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sábado, 31 de outubro de 2026

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Romeo and Juliet, Op. 64

No contexto das celebrações pelos 17 anos de Gustavo Dudamel à frente da Filarmônica de Los Angeles (LA Phil), como diretor musical e artístico, o selo Deutsche Grammophon anuncia o lançamento de uma edição que reúne a música orquestral completa de Romeu e Julieta, de Sergei Prokofiev.

A partitura, concebida originalmente para o balé inspirado na tragédia de William Shakespeare, destaca-se pela escrita ousada e evocativa do compositor russo. Com sua riqueza de atmosferas e força dramática, a música de Prokofiev oferece uma leitura sonora intensa da história dos jovens amantes de Verona.

O lançamento também se insere no percurso artístico de Dudamel à frente da orquestra norte-americana, celebrando uma parceria de 17 anos marcada pela presença do maestro no cenário musical internacional.

Uma boa apreciação!  

Sergei Prokofiev (1891-1953) - 

01 No. 1, Introduction
02 No. 2, Romeo
03 No. 3, The Street Awakens
04 No. 4, Morning Dance
05 No. 5, The Quarrel
06 No. 6, The Fight
07 No. 7, The Duke's Command
08 No. 8, Interlude
09 No. 9, At the Capulets' (Preparations for the Ball)
10 No. 10, The Young Juliet
11 No. 11, Arrival of the Guests (Minuet)
12 No. 12, Masks
13 No. 13, Dance of the Knights
14 No. 14, Juliet's Variation
15 No. 15, Mercutio
16 No. 16, Madrigal
17 No. 17, Tybalt Recognizes Romeo
18 No. 18, Gavotte. Departure of the Guests
19 No. 19, Balcony Scene
20 No. 20, Romeo's Variation
21 No. 21, Love Dance
22 No. 22, Folk Dance
23 No. 23, Romeo and Mercutio
24 No. 24, Dance of the Five Couples
25 No. 25, Dance with Mandolins
26 No. 26, Nurse
27 No. 27, The Nurse and Romeo
28 No. 28, Romeo at Friar Laurence's
29 No. 29, Juliet at Friar Laurence's
30 No. 30, Public Merrymaking
31 No. 31, Further Public Festivities
32 No. 32, Meeting of Tybalt and Mercutio
33 No. 33, The Duel
34 No. 34, Death of Mercutio
35 No. 35, Romeo Decides to Avenge Mercutio
36 No. 36, Finale
37 No. 37, Introduction
38 No. 38, Romeo and Juliet (Juliet's Bedroom)
39 No. 39, Romeo Bids Juliet Farewell
40 No. 40, Nurse
41 No. 41, Juliet Refuses to Marry Paris
42 No. 42, Juliet Alone. Adagio
43 No. 43, Interlude. Adagio
44 No. 44, At Friar Laurence's Cell
45 No. 45, Interlude. L'istesso tempo
46 No. 46, Juliet's Room
47 No. 47, Juliet Alone. Andante
48 No. 48, Aubade (Morning Serenade)
49 No. 49, Dance of the Girls with Lilies
50 No. 50, At Juliet's Bedside
51 No. 51, Juliet's Funeral
52 No. 52, Death of Juliet

Los Angeles Philharmonic

Gustavo Dudamel, regente 

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Sergei Prokofiev (1891-1953) - "Classical" Symphony No. 1 in D major, Op. 25, Lieutenant Kije, Op. 60 e Symphony No. 7 in C sharp minor, Op. 131

"André Previn foi um dos grandes regentes do repertório russo, destacando-se especialmente por suas interpretações e gravações de Tchaikovsky, Rachmaninoff e Prokofiev. Seu registro de 1973 da Sinfonia nº 2 de Rachmaninoff teve papel importante na consolidação da obra no repertório sinfônico central e contribuiu para ampliar o reconhecimento do próprio compositor.

As gravações reunidas neste álbum foram realizadas em meados da década de 1970, à frente da London Symphony Orchestra, apenas um e quatro anos depois do registro da Segunda Sinfonia de Rachmaninoff. Previn voltaria a registrar as três obras posteriormente, entre os selos Philips e Telarc, no final dos anos 1980, desta vez com a Los Angeles Philharmonic. Ainda assim, a presente série permanece, segundo a avaliação do texto original, como a melhor de suas interpretações.

O álbum constitui também uma excelente porta de entrada para a música de Sergei Prokofiev, reunindo três de suas obras mais populares, embora a Sinfonia nº 7 não desfrute de unanimidade entre os admiradores do compositor. Já a Sinfonia “Clássica” e a Suíte Tenente Kijé tornaram-se presenças habituais nas salas de concerto e estão entre as partituras mais acessíveis e apreciadas de seu catálogo.

À primeira audição, tanto a Sinfonia Clássica quanto a Suíte Tenente Kijé podem parecer obras leves e breves. Essa impressão, porém, não deve obscurecer sua riqueza. Em suas dimensões relativamente compactas, ambas concentram características fundamentais da linguagem de Prokofiev: o humor, a precisão rítmica, a clareza formal, a ironia e a capacidade de combinar tradição e modernidade.

É justamente essa aparente simplicidade que torna essas obras tão eficazes. Sob a superfície luminosa e acessível, encontra-se a personalidade inconfundível de Prokofiev — um compositor que raramente é tão simples quanto parece à primeira escuta. Na interpretação de Previn e da London Symphony Orchestra, esse equilíbrio entre espontaneidade, elegância e sofisticação ganha especial relevo, fazendo desta gravação uma recomendação particularmente atraente tanto para iniciantes quanto para ouvintes já familiarizados com o repertório russo".

Uma boa apreciação!  

Sergei Prokofiev (1891-1953) - 

"Classical" Symphony (No. 1 in D major, Op. 25)
01. I. Allegro
02. II. Larghetto
03. III. Gavotte (Non Troppo Allegro)
04. IV. Finale (Molto Vivace)

Lieutenant Kije, Op. 60
05. No. 1, Birth of Kije
06. No. 2, Romance
07. No. 3, Wedding of Kije
08. No. 4, Troika
09. No. 5, Burial of Kije

Symphony No. 7 in C sharp minor, Op. 131
10. I. Moderato
11. II. Allegretto
12. III. Andante espressivo
13. IV. Vivace

London Symphony Orchestra
André Previn, regente

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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphony no.13 in B flat minor, Op.113, ‘Babi Yar’ e Sergei Prokofiev (1891-1953) October, Cantata Op.74 (excerpts)

"Uma gravação de extraordinário valor histórico reúne duas obras profundamente marcadas pela realidade política da antiga União Soviética: a Cantata para o 20º Aniversário da Revolução de Outubro, de Sergei Prokofiev, e a Sinfonia nº 13 – Babi Yar, de Dmitri Shostakovich. Mais do que um simples registro fonográfico, o álbum preserva momentos decisivos da vida musical soviética e revela como dois dos maiores compositores russos do século XX enfrentaram, cada um à sua maneira, as complexas relações entre arte, poder e memória histórica.

O grande destaque da gravação é a preservação da segunda apresentação pública da Sinfonia nº 13, realizada em 20 de dezembro de 1962, utilizando o texto original do poeta Yevgeny Yevtushenko. O poema Babi Yar, que denuncia o massacre de milhares de judeus executados pelos nazistas na ravina ucraniana de mesmo nome e critica o antissemitismo persistente na sociedade soviética, provocou intensa controvérsia política. Apesar das pressões exercidas por Nikita Khrushchov para que o texto fosse alterado, esta interpretação mantém integralmente a versão concebida pelo poeta, conferindo à obra toda a força de sua denúncia e de sua dimensão humanitária.

Assim como na estreia, a sinfonia emerge como uma poderosa balada heroica e fúnebre. Sua atmosfera combina indignação, luto e espírito de resistência, transformando a homenagem às vítimas de Babi Yar em uma reflexão universal sobre a violência, a intolerância e a memória coletiva.

O álbum inclui ainda a monumental Cantata para o 20º Aniversário da Revolução de Outubro, uma das obras mais ambiciosas de Sergei Prokofiev. Escrita para celebrar as duas décadas da Revolução Bolchevique, a partitura percorre, ao longo de dez movimentos contrastantes, os principais episódios da formação da União Soviética. Utilizando textos de Karl Marx, Vladimir Lênin e Josef Stalin, a cantata narra acontecimentos que vão da tomada do Palácio de Inverno, em 1917, passando pelas dificuldades enfrentadas durante a guerra civil, pelo funeral de Lênin em 1924, pelo processo de industrialização e coletivização agrícola da década de 1930, até a consolidação do regime stalinista com a Constituição de 1936.

