quinta-feira, 9 de abril de 2026

Johan Svendsen (1840-1911) - String Quartet op.1 in a minor e String Quintet op.5 in C major

Textinho de apresentação do disco:

"Svendsen reunia qualidades que faltavam a Grieg: como demonstram ambas as obras, possuía um senso natural de forma e uma noção infalível de proporção, em contraste com o lirismo espontâneo e o miniaturismo que caracterizam o gênio de Grieg. Tinha também um talento inato para a orquestração, evidente em seu cativante Op. 4, a Primeira Sinfonia em Ré - cuja estreia levou o próprio Grieg a retirar sua própria Primeira Sinfonia.

Assim como Grieg, Svendsen estudou em Leipzig, mas, ao contrário do compatriota - que jamais perdeu a chance de criticar o academicismo da instituição -, parece ter prosperado naquele ambiente. As duas obras evidenciam a dimensão extraordinária de sua promessa criativa: revelam segurança impressionante e, acima de tudo, frescor.

Svendsen pensava em frases musicais mais amplas, e suas ideias carregam um forte impulso lírico. Fica a dúvida sobre o que teria alcançado caso não tivesse sucumbido ao fascínio da regência, tornando-se aquilo que hoje chamaríamos de um maestro “estrela”.

As obras Op. 1 e Op. 5 já haviam sido gravadas juntas há muitos anos pelo Quarteto Hindar, mas os músicos de Oslo demonstram maior coesão tímbrica, refinamento e unidade de ataque. Trata-se de música gloriosa, injustamente negligenciada, aqui apresentada de forma altamente convincente e com excelente qualidade de gravação".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Johan Svendsen (1840-1911) -  

01. String Quartet op.1 in a minor - I Allegro [0:08:04.06]
02. String Quartet op.1 in a minor - II Andantino [0:06:14.74]
03. String Quartet op.1 in a minor - III Allegro scherzando [0:04:44.14]
04. String Quartet op.1 in a minor - IV Finale. Allegro con fuoco [0:07:28.29]
05. String Quintet op.5 in C major - I Andante - Allegro [0:10:03.32]
06. String Quintet op.5 in C major - II Tema con Variazioni [0:13:16.05]
07. String Quintet op.5 in C major - IIIFinale - Allegro [0:08:46.29]

Oslo String Quartet
Henning Kraggerud, viola 

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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Angela Hewitt - Bach Arrangements

Textinho de apoio:

"Este cativante álbum reúne uma seleção representativa do vasto repertório de transcrições para piano da obra de Johann Sebastian Bach. O movimento de redescoberta de Bach, que ganhou força ao longo do século XIX, criou o ambiente ideal para que compositores-pianistas reinterpretassem suas composições por meio de transcrições próprias — abrangendo desde prelúdios corais até obras originalmente escritas para órgão e outros instrumentos. Durante esse período, grande parte da música de Bach tornou-se acessível ao público doméstico graças a esses arranjos, tradição que se estendeu até o século XX, mesmo após a consolidação do conhecimento das versões originais. Vale lembrar que o próprio Bach já recorria amplamente a esse tipo de prática, adaptando suas obras — e também as de outros compositores — para diferentes formações instrumentais.

Considerada uma das maiores intérpretes contemporâneas de Bach ao piano, Angela Hewitt opta por privilegiar transcrições que equilibram refinamento pianístico e virtuosismo, mantendo a essência do compositor independentemente do instrumento: Bach deve soar como Bach. O disco inclui a imponente transcrição da Passacaglia e Fuga em dó menor para órgão (BWV 582), realizada por Eugen d'Albert, além de cinco delicadas versões assinadas por Wilhelm Kempff. Também figuram no repertório diversos arranjos de compositores ingleses, originalmente reunidos na coletânea A Bach Book for Harriet Cohen, dedicada à pianista Harriet Cohen, que manteve estreitos vínculos com importantes nomes da música britânica do início do século XX.

A própria Angela Hewitt contribui ainda com três transcrições autorais. Funcionando como um complemento instigante às suas aclamadas gravações de Bach pelo selo Hyperion Records, este lançamento se apresenta como uma obra de grande apelo tanto para admiradores de Bach quanto para apreciadores do repertório pianístico".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Wilhelm Kempff (1895-1991)
01. Wir danken dir, Gott, wir danken dir BWV29: Sinfonia
02. Sonata in E flat major BWV1031: Siciliano
03. Nun komm, der Heiden Heiland BWV659
04. Wachet auf, ruft uns die Stimme BWV645
05. Ich ruf' zu dir, Herr Jesu Christ BWV639
Mary Howe (1882-1964)
06. Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd! BWV208: Sheep may safely graze
Myra Hess (1890-1965)
07. Herz und Mund und Tat und Leben, BWV147: Jesu, joy of man's desiring
Angela Hewitt (b1958)
08. Wenn wir in höchsten Nöten sein BWV641
09. Das alte Jahr vergangen ist BWV614
Gerald Hugh Tyrwhitt-Wilson (1883-1950)
10. In dulci jubilo BWV729
William Walton (1902-1983)
11. Herzlich tut mich verlangen BWV727
John Ireland (1879-1962)
12. Meine Seele erhebt den Herrn BWV648
Herbert Howells (1892-1983)
13. O Mensch, bewein' dein' Sünde gross BWV622
Harriet Cohen (1895-1967)
14. Jesus nahm zu sich die Zwölfe BWV22: Sanctify us by thy goodness
Harold Bauer (1873-1951)
15. Herr Jesu Christ, wahr' Mensch und Gott BWV127: Die Seele ruht in Jesu Händen
Eugen d'Albert (1864-1932)
16. Passacaglia in C minor BWV582
Angela Hewitt
17. Alle Menschen müssen sterben BWV643

Angela Hewitt, piano 

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terça-feira, 7 de abril de 2026

Hugo Alfvén (1872-1960) - Festspel, Op. 25, Gustav II Adolf, Op. 49 e Einojuhani Rautavaara (1916-2016) - Cantus arcticus, Op. 61

Gosto muito do Concerto para pássaros e orquestra, de Rautavaara. Às vezes, antes de dormir, coloco esse Concerto para tocar e me ponho a pensar naquela imensidão branca e gelada. Imagino os ventos rodopiantes; a brancura que recobre todas as coisas; alguns animais que se arrastam estrategicamente - e o canto das aves migratórias. 

Abaixo, um textinho sobre o compositor sueco Hugo Alfvén:

Hugo Alfvén foi um artista multifacetado, destacando-se não apenas como músico e compositor, mas também como escritor e pintor. Nascido em Stockholm, em 1872, iniciou sua formação na Kungliga Musikhögskolan e posteriormente aperfeiçoou seus estudos em cidades como Berlin, Dresden, Paris e Brussels.

