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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Antonín Dvorak (1841-1904) - String Quartet No. 8 in E major, B. 57 e String Quartet No. 9 in D minor, B. 75

 

Embora Antonín Dvořák seja hoje sobretudo associado às sinfonias e aos concertos, sua produção de música de câmara ocupa lugar fundamental em sua trajetória. É justamente nesse repertório mais íntimo que se revela, segundo o texto do encarte, um Dvořák menos público e mais reflexivo, herdeiro de Schubert e dotado de uma extraordinária capacidade melódica. Os Quartetos de Cordas nº 8 em mi maior, Op. 80, e nº 9 em ré menor, Op. 34, compostos em 1876 e 1877, respectivamente, pertencem a um mesmo período criativo e permitem acompanhar duas manifestações distintas de sua linguagem.

O Quarteto nº 8 em mi maior foi escrito no início de 1876, quando Dvořák tinha 34 anos. Apesar de ocupar o Op. 80, foi composto antes do Quarteto nº 9, circunstância que contribuiu para a conhecida confusão em torno da numeração e da organização editorial de suas obras. O período coincidiu com importantes acontecimentos na vida do compositor: Dvořák começava a conquistar reconhecimento e acabara de receber a bolsa do Estado austríaco. Ao mesmo tempo, carregava a dor provocada pela morte de sua primeira filha, ocorrida no ano anterior. O encarte sugere que essa experiência pode ter contribuído para a atmosfera mais sombria da obra.

Formalmente, o Quarteto em mi maior conserva os quatro movimentos tradicionais, mas Dvořák introduz modificações discretas que alteram profundamente o percurso musical. O primeiro movimento começa de maneira tranquila, mas logo é interrompido por duplos ataques das cordas e rápidas figuras ascendentes, criando uma sensação de inquietação que atravessa boa parte do movimento. Quando surge o segundo tema, a escrita assume caráter mais próximo de um diálogo entre dois violinos, acompanhado delicadamente pela viola e pelo violoncelo em pizzicato. O desenvolvimento aumenta a tensão, enquanto a reexposição é marcada por um motivo pontuado de caráter ameaçador.

O movimento lento aprofunda essa dimensão expressiva. A partir de uma harmonia relativamente simples, Dvořák extrai uma linguagem de forte intensidade emocional. O Scherzo seguinte alivia parcialmente a tensão, mas a alternância entre compassos de 3/4 e 2/4 mantém uma espécie de instabilidade subterrânea. No Finale, embora a música adquira maior vivacidade, a atmosfera ansiosa introduzida no início nunca desaparece completamente. O encerramento, portanto, transmite mais uma sensação de firmeza e conclusão do que de triunfo exuberante.

O Quarteto nº 9 em ré menor, Op. 34, escrito menos de um ano depois, apresenta afinidades com o anterior, mas possui personalidade própria. Dedicada a Johannes Brahms, a obra começa com um tema sereno no violino sobre um acompanhamento sinuoso de colcheias. Já em sua segunda aparição, o tema recebe uma figura de tercinas que terá importância no desenvolvimento. A música desloca-se posteriormente para fá maior, onde surge um segundo tema mais caloroso, antes que o desenvolvimento conduza a uma região dominada pelo mi menor e a um clímax marcado por acordes acentuados e pelo confronto entre os dois violinos, de um lado, e viola e violoncelo, de outro.

O segundo movimento substitui o Scherzo convencional por uma polca, solução que evidencia o interesse de Dvořák por formas e ritmos de caráter popular. O Adagio que se segue assume uma atmosfera quase noturna, com um tema de caráter hínico e caloroso. A serenidade, contudo, é interrompida pelo Finale, cuja dança em ré menor e o trabalho contrapontístico retomam a tensão presente desde o início. Mesmo adotando uma forma próxima da sonata, Dvořák surpreende ao diluir a fronteira entre desenvolvimento e reexposição — procedimento apontado no encarte como exemplo da sutileza de sua escrita.

A comparação entre os dois quartetos é particularmente reveladora. O Op. 80 é descrito como o mais sombrio dos dois, enquanto o Op. 34, embora igualmente marcado por tensão e introspecção, aponta para uma linguagem que seria desenvolvida posteriormente pelo compositor. Em ambos, entretanto, a influência de Schubert é perceptível, sobretudo no lirismo melódico e na capacidade de transformar estruturas harmônicas aparentemente simples em música de grande densidade emocional.

O Chilingirian Quartet, responsável pelo registro, reúne Levon Chilingirian e Mark Butler, violinos; Louise Williams, viola; e Philip De Groote, violoncelo. A gravação foi realizada em outubro de 1989, na Faculty of Music Concert Hall da Universidade de Cambridge, em um registro digital produzido pela Chandos. O encarte ressalta justamente a importância da música de câmara de Dvořák para compreender o compositor para além de suas obras mais conhecidas.

Esses dois quartetos mostram, enfim, um Dvořák que combina tradição e invenção, lirismo e inquietação. Longe de constituírem meros exercícios de escrita camerística, as obras revelam um compositor capaz de modificar sutilmente as formas herdadas para construir percursos expressivos pessoais. É na intimidade do quarteto, entre o diálogo das quatro vozes e a riqueza de suas melodias, que emerge com especial nitidez o músico que o encarte apresenta: reservado, reflexivo e profundamente ligado à força comunicativa da música.

Uma boa apreciação!

Antonín Dvorak (1841-1904) -

01 - String Quartet No. 8 in E major, B. 57 (Op.80)- Allegro
02 - String Quartet No. 8 in E major, B. 57 (Op.80)- Andante con moto
03 - String Quartet No. 8 in E major, B. 57 (Op.80)- Allegro scherzando
04 - String Quartet No. 8 in E major, B. 57 (Op.80)- Finale, Allegro con brio
05 - String Quartet No. 9 in D minor, B. 75 (Op.34) (once listed as Op. 43)- Allegro
06 - String Quartet No. 9 in D minor, B. 75 (Op.34) (once listed as Op. 43)- Alla ...
07 - String Quartet No. 9 in D minor, B. 75 (Op.34) (once listed as Op. 43)- Adagio
08 - String Quartet No. 9 in D minor, B. 75 (Op.34) (once listed as Op. 43)- Poco ...

Chilingirian Quartet 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Antonín Dvorak (1841-1904) - Concerto for Cello and Orchestra op. 104 e Piano Trio no. 4 "Dumky" E minor op. 90

Depois do bem-sucedido registro do Concerto para violino de Dvořák, com a violinista francesa Isabelle Faust, acompanhada pela Prague Philharmonia sob a regência de Jiří Bělohlávek, a Harmonia Mundi retorna à República Tcheca para uma nova incursão pelo universo do compositor. Desta vez, o protagonista é o violoncelista francês Jean-Guihen Queyras, novamente ao lado de Bělohlávek e da Prague Philharmonia, em uma interpretação do célebre Concerto para violoncelo em si menor. E, segundo a avaliação do texto, os resultados são ainda mais convincentes que os do registro anterior.

Como já havia demonstrado em sua interpretação do Trio em fá menor, presente no álbum precedente, Queyras combina expressividade apaixonada, domínio técnico impecável e uma discreta reserva interpretativa. No Concerto para violoncelo, essas características reaparecem de maneira ainda mais desenvolvida. Seu desempenho não busca o efeito fácil: a intensidade parece resultar de uma construção cuidadosamente planejada, na qual cada gesto musical é calculado para produzir o máximo impacto expressivo.

O resultado é particularmente evidente no Allegro inicial. Quando a música exige lirismo e ardor, Queyras conduz cada frase com extraordinária clareza, fazendo o violoncelo cantar sem perder a precisão. No Adagio ma non troppo, de caráter mais íntimo e contemplativo, seu timbre parece recolher a música para dentro de si, criando uma atmosfera de intensa comunhão. Já nas cadências, quando Dvořák exige do solista uma dimensão heroica e virtuosística, Queyras responde com uma técnica fulgurante e uma energia que o texto compara, de maneira cinematográfica, ao ator Errol Flynn saltando de um navio para outro em Captain Blood.