A obra começou a ser composta em 1936, por encomenda do Comitê de Rádio de Toda a União e de Boris Gusman, amigo de Prokofiev. Concluída no verão do ano seguinte, deveria integrar as celebrações oficiais do vigésimo aniversário da Revolução. Entretanto, o agravamento da repressão política contra artistas durante o período dos Grandes Expurgos levou o compositor a retirar a obra de circulação antes mesmo de sua estreia.

A Cantata permaneceu inédita durante quase três décadas. Sua primeira apresentação só ocorreria em maio de 1966, treze anos após a morte de Prokofiev. Nesse intervalo, o cenário político havia mudado profundamente: Stalin já havia falecido e sua figura passara a ser oficialmente condenada durante o processo de desestalinização promovido pelo governo soviético.

Reunindo essas duas obras emblemáticas, o álbum ultrapassa o interesse estritamente musical e assume o caráter de documento histórico. Ao mesmo tempo em que evidencia o extraordinário talento criativo de Prokofiev e Shostakovich, permite compreender como ambos dialogaram, de formas distintas, com as tensões ideológicas de seu tempo. O resultado é um registro de enorme relevância artística e documental, indispensável para compreender as complexas relações entre música, política e história no século XX".

Uma boa apreciação! 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

Symphony no.13 in B flat minor, Op.113, ‘Babi Yar’

01. I. Adagio – Babi Yar
02. II. Allegretto – Humour
03. III. Adagio – In the store
04. IV. Largo – Fears (Terror)
05. V. Allegretto – A career

Sergei Prokofiev (1891-1953)

October, Cantata Op.74 (excerpts)

06. I. Prelude – Moderato. Allegro
07. II. The Philosophers – Andante assai
08. VI. Revolution – Andante non troppo-Più mosso-Allegro moderato-Precipitato-Adagio molto
09. VII. Victory – Andante
10. IX. Symphony – Allegro energico – Meno mosso

Moscow Philharmonic Orchestra
RSFSR Academic Choir
Yurlov State Choir

Kirill Kondrashin, regente
Vitaly Gromadsky, baixo 

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domingo, 26 de julho de 2026

Martha Argerich - The Piano Concertos Collection - Prokofiev, Beethoven, Shostakovich, Ravel, J.S. Bach e Tchaikovsky

"The Piano Concertos Collection reúne, em dezenove faixas, um amplo panorama da extraordinária arte pianística de Martha Argerich, uma das intérpretes mais admiradas e influentes da atualidade. Gravado integralmente ao vivo, o álbum registra a pianista argentina em diferentes momentos de sua carreira, revelando a intensidade, a espontaneidade e o virtuosismo que a transformaram em uma referência incontornável da interpretação pianística.

O repertório percorre algumas das mais importantes páginas do concerto romântico, sem deixar de lado obras marcantes do século XX. Essa diversidade permite acompanhar as múltiplas facetas da personalidade musical de Argerich, capaz de transitar com igual naturalidade entre o lirismo, a exuberância técnica e a profundidade expressiva.

Ao longo da coletânea, a pianista divide o palco com um elenco de prestigiados maestros e orquestras. Entre eles destacam-se Charles Dutoit à frente da Orquestra Filarmônica de Israel, Lahav Shani, Sylvain Cambreling dirigindo a Orquestra Sinfônica de Hamburgo e o pianista Adrian Iliescu, parceiros que contribuem para evidenciar diferentes aspectos da interpretação da artista. Cada colaboração acrescenta novas cores ao conjunto, oferecendo leituras marcadas pelo diálogo constante entre solista e orquestra.

O programa percorre universos estéticos bastante distintos. A energia impetuosa dos concertos de Sergei Prokofiev evidencia o vigor e a ousadia técnica de Argerich, enquanto a escrita refinada de Maurice Ravel revela sua precisão cristalina e extraordinária riqueza de timbres. Em contraste, as obras de Johann Sebastian Bach e Ludwig van Beethoven permitem apreciar uma intérprete de rara profundidade musical, capaz de conciliar rigor estrutural, sensibilidade poética e intensa comunicação emocional.

Mais do que uma simples antologia, The Piano Concertos Collection constitui um retrato abrangente de uma artista cuja carreira redefiniu os padrões da interpretação pianística nas últimas décadas. A atmosfera das apresentações ao vivo acrescenta um elemento de espontaneidade que intensifica a força de cada execução, preservando a tensão criativa e a emoção do momento irrepetível do concerto.

Para admiradores de longa data, a coletânea oferece uma síntese eloquente das qualidades que fizeram de Martha Argerich uma verdadeira lenda do piano. Para novos ouvintes, representa uma excelente porta de entrada para o universo artístico de uma intérprete cuja combinação de técnica fulgurante, imaginação musical e intensidade expressiva continua a estabelecer um parâmetro de excelência na música de concerto".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!  

01. Piano Concerto No. 3 in C Major, Op. 26: I. Andante – Allegro
02. Piano Concerto No. 3 in C Major, Op. 26: II. Tema con variazioni
03. Piano Concerto No. 3 in C Major, Op. 26: III. Allegro ma non troppo
04. Piano Concerto in B-Flat Major No. 2, Op. 19: I. Allegro con brio
05. Piano Concerto in B-Flat Major No. 2, Op. 19: II. Adagio
06. Piano Concerto in B-Flat Major No. 2, Op. 19: III. Rondo. Molto allegro
07. Concerto for Piano, Trumpet and String Orchestra in C Minor, Op. 35: I. Allegro moderato
08. Concerto for Piano, Trumpet and String Orchestra in C Minor, Op. 35: II. Lento
09. Concerto for Piano, Trumpet and String Orchestra in C Minor, Op. 35: III. Moderato
10. Concerto for Piano, Trumpet and String Orchestra in C Minor, Op. 35: IV. Allegro con brio
11. Piano Concerto in G Major: I. Allegramente
12. Piano Concerto in G Major: II. Adagio assai
13. Piano Concerto in G Major: III. Presto
14. Concerto for Four Harpsichords and Strings in A Minor, BWV. 1065: I. Allegro
15. Concerto for Four Harpsichords and Strings in A Minor, BWV. 1065: II. Largo
16. Concerto for Four Harpsichords and Strings in A Minor, BWV. 1065: III. Allegro
17. Piano Concerto No. 1 in B Minor, Op. 23: II. Andantino semplice – Prestissimo – Tempo I
18. Piano Concerto No. 1 in B Minor, Op. 23: III. Allegro con fuoco
19. Piano Concerto No. 1 in B Minor, Op. 23: I. Allegro non troppo e molto maestoso

Symphoniker Hamburg
Sylvain Cambreling, regente
Israel Philharmonic Orchestra
Lahav Shani, regente
Symphoniker Hamburg
Charles Dutoit
Sergei Nakariakov, trumpete
Martha Argerich, piano
 

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Serguei Prokofiev (1891-1953) - String Quartet No. 1 in B Minor, Op. 50 e String Quartet No. 2 in F Major, Op. 92 - "Kabardinian"

Sergei Prokofiev, um dos maiores compositores do século passado, escreveu apenas dois quartetos de cordas. São obras pouco conhecidas. O próprio Prokofiev não é um compositor identificado com essa forma. Geralmente, associamos o seu nome às sinfonias, aos concertos para piano, às sonatas para piano ou aos poemas sinfônicos. Todavia, mesmo tendo escrito apenas dois quartetos – separados por onze anos – há uma linguagem e uma arquitetura inconfundíveis, ou seja, tipicamente prokofievianas.  

O Quarteto de Cordas N.º 1 em Si Menor, Op. 50, foi composto em 1930, durante um período em que Prokofiev ainda vivia no Ocidente. A obra surgiu por encomenda da Biblioteca do Congresso, em Washington, e foi estreada naquele mesmo ano pelo Quarteto Brosa. Naquele momento, o compositor encontrava-se dividido entre a carreira internacional e a crescente possibilidade de retornar definitivamente à União Soviética, mudança que se concretizaria poucos anos depois.

Desde os primeiros compassos, o Primeiro Quarteto surpreende pela economia de meios. Ao contrário do virtuosismo quase teatral presente em muitas obras do compositor, aqui tudo parece submetido a um rigor arquitetônico impressionante. As melodias possuem clareza quase clássica, enquanto as harmonias, discretamente modernas, evitam qualquer excesso de experimentalismo.

O primeiro movimento alterna tensão e serenidade com uma naturalidade admirável. O segundo, um delicado Andante molto, talvez represente uma das páginas mais líricas escritas por Prokofiev. Já o movimento final recupera a energia rítmica tão característica do compositor, sem jamais abandonar a elegância formal que domina toda a obra.