Influenciado por Richard Wagner e Richard Strauss, Alfvén desenvolveu um estilo que também incorpora de forma marcante elementos da música folclórica sueca.

A obra Festspel (Peça Festival) foi encomendada para marcar a inauguração do novo edifício em estilo art nouveau do Kungliga Dramatiska Teatern, em 1908. Com caráter vibrante e festivo, a composição reflete de maneira adequada o espírito celebratório da ocasião.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Alfvén: Festspel, Op. 25 (7:50)
02. Rautavaara: Cantus arcticus, Op. 61 (Concerto for Birds and Orchestra): I. The Bog (Think of autumn and of Tchaikovsky) (7:53)
03. Rautavaara: Cantus arcticus, Op. 61 (Concerto for Birds and Orchestra): II. Melancholy (4:00)
04. Rautavaara: Cantus arcticus, Op. 61 (Concerto for Birds and Orchestra): III. Swans migrating (6:52)
05. Alfvén: Gustav II Adolf, Op. 49: I. Vision (3:32)
06. Alfvén: Gustav II Adolf, Op. 49: II. Intermezzo (2:32)
07. Alfvén: Gustav II Adolf, Op. 49: III. I Kejsar Ferdinands slottskapell (In Emperor Ferdinand’s Royal Chapel) (6:26)
08. Alfvén: Gustav II Adolf, Op. 49: IV(a). Sarabanda, for String Orchestra (2:34)
09. Alfvén: Gustav II Adolf, Op. 49: IV(b). Bourrée, for Three Bassoons (1:57)
10. Alfvén: Gustav II Adolf, Op. 49: IV©. Menuett (2:58)
11. Alfvén: Gustav II Adolf, Op. 49: V. Elegi. Till Carin, min hustru (Elegy. To Carin, my wife) (4:45)
12. Alfvén: Gustav II Adolf, Op. 49: VI. Breitenfeld - Bataljmålning (Breitenfeld - Battle Painting) (10:09)

Gothenburg Symphony Orchestra
Neeme Järvi, regente 

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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Ludwig Van Beethoven (1770-1827) - Sonata No. 31 in A flat major e Sonata No. 32 in C minor


Eis as duas últimas sonatas para piano de Beethoven. Elas foram escritas entre os anos de 1821 e 1822. São obras monumentais. Beethoven já se encaminhava para a perda completa da audição. Essa experiência de perda de um dos sentidos mais singulares para experiência humana, certamente estava a mexer com ele – e logo ele, que fizera da música a sua própria existência.

Pode-se dizer que as duas obras não parecem destinadas ao grande público. Elas expressam uma linguagem absurdamente pessoal, encharcada de um intimismo quase metafísico. As duas sonatas parecem ser experimentos sofisticados. Beethoven estava a furar as convenções. Esse gesto falava/fala muito sobre ele.

A Sonata No. 31 começa com uma serenidade apenas aparente. Há uma paixão contemplativa, que se mostra enganosa no terceiro movimento. Beethoven combina recitativo, lamento (arioso dolente) e fuga em uma estrutura que desafia qualquer molde tradicional. A música cai, se levanta, volta a cair - e então renasce.  

Já a Sonata No. 32 possui uma atmosfera indômita. São apenas dois movimentos, que contêm a complexidade da vida e do o universo dentro.  O primeiro movimento é turbulento, dramático, cheio de contrastes abruptos. É Beethoven ainda lutando, ainda confrontando o destino. O segundo movimento (Arietta) é uma experiência indizível. Ele começa de forma singela e inocente; todavia, à medida que a música evolui, o tempo parece se dissolver; as texturas se tornam quase etéreas.

Depois dessas duas sonatas, Beethoven não voltaria mais à forma. Viveria mais cinco anos. Nesse período, ele terminaria alguns dos seus quartetos de cordas e escreveria a mítica Nona Sinfonia.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Ludwig Van Beethoven (1770-1827) - 

01 - Sonata No. 31 in A flat major I. Moderato cantabile molto espressivo)
02 - Sonata No. 31 in A flat major II. Allegro molto
03 - Sonata No. 31 in A flat major III. Adagio, ma non troppo - Fuga. Allegro, ma...
04 - Sonata No. 32 in C minor I. Maestoso - Allegro con brio ed appassionato
05 - Sonata No. 32 in C minor II. Arietta. Adagio molto semplice e cantabile

Daniel Barenboim, piano 

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domingo, 5 de abril de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Complete Sonatas for Keyboard and Violin (CDs 5, 6, 7 e 8 de 8)


Essa postagem era para ter saído no domingo; mas, antes tarde do que nunca. Trata-se dos quatro últimos discos dessa caixa fenomenal. Rachel Podger é uma das principais musicistas da atualidade. Possui uma agenda grandiosa. A quantidade de projetos da qual participa é algo que impressiona. Abaixo, alguns dados extraídos da Wikipédia (em inglês), vertidos para o português pelo Google:

"Podger nasceu na Inglaterra, filha de pai britânico e mãe de Hamburgo , Alemanha. A família mudou-se para a Alemanha quando ela ainda era jovem e ela estudou em uma escola alemã Rudolf Steiner. Depois, retornou ao Reino Unido para estudar primeiro com Perry Hart e, em seguida, na Guildhall School of Music and Drama com David Takeno, Pauline Scott e Micaela Comberti. Durante seus estudos, ela cofundou os grupos de câmara barrocos The Palladian Ensemble e Florilegium, e trabalhou com conjuntos de instrumentos de época, como o New London Consort e o London Baroque.

Podger frequentemente rege orquestras barrocas a partir do violino. Foi líder do Gabrieli Consort and Players e, posteriormente, do The English Concert, de 1997 a 2002, realizando extensas turnês, muitas vezes como solista nos concertos Le quattro stagioni e Grosso mogul de Vivaldi . Em 2004, assumiu a direção convidada da Orchestra of the Age of Enlightenment, iniciando com uma turnê pelos Estados Unidos com os Concertos de Brandemburgo de Bach . Atualmente, trabalha como diretora convidada da Arte dei Suonatori (Polônia), Musica Angelica e Santa Fe Pro Musica (ambas nos Estados Unidos) e como solista da Academy of Ancient Music.

