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domingo, 1 de novembro de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Complete Violin Concertos

O violinista Ning Feng apresenta a integral dos concertos para violino de Wolfgang Amadeus Mozart ao lado da Kammerakademie Potsdam, em lançamento pelo selo Channel Classics Records. O álbum reúne os cinco concertos compostos pelo músico austríaco para o instrumento, obras que revelam tanto seu domínio da escrita violinística quanto sua crescente capacidade de explorar os recursos dramáticos da linguagem musical.

A criação desses concertos esteve relacionada também às preocupações de Leopold Mozart, pai do compositor. Ele se mostrava frustrado com a possibilidade de que Wolfgang, durante suas viagens, negligenciasse o violino como uma potencial fonte de renda. Afinal, Mozart era um violinista habilidoso, capaz de executar o instrumento com grande beleza, além de possuir notável talento para escrever música destinada a ele.

Compostos principalmente em 1775, quando Mozart tinha apenas 19 anos, os cinco concertos apresentam características que já se tornariam marcas de sua personalidade artística. As obras são permeadas por reviravoltas teatrais, contrastes e mudanças de atmosfera que demonstram a familiaridade cada vez maior do jovem compositor com os recursos da expressão dramática.

Naquele período, seus pensamentos e aspirações estavam constantemente voltados para a ópera e para o universo teatral. Essa inclinação aparece também nos concertos para violino, nos quais o diálogo entre solista e orquestra ganha frequentemente um caráter cênico, com alternância de tensão, lirismo e vivacidade. A interpretação de Ning Feng, acompanhado pela Kammerakademie Potsdam, oferece ao ouvinte a oportunidade de percorrer esse conjunto de obras fundamentais da produção instrumental de Mozart.

Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01. Mozart: Violin Concerto No. 1 in B-Flat Major, K. 207: I. Allegro moderato (7:45)
02. Mozart: Violin Concerto No. 1 in B-Flat Major, K. 207: II. Adagio (8:24)
03. Mozart: Violin Concerto No. 1 in B-Flat Major, K. 207: III. Presto (5:55)
04. Mozart: Violin Concerto No. 2 in D Major, K. 211: I. Allegro moderato (9:14)
05. Mozart: Violin Concerto No. 2 in D Major, K. 211: II. Andante (7:46)
06. Mozart: Violin Concerto No. 2 in D Major, K. 211: III. Rondeau. Allegro (4:47)
07. Mozart: Violin Concerto No. 5 in A Major, K. 219: I. Allegro aperto (9:42)
08. Mozart: Violin Concerto No. 5 in A Major, K. 219: II. Adagio (10:55)
09. Mozart: Violin Concerto No. 5 in A Major, K. 219: III. Rondeau. Tempo di menuetto (8:33)
10. Mozart: Violin Concerto No. 3 in G Major, K. 216: I. Allegro (9:53)
11. Mozart: Violin Concerto No. 3 in G Major, K. 216: II. Adagio (8:08)
12. Mozart: Violin Concerto No. 3 in G Major, K. 216: III. Rondeau. Allegro (6:23)
13. Mozart: Rondo in B-Flat Major, K. 269/261A (7:07)
14. Mozart: Adagio in E Major, K. 261 (8:08)
15. Mozart: Rondo in C Major, K. 373 (6:03)
16. Mozart: Violin Concerto No. 4 in D Major, K. 218: I. Allegro (9:30)
17. Mozart: Violin Concerto No. 4 in D Major, K. 218: II. Andante cantabile (6:57)
18. Mozart: Violin Concerto No. 4 in D Major, K. 218: III. Rondeau. Andante grazioso (7:15)

Kammerakademie Potsdam
Suyeon Kang, regente
Ning Feng, violino 

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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Concertos For Two & Three Pianos

Lançada originalmente em 1991, esta gravação passou por diversas reedições, algumas com alterações na qualidade sonora e na seleção de faixas. A longevidade do álbum, porém, não surpreende: desde o início, o registro se destacou pela qualidade das interpretações. Embora tenha sido superado, em determinados aspectos, por gravações realizadas com instrumentos de época, continua sendo uma referência entre as execuções de Mozart com instrumentos modernos.

Reunindo registros feitos em 1988 e 1990, o álbum foi originalmente concebido como o capítulo final do aclamado ciclo de concertos para piano de Wolfgang Amadeus Mozart conduzido artisticamente pelo pianista Murray Perahia. A obra central do programa é o Concerto para dois pianos e orquestra em mi bemol maior, K. 365, no qual Perahia divide o teclado com Radu Lupu, acompanhado pela English Chamber Orchestra. Sem a presença de um regente, os músicos constroem uma interpretação ao mesmo tempo ampla, imponente, minuciosa e espontânea.

O resultado é uma notável unidade entre solistas e orquestra. O material de abertura do primeiro movimento ganha força dramática na participação do conjunto instrumental, enquanto os dois pianistas respondem com diálogos flexíveis e explorações musicais cheias de sutileza. Em vez de se limitarem a alternar passagens de protagonismo, Perahia e Lupu parecem compartilhar uma mesma concepção da obra, equilibrando a dimensão concertante com a intimidade da conversa musical.

O disco também chama a atenção pela escolha de peças menos habituais no repertório de concerto. Entre elas está o Concerto para três pianos e orquestra em fá maior, K. 242, apresentado na versão para dois pianos preparada pelo próprio Mozart. A adaptação evidencia a versatilidade do compositor e confere à obra um caráter leve e despretensioso, que contribui para a variedade do programa.

Outra curiosidade é a Fantasia em fá menor, K. 608, originalmente composta para um instrumento mecânico conhecido como relógio musical, órgão mecânico ou Flötenuhr. Esse dispositivo reunia um mecanismo de relógio e pequenos tubos de órgão acionados automaticamente. Alguns exemplares eram acompanhados por painéis com cenas pastorais móveis, que podiam incluir representações de conteúdo erótico. Mozart transpôs a fantasia para dois pianos, e, posteriormente, Ferruccio Busoni ampliou essa versão, recorrendo a recursos cromáticos, fraseados de inspiração romântica tardia e indicações de pedal que transformaram a escrita original.

Na interpretação de Perahia e Lupu, a obra recebe ainda um tratamento particular: os pianistas recuperam trechos da composição original que haviam sido omitidos por Busoni. A escolha acrescenta uma nova camada de interesse a uma peça que, por sua própria história, já ocupa um lugar singular no catálogo mozartiano.

O programa termina com o pouco executado Andante e variações para piano a quatro mãos em sol maior, K. 501. A peça oferece um contraste oportuno com a versão de Busoni para a Fantasia K. 608, encerrando o disco com uma sonoridade mais despojada e equilibrando a diversidade de estilos e atmosferas que caracteriza a seleção.

Disponível em reedições de preço bastante acessível, o álbum continua sendo uma escolha especialmente atraente para quem deseja ouvir Mozart em interpretações de grande refinamento, com instrumentos modernos. Vale observar, contudo, que algumas edições incluem também música de Brahms, acréscimo que, segundo a avaliação crítica original, rompe a unidade cuidadosamente construída deste programa dedicado ao universo mozartiano.

Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01. Concerto for 2 Pianos & Orchestra in E Flat Major K365: I. Allegro [0:09:40.00]
02. Concerto for 2 Pianos & Orchestra in E Flat Major K365: II. Andante [0:07:09.12]
03. Concerto for 2 Pianos & Orchestra in E Flat Major K365: III. Rondeaus [0:06:38.63]
04. Concerto for 3 Pianos & Orchestra in F Major K242: I. Allegro [0:08:11.00]
05. Concerto for 3 Pianos & Orchestra in F Major K242: II. Adagio [0:07:11.00]
06. Concerto for 3 Pianos & Orchestra in F Major K242: III. Rondo [0:05:20.00]
07. Fantasia in F Minor K608: I. Allegro Ritenuto [0:03:10.12]
08. Fantasia in F Minor K608: II. Andante [0:04:22.55]
09. Fantasia in F Minor K608: III. Allegro Ritenuto [0:02:36.08]
10. Andante and Variations for Four Hands in G Major K 501: Andante [0:01:12.55]
11. Andante and Variations for Four Hands in G Major K 501: Variation 1 [0:01:05.45]
12. Andante and Variations for Four Hands in G Major K 501: Var. 2 [0:01:03.62]
13. Andante and Variations for Four Hands in G Major K 501: Var. 3 [0:01:00.30]
14. Andante and Variations for Four Hands in G Major K 501: Var. 4 [0:01:23.48]
15. Andante and Variations for Four Hands in G Major K 501: Var. 5 [0:02:03.62]

English Chamber Orchestra
Murray Perahia, piano e direção
Radu Lupu, piano 

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sábado, 17 de outubro de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Requiem in D Minor, K. 626

A última grande obra sacra de Wolfgang Amadeus Mozart (1756–1791), o Réquiem em ré menor, K. 626, permanece como uma das composições mais comoventes e enigmáticas da história da música. Iniciada em 1791, nos meses finais da vida do compositor, a obra combina a dramaticidade do texto litúrgico com uma escrita musical de extraordinária força expressiva. Nesta gravação, publicada pelo selo Alia Vox, o maestro Jordi Savall conduz o conjunto Le Concert des Nations e a Capella Nacional de Catalunya, acompanhado por quatro solistas vocais: Rachel Redmond, soprano; Marianne Beate Kielland, mezzo-soprano; Mingjie Lei, tenor; e Manuel Walser, barítono.

A história do Réquiem é inseparável das circunstâncias misteriosas de sua encomenda. Em julho de 1791, Mozart recebeu, por intermédio de um emissário anônimo, uma solicitação do conde Franz von Walsegg para compor uma missa em memória de sua esposa, falecida naquele ano. O anonimato do contratante, somado à morte prematura do compositor, alimentou lendas que associavam a obra a uma espécie de pressentimento do próprio fim. A pesquisa histórica, contudo, esclareceu boa parte desse episódio: Mozart trabalhava no Réquiem por encomenda e não há documentação confiável que sustente a célebre narrativa de que teria recebido a visita de um mensageiro sobrenatural.

Mozart morreu em dezembro de 1791 sem concluir a partitura. O manuscrito revela diferentes estágios de composição: o Introitus foi inteiramente escrito por ele, assim como o Kyrie, enquanto diversas seções seguintes chegaram a um estágio avançado, mas incompleto. O Lacrimosa, um dos momentos mais intensos da obra, interrompe-se no manuscrito autógrafo após os primeiros oito compassos. Coube inicialmente a Joseph Eybler tentar concluir a composição, mas foi sobretudo Franz Xaver Süßmayr, discípulo de Mozart, quem realizou o trabalho que deu origem à versão tradicionalmente executada. A partitura, portanto, é resultado de uma colaboração póstuma, embora a concepção musical de Mozart permaneça reconhecível em sua arquitetura e em sua expressividade.

O percurso musical começa com o Introitus, cuja atmosfera solene prepara o ouvinte para a alternância entre súplica, temor e esperança que atravessa a obra. No Dies irae, a energia rítmica e a força do coro evocam o Juízo Final; em contraste, o Recordare oferece um espaço de recolhimento, com a participação dos quatro solistas. Já o Confutatis opõe a intensidade do coro masculino à suavidade das vozes femininas, enquanto o Lacrimosa transforma o lamento em uma expressão de profunda humanidade. No Offertorium, no Sanctus, no Benedictus e no Agnus Dei, a obra prossegue explorando diferentes dimensões da oração, até chegar ao Lux æterna, que retoma materiais do início e encerra o percurso com uma evocação da luz eterna.

A interpretação de Savall busca aproximar a execução das condições musicais do final do século XVIII. O maestro emprega instrumentos de época, com uma orquestra de cordas e sopros de dimensões reduzidas, além de órgão e tímpanos. O coro foi organizado com vinte integrantes, e os cantores interpretam o texto latino procurando recuperar a pronúncia utilizada na Viena daquele período. Essa opção favorece a transparência das texturas, a clareza do contraponto e a percepção dos contrastes entre a declamação dramática e os momentos de oração. A intenção, segundo Savall, é conciliar a força rítmica do texto litúrgico com a dimensão espiritual da música, sem perder a intensidade emocional que caracteriza a composição.

A gravação foi realizada entre 11 e 13 de maio de 2022, na Igreja Colegiada do Castelo de Cardona, na Catalunha. O projeto também se relaciona às academias profissionais promovidas por Savall desde 2019, que reúnem jovens cantores e instrumentistas a músicos experientes. Mais do que revisitar uma obra cercada de lendas, o registro propõe uma escuta atenta ao equilíbrio entre rigor histórico e expressão artística. Para Savall, o contato com o Réquiem, ainda na adolescência, foi decisivo para sua vocação musical: a obra lhe revelou a capacidade da música de tocar profundamente a alma humana e oferecer consolo diante do mistério da morte. Essa experiência pessoal ilumina a concepção desta gravação, na qual o lamento fúnebre de Mozart também se torna uma meditação sobre a vida, a misericórdia e a esperança.

Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01. Requiem in D Minor, K. 626 -  I. Introitus -  Requiem aeternam
02. Requiem in D Minor, K. 626 -  II. Kyrie eleison
03. Requiem in D Minor, K. 626 -  III. Sequentia -  No. 1, Dies irae
04. Requiem in D Minor, K. 626 -  III. Sequentia -  No. 2, Tuba mirum
05. Requiem in D Minor, K. 626 -  III. Sequentia -  No. 3, Rex tremendae
06. Requiem in D Minor, K. 626 -  III. Sequentia -  No. 4, Recordare
07. Requiem in D Minor, K. 626 -  III. Sequentia -  No. 5, Confutatis
08. Requiem in D Minor, K. 626 -  III. Sequentia -  No. 6, Lacrymosa
09. Requiem in D Minor, K. 626 -  IV. Offertorium -  No. 1, Domine Jesu
10. Requiem in D Minor, K. 626 -  IV. Offertorium -  No. 2, Hostias
11. Requiem in D Minor, K. 626 -  V. Sanctus
12. Requiem in D Minor, K. 626 -  VI. Benedictus
13. Requiem in D Minor, K. 626 -  VII. Agnus Dei
14. Requiem in D Minor, K. 626 -  VIII. Communio -  Lux aeterna

La Capella Nacional de Catalunya
Le Concert des Nations

Jordi Savall, regente 

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domingo, 30 de agosto de 2026

Ton Koopman & Amsterdam Baroque Orchestra - Mozart, Haydn & CPE Bach

Ton Koopman, nome artístico de Antonius Gerhardus Michael Koopman, é um dos mais destacados representantes da interpretação historicamente informada da música antiga. Regente, organista, cravista e musicólogo neerlandês, construiu uma carreira dedicada sobretudo ao repertório barroco, conciliando a atividade artística com a pesquisa musicológica.

Seu nome está especialmente associado à fundação e à direção da Amsterdam Baroque Orchestra & Choir, conjunto que se tornou uma das referências internacionais na interpretação da música dos séculos XVII e XVIII. À frente da formação, Koopman consolidou uma trajetória marcada pela valorização das práticas de execução históricas e por uma profunda familiaridade com o repertório barroco.

Uma boa apreciação! 

01. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: I. Allegro (5:57)
02. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: II. Romance. Andante (6:04)
03. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: III. Menuetto. Allegretto (1:59)
04. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: IV. Rondo. Allegro (5:31)
05. Symphonies, Wq. 183: No. 3 in F Major: I. Allegro di molto (5:23)
06. Symphonies, Wq. 183: No. 3 in F Major: II. Larghetto (2:33)
07. Symphonies, Wq. 183: No. 3 in F Major: III. Presto (3:06)
08. Divertimento in D Major, K. 136 "Salzburg Symphony No. 1": I. Allegro (6:08)
09. Divertimento in D Major, K. 136 "Salzburg Symphony No. 1": II. Andante (8:25)
10. Divertimento in D Major, K. 136 "Salzburg Symphony No. 1": III. Presto (4:04)
11. Symphony No. 32 in G Major, K. 318: I. Allegro spiritoso (3:11)
12. Symphony No. 32 in G Major, K. 318: II. Andante (3:31)
13. Symphony No. 32 in G Major, K. 318: III. Primo tempo (1:53)
14. Symphony No. 83 in G Minor, Hob. I:83 "The Hen": I. Allegro spiritoso (6:25)
15. Symphony No. 83 in G Minor, Hob. I:83 "The Hen": II. Andante (9:05)
16. Symphony No. 83 in G Minor, Hob. I:83 "The Hen": III. Menuetto. Allegretto (3:11)
17. Symphony No. 83 in G Minor, Hob. I:83 "The Hen": IV. Finale. Vivace (3:48)
18. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299: I. Allegro (9:04)
19. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299: II. Andantino (7:42)
20. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299: III. Rondeau. Allegro (9:28)
21. Oboe Sonata in G Minor, Wq. 135: I. Adagio (1:40)
22. Oboe Sonata in G Minor, Wq. 135: II. Allegro (2:28)
23. Oboe Sonata in G Minor, Wq. 135: III. (a) Vivace con variazioni (4:02)
24. Oboe Sonata in G Minor, Wq. 135: III. (b) Vivace, da capo (0:40)
25. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: I. Allegro moderato (9:15)
26. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: II. Andante (7:20)
27. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: III. Menuetto (2:48)
28. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: IV. Allegro con spirito (6:51)
29. Symphony No. 45 in F-Sharp Minor, Hob. I:45 "Farewell": I. Allegro assai (5:10)
30. Symphony No. 45 in F-Sharp Minor, Hob. I:45 "Farewell": II. Adagio (7:18)
31. Symphony No. 45 in F-Sharp Minor, Hob. I:45 "Farewell": III. Menuetto. Allegretto (3:25)
32. Symphony No. 45 in F-Sharp Minor, Hob. I:45 "Farewell": IV. Finale. Presto - Adagio (8:03)
33. Serenade No. 6 in D Major, K. 239 "Serenata notturna": I. Marcia. Maestoso (4:08)
34. Serenade No. 6 in D Major, K. 239 "Serenata notturna": II. Menuetto (3:50)
35. Serenade No. 6 in D Major, K. 239 "Serenata Notturna": III. Rondo. Allegretto (5:10)
36. Flute Concerto in D Minor, Wq. 22: I. Allegro (7:18)
37. Flute Concerto in D Minor, Wq. 22: II. Un poco andante (8:03)
38. Flute Concerto in D Minor, Wq. 22: III. Allegro di molto (7:16)
39. Requiem in D Minor, K. 626: I. Introitus & II. Kyrie (6:23)
40. Requiem in D Minor, K. 626: III. Dies irae (1:40)
41. Requiem in D Minor, K. 626: IV. Tuba mirum (3:25)
42. Requiem in D Minor, K. 626: V. Rex tremendae (1:49)
43. Requiem in D Minor, K. 626: VI. Recordare (5:28)
44. Requiem in D Minor, K. 626: VII. Confutatis (2:26)
45. Requiem in D Minor, K. 626: VIII. Lacrimosa (2:43)
46. Requiem in D Minor, K. 626: IX. Domine Jesu Christe (3:44)
47. Requiem in D Minor, K. 626: X. Hostias (3:45)
48. Requiem in D Minor, K. 626: XI. Sanctus (1:20)
49. Requiem in D Minor, K. 626: XII. Benedictus (4:54)
50. Requiem in D Minor, K. 626: XIII. Agnus Dei & XIV. Communio (8:29)
51. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: I. Molto allegro (7:03)
52. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: II. Andante (11:01)
53. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: III. Menuetto. Allegretto (3:37)
54. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: IV. Allegro assai (9:29)

Amsterdam Baroque Orchestra
Ton Koopman, regente 

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sábado, 15 de agosto de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (175-1791) - Requiem, K. 626 e Mass in C Minor, K. 427 - "Great Mass"

"O maestro Yannick Nézet-Séguin reúne um elenco de primeira grandeza em seu novo álbum dedicado a duas das mais monumentais criações sacras de Wolfgang Amadeus Mozart: o Réquiem, K. 626, e a Grande Missa em Dó menor, K. 427. Gravado ao vivo no Festspielhaus Baden-Baden, durante o verão europeu de 2025, o lançamento reafirma a estreita relação do regente canadense com o universo mozartiano e oferece uma leitura de intensa força dramática e profunda espiritualidade.

Acompanhado por um quarteto de solistas formado pela soprano Ying Fang, a mezzo-soprano Emily D’Angelo, o tenor Stanislas de Barbeyrac e o barítono Michael Volle, Nézet-Séguin conta ainda com a excelência do RIAS Kammerchor e da Chamber Orchestra of Europe, dois conjuntos que figuram entre os mais prestigiados da cena musical europeia. A reunião desses intérpretes resulta em performances marcadas pelo equilíbrio entre precisão estilística, refinamento sonoro e expressividade.

O programa aproxima duas obras que ocupam posição singular na produção de Mozart. Inacabado e cercado por uma aura quase mítica, o Réquiem permanece como uma das partituras mais comoventes da história da música sacra, enquanto a Grande Missa em Dó menor revela um Mozart no auge de sua maturidade criativa, combinando a grandiosidade da tradição litúrgica com uma escrita coral e orquestral de extraordinária inventividade.

Sob a direção de Nézet-Séguin, ambas as obras são apresentadas como grandes dramas espirituais. O maestro evidencia tanto a intensidade emocional quanto a luminosidade que atravessam essas páginas, valorizando os contrastes entre contemplação e exaltação, entre a solenidade litúrgica e a humanidade profundamente comovente que caracteriza a linguagem do compositor.

A riqueza de detalhes da interpretação, aliada a uma concepção musical cuidadosamente elaborada, confere ao álbum uma identidade própria dentro da vasta discografia mozartiana. Longe de buscar efeitos grandiosos ou leituras excessivamente monumentais, Nézet-Séguin privilegia a clareza das texturas, a fluidez do discurso e a força expressiva do texto litúrgico, permitindo que a arquitetura das obras se revele com naturalidade.

Mais do que um novo registro de duas obras-primas amplamente conhecidas, este lançamento representa uma reflexão renovada sobre a dimensão humana e espiritual da música de Mozart. Graças à excelência do elenco, à qualidade dos conjuntos envolvidos e à visão artística de Yannick Nézet-Séguin, o álbum afirma-se como uma contribuição significativa à discografia do compositor, oferecendo uma interpretação que alia profundidade, beleza e intensa comunicação emocional".

Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (175-1791) - 

01 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ I. Introitus. Requiem aeternam
02 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ II. Kyrie
03 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ III. Sequentia_ No. 1, Dies irae
04 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ III. Sequentia_ No. 2, Tuba mirum
05 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ III. Sequentia_ No. 3, Rex tremendae
06 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ III. Sequentia_ No. 4, Recordare
07 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ III. Sequentia_ No. 5, Confutatis
08 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ III. Sequentia_ No. 6, Lacrimosa
09 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ III. Sequentia_ No. 7, Amen
10 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ IV. Offertorium_ No. 1, Domine Jesu
11 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ IV. Offertorium_ No. 2, Hostias
12 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ V. Sanctus
13 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ VI. Benedictus
14 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ VII. Agnus Dei
15 Mozart_ Requiem, K. 626 (Compl. & Ed. Ostryzyga)_ VIII. Communio. Lux aeterna
16 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ I. Kyrie
17 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ II. Gloria_ a. Gloria in excelsis Deo
18 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ II. Gloria_ b. Laudamus te
19 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ II. Gloria_ c. Gratias agimus tibi
20 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ II. Gloria_ d. Domine Deus
21 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ II. Gloria_ e. Qui tollis peccata mundi
22 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ II. Gloria_ f. Quoniam tu solus
23 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ II. Gloria_ g. Jesu Christe
24 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ II. Gloria_ h. Cum sancto spiritu
25 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ III. Credo_ a. Credo in unum Deum
26 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ III. Credo_ b. Et incarnatus est
27 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ IV. Sanctus_ a. Sanctus
28 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ IV. Sanctus_ b. Hosanna in excelsis
29 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ V. Benedictus_ a. Benedictus, qui venit
30 Mozart_ Mass in C Minor, K. 427 _Great Mass_ (Reconstr., Compl. & Ed. Leisinger)_ V. Benedictus_ b. Hosanna in excelsis

The Chamber Orchestra of Europe
Rias Kammerchor

Yannick Nézet-Ségui, regente 

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Wofgang Amadeus Mozart (1756-1791) - The Prussian Quartets

"As últimas obras de Wolfgang Amadeus Mozart para quarteto de cordas — os célebres Quartetos “Prussianos” — figuram entre os pontos culminantes da música de câmara do século XVIII. Embora amplamente registrados em disco, poucos alcançam o nível de excelência desta gravação do Emerson String Quartet, uma interpretação que alia refinamento técnico, profundidade musical e uma notável qualidade de captação sonora.

Um dos primeiros aspectos a chamar a atenção é justamente a engenharia de som. Gravado no pouco conhecido LeFrak Hall, no Queens College, em Nova York, o álbum oferece uma experiência auditiva excepcional. A disposição dos instrumentos no campo estereofônico recria com impressionante naturalidade a sensação de um concerto ao vivo, permitindo ao ouvinte perceber a individualidade de cada voz sem comprometer a perfeita integração do conjunto. É uma gravação que privilegia tanto a transparência quanto a riqueza tímbrica da escrita mozartiana.

Essa clareza sonora evidencia uma das maiores virtudes do Emerson String Quartet: o extraordinário equilíbrio entre seus integrantes. A coesão do grupo permite que as complexas linhas contrapontísticas dessas obras se desenvolvam com absoluta naturalidade, revelando toda a sofisticação da linguagem do último Mozart.

A denominação “Prussianos” remete ao rei Frederico Guilherme II da Prússia, violoncelista amador e patrono das artes, que encomendou a Mozart um conjunto de seis quartetos. O compositor, entretanto, concluiu apenas três. Em atenção ao gosto do monarca, conferiu ao violoncelo uma participação muito mais destacada do que era habitual no gênero, transformando-o em protagonista de um elaborado tecido contrapontístico que caracteriza sua produção camerística tardia.

O Emerson String Quartet compreende plenamente essa concepção. A leitura valoriza a autonomia da linha do violoncelo sem romper o equilíbrio do conjunto, permitindo que a riqueza polifônica emerja com grande sutileza. A interpretação evidencia como Mozart ampliou as possibilidades expressivas do quarteto de cordas, aproximando-o de uma escrita quase orquestral pela densidade de suas vozes.

Os andamentos adotados são relativamente rápidos, privilegiando a energia e a intensidade dramática em detrimento de uma visão excessivamente contemplativa ou formalista. Um exemplo particularmente revelador encontra-se no Trio do Minueto do Quarteto em Fá maior, K. 590, em que o insistente movimento cromático do violoncelo cria uma atmosfera de inquietação que se dissolve, de maneira quase mágica, em uma cadência clássica de surpreendente serenidade. É um momento em que o Emerson alia precisão técnica e refinamento expressivo com rara naturalidade.

Apesar do vigor interpretativo, o quarteto jamais perde o controle do discurso musical. Cada frase é construída com clareza, equilíbrio e senso arquitetônico, enquanto a equipe de gravação acompanha de perto as intenções dos músicos, oferecendo uma reprodução sonora que valoriza todos os detalhes da execução.

O resultado é uma interpretação de extraordinária vitalidade, capaz de renovar a escuta de obras frequentemente gravadas e amplamente conhecidas. Entre excelência técnica, inteligência interpretativa e uma captação sonora exemplar, este registro do Emerson String Quartet firma-se como uma das grandes referências discográficas dos Quartetos “Prussianos”, demonstrando, uma vez mais, por que a música de câmara de Mozart continua a representar um dos pontos mais elevados da criação musical ocidental".

Uma boa apreciação! 

Wofgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

String Quartet In D Major K. 575
01. Allegretto 7:45
02. Andante 4:30
03. Menuetto. Allegretto - Trio 5:29
04. Allegretto 6:10

String Quartet In B-Flat Major K. 589
05. Allegro 6:38
06. Larghetto 6:23
07. Menuetto. Moderato - Trio 6:19
08. Allegro Assai 3:54

String Quartet In F Major K. 590
09. Allegro Moderato 8:59
10. Andante 7:28
11. Menuetto. Allegretto - Trio 4:06
12. Allegro 7:02

Emerson String Quartet 

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) - Serenade for Strings in C major, Op. 48, Edward Elgar (1857-1934) - Serenade for Strings in E minor, Op. 20 e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Serenade in G major, KV 525 "Eine kleine Nachtmusik"

"Para celebrar seus 75 anos de história, a Orquestra de Câmara de Zurique reuniu em um novo álbum algumas das obras mais queridas de seu repertório. Concebida como uma homenagem tanto aos músicos quanto ao público que acompanhou sua trajetória ao longo de décadas, a gravação sintetiza uma tradição artística marcada pela excelência interpretativa e pela permanente renovação.

Fundada em 1945 pelo maestro Edmond de Stoutz, a Orquestra de Câmara de Zurique construiu uma trajetória de grande prestígio, percorrendo um repertório que se estende do barroco à criação contemporânea. Ao longo desse caminho, o conjunto consolidou uma identidade própria, caracterizada pela precisão, pela flexibilidade e por uma sonoridade especialmente adequada às exigências da literatura para orquestra de câmara.

Para este lançamento comemorativo, os músicos unem-se ao diretor musical Daniel Hope na escolha de três serenatas clássicas que ocupam lugar privilegiado na história do conjunto. São obras que representam não apenas alguns dos momentos mais conhecidos do repertório para cordas, mas também uma tradição interpretativa cultivada pela orquestra ao longo de sua existência.

A escolha da serenata como fio condutor do programa mostra-se particularmente significativa. Associado à leveza, à elegância e ao prazer da convivência musical, o gênero permite evidenciar algumas das principais virtudes de uma formação camerística: equilíbrio entre as vozes, transparência das texturas, refinamento do fraseado e estreita comunicação entre os intérpretes.

Mais do que simplesmente revisitar páginas consagradas, este álbum assume assim o caráter de uma celebração. Ao lado de Daniel Hope, a Orquestra de Câmara de Zurique transforma seus 75 anos em música, reafirmando uma identidade construída entre tradição e renovação e oferecendo ao público um retrato afetivo de algumas das obras que ajudaram a definir sua história artística".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893)

Serenade for Strings in C major, Op. 48

01. 1. Pezzo in forma di sonatina. Andante non troppo - Allegro moderato
02. 2. Valse. Moderato. Tempo di Valse
03. 3. Élégie. Larghetto elegiaco
04. 4. Finale. Tema russo. Andante - Allegro con spirito 

Edward Elgar (1857-1934)

Serenade for Strings in E minor, Op. 20

05. 1. Allegro piacevole
06. 2. Larghetto
07. 3. Allegretto

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Serenade in G major, KV 525 "Eine kleine Nachtmusik"

08. 1. Allegro
09. 2. Romance. Andante
10. 3. Menuetto. Allegretto - Trio
11. 4. Rondo. Allegro

Zürcher Kammerorchester
Daniel Hope, regente 

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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Serenade in B flat major, ’Gran Partita’, K 361/370a e Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Eight Variations on ‘Là ci darem la mano’

Entre todas as obras que Wolfgang Amadeus Mozart escreveu para instrumentos de sopro, nenhuma ocupa lugar tão privilegiado quanto a Serenata em Si bemol maior, K. 361, conhecida desde o século XIX como Gran Partita. Longe de ser apenas uma serenata destinada ao entretenimento aristocrático, trata-se de uma composição monumental que amplia os limites do gênero e demonstra que Mozart era capaz de conferir profundidade artística até mesmo à música escrita para ocasiões festivas. A gravação realizada por integrantes da Royal Concertgebouw Orchestra, sob a direção do oboísta Alexei Ogrintchouk, evidencia toda a riqueza dessa obra-prima e acrescenta, como complemento, as Oito Variações sobre "Là ci darem la mano", de Beethoven.

