segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Cello Concerto No. 1 in E flat major Op. 107 e Cello Concerto NO. 2 in G major Op. 126


Shostakovich escreveu dois dos mais significativos concertos para violoncelo da história. São verdadeiras obras-primas. Como era da sua “persona”, a linguagem emanada pelos dois concertos está alicerçada em um território emocional complexo, onde ironia, a angústia, a humor ácido e uma estranha ternura convivem sem pedir licença.

O Primeiro Concerto costuma ser a porta de entrada para muito do que Shostakovich escreveu. Rítmico, dramático, com uma energia impressionante em certos momentos, a obra infunde uma atmosfera de sarcasmo, de uma força magnética que é capaz de prender o ouvinte. É como se Shostakovich insistisse em uma ideia que o mundo não deseja escutar. O solista procura dar ao instrumento uma loquacidade que precisa ser ouvida e essa voz está repleta de camadas de dramas, ironias, sarcasmos e coisas indizíveis. A tensão ganha cores e profundidade.

Já o Segundo Concerto procura outra abordagem. Enquanto o Primeiro tende à inquietação, o Segundo é menos expansivo – e mais introspectivo. Ele parece falar baixo, pedindo que o ouvinte se aproxime com ouvidos atentos a fim de captar os murmúrios ´proferidos. Se o primeiro concerto se dispõe ao conflito, o segundo o contempla o mundo com cansaço e lucidez. Há silêncios, lacônicos gestos de recolhimento.

As duas obras de Shostakovich são tratados que falam sobre a natureza humana e seus múltiplos conflitos. Elas possuem uma psicologia que pode ser facilmente compreendida no momento histórico em que vivemos. O compositor soviético tinha seus motivos para cria-las no momento em que elas surgiram, todavia elas se tornaram filosoficamente relevantes e emblemáticas e atemporais.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

Cello Concerto No. 1 in E flat major Op. 107
01. Allegretto
02. Moderato
03. Cadenza
04. Finale: Allegro con moto

Cello Concerto NO. 2 in G major Op. 126
05. Largo
06. Scherzo: Allegretto
07. Finale: Allegretto

WDR Sinfonieorchester
Jukka-Pekka Saraste, regente
Alban Gerhardt, violoncelo 

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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Piano Trios

Quando Ludwig van Beethoven se mudou para Viena, em 1792, chegou com a expectativa de se tornar o sucessor de Mozart. O compositor havia morrido no início de dezembro de 1791, e Beethoven desembarcou na capital austríaca respaldado pelo elogio do compositor e organista alemão Christian Gottlob Neefe (1748–1798).

Aluno de Neefe desde o início da década de 1780, Beethoven estudou piano, órgão, baixo contínuo e composição. Já em 1783, o mestre escrevia que o jovem músico “certamente se tornaria um segundo Wolfgang Amadeus Mozart se continuasse como havia começado… Toca piano com grande habilidade e força… e é merecedor de apoio para que possa viajar”.

Já instalado em Viena, Beethoven iniciou aulas de composição com Joseph Haydn e passou a impressionar a elite financeira da cidade com suas apresentações. Em 1794, o Jahrbuch der Tonkunst von Wien und Prag descreveu-o como “um gênio musical… universalmente admirado por sua virtuosidade singular… parece ter se imposto, de forma quase forçada, ao círculo mais interno da arte, no qual se destaca pela precisão, expressão e bom gosto; dessa maneira, elevou significativamente sua reputação”.

Um de seus principais patronos foi o príncipe Karl Lichnowsky. Como sua primeira obra publicada, Beethoven compôs os Trios para Piano Op. 1, apresentados pela primeira vez no fim de 1793, na presença de Haydn, no palácio de Lichnowsky. As obras foram dedicadas ao patrono, que não apenas arcou com os custos de impressão como também mobilizou seus contatos na nobreza para adquiri-las por meio de subscrição.

Para a editora Artaria, a lista de 123 assinantes garantiu a cobertura antecipada das despesas. A primeira edição, lançada em 1795, foi seguida, ao longo dos 30 anos seguintes, por numerosas adaptações para diferentes formações instrumentais, chegando inclusive a versões para orquestra sinfônica completa. Em 1817, o Op. 1 nº 3 surgiu em um arranjo para quinteto de cordas assinado por um compositor amador chamado Kaufmann, versão que Beethoven revisou e publicou como seu próprio Op. 104.

Continua aqui  

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - 

DISCO 01 

Piano Trio No. 1 in E Flat Major, Op. 1 No. 1
01. I. Allegro
02. II. Adagio cantabile
03. III. Scherzo. Allegro assai
04. IV. Finale. Presto

Piano Trio No. 2 in G Major, Op. 1 No. 2:
05. I. Adagio - Allegro vivace
06. II. Largo con espressione
07. III. Scherzo. Allegro
08. IV. Finale. Presto

DISCO 02


Piano Trio No. 3 in C Minor, Op. 1 No. 3:
01. I. Allegro con brio
02. Beethoven: II. Andante cantabile con variazioni
03. Beethoven: III. Menuetto. Quasi allegro
04. IV. Finale. Prestissimo

Piano Trio No. 7 in B Flat Major, Op. 97 "Archduke":

05. I. Allegro moderato
06. II. Scherzo. Allegro
07. III. Andante cantabile, ma però con moto - Poco più adagio
08. IV. Allegro moderato

DISCO 03

Piano Trio No. 5 in D Major, Op. 70 No. 1 "Geistertrio":
01. I. Allegro vivace e con brio
02. II. Largo assai ed espressivo
03. III. Presto

Piano Trio No. 6 in E Flat Major, Op. 70 No. 2:
04. I. Poco sostenuto - Allegro ma non troppo
05. II. Allegretto
06. III. Allegretto ma non troppo
07. IV. Finale. Allegro
10 Variations on "Ich bin der Schneider Kakadu", Op. 121a:
08. Introduction. Adagio assai
09. Theme. Allegretto
10. Var. 1
11. Var. 2
12. Var. 3
13. Var. 4
14. Var. 5
15. Var. 6
16. Var. 7
17. Var. 8
18. Var. 9. Adagio espressivo
19. Var. 10. Presto
20. Coda. Allegretto

Daniel Barenboim, piano
Michael Barenboim, violino
Kian Soltani, violoncelo 

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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Johann Graf (1684-1750) - Violin Sonatas

Johann Graf foi um contemporâneo de Bach, todavia nunca havia escutado a sua música. Ele nasceu um ano antes de Bach e faleceu no mesmo ano do autor dos Concertos de Brandenbugo. Graf faz parte daquela constelação de compositores que não tiveram a sua música reverenciada pela posteridade. Esses compositores deram uma contribuição significativa no momento em que viveram, sustentando a vida musical de igrejas, cortes e cidades.