Podger é professora de violino barroco na Guildhall School of Music and Drama e no Royal Welsh College of Music and Drama, e também leciona regularmente na Hochschule für Künste, em Bremen. Em setembro de 2008, assumiu a recém-criada Cátedra Micaela Comberti de violino barroco na Royal Academy of Music, em Londres, e posteriormente tornou-se professora de violino barroco na Real Academia Dinamarquesa de Música, em Copenhague. Em 2022, Podger foi eleita membro da Learned Society of Wales

Quando não está em turnê com várias orquestras e outros músicos clássicos, Podger trabalha com seu parceiro em Brecon, no centro do País de Gales, ajudando jovens músicos por meio do Mozart Music Fund, que ela fundou em 2006, além de realizar workshops e dar recitais. Em 2006, eles fundaram o Festival Barroco de Brecon, que acontece anualmente no penúltimo fim de semana de outubro".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

DISCO 05

01 - Sonata in A major, KV 305 - I. Allegro di molto
02 - Sonata in A major, KV 305 - II. Thema Andante grazioso
03 - Sonata in C major, KV 403 - I. Allegro moderato
04 - Sonata in C major, KV 403 - II. Andante
05 - Sonata in C major, KV 403 - III. Allegretto
06 - Sonata in B flat major, KV 31 - I. Allegro
07 - Sonata in B flat major, KV 31 - II. Tempo di minuetto Moderato
08 - Sonata in D major, KV 306 - I. Allegro con spirito
09 - Sonata in D major, KV 306 - II. Andantino cantabile
10 - Sonata in D major, KV 306 - III. Allegretto

DISCO 06

01 - Sonata in F major, KV 376 - I. Allegro
02 - Sonata in F major, KV 376 - II. Andante
03 - Sonata in F major, KV 376 - III. Rondeau Allegretto grazioso
04 - Sonata in C major, KV 296 - I. Allegro vivace
05 - Sonata in C major, KV 296 - II. Andante sostenuto
06 - Sonata in C major, KV 296 - III. Rondeau Allegro
07 - Sonata in G major, KV 27 - I. Andante poco Adagio
08 - Sonata in G major, KV 27 - II. Allegro. Minore
09 - Sonata in F major, KV 377 - I. Allegro
10 - Sonata in F major, KV 377 - II. Thema Andante
11 - Sonata in F major, KV 377 - III. Tempo di Menuetto

DISCO 07


01 - Allegro in B flat major, KV 372
02 - Six Variations in G minor 'Hщlas, j'ai perdu mon amant', KV 374b - Thema
03 - Six Variations in G minor 'Hщlas, j'ai perdu mon amant', KV 374b - Var. 1
04 - Six Variations in G minor 'Hщlas, j'ai perdu mon amant', KV 374b - Var. 2
05 - Six Variations in G minor 'Hщlas, j'ai perdu mon amant', KV 374b - Var. 3

(...)

21 - Twelve Variations in G major 'La Bergшre Cщlimшne', KV 374a - Var. 8
22 - Twelve Variations in G major 'La Bergшre Cщlimшne', KV 374a - Var. 9
23 - Twelve Variations in G major 'La Bergшre Cщlimшne', KV 374a - Var. 10
24 - Twelve Variations in G major 'La Bergшre Cщlimшne', KV 374a - Var. 11
25 - Twelve Variations in G major 'La Bergшre Cщlimшne', KV 374a - Var. 12

DISCO 08

01 - Sonata in B flat major, KV 10 - I. Allegro
02 - Sonata in B flat major, KV 10 - II. Andante
03 - Sonata in B flat major, KV 10 - III. Menuetto I & II
04 - Sonata in G major, KV 11 - I. Andante
05 - Sonata in G major, KV 11 - II. Allegro
06 - Sonata in G major, KV 11 - III. Menuetto - Allegro
07 - Sonata in A major, KV 12 - I. Andante
08 - Sonata in A major, KV 12 - II. Allegro
09 - Sonata in F major, KV 13 - I. Allegro
10 - Sonata in F major, KV 13 - II. Andante
11 - Sonata in F major, KV 13 - III. Menuetto I & II
12 - Sonata in C major, KV 14 - I. Allegro
13 - Sonata in C major, KV 14 - II. Allegro
14 - Sonata in C major, KV 14 - III. Menuetto I & II 'Carillon'
15 - Sonata in B flat major, KV 15 - I. Andante maestoso
16 - Sonata in B flat major, KV 15 - II. Allegro grazioso

Rachel Podger, violino
Gary Cooper, piano  

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sábado, 4 de abril de 2026

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Cello Sonata in D Minor, Op. 40 (Arr. V. Hertenstein for Viola & Piano) e Viola Sonata, Op. 147

 
Um disquinho, simplesmente, perfeito; daqueles para ouvir em momentos de quietude e introspecção. As obras aqui encontradas estão entre as minhas obras de câmara favoritas, junto com algumas de Schubert, Brahms, Schumann, Mendelssohn, Bartók e Beethoven. 

As duas obras foram escritas em momentos bastante distintos da trajetória de Shostakovich. O Op. 40, por exemplo, foi escrito em 1934. Quando da sua escrita, o compositor possuía apenas 28 anos de idade. O primeiro movimento equilibra lirismo e estrutura formal com notável clareza, enquanto o Allegro seguinte introduz uma energia quase sarcástica - um traço que se tornaria marca registrada do autor. O Largo, por sua vez, expõe uma introspecção rara, sustentada por linhas longas do violoncelo, antes de um final que mescla leveza e virtuosismo. O primeiro ganha contornos tão sensíveis, que nos faz pensar imediatamente em Brahms. 

Já o Op. 147, foi escrito em 1975, ou seja, no ano da morte do compositor. Sua linguagem é econômica, quase austera. Não há concessões: cada nota parece carregada de significado.

Dividida em três movimentos, a obra abandona qualquer exuberância juvenil. O primeiro movimento é meditativo, marcado por intervalos amplos e um senso de suspensão temporal. O segundo traz ecos grotescos, lembrando as danças distorcidas tão características de Shostakovich. Já o terceiro movimento - uma espécie de elegia - dialoga diretamente com o passado, incluindo referências a Ludwig van Beethoven, num gesto que soa como despedida.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

01. Cello Sonata in D Minor, Op. 40 (Arr. V. Hertenstein for Viola & Piano) I. Allegro non troppo
02. Cello Sonata in D Minor, Op. 40 (Arr. V. Hertenstein for Viola & Piano) II. Allegro
03. Cello Sonata in D Minor, Op. 40 (Arr. V. Hertenstein for Viola & Piano) III. Largo
04. Cello Sonata in D Minor, Op. 40 (Arr. V. Hertenstein for Viola & Piano) IV. Allegro
05. Viola Sonata, Op. 147 I. Moderato
06. Viola Sonata, Op. 147 II. Allegretto
07. Viola Sonata, Op. 147 III. Adagio

Veit Hertenstein, viola
Minze Kim, piano 

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Heinrich Schütz (1585-1672) - Motetten e Historia der Auferstehung Jesu Christi SWV 50


Após uma mudança de residência, fiquei alguns dias sem internet. A TIM só instalou minha internet ontem, após uma confusão com o endereço. O blog ficou alguns dias em silêncio; vamos seguir placidamente, tentando atualizar as postagens. Esta, por exemplo, era para ter saído na sexta. 