O álbum também inclui os “Dumky”, de caráter alternadamente sombrio e exuberante, na versão para trio com piano, reunindo Queyras, Isabelle Faust e o pianista Alexander Melnikov. A execução é, novamente, tecnicamente impecável e marcada por grande intensidade interpretativa. Desta vez, porém, o conjunto consegue captar de maneira especialmente feliz as bruscas mudanças de caráter da obra — suas passagens do abatimento à exaltação, da languidez ao êxtase.

Jiří Bělohlávek e a Prague Philharmonia completam o projeto com uma atuação que se mostra particularmente adequada ao universo de Dvořák. O conjunto oferece uma sonoridade calorosa, um lirismo cuidadosamente trabalhado e uma compreensão idiomática do estilo do compositor tcheco. A orquestra não apenas acompanha o solista, mas participa ativamente da construção dessa atmosfera musical, preservando o equilíbrio entre a dimensão sinfônica e o caráter profundamente cantabile da escrita de Dvořák.

A gravação da Harmonia Mundi contribui decisivamente para o resultado. O som é simultaneamente claro e exuberante, próximo e encorpado, vívido e evocativo. A qualidade técnica permite acompanhar com nitidez tanto os detalhes da escrita orquestral quanto as nuances da interpretação de Queyras.

O conjunto forma, assim, um registro particularmente expressivo da música de Dvořák. Entre o lirismo do Concerto para violoncelo e as mudanças emocionais dos Dumky, Queyras, Bělohlávek e a Prague Philharmonia encontram uma linguagem que alia rigor técnico, intensidade e espontaneidade, fazendo deste álbum uma leitura de grande força musical.

Uma boa avaliação!

Antonín Dvorak (1841-1904) -

Concerto for Cello and Orchestra op. 104
01. I. Allegro 15'24
02. II. Adagio ma non troppo 12'00
03. III. Allegro moderato 12'32

The Prague Philharmonia
Jean-Guihen Queyras, violoncelo
Jiří Belohlávek, regente

Piano Trio no. 4 "Dumky" E minor op. 90
04. I. Lento maestoso 4'04
05. II. Poco Adagio - Vivace non troppo 6'00
06. III. Andante - Vivace non troppo 6'08
07. IV. Andante moderato - Allegretto scherzando 4'48
08. V. Allegro 3'58
09. VI. Lento maestoso - Vivace 4'34

Jean-Guihen Queyras, violoncelo
Isabelle Faust, violino
Alexander Melnikov, piano 

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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Antonín Dvorak (1841-1904) - Symphony No.8 in G, Op.88 e Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No.3 in F, Op.90

Nascido em 1922, Suitner construiu grande parte de sua trajetória profissional na Alemanha e em outros importantes centros musicais europeus. Sua carreira também esteve profundamente ligada ao Japão. O maestro realizou sua primeira visita ao país em 1971 e, posteriormente, tornou-se regente honorário da NHK Symphony Orchestra. Entre sua chegada ao Japão e sua última apresentação, em 1989, acumulou uma série de concertos que, segundo o texto do livreto, permaneceram na memória dos músicos e do público como momentos particularmente marcantes da história da orquestra.

O aspecto mais revelador do perfil artístico de Suitner está em sua concepção da interpretação. O maestro não procurava sobrepor à partitura uma personalidade exterior por meio de efeitos, teatralidade ou gestos de autopromoção. Ao contrário, entendia que o intérprete deveria colocar-se a serviço da obra, permitindo que sua beleza, suas estruturas e sua respiração fossem reveladas. A interpretação, nessa perspectiva, não é uma demonstração de autoridade do regente, mas uma forma de fazer com que a música adquira vida diante do ouvinte.

Essa concepção parece especialmente apropriada às duas sinfonias escolhidas para o álbum. Em Dvořák, Suitner encontra uma obra de extraordinária riqueza melódica e colorística. Composta em 1889 e estreada em Praga no ano seguinte sob a direção do próprio compositor, a Oitava Sinfonia nasceu em um período particularmente produtivo da carreira de Dvořák. A partitura apresenta uma sucessão de contrastes entre lirismo, dança, energia rítmica e exuberância orquestral. O primeiro movimento, Allegro con brio, abre o ciclo; seguem-se o Adagio, o Allegretto grazioso – Molto vivace e o Allegro, ma non troppo.

A trajetória da obra também revela a dimensão internacional alcançada por Dvořák. A sinfonia foi publicada originalmente por uma editora inglesa e, por isso, chegou a ser associada à Inglaterra em algumas referências. O livreto, contudo, ressalta que essa designação não corresponde ao conteúdo da obra. O caráter essencialmente dvořákiano da partitura está justamente na maneira como o compositor transforma elementos de sua experiência musical em uma linguagem sinfônica ampla, sem reduzir a obra a um simples exercício de nacionalismo.

Com Brahms, o desafio interpretativo é diferente. A Terceira Sinfonia, composta em 1883, pertence ao período de plena maturidade do compositor. Sua criação ocorreu quando Brahms já havia consolidado sua posição como um dos grandes continuadores da tradição sinfônica alemã. O livreto destaca, entretanto, o peso dessa tradição sobre o compositor: escrever para orquestra significava inevitavelmente confrontar-se com a sombra de Beethoven, cuja grandeza estabelecera um padrão difícil de ignorar.

Brahms levou vinte e um anos, segundo o texto, para concluir sua Primeira Sinfonia. O êxito alcançado por essa obra contribuiu para lhe dar confiança e abriu caminho para uma produção sinfônica mais concentrada. A Terceira surgiu seis anos depois da Segunda e, embora seja uma obra de dimensões relativamente compactas, concentra uma enorme variedade de tensões e estados de espírito. Seus quatro movimentos — Allegro con brio, Andante, Poco allegretto e Allegro — articulam vigor, introspecção, melancolia e dramaticidade.

É precisamente nesse ponto que a interpretação de Suitner adquire especial interesse. O livreto insiste em que o maestro não buscava uma interpretação “de Suitner”, mas uma leitura em que a própria obra pudesse revelar sua beleza. Em Brahms, isso significa preservar a densidade estrutural sem transformar a música em um exercício excessivamente pesado ou monumental. A sonoridade da NHK Symphony Orchestra torna-se, assim, veículo para uma concepção em que clareza, equilíbrio e profundidade caminham juntos.

As duas gravações também possuem um valor documental particular. Dvořák foi registrado em 30 de janeiro de 1973, durante uma apresentação no Osaka Festival Hall, enquanto Brahms foi gravado em 16 de novembro de 1989, no NHK Hall, em Tóquio. O intervalo de dezesseis anos entre os registros transforma o álbum em uma espécie de arco histórico da presença de Suitner à frente da orquestra.

O livreto sugere ainda que a importância de Suitner no Japão ultrapassou a simples realização de bons concertos. Seu trabalho contribuiu para o amadurecimento da NHK Symphony Orchestra, que, ao longo dos anos, desenvolveu maior segurança técnica e liberdade expressiva. A comparação entre as duas gravações, portanto, permite ouvir também a evolução de um conjunto que encontrou no maestro um intérprete capaz de combinar conhecimento, disciplina e sensibilidade.

No fim, o legado apresentado por este registro não está apenas nas duas grandes sinfonias de Dvořák e Brahms. Está sobretudo em uma ideia de interpretação: quanto mais profundamente o intérprete compreende a obra, menos precisa chamar atenção para si mesmo. Suitner parece ter acreditado que a verdadeira autoridade do regente nasce da capacidade de escutar a partitura e conduzir a orquestra para dentro dela. É uma postura de humildade artística que, décadas depois, continua conferindo às suas gravações com a NHK Symphony Orchestra um interesse que ultrapassa o valor meramente histórico.

Uma boa apreciação! 