Ativo no mundo germânico entre o fim do século XVII e o início do XVIII, Johann Graf foi compositor e músico em um período de intensa transformação cultural na Europa. A música vivia o auge do Barroco, um estilo marcado pela expressividade, pelo contraste entre emoções e pelo diálogo constante entre vozes e instrumentos.

Grande parte da produção musical desse período não era feita para grandes concertos públicos, mas para o uso diário: celebrações religiosas, eventos da corte, cerimônias oficiais e momentos de devoção. Johann Graf compôs dentro dessa lógica. Suas obras serviam tanto para acompanhar a liturgia cristã quanto para entreter e elevar espiritualmente seus ouvintes.

Ele escreveu música vocal e instrumental, seguindo as formas típicas da época, como corais, peças para conjuntos de câmara e obras pensadas para pequenos grupos de músicos. Tudo era feito para soar bem nos espaços disponíveis - igrejas, salões e capelas - e para músicos que muitas vezes não eram profissionais virtuoses, mas trabalhadores da música local.

Johann Graf não buscava revoluções estéticas. Seu valor está justamente em representar como a música realmente funcionava na vida das pessoas naquele período. Ele dominava a linguagem musical de seu tempo, utilizando melodias claras, harmonias expressivas e estruturas compreensíveis, que facilitavam a comunicação com o público.

Este disco é belíssimo. Transmite uma impressão afirmativa de como era a sua música. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Johann Graf (1684-1750) - 

01. Violin Sonata in G Minor, Op. 1 No. 4: I. Grave
02. Violin Sonata in G Minor, Op. 1 No. 4: II. Vivace - Adagio
03. Violin Sonata in G Minor, Op. 1 No. 4: III. Allegro
04. Violin Sonata in G Minor, Op. 1 No. 4: IV. Adagio
05. Violin Sonata in G Minor, Op. 1 No. 4: V. Presto
06. Violin Sonata in A Minor, Op. 1 No. 5: I. Largo
07. Violin Sonata in A Minor, Op. 1 No. 5: II. Allegro
08. Violin Sonata in A Minor, Op. 1 No. 5: III. Adagio
09. Violin Sonata in A Minor, Op. 1 No. 5: IV. Presto
10. Violin Sonata in C Minor, Op. 2 No. 2: I. Largo
11. Violin Sonata in C Minor, Op. 2 No. 2: II. Allegro
12. Violin Sonata in C Minor, Op. 2 No. 2: III. Siciliana
13. Violin Sonata in C Minor, Op. 2 No. 2: IV. Allegro
14. Violin Sonata in G Major, Op. 2 No. 6: I. Adagio
15. Violin Sonata in G Major, Op. 2 No. 6: II. Allegro
16. Violin Sonata in G Major, Op. 2 No. 6: III. Siciliana
17. Violin Sonata in G Major, Op. 2 No. 6: IV. Vivace
18. Violin Sonata in A Major, Op. 3 No. 4: I. Adagio
19. Violin Sonata in A Major, Op. 3 No. 4: II. Allegro
20. Violin Sonata in A Major, Op. 3 No. 4: III. Siciliana
21. Violin Sonata in A Major, Op. 3 No. 4: IV. Tempo di minuet
22. Violin Sonata in G Minor, Op. 3 No. 5: I. Adagio
23. Violin Sonata in G Minor, Op. 3 No. 5: II. Vivace
24. Violin Sonata in G Minor, Op. 3 No. 5: III. Siciliana
25. Violin Sonata in G Minor, Op. 3 No. 5: IV. Allegro

Anne Schumann, violino
Klaus Voigt, viola da spalla
Sebastian Knebel, cravo 

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Trio Sonatas

Este é daqueles discos que você escuta e sente a vida se tornar mais leve, mais repleta de significação. O disco se sobressai pela leveza, pela beleza indescritível. As Trio Sonatas, catalogadas como BWV 525 a 530. Escritas por volta de 1727, elas são um verdadeiro milagre. 

Apesar do nome, essas obras não foram pensadas para três músicos. Bach as escreveu para um único instrumentista ao órgão. O “trio” está na música: três linhas independentes soam ao mesmo tempo. Duas são tocadas com as mãos, em teclados diferentes, e a terceira — o baixo — com os pés, no pedal do órgão.

É como assistir a três personagens conversando ao mesmo tempo, cada um com personalidade própria, mas formando um todo coerente. Para o ouvinte leigo, o resultado é surpreendentemente claro: dá para “seguir” cada voz, mesmo quando tudo acontece junto.

As Trio Sonatas também têm uma história curiosa de bastidores. Muitos estudiosos acreditam que Bach as escreveu com um objetivo pedagógico: treinar o filho mais velho, Wilhelm Friedemann, considerado um virtuose do teclado. Não por acaso, essas peças são famosas por sua dificuldade técnica. Para o organista, é quase um teste de independência corporal total.

Mas não se engane: não é música “acadêmica” no sentido frio da palavra. Cada sonata traz movimentos vivos, dançantes, cheios de ritmo. Há momentos de leveza quase alegre, seguidos de passagens mais introspectivas. Tudo com aquela assinatura bachiana: ordem, equilíbrio e emoção andando de mãos dadas.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - 

01 - No. 1 in E flat major, BWV 525 1.
02 - No. 1 in E flat major, BWV 525 2. Adagio
03 - No. 1 in E flat major, BWV 525 3. Allegro
04 - No. 2 in C minor, BWV 526 1. Vivace
05 - No. 2 in C minor, BWV 526 2. Largo
06 - No. 2 in C minor, BWV 526 3. Allegro
07 - No. 3 in D minor, BWV 527 1. Andante
08 - No. 3 in D minor, BWV 527 2. Adagio e dolce
09 - No. 3 in D minor, BWV 527 3. Vivace
10 - No. 4 in E minor, BWV 528 1. Adagio vivace
11 - No. 4 in E minor, BWV 528 2. Andante
12 - No. 4 in E minor, BWV 528 3. Un poc' Allegro
13 - No. 5 in C major, BWV 529 1. Allegro
14 - No. 5 in C major, BWV 529 2. Largo
15 - No. 5 in C major, BWV 529 3. Allegro
16 - No. 6 in G major, BWV 530 1. Vivace
17 - No. 6 in G major, BWV 530 2. Lento
18 - No. 6 in G major, BWV 530 3. Allegro

London Baroque
Ingrid Seifert, violino
Richard Gwilt, violino
Charles Medlam, violoncelo
Terence Charlston, cravo 

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Frédéric Chopin (1810-1849) - Complete Sonatas

Texto extraído da apresentação do disco: 

1826. A família Chopin vive em Varsóvia. Frédéric ainda é muito jovem, à beira da idade adulta. Seu catálogo já é expressivo, reunindo peças para piano, rondós, variações, valsas, mazurcas e polonaises. Em situação de relativo conforto material e recolhido a uma certa solidão — ele que tanto desejava abandonar a escola —, Chopin dedica-se ao estudo do contraponto, apenas do contraponto, já que domina com perfeição a técnica pianística. As aulas são ministradas por Józef Elsner, na Escola Superior de Música.

