Mostrando postagens com marcador Carl Orff. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carl Orff. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de junho de 2026

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana


A 10 de Julho de 1895, nascia Carl Orff em Munich, vindo a falecer em sua cidade natal a 29 de Março de 1982, com quase 87 anos.Hoje, há quase 10 anos de sua morte, a sua música continua a cada dia mais viva. Sua trajetória começou aos 5 anos, quando iniciou seus estudos de violoncelo e piano. Mas a sua marca somente começa a surgir após 1931, quando resolve colocar em prática uma idéia brilhante, que veio a se chamar "SCHULWERK", ou seja, o desenvolvimento de um método de educação musical, fundamentado no ritmo, na expressão corporal e na dança. Partindo desta concepção, Orff desenvolveu um instrumental específico, a fim de impulsionar o desenvolvimento musical dos alunos. Este método teve tanta repercussão, que hoje já se encontra traduzido em 14 idiomas, envolvendo a música de diversos países, transformando-o assim num método universal em todos os sentidos.
 
A partir de 1936, Orff dedica-se à composição das grandes obras, que o colocariam ainda mais acima, em seu próprio pedestal. Suas obras obtiveram enorme repercussão, chamando a atenção dos principais diretores, coreógrafos e maestros do mundo. Algumas obras tornaram-se mais conhecidas, como é o caso das óperas: "DIE KLUGE" (A Astuta), traduzida em 9 idiomas e "ANTIGONAE", das cantatas: "CATULLI CARMINA", "TRIUNFO Dl AFRODITE" e a mais popular de todas, "CARMINA BURANA". Estas três cantatas compõem um triplico teatral. Carmina Burana, foi a primeira e a mais popular de suas obras, composta entre 1935 e 1936, estrelando em Frankfurt a 8 de Junho de 1937, com absoluto sucesso. Reúne textos de diversas canções de "CARMINA BURANA", uma série de poemas profanos escritos por monges alemães, do monastério Bavariano, datados do XIII século, escritos em língua alemã, francês arcaico e latim.ORFF escreveu duas versões de "CARMINA BURANA", a principal e a preferida do autor, é escrita para grande orquestra, coro, solistas e coro de meninos, composta em 1936. 

Texto completo aqui 

Carl Orff (1895-1982) - 

01 - Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi, Empress of the World_
02 - Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi_ Fortune plango vulnera
03 - Carmina Burana - I. Primo Vere_ Veris leta facies (Remastered 202
04 - Carmina Burana - I. Primo Vere_ Omnia Sol temperat (Remastered 20
05 - Carmina Burana - I. Primo Vere_ Ecce gratum (Remastered 2022, Ver
06 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Tanz, Dance (Remastered 2022, Vers
07 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Floret silva nobilis (Remastered 2
08 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Chramer, gip die varwe mir (Remast
09 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Reie, Round dance (Remastered 2022
10 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Swaz hie gat umbe (Remastered 2022
11 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Chume, chum, geselle min! Swaz hie
12 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Were diu werlt alle min (Remastere
13 - Carmina Burana - II. In Taberna_ Estuans interius (Remastered 202
14 - Carmina Burana - II. In Taberna_ Olim lacus colueram (Remastered
15 - Carmina Burana - II. In Taberna_ Ego sum abbas (Remastered 2022,
16 - Carmina Burana - II. In Taberna_ In taberna quando sumus (Remaste
17 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Amor volat undique (Remastered 20
18 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Dies, nox et omnia mihi sunt cont
19 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Stetit puella (Remastered 2022, V
20 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Circa mea pectora multa sunt susp
21 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Si puer cum puellula (Remastered
22 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Veni, veni, venias (Remastered 20
23 - Carmina Burana - Cour d’amours_ In trutina mentis dubia (Remaster
24 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Tempus est iocundum (Remastered 2
25 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Dulcissime (Remastered 2022, Vers
26 - Carmina Burana - Blanziflor et Helena_ Ave formossissima (Remaste
27 - Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi_ O Fortuna (Remastered

Bavarian Radio Symphony Orchestra
Bavarian Radio Chorus

Eugen Jochum, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Joshua Bell - Voice of the Violin

Texto de apresentação do disco: 

"Temo que isso ainda subestime a qualidade etérea com que Bell extrai notas musicais vivas de seu Stradivarius. A comunhão espiritual que se estabelece entre um virtuose e seu instrumento é o que torna possível a conexão entre intérprete e ouvinte. O instrumento transforma-se em uma voz singular, capaz de transmitir a essência da música - ela própria uma extensão do compositor. Quando essa relação é pura, sua qualidade torna-se imensurável e indizível, comunicando-se apenas entre espíritos, e alcançando plenitude ainda maior nas mãos de uma alma afim. Joshua Bell possui exatamente esse tipo de vínculo: não apenas entre o autor da obra e a excelência do instrumento, mas também entre o compositor e o público. Bell se destaca como a ponte perfeita entre todos eles.

Constantemente incentivados a “cantar” através de seus instrumentos, músicos de cordas naturalmente buscam reproduzir o mais belo de todos os instrumentos musicais: a voz humana. Não surpreende, portanto, que desejem literalmente colocar os dedos sobre os tesouros do repertório vocal. Joshua Bell apropriou-se de algumas das mais célebres canções e árias operísticas, de Mozart aos românticos, passando por Orff. Lentamente conduzidas, sustentadas, líricas e, sim, profundamente “cantáveis”, essas melodias sedutoras e de ampla carga emocional adaptam-se com extraordinária naturalidade ao violino.

Grande parte dos arranjos leva a assinatura de J.A.C. Redford, conhecido compositor de cinema e televisão. E, de fato, as cordas pulsantes e as modulações abruptas típicas de trilhas sonoras permeiam suas orquestrações, em contraste surpreendente com a linguagem original dos compositores. Em “Beau soir”, de Debussy, o pianista Frederic Chiu acompanha Bell com tamanha sensibilidade que se chega a desejar que o piano tivesse substituído a orquestra em todas as canções. As transcrições violinísticas da linha vocal permanecem fiéis aos originais, exceto pelo hábito quase compulsivo de Redford de adicionar oitavas nas repetições e saltar do registro mais grave ao mais agudo.

Naturalmente, Bell executa tudo isso com maestria — e é justamente a interpretação o grande destaque. Seu timbre é arrebatadoramente belo: quente nas cordas graves, luminoso nos registros agudos e sempre intensamente expressivo. Seu amor pela música e sua compreensão instintiva de sua simplicidade interior, de seu anseio romântico e de seu ardor apaixonado atingem diretamente o coração do ouvinte.

Na única participação violinística autenticamente escrita para o instrumento, o obbligato de “Morgen!”, de Richard Strauss, Bell divide a cena com a soprano Anna Netrebko, dona de uma voz dourada. Inicialmente intensa em excesso, ela gradualmente se entrega a um desfecho mágico e sereno".  