01 - Dvorak Symphony No.8 in G,op.88
02 - Dvorak Symphony No.8 in G,op.88
03 - Dvorak Symphony No.8 in G,op.88
04 - Dvorak Symphony No.8 in G,op.88
05 - Brahms Symphony No.3 in F,op.90
06 - Brahms Symphony No.3 in F,op.90
07 - Brahms Symphony No.3 in F,op.90
08 - Brahms Symphony No.3 in F,op.90

NHK Symphony Orchestra, Tokyo

Otmar Suitner, regente

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Antonín Dvorak (1841-1904) - Symphony No. 7 in D-Sharp Minor, Op. 70 e Symphony No. 8 in G-Sharp Major, Op. 88

Composta entre o final de 1884 e o início de 1885 para a Sociedade Filarmônica de Londres, a Sétima Sinfonia nasceu em um período de intensa maturidade artística. Dvořák já era um compositor reconhecido internacionalmente, mas atravessava uma fase de profundas reflexões pessoais e criativas. O resultado é uma obra de grande densidade dramática, frequentemente comparada às sinfonias de Brahms por sua arquitetura rigorosa e pela força do desenvolvimento temático.

Desde os primeiros compassos, a música estabelece um ambiente de tensão. O primeiro movimento apresenta um embate constante entre impulsos opostos; o Adagio oferece um momento de aparente serenidade, sem dissipar completamente a inquietação; o Scherzo transforma ritmos de dança popular em energia quase combativa; e o Finale conduz a uma vitória conquistada com esforço, como se a luz só pudesse surgir depois de atravessar a sombra. Não há triunfalismo fácil: a conclusão soa como a recompensa de uma longa batalha interior.

Quatro anos depois, em 1889, Dvořák escreveu uma obra de espírito completamente diverso. A Oitava Sinfonia parece respirar o ar do campo boêmio, refletindo o fascínio do compositor pela natureza, pela vida rural e pelas melodias populares de sua terra natal. É uma música que transmite gratidão, equilíbrio e confiança, sem abrir mão da sofisticação estrutural.

Seu primeiro movimento alterna momentos contemplativos e explosões de entusiasmo; o segundo possui caráter meditativo, quase pastoral; o terceiro substitui o tradicional scherzo por uma elegante valsa de delicada melancolia; e o Finale, iniciado por uma célebre fanfarra de trompete, desenvolve uma série de variações brilhantes que culminam em uma celebração luminosa. Tudo parece fluir com espontaneidade, embora cada detalhe revele o refinamento de um mestre em pleno domínio de sua linguagem.

Ouvir essas duas sinfonias em conjunto é compreender a extraordinária versatilidade de Dvořák. A Sétima representa o compositor que enfrenta os dilemas da existência com coragem e profundidade. A Oitava revela o artista reconciliado consigo mesmo, capaz de transformar a contemplação da natureza em música de irresistível beleza.

Essa complementaridade explica por que ambas ocupam lugar permanente no repertório das grandes orquestras. Elas condensam características que tornaram Dvořák um dos maiores sinfonistas do século XIX: invenção melódica inesgotável, orquestração transparente, domínio formal e a rara habilidade de unir tradição germânica e identidade eslava em um discurso absolutamente pessoal.

Mais de um século após suas estreias - ambas regidas pelo próprio compositor -, essas obras permanecem surpreendentemente atuais. Em tempos de contrastes e incertezas, a Sétima nos lembra que a superação nasce do enfrentamento das dificuldades; a Oitava reafirma que ainda é possível celebrar a beleza das pequenas coisas. Poucos compositores conseguiram traduzir essas duas dimensões da experiência humana com tamanha sinceridade e poder expressivo. É justamente por isso que as Sinfonias nº 7 e nº 8 continuam sendo não apenas monumentos da música clássica, mas também retratos universais da condição humana.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Antonín Dvorak (1841-1904) -

01 - Symphony No. 7 in D-Sharp Minor, Op. 70, ._ I. Allegro maestoso
02 - Symphony No. 7 in D-Sharp Minor, Op. 70, ._ II. Poco adagio
03 - Symphony No. 7 in D-Sharp Minor, Op. 70, ._ III. Scherzo
04 - Symphony No. 7 in D-Sharp Minor, Op. 70, ._ V. Finale
05 - Symphony No. 8 in G-Sharp Major, Op. 88, ._ I. Allegro con brio
06 - Symphony No. 8 in G-Sharp Major, Op. 88, ._ II. Adagio
07 - Symphony No. 8 in G-Sharp Major, Op. 88, ._ III. Allegretto grazioso
08 - Symphony No. 8 in G-Sharp Major, Op. 88, ._ IV. Allegro ma non troppo

Czech Philharmonic Orchestra
Václav Neumann, regente 

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Joshua Bell - Voice of the Violin

Texto de apresentação do disco: 

"Temo que isso ainda subestime a qualidade etérea com que Bell extrai notas musicais vivas de seu Stradivarius. A comunhão espiritual que se estabelece entre um virtuose e seu instrumento é o que torna possível a conexão entre intérprete e ouvinte. O instrumento transforma-se em uma voz singular, capaz de transmitir a essência da música - ela própria uma extensão do compositor. Quando essa relação é pura, sua qualidade torna-se imensurável e indizível, comunicando-se apenas entre espíritos, e alcançando plenitude ainda maior nas mãos de uma alma afim. Joshua Bell possui exatamente esse tipo de vínculo: não apenas entre o autor da obra e a excelência do instrumento, mas também entre o compositor e o público. Bell se destaca como a ponte perfeita entre todos eles.

Constantemente incentivados a “cantar” através de seus instrumentos, músicos de cordas naturalmente buscam reproduzir o mais belo de todos os instrumentos musicais: a voz humana. Não surpreende, portanto, que desejem literalmente colocar os dedos sobre os tesouros do repertório vocal. Joshua Bell apropriou-se de algumas das mais célebres canções e árias operísticas, de Mozart aos românticos, passando por Orff. Lentamente conduzidas, sustentadas, líricas e, sim, profundamente “cantáveis”, essas melodias sedutoras e de ampla carga emocional adaptam-se com extraordinária naturalidade ao violino.

Grande parte dos arranjos leva a assinatura de J.A.C. Redford, conhecido compositor de cinema e televisão. E, de fato, as cordas pulsantes e as modulações abruptas típicas de trilhas sonoras permeiam suas orquestrações, em contraste surpreendente com a linguagem original dos compositores. Em “Beau soir”, de Debussy, o pianista Frederic Chiu acompanha Bell com tamanha sensibilidade que se chega a desejar que o piano tivesse substituído a orquestra em todas as canções. As transcrições violinísticas da linha vocal permanecem fiéis aos originais, exceto pelo hábito quase compulsivo de Redford de adicionar oitavas nas repetições e saltar do registro mais grave ao mais agudo.

Naturalmente, Bell executa tudo isso com maestria — e é justamente a interpretação o grande destaque. Seu timbre é arrebatadoramente belo: quente nas cordas graves, luminoso nos registros agudos e sempre intensamente expressivo. Seu amor pela música e sua compreensão instintiva de sua simplicidade interior, de seu anseio romântico e de seu ardor apaixonado atingem diretamente o coração do ouvinte.

Na única participação violinística autenticamente escrita para o instrumento, o obbligato de “Morgen!”, de Richard Strauss, Bell divide a cena com a soprano Anna Netrebko, dona de uma voz dourada. Inicialmente intensa em excesso, ela gradualmente se entrega a um desfecho mágico e sereno".  