Paralelamente, matricula-se como ouvinte na Universidade de Varsóvia, frequentando cursos de história e literatura. Ambas as disciplinas refletem as duas grandes correntes intelectuais do período: o Iluminismo, de um lado, e o Sturm und Drang, de outro. Essas influências alimentam a nova literatura polonesa que, por sua vez, impulsiona um nacionalismo orgulhoso e de energia revolucionária.

As tradições eslavas e polonesas são valorizadas por figuras como o próprio Elsner, também compositor de óperas. É nesse contexto que ele projeta o destino de seu aluno mais talentoso: poderia Chopin tornar-se o Messias da ópera polonesa? Afinal, o repertório pianístico parecia destinado a perder espaço diante das prioridades exaltadas do momento. Na prática, Chopin estuda canto e italiano, sem jamais se afastar de suas extraordinárias qualidades como instrumentista.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Frédéric Chopin (1810-1849) - 

01. Sonata No. 1 in C Minor, Op. 4: I. Allegro maestoso (07:02)
02. Sonata No. 1 in C Minor, Op. 4: II. Minuetto. Allegretto (03:25)
03. Sonata No. 1 in C Minor, Op. 4: III. Larghetto (03:56)
04. Sonata No. 1 in C Minor, Op. 4: IV. Finale. Presto (07:11)
05. Sonata No. 2 in B-Flat Minor, Op. 35 "Funeral March": I. Grave. Doppio movimento (07:47)
06. Sonata No. 2 in B-Flat Minor, Op. 35 "Funeral March": II. Scherzo (07:26)
07. Sonata No. 2 in B-Flat Minor, Op. 35 "Funeral March": III. Marche funèbre. Lento (09:03)
08. Sonata No. 2 in B-Flat Minor, Op. 35 "Funeral March": IV. Finale. Presto (01:43)
09. Sonata No. 3 in B Minor, Op. 58: I. Allegro maestoso (09:23)
10. Sonata No. 3 in B Minor, Op. 58: II. Scherzo (02:58)
11. Sonata No. 3 in B Minor, Op. 58: III. Largo (08:49)
12. Sonata No. 3 in B Minor, Op. 58: IV. Finale. Presto non tanto (05:17)

Véronique Bonnecaze, piano 

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 3 in F Major, Op. 90 e Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98

 

Brahms é um dos meus compositores favoritos da vida. Quem, esporadicamente, aparece por aqui, já percebeu a minha predileção por ele. Sua música é a elevação do humano a categorias do indescritível. Brahms era um sujeito absolutamente reservado e crítico. Não gostava de aparecer. Possuía um senso de respeito pelos vultos do passado, entre eles se inscreviam Haydn, Mozart e Beethoven. Esse respeito, essa percepção da grandiosidade desses sujeitos, fez com que o compositor demorasse bastante a incursionar pelo mundo das obras sinfônicas.

Seu grande modelo de perfeição era Beethoven. Entendemos o compositor. Na sua cabeça, o que poderia ser escrito e pensado após Beethoven? Certamente, muitos esboços foram rasgados. Hoje, enquanto escutamos as quatro sinfonias que escreveu, lamentamos que ele não tenha avançado até à Nona como fez seu grande ídolo.

Neste disco, encontramos as sinfonias 3 e 4. As duas foram escritas na década de 1880, em um período de grande maturidade para o compositor. Nesse período, enquanto a música programática, operística, os poemas sinfônicos se apegavam às grandes histórias de personagens, Brahms seguia pela outra margem do rio. Não se abalava com isso. Para ele o que contava era aquilo que ele chamava de “música absoluta”, ou seja, aquela que não precisa de um enredo para existir. Ela por si só possui eloquência.

Os dois trabalhos aqui colocados não se preocupam em explicitar histórias medievais ou de heróis, como ocorria com a música de Wagner. Sua preocupação é permitir que a música fale – profundamente – sobre o que é ser humano – a força, fragilidade, os silêncios, as ambiguidades, os dilemas existenciais, em suma, a grande tarefa que é existir em um mundo repleto de variáveis, de mudanças.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: 1. Allegro con brio 
02. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: 2. Andante 
03. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: 3. Poco allegretto 
04. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: 4. Allegro 
05. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: 1. Allegro non troppo 
06. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: 2. Andante moderato 
07. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: 3. Allegro giocoso 
08. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: 4. Allegro energico e passionato 

Australian Chamber Orchestra

Richard Tognetti, regente

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Claude Debussy (1862-1918) - String Quartet in G Minor, Op. 10, L. 85 e Karol Szymanowski (1882-1937) - String Quartet No. 1 in C Major, Op. 37 e String Quartet No. 2, Op. 56

 

Recordo-me, de quando comecei a ouvir música de câmara, isso há quase trinta anos, tive algumas dificuldades. A experiência de deleite foi lenta e gradual. Achava de difícil assimilação. Conseguia ouvir compositores como Haydn ou Mozart, mas ficava explícita uma dificuldade à medida que as obras chegavam ao século XX. Acredito que esse seja o dilema daquelas pessoas que iniciam gradualmente a ouvir a música chamada clássica, principalmente música de câmara.

É importante mencionar que, ao longo dos séculos, a música de câmara proporcionou experimentações ousadas, o que acabou por se tornar em um laboratório relevante de novas possibilidades sonoras. É o que, por exemplo, encontramos neste disco. São três obras – uma de Debussy e outras duas do polonês Szymanowski.

O Opus 10, de Debussy, é o único quarteto de cordas escrito por ele. É uma verdadeira joia. Como tudo que fez, Debussy procurou romper com a influência da música alemã do século XIX, apesar de a obra ser do ano de 1893. Em vez de desenvolver temas de forma tradicional, ele apostou em cores sonoras, em harmonias ousadas, que se insinuam ao longo dos quatro movimentos. O resultado é a construção de uma espécie de pintura musical, um quadro capaz de criar impressões sensoriais. É uma das obras camerísticas de que mais gosto.

