) : II. Largo
03. Concerto for Piano and Wind Instruments (1950 Version) : III. Finale. Allegro
04. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : I. Sinfonia (Ouverture). Allegro moderato
05. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : II. Serenata. Larghetto
06. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : IIIa. Scherzino
07. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : IIIb. Allegro
08. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : IIIc. Andantino
09. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : IV. Tarantella
10. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : V. Toccata. Allegro
11. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : VIa. Gavotta con due variazioni. Allegro moderato
12. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : VIb. Variazione I. Allegretto
13. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : VIc. Variazione II. Allegro più tosto moderato
14. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : VII. Vivo
15. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : VIIIa. Minuetto. Molto moderato
16. Pulcinella Suite for Chamber Orchestra - Music after Pergolesi : VIIIb. Finale. Allegro assai

DISCO 04

01. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene I: Fête populaire de la semaine grasse
02. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene I: La Cabine du Charlatan
03. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene I: Danse russe
04. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene II: Chez Pétrouchka
05. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene III: Chez le Maure
06. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene III: Danse de la Ballerine
07. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene III: Valse - La Ballerine et le Maure
08. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene IV: Fête populaire de la semaine grasse (vers le soir)
09. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene IV: Danse des nounous
10. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene IV: L'Ours et un paysan
11. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene IV: Un marchand fêtard avec deux tziganes
12. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene IV: Danse des cochers et des palefreniers
13. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene IV: Les Déguisés
14. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene IV: La Rixe: Le Maure et Pétrouchka
15. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene IV: Mort de Pétrouchka
16. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene IV: La Police et le Charlatan
17. Pétrouchka - Burlesque in four scenes for Orchestra (1947 version) : Scene IV: Apparition du Double de Pétrouchka
18. Leonard Bernstein Discusses Stravinsky and the Petrushka Ballet

DISCO 05

01. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part One - Adoration of the Earth. Introduction. Lento
02. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part One - The Augurs of Spring
03. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part One - Mock Abduction
04. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part One - Spring Round Dances
05. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part One - Games of the Rival Tribes
06. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part One - Procession of the Wise Elders
07. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part One - Dance of the Earth
08. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part Two - The Sacrifice. Introduction. Largo
09. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part Two - Mystical Circles of the Young Girls
10. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part Two - Glorification of the Chosen Victim
11. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part Two - Summoning of the Ancestors
12. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part Two - Ritual of the Ancestors
13. The Rite of Spring (Scenes of Pagan Russia in Two Parts) : Part Two - Sacrificial Dance (The Chosen One)

DISCO 06

01. Oedipus Rex : Prologue: Your Are About to Hear a Latin Version of Oedipus the King
02. Oedipus Rex : Act I: "Caedit nos pestis"
03. Oedipus Rex : Act I: "Liberi vos liberabo"
04. Oedipus Rex : Act I: This is Creon, Brother-In-Law of Oedipus
05. Oedipus Rex : Act I: "Respondit Deus"
06. Oedipus Rex : Act I:" Oedipus Questions the Fountain of Truth
07. Oedipus Rex : Act I: "Dicere non possum"
08. Oedipus Rex : Act I: "Gloria!"
09. Oedipus Rex : Act II: The Dispute of the Princess Attracts the Attention of Jocasta
10. Oedipus Rex : Act II: "Nonn'erubescite, reges"
11. Oedipus Rex : Act II: "Ne Probentur Oracula"
12. Oedipus Rex : Act II: "Ego senem cecici"
13. Oedipus Rex : Act II: The Witness to the Murder Comes Out of the Shadow
14. Oedipus Rex : Act II "Adest omniscius pastor"
15. Oedipus Rex : Act II: "Nonne monstru rescituri"
16. Oedipus Rex : Act II: And Now You Are Going to Hear That Famous Monolog
17. Oedipus Rex : Act II: "Divum locastae caput mortuum!"
18. Oedipus Rex : Act II: "Ecce! Regem Oedipoda"
19. Symphony of Psalms (1948 Version) : I. Exaudi orationem meam, Domine - Psalmus 38, 13:14 (Vulgata)
20. Symphony of Psalms (1948 Version) : II. Expectans expectavi Dominum - Psalmus 39, 2-4 (Vulgata)
21. Symphony of Psalms (1948 Version) : III. Alleluja. Laudate Dominum - Psalmus 150 (Vulgata)

New York Phiharmonic
London Symphony Orchestra
Boston Symphony Orchestra

Leonard Bernstein, regente 

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sábado, 21 de março de 2026

Richard Wagner (1813-1886) - Lohengrin, WWV 75

Lohengrin é um personagem das lendas medievais arturianas. É um dos cavaleiros do Santo Graal, filho de Parsifal. Ele é enviado, em um barco movido por cisnes (daí ser também chamado Cavaleiro do Cisne), para salvar Elsa, a jovem Duquesa de Brabant, ameaçada por famílias inimigas.