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Vocalise, Op. 34, No. 14 (Rachmaninoff) (5:51)
02. Ave Maria (Schubert) (4:43)
03. Pourquoi me reveiller from Werther (Massenet) (2:37)
04. Apres un reve, Op. 7, No. 1 (Faure) (2:50)
05. Song To The Moon from Rusalka (Dvorak) (5:28)
06. Laudate Dominum from Vesperae solennes de confessore (Mozart) (4:43)
07. None But The Lonely Heart, Op. 6/6 (Tchaikovsky) (2:51)
08. Una Furtiva Lagrima from L'Elisir d'Amore (Donizetti) (4:17)
09. In trutina from Carmina Burana (Orff) (2:34)
10. May Breezes from Songs without Words, Op. 62, No. 1 (Mendelssohn) (2:18)
11. Beau soir (Debussy) (2:32)
12. Estrellita (Ponce) (3:16)
13. Nana (Bercuese) from Siete conciones populares Espanolas (De Falla) (2:12)
14. Je crois entendre encore from The Pearl Fishers (Bizet) (3:31)
15. Morgen! Op. 27, No. 4 (R. Strauss) (3:41)

Joshua Bell, violino

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Antonín Dvorak (1841-1904) - Cello Concerto No. 2 in B-Sharp Minor, Op. 104 e Piano Concerto in G-Sharp Minor, Op. 33


Gosto bastante desses concertos presentes neste disco. Eles possuem uma delicadeza bem distinta em relação àquelas que encontramos em outros compositores românticos. Dvorak foi um dos nomes mais importantes do período romântico tardio. Ele dialoga a todo momento com a tradição e com os ventos folclóricos trazidos de sua terra. Não esquece, portanto, a cultura do seu país, do seu povo. Todavia, é relevante dizer que essa preocupação não é caricatural.

Um exemplo é o seu bonito Concerto para violoncelo Nº 2, o Op. 104. Nessa obra, o compositor imprime uma carga emocional cantante. Escutamos uma voz vulnerável, como se o próprio ser humano estivesse a balbuciar os sentimentos mais intraduzíveis. Importante destacar o segundo movimento, que carrega um sentimento elegíaco devastador, ligado à doença e posterior morte de Josefina Kaunitzová, cunhada e antigo amor do compositor.

Já o seu Concerto para piano, o Op. 33, composto em 1876, soa como uma sinfonia disfarçada de concerto. Dvorak procura contrastar com a noção característica da época, que tinha no exibicionismo, na técnica imperiosa, a noção de catarse artística. O piano não domina a orquestra; conversa com ela, às vezes até se esconde dentro dela. Há em seu concerto para piano uma melancolia eslava. O concerto nos remete a uma caminhada pelas paisagens dos bosques da Boêmia.

Há nessas duas obras, uma evidente preocupação com o popular na dose exata, sem rompentes megalomaníacos; há ainda uma sóbria e sofisticada arquitetura, cujas emoções se insinuam de maneira delicada.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Antonín Dvorak (1841-1904) - 

01 - Cello Concerto No. 2 in B-Sharp Minor, Op. 104, ._ I. Allegro
02 - Cello Concerto No. 2 in B-Sharp Minor, Op. 104, ._ II. Adagio, ma non troppo
03 - Cello Concerto No. 2 in B-Sharp Minor, Op. 104, ._ IV. Finale. Allegro moderato
04 - Piano Concerto in G-Sharp Minor, Op. 33, ._ I. Allegro agitato
05 - Piano Concerto in G-Sharp Minor, Op. 33, ._ II. Andante sostenuto
06 - Piano Concerto in G-Sharp Minor, Op. 33, ._ III. Finale. Allegro con fuoco

Czech Philharmonic Orchestra
Václav Talich, regente
Frantisek Maxián, piano
Mstislav Rostropovich, violoncelo

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domingo, 12 de abril de 2026

Antonin Dvořák (1841-1904) - Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70 e Symphony No. 8 in G Major, Op. 88

Antonin Dvořák escreveu nove sinfonias, um número cabalístico para qualquer compositor quando estamos a falar de sinfonias  - Schubert, Beethoven, Bruckner entre outros. Das sinfonias escritas por Dvořák, a número 9 - "Do Novo Mundo" - é a minha favorita. Todavia, as sinfonias de número 7 e 8 são espetaculares. Por exemplo, escutei este disco por três vezes seguidas. 

A Sinfonia nº 7, concluída em 1885, nasce em um contexto de afirmação. Dvořák já não era um compositor promissor; era um nome consolidado, impulsionado pelo apoio de Johannes Brahms e pelo interesse de editores como a casa Simrock. A encomenda da obra pela Sociedade Filarmônica de Londres não foi apenas um gesto artístico, mas também político: tratava-se de inserir um compositor boêmio no coração da tradição sinfônica germânica. 

E é justamente isso que se ouve na Sétima. Sombria, densa e arquitetonicamente rigorosa, ela dialoga diretamente com o modelo de Brahms - e, mais distante, com Beethoven. O primeiro movimento se abre com um tema carregado de tensão, frequentemente interpretado como reflexo das inquietações políticas da Boêmia sob domínio austro-húngaro.  

Já a No. 8, composta quatro anos depois, em 1889, caminha para um outra direção. Se a Sétima olha para Viena e para a tradição germânica, a Oitava volta-se para a paisagem boêmia com um sorriso aberto. É uma obra mais luminosa, pastoral, quase celebratória. Dvořák, agora em um momento de maior autonomia artística, afasta-se deliberadamente do molde austro-germânico e abraça uma linguagem mais livre e pessoal.

Não deixe de ouvir este bonito disco. Uma boa apreciação! 

01. Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141 - I. Allegro maestoso
02. Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141 - II. Poco adagio
03. Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141 - III. Scherzo. Vivace
04. Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141 - IV. Finale. Allegro
05. Symphony No. 8 in G Major, Op. 88, B. 163 - I. Allegro con brio
06. Symphony No. 8 in G Major, Op. 88, B. 163 - II. Adagio
07. Symphony No. 8 in G Major, Op. 88, B. 163 - III. Allegretto grazioso - Molto vivace
08. Symphony No. 8 in G Major, Op. 88, B. 163 - IV. Allegro, ma non troppo

Houston Symphony
Andrés Orozco-Estrada, regente 

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Antonin Dvorak (1841-1904) - Serenade in E, Op. 22 e Serenade in D minor, Op. 44 e P. I. Tchaikovsky (1840-1893) - Serenade in C major, Op. 48

Este disco foi separado para ser postado desde o ano de 2024. Ele foi ficando, ficando, mas nunca concretizei a ideia de postá-lo. Trata-se de um registro maravilhoso, de grande lirismo e funda emoção. O Op. 22, de Dvorak, foi escrito em 1875 para cordas e é um marco divisor na carreira do compositor. Nele, Dvořák encontra uma voz própria, equilibrando a herança clássica - especialmente de Mozart e Brahms - com inflexões rítmicas e melódicas do folclore eslavo. 

Já o Op. 44 foi escrito quase uma década depois. Dvorak utiliza um conjunto pouco convencional - sopros, violoncelo e contrabaixo. O resultado é uma obra de cores densas e caráter mais rústico, em que os timbres dos instrumentos de sopro evocam bandas populares e tradições camponesas da Boêmia. Aqui, o compositor explora contrastes mais marcantes entre solenidade e jovialidade, com movimentos que oscilam entre o cerimonial e a dança animada.

E a última obra o disco é o Op. 48, de Tchaikovsky, escrita em 1880. O compositor russo afirmou ter escrito a obra “por amor” à forma clássica, e essa declaração se reflete na estrutura clara e na reverência explícita a Mozart, especialmente no primeiro movimento, Pezzo in forma di sonatina. No entanto, sob essa fachada clássica pulsa uma intensidade emocional tipicamente tchaikovskiana. 