Já no caso de Szymanowski, o Opus 37 foi composto em 1917, no momento em que a Europa encontrava-se mergulhada na Primeira Guerra Mundial. A obra é um marco na carreira do compositor, pois representou uma espécie de ruptura com o romantismo tardio e o aproximou de uma linguagem mais moderna, influenciado pela música de Ravel e Debussy. O resultado é uma música introspectiva e elegante.

Já o Opus 2 do compositor polonês, foi escrito em 1927. É uma obra mais concisa, ousada e pessoal. Szymanowski incorpora elementos do folclore polonês, combinando com uma escrita moderna, rítmica e repleta de contrastes. É uma música direta, menos contemplativa do que o Opus 37.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 - String Quartet in G Minor, Op. 10, L. 85_ I. Animé et très décidé
02 - String Quartet in G Minor, Op. 10, L. 85_ II. Assez vif et bien rythmé
03 - String Quartet in G Minor, Op. 10, L. 85_ III. Andantino, doucement expressif
04 - String Quartet in G Minor, Op. 10, L. 85_ IV. Très modéré - Très mouvementé
05 - String Quartet No. 1 in C Major, Op. 37_ I. Lento assai - Allegro moderato
06 - String Quartet No. 1 in C Major, Op. 37_ II. Andantino semplice. In modo d’una canzone
07 - String Quartet No. 1 in C Major, Op. 37_ III. Vivace - Scherzando alla burlesca. Vivace ma non
08 - String Quartet No. 2, Op. 56_ I. Moderato
09 - String Quartet No. 2, Op. 56_ II. Vivace scherzando
10 - String Quartet No. 2, Op. 56_ III. Lento

Belcea Quartet 

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Johannes Brahms (1833-1897) - Clarinet Quintet in B Minor, Op. 115 e Clarinet Sonata in E-Flat Major, Op. 120 No. 2

Tenho uma profunda admiração pela música de Johannes Brahms. Para mim, um dos maiores poetas da história. Neste disco, encontramos duas peças extraordinárias, escritas já no final de sua vida. Longe de denotarem uma ideia de cansaço, elas exalam delicadeza e uma sabedoria musical incomum. Trata-se de obras de alguém que aprendeu a conviver com o silêncio; com reflexões demoradas. Afirmo isso, pois dizem os historiadores que Brahms era um sujeito de poucos amigos, que gostava da solidão; que se recolhia e experimentava delicados silêncios.

O Opus 115 foi escrito em 1881, um período de maturidade do compositor. O clarinete se junta a um quarteto de cordas (dois violinos, uma viola e um violoncelo). Não há disputas. Existe um diálogo, um colóquio delicado de cada um dos instrumentos. Há momentos de uma funda densidade melancólica, de gestos sombrios; mas há outros momentos de profunda e enternecida ternura. É uma das obras mais belamente escritas pelo compositor. O clarinete parece nos falar, num gesto íntimo, de histórias antigas, de coisas que se foram, que se perderam nas curvas do tempo. É bonito de morrer.

Já a Sonata para clarinete e piano, o Opus 120, foi escrito pelo compositor em 1894, três anos antes da sua morte. É uma obra de maturidade, de síntese, de alguém que não precisa provar mais nada à vida. Aqui acontece um gesto de delicada intimidade, pois há o encontro – apenas – do clarinete e do piano. A sala é iluminada pela cumplicidade, pelo gesto sobranceiro de alguém que confessa segredos. Há finas camadas de humor, de uma leveza, de alguém que aprendeu a se entusiasmar com a presença. Brahms descreve a vida como uma conversa entre dois indivíduos que estão pouco preocupados com o tempo, com as exigências da agenda. A conversa é leve, despojada, sem preocupação. É uma crônica de como deveria ser o encontro de duas pessoas que se querem bem.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Johannes Brahms (1833-1897) - 

01. Clarinet Quintet in B Minor, Op. 115 -  I. Allegro
02. Clarinet Quintet in B Minor, Op. 115 -  II. Adagio
03. Clarinet Quintet in B Minor, Op. 115 -  III. Andantino
04. Clarinet Quintet in B Minor, Op. 115 -  IV. Con moto
05. Clarinet Sonata in E-Flat Major, Op. 120 No. 2 -  I. Allegro amabile
06. Clarinet Sonata in E-Flat Major, Op. 120 No. 2 -  II. Allegro appassionato - Sostenuto
07. Clarinet Sonata in E-Flat Major, Op. 120 No. 2 -  III. Andante con moto - Allegro-più tranquillo

Lindsay String Quartet 

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 7 in E major


 Para mim Bruckner e em especial esta 7ª Sinfonia relembra-me Salzburgo e uma noite de frio (frio de Verão entenda-se) em que a pude ouvir numa das suas praças  numa projecção de video como se faz por cá para um jogo de futebol.

Não a praça não estava cheia - haveria provavelmente outras atracções artisticamente mais relevantes na cidade mas na altura lembro-me de pensar que era sem dúvida diferente ...

Ao procurar uma imagem para representar este post apercebi-me que na verdade Bruckner representa para mim ainda uma outra memória, esta não musical e que vos deixo adivinhar ... 

A sinfonia composta em 1883 e revista dois anos depois naquela procura incessante da perfeição que caracterizava o compositor tem os habituais quatro andamentos sendo dedicada a Ludwig II da Baviera.  Os quatro andamentos são dispostos numa forma clássica naquela que é uma das sinfonias mais conhecidas de Bruckner e sinceramente uma das que prefiro e que acho mais fácil para quem se inicia à música clássica. 

E sim quem se inicia um dia tem que ouvir Bruckner, o homem das sinfonias que não acabam (esta tem uma duração superior a uma hora) e por isso esta obra faz parte das nossa recomendação das 100 Obras. Também poderia fazer parte dessa mesma lista a quarta sinfonia mas pela razão que expus prefiro esta.

Por essa razão e pelo magnifico segundo andamento um adágio que se diz ter sido escrito já com a morte de Wagner em pensamento (na altura em que Bruckner compôs a obra Wagner estava já profundamente doente). Se quiserem cometer o pecado de não ouvir a obra completa então seleccionem este segundo andamento.

A obra como muitas das composições de Bruckner está envolvida em alguma polémica quanto a revisões exteriores à vontade do compositor nomeadamente de Arthur Nikisch maestro que dirigiu a estreia no teatro da Opera de Leipzig pela Orquestra da Gewendhaus a 30 de Dezembro de 1884.