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Vocalise, Op. 34, No. 14 (Rachmaninoff) (5:51)
02. Ave Maria (Schubert) (4:43)
03. Pourquoi me reveiller from Werther (Massenet) (2:37)
04. Apres un reve, Op. 7, No. 1 (Faure) (2:50)
05. Song To The Moon from Rusalka (Dvorak) (5:28)
06. Laudate Dominum from Vesperae solennes de confessore (Mozart) (4:43)
07. None But The Lonely Heart, Op. 6/6 (Tchaikovsky) (2:51)
08. Una Furtiva Lagrima from L'Elisir d'Amore (Donizetti) (4:17)
09. In trutina from Carmina Burana (Orff) (2:34)
10. May Breezes from Songs without Words, Op. 62, No. 1 (Mendelssohn) (2:18)
11. Beau soir (Debussy) (2:32)
12. Estrellita (Ponce) (3:16)
13. Nana (Bercuese) from Siete conciones populares Espanolas (De Falla) (2:12)
14. Je crois entendre encore from The Pearl Fishers (Bizet) (3:31)
15. Morgen! Op. 27, No. 4 (R. Strauss) (3:41)

Joshua Bell, violino

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

Quando, na narrativa da história da música do século XX, o conceito de progresso ganha uma importância exagerada, muitas obras acabam excluídas dos registros por não terem nada de novo a dizer. A constatação é do jornalista Alex Ross, no livro O resto é ruído. Para ele, essas peças, não raro, são justamente aquelas que conquistaram um público mais amplo – e, por conta disso, acabaram-se formando dois repertórios distintos no período: um intelectual e outro popular. Exemplo bem-acabado do último grupo é a cantata Carmina Burana, de Carl Orff, uma das mais executadas obras entre as escritas no século XX, dona de uma popularidade nem sempre perdoada pelo establishment musical do período.

Foi às vésperas de completar 40 anos que Carl Orff teve seu primeiro contato com uma edição dos anos 1870 de Carmina Burana, coletânea de poemas e textos dramáticos dos séculos XI e XII, a maior parte escrita por jovens clérigos que, com eles, satirizavam alguns preceitos ligados às doutrinas da Igreja Católica. Ajudado por Michel Hofmann, aluno de direito e estudioso do latim e do grego, o compositor selecionou 24 trechos do livro. A seleção contemplou temas dos mais variados, como a superficialidade da sorte e da riqueza, a natureza efêmera da vida, a primavera, os desejos sexuais, os riscos da bebida e do jogo, e assim por diante.

Inspirado por essas passagens, Orff resolveu escrever o que chamou de uma cantata cênica, para grande orquestra, coro, tenor, soprano e barítono solistas. Do ponto de vista musical, a base da obra é a investigação rítmica – o que, para alguns estudiosos, resulta do impacto provocado pela audição de Les noces, de Igor Stravinsky, com quem o compositor aprendera também lições de orquestração. Já o estilo de canto oscila entre passagens de enorme dificuldade técnica e outras que se assemelham à declamação. Os detratores de Orff, por sua vez, chamariam atenção – e alguns o fazem ainda hoje – para a falta de ousadia na construção harmônica da obra. 

Empolgado com a estreia da peça em Frankfurt, em junho de 1937, Orff escreveria a seu editor dizendo que todas as suas composições anteriores poderiam ser destruídas. “Minha obra completa começa apenas agora.” O entusiasmo era compreensível – Carmina Burana foi um sucesso de público e, desde então, seria interpretada regularmente mundo afora, celebrada por seu estilo direto e envolvente – e criticada, por essa mesma razão, por autores como o próprio Ross, que, anos antes de lançar O resto é ruído, escreveu no New York Times que o fato de a obra “ter aparecido em centenas de filmes e comerciais de televisão é prova de que ela não carrega nenhuma mensagem diabólica, ou melhor, de que não carrega mensagem alguma”.

Texto completo aqui 

Carl Orff (1895 - 1982) - Carmina Burana

01 - Carmina Burana_ I. O Fortuna
02 - Carmina Burana_ II. Fortune plango vulnera
03 - Carmina Burana_ III. Veris leta facies
04 - Carmina Burana_ IV. Omnia sol temperat
05 - Carmina Burana_ V. Ecce gratum
06 - Carmina Burana_ VI. Dance
07 - Carmina Burana_ VII. Floret silva nobilis
08 - Carmina Burana_ VIII. Chramer, gip die varwe mir
09 - Carmina Burana_ IX. Reie ‒ Swaz hie gat umbe ‒ Chume, chum geselle min
10 - Carmina Burana_ X. Were diu werlt alle min
11 - Carmina Burana_ XI. Estuans interius
12 - Carmina Burana_ XII. Olim lacus colueram
13 - Carmina Burana_ XIII. Ego sum abbas
14 - Carmina Burana_ XIV. In taberna quando sumus
15 - Carmina Burana_ XV. Amor volat undique
16 - Carmina Burana_ XVI. Dies, nox et omnia
17 - Carmina Burana_ XVII. Stetit puella
18 - Carmina Burana_ XVIII. Circa mea pectora
19 - Carmina Burana_ XIX. Si puer cum puellula
20 - Carmina Burana_ XX. Veni, veni, venias
21 - Carmina Burana_ XXI. In trutina
22 - Carmina Burana_ XXII. Tempus est iocundum
23 - Carmina Burana_ XXIII. Dulcissime
24 - Carmina Burana_ XXIV. Ave formosissima
25 - Carmina Burana_ XXV. O Fortuna

Münchner Philharmoniker
Alain Altinoglu, regente

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sábado, 15 de novembro de 2025

Carl Orff (1895 - 1982) - Carmina Burana

"Uma curiosidade que muitos apreciadores da chamada “música erudita” nunca pararam para pesquisar é qual a peça clássica mais ouvida desde que foi gravada pela primeira vez. Segundo o jornal inglês The Telegraph1, trata-se do coro que abre e fecha a cantata2 Carmina Burana do compositor Carl Orff (1895-1982), nascido em Munique, Alemanha. Composta para o palco, geralmente é apresentada como oratório de concerto – embora seu tema nada tenha de sagrado, como sugere seu subtítulo: Cantiones profanae.

Carmina Burana, composta em 1936, imortalizou o seu compositor, mas, na verdade, é a primeira parte de uma trilogia intitulada Trionfi, que também inclui as obras Catulli Carmina e Trionfo di Afrodite. Essas composições refletem o interesse de Orff pela poesia medieval alemã. É descrita pelo compositor como “a celebração de um triunfo do espírito humano pelo balanço holístico e sexual”. O trabalho foi baseado no verso erótico de um antigo manuscrito chamado Codex latinus monacensis, encontrado num mosteiro da Baviera em 1803.

O códice continha poemas em latim medieval, em geral, picantes, irreverentes e satíricos – exceto 47 versos, escritos em alemão popular e vestígios de francês antigo ou provençal. Há também partes “macarrônicas”, numa mistura de latim vernáculo com alemão ou francês. Um estudioso de dialetos, Johann Andreas Schmeller (1785-1852), publicou a coleção em 1847, dando-lhe o título de Carmina Burana, que, em latim, significa “Canções de Benediktbeuern” – Benediktbeuern é um município da Alemanha, no distrito bávaro de Bad Tölz-Wolfratshausen, na região administrativa de Oberbayern.

Os autores desses poemas eram os goliardos. Mas quem eram essas figuras curiosas? O renascimento urbano do século XII viu surgir à figura do intelectual, isto é, homem cujo ofício era ensinar e escrever. Esses intelectuais tinham consciência de viverem no âmbito bem diferente dos séculos passados e consideravam a si mesmo como modernos.

Entre esses homens pensantes, encontramos um grupo formado por estudantes pobres que viviam em constantes viagens de uma cidade para outra, os tais goliardos. A origem desse nome é um pouco controversa. Possivelmente deriva do francês antigo goliart. Na origem, significava “bufão”, e teria adquirindo, no século XIII, o sentido de glutão, debochado. No latim medieval goliardus teria afinal assumido o sentido de “clérigo ou estudante vadio”."
 