Ele aceita protegê-la com a condição de nunca revelar seu nome. Se isto acontecer, ele será forçado a abandoná-la. Os dois se casam. Lohengrin acaba revelando seu nome e tem de deixar sua esposa para sempre.

A ópera Lohengrin pertence ao segundo período das óperas de Richard Wagner, juntamente com O Holandês Voador (conhecida entre nós como O Navio Fantasma) e Tannhäuser. Posteriormente virão suas grandes óperas do terceiro período, dentre as quais podemos destacar Tristão e Isolda, a tetralogia O Anel do Nibelungo e sua última, Parsifal, também baseada na lenda do Santo Graal.

Lohengrin foi concluída em 1848, quando Wagner tinha 35 anos. Como de costume, o libreto e a música são de sua autoria.

Vamos ouvir o Prelúdio do 3º Ato seguido pelo Coro Nupcial (muito conhecido e usado em casamentos; em inglês é apelidado de Here comes the bride: “aí vem a noiva”).

Elsa, a personagem principal, é interpretada pela grande soprano Anna Netrebko (que, nesta cena, não diz uma palavra sequer!)

Daqui

Richard Wagner (1813-1886) - 

DISCO 01

01 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Prelude
02 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Hört, Grafen, Edle, Freie von Brabant (Herald, The King)
03 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Dank, König, dir, daß du zu richten kamst! (Friedrich, Herald, The Ki
04 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Seht hin! Sie naht, die hart Beklagte! (The King, Elsa)
05 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Einsam in trüben Tagen (Elsa, The King)
06 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Mich irret nicht ihr träumerischer Mut (Friedrich, The King, Elsa)
07 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Wer hier im Gotteskampf zu streiten kam (Herald, Friedrich, Elsa)
08 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Nun sei bedankt, mein lieber Schwan! (Lohengrin, The King)
09 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Zum Kampf für eine Magd zu stehn (Lohengrin, Elsa)
10 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Nun hört! Euch, Volk und Edlen mach' ich kund (Lohengrin, Friedrich,
11 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Nun höret mich und achtet wohl (Herald, Lohengrin, Friedrich, The Kin
12 - Lohengrin, WWV 75, Act I_ Durch Gottes Sieg ist jetzt dein Leben mein (Lohengrin, The King, Els

DISCO 02


01 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Introduction
02 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Erhebe dich, Genossin meiner Schmach! (Friedrich, Ortrud)
03 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Du wilde Seherin (Friedrich, Ortrud)
04 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Euch Lüften, die mein Klagen (Elsa, Ortrud, Friedrich)
05 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Elsa! (Ortrud, Elsa)
06 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Entweihte Götter! Helft jetzt meiner Rache! (Ortrud, Elsa)
07 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Wie kann ich solche Huld dir lohnen (Ortrud, Elsa, Friedrich)
08 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ In Frühn versammelt uns der Ruf
09 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Des Königs Wort und Will' tu ich euch kund (Herald, Four Nobles, Fri

DISCO 03


01 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Gesegnet soll sie schreiten
02 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Zurück, Elsa! Nicht länger will ich dulden (Ortrud, Elsa, The King,
03 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ O König! Trugbetörte Fürsten! Haltet ein! (Friedrich, The King, Lohe
04 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Welch ein Geheimnis muß der Held bewahren_ (The King, Ortrud, Friedr
05 - Lohengrin, WWV 75, Act II_ Lohengrin, WWV 75, Act II Mein Held, entgegne kühn dem Ungetreuen (T