A Gran Partita nasceu em um momento em que a chamada Harmoniemusik vivia seu auge na Viena imperial. O imperador José II havia institucionalizado conjuntos de sopros destinados a acompanhar banquetes, celebrações e eventos públicos, estimulando uma intensa produção de arranjos operísticos e obras originais. Mozart, entretanto, foi muito além do que o gênero normalmente exigia. Em vez do habitual octeto de sopros, escreveu para treze instrumentos, distribuídos em sete movimentos que totalizam quase cinquenta minutos de música, conferindo à serenata dimensões praticamente sinfônicas e uma sofisticada unidade estrutural.

A data exata da composição permanece incerta, mas sabe-se que a obra já estava concluída em março de 1784, quando foi anunciada em um concerto beneficente do clarinetista Anton Stadler, grande amigo de Mozart e futuro destinatário do célebre Concerto para Clarinete. Um relato da época descreve o impacto causado pela execução da obra, elogiando tanto a qualidade da escrita quanto o virtuosismo dos treze instrumentistas. A grandiosidade da serenata era tamanha que provavelmente apenas parte dela foi apresentada naquela ocasião, a única execução documentada durante a vida do compositor.

Cada um dos sete movimentos revela um aspecto distinto da genialidade mozartiana. O amplo movimento inicial alterna momentos de delicada conversa entre os instrumentos e passagens de grande força coletiva, explorando sobretudo a sonoridade calorosa dos clarinetes e dos cornos di bassetto. O célebre Adagio, imortalizado também pelo filme Amadeus, permanece como um dos momentos mais sublimes já escritos para sopros: oboé, clarinete e corno di bassetto parecem dialogar como personagens de uma ópera, sustentados por uma textura orquestral de extraordinária serenidade. Os dois minuetos, a Romanze, o conjunto de variações e o vibrante rondó final demonstram a inesgotável capacidade de Mozart de combinar elegância formal, imaginação tímbrica e espontaneidade melódica.

O disco encerra-se com uma curiosidade histórica igualmente fascinante: as Oito Variações sobre "Là ci darem la mano", compostas por Beethoven a partir do famoso dueto de Don Giovanni. Na década de 1790, quando os arranjos de óperas constituíam parte importante do repertório para conjuntos de sopros, Beethoven escolheu transformar apenas esse trecho da ópera em uma refinada série de variações para dois oboés e corne inglês. Embora publicadas apenas após sua morte, elas revelam a profunda admiração do jovem Beethoven por Mozart e estabelecem um elo direto entre dois dos maiores compositores da história.

A interpretação dos músicos da Royal Concertgebouw Orchestra faz plena justiça a essa música. Sob a liderança de Alexei Ogrintchouk, o conjunto evita qualquer excesso de solenidade e privilegia a fluidez da conversação musical, característica essencial da escrita de Mozart. Cada instrumento possui personalidade própria, mas jamais perde de vista o equilíbrio coletivo, elemento que faz da Gran Partita um verdadeiro laboratório da música de câmara.

Mais de dois séculos após sua criação, a serenata continua impressionando pela modernidade de sua concepção. Ela demonstra que Mozart transformou uma forma originalmente destinada ao entretenimento em uma das maiores realizações da literatura para sopros. A Gran Partita não é apenas uma obra-prima do repertório camerístico: é uma demonstração definitiva de que, nas mãos de Mozart, até a música concebida para divertir podia alcançar a mais alta expressão artística".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

Serenade in B flat major, ’Gran Partita’, K 361/370a

01. I. Largo - Molto allegro
02. II. Menuetto - Trio I & II
03. III. Adagio
04. IV. Menuetto. Allegretto - Trio I & II
05. V. Romanze. Adagio - Allegretto - Adagio & VI. Tema con variazioni
06. Tema. Andante
07. Variation 1
08. Variation 2
09. Variation 3
10. Variation 4
11. Variation 5
12. Variation 6
13. Variation 7

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - 

Eight Variations on ‘Là ci darem la mano’
14. Thema. Andante
15. Variation I
16. Variation II
17. Variation III
18. Variation IV
19. Variation V
20. Variation VI
21. Variation VII
22. Variation VIII

Members of Concertgebouworkest
Alexei Ogrintchouk, oboé e direção

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sábado, 18 de julho de 2026

Carl Maria von Weber (1786 - 1826) - Clarinet Quintet in B-Flat Major, Op. 34, J. 182 e Wolfgang Amadeus Mozart (1756 - 1791) - Clarinet Quintet in A Major, Op. 108, K. 581

"O clarinetista Julian Bliss une-se ao premiado Carducci String Quartet para interpretar duas das mais importantes obras já escritas para clarineta e quarteto de cordas: o Quinteto para Clarineta em Si bemol maior, Op. 34, de Carl Maria von Weber, e o Quinteto para Clarineta em Lá maior, K. 581, de Wolfgang Amadeus Mozart. O resultado é um encontro entre duas obras-primas que definiram os rumos do repertório camerístico para o instrumento e continuam figurando entre seus maiores monumentos.

Tanto Mozart quanto Weber encontraram inspiração em extraordinários virtuoses de sua época. O Quinteto de Mozart nasceu da amizade e da admiração pelo clarinetista Anton Stadler, cuja sonoridade aveludada e excepcional domínio técnico estimularam o compositor a explorar novas possibilidades expressivas para o instrumento. Décadas depois, Weber escreveria seu Quinteto para Heinrich Baermann, outro intérprete lendário, cuja técnica e musicalidade contribuíram decisivamente para ampliar os horizontes da literatura clarinetística.

Em ambos os casos, a parceria entre compositor e intérprete deu origem a obras que ultrapassaram seu contexto histórico e se consolidaram como referências absolutas do gênero. A delicadeza lírica e o equilíbrio clássico do Quinteto de Mozart contrastam com o brilho virtuoso e o romantismo apaixonado da escrita de Weber, oferecendo um retrato da extraordinária evolução da clarineta entre o final do século XVIII e o início do XIX.

Este álbum marca a segunda colaboração discográfica entre Julian Bliss e o Carducci String Quartet. A primeira, lançada em 2016, reuniu Gumboots, de David Bruce, e o Quinteto para Clarineta de Brahms, recebendo calorosa acolhida da crítica especializada. Na ocasião, a revista Gramophone destacou a excelência do projeto, classificando-o como “um duplo prazer”: de um lado, uma obra contemporânea digna de integrar o grande repertório camerístico; de outro, uma interpretação apaixonada do Quinteto de Brahms, capaz de rivalizar com gravações consagradas. A publicação elogiou ainda a naturalidade e o brilhantismo de Julian Bliss, recomendando enfaticamente o álbum.