Pouco mais de uma década depois, o cenário era completamente diferente. A Europa encontrava-se devastada pela Segunda Guerra Mundial, e Prokofiev vivia na União Soviética, submetido às exigências do regime e às dificuldades impostas pelo conflito.

Foi nesse contexto que nasceu o Quarteto de Cordas n.º 2 em Fá Maior, Op. 92, composto em 1941. Durante a evacuação de diversos artistas soviéticos para o Cáucaso, Prokofiev estabeleceu-se temporariamente na cidade de Nalchik, onde teve contato direto com a rica tradição musical do povo cabardino. As autoridades culturais incentivaram os compositores a utilizar elementos do folclore local, mas, no caso de Prokofiev, a iniciativa resultou em algo muito mais profundo do que simples propaganda cultural.

As melodias populares aparecem organicamente integradas à estrutura da obra. Em nenhum momento soam como citações artificiais. Pelo contrário, tornam-se matéria-prima para um discurso musical de enorme vitalidade.

O primeiro movimento apresenta uma energia quase selvagem, impulsionada por ritmos assimétricos e motivos que evocam danças tradicionais do Cáucaso. O segundo movimento mergulha num lirismo contemplativo, enquanto o terceiro explode numa celebração rítmica de extraordinária força. É impossível ouvir seu final sem imaginar músicos populares transformando tradições ancestrais em linguagem de concerto.

O Segundo Quarteto talvez seja a obra camerística mais calorosa de Prokofiev. Ao contrário da frieza frequentemente atribuída ao compositor por alguns críticos, aqui encontramos uma escrita profundamente humana, repleta de humor, nostalgia e vitalidade.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Serguei Prokofiev (1891-1953) -

01. Endres Quartet - String Quartet No. 1 in B Minor, Op. 50_ I. Allegro
02. Endres Quartet - String Quartet No. 1 in B Minor, Op. 50_ II. Andante molto - Vivace
03. Endres Quartet - String Quartet No. 1 in B Minor, Op. 50_ III. Andante
04. Endres Quartet - String Quartet No. 2 in F Major, Op. 92 _Kabardinian__ I. Allegro sostenuto
05. Endres Quartet - String Quartet No. 2 in F Major, Op. 92 _Kabardinian__ II. Adagio - Poco più animato
06. Endres Quartet - String Quartet No. 2 in F Major, Op. 92 _Kabardinian__ III. Allegro - Pochissimo meno

Endres Quartet

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Serguei Prokofiev (1891-1953) - Cinderella Suites Nos. 1-3, Scythian Suite, "On the Dnieper"

Suntuosa e profundamente emotiva, voluptuosa em suas cores orquestrais e de uma beleza requintada, a gravação realizada em 1994 por Theodore Kuchar e a Orquestra Sinfônica Estatal da Ucrânia das três suítes extraídas do balé Cinderela, de Prokofiev, parece ter apenas um defeito: deixa o ouvinte desejando mais. E a única forma de satisfazer esse desejo seria se Kuchar e a orquestra tivessem gravado o balé completo.

Não apenas os excertos são executados com extraordinária qualidade técnica e interpretados com absoluta convicção, como cada número encontra seu lugar dentro da arquitetura das suítes, fazendo com que cada uma delas funcione como uma obra coesa e expressiva, e não simplesmente como uma reunião de páginas populares de concerto. O resultado é uma narrativa musical contínua e envolvente, capaz de preservar o encanto dramático e poético da partitura original.

Por outro lado, se Kuchar e a orquestra tivessem registrado Cinderela na íntegra, não haveria espaço no segundo disco para aquilo que os ingleses chamam, com tanto charme, de fillers — peças complementares destinadas a completar a duração do álbum. E, neste caso, essas obras adicionais revelam-se tão valiosas em seu próprio contexto quanto as suítes de Cinderela.

A Suíte Cita surge aqui em uma leitura singular. Pela primeira vez, a obra parece revelar qualidades líricas e até mesmo certa beleza inesperada — na medida em que uma partitura tão deliberadamente áspera, irregular e monumental permite. Kuchar consegue encontrar humanidade e poesia em uma música frequentemente tratada apenas como espetáculo bárbaro e primitivista.

Mais impressionante ainda é a interpretação da suíte extraída do balé Às Margens do Dnieper. Trata-se, sem exagero, de uma das leituras mais refinadas, apaixonadas e convincentes já registradas dessa obra. Essa afirmação provavelmente continuaria válida mesmo que existissem muito mais gravações disponíveis do que as poucas atualmente conhecidas.

A excelência musical encontra correspondência na qualidade técnica da produção. A engenharia de som da Naxos revela-se exemplar: clara, calorosa e imediata, permitindo que toda a riqueza da orquestração de Prokofiev seja apreciada com nitidez e impacto. O resultado é um lançamento que se impõe como uma referência indispensável para admiradores do compositor russo e para todos aqueles que desejam descobrir a extraordinária variedade expressiva de sua música para balé.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Serguei Prokofiev (1891-1953) - 

DISCO 01

01. Cinderella - Suite No.1 - Introduction [0:02:57.25]
02. Cinderella - Suite No.1 - Pas de Chale [0:04:00.00]
03. Cinderella - Suite No.1 - The Quarrell [0:03:41.00]
04. Cinderella - Suite No.1 - Fairy Godmother and the Winter Fairy [0:05:19.00]
05. Cinderella - Suite No.1 - Mazurka [0:05:52.00]
06. Cinderella - Suite No.1 - Cinderella goes to the Ball [0:02:59.00]
07. Cinderella - Suite No.1 - Cinderella's Waltz [0:02:44.30]
08. Cinderella - Suite No.1 - Midnight [0:02:09.45]
09. Cinderella - Suite No.2 - Cinderella's Dreams [0:03:55.00]
10. Cinderella - Suite No.2 - Dancing Lesson and Gavotte [0:06:04.00]
11. Cinderella - Suite No.2 - Spring Fairy and Sumer Fairy [0:04:05.00]
12. Cinderella - Suite No.2 - Bourée [0:01:41.00]
13. Cinderella - Suite No.2 - Cinderella at the Palace [0:08:21.00]
14. Cinderella - Suite No.2 - Galop [0:05:01.22]

DISCO 02

01. Cinderella, Suite No. 3 for orchestra, Op. 109: Pavane: Andante grazioso [0:04:14.25]
02. Cinderella, Suite No. 3 for orchestra, Op. 109: Cinderella and the Prince: Adagio [0:04:40.00]
03. Cinderella, Suite No. 3 for orchestra, Op. 109: Three Oranges: Moderato [0:01:24.00]
04. Cinderella, Suite No. 3 for orchestra, Op. 109: Dance of Temptation: Moderato [0:04:19.00]
05. Cinderella, Suite No. 3 for orchestra, Op. 109: Oriental Dance: Andante dolce [0:02:16.00]
06. Cinderella, Suite No. 3 for orchestra, Op. 109: The Prince finds Cinderella: Adagio passionato [0:01:50.65]
07. Cinderella, Suite No. 3 for orchestra, Op. 109: Slow Waltz: Adagio [0:04:43.10]
08. Cinderella, Suite No. 3 for orchestra, Op. 109: Amoroso: Andante dolcissimo [0:03:23.00]
09. Scythian Suite, for orchestra, Op. 20: Invocation to Veles and Ala: Allegro feroce [0:05:55.00]
10. Scythian Suite, for orchestra, Op. 20: The Evil God and Dance of the Pagan Monsters: Allegro sostenuto [0:03:08.00]
11. Scythian Suite, for orchestra, Op. 20: Night; Andantino - Poco più mosso [0:07:02.00]
12. Scythian Suite, for orchestra, Op. 20: Lolly's Pursuit of the Evil God and the Sunrise: Tempestoso - Allegro (quasi doppio movimento)- And [0:05:43.00]
13. On the Dnieper (Sur le Borysthène), ballet, Op. 51: Prelude: Andante dolce (quasi andantino) [0:03:17.00]
14. On the Dnieper (Sur le Borysthène), ballet, Op. 51: Variation of the First Dancer: Allegro vivace e ben marcato [0:03:07.00]
15. On the Dnieper (Sur le Borysthène), ballet, Op. 51: The Betrothal: Andante [0:07:00.00]
16. On the Dnieper (Sur le Borysthène), ballet, Op. 51: The Quarrel: Allegro precipitato [0:02:36.00]
17. On the Dnieper (Sur le Borysthène), ballet, Op. 51: Scene: Moderato [0:04:26.00]
18. On the Dnieper (Sur le Borysthène), ballet, Op. 51: Epilogue: Andante amoroso [0:02:01.02]

Ukrainian State Symphony Orchestra
Theodore Kuchar, regente 

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 24 Preludes, Op. 34, Sergei Prokofiev (1891-1953) - Visions fugitives, Op. 22 e Kurt Weill (1900-1950) - 7 Stucke nach der Dreigroschenoper

"Benjamin Schmid certamente não foge a desafios. Ao lado da pianista Lisa Smirnova, concebeu um programa incomum, inteiramente construído em torno de transcrições. O recital reúne, em primeiro lugar, quatorze dos vinte e quatro Prelúdios Op. 34 de Shostakovich adaptados para violino por Dmitri Tsyganov. Como se isso não bastasse — e talvez justamente porque as versões de Tsyganov já são relativamente conhecidas —, Schmid recupera ainda os arranjos realizados em 1993 pelo músico russo Viktor Derevianko para as Visions fugitives Op. 22 de Prokofiev. Por fim, deslocando o foco geográfico para o Ocidente, interpreta as sete peças extraídas de A Ópera dos Três Vinténs nas célebres transcrições de Stefan Frenkel.