Neste disco, as obras são interpretados em um duo para piano, o que acaba por ressaltar o caráter lírico. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. I. Moderato (Arr. for piano Duet)
02. II. Tempo di Valse (Arr. for piano Duet)
03. III. Scherzo. Vivace (Arr. for piano Duet)
04. IV. Larghetto (Arr. for piano Duet)
05. V. Finale. Allegro vivace (Arr. for piano Duet)
06. I. Moderato quasi marcia (Arr. for piano Duet)
07. II. Minuetto (Arr. for piano Duet)
08. III. Andante con moto (Arr. for piano Duet)
09. IV. Finale. Allegro molto (Arr. for piano Duet)
10. I. Pezzo en forma di Sonatina (Andante non troppo) [Arr. for piano Duet]
11. II. Walzer (Moderato) [Arr. for piano Duet]
12. III. Elegie (Larghetto elegiaco) [Arr. for piano Duet]
13. IV. Finale. Tema russo (Andante - Allegro con spirito) [Arr. for piano Duet]

Zdenka and Martin Hrsel, piano 

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domingo, 16 de novembro de 2025

Klaus Tennstedt - The Great EMI Recordings - Wagner, Mendelssohn, Mussorgsky, Kódaly, Prokofiev, Beethoven, Schumann & Dvorak (CDs 10, 11, 12, 13 & 14 de 14 - final)

"Morreu Klaus Tennstedt, o último maestro a arrancar uma ovação fervorosa do público de Londres — não apenas em aclamação, mas em pura catarse diante da resolução de uma das sinfonias de Mahler que exploravam o sentido da vida. Enquanto as estruturas do Festival Hall tremiam, este homem idoso e esguio, de casaca encharcada de suor e mechas de cabelo branco coladas à cabeça, olhava através de óculos embaçados para a multidão extasiada, parecendo questionar o que teria provocado tamanho alvoroço.

A partida de Tennstedt, cujo legado musical ressoava com uma honestidade transparente, marca o fim de uma era.

Durante quatro curtas temporadas em meados dos anos 80, Tennstedt foi diretor musical da London Philharmonic Orchestra (LPO). Este foi o único cargo que ele exerceu com notável sucesso, pois a personalidade do maestro carregava uma gloriosa impraticabilidade e uma veia autodestrutiva.

Para John Willan, o então gerente da LPO, nunca havia total certeza de que Tennstedt alcançaria o pódio sem tropeçar nos próprios atacadores. Em certas ocasiões, apresentava-se com a partitura errada. A sua reputação também não era das mais sólidas em França, onde certa vez apareceu para um concerto com uma orquestra amotinada e um forte odor a álcool.

O maestro era reconhecido como um pesadelo para a indústria musical. A sua esposa, Inge, ironizava que a EMI poderia lançar uma caixa com as suas gravações inacabadas.

Tennstedt não era de respeitar reputações. Quando a soprano Jessye Norman falhou as notas mais agudas durante a gravação de excertos de Wagner, o maestro recusou-se a continuar a trabalhar com ela. Havia uma honestidade palpável no homem que se negava a compactuar com qualquer falsificação de estúdio. Desde Klemperer, a crítica não ouvia algo com tamanha pureza.

A sua história de vida é descrita como uma odisseia alemã comum. Nascido em Merseburg, em 1926, filho de um músico orquestral, ouviu discos "proibidos" durante a Segunda Guerra Mundial e ficou retido na zona soviética após o armistício.

Com um talento notório para o violino, foi líder de uma orquestra sinfónica aos 19 anos, acalentando esperanças de uma carreira a solo. No entanto, perdeu a sua forma de sustento quando um crescimento surgiu entre dois dos seus dedos. Após um ano de depressão e um casamento adolescente desfeito, Tennstedt dirigiu-se discretamente ao teatro de ópera e procurou trabalho como répétiteur (preparador musical)".

Texto completo aqui
 

DISCO 10

01 - Die Walküre (The Valkyrie), opera, WWV 86b- Ride of the Valkyries
02 - Die Götterdämmerung (Twilight of the Gods), opera, WWV 86d- Dawn and Siegfrie...
03 - Die Götterdämmerung (Twilight of the Gods), opera, WWV 86d- Siegfried's Death...
04 - Das Rheingold (The Rhine Gold), opera, WWV 86a- Entry of the Gods into Valhalla
05 - Siegfried, opera, WWV 86c- Forest Murmurs
06 - Die Walküre (The Valkyrie), opera, WWV 86b- Wotan's Farewell and Magic Fire M...

DISCO 11

01 - Tannhäuser, opera, WWV 70- Overture
02 - Rienzi, der Letzte der Tribunen, opera, WWV 49- Overture
03 - Lohengrin, opera, WWV 75- Act 1-  Prelude
04 - Lohengrin, opera, WWV 75- Act 3-  Prelude
05 - Die Meistersinger von Nürnberg, opera, WWV 96- Act 1-  Prelude

DISCO 12

01 - Symphony No. 4 in A major (-Italian-), Op. 90- 1. Allegro vivace
02 - Symphony No. 4 in A major (-Italian-), Op. 90- 2. Andante con moto
03 - Symphony No. 4 in A major (-Italian-), Op. 90- 3. Con moto moderato
04 - Symphony No. 4 in A major (-Italian-), Op. 90- 4. Saltarello. Presto
05 - Symphony No. 9 in C major (-The Great-), D. 944- 1. Andante - Allegro ma non ...
06 - Symphony No. 9 in C major (-The Great-), D. 944- 2. Andante con moto
07 - Symphony No. 9 in C major (-The Great-), D. 944- 3. Scherzo. Allegro vivace
08 - Symphony No. 9 in C major (-The Great-), D. 944- 4. Final. Allegro vivace

DISCO 13

01 - Mussorgsky - A Night on Bare Mountain
02 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - I. Prelude
03 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - II. Viennese Musical Clock
04 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - III. Song
05 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - IV. Battle and Defeat Napoleon
06 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - V. Intemezzo
07 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - VI. Entrance of the Emperor and His Court
08 - Prokofiev - Lieutenant Kijщ - Suite - I. The Birth of Kijщ
09 - Prokofiev - Lieutenant Kijщ - Suite - II. Romance
10 - Prokofiev - Lieutenant Kijщ - Suite - III. Wedding of Kijщ
11 - Prokofiev - Lieutenant Kijщ - Suite - IV. Troika
12 - Prokofiev - Lieutenant Kijщ - Suite - V. Burial of Kijщ

DISCO 14

01 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
02 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
03 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
04 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
05 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
06 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
07 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
08 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft

Berliner Philharmoniker
Klaus Tennstedt, regente 

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terça-feira, 26 de agosto de 2025

Antonín Dvorak (1841-1904) - String Quartet No. 12 in F major, Op. 96 - American B.179 e Bedrich Smetana (1824-1884) - String Quartet No. 1 in E minor - "From my Life"

Este disco nos apresenta duas obras de dois compositores tchecos – Dvorak e Smetana. O primeiro deles é o conhecido Quarteto Americano, cuja escrita se deu no ano de 1893, quando o compositor esteve em Spilville, Iowa; é uma obra-prima incontestável de grande serenidade e beleza. A obra procura desenhar a paisagem, os ares, as cores dos Estados Unidos. Dvorak, fascinado pelos cantos dos pássaros e pela música folclórica nativa americana, incorpora esses elementos em sua música, criando uma atmosfera que é ao mesmo tempo exótica e familiar.

A outra obra do disco é o também famoso quarteto “Da minha vida”, de Biedrich Smetana. Diferentemente, da composição de seu conterrâneo, encontramos nessa obra um aspecto essencialmente trágico. Escrito em 1876, após o compositor ter perdido a audição, o quarteto é uma autobiografia sonora. Cada movimento representa uma fase de sua vida: a juventude, os triunfos musicais, a vida familiar e, no movimento final, a tragédia da surdez.