Com essa nova gravação, Bliss e o Carducci String Quartet reafirmam a afinidade artística que caracteriza sua parceria. O refinamento do fraseado, a coesão do conjunto e o equilíbrio entre virtuosismo e sensibilidade interpretativa permitem que essas duas obras-primas revelem toda a sua riqueza expressiva. O resultado é um álbum que celebra não apenas o extraordinário legado de Mozart e Weber, mas também a permanente vitalidade de um dos mais fascinantes repertórios da música de câmara".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Clarinet Quintet in B-Flat Major, Op. 34, J. 182: I. Allegro 10:15
02. Clarinet Quintet in B-Flat Major, Op. 34, J. 182: II. Fantasia – Adagio ma non troppo 05:14
03. Clarinet Quintet in B-Flat Major, Op. 34, J. 182: III. Minuetto Capriccio – Presto 05:13
04. Clarinet Quintet in B-Flat Major, Op. 34, J. 182: IV. Rondo – Allegro giocoso 06:12
05. Clarinet Quintet in A Major, K. 581: I. Allegro 09:20
06. Clarinet Quintet in A Major, K. 581: II. Larghetto 06:20
07. Clarinet Quintet in A Major, K. 581: III. Menuetto – Trio I – Trio II 06:57
08. Clarinet Quintet in A Major, K. 581: IV. Allegretto con Variazioni 09:15

Carducci String Quartet
Julian Bliss, clarinete 

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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Flute Concerto No. 2 in D Major, K. 314, Flute Concerto No. 1 in G Major, K. 313 e Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299

Talvez, os dois Concertos para flauta e orquestra de Mozart sejam as obras do compositor que mais escutei em minha vida. Trata-se de obras que escutei repetidas vezes quando eu tinha próximo dos meus vinte anos. Recordo-me que eu tinha um CD com os dois concertos. Esse CD ainda está comigo. De vez em quando, ainda o escuto. Consigo distinguir a distância a melodia de cada andamento da música.

Tanto o Concerto No. 1 quanto o No. 2, possuem uma bruma pastoral. Mozart tornou a flauta em instrumento capaz de atingir o divino. São dois dos concertos de que mais gosto na vida. Encomendados pelo cirurgião e flautista amador holandês Ferdinand De Jean, os Concertos N.º 1 em Sol Maior (K. 313) e N.º 2 em Ré Maior (K. 314) - este último, na verdade, uma engenhosa adaptação de seu próprio concerto para oboé - desafiam a suposta aversão do compositor. O que se ouve não é o tédio de um artesão sob contrato, mas a aplicação rigorosa da estética do Aufklärung (o Iluminismo alemão): a busca pela clareza, pelo equilíbrio formal e por uma comunicabilidade que nunca subestima o ouvinte.

Já em 1778, Mozart compôs seu belíssimo Concerto para Flauta e Orquestra. A estreia se deu em Paris. Encomendado pelo Duque de Guînes (flautista) e sua filha (harpista), o concerto une dois instrumentos que Mozart, teoricamente, desdenhava. O resultado, contudo, é a quintessência do Estilo Galante francês: uma obra de texturas diáfanas, sofisticação aristocrática e um fluxo melódico tão generoso que as ideias parecem sobrepor-se umas às outras sem esforço.

Não deixe de ouvir este bonito disco. Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01. Flute Concerto No. 2 in D Major, K. 314 - I. Allegro aperto
02. Flute Concerto No. 2 in D Major, K. 314 - II. Andante ma non troppo
03. Flute Concerto No. 2 in D Major, K. 314 - III. Rondo. Allegretto
04. Flute Concerto No. 1 in G Major, K. 313 - I. Allegro maestoso
05. Flute Concerto No. 1 in G Major, K. 313 - II. Adagio ma non troppo
06. Flute Concerto No. 1 in G Major, K. 313 - III. Rondo. Tempo di menuetto
07. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299 - I. Allegro
08. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299 - II. Andantino
09. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299 - III. Rondeau. Allegro

Kammerorchester Arcata Stuttgart
Patrick Strub, condutor
Raffaele Trevisani, flauta
Luisa Prandina, harpa

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Piano Concertos Nos. 1, KV 37 & 27, KV 595, Clarinet Concerto, KV 622


Este novo volume da série Next Generation Mozart Soloists estabelece um fascinante arco entre o início e o desfecho da trajetória criativa de Mozart. O programa reúne seu primeiro concerto para piano, o Concerto em Fá maior, K. 37 — composto quando o músico tinha apenas onze anos —, e seu derradeiro concerto para o instrumento, o Concerto em Si bemol maior, K. 595, concluído em 5 de janeiro de 1791, exatamente onze meses antes de sua morte.

Para a pianista Mishka Rushdie Momen, responsável pela interpretação das duas obras sob a regência de Howard Griffiths, esse contraste revela de maneira eloquente a extraordinária evolução artística do compositor. “A combinação entre o ingênuo e juvenil primeiro concerto e o último concerto, já plenamente maduro e profundamente marcado pela influência da música de Bach, demonstra até que ponto sua mente genial havia se desenvolvido”, observa a intérprete.

Momen construiu sua formação ao lado de alguns dos mais importantes pianistas de sua geração, estudando com Joan Havill, Imogen Cooper, Richard Goode e András Schiff na prestigiada Kronberg Academy. Neste registro, ela evidencia não apenas refinamento técnico, mas também sensibilidade para revelar a impressionante distância estética que separa as duas extremidades da produção concertante de Mozart.

O álbum inclui ainda uma das derradeiras obras-primas do compositor: o célebre Concerto para Clarineta em Lá maior, K. 622, interpretado por Blaž Šparovec, clarinetista principal da Gürzenich Orchestra de Colônia. Escrita para clarineta di bassetto, a obra ocupa um lugar singular na literatura para o instrumento, conciliando virtuosismo, lirismo e uma profunda dimensão dramática.

Šparovec resume com precisão a natureza da partitura: “É um concerto que só pode ser comparado a uma ópera, na qual a clarineta di bassetto interpreta todos os papéis.” A observação traduz com felicidade a riqueza expressiva da obra, cuja escrita parece conferir ao instrumento a capacidade de assumir sucessivamente diferentes vozes, personagens e estados de espírito, fazendo do concerto uma das mais perfeitas sínteses entre o teatro mozartiano e a música instrumental.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01. Mozart: Clarinet Concerto in A Major, KV 622: I. Allegro (12:36)
02. Mozart: Clarinet Concerto in A Major, KV 622: II. Adagio (6:19)
03. Mozart: Clarinet Concerto in A Major, KV 622: III. Rondo. Allegro (8:54)
04. Mozart: Piano Concerto No. 1 in F Major, KV 37: I. Allegro (After Raupach) [Cadenzas by Mishka Rushdie Momen] (5:10)
05. Mozart: Piano Concerto No. 1 in F Major, KV 37: II. Andante (Cadenzas by Mishka Rushdie Momen) (4:07)
06. Mozart: Piano Concerto No. 1 in F Major, KV 37: III. Allegro (After Honauer) [Cadenzas by Mishka Rushdie Momen] (5:01)
07. Mozart: Piano Concerto No. 27 in B-Flat Major, KV 595: I. Allegro (Cadenzas by Wolfgang Amadeus Mozart) (14:05)
08. Mozart: Piano Concerto No. 27 in B-Flat Major, KV 595: II. Larghetto (Cadenzas by Wolfgang Amadeus Mozart) (6:40)
09. Mozart: Piano Concerto No. 27 in B-Flat Major, KV 595: III. Rondo. Allegro (Cadenzas by Wolfgang Amadeus Mozart) (9:39)

ORF Radio Symphonieorchester Wien and Howard Griffiths
Mishka Rushdie Momen, piano
Blaz Sparovec, clainete
Howard Griffiths, regente

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-191) - Piano Concertos Nos. 9 & 22



Mozart escreveu quase trinta concertos para piano e orquestra. Alguns revelam a juventude entusiasmada do compositor; outros, a maturidade, o controle da forma, o equilíbrio, a perfeição. Neste disco, encontramos dois concertos que apresentam estas características. O primeiro, por exemplo, foi escrito em 1777, quando compositor possuía apenas 21 anos de idade. Com essa idade, Mozart já havia escrito obras grandiosas e imortais, todavia o Concerto Nº 9 ainda não possui a grandiosidade de outros concertos – principalmente, o que o austríaco passou a escrever a partir do Concerto Nº 17 (pelo menos no meu humilde ponto de vista).