Texto completo aqui
 

Carl Orff (1895-1982) - 

01. Carmina Burana - No. 1, O Fortuna (Featured in Excalibur)
02. Carmina Burana, Fortuna Imperatrix Mundi - Fortune plango vulnera
03. Carmina Burana, I. Primo vere - Veris leta facies
04. Carmina Burana, I. Primo vere - Omnia sol temperat
05. Carmina Burana, I. Primo vere - Ecce gratum
06. Carmina Burana, Ûf dem anger - Tanz
07. Carmina Burana, Ûf dem anger - Floret Silva
08. Carmina Burana, Ûf dem anger - Chramer, gip die varwe mir
09. Carmina Burana, Ûf dem anger - Reie
10. Carmina Burana, Ûf dem anger - Were diu werlt alle min
11. Carmina Burana, II. In taberna - Estuans interius
12. Carmina Burana, II. In taberna - Olim lacus colueram
13. Carmina Burana, II. In taberna - Ego sum abbas
14. Carmina Burana, II. In taberna - In taberna quando sumus
15. Carmina Burana, III. Cour d'amours - Amor volat undique
16. Carmina Burana, III. Cour d'amours - Dies, nox et omnia
17. Carmina Burana, III. Cour d'amours - Stetit puella
18. Carmina Burana, III. Cour d'amours - Circa mea pectora
19. Carmina Burana, III. Cour d'amours - Si puer cum puellula
20. Carmina Burana, III. Cour d'amours - Veni, veni, venias
21. Carmina Burana, III. Cour d'amours - In trutina
22. Carmina Burana, III. Cour d'amours - Tempus est iocundum
23. Carmina Burana, III. Cour d'amours - Dulcissime
24. Carmina Burana - Blanziflor et Helena. Ave formosissima
25. Carmina Burana, Fortuna Imperatrix Mundi - O Fortuna (Da capo)

CSR Symphony Orchestra (Brastilava)
Slovak Philharmonic Chorus

Stephen Gunzenhauser, regente
Eva Jenisová, soprano
Vladimír Dolezal, tenor 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

terça-feira, 11 de março de 2025

Carl Orff (1895 - 1982) - De Temporum fine Comoedia

Carl Orff foi um dos compositores mais famosos e populares do século XX, sobretudo por causa de sua obra Carmina Burana. Quem não conhece o seu primeiro movimento? O compositor escreveu outras obras importantes, nem tão conhecidas pelo público. Um exemplo é "De Temporum fine Comoedia" ("A comédia do fim dos tempos"). Esta é a sua última obra escrita e representa a culminação de sua visão artística e filosófica.

Nunca a havia escutado. Ontem, por exemplo, escutei-a duas vezes seguidas. E, agora, enquanto escrevo, estou fazendo uma terceira audição tão grande foi o impacto da obra sobre mim.  A composição é uma obra teatral e musical que se estrutura como oratório dramático. Ela é dividida em três partes e incorpora elementos do teatro grego e medieval. O libreto foi elaborado pelo próprio Orff; e utiliza textos apocalípticos e escritos dos Padres da Igreja, refletindo o fim dos tempos e o juízo final. Figuras mitológicas e alegóricas, como os eremitas e as "Sybilae", que anunciam o destino da humanidade, aparecem na obra. Os andamentos possuem uma instrumentação percussiva e um coral que cria um grande impacto. De acordo com a obra, no fim dos tempos, toda humanidade será salva e redimida pelo perdão divino.

A música transmite ao ouvinte uma experiência sensorial e espiritual incomuns. É dessa relação que surge o impacto. Em seus últimos anos, Orff se afastou do materialismo e se aproximou de temas mais metafísicos. Essa obra é um exemplo disso. O trabalho, desse modo, é uma espécie de testamento do compositor que se preocupa em tratar sobre o destino da humanidade. Nela, a própria existência é questionada. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Carl Orff (1895 - 1982) - De Temporum fine Comoedia

01. "Heis - Heis - theos estin" [7:09]
02. "Opse theu g'aleusi myloi" [3:18]
03. "Pasin, pasin homu" [8:49]
04. "Cho - neuso gar hapanta kai" [3:01]
05. "Vae, vae ibunt, ibunt" [0:53]
06. "Upote, maepote..." [3:25]
07. "Unus solus deus ab aeterno" [2:32]
08. "Nicht Satanas, der Widersacher" [1:00]
09. "Mundus, terrenus" [4:12]
10. "Wann endet die Zeit?" [1:15]
11. "Gott, schenk uns Wahrsagung" [3:55]
12. "Wi irren wir hin, verloren, verlassen" [6:39]
13. "Kyrie, Kyrie, Kyrie" [1:18]
14. "Angor, timor, horror, terror" [2:58]
15. "Omne genus daemoniorum" [1:35]
16. "Vae, vae, portae inferi" [0:53]
17. "Pater peccavi" [4:33]
18. "Con sublima spiritualità" [4:51]

Kölner Rundfunkchor
RIAS Kammerchor
Kölner Rundfunk Sinfonieorchester

Herbert von Karajan, regente

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!    

 

 

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

Fortuna Imperatrix Mundi
01. O Fortuna / Fortune plango vulnera
I. Primo vere
02. Veris leta facies / Omnia Sol temperat
03. Ecce gratum
Uf dem Anger
04. Tanz / Floreat silva nobilis
05. Chramer, gip die varwe mir
06. Reie / Were diu werlt alle min
II. In Taberna
07. Estuans interius
08. Olim lacus colueram
09. Ego sum abbas / In taberna quando sumus
III. Cour d'amours
10.Amor volat undique / Dies, nox et omnia / Stetit puella
11. Circa mea pectora / Si puer con puellula / Veni, veni, venias
12. In trutina
13. Tempus est iocundum / Dulcissime
Blanziflor et Helena
14. Ave formosissima
Fortuna Imperatrix Mundi
15. O Fortuna

Knabenchor des Staats- und Domchors Berlin
Radio-Symphonie-Orchester Berlin und Chor

Riccardo Chailly, regente
Sylvia Greenberg, soprano
James Bowman, contra-tenor
Stephen Roberts, barítono

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog viver!

 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Carl Orff (1895 - 1982) - Carmina Burana

É tendência observável, nas artes em geral, e na música, em particular, que em momentos de transformações profundas haja sempre movimentos de reação. Algumas vezes conservacionistas, outras vezes buscando caminhos alternativos, esses movimentos são como que uma tentativa de chamada à ordem, quando excessos experimentais se tornam por demais ameaçadores, por assim dizer, de uma tradição ou corrente estética até então instituída. No entanto, é também observável que esses movimentos de reação não raro absorvem, ao menos em parte, as novas conquistas das correntes inovadoras a que se opõem, e, delas fazendo uso, acabam por se tornar também representativos de seu próprio tempo.


A Música Ocidental passou, no século XX, pelo que talvez tenha sido a maior revolução de sua História. Nesse momento em que o Sistema Tonal já se mostra insuficiente para as necessidades expressivas, diversas correntes emergem como caminhos possíveis e prováveis para a elaboração de novos sistemas de linguagem musical. Assim, caminhos por vezes díspares se cruzam nesse grande emaranhado que são as tendências estéticas da Música do Ocidente no século passado: de um lado, a ideologia evolucionista de Schoenberg e da Segunda Escola de Viena e, de outro, as propostas revolucionárias de Debussy e Stravisnky; num extremo, o neoclassicismo de Prokofiev e, em outro, os experimentalismos arrojados de John Cage e Charles Ives; num polo, o construto intelectual de Paul Hindemith, e em outro, os destilados etnográficos de Bartók, Villa-Lobos e Manuel de Falla.