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Allegro moderato
02 - II. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam
03 - III. Scherzo. Sehr schnell
04 - IV. Finale. Bewegt, doch nicht schnell

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente 

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Joseph Haydn (1732-1809) - The Complete String Quartets (CDs 16, 17, 18, 19, 20 & 21 de 21 - final)

Poucos compositores na história da música tiveram uma carreira tão longeva, prolífica e, por assim dizer, feliz como teve Haydn. Compositor símbolo do Classicismo, ao lado de Mozart, Haydn foi respeitado e admirado quase unanimemente em seu tempo. A imensa quantidade de obras que deixou ilustra não apenas o compositor incansável e de grande imaginação musical que ele foi, mas também a organização da música em seu tempo: Haydn foi o último grande beneficiário de um sistema de patronagem que vigorava entre a nobreza europeia desde a Renascença. 

Joseph Haydn nasceu em 1732, em uma família humilde de Rohrau, vila austríaca próxima à fronteira com a Hungria. Foi o segundo de doze filhos do fabricante de carroças Mathias Haydn e da cozinheira Anna Maria Koller. Desses, apenas seis chegaram à idade adulta, e dois se tornaram músicos: Johann Michael Haydn, excelente compositor, e Johann Evangelist, tenor. Haydn recebeu as primeiras lições de música quando foi viver sob custódia de um tio, aos 4 anos de idade. Até 1748, fez parte do coro infantil da Catedral de Santo Estevão em Viena. Sabe-se pouco sobre sua vida nesse período, mas entre as informações disponíveis está a de que instalou-se em Viena em 1748, vivendo no sótão da casa em que residia o poeta e libretista Metastasio. Este o apresentou ao compositor Porpora, de quem Haydn tornou-se auxiliar e aluno. O jovem completou sua formação por meio de “Gradus ad Parnassum”, famoso tratado do compositor barroco Johann Joseph Fux.

Haydn já havia escrito as primeiras sonatas, quartetos de cordas e pequenas missas quando, em 1761, foi contratado como segundo mestre de capela do príncipe Paul Anton Esterházy, um dos mais ricos senhores da Hungria. Aos 29 anos, Haydn assinou um contrato que se tornaria célebre como retrato da condição do músico no Antigo Regime. Além de detalhar que, na frente do príncipe, ele deveria se apresentar “impecavelmente de meias brancas, linho branco, empoado e com rabo de cavalo ou aparência semelhante”, o documento estabelecia a obrigação de compor as peças que o príncipe ordenasse, as quais seriam de uso exclusivo de “Sua Alteza Sereníssima”, não podendo ser copiadas. Haydn também não poderia compor para outra pessoa “sem o conhecimento e a generosa permissão de Sua Alteza”. Tratava-se mais de uma espécie de laço feudal que de um contrato profissional, o que ficava patente nos detalhes de remuneração, que incluía pagamentos com produtos como vinho, lenha, banha, trigo e carne. O compositor permaneceria ligado à família Esterházy até a morte, servindo a quatro gerações de príncipes. Paul Anton faleceu em 1762 e foi sucedido por seu irmão Nicolas, a quem Haydn serviu por 28 anos.

Texto completo aqui

Joseph Haydn (1732-1809) - 

DISCO 16


(01)_String_Quartet_in_G_major,_op.64_no.4_-_I._Allegro_con_brio
(02)_String_Quartet_in_G_major,_op.64_no.4_-_II._Menuetto-Trio
(03)_tring_Quartet_in_G_major,_op.64_no.4_-_III._Adagio_cantabile_sostenuto
(04)_String_Quartet_in_G_major,_op.64_no.4_-_IV._Finale_(Presto)
(05)_String_Quartet_in_D_major,_op.64_no.5_[The_Lark]_-_I._Allegro_moderato
(06)_String_Quartet_in_D_major,_op.64_no.5_[The_Lark]_-_II._Adagio
(07)_String_Quartet_in_D_major,_op.64_no.5_[The_Lark]_-_III._Menuet_(Allegretto)
(09)_String_Quartet_in_E_flat_major,_op.64_no.6_-_I._Allegro
(10)_String_Quartet_in_E_flat_major,_op.64_no.6_-_II._Andante
(11)_String_Quartet_in_E_flat_major,_op.64_no.6_-_III._Menuetto_(Allegretto)
(12)_String_Quartet_in_E_flat_major,_op.64_no.6_-_IV._Finale_(Presto)

DISCO 17

(01)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.71_no.1_-_I._Allegro
(02)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.71_no.1_-_II._Adagio
(03)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.71_no.1_-_III._Menuetto_(Allegretto)
(04)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.71_no.1_-_IV._Vivace
(05)_String_Quartet_in_D_major,_op.71_no.2_-_I._Adagio-Allegro
(06)_String_Quartet_in_D_major,_op.71_no.2_-_II._Adagio_cantabile
(07)_String_Quartet_in_D_major,_op.71_no.2_-_III._Menuetto_(Allegro)
(08)_String_Quartet_in_D_major,_op.71_no.2_-_IV._Finale_(Allegretto-Vivace)
(09)_String_Quartet_in_E-flat_major,_op.71_no.3_-_I._Vivace
(10)_String_Quartet_in_E-flat_major,_op.71_no.3_-_II._Andante_con_moto
(11)_String_Quartet_in_E-flat_major,_op.71_no.3_-_III._Menuetto
(12)_String_Quartet_in_E-flat_major,_op.71_no.3_-_IV._Finale_(Vivace)

DISCO 18

(01)_String_Quartet_in_C_major,_op.74_no.1_-_I._Allegro_moderato
(02)_String_Quartet_in_C_major,_op.74_no.1_-_II._Andantino_grazioso
(03)_String_Quartet_in_C_major,_op.74_no.1_-_III._Menuetto_(Allegretto)
(04)_String_Quartet_in_C_major,_op.74_no.1_-_IV._Finale_(Vivace)
(05)_String_Quartet_in_F_major,_op.74_no.2_-_I._Allegro_spiritoso
(06)_String_Quartet_in_F_major,_op.74_no.2_-_II._Andante_grazioso
(07)_String_Quartet_in_F_major,_op.74_no.2_-_III._Menuetto_(Allegro)
(08)_String_Quartet_in_F_major,_op.74_no.2_-_IV._Finale_(Presto)
(09)_String_Quartet_in_G_minor,_op.74_no.3_[The_Rider]_-_I._Allegro
(10)_String_Quartet_in_G_minor,_op.74_no.3_[The_Rider]_-_II._Largo_assai
(11)_String_Quartet_in_G_minor,_op.74_no.3_[The_Rider]_-_III._Menuetto_(Allegretto...
(12)_String_Quartet_in_G_minor,_op.74_no.3_[The_Rider]_-_IV._Finale_(Allegro_con_b...