O nome do Concerto - "Jeunehomme" – possivelmente se deva à homenagem que Mozart realizou à pianista francesa Victoire Jenamy (durante muito tempo identificada erroneamente como "Jeunehomme"), filha do célebre dançarino e coreógrafo Jean-Georges Noverre, amigo da família Mozart.

Já o Concerto Nº 22, uma das obras-primas para o instrumento, foi escrita em 1785. Nesse período, o compositor já desfrutava de um amplo prestígio nos salões vienenses. Nessa época, promovia seus próprios concertos públicos e precisava constantemente de novas obras para apresentar diante do exigente público da capital austríaca.

A motivação para escrever o K. 482 foi, portanto, dupla: atender à intensa demanda de suas apresentações e, ao mesmo tempo, consolidar sua posição como o principal virtuose de Viena. Nessa obra, encontra-se um dos momentos mais bonitos da escrita mozartiana – trata-se do segundo movimento – o “Andante”. Nota-se um drama, uma melancolia, com uma doce dicção romântica, algo que, mais tarde, Beethoven viria a emular em suas produções mais maduras.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-191) - 

01 I. Allegro
02 II. Andantino
03 III. Rondeau. Presto
04 I. Allegro
05 II. Andante
06 III. Finale. Allegro

Bamberger Symphoniker
Manfred Honeck, regente
Jan Lisiecki, piano 

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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - The Four Horn Concertos e Rondo for Horn and Orchestra in E Flat Major, K. 371

 

"Considerado um dos mais destacados trompistas da Europa, Martin Owen desenvolve uma intensa carreira internacional como solista e músico de câmara. Sua atividade artística o leva regularmente aos principais palcos do mundo, onde se destaca tanto pela excelência técnica quanto pela versatilidade musical.

Atualmente, ocupa o posto de trompa principal da BBC Symphony Orchestra, da Britten Sinfonia e do Haffner Wind Ensemble. Ao longo de sua trajetória, também exerceu a função de trompa principal da Royal Philharmonic Orchestra e integrou, em caráter temporário, a prestigiosa Berliner Philharmoniker como trompa solista.

Reconhecido pela qualidade de seu som, pela elegância interpretativa e pelo domínio excepcional do instrumento, Owen consolidou-se como uma das figuras mais respeitadas de sua geração no universo da trompa".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01. Mozart: Horn Concerto No. 1 in D Major, K. 412: I. Allegro (4:49)
02. Mozart: Horn Concerto No. 1 in D Major, K. 412: II. Rondo. Allegro (3:41)
03. Mozart: Horn Concerto No. 2 in E Flat Major, K. 417: I. Allegro maestoso (6:23)
04. Mozart: Horn Concerto No. 2 in E Flat Major, K. 417: II. Andante (3:43)
05. Mozart: Horn Concerto No. 2 in E Flat Major, K. 417: III. Rondo. Allegro – Più allegro (3:41)
06. Mozart: Horn Concerto No. 3 in E Flat Major, K. 447: I. Allegro (6:52)
07. Mozart: Horn Concerto No. 3 in E Flat Major, K. 447: II. Romance. Larghetto (4:30)
08. Mozart: Horn Concerto No. 3 in E Flat Major, K. 447: III. Allegro (3:54)
09. Mozart: Horn Concerto No. 4 in E Flat Major, K. 495: I. Allegro maestoso (8:14)
10. Mozart: Horn Concerto No. 4 in E Flat Major, K. 495: II. Romance. Andante cantabile (4:45)
11. Mozart: Horn Concerto No. 4 in E Flat Major, K. 495: III Rondo. Allegro vivace (3:56)
12. Mozart: Rondo for Horn and Orchestra in E Flat Major, K. 371 (5:39)

Manchester Camerata
Gábor Takács-Nagy, regente
Martin Owen, trompa

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sábado, 30 de maio de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Symphony No. 41 in C Major, K. 551 - Jupiter, Symphony No. 38 in D Major, K. 504 - Prague e Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543

Verão de 1788, Mozart viveria mais três anos. À época, o compositor tinha apenas 32 anos de idade. Para os padrões de hoje, diríamos que ele era um jovem; que estava na flor da idade. De maneira quase que indescritível, o compositor escreveu as sinfonias 39, 40 e 41 em poucas semanas, no verão de 1788. Lembrando que a 40 não aparece nesta postagem. Já a "Sinfonia Praga" é do ano de 1786. 

Recebe o nome por causa da cidade de Praga, hoje, capital da República Tcheca. A obra foi escrita em um período de grande sucesso de Mozart na cidade de Praga, a obra apresenta uma dimensão dramática e arquitetônica incomum para o gênero. Sua longa introdução lenta revela um compositor interessado em expandir os limites da forma sinfônica.  

A Sinfonia No. 39 toma um destino diferente. Diferentemente do caráter expansivo da "Praga", a nº 39 conquista pela nobreza de sua escrita e pela clareza de suas ideias musicais. Há nela uma serenidade que jamais se torna superficial. Mozart alcança o raro feito de produzir música refinada sem parecer artificial ou excessivamente intelectual. Tudo soa natural, como se a beleza surgisse espontaneamente.

A de Nº 41, "Júpiter", é o ponto culminante da evolução do compositor. Poucas obras sintetizam de maneira tão perfeita as qualidades do classicismo vienense. Sua grandiosidade não deriva de efeitos espetaculares, mas da extraordinária organização de seus elementos musicais. Um disco maravilhoso. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01. Vienna Symphony - Symphony No. 41 in C Major, K. 551 _Jupiter__ I. Allegro vivace
02. Vienna Symphony - Symphony No. 41 in C Major, K. 551 _Jupiter__ II. Andante cantabile
03. Vienna Symphony - Symphony No. 41 in C Major, K. 551 _Jupiter__ III. Menuetto. Allegretto
04. Vienna Symphony - Symphony No. 41 in C Major, K. 551 _Jupiter__ IV. Molto allegro
05. Vienna Symphony - Symphony No. 38 in D Major, K. 504 _Prague__ I. Adagio - Allegro
06. Vienna Symphony - Symphony No. 38 in D Major, K. 504 _Prague__ II. Andante
07. Vienna Symphony - Symphony No. 38 in D Major, K. 504 _Prague__ III. Presto
08. Vienna Symphony - Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543_ I. Adagio - Allegro
09. Vienna Symphony - Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543_ II. Andante con moto
10. Vienna Symphony - Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543_ III. Menuetto. Allegretto
11. Vienna Symphony - Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543_ IV. Finale. Allegro

Vienna Symphony Orchestra
Jascha Horenstein, regente 

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Joshua Bell - Voice of the Violin

Texto de apresentação do disco: 

"Temo que isso ainda subestime a qualidade etérea com que Bell extrai notas musicais vivas de seu Stradivarius. A comunhão espiritual que se estabelece entre um virtuose e seu instrumento é o que torna possível a conexão entre intérprete e ouvinte. O instrumento transforma-se em uma voz singular, capaz de transmitir a essência da música - ela própria uma extensão do compositor. Quando essa relação é pura, sua qualidade torna-se imensurável e indizível, comunicando-se apenas entre espíritos, e alcançando plenitude ainda maior nas mãos de uma alma afim. Joshua Bell possui exatamente esse tipo de vínculo: não apenas entre o autor da obra e a excelência do instrumento, mas também entre o compositor e o público. Bell se destaca como a ponte perfeita entre todos eles.

Constantemente incentivados a “cantar” através de seus instrumentos, músicos de cordas naturalmente buscam reproduzir o mais belo de todos os instrumentos musicais: a voz humana. Não surpreende, portanto, que desejem literalmente colocar os dedos sobre os tesouros do repertório vocal. Joshua Bell apropriou-se de algumas das mais célebres canções e árias operísticas, de Mozart aos românticos, passando por Orff. Lentamente conduzidas, sustentadas, líricas e, sim, profundamente “cantáveis”, essas melodias sedutoras e de ampla carga emocional adaptam-se com extraordinária naturalidade ao violino.