DISCO 04

01 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ Prelude
02 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ Treulich geführt ziehet dahin (Ladies, Men, Women)
03 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ Das süße Lied verhallt (Lohengrin, Elsa)
04 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ Fühl' ich zu dir so süß mein Herz entbrennen (Elsa, Lohengrin)
05 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ Atmest du nich mit mir die süßen Düfte_ (Lohengrin, Elsa)
06 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ Höchstes Vertraun hast du mir schon zu danken (Lohengrin, Elsa)
07 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ Weh, nun ist all unser Glück dahin! (Lohengrin, Elsa)
08 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ Heil König Heinrich! (All The Men, The King, Four Nobles)
09 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ Macht Platz dem Helden von Brabant! (The King, Lohengrin, The King'
10 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ In ferner Land, unnahbar euren Schritten (Lohengrin, The King, Men,
11 - Lohengrin, WWV 75, Act III_ Mein lieber Schwan! (Lohengrin, The King, Men, Women, Ortrud, Elsa)

Rundfunk-Sinfoniorchester Berlin
Marek Janowski, regente 

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sexta-feira, 20 de março de 2026

Antonio Vivaldi (1678-1643) - Complete Cello Sonatas

Vamos a uma espetacular postagem com a música do padre Antonio Vivaldi, um dos compositores mais prolíficos da história da música. Estamos a falar de "il prete rosso" ("o padre ruivo"). O compositor foi ordenado jovem ainda muito jovem. Todavia, a sua carreira litúrgica foi rapidamente ofuscada por causa da paixão pela música. Problemas de saúde - talvez, asma - afastaram-no dos serviços religiosos, permitindo que ele se dedicasse em definitivo à música.

Ao longo da vida, Vivaldi escreveu mais de 500 concertos, além das óperas, motetos e obras sacras. Os números e qualidade impressionam. O compositor era um virtuose. Escreveu inúmeras obras para serem executadas por alunos. Pelos canais e igrejas, sua música era tocada no século XVIII. Neste disco, por exemplo, encontramos as sonatas para violoncelo. A execução da obra fica a cargo de Ophélie Gaillard. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Antonio Vivaldi (1678-1643) - 

01. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 43: I. Largo (4:21)
02. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 43: II. Allegro (3:09)
03. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 43: III. Largo (4:13)
04. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 43: IV. Allegro (3:03)
05. Vivaldi: Cello Sonata in E Minor, RV 40: I. Largo (3:12)
06. Vivaldi: Cello Sonata in E Minor, RV 40: II. Allegro (2:47)
07. Vivaldi: Cello Sonata in E Minor, RV 40: III. Largo (3:39)
08. Vivaldi: Cello Sonata in E Minor, RV 40: IV. Allegro (2:06)
09. Vivaldi: Cello Sonata in G Minor, RV 42: I. Preludio. Largo (4:30)
10. Vivaldi: Cello Sonata in G Minor, RV 42: II. Allemanda. Andante (3:43)
11. Vivaldi: Cello Sonata in G Minor, RV 42: III. Sarabanda. Largo (4:55)
12. Vivaldi: Cello Sonata in G Minor, RV 42: IV. Gigue. Allegro (2:14)
13. Vivaldi: Cello Sonata in F Major, RV 41: I. Largo (3:03)
14. Vivaldi: Cello Sonata in F Major, RV 41: II. Allegro (2:24)
15. Vivaldi: Cello Sonata in F Major, RV 41: III. Largo (3:35)
16. Vivaldi: Cello Sonata in F Major, RV 41: IV. Allegro (2:33)
17. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 44: I. Largo (2:14)
18. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 44: II. Alegro poco (2:25)
19. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 44: III. Largo (3:31)
20. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 44: IV. Alegro (2:27)
21. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 46: I. Preludio. Largo (2:24)
22. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 46: II. Allemanda. Allegro (2:27)
23. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 46: III. Largo (2:49)
24. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 46: IV. Corrente. Allegro (2:36)
25. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 45: I. Largo (4:05)
26. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 45: II. Allegro (2:33)
27. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 45: III. Largo (4:49)
28. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 45: IV. Allegro (3:10)
29. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 47: I. Largo (3:32)
30. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 47: II. Allegro (3:09)
31. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 47: III. Largo (3:22)
32. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 47: IV. Allegro (2:08)
33. Vivaldi: Cello Sonata in E-Flat Major, RV 39: I. Larguetto (4:06)
34. Vivaldi: Cello Sonata in E-Flat Major, RV 39: II. Allegro (2:44)
35. Vivaldi: Cello Sonata in E-Flat Major, RV 39: III. Andante (2:39)
36. Vivaldi: Cello Sonata in E-Flat Major, RV 39: IV. Allegro (2:53)