DISCO 19

(01)_String_Quartet_in_G_major,_op.76_no.1_-_I._Allegro_Con_Spirito
(02)_String_Quartet_in_G_major,_op.76_no.1_-_II._Adagio_Sostenuto
(03)_String_Quartet_in_G_major,_op.76_no.1_-_III._Minuet_Presto
(04)_String_Quartet_in_G_major,_op.76_no.1_-_IV._Allegro_Ma_Non_Troppo
(05)_String_Quartet_in_D_minor,_op.76_no.2_'Quinten'_-_I._Allegro
(06)_String_Quartet_in_D_minor,_op.76_no.2_'Quinten'_-_II._Andante_O_Piu_Tosto_All...
(07)_String_Quartet_in_D_minor,_op.76_no.2_'Quinten'_-_III._Minuet_Allegro_Ma_Non_...
(08)_String_Quartet_in_D_minor,_op.76_no.2_'Quinten'_-_IV._Vivace_Assai
(09)_String_Quartet_in_C_major,_op.76_no.3_'Emperor'_-_I._Allegro
(10)_String_Quartet_in_C_major,_op.76_no.3_'Emperor'_-_II._Poco_Adagio_Cantabile
(11)_String_Quartet_in_C_major,_op.76_no.3_'Emperor'_-_III._Minuet_Allegro
(12)_String_Quartet_in_C_major,_op.76_no.3_'Emperor'_-_IV._Finale_Presto

DISCO 20

(01)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.76_no.4_'Sunrise'_-_I._Allegro_con_spirito
(02)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.76_no.4_'Sunrise'_-_II._Adagio
(03)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.76_no.4_'Sunrise'_-_III._Menuetto_(Allegro)
(04)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.76_no.4_'Sunrise'_-_IV._Finale_(Allegro_ma...
(05)_String_Quartet_in_D_major,_op.76_no.5_-_I._Allegretto
(06)_String_Quartet_in_D_major,_op.76_no.5_-_II._Largo_ma_non_troppo_(Cantabile_e_...
(07)_String_Quartet_in_D_major,_op.76_no.5_-_III._Menuetto_(Allegro)
(08)_String_Quartet_in_D_major,_op.76_no.5_-_IV._Finale_(Presto)
(09)_String_Quartet_in_E_flat_major,_op.76_no.6_-_I._Allegretto_-_Allegro
(10)_String_Quartet_in_E_flat_major,_op.76_no.6_-_II._Fantasia_(Adagio)
(11)_String_Quartet_in_E_flat_major,_op.76_no.6_-_III._Menuetto_(Presto)
(12)_String_Quartet_in_E_flat_major,_op.76_no.6_-_IV._Finale_(Allegro_spirituoso)

DISCO 21

(01)_String_Quartet_in_G_major,_op.77_no.1_-_I._Allegro_moderato
(02)_String_Quartet_in_G_major,_op.77_no.1_-_II._Adagio
(03)_String_Quartet_in_G_major,_op.77_no.1_-_III._Menuetto_(Presto)
(04)_String_Quartet_in_G_major,_op.77_no.1_-_IV._Finale_(Presto)
(05)_String_Quartet_in_F_major,_op.77_no.2_-_I._Allegro_moderato
(06)_String_Quartet_in_F_major,_op.77_no.2_-_II._Menuetto_(Presto_ma_non_troppo)
(07)_String_Quartet_in_F_major,_op.77_no.2_-_III._Andante
(08)_String_Quartet_in_F_major,_op.77_no.2_-_IV._Finale_(Vivace_assai)
(09)_[String_Quartet_in_D_minor,_op.103_(unfinished)_-_II._Andante_grazioso
(10)_String_Quartet_in_D_minor,_op.103_(unfinished)_-_III._Menuetto_ma_non_troppo_...

The Angeles String Quartet  

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sábado, 31 de janeiro de 2026

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Violin Concerto in D Major, Op. 61 e Samuel Barber (1910-1981) - Violin Concerto, Op. 14

Do texto de apresentação do disco:

"A violinista americana Stella Chen estabelece uma ponte entre os séculos XIX e XX neste excelente emparelhamento de concertos. Sua leitura do extenso movimento inicial do Concerto para Violino de Beethoven é amplamente expansiva, valorizando os matizes pastorais límpidos da obra e a escrita calorosamente lírica destinada ao instrumento solista. O timbre é sedutoramente maduro, a afinação irrepreensível, e a interpretação, como um todo, irradia uma sensação irresistível de bem-estar e afeto.

O instinto poético de Chen se transfere com naturalidade para a obra que completa o programa, o Concerto para Violino de seu compatriota Samuel Barber. Ela se eleva nas longas linhas melódicas da abertura e condensa comoventemente a carga emocional do intenso movimento lento. O finale, conhecido por sua dificuldade extrema, não a intimida: Chen mantém absoluto controle e lapida detalhes frequentemente negligenciados por violinistas menos atentos. O acompanhamento é vigoroso, a cargo da Academy of St Martin in the Fields e do maestro Jean-Jacques Kantorow, parceiros sensíveis e coesos ao longo de toda a execução". 

01. Violin Concerto in D Major, Op. 61: I. Allegro ma non troppo
02. Violin Concerto in D Major, Op. 61: II. Larghetto
03. Violin Concerto in D Major, Op. 61: III. Rondo. Allegro
04. Violin Concerto, Op. 14: I. Allegro
05. Violin Concerto, Op. 14: II. Andante
06. Violin Concerto, Op. 14: III. Presto in moto perpetuo

Academy of St Martin in the Fields

Jean-Jacques Kantorow, regente
Stella Chen, violino 

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Franz Schubert (1797-1828) - Symphony No. 8 in B minor - Unfinished -, D. 759 e Symphony No. 9 in C Major - The Great - , D. 944

Franz Schubert - para mim - foi um dos maiores gênios que já passaram por este Planeta. Viveu pouco, mas produziu uma obra bonita, profunda e visionária sob vários aspectos. Schubert é o compositor que se posiciona no limiar entre o Classicismo e o Romantismo - muitas das suas produções possuem uma dicção clássica, mas, outras, um ímpeto romântico arrebatável. 