Grande parte dos arranjos leva a assinatura de J.A.C. Redford, conhecido compositor de cinema e televisão. E, de fato, as cordas pulsantes e as modulações abruptas típicas de trilhas sonoras permeiam suas orquestrações, em contraste surpreendente com a linguagem original dos compositores. Em “Beau soir”, de Debussy, o pianista Frederic Chiu acompanha Bell com tamanha sensibilidade que se chega a desejar que o piano tivesse substituído a orquestra em todas as canções. As transcrições violinísticas da linha vocal permanecem fiéis aos originais, exceto pelo hábito quase compulsivo de Redford de adicionar oitavas nas repetições e saltar do registro mais grave ao mais agudo.

Naturalmente, Bell executa tudo isso com maestria — e é justamente a interpretação o grande destaque. Seu timbre é arrebatadoramente belo: quente nas cordas graves, luminoso nos registros agudos e sempre intensamente expressivo. Seu amor pela música e sua compreensão instintiva de sua simplicidade interior, de seu anseio romântico e de seu ardor apaixonado atingem diretamente o coração do ouvinte.

Na única participação violinística autenticamente escrita para o instrumento, o obbligato de “Morgen!”, de Richard Strauss, Bell divide a cena com a soprano Anna Netrebko, dona de uma voz dourada. Inicialmente intensa em excesso, ela gradualmente se entrega a um desfecho mágico e sereno".  

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Vocalise, Op. 34, No. 14 (Rachmaninoff) (5:51)
02. Ave Maria (Schubert) (4:43)
03. Pourquoi me reveiller from Werther (Massenet) (2:37)
04. Apres un reve, Op. 7, No. 1 (Faure) (2:50)
05. Song To The Moon from Rusalka (Dvorak) (5:28)
06. Laudate Dominum from Vesperae solennes de confessore (Mozart) (4:43)
07. None But The Lonely Heart, Op. 6/6 (Tchaikovsky) (2:51)
08. Una Furtiva Lagrima from L'Elisir d'Amore (Donizetti) (4:17)
09. In trutina from Carmina Burana (Orff) (2:34)
10. May Breezes from Songs without Words, Op. 62, No. 1 (Mendelssohn) (2:18)
11. Beau soir (Debussy) (2:32)
12. Estrellita (Ponce) (3:16)
13. Nana (Bercuese) from Siete conciones populares Espanolas (De Falla) (2:12)
14. Je crois entendre encore from The Pearl Fishers (Bizet) (3:31)
15. Morgen! Op. 27, No. 4 (R. Strauss) (3:41)

Joshua Bell, violino

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domingo, 3 de maio de 2026

Herbert von Karajan - The Mozart Recordings

Textinho explicatico:

"Na década de 1960, Herbert von Karajan moldou um Wolfgang Amadeus Mozart de perfeição plástica absoluta, distante de modismos passageiros. Ao rejeitar a delicadeza rococó, imprimiu às grandes sinfonias uma nobreza de inspiração beethoveniana, sustentada pelo legato lendário e pela opulência sonora da Filarmônica de Berlim.

Essa abordagem monumental estende-se também aos concertos, nos quais Karajan estabelece um diálogo contínuo com os “príncipes” de sua própria orquestra - solistas de renome como Karl Leister, Lothar Koch e James Galway. Ao combinar o luxo orquestral a uma profunda afinidade musical, essas gravações celebram uma era de ouro em que cada instrumentista se afirmava, por mérito próprio, como solista de classe mundial".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Clarinet Concerto in A Major, K. 622: II. Adagio (7:39)
02. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: I. Molto allegro (7:40)
03. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: II. Andante (8:19)
04. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: III. Menuetto. Allegretto (4:29)
05. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: IV. Allegro assai (4:44)
06. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: I. Allegro (5:46)
07. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: II. Romance. Andante (5:54)
08. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: III. Menuetto. Allegretto (2:23)
09. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: IV. Rondo. Allegro (3:23)
10. Symphony No. 36 in C Major, K. 425 "Linz": I. Adagio - Allegro spiritoso (8:18)
11. Symphony No. 36 in C Major, K. 425 "Linz": II. Andante (7:16)
12. Symphony No. 36 in C Major, K. 425 "Linz": III. Menuetto (4:35)
13. Symphony No. 36 in C Major, K. 425 "Linz": IV. Presto (5:28)
14. 3 German Dances, K. 605: No. 3 in C Major "Die Schlittenfahrt" (2:50)
15. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 "Jupiter": I. Allegro vivace (8:21)
16. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 "Jupiter": II. Andante cantabile (8:39)
17. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 "Jupiter": III. Menuetto. Allegretto (5:13)
18. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 "Jupiter": IV. Molto allegro (6:14)
19. 6 German Dances, K. 600: No. 5 in G Major "Der Kanarienvogel" (1:48)
20. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299: I. Allegro (11:21)
21. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299: II. Andantino (8:21)
22. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299: III. Rondeau. Allegro (Cadenza by Pillney) (9:42)
23. Symphony No. 38 in D Major, K. 504 "Prague": I. Adagio - Allegro (10:20)
24. Symphony No. 38 in D Major, K. 504 "Prague": II. Andante (8:54)
25. Symphony No. 38 in D Major, K. 504 "Prague": III. Finale. Presto (5:53)
26. 4 German Dances, K. 602: No. 3 in C Major (2:01)
27. Clarinet Concerto in A Major, K. 622: I. Allegro (13:08)
28. Symphony No. 35 in D Major, K. 385 "Haffner": I. Allegro con spirito (5:43)
29. Symphony No. 35 in D Major, K. 385 "Haffner": II. Andante (4:23)
30. Symphony No. 35 in D Major, K. 385 "Haffner": III. Menuetto (3:27)
31. Symphony No. 35 in D Major, K. 385 "Haffner": IV. Finale. Presto (3:42)
32. Flute Concerto No. 1 in G Major, K. 313: I. Allegro maestoso (Cadenza by Ruf) (10:18)
33. Flute Concerto No. 1 in G Major, K. 313: II. Adagio ma non troppo (Cadenza by Schaeffer) (9:37)
34. Flute Concerto No. 1 in G Major, K. 313: III. Rondo. Tempo di menuetto (Cadenza by Blau) (8:10)
35. Clarinet Concerto in A Major, K. 622: III. Rondo. Allegro (9:09)
36. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543: I. Adagio - Allegro (8:43)
37. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543: II. Andante con moto (8:27)
38. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543: III. Menuetto. Allegretto (3:59)
39. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543: IV. Finale. Allegro (4:11)
40. Bassoon Concerto in B-Flat Major, K. 191: I. Allegro (7:46)
41. Bassoon Concerto in B-Flat Major, K. 191: II. Andante ma adagio (8:27)
42. Bassoon Concerto in B-Flat Major, K. 191: III. Rondo. Tempo di menuetto (4:41)
43. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: I. Allegro moderato (7:13)
44. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: II. Andante (8:21)
45. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: III. Menuetto (3:58)
46. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: IV. Allegro con spirito (4:47)
47. Sinfonia concertante for Oboe, Clarinet, Horn and Bassoon in E-Flat Major, K. 297b: I. Allegro (14:05)
48. Sinfonia concertante for Oboe, Clarinet, Horn and Bassoon in E-Flat Major, K. 297b: II. Adagio (9:33)
49. Sinfonia concertante for Oboe, Clarinet, Horn and Bassoon in E-Flat Major, K. 297b: III. Andantino con variazioni (9:26)
50. Oboe Concerto in C Major, K. 314: I. Allegro aperto (7:27)
51. Oboe Concerto in C Major, K. 314: II. Adagio non troppo (7:24)
52. Oboe Concerto in C Major, K. 314: III. Rondo. Allegretto (5:31) 

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