Os dois quartetos são belos à sua maneira. Enquanto a obra de Dvorak procura descrever as belezas vistas, constatadas pelos olhos de alguém que se encontrava em um país distante e diferente do seu, Smetana nos convida a uma viagem introspectiva e repleta de tragicidade. Enquanto composição de Dvorak é contagiante, luminosa, Smetana aponta para os eventos dolorosas da vida. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. String Quartet No. 12 in F major, Op. 96 - American B.179 - 1. Allegro ma non troppo
02. String Quartet No. 12 in F major, Op. 96 - American B.179 - 2. Lento
03. String Quartet No. 12 in F major, Op. 96 - American B.179 - 3. Molto vivace
04. String Quartet No. 12 in F major, Op. 96 - American B.179 - 4. Finale (Vivace ma non troppo)
05. String Quartet No. 1 in E minor From my Life - 1. Allegro vivo appassionato
06. String Quartet No. 1 in E minor From my Life - 2. Allegro moderato alla Polka
07. String Quartet No. 1 in E minor From my Life - 3. Largo sostenuto
08. String Quartet No. 1 in E minor From my Life - 4. Vivace

Guarneri Quartet 

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terça-feira, 12 de agosto de 2025

Antonín Dvorak (1841-1904) - Symphony No. 8 in G major, Op. 88, B. 163 e Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 1 in C minor, Op. 68

Disco com duas gravações de fôlego. A Sinfonia No. 8, de Dvorak, é um dos trabalhos de que mais gosto do compositor. Escrita em 1889, a Oitava do compositor tcheco é considerada por muitos como o seu trabalho sinfônico mais luminoso. O compositor tcheco, então no auge da maturidade criativa, afastou-se da densidade dramática típica de outros românticos para construir uma partitura vibrante, repleta de melodias líricas, cores orquestrais exuberantes e um sentido quase narrativo de paisagem. A música revela o folclore boêmio, alternando momentos de serenidade pastoral com explosões de energia, como se retratasse o ciclo da vida no campo.

Já a Sinfonia No. 1, de Brahms, é um dos trabalhos sinfônicos mais espetaculares da história. Ela é cheia de qualidades. Concluída em 1876 após quase vinte anos de hesitação e revisão, carrega outro tipo de tensão: a da busca por estar à altura do legado de Beethoven. Apelidada por Hans von Bülow de “a Décima de Beethoven”, a obra se abre com uma introdução lenta e dramática, cujos acordes pesados prenunciam a densidade emocional que se seguirá. Essa obra demonstrava que o legado de Beethoven continuava vivo, em movimento, e que Brahms era um dos seus mais ardorosos discípulos. 

Não deixe de ouvir essas gravações acontecidas na década de sessenta do século XX. Uma boa apreciação! 

01 - Symphony No. 8 in G major, Op. 88, B. 163_I. Allegro con brio
02 - Symphony No. 8 in G major, Op. 88, B. 163_II. Adagio
03 - Symphony No. 8 in G major, Op. 88, B. 163_III. Allegretto grazioso - Molto vivace
04 - Symphony No. 8 in G major, Op. 88, B. 163_IV. Allegro ma non troppo
05 - Symphony No. 1 in C minor, Op. 68_I. Un poco sostenuto - Allegro06 - Symphony No. 1 in C minor, Op. 68_II. Andante sostenuto
07 - Symphony No. 1 in C minor, Op. 68_III. Un poco allegretto e grazioso
08 - Symphony No. 1 in C minor, Op. 68_IV. Adagio - Piu andante - Allegro non troppo ma con brio - Piu allegro

Czech Philharmonic Orchestra
Swiss Festival Orchestra

George Szell, regente 

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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Felix Mendelssohn (1809-1847) - Violin Concerto in E Minor, Op. 64 e Antonín Dvorak (1841-1904) - Violin Concerto in A Minor, Op. 53

Quando pensamos em grandes concertos para violino e orquestra, certamente, surgem de imediato as obras de Brahms, Beethoven, Tchaikovsky, Bartok, Sibelius, Shostakovich, Schoenberg. Este disco apresenta dois outros compositores que escreveram concertos imortais e que estão presentes de forma recorrente nas salas de concerto. 

Esses concertos possuem uma espécie de magicidade, pois, sempre que os escutamos, uma percepção nova sempre aparece. O Concerto de Mendelssohn foi escrito entre os anos de 1838 e 1844. O Concerto de Dvorak foi escrito quase quarenta anos depois do Concerto de Mendelssohn, a saber, entre os anos de 1879 e 1880. 

Ambos os concertos são pilares do repertório romântico, mas refletem visões distintas. Mendelssohn, com sua sofisticação germânica, oferece um concerto de linhas elegantes, clássico em sua estrutura, ainda que inovador em detalhes. Dvorák, por sua vez, apresenta uma obra vibrante e enraizada em sua cultura natal, fazendo do violino um veículo da alma boêmia.

 Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01 - Violin Concerto in E Minor, Op. 64_ I. Allegro molto appassionato (Live)
02 - Violin Concerto in E Minor, Op. 64_ II. Andante (Live)
03 - Violin Concerto in E Minor, Op. 64_ III. Allegretto non troppo - Allegro molto vivace (Live)
04 - Violin Concerto in A Minor, Op. 53_ I. Allegro, ma non troppo - Quasi moderato (Live)
05 - Violin Concerto in A Minor, Op. 53_ II. Adagio, ma non troppo (Live)
06 - Violin Concerto in A Minor, Op. 53_ III. Finale. Allegro giocoso, ma non troppo (Live)

Swiss Festival Orchestra
Igor Markevitch, regente
Ernest Ansermet, regente
Nathan Milstein, violino 

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quarta-feira, 23 de julho de 2025

Antonín Dvorák (1841-1904) - The Water Goblin in B Minor, Op. 107, The Noon Witch in C Major, Op. 108 e The Golden Spinning Wheel in F Major, Op. 109

Um disco fascinante. Sou um grande admirador dos poemas sinfônicos escritos pelo compositor tcheco, sobretudo "The Golden Spinning Wheel in F Major, Op. 109", que ouvi bastante no período em que deixei minha adolescência. Abaixo, uma pequena afirmação extraída do encarte a respeito do disco e das obras:

"Os poemas sinfônicos de Antonin Dvorák são obras fascinantes porque oferecem uma combinação perfeita de orquestração colorida, arte narrativa vibrante e tradição musical folclórica tcheca profundamente enraizada. A habilidade de Dvorak em pintar quadros musicais e contar histórias de forma comovente é particularmente evidente nas três peças gravadas aqui pela Orquestra Sinfônica de Basileia sob a regência de seu maestro Ivor Bolton".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!  

Antonín Dvorák (1841-1904) -

01. The Water Goblin in B Minor, Op. 107
02. The Noon Witch in C Major, Op. 108
03. The Golden Spinning Wheel in F Major, Op. 109

Sinfonieorchester Basel
Sir Ivor Bolton, regente 

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segunda-feira, 16 de junho de 2025

Antonín Dvorak (1841-1904) - Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70 e Robert Schumann (1810-1856) - Symphony No. 2 in C Major, Op. 61


As três últimas sinfonias escritas pelo tcheco Antonin Dvorak são obras bastante expressivas. São extraordinárias. A mais popular delas é a No. 9, conhecida popularmente como “Do Novo Mundo”, por fazer referência ao período em que o compositor esteve na América do Norte, no final do século XIX. Talvez, seja seu trabalho mais famoso. Todavia, a Sinfonia No. 7 é, para muitos, o trabalho mais maduro e dramático do compositor. Nesse trabalho, o compositor busca uma linguagem mais austera e profunda do que nos trabalhos sinfônicos que havia escrito até aquele momento.

A obra foi escrita em 1885.  O motivo para escrevê-la veio de um momento em que constatou uma manifestação nacionalista chegando à estação ferroviária de Praga. Essa visão encheu o compositor de um forte orgulho nacional. Embora a Sétima aborde uma questão nacional, ela transcende essa perspectiva. Torna-se universal e integra o compositor à tradição germânica, colocando-o ao lado de nomes como Beethoven, Schubert e Brahms.

A Sinfonia No. 2, de Schumann, foi escrita nos anos de 1845 e 1846. É o trabalho sinfônico de que mais gosto do compositor. Ela contrasta com o momento vivido por Schumann quando a Sinfonia foi escrita. O alemão passava por um momento de desânimo, saúde frágil e com flertes depressivos. Apesar de cenário difícil, a Segunda é triunfante e luminosa.

Escrita em quatro movimentos, o destaque fica – ao meu modo de ver – com o Adagio expressivo, considerado um dos momentos mais líricos, introspectivos do compositor, talvez, como uma reflexão ao momento que vivia.  Já o quarto movimento – o Finale – acentua o clima de superação e vitória. Schumann chegou a afirmar à época que a música o ajudava “lutar contra a escuridão”.