Nesse imenso colorido de possibilidades, foi recorrente uma procura, em outros sistemas musicais, por materiais que oferecessem meios alternativos de expressão musical. Dessa forma, Ravel, em alguns momentos, se volta para o Jazz; Villa-Lobos, Ginastera, Bartók, Falla e Kodály voltam-se para a música tradicional de suas terras de origem; compositores como Weil e Piazzolla, cada um a seu modo, se voltam para a música dita popular.

Talvez seja nessa esteira, menos que numa perspectiva neoclássica ou reacionária, que se possa observar e compreender a obra do alemão Carl Orff (1895-1982). Nascido em Munique, oriundo de uma família da alta burguesia bávara, sua biografia aponta para aspectos polêmicos e nebulosos, sendo, por isso, em certo sentido contraditórios: foi ao mesmo tempo suspeito de ter contribuído para o Regime Nazista e de ter participado de movimentos de resistência contra ele. Posicionamentos políticos à parte (que, de fato, nunca foram comprovados), Orff deixou em seu legado um importante trabalho de pedagogo, tendo fundado em 1925 um centro de educação musical voltado, sobretudo, para crianças e leigos. Trabalhando aí até o ano de seu falecimento, Orff é criador de um sistema de educação musical baseado no canto e na percussão que, hoje, é reconhecido e divulgado universalmente. (...)

O texto continua aqui.

Carl Orff (1895 - 1982) -

Fortuna Imperatrix Mundi
01. O Fortuna - 2:26
02. Fortune plango vulnera 2:33

PART I

Primo vere
03. Veris leta facies - 4:05
04. Omnia sol temperat - 2:20
05. Ecce gratum - 2:35

Uf dem Anger
06. Tanz - 3:21
07. Floret silva nobilis - 1:40
08. Chramer, gip die varwe mir - 3:45
09. Reie and Songs - 5:16
10. Were diu werlt alle min - 0:52

In taberna
11. Estuans internus - 2:11
12. Olim lacus colueram - 3:29
13. Ego sum abbas - 1:22
14. In taberna quando sumus - 3:01

PART III

Cour d`amours
15. Amor volat undique - 3:09
16. Dies, nox et omnia - 2:17
17. Stetit puella - 1:48
18. Circa mea pectora - 1:52
19. Si puer cum puellula - 0:51
20. Veni, veni, venias - 0:56
21. In trutina - 1:58
22. Tempus est iocundum - 2:19
23. Dulcissime - 0:48

Blanziflor et Helena
24. Ave formosissima - 1:57
Fortuna Imperatrix Mundi
25. O Fortuna - 2:37

Atlanta Symphony Orchestra & Chorus
Donald Runnicles, diretor

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog vivo!

 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Carl Orff (1895 - 1982) - Trionfi - Carmina Burana, Catulli Carmina e Trionfo di Afrodite

 

Carl Orff  (1895 - 1982) - Trionfi 


DISCO 01

Carmina Burana

Fortuna Imperatrix Mundi
01) "O Fortuna" [2:26]
02) "Fortune plango vulnera" [2:36]

1. Primo vere

03) "Veris leta facies" [3:18]
04) "Omnia Sol temperat" [2:05]
05) "Ecce gratum" [2:21]
Uf dem Anger
06) Tanz [1:43]
07) "Floret silva" [3:02]
08) "Chramer, gip die varwe mir" [0:53]
09) "Swaz hie gat umbe" - "Chume, chum geselle min" [3:57]
10) "Were diu werlt alle min" [0:47]

2. In Taberna
11) "Estuans interius" [2:13]
12) "Olim lacus colueram" [2:05]
13) "Ego sum abbas" [0:26]
14) "In taberna quando sumus" [4:01]
3. Cour d'amours
15) "Amor volat undique" [2:54]
16) "Dies, nox et omnia" [2:02]
17) "Stetit puella" [1:53]
18) "Circa mea pectora" [2:07]
19) "Si puer cum puellula" [0:54]
20) "Veni, veni, venias" [0:53]
21) "In trutina" [1:49]
22) "Tempus est iocundum" [2:12]
23) "Dulcissime" [0:32]
Blanziflor et Helena
24) "Ave formosissima" [1:38]
Fortuna Imperatrix Mundi
25) "O Fortuna" [2:28]

Catulli Carmina
26) 1. Praelusio [13:41]

DISCO 02

01) Actus I (7:44)
02) Actus II (6:51)
03) Actus III (7:58)
04) Exodium (0:53)

Trionfo di Afrodite
05)1. Canto amabeo di vergini e giovani [6:44]
06) 2. Corteo nuziale ed arrivo della sposa e dello sposo [2:16]
07) 3. Sposa e sposo [8:16]
08) 4. Invocazione dell'Imeneo [2:59]
09) Inno all'Imeneo [3:15]
10) 5. Ludi e canti nuziali davanti al talamo: La sposa viene accolta [3:39]
11) La sposa viene condotta alla camera nuziale [3:07]
12) Epitalamo [6:00]
13) 6. Canto di novelli sposi dal talamo [1:49]
14) 7. Apparizione di Afrodite [1:53]

Czech Philharmonic Chorus
Czech Philharmonic Orchestra
Prague Symphony Orchestra

Václac Smetácek, regente

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog vivo!

 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana


Carl Orff (1895-1982) - 

01. Fortuna Imperatrix Mundi, No 1: O Fortuna (2:35)
02. Fortuna Imperatrix Mundi, No 2: Fortune Plango Vulnera (2:32)
03. Primo Vere, No 3: Veris Leta Facies (4:14)
04. Primo Vere, No 4: Omnia Sol Temperat (1:57)
05. Primo Vere, No 5: Ecce Gratum (2:55)
06. Uf Dem Anger, No 6: Tanz (1:43)
07. Uf Dem Anger, No 7: Floret/Silva (3:28)
08. Uf Dem Anger, No 8: Chramer, Gip Die Varwe Mir (3:11)
09. Uf Dem Anger, No 9: Reie/Swaz Hie Gat Umbe/Chume, Chum Geselle Min (4:34)
10. Uf Dem Anger, No 10: Were Diu Werlt Alle Min (0:55)
11. In Taberna, No 11: Estuans Interius (2:10)
12. In Taberna, No 12: Olim Lacus Colueram (2:56)
13. In Taberna, No 13: Ego Sum Abbas (2:07)
14. In Taberna, No 14: In Taberna Quando Sumus (3:04)
15. Cour D'Amours, No 15 : Amor Volat Undique (4:00)
16. Cour D'Amours, No 16: Dies, Nox et Omnia (2:29)
17. Cour D'Amours, No 17: Stetit Puella (2:27)
18. Cour D'Amours, No 18: Circa Mea Pectora (2:06)
19. Cour D'Amours, No 19: Si Puer cum Puellula (1:04)
20. Cour D'Amours, No 20: Veni, Venim, Venias (0:53)
21. Cour D'Amours, No 21: In Trutina (2:06)
22. Cour D'Amours, No 22: Tempus est Iocundum (2:22)
23. Cour D'Amours, No 23 Dulcissime (1:00)
24. Blanziflor et Helena, No 24: Ave Formosissima (1:32)
25. Cour D'Amours, No 25: O Fortuna (2:40)

Tbilisi Symphony Orchestra-orchestra
Jansug Kakhidze-conductor
Levan Mekhaturishvili-tenor
Naira Nachkhatashvili-soprano
Tamaz Tseriashvili-baritone
SIMI Studio Choir-chorus
SIMI Studio Boys Choir-chorus

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog vivo!