Abaixo, um texto de apoio:

A obra “História da Alegre e Vitoriosa Ressurreição de Nosso Único Salvador e Redentor Jesus Cristo”, composta por Heinrich Schütz em 1623, é considerada o primeiro oratório em língua alemã. Quando assumiu suas funções na corte de Dresden, em 1617, era tradição executar, durante a Páscoa, a História da Ressurreição de seu predecessor, Scandello. O novo mestre de capela apresentou essa obra em diversas ocasiões antes de decidir compor uma nova versão baseada no mesmo texto.

Heinrich Schütz (1585-1672) - 

Motetten
01. Weib, was weinest du SWV 443
02. Ich bin die Auferstehung, SWV 464
03. Ich weiß, daß mein Erlöser lebt, SWV 393
04. Singet dem Herrn ein neues Lied, SWV 35

Historia der Auferstehung Jesu Christi SWV 50
05. No. 1 Die Auferstehung unsers Herren Jesu Christi
06. No. 2 Da der Sabbat vergangen war, Maria Magdalena
07. No. 3 Maria aber stund vor dem Grabe und weinet draußen
08. No. 4 Da sie aber hingingen, siehe, da kamen etliche
09. No. 5 Und siehe, zweene aus ihnen gingen an demselbigen Tag
10. No. 6 Und sie stunden zu derselbigen Stunde auf
11. No. 7 Es war aber am Abend desselbigen Sabbats
12. No. 8 Gott sei dank! Victoria!

La Petite Bande
Sigiswald Kuijken, regente  

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphony No. 4 in C minor, Op. 43

Ano passado, fez cinquenta nos da morte de Dmitri Shostakovich. Este ano, haverá importante comemoração pelo seu nascimento. Shosta nasceu em 25 de setembro de 1906. Ou seja, em 2026, serão 120 anos do seu nascimento. Há largos motivos para comemorar o seu nascimento; afinal, Shostakovich foi uma das vozes mais importantes para a música do século XX. Ele é um dos meus compositores favoritos. Tenho uma grande admiração pelo tom pessimista e irônico de suas obras – e eu sei que não sou o único admirador do compositor.

Recordo-me que a primeira obra que escutei dele foi a Sinfonia No. 11, conhecida também como “O ano de 1905”, por fazer referência ao evento que se deu nesse mesmo ano, às portas do palácio do czar. O compositor reproduziu o combate entre a massa indignada e opressa do seu país contra as forças sequiosas por sangue do soberano do Império Russo.

Aquilo provocou em mim um forte efeito. A música poderosa; repleta de hiatos e tensões, com explosões espasmódicas em alguns momentos, deixou-me com uma impressão arrebatada. Foi paixão à primeira vista. De lá para cá, não deixo de visitar suas obras. Cada uma delas possui um sabor de história. Há um pano de fundo de medo, de pressão, de vigilância pelos algozes do estado soviético. Mais de setenta por cento de sua obra foi concebida durante o período stalinista.

Nesta postagem, encontramos a Sinfonia No. 4, outro trabalho que acabou sendo adiado à época em que foi escrito por receio do compositor de que as consequências de sua divulgação trariam problemas. De fato, o a Sinfonia No. 4 pode ser colocada na esteira de denúncia demolidora em que se encontra a Sinfonia No. 11 ou, por exemplo, a Sinfonia No. 10. Nesta postagem, aparece Kirill Kondrashin, alguém que conhecia profundamente as obras do compositor e era amigo do próprio de Shostakovich. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

01. Symphony No. 4 in C minor, Op. 43 - I. Allegro poco moderato 
02. Symphony No. 4 in C minor, Op. 43 - II. Moderato con moto 
03. Symphony No. 4 in C minor, Op. 43 - III. Largo, Allegro 

Moscow Philharmonic Orchestra

Kirill Kondrashin, regente 

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Nicolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) - The Tsar's Bride

Esta foi a primeira ópera que escutei de um dos patronos da música russa, Rimsky-Korsakov. Havia escutado anteriormente apenas aberturas de algums de suas óperas. Ao todo, o compositor escreveu 15 óperas ao longo de sua carreira. Suas obras, geralmente, abordam temas do folclore russo, ou dos contos de fadas ou de temas da história da Rússia. É o caso, por exemplo, de A ópera “The Tsar’s Bride” (“A Noiva do Czar”), que se preocupa em abordar o  realismo psicológico.

A obra se passa durante o reinado de Ivan IV, no século XVI,  um período marcado por autoritarismo, intrigas políticas e violência institucionalizada. Rimsky-Korsakov baseia-se em um episódio histórico envolvendo a escolha de uma esposa para o czar, prática comum na Rússia da época, em que jovens mulheres eram reunidas para serem avaliadas como possíveis consortes reais.

A trama gira em torno de Marfa, uma jovem inocente que é escolhida como noiva do czar, mas que se torna vítima de uma cadeia de manipulações e paixões obsessivas. Grigory Gryaznoy, um membro da oprichnina (a polícia secreta de Ivan IV), está apaixonado por ela, mas sua obsessão leva à tragédia quando um filtro amoroso acaba sendo confundido com veneno.

Diferente de muitas óperas do período, The Tsar’s Bride não depende de elementos sobrenaturais. O drama emerge inteiramente das ações humanas - ciúme, desejo, vingança - o que aproxima a obra de uma tradição mais realista.

The Tsar’s Bride é frequentemente considerada uma das óperas mais “humanas” de Rimsky-Korsakov. Ao abandonar o fantástico, ele se volta para a tragédia íntima, revelando uma maturidade dramática notável. A personagem de Marfa, em particular, tornou-se um dos grandes papéis do repertório soprano russo, explicitando como se davam os bastidores do poder, as suas intrigas, as tensões envolvidas, o controle, o amor não correspondido e o jogo perigoso em torno da moral. 

Nicolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) - 

DISCO 01

01 - 01. Overture
02 - 02. Act I. S uma neydyot krasavitsa [Gryaznoy]
03 - 03. Da vot i gosti [Gryaznoy, Chorus, Malyuta, Lykov, Bomelius]
04 - 04. Khozyain! Prikazal by ty [Malyuta, Gryaznoy, Chorus, Lykov, Bomelius]
05 - 05. Kak za rechen'koy yar khmel [Chorus, Malyuta, Gryaznoy, Bomelius]
06 - 06. Zdorovo, krestnitsa [Malyuta, Lyubasha, Chorus, Gryaznoy]
07 - 07. Bomeli [Gryaznoy, Bomelius, Lyubasha]
08 - 08. Zachem ty [Gryaznoy, Lyubasha]
09 - 09. Act II. Vot Bog privyol [Chorus, Boy]
10 - 10. Ish', vecher-to kakoy [Petrovna, Dunyasha, Marfa]
11 - 11. Akh, chto so mnoy [Marfa, Dunyasha, Lykov, Sobakin]

DISCO 02

01 - 01. Act II [concl.] Symphonic Intermezzo [Orchestra]
02 - 02. Razvedala [Lyubasha, Bomelius, Sobakin, Marfa, Dunyasha, Lykov]
03 - 03. Vot do chego ya dozhila [Lyubasha, Marfa, Sobakin, Lykov, Bomelius, Chorus]
04 - 04. Act III. Prelude [Orchestra]
05 - 05. Chto Gospoda gnevit' [
06 - 06. Skazhi, boyarin [Lykov, Gryaznoy]
07 - 07. A vot i myod [Sobakin, Domna Saburova, Lykov]
08 - 08. Neuzheli Dunyasha [Lykov, Gryaznoy]
09 - 09. Pobol'she zhenikhu [Gryaznoy]
10 - 10. Act IV. Zabylasya [Sobakin, Domna Saburova, Serving Girl, Stoker]Sobakin, Lykov, Gryaznoy]
11 - 11. Bol'shoy poklon boyarinu [Gryaznoy, Sobakin, Marfa, Domna Saburova, Chorus]
12 - 12. I sam ya nedostoinoyu rukoyu [Gryaznoy, Chorus, Domna Saburova, Dunyasha...
13 - 13. Ivan Sergeich, khochesh' [Marfa]
14 - 14. Net, net, ne sterpet' [Gryaznoy, Lyubasha, Marfa, Malyuta, Domna Saburova...

Bolshoi Theather Orchestra & Chorus
Fouat Mansourov, regente 

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Robert Schumann (1810-1856) - Carnaval, Op. 9 e Kreisleriana, Op. 16


 Abaixo, um texto sobre a Kresleriana:

Robert Schumann, o grande compositor romântico alemão, passou a juventude dividido entre a literatura e a música, até que se decidiu pelo piano. Mas sempre tentou unir suas duas paixões.

Foi no piano que Schumann escreveu sua melhor música. Profundamente ligadas ao romantismo literário e às aspirações de sua época, são para o piano obras-primas como “Carnaval”, as Peças de fantasia, os Estudos sinfônicos, a Fantasia em dó maior e aquela que eu considero a maior criação de Schumann: a “Kreisleriana”, um conjunto de oito peças características.

O nome vem de Johannes Kreisler, personagem do escritor alemão E.T.A. Hoffmann, talvez o romântico quintessencial. Kreisler é modelado por Hoffmann como um compositor antissocial, hipersensível, de comportamento imprevisível – praticamente o arquétipo do artista do século 19. (Brahms, quando jovem, se identificou tanto com o personagem xará que chegou a assinar suas primeiras obras como “Kreisler Junior”.)
Schumann mesmo, muito no estilo da época, tinha não-somente um pseudônimo, mas três: “Eusebius”, o Schumann sonhador; “Florestan”, o Schumann impetuoso; e “Mestre Raro”, uma espécie de super ego. Os três povoaram por muitos anos toda a produção schumanniana: escritos, artigos e principalmente sua música – “Carnaval” que o diga!

Nesta “Kreisleriana”, Schumann substitui o diálogo entre Eusebius e Florestan pelo comportamento cambiante de Kreisler. São oito peças semi-independentes, ao estilo de uma suíte, cada uma delas com partes internas bastante contrastantes. A obra começa animada, em “modo Florestan”, mas muito rapidamente torna-se reflexiva; é em “modo Eusebius” que a maior parte da obra se desenvolve.

A “Kreisleriana” é um poço de inovação: rítmica, melódica, harmônica. Os motivos, geralmente de desenho irregular, soam como se fossem música folclórica de outro planeta; de quando em quando surgem passagem mais “terrestres”, voluptuosas, líricas. O efeito é inigualável. Certamente pouquíssimos compositores foram tão originais quanto o Schumann das obras para piano.

Entre as alternâncias de humor, dezenas de momento ARREPIO. Penso particularmente no sexto movimento, dos trechos mais emocionantes de toda a literatura pianística. O final é saltitante mas profundamente enigmático, por vezes dramático. É bonito demais, é instigante demais, é moderno demais… e é de 1838!

Daqui

Robert Schumann (1810-1856) - 

01 - Carnaval, Op. 9_ No. 1, Préambule
02 - Carnaval, Op. 9_ No. 2, Pierrot
03 - Carnaval, Op. 9_ No. 3, Arlequin
04 - Carnaval, Op. 9_ No. 4, Valse noble
05 - Carnaval, Op. 9_ No. 5, Eusebius
06 - Carnaval, Op. 9_ No. 6, Florestan
07 - Carnaval, Op. 9_ No. 7, Coquette
08 - Carnaval, Op. 9_ No. 8, Réplique
09 - Carnaval, Op. 9_ Sphinxes Nos. 1-3
10 - Carnaval, Op. 9_ No. 9, Papillons
11 - Carnaval, Op. 9_ No. 10, Lettres dansantes
12 - Carnaval, Op. 9_ No. 11, Chiarina
13 - Carnaval, Op. 9_ No. 12, Chopin
14 - Carnaval, Op. 9_ No. 13, Estrella
15 - Carnaval, Op. 9_ No. 14, Reconnaissance
16 - Carnaval, Op. 9_ No. 15, Pantalon et colombine
17 - Carnaval, Op. 9_ No. 16, Valse allemande - No. 17, Paganini
18 - Carnaval, Op. 9_ No. 18, Aveu
19 - Carnaval, Op. 9_ No. 19, Promenade
20 - Carnaval, Op. 9_ No. 20, Pause
21 - Carnaval, Op. 9_ No. 21, Marche des Davidsbündler contre les Philistins
22 - Kreisleriana, Op. 16_ I. Äußerst bewegt
23 - Kreisleriana, Op. 16_ II. Sehr innig und nicht zu rasch
24 - Kreisleriana, Op. 16_ III. Sehr aufgeregt
25 - Kreisleriana, Op. 16_ IV. Sehr langsam
26 - Kreisleriana, Op. 16_ V. Sehr lebhaft
27 - Kreisleriana, Op. 16_ VI. Sehr langsam
28 - Kreisleriana, Op. 16_ VII. Sehr rasch
29 - Kreisleriana, Op. 16_ VIII. Schnell und spielend

Míceál O'Rourke, piano 

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terça-feira, 31 de março de 2026

Sound The Trumpet - Royal Music of Purcell & Handel


Curiosamente, este disco estava comigo para ser postado desde março de 2023. Três anos de espera. O disco é excelente. Traz o especialista em música barroco Trevor Pinnock e a trompetista inglesa Alison Blossom. A música é a de Purcell e a de Handel. Ou seja, dois dos mais importantes compositores que já pisaram na Bretanha.