Não deixe de ouvir este bonito disco. Uma boa apreciação! 

01. Dvořák: Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70: I. Allegro maestoso (10:46)
02. Dvořák: Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70: II. Poco adagio (9:33)
03. Dvořák: Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70: III. Scherzo: Vivace (7:16)
04. Dvořák: Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70: IV. Finale: Allegro (9:15)
05. Schumann: Symphony No. 2 in C Major, Op. 61: I. Sostenuto assai - Allegro ma non Troppo (11:44)
06. Schumann: Symphony No. 2 in C Major, Op. 61: II. Scherzo: Allegro vivace (6:45)
07. Schumann: Symphony No. 2 in C Major, Op. 61: III. Adagio espressivo (9:03)
08. Schumann: Symphony No. 2 in C Major, Op. 61: IV. Allegro molto vivace (8:12)

London Philharmonic Orchestra
Edward Gardner, regente 

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Antonín Dvorak (1841-1904) - Symphony No. 9 in E Minor, Op. 95, B. 178 - "From the New World" e Symphony No. 8 in G Major, Op. 88, B. 163

Antonín Dvorak (1841-1904) -

01 - I. Adagio - Allegro molto
02 - II. Largo
03 - III. Scherzo. Molto vivace
04 - IV. Finale. Allegro
05 - I. Allegro con brio
06 - II. Adagio
07 - III. Allegretto grazioso
08 - IV. Finale. Allegro ma non troppo

Czech Philharmonic Orchestra
Frantisek Stupka, regente

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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Antonín Dvorak (1841-1904) - Symphonies 6 & 7 e Othello, Op. 93 Overture

 

DISCO 01

01. Othello, Op. 93 Overture (Live)
02. Symphony No. 6 in D Major, Op. 60 I. Allegro non tanto (Live)
03. Symphony No. 6 in D Major, Op. 60 II. Adagio (Live)
04. Symphony No. 6 in D Major, Op. 60 III. Scherzo (Furiant). Presto (Live)
05. Symphony No. 6 in D Major, Op. 60 IV. Finale. Allegro con spirito (Live)

DISCO 02

01. Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70 I. Allegro maestoso (Live)
02. Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70 II. Poco adagio (Live)
03. Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70 III. Scherzo. Vivace (Live)
04. Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70 IV. Finale. Allegro (Live)

London Philharmonic Orchestra
Yannick Nézet-Séguin, regente

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domingo, 27 de outubro de 2024

Antonín Dvorak (1841-1903) - Symphonies 6 - 9; Leos Janácek (1854-1928) - Sinfonietta, Op. 60 e Bedriech Smetana (1824-1884) - Má vlast, JB 1:112

01. Dvořák: Symphony No. 6 in D Major, Op. 60, B. 112: I. Allegro non tanto (2024 Remastered Version) (15:23)
02. Dvořák: Symphony No. 6 in D Major, Op. 60, B. 112: II. Adagio (2024 Remastered Version) (12:16)
03. Dvořák: Symphony No. 6 in D Major, Op. 60, B. 112: III. Scherzo (Furiant). Presto (2024 Remastered Version) (8:01)
04. Dvořák: Symphony No. 6 in D Major, Op. 60, B. 112: IV. Finale. Allegro con spirito (2024 Remastered Version) (10:36)
05. Janáček: Sinfonietta, Op. 60, JW VI/18 "Sokol Festival": I. Fanfare. Allegretto - Allegro - Maestoso (2:16)
06. Janáček: Sinfonietta, Op. 60, JW VI/18 "Sokol Festival": II. The Castle, Brno. Andante - Allegretto - Maestoso - Tempo I - Allegretto (5:51)
07. Janáček: Sinfonietta, Op. 60, JW VI/18 "Sokol Festival": III. The Queen's Monastery, Brno. Moderato - Con moto - Tempo I - Prestissimo - Moderato (5:27)
08. Janáček: Sinfonietta, Op. 60, JW VI/18 "Sokol Festival": IV. The Street Leading to the Castle. Allegretto - Adagio - Presto - Andante - Presto - Prestissimo (2:55)
09. Janáček: Sinfonietta, Op. 60, JW VI/18 "Sokol Festival": V. The Town Hall, Brno. Andante con moto - Maestoso - Tempo I - Allegretto - Allegro - Maestoso - Adagio (6:55)
10. Dvořák: Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141: I. Allegro maestoso (2024 Remastered Version) (11:11)
11. Dvořák: Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141: II. Poco adagio (2024 Remastered Version) (11:23)
12. Dvořák: Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141: III. Scherzo. Vivace - Poco meno mosso (2024 Remastered Version) (7:43)
13. Dvořák: Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141: IV. Finale. Allegro (2024 Remastered Version) (9:58)
14. Dvořák: Symphony No. 8 in G Major, Op. 88, B. 163: I. Allegro con brio (2024 Remastered Version) (10:02)
15. Dvořák: Symphony No. 8 in G Major, Op. 88, B. 163: II. Adagio (2024 Remastered Version) (11:21)
16. Dvořák: Symphony No. 8 in G Major, Op. 88, B. 163: III. Allegretto grazioso - Molto vivace (2024 Remastered Version) (7:00)
17. Dvořák: Symphony No. 8 in G Major, Op. 88, B. 163: IV. Allegro ma non troppo (2024 Remastered Version) (10:33)
18. Dvořák: Symphony No. 9 in E Minor, Op. 95, B. 178 "From the New World": I. Adagio - Allegro molto (2024 Remastered Version) (12:12)
19. Dvořák: Symphony No. 9 in E Minor, Op. 95, B. 178 "From the New World": II. Largo (2024 Remastered Version) (12:56)
20. Dvořák: Symphony No. 9 in E Minor, Op. 95, B. 178 "From the New World": III. Scherzo. Molto vivace (2024 Remastered Version) (7:56)
21. Dvořák: Symphony No. 9 in E Minor, Op. 95, B. 178 "From the New World": IV. Allegro con fuoco (2024 Remastered Version) (10:58)
22. Smetana: Má vlast, JB 1:112: I. Vyšehrad (The High Castle) (2024 Remastered Version) (15:01)
23. Smetana: Má vlast, JB 1:112: II. Vltava (2024 Remastered Version) (12:38)
24. Smetana: Má vlast, JB 1:112: III. Šárka (2024 Remastered Version) (10:11)
25. Smetana: Má vlast, JB 1:112: IV. Z českých luhů a hájů (2024 Remastered Version) (12:09)
26. Smetana: Má vlast, JB 1:112: V. Tábor (2024 Remastered Version) (11:28)
27. Smetana: Má vlast, JB 1:112: VI. Blaník (2024 Remastered Version) (13:47)

London Symphony Orchestra

Sir Colin Davis, regente
Sir Simon Rattle, regente

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sábado, 26 de outubro de 2024

Complete Deutsche Grammophon Recordings - Johanna Martzy, Michael Mann - Dvorak, Mozart, Beethoven, Ravel, Milhaud, Falla, Szymanowski, etc