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

"Carmina Burana é uma cantata cênica composta por Carl Orff em 1935-1936 e estreada em 8 de junho de 1937 na Alte Oper de Frankfurt, sob direção de Bertil Wetzelsberger. O título completo, em latim, é "Carmina Burana: Cantiones profanæ, cantoribus et choris cantandæ, comitantibus instrumentis atque imaginibus magicis", que se pode traduzir como «Poemas cantados de Beuern: Cantos profanos, para cantores solistas e coros, com acompanhamento instrumental e imagens mágicas». A obra Carmina Burana constitui parte dos Trionfi, uma trilogia musical que inclui ainda as cantatas Catulli Carmina (1943) e Trionfo di Afrodite (1953). O movimento mais célebre é o coro inicial e final O Fortuna. Os 24 textos foram selecionados da coletânea de manuscritos medievais homônima, os Carmina Burana. O libreto contém textos em latim, alto alemão médio (Mittelhochdeutsch) e provençal antigo. A cantata é emoldurada por um símbolo da Antiguidade — a roda da fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte. É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança, mas não apresenta uma trama precisa". Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Carl Orff (1895-1982) - 

01 O Fortuna: 2:12
02 Fortune Plango Vulnera 1:45
I. Primo Vere (In Springtime)
03 Veris Leta Facies: 2:43
04 Omnia Sol Temperat 1:51
05 Ecce Gratum 1:45
Uf Dem Anger (On The Lawn)
06 Dance: 1:40
07 Floret Silva; 3:14
08 Chramer, Gip Die Varwe Mir: 2:33
09 Reie: (Round Dance) 1:46
Swaz Hie Gat Umbe:
Chume, Chum, Geselle Min:
10 Were Diu Werlt Alle Min 0:29
2. In Taberna (In The Tavern)
11 Estuans Interius: 0:52
12 Olim Lacus Colueram: 1:56
13 Ego Sum Abbas: 2:28
14 In Taberna Quando Sumus 1:17
3. Cours D'Amours (The Court Of Loves)
15 Amor Volat Undique: 4:10
16 Dies, Nox Et Omnia: 1:47
17 Stetit Puella: 1:59
18 Circa Mea Pectora: 1:22
19 Si Puer Cum Puellula: 1:11
20 Veni, Veni, Venias: 0:57
21 In Trutina: 2:41
22 Tempus Est Iocundum: 1:56
23 Dulcissime: 0:59
Blanziflor Et Helena (Blanziflor And Helena)
24 Ave Formosissima: 1:39
Fortuna, Imperatrix Mundi
25 O Fortuna: 2:13

The Houston Symphony Orchestra
Choir – The Houston Chorale, The Houston Youth Symphony Boys Choir
Leopold Stokowski, regente
Chorus Master – Alfred Urbach, Howard Webb
Baritone Vocals – Guy Gardner
Soprano Vocals – Virginia Babikian
Tenor Vocals – Clyde Hager

Você pode comprar este disco na Amazon

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog vivo!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Carl Orff (1865-1982) - Carmina Burana


Esta postagem é realizada em homenagem ao carnaval, que em sua origem remete ao profano, ao sacrílego. Carmina Burana é uma das obras mais populares da história, principalmente o primeiro movimento (Fortuna, a Imperatriz do mundo). A obra é uma apoteose à irreverência, apesar do seu aspecto espiritualmente solene e sério. Faz jus àquilo que é o carnaval. Pode-se afirmar que Carmina Burana é uma espécie de carnavalização da música. Este disco é uma das boas interpretações que já escutei. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Carl Orff (1865-1982) -

01. Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi - O Fortuna
02. Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi - Fortune planga vulnera
03. Carmina Burana - I Primo vere - Veris leta facies
04. Carmina Burana - I Primo vere - Omnia sol temperat
05. Carmina Burana - I Primo vere - Ecce gratum
06. Carmina Burana - Uf dem anger - Tanz
07. Carmina Burana - Uf dem anger - Floret silva
08. Carmina Burana - Uf dem anger - Chramer, gip die varwe mir
09. Carmina Burana -  Uf dem anger - Reie, Swaz hie gat umbe, Chume, chum geselle
10. Carmina Burana - Uf dem anger - Were diu werlt alle min
11. Carmina Burana - II In Taberna - Estuans interius
12. Carmina Burana - II In Taberna - Cignus ustus cantat_ Olin lagus colueram
13. Carmina Burana - II In Taberna - Ego sum abbas
14. Carmina Burana - II In Taberna - In taberna quando sumus
15. Carmina Burana - III Cour d'amours - Amor volat undique
16. Carmina Burana - III Cour d'amours - Dies, noz et omnia
17. Carmina Burana - III Cour d'amours - Stetit puella
18. Carmina Burana - III Cour d'amours - Circa mea pectora
19. Carmina Burana - III Cour d'amours - Si puer cum puellula
20. Carmina Burana - III Cour d'amours - Veni, veni, venias
21. Carmina Burana - III Cour d'amours - In trutina
22. Carmina Burana - III Cour d'amours - Tempus est iocundum
23. Carmina Burana - III Cour d'amours - Dulcissime
24. Carmina Burana - Blanziflor et Helena - Ave formosissima
25. Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi - O Fortuna

Bournemouth Symphony Orchestral and Chorus
Bournermouth Symphony Youth Chorus 
Marin Alsop, regente

Você pode comprar este disco na Amazon

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ajuda a manter o nosso blog vivo!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

Carmina Burana é uma das obras mais famosas da história da música. Quem não conhece o primeiro movimento, largamente utilizado em filmes e em músicas dos mais variados gêneros? Se for feita uma pesquisa para se saber quais obras o compositor escreveu, certamente pairará uma atmosfera de dificuldades. Mas, sabe-se que ele é o responsável por essa maravilha da música coral. Aqui temos o tratamento maravilhoso dado por Eugene Ormandy, um dos grandes mestres da regência do século passado. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana


01 Fortuna imperatrix mundi -- O Fortuna
02 Fortuna imperatrix mundi -- Fortune plango vulnera
03 Primo vere -- Veris leta facies
04 Primo vere -- Omnia sol remperat
05 Primo vere -- Ecce gratum
06 Uf dem Anger -- Tanz
07 Uf dem Anger -- Floret silva
08 Uf dem Anger -- Chramer, gip die Varwe mir
09 Uf dem Anger -- Reie
10 Uf dem Anger -- Swaz hie gat umbe
11 Uf dem Anger -- Were diu werlt alle min
12 In taberna -- Estuans interius
13 In taberna -- Olim lacus colueram
14 In taberna -- Ego sum abbas Cucaniensis
15 In taberna -- In taberna quando sumus
16 Cour d'amours -- Amor volat undique
17 Cour d'amours -- Dies, nox et omnia
18 Cour d'amours -- Stetit puella
19 Cour d'amours -- Circa mea pectora
20 Cour d'amours -- Si puer cum puellula
21 Cour d'amours -- Veni, veni venias
22 Cour d'amours -- In trutina
23 Cour d'amours -- Tempus est iocundum
24 Cour d'amours -- Dulcissime
25 Blanziflor et Helena -- Ave formosissima
26 Fortuna imperatrix -- O Fortuna

Philadelphia Orchestra
Rutgers University Choir - R.Walter, dir.
Eugene Ormandy, regente

Janice Harsanyi
Harve Presnell
Rudolf Petrak


Você pode comprar este disco na Amazon

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela juda a manter o nosso blog vivo!