A primeira questão surge naturalmente: quarenta e uma faixas em apenas cinquenta e quatro minutos de música, sem uma única obra originalmente concebida para violino. Funciona? A resposta depende tanto da convicção dos intérpretes quanto da qualidade intrínseca dos arranjos. Dois desses conjuntos já resistiram ao teste do tempo; o Prokofiev-Derevianko, por sua vez, será novidade para muitos ouvintes. Vale, portanto, concentrar a atenção na execução.

A maioria dos violinistas costuma selecionar apenas meia dúzia dos Prelúdios de Tsyganov para recitais ou gravações. Alguns incluem peças isoladas; outros, mais especializados, apresentam grupos mais extensos. Raramente alguém grava mais da metade das dezenove transcrições realizadas pelo arranjador. Nesse contexto, a decisão de Schmid de registrar quatorze delas é digna de elogio, embora houvesse espaço para incluir a coleção completa. Fica a dúvida: teria o violinista reservas em relação às cinco peças ausentes, ou teria a gravadora preferido evitar que o programa assumisse um caráter excessivamente documental? Há uma certa sensação de oportunidade perdida. Afinal, Schmid poderia ter ido além e completado o ciclo incorporando também as cinco transcrições que Lera Auerbach realizou, em 2000, dos prelúdios restantes.

Quanto às peças selecionadas, Schmid demonstra notável liberdade interpretativa. Não hesita em introduzir uma aspereza quase abrasiva ao timbre no Prelúdio nº 6, nem em explorar o caráter irônico e ligeiramente sardônico do nº 13. No célebre nº 10, um dos mais conhecidos da série, chega a adotar um andamento ainda mais veloz que o registrado por Camilla Wicks e Sixten Ehrling em sua histórica gravação. Schmid e Smirnova também mostram inteligência na organização do programa, embaralhando parcialmente a sequência original: iniciam com o Prelúdio nº 24 e encerram com o vigoroso nº 20, mantendo, no entanto, uma narrativa geral que preserva em grande parte a progressão cronológica do conjunto.

As transcrições de Prokofiev realizadas por Viktor Derevianko permanecem uma relativa raridade discográfica. O arranjador foi um músico de grande prestígio, discípulo de Heinrich Neuhaus e colaborador de Shostakovich após 1970, antes de emigrar para Israel em 1976. As Visions fugitives aparecem aqui completas e na ordem tradicional, embora saibamos que foram compostas em momentos distintos. Schmid e Smirnova revelam-se intérpretes ideais dessa nova roupagem instrumental. É fascinante ouvir o célebre Allegretto (nº 3) transformado para violino, assim como apreciar a expressividade errante do nº 7 ou a energia impulsiva do nº 15. Em determinado momento, no nº 17, chega-se até a ouvir uma profunda expiração de Schmid, testemunho involuntário do envolvimento físico exigido pela música.

As sete peças de Weill na versão de Frenkel continuam sendo uma descoberta irresistível. Adaptam-se perfeitamente à variedade tímbrica de Schmid e à sua habilidade em moldar as linhas melódicas. Na Cannon Song, percebe-se claramente sua familiaridade com o universo do jazz: o fraseado exibe uma flexibilidade rítmica admirável. Já na Tango Ballad, o vibrato deliberadamente esfumaçado revela-se particularmente eficaz.

Bem executado e excelentemente gravado, este recital é acompanhado por notas de programa claras e informativas. Trata-se, sem dúvida, de um lançamento voltado a um público específico, mas que merece ser explorado por qualquer amante do violino disposto a aventurar-se por repertórios menos convencionais".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

01. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 24 in D Minor, Allegretto [01:21]
02. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 2 in A Minor, Allegretto [01:02]
03. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 6 in B Minor, Allegretto [01:21]
04. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 10 in C-Sharp Minor, Moderato non troppo [01:46]
05. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 12 in G-Sharp Minor, Allegretto non troppo [01:52]
06. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 13 in F-Sharp Major, Moderato [01:05]
07. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 15 in D-Flat Major,Allegretto [00:54]
08. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 16 in B-Flat Minor, Andantino [01:06]
09. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 17 in A-Flat Major, Largo [01:42]
10. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 18 in F Minor, Allegretto [00:52]
11. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 19 in E-Flat Major, Andantino [01:50]
12. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 21 in B-Flat Major, Allegretto poco moderato [00:52]
13. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 22 in G Minor, Adagio [02:04]
14. 24 Preludes, Op. 34 (arr. D.M. Tsiganov for violin and piano): No. 20 in C Minor, Allegretto [00:50]

Sergei Prokofiev (1891-1953) - 

15. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): I. Lentamente [00:59]
16. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): II. Andante [01:16]
17. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): III. Allegretto [01:03]
18. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): IV. Animato - Piu sostenuto [01:07]
19. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): V. Molto giocoso [00:26]
20. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): VI. Con eleganza [00:46]
21. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): VII. Pittoresco [01:54]
22. Visions fugitives, Op. 22 (Arr. V. Derewianko For Violin And Piano): VIII. Commodo [01:25]
23. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): IX. Allegretto tranquillo [01:04]
24. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): X. Ridicolosamente [00:58]
25. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): XI. Con vivacita [01:15]
26. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): XII. Assai moderato [01:10]
27. Visions fugitives, Op. 22 (Arr. V. Derewianko For Violin And Piano): XIII. Allegretto [00:51]
28. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): XIV. Feroce [01:08]
29. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): XV. Inquieto [00:51]
30. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): XVI. Dolente [01:53]
31. Visions fugitives, Op. 22 (Arr. V. Derewianko For Violin And Piano): XVII. Poetico [01:20]
32. Visions fugitives, Op. 22 (Arr. V. Derewianko For Violin And Piano): XVIII. Con Una Dolce Lentezza [01:15]
33. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): XIX. Presto agitatissimo e molto accentuato [00:47]
34. Visions fugitives, Op. 22 (arr. V. Derewianko for violin and piano): XX. Lento irrealmente [01:52]

Kurt Weill (1900-1950) - 

35. 7 Stucke nach der Dreigroschenoper (arr. S. Frenkel): No. 1. Moritat vom Mackie Messer (The Ballad of Mack the Knife) [02:38]
36. 7 Stucke nach der Dreigroschenoper (arr. S. Frenkel): No. 2. Ruf aus der Gruft (Call from the Grave) [00:59]
37. 7 Stucke nach der Dreigroschenoper (arr. S. Frenkel): No. 3. Ballade vom angenehmen Leben (The Ballad of Pleasant Living) [02:11]
38. 7 Stucke nach der Dreigroschenoper (arr. S. Frenkel): No. 4. Pollys Lied (Polly's Song) [01:37]
39. 7 Stucke nach der Dreigroschenoper (arr. S. Frenkel): No. 5. Zuhalterballade (The Procurer's Ballad) [01:32]
40. 7 Stucke nach der Dreigroschenoper (arr. S. Frenkel): No. 6. Seerauberjenny (Pirate Jenny) [01:21]
41. 7 Stucke nach der Dreigroschenoper (arr. S. Frenkel): No. 7. Kanonensong (Cannon Song) 

Benjamin Schmid, violino
Lisa Smirnova, piano 

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terça-feira, 19 de maio de 2026

Duo Gazzana - Prokofiev — Pärt — Schnittke

 Textinho de apresentação do disco:

"Em seu álbum anterior, dedicado a obras de Robert Schumann, Edvard Grieg e Tõnu Kõrvits, as irmãs Gazzana - Natascia e Raffaella - alcançaram “os mais altos níveis de expressão instintiva”, segundo o jornal francês Le Monde. E é possível afirmar que essa impressão se confirma de maneira ainda mais contundente em sua nova gravação, centrada em composições de Sergei Prokofiev, Arvo Pärt e Alfred Schnittke.