Purcell é considerado o maior o maior compositor inglês do período barroco. Há quem diga que – quiçá – ele seja o maior compositor inglês de todos os tempos. Sobre isso, eu penso que há outros nomes que podem concorrer ao posto, mas deixa pra lá.

Purcell destacou-se por sua capacidade de sintetizar influências francesas e italianas com a tradição musical inglesa. Sua obra abrange música sacra, instrumental e teatral, com especial ênfase na relação entre música e texto.

Do outro lado, aparece o alemão mais inglês que já andou por aqueles rincões da Bretanha – Georg Friedrich Handel. Nascido em 1685 na Alemanha, Handel teve uma formação internacional, passando pela Itália antes de se estabelecer definitivamente em Londres. Ao contrário de Purcell, cuja carreira foi essencialmente inglesa, Handel trouxe consigo uma bagagem cosmopolita que moldaria profundamente o cenário musical britânico.

Naturalizado britânico em 1727, Handel tornou-se uma figura dominante na vida musical londrina, especialmente no campo da ópera italiana e, posteriormente, do oratório em língua inglesa.

Purcell é o compositor que procurou construir uma síntese dos elementos nacionais, profundamente enraizado na cultura inglesa e inovador em sua abordagem da linguagem musical local. Já Handel é o arquiteto de uma tradição internacional em solo britânico, trazendo o refinamento italiano e a solidez germânica para um público cosmopolita. Neste disco, encontramos a beleza e eloquência das composições dos dois compositores.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Handel _ Arr Pinnock_ Amidigi di Gaula, HWV 11, Act 3_ Sento la goia
02. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 1_ Overture
03. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 1_ Come if you dare
04. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 5_ Symphony
05. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 2_ Shepherd,
06. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 5_ Round thy shores
07. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 5_ Trumpet Tune
08. Purcell _ Arr Balsom_ King Arthur Suite, Z. 628, Act 5_ Fairest isle
09. Handel _ Arr Balsom_ Atalanta, HWV 35_ Overture
10. Handel _ Arr Balsom_ Birthday Ode for Queen Anne, HWV 74_ _Eternal Source of Light Divine_
11. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629 - Suite of Musicks and Dances, Act 4_ Symphony
12. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629 - Suite of Musicks and Dances_ Rondo
13. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629 - Suite of Musicks and Dances, Act 1_ Jig
14. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629 - Suite of Musicks and Dances, Act 5_ Prelude
15. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629 - Suite of Musicks and Dances, Act 5_
16. Purcell _ Arr Balsom_ Come Ye Sons of Art, Z. 323_ Sound the trumpet (countertenor)
17. Handel _ Arr Pinnock_ Water Music, Suite in D Major, HWV 349_ I. Overture
18. Handel _ Arr Pinnock_ Water Music, Suite in D Major, HWV 349_ II. Gigue (Allegro)
19. Handel _ Arr Pinnock_ Water Music, Suite in D Major, HWV 349_ III. Minuet (Aria)
20. Handel _ Arr Pinnock_ Water Music, Suite in D Major, HWV 349_ IV. Bourrée
21. Handel _ Arr Pinnock_ Water Music, Suite in D Major, HWV 349_ V. March No. 2
22. Purcell _ Arr Balsom_ The Fairy Queen, Z. 629, Act 5_ _The plaint_
23. Handel _ Arr Pinnock & Balsom_ Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major_ I. Adagio
24. Handel _ Arr Pinnock & Balsom_ Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major_ II. Allegro
25. Handel _ Arr Pinnock & Balsom_ Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major_ III. Siciliana (Largo)
26. Handel _ Arr Pinnock & Balsom_ Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major_ IV. Vivace

The English Concert

Trevor Pinnock, regente
Alison Balson, trompete 

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segunda-feira, 30 de março de 2026

Gerald Resch (1975 - ) - String Quartet No. 3 "Attacca" e Ludwig van Beethoven (1770-1827) - String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59

"Uma das obras mais brilhantes da literatura para quartetos, uma nova e empolgante composição inspirada nela e um conjunto virtuoso premiado: o álbum Attacca, do Quarteto Aris, irrompe com energia desde o primeiro instante.

Amplamente reconhecido por distinções como o “Echo Rising Stars” de 2019, o prêmio da Borletti-Buitoni Trust e o título de “New Generation Artists” de 2018, o Quarteto Aris propõe um diálogo entre o Quarteto “Russo”, Op. 59 nº 1, de Beethoven, e o Quarteto de Cordas nº 3 de Gerald Resch.

A proposta de Resch foi construir uma espécie de “propriedade adjacente” à obra de Beethoven. Com interpretação refinada, o Quarteto Aris evidencia com clareza tanto as conexões quanto os contrastes entre as duas composições".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Resch: String Quartet No. 3 "Attacca": I. Ritornello unisono - Attacca transizioni
02. Resch: String Quartet No. 3 "Attacca": II. Ritornello a quattro voci - Attacca perpetuum mobile
03. Resch: String Quartet No. 3 "Attacca": III. Ritornello duetti - Attacca arioso
04. Resch: String Quartet No. 3 "Attacca": IV. Attacca ritornello canon - Attacca finale
05. Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1: I. Allegro
06. Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1: II. Allegretto vivace e sempre scherzando
07. Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1: III. Adagio molto e mesto
08. Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1: IV. Thème russe. Allegro

Aris Quartett 

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domingo, 29 de março de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Complete Sonatas for Keyboard and Violin (CDs 1, 2, 3 & 4 de 8)


Um correria sem limites nesses últimos dias. Não consegui realizar a costumeira postagem dominical. Ela sairá na segunda, mas com efeitos retroativos. Abaixo, segue um pequeno texto de apresentação do disco:

"A gravadora Channel Classics relança a caixa com oito CDs dedicada às Sonatas completas para piano e violino de Mozart. Nas mãos de Rachel Podger e Gary Cooper, obras de reconhecida complexidade ganham leveza, espírito e elegância - em uma gravação pioneira, realizada integralmente com instrumentos de época.

A seleção, que reúne sonatas dos períodos inicial, intermediário e final do compositor, oferece um panorama equilibrado da produção de Mozart para violino e piano. Cada peça se destaca por sua individualidade, funcionando como um retrato momentâneo da evolução artística e pessoal do compositor.