Today Deal $50 Off : https://goo.gl/efW8Ef

terça-feira, 28 de julho de 2015

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

Que baita gravação! Uma das gravações que muito me causou funda impressão. Carmina Burana é uma das obras mais populares do século XX. Quem nunca ouviu o primeiro movimento? Mas a obra é repleta de encantos: possui uma orquestração poderosa, um coral com bastante exuberância; um jogo curioso e intenso entre o sagrado e o profano. É verdadeiramente uma gravação especial. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Carl Orff (1895-1982) - 

01. Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi - O Fortuna
02. Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi - Fortune planga vulnera
03. Carmina Burana - I Primo vere - Veris leta facies
04. Carmina Burana - I Primo vere - Omnia sol temperat
05. Carmina Burana - I Primo vere - Ecce gratum
06. Carmina Burana - Uf dem anger - Tanz
07. Carmina Burana - Uf dem anger - Floret silva
08. Carmina Burana - Uf dem anger - Chramer, gip die varwe mir
09. Carmina Burana -  Uf dem anger - Reie, Swaz hie gat umbe, Chume, chum geselle
10. Carmina Burana - Uf dem anger - Were diu werlt alle min
11. Carmina Burana - II In Taberna - Estuans interius
12. Carmina Burana - II In Taberna - Cignus ustus cantat Olin lagus colueram
13. Carmina Burana - II In Taberna - Ego sum abbas
14. Carmina Burana - II In Taberna - In taberna quando sumus
15. Carmina Burana - III Cour d'amours - Amor volat undique
16. Carmina Burana - III Cour d'amours - Dies, noz et omnia
17. Carmina Burana - III Cour d'amours - Stetit puella
18. Carmina Burana - III Cour d'amours - Circa mea pectora
19. Carmina Burana - III Cour d'amours - Si puer cum puellula
20. Carmina Burana - III Cour d'amours - Veni, veni, venias
21. Carmina Burana - III Cour d'amours - In trutina
22. Carmina Burana - III Cour d'amours - Tempus est iocundum
23. Carmina Burana - III Cour d'amours - Dulcissime
24. Carmina Burana - Blanziflor et Helena - Ave formosissima
25. Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi - O Fortuna

Bournemouth Symphony Orchestra and Chorus
Marin Alsop, regente
Claire Rutter, soprano
Tom Randle, tenor
Markus Eiche, barítono

Você pode comprar este disco na Amazon

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog vivo!

sexta-feira, 6 de março de 2015

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

Carmina Burana é, ao de lado de obras como a Quinta, de Beethoven, As quatro estações, de Vivaldi ou a Abertura de Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss, uma das obras mais populares da história da música. Não conheço com muita propriedade a obra de Carl Orff, mas sei que se os outros trabalhos do compositor não fossem publicizados, essa obra já seria suficiente para colocá-lo na história. Carmina Burana é uma obra para ouvir, pelo menos, uma vez por mês. O presente disco foi lançado o ano passado e traz aquelas leituras bem feitas por Jas Van Immerseel e sua inseparável Anima Eterna. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

01. Fortuna Imperatrix Mundi - O Fortuna
02. Fortuna Imperatrix Mundi - Fortune plango vulnera
03. I - Primo vere - Veris leta facies
04. I - Primo vere - Omnia sol temperat
05. I - Primo vere - Ecce gratum
06. Uf dem Anger - Tanz
07. Uf dem Anger - Floret silva
08. Uf dem Anger - Chramer, gib die varwe mir
09. Uf dem Anger - Reie
10. Uf dem Anger - Were diu werlt alle min
11. II - In Taberna - Estuans interius
12. II - In Taberna - Olim lacus colueram
13. II - In Taberna - Ego sum abbas
14. II - In Taberna - In taberna quando sumus
15. III - Cour d'amours - Amor volat undique
16. III - Cour d'amours - Dies, nox et omnia
17. III - Cour d'amours - Stetit puella
18. III - Cour d'amours - Circa mea pectora
19. III - Cour d'amours - Si puer cum puellula
20. III - Cour d'amours - Veni, veni, venias
21. III - Cour d'amours - In trutina
22. III - Cour d'amours - Tempus est iocundum
23. III - Cour d'amours - Dulcissime
24. Blanziflor et Helena - Ave formosissima
25. Fortuna Imperatrix Mundi - O Fortuna

Anima Eterna Brugge
Collegium Vocale Gent
Cantate Domino
Jos Van Immerseel, direção

Você pode comprar este disco na Amazon


BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda manter o nossos blog vivo!

Copy and WIN : http://bit.ly/copynwin

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

Carmina Burana, composição para coro de Carl Orff, talvez seja uma das obras mais populares e executadas do século XIX. Ouvi-la é uma experiência sempre de esplêndido deleite. Ao contrário do que se pensa quando se escuta obra, o texto não é apocalíptico em sentido negativo, mas satírico e irreverente. Em sua maioria, os textos evocam intenções picantes. Carmina Burana é o nome dado ao conjunto de textos seculares escritos no século XIII em latim da Idade Média, com trechos em alemão anterior ao do período da Idade Moderna. Era lido fora dos mosteiros: em tavernas; viajantes e aventureiros levavam as suas histórias. Carl Orff talvez seja um dos homens mais felizes do século XX, ligado ao campo da arte, pois musicalizou vinte 24 desses poemas. Não deixe de ouvir essa excelente interpretação com Michael Tilson Thomas à frente da Cleveland Orchestra. Uma boa apreciação!

P.S. Ao fundo, na capa do disco, o Jardim das Delícias Terrenas, de Hieronymus Bosch, que tem tudo a ver com o espírito da obra.

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

01. Fortuna Imperatrix Mundi _ 1 'O Fortuna'
02. Fortuna Imperatrix Mundi _ 2 'Fortune plango vulnera'
03. I. Primo vere _ 1 'Veris leta facies'
04. I. Primo vere _ 2 'Omnia sol temperat'
05. I. Primo vere _ 3 'Ecce gratum'
06. I. Uf dem anger _ 1 Tanz
07. I. Uf dem anger _ 2 'Floret silva'
08. I. Uf dem anger _ 3 'Chramer, gip die varwe mir'
09. I. Uf dem anger _ 4 Reie
10. I. Uf dem anger _ 4 'Swaz hie gat umbe' - 'Chume, chum geselle min' - 'Swaz h
11. I. Uf dem anger _ 6 'Were diu werlt alle min'
12. II. In Taberna _ 1 'Estuans interius'
13. II. In Taberna _ 2 'Olim lacus colueram'
14. II. In Taberna _ 3 'Ego sum abbas'
15. II. In Taberna _ 4 'In taberna quando sumus'
16. III. Cour d'amours _ 1 'Amor volat undique'
17. III. Cour d'amours _ 2 'Dies, nox et omnia'
18. III. Cour d'amours _ 3 'Stetit puella'
19. III. Cour d'amours _ 4 'Circa mea pectora'
20. III. Cour d'amours _ 5 'Si puer cum puellula'
21. III. Cour d'amours _ 6 'Veni, veni, venias'
22. III. Cour d'amours _ 7 'In trutina'
23. III. Cour d'amours _ 8 'Tempus est iocundum'
24. III. Cour d'amours _ 9 'Dulcissime'
25. Blanziflor et Helena _ 'Ave formosissima'
26. Fortuna Imperatrix Mundi _ 'O Fortuna' [bis]