A interpretação da Sonata nº 1, op. 80, de Prokofiev, abre o programa com senso de urgência e intensidade dramática, em sintonia com a intenção do compositor - que chegou a declarar que determinada passagem “deveria soar de tal forma que as pessoas saltassem de seus assentos”. Ao mesmo tempo, a dupla imprime à obra uma serenidade lírica marcante, especialmente no terceiro movimento, apresentado sob uma atmosfera hipnótica.

As Cinco Melodias, op. 35a, recebem leitura igualmente convincente, enquanto Spiegel im Spiegel, de Pärt, executada com elegância e contenção, surge como um momento de contemplação e respiro no repertório.

Encerrando o programa, Gratulationsrondo, de Schnittke, revela um compositor que deixa de lado suas habituais inclinações poliestilísticas para se destacar em uma abordagem mais tradicional da linguagem clássica, em uma peça de caráter festivo e luminoso.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 I. Andante assai
02 II. Allegro brusco
03 III. Andante
04 IV. Allegrissimo
05 Spiegel im Spiegel
06 No. 1, Andante
07 No. 2, Lento, ma non troppo
08 No. 3, Animato, ma non allegro
09 No. 4, Allegretto leggero e scherzando
10 No. 5, Andante non troppo
11 Gratulationsrondo

Duo Gazzana

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terça-feira, 14 de abril de 2026

P. I. Tchaikovsky (1840-1893) - The Queen of Spades, Op. 68 TH 10_ Overture, Claude Debussy (1862-1918) - Prélude à l’après-midi d’un faune, L. 86 e La mer, L. 109 etc


Textinho da Wikipédia trazendo alguns dados biográficos da carreira de Svetlanov:

"Svetlanov nasceu em Moscou e estudou regência com Alexander Gauk no Conservatório de Moscou . A partir de 1955, regeu no Teatro Bolshoi , sendo nomeado maestro principal em 1962. De 1965 a 1979, foi maestro principal da Orquestra Sinfônica Estatal da URSS (atual Orquestra Sinfônica Estatal Russa). Em 1979, foi nomeado maestro convidado principal da Orquestra Sinfônica de Londres . Svetlanov também foi diretor musical da Orquestra Residentie ( Haia ) de 1992 a 2000 e da Orquestra Sinfônica da Rádio Sueca de 1997 a 1999.

Em 2000, Svetlanov foi demitido de seu cargo na Orquestra Sinfônica Estatal Russa pelo ministro da cultura da Rússia, Mikhail Shvydkoy . O motivo alegado foi que Svetlanov estava passando muito tempo regendo no exterior e pouco tempo em Moscou.

Svetlanov destacou-se particularmente por suas interpretações de obras russas – ele abrangeu toda a gama da música russa, de Mikhail Glinka aos dias atuais. Ele também foi um dos poucos maestros russos a reger toda a obra sinfônica de Gustav Mahler .

Suas próprias composições incluem um Quarteto de Cordas (1948), Daugava, Poema Sinfônico (1952), Fantasia Siberiana para Orquestra, Op. 9 (1953), Images d'Espagne , Rapsódia para orquestra (1954), Sinfonia (1956), Poema Festivo (1966),  Variações Russas para harpa e orquestra (1975), Concerto para Piano em dó menor (1976) e Poema para Violino e Orquestra "À Memória de David Oistrakh" (1975).  Ele compôs a Fantasia Siberiana em 1953/54, em colaboração com Igor Yakushenko [1932-1999].

Svetlanov também era um pianista extremamente competente, tendo gravado três obras notáveis: o Trio para Piano nº 2 em Ré menor e a Sonata para Violoncelo op. 19 de Sergei Rachmaninoff , e um disco de música para piano de Nikolai Medtner .

A Warner Music France lançou uma "Édition officielle Yevgeny Svetlanov" apresentando o legado de gravações de Svetlanov como maestro e pianista, que em julho de 2008 já somava 35 volumes em CDs, frequentemente em caixas com vários CDs. O maior deles é a caixa com 16 CDs contendo as sinfonias completas de Nikolai Myaskovsky , cuja música Svetlanov dedicou-se integralmente".
 

01 - The Queen of Spades, Op. 68 TH 10_ Overture (Live at Royal Festival Hall, London)
02 - Prélude à l’après-midi d’un faune, L. 86 (Live at Royal Festival Hall, London)
03 - La mer, L. 109_ I. De l’aube à midi sur la mer (Live at Royal Festival Hall, London)
04 - La mer, L. 109_ II. Jeux de vagues (Live at Royal Festival Hall, London)
05 - La mer, L. 109_ III. Dialogue du vent et de la mer (Live at Royal Festival Hall, London)
06 - 5 Études-tableaux, Op. 39_ No. 2 in A Minor (Arr. for Orchestra by Ottorino Respighi)
07 - 8 Études-tableaux, Op. 33_ No. 6 in E-Flat Major (Arr. for Orchestra by Ottorino Respighi) (
08 - Overture on Hebrew Themes, Op. 34 (Live at Royal Festival Hall, London)

Philharmonia Orchestra (1-5)
BBC Symphony Orchestra (6,7)
London Symphony Orchestra (8)

Yevgeny Svetlanov, regente 

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domingo, 12 de abril de 2026

Sergei Prokofiev (1891-1953) - The Complete Piano Sonatas

 

Textinho de apoio:

"As nove sonatas para piano de Sergei Prokofiev, compostas entre 1909 e 1951, formam um conjunto monumental que evidencia a evolução estilística do compositor ao longo de um período marcado por intensas turbulências históricas. Reconhecidas por suas elevadas exigências técnicas e pela profundidade psicológica, essas obras são consideradas um dos pilares do repertório pianístico do século XX. Entre elas, destacam-se as célebres “Sonatas de Guerra” (nº 6, 7 e 8), amplamente vistas como algumas das criações mais expressivas e impactantes do autor.

O pianista Carlo Grante, amplamente aclamado, é reconhecido por seu vasto repertório, técnica imponente e interpretações de caráter investigativo. Artista prolífico em gravações, destacou-se ao realizar a primeira integral das sonatas para teclado de Domenico Scarlatti registrada por um único pianista. Além de Scarlatti, seu catálogo abrange um amplo espectro de compositores, desde nomes consagrados como Wolfgang Amadeus Mozart, Frédéric Chopin, Franz Liszt e Johannes Brahms, até figuras menos conhecidas e contemporâneas, como Ferruccio Busoni e Leopold Godowsky.

Diversos compositores contemporâneos dedicaram obras a Grante, entre eles Bruce Adolphe (“Chopin Dreams”), Roman Vlad (“Opus Triplex”) e Michael Finnissy. Elogiado por sua maestria técnica e profundidade musical, o maestro Fabio Luisi, ex-diretor musical da Metropolitan Opera, definiu Carlo Grante como “um dos artistas mais impressionantes que já conheci e com quem trabalhei”. Já o jornal vienense Die Presse o descreveu como “um cavaleiro do piano, sem mácula e sem medo”.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Sergei Prokofiev (1891-1953) - 