Pulcinella Orchestra
Ophélie Gaillard, violoncelo 

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quinta-feira, 19 de março de 2026

Maurice Ravel (1875-1937) - Gaspard de la Nuit e Piano Concerto in G major e Claude Debussy (1862-1918) - Children's Corner

Da apresentação do disco:

"Um tributo a Arturo Benedetti Michelangeli, pianista italiano de aura quase mítica e temperamento imprevisível; um perfeccionista de repertório rigorosamente selecionado, no qual as obras de Scarlatti dialogavam com Debussy e Ravel, enquanto os grandes românticos alemães, de Beethoven a Brahms, eram elevados e amplificados, evidenciando a solidez de sua construção musical.

Seu catálogo de gravações é enxuto, concentrado sobretudo em peças de Debussy e Ravel, além de algumas de Beethoven. Curiosamente, costumava adquirir gravações piratas ao vivo de seus próprios concertos para presentear amigos, em vez de recorrer às suas versões “oficiais”.

Esta antologia francesa reúne interpretações lendárias, marcadas por um toque inimitável — reconhecível pela flexibilidade sonora e pela pureza de estilo. Um clássico revivido".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Maurice Ravel (1875-1937) - 

Gaspard de la Nuit (1908)
01. Ondine
02. Gibet
03. Scarbo

Piano Concerto in G major (1929-31)
04. I. Allegramente
05. II. Adagio assai
06. III. Presto
07. Valses nobles et sentimentales (1911)

Claude Debussy (1862-1918) - 

Children's Corner (1910)
08. Doctor Gradus ad parnassum (modérément animé)
09. Jimbo's Lullaby (assez modéré)
10. Serenade for the doll (allegretto ma non troppo, léger et gracieux)
11. The snow is dancing (modérément animé)
12. The little shepherd (très modéré)
13. Golliwog's cake-walk (allegro giusto)

London Philharmonia Orchestra
Ettore Gracis, regente
Arturo Benedetti Michelangeli, piano 

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quarta-feira, 18 de março de 2026

Richard Strauss (1864-1949) - Salome

Texto da apresentação do disco:

"A peça Salomé, de Oscar Wilde, foi concebida para a atriz Sarah Bernhardt e inicialmente planejada para estrear em Londres, em 1892. No entanto, a encenação foi barrada pela censura — à época, era proibido representar personagens bíblicos nos palcos britânicos — e acabou sendo apresentada pela primeira vez em Paris, em 1896.

Wilde jamais assistiu à sua obra em cena. Durante as únicas duas apresentações realizadas enquanto ainda estava vivo, o autor cumpria pena de prisão por atos homossexuais. Posteriormente, a peça ganhou notoriedade na Alemanha. Após assistir a uma montagem em Berlim, em 1902, o compositor Richard Strauss decidiu transformá-la em sua terceira ópera.

Estreada em 1905, Salome, de Strauss, tornou-se muito mais conhecida do que o texto original de Wilde e permanece em cartaz com frequência em casas de ópera ao redor do mundo.

A gravação ao vivo mencionada foi realizada no Usher Hall, em Edimburgo, durante o Edinburgh International Festival, em agosto de 2022. Sob a regência de Edward Gardner, a Bergen Philharmonic Orchestra é acompanhada por um elenco de destaque, liderado por Malin Byström no papel-título, Gerhard Siegel como Herodes, Katarina Dalayman como Herodíades e Johan Reuter como João Batista".

 Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Richard Strauss (1864-1949) - Salome