01. Dvorák: Violin Concerto in A Minor, Op. 53, B. 108-I. Allegro ma non troppo-Quasi moderato
02. Dvorák: Violin Concerto in A Minor, Op. 53, B. 108-II. Adagio, ma non troppo
03. Dvorák: Violin Concerto in A Minor, Op. 53, B. 108-III. Finale. Allegro giocoso, ma non troppo
04. Mozart: Violin Concerto No. 4 in D Major, K. 218-Cadenzas: Joseph Joachim-I. Allegro
05. Mozart: Violin Concerto No. 4 in D Major, K. 218-Cadenzas: Joseph Joachim-II. Andante cantabile
06. Mozart: Violin Concerto No. 4 in D Major, K. 218-Cadenzas: Joseph Joachim-III. Rondeau. Andante-Allegro
07. Mozart: Violin Sonata No. 24 in F Major, K. 376-I. Allegro
08. Mozart: Violin Sonata No. 24 in F Major, K. 376-II. Andante
09. Mozart: Violin Sonata No. 24 in F Major, K. 376-III. Rondo. Allegretto grazioso
10. Beethoven: Violin Sonata No. 8 in G Major, Op. 30, No. 3-I. Allegro assai
11. Beethoven: Violin Sonata No. 8 in G Major, Op. 30, No. 3-II. Tempo di minuetto, ma molto moderato e grazioso
12. Beethoven: Violin Sonata No. 8 in G Major, Op. 30, No. 3-III. Allegro vivace
13. Ravel: Berceuse sur le nom de Gabriel Fauré, M. 74
14. Ravel: Pièce en forme de Habanera, M. 51
15. Milhaud: Saudades do Brasil, Op. 67-Ipanema (Transc. Levy for Violin and Piano)
16. Falla: La vida breve / Act 2-Spanish Dance (Arr. Kreisler for Violin and Piano)
17. Szymanowski: Notturno e Tarantella, Op. 28-I. Notturno
18. Szymanowski: Notturno e Tarantella, Op. 28-II. Tarantella
19. Krenek: Sonata for Viola and Piano, Op. 117-I. Andante
20. Krenek: Sonata for Viola and Piano, Op. 117-II. Allegro vivace
21. Krenek: Sonata for Viola and Piano, Op. 117-III. Andantino
22. Honegger: Sonata for Viola and Piano, H. 28-I. Andante-vivace
23. Honegger: Sonata for Viola and Piano, H. 28-II. Allegretto moderato
24. Honegger: Sonata for Viola and Piano, H. 28-III. Allegro non troppo
25. Milhaud: 4 Visages for Viola and Piano, Op. 238-I. La Californienne
26. Milhaud: 4 Visages for Viola and Piano, Op. 238-II. The Wisconsonian
27. Milhaud: 4 Visages for Viola and Piano, Op. 238-III. La Bruxelloise
28. Milhaud: 4 Visages for Viola and Piano, Op. 238-IV. La Parisienne 

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quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Antonín Dvorak (1841-1903) - Piano Concerto in G minor, Op. 33 e The Water Goblin (Vodnik), Op. 107

Antonín Dvorak (1841-1903) -

01 - I. Allegro agitato
02 - II. Andante sostenuto
03 - III. Allegro con fuoco
04 - The Water Goblin (Vodnik), Op. 107

Polish National Radio Symphony Orchestra (Katowice)
Antoni Wit, regente
Jenó Jandó, piano

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domingo, 8 de setembro de 2024

Sir John Barbirolli - The Great Symphonies - Sibelius, Vaughan Williams, Haydn, Dvorak, Brahms, Nielsen, Schubert, Tchaikovsky, Mahler, Berlioz, Elgar & Beethoven

01. Sibelius - Symphony No. 7 in C Major, Op. 105: I. Adagio
02. Sibelius - Symphony No. 7 in C Major, Op. 105: II. Un pocchettino meno adagio - Vivacissimo - Adagio
03. Sibelius - Symphony No. 7 in C Major, Op. 105: III. Allegro molto moderato
04. Sibelius - Symphony No. 7 in C Major, Op. 105: IV. Vivace - Presto - Adagio
05. Vaughan Williams;Halle Choir;Margaret Ritchie - Symphony No. 7 "Sinfonia antartica": I. Prelude. Allegro maestoso
06. Vaughan Williams - Symphony No. 7 "Sinfonia antartica": II. Scherzo. Moderato
07. Vaughan Williams - Symphony No. 7 "Sinfonia antartica": III. Landscape. Lento
08. Vaughan Williams - Symphony No. 7 "Sinfonia antartica": IV. Intermezzo. Andante sostenuto
09. Vaughan Williams - Symphony No. 7 "Sinfonia antartica": V. Epilogue. Alla marcia
10. J.Haydn - Symphony No. 96 in D Major, Hob. I:96 "The Miracle": I. Adagio - Allegro
11. J.Haydn - Symphony No. 96 in D Major, Hob. I:96 "The Miracle": II. Andante
12. J.Haydn - Symphony No. 96 in D Major, Hob. I:96 "The Miracle": III. Menuetto
13. J.Haydn - Symphony No. 96 in D Major, Hob. I:96 "The Miracle": IV. Finale. Vivace assai
14. Dvořák - Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141: I. Allegro maestoso
15. Dvořák - Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141: II. Poco adagio
16. Dvořák - Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141: III. Scherzo. Vivace
17. Dvořák - Symphony No. 7 in D Minor, Op. 70, B. 141: IV. Allegro
18. Brahms - Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: I. Allegro con brio
19. Brahms - Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: II. Andante
20. Brahms - Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: III. Poco allegretto
21. Brahms - Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: IV. Allegro
22. Nielsen - Symphony No. 4, Op. 29 "The Inextinguishable": I. Allegro
23. Nielsen - Symphony No. 4, Op. 29 "The Inextinguishable": II. Poco allegretto
24. Nielsen - Symphony No. 4, Op. 29 "The Inextinguishable": III. Poco adagio quasi andante
25. Nielsen - Symphony No. 4, Op. 29 "The Inextinguishable": IV. Allegro
26. Schubert - Symphony No. 9 in C Major, D. 944 "The Great": I. Andante - Allegro ma non troppo
27. Schubert - Symphony No. 9 in C Major, D. 944 "The Great": II. Andante con moto
28. Schubert - Symphony No. 9 in C Major, D. 944 "The Great": III. Scherzo. Allegro vivace - Trio
29. Schubert - Symphony No. 9 in C Major, D. 944 "The Great": IV. Allegro vivace
30. Tchaikovsky - Symphony No. 4 in F Minor, Op. 36: I. Andante sostenuto - Moderato con anima
31. Tchaikovsky - Symphony No. 4 in F Minor, Op. 36: II. Andantino in modo di canzonetta
32. Tchaikovsky - Symphony No. 4 in F Minor, Op. 36: III. Scherzo. Pizzicato ostinato
33. Tchaikovsky - Symphony No. 4 in F Minor, Op. 36: IV. Finale. Allegro con fuoco
34. Mahler - Symphony No. 1 in D Major "Titan": I. Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut
35.Mahler - Symphony No. 1 in D Major "Titan": II. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell
36. Mahler - Symphony No. 1 in D Major "Titan": III. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
37. Mahler - Symphony No. 1 in D Major "Titan": IV. Stürmisch bewegt
38. Berlioz - Symphonie fantastique, Op. 14, H 48: I. Rêveries - Passions
39. Berlioz - Symphonie fantastique, Op. 14, H 48: II. Un bal. Valse
40. Berlioz - Symphonie fantastique, Op. 14, H 48: III. Scène aux champs
41. Berlioz - Symphonie fantastique, Op. 14, H 48: IV. Marche au supplice
42. Berlioz - Symphonie fantastique, Op. 14, H 48: V. Songe d'une nuit de sabbat
43. Elgar - Symphony No. 1 in A-Flat Major, Op. 55: I. Andante nobilmente e semplice - Allegro
44. Elgar - Symphony No. 1 in A-Flat Major, Op. 55: II. Allegro molto
45. Elgar - Symphony No. 1 in A-Flat Major, Op. 55: III. Adagio
46. Elgar - Symphony No. 1 in A-Flat Major, Op. 55: IV. IV. Lento - Allegro
47. Beethoven - Symphony No. 3 in E-Flat Major, Op. 55 "Eroica": I. Allego con brio
48. Beethoven - Symphony No. 3 in E-Flat Major, Op. 55 "Eroica": II. Marcia funebre. Adagio assai
49. Beethoven - Symphony No. 3 in E-Flat Major, Op. 55 "Eroica": III. Scherzo. Allegro vivace - Trio
50. Beethoven - Symphony No. 3 in E-Flat Major, Op. 55 "Eroica": IV. Finale. Allegro molto - Poco andante - Presto 

Hallé Orchestra
Hallé Choir
Wiener Philharmoniker
Philharmonia Orchestra
BBC Symphony Orchestra

Sir John Barbirolli, regente

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