01 Piano Sonata No. 1 in F Minor, Op. 1
02 Piano Sonata No. 2 in D Minor, Op. 14_ I. Allegro ma non troppo
03 Piano Sonata No. 2 in D Minor, Op. 14_ II. Scherzo. Allegro marcato
04 Piano Sonata No. 2 in D Minor, Op. 14_ III. Andante
05 Piano Sonata No. 2 in D Minor, Op. 14_ IV. Vivace
06 Piano Sonata No. 3 in A Minor, Op. 28
07 Piano Sonata No. 4 in C Minor, Op. 29 _From Old Notebooks__ I. Allegro molto sostenuto
08 Piano Sonata No. 4 in C Minor, Op. 29 _From Old Notebooks__ II. Andante assai
10 Piano Sonata No. 5 in C Major, Op. 38_ I. Allegro tranquillo
11 Piano Sonata No. 5 in C Major, Op. 38_ II. Andantino
12 Piano Sonata No. 5 in C Major, Op. 38_ III. Un poco allegretto
13 Piano Sonata No. 6 in A Major, Op. 82_ I. Allegro moderato
14 Piano Sonata No. 6 in A Major, Op. 82_ II. Allegretto
15 Piano Sonata No. 6 in A Major, Op. 82_ III. Tempo di valzer, lentissimo
16 Piano Sonata No. 6 in A Major, Op. 82_ IV. Vivace
17 Piano Sonata No. 7 in B-Flat Major, Op. 83 _Stalingrad__ I. Allegro inquieto
18 Piano Sonata No. 7 in B-Flat Major, Op. 83 _Stalingrad__ II. Andante caloroso
19 Piano Sonata No. 7 in B-Flat Major, Op. 83 _Stalingrad__ III. Precipitato
20 Piano Sonata No. 8 in B-Flat Major, Op. 84_ I. Andante dolce
21 Piano Sonata No. 8 in B-Flat Major, Op. 84_ II. Andante sognando
22 Piano Sonata No. 8 in B-Flat Major, Op. 84_ III. Vivace
23 Piano Sonata No. 9 in C Major, Op. 103_ I. Allegretto
24 Piano Sonata No. 9 in C Major, Op. 103_ II. Allegro strepitoso
25 Piano Sonata No. 9 in C Major, Op. 103_ III. Andante tranquillo
26 Piano Sonata No. 9 in C Major, Op. 103_ IV. Allegro con brio, ma non troppo presto

Carlo Grante, piano 

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Sonata in C major, Op. 119 e Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Sonata in G minor, Op. 19

 

Um disco bonito, triste, melancólico, delicado. É a música russa com toda a sua profundidade e apelo existencial. A primeira obra do disco (de Prokofiev) foi escrita em 1949. Pertence ao último período de produção do compositor; portanto, possui uma linguagem depurada e está inserida dentro de um quadro de tensões motivadas pelo regime soviético. Ela foi escrita, originalmente, para piano e violoncelo; mas acabou ganhando, também,  interpretações para outros instrumentos. A obra abandona o aspecto ríspido e sarcástico do compositor e assume uma linguagem - quase - neoclássica pela clareza. Ela é concisa, transparente e ambígua; parece olhar para o passado formal enquanto mantém um pé firmemente cravado na modernidade do século XX.

Por sua vez, quase como um contraste, aparece o Op. 19, de Sergei Rachmaninov. É uma obra de 1901. Ou seja, é uma obra de um Rach ainda jovem à procura de afirmação. É uma obra de um grande peso emocional, cuja linguagem procura ser direta, sem filtros, sem ironias. É bonita, sensível, repleta por um pathos romântico indiscutível.  Eu gosto disso. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - I. Adante Grave-Moderato animato
02 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - II. Moderato-Adante dolce
03 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - III. Allegro ma non troppo-Adant
04 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - I. Lento-Allegrao moderato-Mode
05 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - II. Allegro Scherzando
06 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19  - III. Andante
07 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - IV. Allegro mosso-Moderato-Viva

Emanuel Ax, piano
Yo-Yo Ma, violoncelo 

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Claude Debussy (1862-1918) - Etudes, CD 143, Sergei Prokofiev (1891-1953) - Etudes, Op. 2 e Béla Bartók (1881-1945) - 3 Etudes, Sz. 72

Este disco é um muito bom. Reúne três dos mais importantes compositores do século XX. Embora tenham nascido no final do século XIX, foram responsáveis por determinar o destino da música do século XX. O disco reúne "estudos" de Debussy, Prokofiev e Bartók. Diferentemente dos famosos estudos de Chopin, que eram repletos de camadas de poesia, lirismo e técnica, os estudos aqui encontrados não são apenas uma realização de destreza estética; eles estão carregados por uma linguagem que aponta para a a possibilidade sonora, estética e de expressividade.

O primeiro deles é o de Debussy. Foram escritos entre os anos de 1915 e 1917. É o seu último grande ciclo para piano. O piano deixa de ser meramente percussivo e passa a ter uma fluidez e uma ambiguidade sonora e inventiva. É bonito e poético. É um exercício de ousadia estética. 

Em seguida, aparece o Opus 2 de Prokofiev. Foi escrito em 1909. À época, o compositor tinha apenas dezenove anos de idade. O russo não procura a sutileza, mas, sim, o impacto. A estética do choque, da energia e da ironia, marcas que seguirão o compositor pelos anos à frente. E, finalmente, aparece Bartók. Os três estudos aqui apresentados foram escritos em 1918 e revelam um compositor interessado tanto na exploração técnica quanto na reorganização profunda da linguagem musical.Os estudos apresentam estruturas rigorosas, padrões repetitivos e uma pulsação quase primitiva, que antecipa muitas das experimentações do século XX.

Sendo assim, não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01 - Etudes, CD 143_ I. Pour les cinq doigts (d'après Monsieur Czerny)
02 - Etudes, CD 143_ II. Pour les tierces
03 - Etudes, CD 143_ III. Pour les quartes
04 - Etudes, CD 143_ IV. Pour les sixtes
05 - Etudes, CD 143_ V. Pour les octaves
06 - Etudes, CD 143_ VI. Pour les huit doigts
07 - Etudes, CD 143_ VII. Pour les degrés chromatiques
08 - Etudes, CD 143_ VIII. Pour les agréments
09 - Etudes, CD 143_ IX. Pour les notes répétées
10 - Etudes, CD 143_ X. Pour les sonorités opposées
11 - Etudes, CD 143_ XI. Pour les arpèges composés
12 - Etudes, CD 143_ XII. Pour les accords
13 - Etudes, Op. 2_ I. Allegro in D Minor
14 - Etudes, Op. 2_ II. Moderato in E Minor
15 - Etudes, Op. 2_ III. Andante semplice in C Minor
16 - Etudes, Op. 2_ IV. Presto energico in C Minor
17 - 3 Etudes, Sz. 72_ I. Allegro molto
18 - 3 Etudes, Sz. 72_ II. Andante sostenuto – Più mosso
19 - 3 Etudes, Sz. 72_ III. Rubato – Molto sostenuto – Tempo giusto – Rubato

Garrick Ohlsson, piano 

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domingo, 16 de novembro de 2025

Klaus Tennstedt - The Great EMI Recordings - Wagner, Mendelssohn, Mussorgsky, Kódaly, Prokofiev, Beethoven, Schumann & Dvorak (CDs 10, 11, 12, 13 & 14 de 14 - final)

"Morreu Klaus Tennstedt, o último maestro a arrancar uma ovação fervorosa do público de Londres — não apenas em aclamação, mas em pura catarse diante da resolução de uma das sinfonias de Mahler que exploravam o sentido da vida. Enquanto as estruturas do Festival Hall tremiam, este homem idoso e esguio, de casaca encharcada de suor e mechas de cabelo branco coladas à cabeça, olhava através de óculos embaçados para a multidão extasiada, parecendo questionar o que teria provocado tamanho alvoroço.

A partida de Tennstedt, cujo legado musical ressoava com uma honestidade transparente, marca o fim de uma era.

Durante quatro curtas temporadas em meados dos anos 80, Tennstedt foi diretor musical da London Philharmonic Orchestra (LPO). Este foi o único cargo que ele exerceu com notável sucesso, pois a personalidade do maestro carregava uma gloriosa impraticabilidade e uma veia autodestrutiva.

Para John Willan, o então gerente da LPO, nunca havia total certeza de que Tennstedt alcançaria o pódio sem tropeçar nos próprios atacadores. Em certas ocasiões, apresentava-se com a partitura errada. A sua reputação também não era das mais sólidas em França, onde certa vez apareceu para um concerto com uma orquestra amotinada e um forte odor a álcool.

O maestro era reconhecido como um pesadelo para a indústria musical. A sua esposa, Inge, ironizava que a EMI poderia lançar uma caixa com as suas gravações inacabadas.

Tennstedt não era de respeitar reputações. Quando a soprano Jessye Norman falhou as notas mais agudas durante a gravação de excertos de Wagner, o maestro recusou-se a continuar a trabalhar com ela. Havia uma honestidade palpável no homem que se negava a compactuar com qualquer falsificação de estúdio. Desde Klemperer, a crítica não ouvia algo com tamanha pureza.

A sua história de vida é descrita como uma odisseia alemã comum. Nascido em Merseburg, em 1926, filho de um músico orquestral, ouviu discos "proibidos" durante a Segunda Guerra Mundial e ficou retido na zona soviética após o armistício.

Com um talento notório para o violino, foi líder de uma orquestra sinfónica aos 19 anos, acalentando esperanças de uma carreira a solo. No entanto, perdeu a sua forma de sustento quando um crescimento surgiu entre dois dos seus dedos. Após um ano de depressão e um casamento adolescente desfeito, Tennstedt dirigiu-se discretamente ao teatro de ópera e procurou trabalho como répétiteur (preparador musical)".