À época dos lançamentos originais, a revista Gramophone afirmou ser “impossível ignorar a individualidade, a vitalidade e o comprometimento das interpretações”. Já a BBC Music Magazine destacou tratar-se de “performances caracteristicamente inteligentes e perspicazes”.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

DISCO 01

01 - Sonata in G major, KV 379 - I. Adagio
02 - Sonata in G major, KV 379 - II. Allegro
03 - Sonata in G major, KV 379 - III. Thema Andantino cantabile
04 - Sonata in C major, KV 6 - I. Allegro
05 - Sonata in C major, KV 6 - II. Andante
06 - Sonata in C major, KV 6 - III. Menuet I & II
07 - Sonata in C major, KV 6 - IV. Allegro molto
08 - Sonata in F major, KV 547 - I. Andantino cantabile
09 - Sonata in F major, KV 547 - II. Allegro
10 - Sonata in F major, KV 547 - III. Thema Andante
11 - Sonata in B flat major, KV 378 - I. Allegro moderato
12 - Sonata in B flat major, KV 378 - II. Andantino sostenuto e cantabile
13 - Sonata in B flat major, KV 378 - III. Rondeau Allegro

DISCO 02

01 - Sonata in C major, KV 303 - I. Adagio - Molto allegro
02 - Sonata in C major, KV 303 - II. Tempo di Menuetto
03 - Sonata in D major, KV 7 - I. Allegro molto
04 - Sonata in D major, KV 7 - II. Adagio
05 - Sonata in D major, KV 7 - III. Menuet I & II
06 - Sonata in G major, KV 301 - I. Allegro con spirito
07 - Sonata in G major, KV 301 - II. Allegro
08 - Sonata in F major, KV 30 - I. Adagio
09 - Sonata in F major, KV 30 - II. Rondeau
10 - Sonata in E flat major, KV 481 - I. Molto allegro
11 - Sonata in E flat major, KV 481 - II. Adagio
12 - Sonata in E flat major, KV 481 - III. Allegretto

DISCO 03

01 - Sonata in B flat major, KV 454 - I. Largo
02 - Sonata in B flat major, KV 454 - II. Allegro
03 - Sonata in B flat major, KV 454 - III. Andante
04 - Sonata in B flat major, KV 454 - IV. Allegretto
05 - Sonata in C major, KV 28 - I. Allegro maestoso
06 - Sonata in C major, KV 28 - II. Allegro grazioso
07 - Andante & Fugue in A major, KV 402 - I. Andante, ma un poco adagio
08 - Andante & Fugue in A major, KV 402 - II. Allegro moderato
09 - Andante & Allegretto in C major, KV 404 - I. Andante
10 - Andante & Allegretto in C major, KV 404 - II. Allegretto
11 - Sonata in B flat major, KV 8 - I. Allegro
12 - Sonata in B flat major, KV 8 - II. Andante grazioso
13 - Sonata in B flat major, KV 8 - III. Menuet I & II
14 - Sonata in E flat major, KV 380 - I. Allegro
15 - Sonata in E flat major, KV 380 - II. Andante con moto
16 - Sonata in E flat major, KV 380 - III. Rondeau Allegro

DISCO 04

01 - Sonata in E flat major, KV 302 - I. Allegro
02 - Sonata in E flat major, KV 302 - II. Rondeau Andante grazioso
03 - Sonata in G major, KV 9 - I. Allegro spiritoso
04 - Sonata in G major, KV 9 - II. Andante
05 - Sonata in G major, KV 9 - III. Menuet I & II
06 - Sonata in E minor, KV 304 - I. Allegro
07 - Sonata in E minor, KV 304 - II. Tempo di Menuetto
08 - Sonata in D major, KV 29 - I. Allegro molto
09 - Sonata in D major, KV 29 - II. Menuetto and Trio
10 - Sonata in A major, KV 526 - I. Molto allegro
11 - Sonata in A major, KV 526 - II. Andante
12 - Sonata in A major, KV 526 - III. Presto

Rachel Podger, violino
Gary Cooper, piano 

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sábado, 28 de março de 2026

Johannes Brahms (1833-1897) - Violin Concerto in D major Op. 77 e Robert Schumann (1810-1856) - Violin Concerto in D minor WoO 23

O Concerto para violino e orquestra, o Opus 7, de Brahms, é um espetáculo. Um verdadeiro monumento. Foi escrito em 1878. O Concerto de Brahms é fruto de uma colaboração intensa com o grande violinista da época, Joseph Joachim. Mais do que um intérprete, Joachim foi conselheiro técnico e artístico - ajudando Brahms a escrever uma parte de violino que fosse desafiadora, mas idiomática. 
 
À primeira audição, o concerto pode soar grandioso, até “sinfônico”. E não é por acaso: Brahms, já consagrado, tratou a orquestra como protagonista tanto quanto o solista. Isso rompe com a tradição mais virtuosística dos concertos anteriores, nos quais o violino frequentemente brilha sozinho. Brahms procura seguir a tradição deixada por Beethoven, cujo concerto para violino era um modelo quase intocado.
 
Já o Concerto para violino - menos conhecido que o de Brahms. Escrito em 1853, tem uma trajetória quase novelesca. Também dedicado a Joseph Joachim, ele foi composto em um período delicado da vida do compositor, pouco antes de sua internação devido a problemas de saúde mental.

Joachim, juntamente com Clara Schumann e o próprio Brahms, decidiu não divulgar a obra. Acreditava-se que ela refletia o estado mental fragilizado de Schumann e poderia prejudicar sua reputação. O manuscrito permaneceu guardado por décadas.

A peça só veio a público em 1937, em um contexto controverso: foi promovida na Alemanha durante o regime nazista, em parte como alternativa “germânica” ao repertório de origem judaica (como o concerto de Mendelssohn). Apesar desse uso político, a obra ganhou vida própria.

Musicalmente, o concerto de Schumann foge ao brilho virtuosístico tradicional. O primeiro movimento é denso e introspectivo; o segundo, profundamente lírico; e o terceiro traz uma dança peculiar, quase mecânica, que por muito tempo foi mal compreendida.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 - Violin Concerto in D major Op. 77 I. Allegro non troppo
02 - Violin Concerto in D major Op. 77 II. Adagio
03 - Violin Concerto in D major Op. 77 III. Allegro giocoso ma non troppo vivace
04 - Violin Concerto in D minor WoO 23 I. In kraftigem, nicht zu schnellen tempo
05 - Violin Concerto in D minor WoO 23 II. Langsam
06 - Violin Concerto in D minor WoO 23 III. Lebhaft, doch nicht schnell

Bournemouth Symphony Orchestra
Pietari Inkinen, regente
Ilia Kaler, violino 

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sexta-feira, 27 de março de 2026

Jazz - Charles Mingus (1922-1979) - Mingus Ah Um (1959)

Texto de apresentação do disco:

"O álbum de estreia de Charles Mingus pela Columbia, Mingus Ah Um, é uma impressionante síntese do talento do contrabaixista e, provavelmente, o melhor ponto de partida para iniciantes. Embora haja argumentos sólidos para considerar The Black Saint and the Sinner Lady como sua obra-prima, esse trabalho não possui a mesma acessibilidade imediata nem a precisão de faixas individualmente lapidadas que marcam Ah Um.