A Sinfonia No. 8, também conhecida como "Inacabada", foi composta em 1822. Em torno dela repousa um grande mistério - por que o compositor a deixou apenas com dois movimentos? Insegurança estética ou da forma? Um fluxo intenso de novas ideias? Novos interesses criativos? Vale mencionar que a década de 20 foi um período de grande produtividade para o compositor. Há um fluxo incrível de novas ideias e composições. O fato é que a obra é de uma beleza esmagadora. Ela é sombria. Carregada de drama. Foi com esta Sinfonia que aprendi a gostar de música clássica. Ela faz parte de minha história.

Já a Sinfonia No. 9, escrita entre os anos de 1825 e 1826, diferente da Oitava - que possui uma atmosfera concentrada - é uma sinfonia de afirmação. Ela é longa, vigorosa e possui uma estrutura ambiciosa. Schubert é mais conhecido por ser um compositor de miniaturas, mas a Nona prova o contrário. Ela, de certa forma, inaugura um tipo de estrutura grandiosa que, mais tarde, Bruckner e Mahler seriam os principais seguidores dessa tendência.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Franz Schubert (1797-1828) - 

01 - Symphony No. 8 in B minor _Unfinished_, D. 759, IFS 739_ I. Alleg
02 - Symphony No. 8 in B minor _Unfinished_, D. 759, IFS 739_ II. Anda
03 - Symphony No. 9 in C Major _The Great_, D. 944, IFS 740_ I. Andant
04 - Symphony No. 9 in C Major _The Great_, D. 944, IFS 740_ II. Andan
05 - Symphony No. 9 in C Major _The Great_, D. 944, IFS 740_ III. Sche
06 - Symphony No. 9 in C Major _The Great_, D. 944, IFS 740_ IV. Final

Cleveland Orchestra
George Szell, regente 

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67

 Extraído do encarte do disco:

"A Sinfonia nº 5 em dó menor, de Ludwig van Beethoven (Op. 67), foi composta entre 1804 e 1808. Trata-se de uma das obras mais conhecidas da música clássica e de uma das sinfonias mais executadas da história, sendo amplamente considerada um dos pilares da música ocidental.

Estreada em 1808, no Theater an der Wien, em Viena, a obra conquistou rapidamente uma reputação extraordinária. O escritor e crítico E. T. A. Hoffmann descreveu a sinfonia como “uma das obras mais importantes de seu tempo”.

Como era característico das sinfonias compostas durante o período de transição entre o Classicismo e o Romantismo, a Quinta Sinfonia de Beethoven é estruturada em quatro movimentos".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) -

01. Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67: I. Allegro con brio (07:24)
02. Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67: II. Andante con moto (09:06)
03. Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67: III. Allegro - (04:47)
04. Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67: IV. Allegro - Presto (10:39)

Wiener Philharmoniker

Simon Rattle, regente 

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Johannes Brahms (1833-1897) - Piano Concerto No.2 in B Flat Major, Op.83

Uma obra-prima incontestável. Escrito entre os anos de 1878 e 1881, o Concerto para piano e orquestra No. 2, de Brahms, é uma obra cujos adjetivos são insuficientes. Nele, encontramos equilíbrio; Brahms propõe um diálogo amplo, maduro e profundamente arquitetado entre o piano e orquestra.

Brahms extrapola a convenção e escreve quatro movimentos, o que aproxima a obra quase de uma sinfonia. Maduro e seguro de si, o compositor parece ir além dos concertos.  O Segundo Concerto de Brahms é uma afirmação de equilíbrio entre intelecto e emoção, rigor formal e liberdade expressiva. É música que exige não apenas técnica extraordinária do solista, mas também escuta atenta. Ele se derrama em um lirismo que procura fugir dos esquemas sentimentais do romantismo. Brahms emociona sem ser piegas. Coisa de gente sabida.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Johannes Brahms (1833-1897) - 

01 Brahms_ Piano Concerto No.2 in B Flat Major, Op.83 - 1. Allegro non troppo
02 Brahms_ Piano Concerto No.2 in B Flat Major, Op.83 - 2. Allegro appassionato
03 Brahms_ Piano Concerto No.2 in B Flat Major, Op.83 - 3. Andante - Più adagio
04 Brahms_ Piano Concerto No.2 in B Flat Major, Op.83 - 4. Allegretto grazioso - Un poco più presto 

Wiener  Philharmoniker
Bernard Haitink, regente
Vladimir Ashkenazy, piano 

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Joseph Bodin de Boismortier (1682-1765) - Music for Flute, Viola da Gamba and B.C.

Extraído da apresentação do disco:

"Tão atraente quanto fluente e abundante, a música de Joseph Bodin de Boismortier (1682–1765) proporcionou enorme prazer ao público cortesão francês de seu tempo - e também retorno financeiro suficiente para que o compositor, de forma incomum para a época, construísse uma carreira relativamente independente do mecenato aristocrático. Boismortier personificou o homme du monde do século XVIII, e sua obra reflete de maneira constante a convivialidade e o gosto refinado que permeavam a sociedade parisiense daquele período.

Esta coleção de música de câmara abre com o Ballet de village em sol maior, Op. 52 nº 1, publicado em 1752. A sequência tradicional de danças é tratada com sutileza e charme, culminando em uma chaconne exuberante - exemplo marcante do refinamento, da elegância e da escrita virtuosa para flauta, instrumento do próprio compositor.

O conjunto italiano de música antiga explora, em seguida, um lado mais italiano do idioma musical de Boismortier, com sonatas extraídas dos opus 34, 37 e 91. Essas obras alternam-se com trechos das expressivas e pictóricas Pièces de clavecin Op. 59, que retratam, com humor e até simpatia, arquétipos da sociedade francesa contemporânea em peças como La Valétudinaire. Escritas de forma idiomática, essas composições se destacam pela clareza, refinamento e força expressiva, sendo comparáveis, em inventividade e forma, à música para teclado de François Couperin. Também plenamente francesa em estilo é a Suite em ré maior, Op. 31, para viola da gamba e baixo contínuo, cujo caráter cantabile, fluido e sensual pode ser ouvido como uma homenagem a Marin Marais, falecido em 1728.

O álbum é o mais recente lançamento de uma série de gravações amplamente elogiadas pela crítica, realizadas pelo flautista doce e flautista transversal Stefano Bagliano, que também atua como diretor musical. Entre os lançamentos anteriores pela Brilliant Classics estão concertos e sonatas de Quantz (BC95386), descritos pela MusicWeb International como “uma excelente gravação para conhecer Quantz… depois de ficar encantado com a interpretação de Bagliano, pode-se querer buscar outras gravações do músico”.