01. Salome, Scene 1: Wie schön ist die Prinzessin Salome heute Nacht!
02. Salome, Scene 1: Nach mir wird Einer kommen
03. Salome, Scene 2: Ich will nicht bleiben
04. Salome, Scene 2: Siehe, der Herr ist gekommen
05. Salome, Scene 2: Jauchze nicht, du Land Palästina
06. Salome, Scene 2: Du wirst das für mich tun, Narraboth, nicht wahr?
07. Salome, Scene 3: Wo ist er, dessen Sündenbecher jetzt voll ist?
08. Salome, Scene 3: Jochanaan! Ich bin verliebt in deinen Leib, Jochanaan!
09. Salome, Scene 3: Wird dir nicht bange, Tochter der Herodias?
10. Salome, Scene 4: Wo ist Salome?
11. Salome, Scene 4: Es ist kalt hier
12. Salome, Scene 4: Salome, komm, trink Wein mit mir
13. Salome, Scene 4: Sieh, die Zeit ist gekommen
14. Salome, Scene 4: Siehe, der Tag ist nahe
15. Salome, Scene 4: Eine Menge Menschen wird sich gegen sie sammeln
16. Salome, Scene 4: Tanz für mich, Salome
17. Salome, Scene 4: Salome’s Dance
18. Salome, Scene 4: Ah! Herrlich! Wundervoll, wundervoll!
19. Salome, Scene 4: Still, sprich nicht zu mir!
20. Salome, Scene 4: Salome, bedenk, was du tun willst
21. Salome, Scene 4: Man soll ihr geben, was sie verlangt!
22. Salome, Scene 4: Es ist kein Laut zu vernehmen
23. Salome, Scene 4: Ah! Du wolltest mich nicht deinen Mund küssen lassen, Jochanaan
24. Salome, Scene 4: Sie ist ein Ungeheuer, deine Tochter
25. Salome, Scene 4: Ah! Ich habe deinen Mund geküßt, Jochanaan

Bergen Philharmonic Orchestra
Edward Gardner, regente 

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Karl A. Hartmann (1905-1963) - Concerto Funebre for Violin and String Orchestra e Paul Hindemith (1895-1963) - Concerto for Violin and Orchestra e Concerto for Cello and Orchestra

Acredito que nunca tenha escutado os concertos encontrados neste disco. Confesso que gostei bastante, principalmente do Concerto para violoncelo de Hindemith. Vamos lá!

Composto em 1939, às vésperas da eclosão da Segunda Guerra Mundial, o Concerto Fúnebre de Hartmann é uma obra profundamente marcada pelo clima opressivo da Alemanha Nazista. Diferente de muitos contemporâneos que optaram pelo exílio, Hartmann permaneceu na Alemanha, adotando uma postura de resistência silenciosa: recusou-se a colaborar com o regime e praticamente retirou sua música da vida pública. 

O concerto nasce como um gesto de luto e denúncia. Estruturado em quatro movimentos, ele incorpora elementos que evocam tradições antigas - como corais e melodias folclóricas - reinterpretados sob uma ótica moderna e sombria. O uso de uma canção russa no último movimento não é casual: trata-se de um símbolo de solidariedade internacional diante do avanço do fascismo.

Hindemith, diferente de Hartmann, não ficou na Alemanha. Emigrou primeiramente para a Suíça e, depois, para os Estados Unidos. Sua importância diz respeito à contribuição que fez a uma organização estética em tempos de crise. Sua música não fica indiferente. 

O concerto para violino de Hindemith surge no mesmo ano do de Hartmann, mas com uma abordagem distinta. Aqui, não há lamento explícito, e sim uma busca por equilíbrio e racionalidade. Foi composto em 1939, o ano em que começou a Guerra. O solista dialoga com a orquestra de maneira integrada, sem o protagonismo romântico tradicional. A harmonia é densa, porém organizada segundo princípios próprios do compositor, afastando-se tanto do tonalismo clássico quanto do atonalismo radical.

Já o concerto para violoncelo aprofunda essa estética. O instrumento solista assume um papel introspectivo, explorando registros graves e uma expressividade contida. É uma obra que parece refletir o deslocamento do compositor - não apenas geográfico, mas cultural. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 - Concerto Funebre for Violin and String Orchestra_ I. Introduction. (Largo) att
02 - Concerto Funebre for Violin and String Orchestra_ II. Adagio att
03 - Concerto Funebre for Violin and String Orchestra_ III. Allegro di molto att
04 - Concerto Funebre for Violin and String Orchestra_ IV. Choral. Langsamer Marsch
05 - Concerto for Violin and Orchestra (1939)_ I. Mässig bewegte Halbe
06 - Concerto for Violin and Orchestra (1939)_ II. Langsam
07 - Concerto for Violin and Orchestra (1939)_ III. Lebhaft
08 - Concerto for Cello and Orchestra (1940)_ I. Mässig schnell (Allegro moderato)
09 - Concerto for Cello and Orchestra (1940)_ II. Ruhig bewegt (Andante con moto)
10 - Concerto for Cello and Orchestra (1940)_ III. Marsch. Lebhaft (Allegro marciale)

Czech Philharmonic Orchestra
Karel Ancerl, regente
André Gertler, violino
Paul Tortelier, violoncelo 

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