Texto completo aqui
 

DISCO 10

01 - Die Walküre (The Valkyrie), opera, WWV 86b- Ride of the Valkyries
02 - Die Götterdämmerung (Twilight of the Gods), opera, WWV 86d- Dawn and Siegfrie...
03 - Die Götterdämmerung (Twilight of the Gods), opera, WWV 86d- Siegfried's Death...
04 - Das Rheingold (The Rhine Gold), opera, WWV 86a- Entry of the Gods into Valhalla
05 - Siegfried, opera, WWV 86c- Forest Murmurs
06 - Die Walküre (The Valkyrie), opera, WWV 86b- Wotan's Farewell and Magic Fire M...

DISCO 11

01 - Tannhäuser, opera, WWV 70- Overture
02 - Rienzi, der Letzte der Tribunen, opera, WWV 49- Overture
03 - Lohengrin, opera, WWV 75- Act 1-  Prelude
04 - Lohengrin, opera, WWV 75- Act 3-  Prelude
05 - Die Meistersinger von Nürnberg, opera, WWV 96- Act 1-  Prelude

DISCO 12

01 - Symphony No. 4 in A major (-Italian-), Op. 90- 1. Allegro vivace
02 - Symphony No. 4 in A major (-Italian-), Op. 90- 2. Andante con moto
03 - Symphony No. 4 in A major (-Italian-), Op. 90- 3. Con moto moderato
04 - Symphony No. 4 in A major (-Italian-), Op. 90- 4. Saltarello. Presto
05 - Symphony No. 9 in C major (-The Great-), D. 944- 1. Andante - Allegro ma non ...
06 - Symphony No. 9 in C major (-The Great-), D. 944- 2. Andante con moto
07 - Symphony No. 9 in C major (-The Great-), D. 944- 3. Scherzo. Allegro vivace
08 - Symphony No. 9 in C major (-The Great-), D. 944- 4. Final. Allegro vivace

DISCO 13

01 - Mussorgsky - A Night on Bare Mountain
02 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - I. Prelude
03 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - II. Viennese Musical Clock
04 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - III. Song
05 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - IV. Battle and Defeat Napoleon
06 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - V. Intemezzo
07 - Kodсly - Hсry Jсnos - Suite - VI. Entrance of the Emperor and His Court
08 - Prokofiev - Lieutenant Kijщ - Suite - I. The Birth of Kijщ
09 - Prokofiev - Lieutenant Kijщ - Suite - II. Romance
10 - Prokofiev - Lieutenant Kijщ - Suite - III. Wedding of Kijщ
11 - Prokofiev - Lieutenant Kijщ - Suite - IV. Troika
12 - Prokofiev - Lieutenant Kijщ - Suite - V. Burial of Kijщ

DISCO 14

01 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
02 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
03 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
04 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
05 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
06 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
07 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft
08 - Schumann - Konzerstück for four horns in F major op.86 - I. Lebhaft

Berliner Philharmoniker
Klaus Tennstedt, regente 

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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Complete Works for Cello and Piano

Texto extraído do encarte do disco:

"Gravado no Pequeno Salão do Conservatório de Moscou — espaço onde grande parte da obra de Prokofiev foi ouvida pela primeira vez —, este álbum surpreende pela amplitude de estilos representados, do romantismo juvenil da Balada às dissonâncias angulosas de Chout, culminando na elegia inacabada da Sonata para Violoncelo Solo. Com o apoio da pianista Tatyana Lazareva, de toque marcante e personalidade própria, Alexander Ivashkin oferece um recital que supera em intensidade e coesão o programa similar lançado anteriormente pelo selo Ode, onde o acompanhamento ao piano era mais contido. Embora aquele disco anterior incluísse o movimento do Concertino na versão para quinteto de violoncelos de Rostropovich, a ausência da transfiguração de Chout faz com que a coletânea da Chandos se destaque como proposta mais completa.

O programa se inicia com a conhecida Sonata para Violoncelo e Piano, interpretada de forma refinada e profundamente sentida, com Lazareva conferindo à parte pianística um peso genuinamente russo. A Balada, por sua vez, surge aqui em uma leitura que talvez seja a melhor já registrada dessa obra cada vez mais popular. Ainda que a leitura expansiva de Raphael Wallfisch seja notável, Ivashkin a supera ao contrapor com maestria o lirismo de inspiração oitocentista da introdução à segunda ideia, fantasmagórica e sussurrada até um verdadeiro pianíssimo. No lugar da “Marcha” de O Amor das Três Laranjas, temos uma seleção de Chout arranjada pelo violoncelista russo Roman Sapozhnikov — novamente executada com impecável precisão técnica. A Sonata para Violoncelo Solo encerra o recital, com uma abertura nostálgica interpretada de forma exemplar e uma seção central em ritmo de gavota que revela o senso de humor do intérprete.

Um intérprete de rara musicalidade

Ivashkin, que já assinou gravações notáveis de compositores como Schnittke, Tcherepnin, Gubaidulina e Roslavets, é um músico de lirismo natural. Seu som aveludado e intenso — fruto de um violoncelo Guarneri de 1710 — parece feito sob medida para as melodias pungentes de Prokofiev. Este álbum representa sua segunda incursão pela obra para violoncelo do compositor, após o recital lançado pelo selo Ondine, ao lado do pianista Tamas Vesmas.

O disco abre com a extensa Sonata para Violoncelo e Piano, de 1949, talvez a mais célebre peça do conjunto. Embora o nome de Rostropovich figure inevitavelmente entre as referências, Ivashkin imprime aqui uma personalidade distinta. O início solo, de sonoridade ampla e nobre, anuncia a força expressiva que permeia toda a interpretação. Seu traço mais marcante é o lirismo inato, especialmente evidente nos trechos do segundo movimento (Moderato), que parecem literalmente cantar. As dificuldades técnicas, de extrema exigência, são absorvidas com naturalidade dentro da fluidez geral da execução. A jovem pianista Tatyana Lazareva (nascida em 1977) revela-se parceira à altura — sensível e evocativa quando necessário, vigorosa e afirmativa quando a música exige.

A Balada, em dó menor, impõe-se desde o início com acordes densos e sombrios, condensando toda a angústia e fúria dessa tonalidade. Entre elementos rítmicos vibrantes e um lirismo quase arrebatador, Ivashkin constrói uma narrativa musical em que é fácil perder-se em pura contemplação.

A derradeira obra do programa, a Sonata para Violoncelo Solo, foi a última composição iniciada por Prokofiev em 1952 e deixada incompleta. O musicólogo Vladimir Blok concluiu o primeiro movimento, e a peça foi estreada em 1972 por Natalia Gutman. É uma obra de rara beleza, impregnada de melancolia e introspecção — aspectos que Ivashkin domina com naturalidade, sem deixar de capturar o espírito caprichoso dos trechos mais ágeis. São doze minutos intensos e memoráveis, que encerram o disco de forma comovente.

Antes da Sonata Solo, o álbum ainda oferece três pequenas joias: o Adagio de Cinderela, de lirismo sublime; o Andante do Concertino para violoncelo, quase operístico; e cinco excertos de Chout, que exibem todo o humor ácido e as harmonias espinhosas características de Prokofiev.

Em suma, trata-se de um registro exemplar, tanto pela qualidade artística quanto pela excelência técnica da gravação — um feito notável de todos os envolvidos, e uma das mais inspiradas leituras recentes da obra camerística de Prokofiev".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Sergei Prokofiev (1891-1953) - 

Sonata for Cello and Piano in C major, Op.119
01. I. Andante grave (11:25)
02. II. Moderato (04:37)
03. III. Allegro ma non troppo (07:59)

04. Ballade in C minor, Op.15 (13:15)

05. Adagio in C major from ballet Cinderella, Op.97 bis (04:36)

06. Andante in G minor (Second movement from the unfinished Cello Concertino, Op.132 (05:58)

Fragments from the ballet 'Chout', Op.21
07. Chout and Choutikha (The Buffoon and Buffooness) (01:40)
08. The Merchant is dreaming (01:44)
09. Choutikha (00:50)
10. The Mechant in despair (02:04)
11. Dance of the Buffoon's daughters (01:06)

12. Sonata for Solo Cello in C sharp minor, Op.134 (Unfinished) (12:25)

Alexander Ivashkin, violoncelo
Tatyana Lazareva, piano 

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sábado, 16 de agosto de 2025

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Symphony No. 1 in D Major, Op. 25, "Classical" e Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100

Sempre afirmei - ou, pelo menos, tive a impressão - de que Prokofiev é compositor o qual preciso ouvir com mais recorrência, mas nunca faço o suficiente. Suas sinfonias são mosaicos complexos e que explicam vários momentos da vida do compositor e do momento histórico em que ele viveu. Neste disco - que escutei mais de uma vez - encontramos duas extraordinárias sinfonias.