Você pode comprar este disco na Amazon

Cleveland Orchestra
Michael Tilson Thomas, regente
Judith Blegen, soprano
Peter Binder, barítino
Kenneth Riegel, tenor

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog vivo!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana (Canção profana)

Talvez, Carl Orff tenha sido um dos compositores mais populares do século XX, justamente por conta de Carmina Burana, uma das músicas mais conhecidos de todos os tempos - principalmente, Fortuna, que dignifica e consagra o triunfo; ao mesmo tempo que é uma música trágica e de forte peso espiritual e profano. Carmina Burana foi escrita a partir de um poema medieval, encontrado em um mosteiro alemão, no ano de 1803. Trata-se de um poema erótico escrito pelos goliardos - clérigos medievais que tinham uma vida itinerante e erradia, egressos de universidades. A obra foi escrita numa mistura de alemão arcaico e latim. Ela reflete de forma profunda o espírito sensual, provocativo e cínico do mundo das tavernas e que formavam um paradoxo por aquilo que era defendido pela Igreja. Assim, Carmina Burana possuía originalmente mais de 200 composições que misturavam crítica e ironias sensuais, como se fossem um libelo do mundo contra "a santidade" fingida (em alguns momentos) da Santa Sé. Orff era um profundo e interessado conhecedor do mundo medieval.  Essa gravação é do ano de 1993 e foi realizada pelo Previn, à frente da Filarmônica de Viena. Uma boa apreciação!

Carl Orff (1895-1982) - 

01 - O Fortuna 2:46
02 - Fortune Plango Vulnera 3:01
03 - Spring: Veris Leta Facies 4:14
04 - Omnia Sol Temperat 2:24
05 - Ecce Gratum 2:47
06 - Dance 1:45
07 - Floret Sila Nobilis 3:27
08 - Chramer, Gip Die Varwe Mir 3:28
09 - Round Dance 4:53
10 - Were Diu Werlt Alle Min 0:55
11 - In The Tavern: Estuans Interius 2:23
12 - Olim Lacus Colueram 3:40
13 - Ego Sum Abbas 1:25
14 - In Taberna Quando Sumus 3:14
15 - The Court Of Love: Amor Volat Undique 3:33
16 - Dies, Nox Et Omnia 2:26
17 - Stetit Puella 2:09
18 - Circa Mea Pectora 2:11
19 - Si Puer Cum Puellula 1:05
20 - Veni, Veni Venias 1:03
21 - In Trutina 2:28
22 - Tempus Est Locundum 2:22
23 - Dulcissime 0:39
24 - Ave, Formosissima 1:59
25 - O Fortuna 2:41

Você pode comprar este disco na Amazon

Wiener Philharmoniker
Arnold Schoenberg Chor
Barbara Boney, soprano
Frank Lopardo, tenor
Anthony Michaels-Moore, barítono

BAIXAR AQUI

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importnte. Ela ajuda a manter o nosso blog vivo!

domingo, 26 de agosto de 2012

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

Como estou com certa pressa, resolvi deixar um pequeno trecho da wikipédia para explicar essa que é uma das obras mais populares da história. Vou a um churrasco em um lugar distante. Ouvi este baita CD hoje cedo e me senti estimulado a postá-lo. É uma das melhores gravações que já pude escutar. Traz Jochum na regência e o inesquecível Dietrich Fischer-Dieskau. "O compositor alemão Carl Orff musicou alguns dos Carmina Burana, compondo uma cantata homônima. Com o subtítulo "Cantiones profanae cantoribus et choris cantandae", a obra, por suas características, pode ser definida também como uma "cantata cênica". Estreou em junho de 1937, em Frankfurt e faz parte da trilogia "Trionfi" que Orff compôs em diferentes períodos, e que compreende os "Catulli carmina" (1943) e o "Trionfo di Afrodite" (1952). A cantata é emoldurada por um símbolo da Antiguidade — a roda da fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte. É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança, mas não apresenta uma trama precisa. Orff optou por compor uma música inteiramente nova, embora no manuscrito original existissem alguns traços musicais para alguns trechos. Requer três solistas (uma soprano, um tenor e um barítono), dois coros (um dos quais de vozes brancas), pantomimos, bailarinos e uma grande orquestra (Orff compôs também uma segunda versão, na qual a orquestra é substituída por dois pianos e percussão). A obra é estruturada em prólogo e duas partes. No prólogo há uma invocação à deusa Fortuna na qual desfilam vários personagens emblemáticos dos vários destinos individuais. Na primeira parte se celebra o encontro do Homem com a Natureza, particularmente o despertar da primavera - "Veris laeta facies" ou a alegria da primavera. Na segunda, "In taberna", preponderam os cantos goliardescos que celebram as maravilhas do vinho e do amor(“Amor volat undique”), culminando com o coro de glorificação da bela jovem ("Ave, formosissima"). No final, repete-se o coro de invocação à Fortuna ("O Fortuna, velut luna”)". Boa apreciação dominical!

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

01. Fortuna Imperatrix Mundi - O Fortuna
02. Fortuna Imperatrix Mundi - Fortune plango vulnera
03. I Primo Vere - Veris leta facies
04. I Primo Vere - Omnia Sol temperat
05. I Primo Vere - Ecce gratum
06. Uf dem anger - Tanz
07. Uf dem anger - Floret silva nobilis
08. Uf dem anger - Chramer, gip die varwe mir
09. Uf dem anger - Reie; Swaz hie gat umbe; Chume, chum, geselle min!; Swaz hie g
10. Uf dem anger - Were diu werlt alle min
11. II In Taberna - Estuans interius
12. II In Taberna - Olim lacus colueram
13. II In Taberna - Ego sum abbas
14. II In Taberna - In taberna quando sumus
15. III Cour D'Amours - Amor volat undique
16. III Cour D'Amours - Dies, nox et omnia
17. III Cour D'Amours - Stetit puella
18. III Cour D'Amours - Circa mea pectora
19. III Cour D'Amours - Si puer cum peullula
20. III Cour D'Amours - Veni, veni, venias
21. III Cour D'Amours - In trutina
22. III Cour D'Amours - Tempus est Iocundum
23. III Cour D'Amours - Dulcissime
24. Blanziflor et Helena - Ave, formosissima
25. Fortuna Imperatrix Mundi - O Fortuna

Você pode comprar este disco na Amazon

Berlin Deutschen Opernhauses Orchester
Deutschen Opernhauses Orchester
Deutschen Opernorchester

Eugen Jochum, regente
Dietrich Fischer-Dieskau, barítono
Gundula Janowitz, soprano
Gerhard Stolze, tenor


*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela juda a manter o nosso blog vivo!


sábado, 10 de abril de 2010

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

Os carmina burana (do latim carmen,ìnis 'canto, cantiga; e bura(m), em latim vulgar 'pano grosseiro de lã', geralmente escura; por metonímia, designa o hábito de frade ou freira feito com esse tecido) são textos poéticos contidos em um importante manuscrito do século XIII, o Codex Latinus Monacensis, encontrados durante a secularização de 1803, no convento de Benediktbeuern - a antiga Bura Sancti Benedicti, fundada por volta de 740 por São Bonifácio, nas proximidades de Bad Tölz, na Alta Baviera. O códex compreende 315 composições poéticas, em 112 folhas de pergaminho, decoradas com miniaturas. Atualmente o manuscrito encontra-se na Biblioteca Nacional de Munique.