As composições e arranjos de Mingus sempre se destacaram pelo foco rigoroso, incorporando a espontaneidade individual a uma consistência firme de atmosfera — abordagem que atinge um ápice de coesão em Mingus Ah Um. O grupo reúne músicos experientes no universo do artista, como os saxofonistas John Handy, Shafi Hadi e Booker Ervin; os trombonistas Jimmy Knepper e Willie Dennis; o pianista Horace Parlan; e o baterista Dannie Richmond. Suas execuções precisas sustentam um conjunto que pode ser considerado um dos mais ricos e emocionalmente variados da carreira de Mingus.

Pelo menos três faixas se tornaram clássicos instantâneos. Entre elas, “Better Get It in Your Soul”, marcada por uma energia espiritual contagiante em compasso 6/8 e por vibrantes intervenções inspiradas no gospel. Já “Goodbye Pork Pie Hat” surge como uma elegia lenta e elegante em homenagem a Lester Young, falecido pouco antes das gravações. Em contraste, “Fables of Faubus” apresenta uma crítica mordaz ao governador segregacionista do Arkansas, Orval Faubus, retratado musicalmente como um personagem caricatural - embora a letra original, censurada à época, só tenha sido revelada posteriormente.

Outro destaque é “Boogie Stop Shuffle”, frequentemente subestimada, mas carregada de um swing agressivo. O álbum também presta tributos a importantes influências de Mingus: “Open Letter to Duke”, inspirada em Duke Ellington, e “Jelly Roll”, uma homenagem singular ao pioneiro do jazz Jelly Roll Morton.

Embora seja impossível apontar um único disco de Mingus como definitivo, Mingus Ah Um é, sem dúvida, o que mais se aproxima desse título".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Charles Mingus (1922-1979) - 

01. Better Git It In Your Soul
02. Goodbye Pork Pie Hat
03. Boogie Stop Shuffle
04. Self-Portrait In Three Colors
05. Open Letter To Duke
06. Bird Calls
07. Fables Of Faubus
08. Pussy Cat Dues
09. Jelly Roll
10. Pedal Point Blues (Bonus track)
11. Gg Train (Bonus track)
12. Girl Of My Dreams (Bonus track)  

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Richard Strauss (1864-1949) - Also Sprach Zarathustra, Op. 30, TrV 176, Tod und Verklärung, Op. 24, TrV 158, Till Eulenspiegels Lustige Streiche, Op. 28, TrV 171 e Salome, Op. 54, TrV 215 - Dance Of The Seven Veils

 
 
Quem visita este espaço já teve a percepção de que gosto bastante dos poemas sinfônicos de Richard Strauss. A força orquestral, o brilho, a potência, a evocação extraordinária de elementos literários e filosóficos são as razões da atração. Outro dia, estava indo para o trabalho pela manhã. Caminhava pela Asa Sul, aqui em Brasília. Observava as árvores. Os carros apressados que passavam. As pessoas alheias à minha admiração absorta. 

Estava a ouvir "Morte e Transfiguração". A certa altura, aquela música bonita, poderosa, cheia de  poéticos, deixou-me profundamente emocionado. Naquele momento, a vida ganhou um sabor especial. Foi atingido pelos efeitos extraordinários da música. 

Abaixo, algumas palavras do texto de apresentação do disco:

"Após o reconhecimento da crítica pela gravação de estreia mundial de Funeral Song, de Stravinsky, a Orquestra do Festival de Lucerna e o maestro Riccardo Chailly voltam a colaborar em um novo projeto que reúne algumas das mais importantes obras do repertório orquestral de Richard Strauss. Entre os destaques estão Also sprach Zarathustra e Till Eulenspiegel, em registro ao vivo realizado no concerto de abertura do Festival de Lucerna de 2017". 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Richard Strauss (1864-1949) - 

Also Sprach Zarathustra, Op. 30, TrV 176

01. 1. Einleitung (Sonnenaufgang)
02. 2. Von den Hinterweltlern
03. 3. Von der großen Sehnsucht
04. 4. Von den Freuden und Leidenschaften
05. 5. Das Grablied
06. 6. Von der Wissenschaft
07. 7. Der Genesende
08. 8. Das Tanzlied
09. 9. Nachtwandlerlied

Tod und Verklärung, Op. 24, TrV 158

10. 1. Largo
11. 2. Allegro molto agitato
12. 3. Meno mosso
13. 4. Moderato
14. Till Eulenspiegels Lustige Streiche, Op. 28, TrV 171
15. Salome, Op. 54, TrV 215 - Dance Of The Seven Veils

Lucerne Festival Orchestra
Riccardo Chailly, regente 

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quinta-feira, 26 de março de 2026

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Suites Nos. 1 & 2; Symphonic Dances

Sergei Rahmaninov foi um pianista prodigioso. Dizem que tinha mãos enormes, o que permitia realizar performances impressionantes. A famosa extensão de suas mãos permitiu acordes amplos e texturas densas que se tornaram marca registrada. Além de exímio pianista, escreveu obras imortais como os seus quatro concertos para piano. Neste disco, encontramos suas duas Suítes para piano e a transcrição para piano de uma das suas principais obras - as Danças Sinfônicas.

A Primeira Suíte, também chamada Fantaisie-Tableaux, é quase pictórica. Inspirada em poesia e imagens evocativas, cada movimento funciona como um quadro sonoro - com atmosferas que vão do misterioso ao dramático. Já a Segunda Suíte, mais madura e tecnicamente brilhante, abandona o caráter descritivo e mergulha numa escrita mais estruturada, destacando ritmo, virtuosismo e clareza formal. 

E, por fim, a terceira obra - uma das composições de que mais gosto do compositor - é o Op. 45. É uma das suas últimas obras escritas. A obra condensa elementos autobiográficos. Há referências a temas anteriores, ecos da liturgia ortodoxa russa e uma tensão constante entre vida e morte. O último movimento, em particular, contrapõe o sombrio Dies Irae - tema recorrente em sua obra - a uma melodia luminosa, sugerindo redenção. 

Quando escuto Rach, fico com a sensação de que estou ouvindo alguém da época de Beethoven, Schubert ou Schumann em pleno século XX. Embora sua obra olhe para trás, ele demonstra ter consciência do período em que se encontrava. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - 

01 Bacarolle
02 La nuit-L'amour
03 Les larmes
04 Paques
05 Introduction alla marcia
06 Valse (Presto)
07 Romance Andantino
08 Tarantelle (Presto)
09 Non Allegro - Lento - Tempo1
10 Andante con moto (Tempo di valse)
11 Lento assai-Allegro vivace-Lento assai-Allego vivace

Howard Shelley, piano
Hilary Macnamara, piano 

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