Joseph Bodin de Boismortier foi um compositor francês de grande sucesso, autor de música instrumental e vocal. Considerado o primeiro compositor independente, sem patrono fixo, publicou suas próprias obras, o que lhe garantiu grande prosperidade financeira. Cavalheiro refinado e típico homem do mundo do século XVIII, escreveu música agradável e envolvente, amplamente apreciada por seu público. Este CD reúne obras para um, dois ou três flautas doces, uma suíte para viola da gamba e uma sonata em trio para flauta doce, viola da gamba e baixo contínuo.

As obras são interpretadas com gosto apurado, charme e brilho pelo jovem grupo de música antiga Umbra Lucis Ensemble, cujas performances se baseiam em pesquisa aprofundada sobre as práticas interpretativas da época".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Joseph Bodin de Boismortier (1682-1765) - 

01. Ballet de village No. 1 in G Major, Op. 52: I. Gaiment
02. Ballet de village No. 1 in G Major, Op. 52: II. Gracieusement
03. Ballet de village No. 1 in G Major, Op. 52: III. Vivement
04. Ballet de village No. 1 in G Major, Op. 52: IV. Modérément
05. Ballet de village No. 1 in G Major, Op. 52: V. Mouvement de chaconne
06. Pièces de clavecin, Op. 59: I. La caverneuse
07. Pièces de clavecin, Op. 59: II. La transalpine
08. Trio Sonata No. 2 in E Minor, Op. 37: I. Allegro
09. Trio Sonata No. 2 in E Minor, Op. 37: II. Adagio
10. Trio Sonata No. 2 in E Minor, Op. 37: III. Allegro
11. Pièces de clavecin, Op. 59: III. La valétudinaire
12. Sonata No. 1 in F Major, Op. 91: I. Sicilienne
13. Sonata No. 1 in F Major, Op. 91: II .Gaiment
14. Sonata No. 1 in F Major, Op. 91: III. Gracieusement
15. Sonata No. 1 in F Major, Op. 91: IV. Gaiment
16. Suite in D Major, Op. 31: I. Prelude
17. Suite in D Major, Op. 31: II. Gavotte
18. Suite in D Major, Op. 31: III. Sarabande
19. Suite in D Major, Op. 31: IV. Courante
20. Suite in D Major, Op. 31: V. Rondeau la maiesteuse
21. Suite in D Major, Op. 31: VI. Rondeau. Le brut
22. Pièces de clavecin, Op. 59: IV. La sérénissime
23. Pièces de clavecin, Op. 59: V. La frénétique
24. Sonata No. 6 in C Minor, Op. 34: I. Adagio
25. Sonata No. 6 in C Minor, Op. 34: II. Allegro
26. Sonata No. 6 in C Minor, Op. 34: III. Largo-Allegro

Umbra Lucis Ensemble
Stefano Bagliano, regente 

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Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphony No. 14, Op. 135

Do encarte do disco: 

Este álbum apresenta a Décima Quarta Sinfonia de Shostakovitch, dedicada a Benjamin Britten. Com onze movimentos para vozes solistas, orquestra de cordas e percussão, a obra investiga o tema da morte a partir de poemas em diferentes línguas, oferecendo uma abordagem direta, crua e despojada de sentimentalismo.

Penúltima composição do autor, a Décima Quarta Sinfonia distingue-se de forma clara no conjunto de sua produção. Escrita para soprano, baixo, orquestra de cordas e percussão, a obra organiza seus onze movimentos em torno de igual número de poemas, cantados em francês, russo, alemão e espanhol. Em todos eles, a morte surge como eixo central, refletindo a obsessão de Shostakovitch em encará-la frontalmente, aceitá-la e aprender a conviver com sua presença inevitável. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

01. Symphony No. 14, Op. 135: I. De profundis. Adagio
02. Symphony No. 14, Op. 135: II. Malagueña. Allegretto
03. Symphony No. 14, Op. 135: III. Loreley. Allegro molto
04. Symphony No. 14, Op. 135: IV. Le suicidé. Adagio
05. Symphony No. 14, Op. 135: V. Les attentives I. Allegretto
06. Symphony No. 14, Op. 135: VI. Les attentives II. Adagio
07. Symphony No. 14, Op. 135: VII. А la santé. Allegretto
08. Symphony No. 14, Op. 135: VIII. Réponse des cosaques zaporogues au sultan de Constantinople. Allegro
09. Symphony No. 14, Op. 135: IX. O Delvig, Delvig! Adagio
10. Symphony No. 14, Op. 135: X. Der Tod des Dichters. Largo
11. Symphony No. 14, Op. 135: XI. Schlußstück. Moderato

Orchestre Royal de Chambre de Wallonie
Vahan Mardirossian, regente
Sarah Traubel, soprano
Roman Lyulkin, baixo 

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Piano Sonata No.3 in C major, Op.2 No.3, Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 'Appassionata' e Piano Sonata No.17 in D minor, Op.31 No.2 'Tempest'

Um disco com um programa espetacular. São duas sonatas escritas em momentos bem diversos da vida de Beethoven. A primeira, remonta ainda o século XVIII, de um Beethoven impetuoso, com apenas 25 anos de idade. Escrita em 1795, quando Beethoven ainda se afirmava em Viena como pianista virtuose, a Sonata nº 3 impressiona pela ambição. Dedicada a Joseph Haydn, seu antigo mestre, a obra já ultrapassa os limites do modelo clássico herdado de Mozart e do próprio Haydn. O primeiro movimento, expansivo e musculoso, exige do intérprete não só brilho técnico, mas clareza arquitetônica. Há aqui um Beethoven jovem, confiante, que testa a resistência do piano e do ouvinte, sem abrir mão da elegância formal.

Já a Appassionata, composta entre 1804 e 1805, pertence a um outro mundo. Aqui estamos no chamado período “heroico”, quando Beethoven, enfrentando o avanço da surdez, passa a explorar a música como campo de tensão extrema. Desde os primeiros acordes em fá menor, o clima é sombrio e instável. Não há concessões ao conforto do ouvinte. Tudo é conflito, impulso, ruptura. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - 

Piano Sonata No.3 in C major, Op.2 No.3

01. I. Allegro con brio
02. II. Adagio
03. III. Scherzo. Allegro – Trio
04. IV. Allegro assai

Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 'Appassionata'
05. I. Allegro assai – Più Allegro
06 II. Andante con moto – attacca
07 III. Allegro ma non troppo – Presto

Piano Sonata No.17 in D minor, Op.31 No.2 'Tempest'
08. III. Allegretto

Lang Lang, piano 

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