A primeira delas é de Número 1, conhecida também como "Clássica". O epíteto explica a intenção. Ela foi escrita em 1917. Prokofiev, ainda jovem, buscava criar algo que Haydn talvez pudesse ter escrito “se tivesse vivido até hoje”, como ele próprio afirmou. O resultado é uma obra leve, transparente, quase travessa: melodias que dançam com um frescor neoclássico, orquestração enxuta e um humor refinado que, mesmo com um pé no século XVIII, carrega o espírito modernista da vanguarda russa do início do século XX. Trata-se de uma música inteligente, que quase sorri, em sua leveza brincalhona. 

Já a Sinfonia No. 5, uma das minhas sinfonias favoritas da vida, escrita em 1944, possui uma outra natureza; uma personalidade completamente outra. Escrita nos momentos decisivos da Segunda Guerra Mundial, ela está permeada por um peso dramático que se faz sentir nos primeiros lances de sua abertura. A obra ergue-se como um monumento: temas amplos, orquestra densa, crescendos que parecem carregar não apenas emoção, mas também o peso de uma época.

Não deixe de ouvir este excelente disco do selo Naxos. Uma boa apreciação! 

Sergei Prokofiev (1891-1953) - 

01. Symphony No. 1 in D Major, Op. 25, Classical - I. Allegro
02. Symphony No. 1 in D Major, Op. 25, Classical - II. Larghetto
03. Symphony No. 1 in D Major, Op. 25, Classical - III. Non troppo allegro
04. Symphony No. 1 in D Major, Op. 25, Classical - IV. Molto vivace
05. Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100 - I. Andante
06. Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100 - II. Allegro marcato
07. Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100 - III. Adagio
08. Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100 - IV. Allegro giocoso

Slovak Philharmonic Orchestra
Stephen Gunzenhauser, regente 

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segunda-feira, 5 de maio de 2025

Sergei Prokofiev (1891-1953) - String Quartet No. 1 in B Minor, op. 50, String Quartet No. 2 in F Major, op. 92 e Visions Fugitives, op. 22


Prokofiev É uma das figuras mais importantes da história da música russa. O compositor era dono de um estilo muito singular que unificava neoclassicismo, modernismo e nacionalismo russo. Com essas características, o compositor criou uma linguagem muito particular. Neste disco imperdível, há três de suas peças.

A primeira delas é o Quarteto No. 1, escrito em 1930. Nesse período, o compositor vivia no Ocidente, mais especificamente em Paris. Reflete uma linguagem moderna. Destaque para o quarto movimento que termina de forma mais introspectiva, diferente do padrão para um quarteto de cordas. O quarto movimento é costumeiramente mais enérgico. O trabalho revela a influência de um padrão romântico, usando o rigor estrutural de Brahms e Beethoven. Todavia, nota-se já o surgimento de uma linguagem prokofieviana. 

Já o Quarteto No. 2 foi composto em 1941. É o período de retorno do compositor à União Soviética. As autoridades soviéticas solicitaram a composição da obra. A grande nação encontrava-se imersa na Segunda Guerra. Eram dias difíceis. Demonstra um certo nível de engajamento do compositor com temas nacionalistas e populares. É uma obra de mais fácil assimilação, marcada por cores vivas e ritmos marcantes. Ou seja, uma expressão do compositor voltado para o contato com o público soviético.

A terceira obra do disco é "Visions Fugitives", obra cuja composição se deu entre 1915 e 1917. Trata-se do período de efervescência revolucionária na Rússia. A obra possui um caráter impressionista, pois se trata de uma série de 20 miniaturas para piano, cada uma com duração de menos de 2 minutos. Cada movimento constitui um pequeno mosaico de humores que se alternam entre a ironia, a introspecção e alegria. É uma obra que revela um compositor atento ao que se dava no continente europeu, mas já antecipando algumas das suas características que seriam marcantes em obras maiores. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!
 

Sergei Prokofiev (1891-1953) - 

01. Prokofiev: String Quartet No. 1 in B Minor, op. 50: I. Allegro (6:32)
02. Prokofiev: String Quartet No. 1 in B Minor, op. 50: II. Andante molto. Vivace. (6:44)
03. Prokofiev: String Quartet No. 1 in B Minor, op. 50: III. Andante (8:16)
04. Prokofiev: String Quartet No. 2 in F Major, op. 92: I. Allegro sostenuto (6:06)
05. Prokofiev: String Quartet No. 2 in F Major, op. 92: II. Adagio (6:53)
06. Prokofiev: String Quartet No. 2 in F Major, op. 92: III. Allegro. Andante molto. (8:28)
07. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: I. Lentamente (1:16)
08. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: II. Andante (1:34)
09. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: III. Allegretto (0:58)
10. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: IV. Animato (0:53)
11. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: V. Molto giocoso (0:26)
12. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: VI. Con eleganza (0:32)
13. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: VII. Pittoresco (2:04)
14. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: VIII. Commodo (1:15)
15. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: IX. Allegro tranquillo (1:03)
16. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: X. Ridicolosamente (1:06)
17. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XI. Con vivacità (1:15)
18. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XII. Assai moderato (1:19)
19. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XIII. Allegretto (0:42)
20. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XIV. Feroce (1:02)
21. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XV. Inquieto (0:53)
22. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XVI. Dolente (1:56)
23. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XVII. Poetico (0:58)
24. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XVIII. Con una dolce lentezza (1:13)
25. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XIX. Presto agitatissimo e molto accentuato (0:45)
26. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XX. Lento irrealmente (2:15)

Quatuor Danel

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segunda-feira, 31 de março de 2025

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Symphony No. 3 in C minor, Op. 44 e Symphony No. 6 in E flat minor, Op. 111

As duas obras encontradas neste disco foram compostas em momentos bem diversos da vida de Prokofiev. São duas obras bem poderosas. A primeira delas, a Sinfonia No. 3, composta em 1928. Neste período, o compositor vivia no Ocidente - França. Havia, em 1927, concluído a ópera “O anjo de fogo”. A obra não chegou a ser encenada. Com as sobras do material, escreveu a espetacular Sinfonia No. 3 em dó menor. Trata-se de um trabalho com uma atmosfera carregada e intensa. A orquestração da obra é poderosa, carregada por harmonias dissonantes. Possui um aspecto sombrio e um forte viés expressionista.

Já a Sinfonia No. 6 foi composta entre os anos de 1945 e 1947, ou seja, logo após o término da 2ª Guerra Mundial. Nesse período, o compositor já se encontrava de volta à União Soviética. Apesar do triunfo da União Soviética no conflito, os humores internos não eram dos melhores. Diferentemente, da 5ª Sinfonia, que possui um clima triunfalista, afirmativo, quase épico, a Sexta é aziaga, reflexiva, tempestuosa. Os três movimentos da obra são repletos de ambivalências.

Historicamente, a Sexta enfrentou problemas com os censores do regime soviético. A obra foi classificada como “formalista”, “pessimista”; ou seja, não atendia aos intentos pedagógicos do regime, que propugnava aquilo que ficou conhecido como realismo soviético.  Esse movimento vigorou entre os anos de 1930 e 1960 e servia para classificar os trabalhos artísticos. Desse modo, a arte e a cultura deveriam estar a serviço dos ideais da revolução; a arte deveria representar a causa dos proletários; e a arte deveria ser afirmativa e ser usada para legitimar a ideia do trabalho duro. As obras artísticas que não fossem medidas por essa régua, eram censuradas e seus autores silenciados ou colocados em um plano marginal perante as autoridades do Partido.

A Sexta, de Prokofiev, era tudo menos isso. É um dos seus trabalhos mais icônicos do compositor. Embora, fizesse referências às perdas resultantes na Guerra, isso não foi o suficiente para agradar as autoridades soviéticas. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Sergei Prokofiev (1891-1953) -

Symphony No. 3 in C minor, Op. 44
01. I. Moderato
02. II. Andante
03. III. Allegro agitato
04. IV. Andante mosso

Symphony No. 6 in E flat minor, Op. 111
05. I. Allegro moderato
06. II. Largo
07. III. Vivace

Deutsche Radio Philharmonie
Pietari Inkinen, regente

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