Carl Orff, descendente de uma antiga família de eruditos e militares de Munique, teve acesso a esse códex de poesia medieval e arranjou alguns dos poemas em canções seculares para solistas e coro, "acompanhados de instrumentos e imagens mágicas”.

O códice

O códice encontrado em Benediktbeuern continha poemas dos monges e eruditos errantes — os goliardos —, quase todos escritos em latim medieval, exceto 47 versos, escritos em médio-alto alemão vernacular e vestígios de frâncico. Um estudioso de dialetos, Johann Andreas Schmeller, publicou a coleção em 1847, dando-lhe o título de “Carmina Burana”, que, em latim, significa “Canções de Benediktbeuern”.

Acredita-se que todos os poemas fossem destinados ao canto mas os copistas responsáveis pelo manuscrito, nele não indicaram a música de todos os carmes, de modo que só foi possível reconstruir o andamento melódico de 47 deles. O códex é subdividido em seis partes:

-Carmina moralia et satirica (1-55), de caráter satírico e moral;
-Carmina veris et amoris (56-186), cantos primaveris e de amor;
-Carmina lusorum et potatorum (187-228), cantos orgiásticos e festivos;
-Carmina divina, de conteúdo moralístico-sacro (parte que provavelmente foi adicionada já no início do século XIV).
-Ludi, jogos religiosos.
-Supplementum, suplemento com diferentes versões dos carmina.

Os textos são muito diferentes entre si e mostram a diversidade da produção goliardesca. Se, de um lado, há os conhecidos hinos orgiásticos, as canções de amor de alto conteúdo erótico e as paródias blasfemas da liturgia, de outro emergem a recusa moralística da riqueza e a veemente condenação à Cúria Romana, por ser voltada apenas à busca do poder. Assim diz o carme n°. 10:

A morte agora reina sobre os prelados que não querem administrar os sacramentos sem obter recompensas (...) São ladrões, não apóstolos, e destroem a lei do Senhor.

E o carme n°. 11:

Sobre a terra nestes tempos, o dinheiro é rei absoluto (...) A venal cúria papal é cada vez mais ávida dele. Ele impera nas celas dos abades e a multidão de priores, com as suas capas negras, só a ele louva.

Os versos mostram que os chamados clerici vagantes não se dedicavam somente ao vício, mas mas que se inseriam entre os adversários do crescente mundanismo da Igreja e da conformação monárquica do Papado, ao mesmo tempo que defendiam uma ideologia progressista, distante da clausura da vida monástica.

Além disso, a variedade de conteúdos do manuscrito é também indiscutivelmente atribuída ao fato de que os vários carmina tenham autores diferentes, cada um com seu próprio caráter, as próprias inclinações e provavelmente a própria ideologia, não se tratando de um movimento cultural literário compacto e homogêneo no sentido moderno do termo.

Os textos originais são entremeados por notas morais e didáticas, como se usava no primeiro Medievo, e a variedade dos assuntos - especialmente de natureza religiosa e amorosa, mas também profana e licenciosa - e de línguas adotadas, expressa o estilo de vida e o pensamento dos autores, os clerici vagantes ou goliardos, que costumavam deslocar-se pelas várias universidades europeias nascentes, assimilando-lhes o espírito mais concreto e terreno.

A cantata
O compositor alemão Carl Orff musicou alguns dos Carmina Burana, compondo uma cantata homônima. Com o subtítulo "Cantiones profanae cantoribus et choris cantandae", a obra, por suas características, pode ser definida também como uma "cantata cênica". Estreou em junho de 1937, em Frankfurt e faz parte da trilogia "Trionfi" que Orff compôs em diferentes períodos, e que compreende os "Catulli carmina" (1943) e o "Trionfo di Afrodite" (1952).

A cantata é emoldurada por um símbolo da Antiguidade — a roda da fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte. É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança, mas não apresenta uma trama precisa.

Orff optou por compor uma música inteiramente nova, embora no manuscrito original existissem alguns traços musicais para alguns trechos. Requer três solistas (um soprano, um tenor e um barítono), dois coros (um dos quais de vozes brancas), pantomimos, bailarinos e uma grande orquestra (Orff compôs também uma segunda versão, na qual a orquestra é substituída por dois pianos e percussão).

A obra é estruturada em prólogo e duas partes. No prólogo há uma invocação à deusa Fortuna na qual desfilam vários personagens emblemáticos dos vários destinos individuais. Na primeira parte se celebra o encontro do Homem com a Natureza, particularmente o despertar da primavera - "Veris laeta facies" ou a alegria da primavera. Na segunda, "In taberna", preponderam os cantos goliardescos que celebram as maravilhas do vinho e do amor(“Amor volat undique”), culminando com o coro de glorificação da bela jovem ("Ave, formosissima"). No final, repete-se o coro de invocação à Fortuna ("O Fortuna, velut luna”).

Carmina Burana - O Fortuna, Imperatrix Mundi
Em latim Em português
O Fortuna, Ó Fortuna,
Velut Luna És como a Lua
Statu variabilis, Mutável,
Semper crescis Sempre aumentas
Aut decrescis; Ou diminuis;
Vita detestabilis A detestável vida
Nunc obdurat Ora oprime
Et tunc curat E ora cura
Ludo mentis aciem, Para brincar com a mente;
Egestatem, Miséria,
Potestatem Poder,
Dissolvit ut glaciem. Ela os funde como gelo.

Sors immanis Sorte imensa
Et inanis, E vazia,
Rota tu volubilis Tu, roda volúvel
Status malus, És má,
Vana salus Vã é a felicidade
Semper dissolubilis, Sempre dissolúvel,
Obumbrata Nebulosa
Et velata E velada
Michi quoque niteris; Também a mim contagias;
Nunc per ludum Agora por brincadeira
Dorsum nudum O dorso nu
Fero tui sceleris. Entrego à tua perversidade.

Sors salutis A sorte na saúde
Et virtutis E virtude
Michi nunc contraria Agora me é contrária.
Est affectus
Et defectus E tira
Semper in angaria. Mantendo sempre escravizado
Hac in hora Nesta hora
Sine mora Sem demora
Corde pulsum tangite; Tange a corda vibrante;
Quod per sortem Porque a sorte
Sternit fortem, Abate o forte,
Mecum omnes plangite! Chorai todos comigo!

Boa apreciação!

FONTE: AQUI

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana

01 - O Fortuna
02 - Fortune plango vulnera
03 - Veris leta facies
04 - Omnia sol temperat
05 - Ecce gratum
06 - Tanz
07 - Floret silva nibilis
08 - Chramer, gip die varwe mir
09 - Reie - Swaz hie gat umbe - chume, chume geselle min - Swaz hie gat umbe
10 - Were diu werlt alle min
11 - Estuans interius
12 - Olim lacus colueram
13 - Ego sum abbas
14 - In taberna quando sumus
15 - Amor volat undique
16 - Dies, nox et omnia
17 - Stetit puella
18 - Circa mea pectora
19 - Si puer cum puellula
20 - Veni, veni, venias
21 - In trutina mentis dubia
22 - Tempus est iocundum
23 - Dulcissime
24 - Ave formosissima
25 - O Fortuna

Na Amazon

London Symphony Orchestra
Eduardo Mata, regente
Barbara Hendricks, soprano
John Aler, tenor
Hakan Hagegard, barítono

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário! Sua participação é importante!