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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Gustav Mahler (1860-1911) - Das Lied von der Erde

Na fronteira entre diferentes gêneros e formas musicais, Das Lied von der Erde (A Canção da Terra) celebra simultaneamente a embriaguez da vida e a serenidade da renúncia. Trata-se de uma dimensão bastante distinta daquela associada ao primeiro período de Gustav Mahler, marcado pelo universo poético e popular de Des Knaben Wunderhorn.

É justamente esse Mahler tardio que o maestro François-Xavier Roth e o conjunto Les Siècles procuram revelar neste novo registro. O álbum dá continuidade aos trabalhos anteriores dedicados às Sinfonias nº 1 e nº 4, lançados nos últimos anos e recebidos com entusiasmo pela crítica.

Em Das Lied von der Erde, Roth e Les Siècles abordam essa obra visionária com a habitual elegância estilística que caracteriza suas interpretações. A proposta ganha ainda maior interesse pela presença de dois cantores de excelência e, como de costume nos projetos do conjunto, pela utilização criteriosa de instrumentos de época, escolhidos de acordo com as características históricas do repertório.

O resultado promete oferecer uma perspectiva particular sobre uma das obras mais singulares de Mahler: uma música situada entre a sinfonia, o ciclo de canções e a meditação sobre a existência, na qual a celebração da vida convive permanentemente com a consciência de sua transitoriedade.

Uma boa apreciação! 

Gustav Mahler (1860-1911) - 

01. Mahler: Das Lied von der Erde: I. Das Trinklied vom Jammer der Erde. Allegro pesante (7:34)
02. Mahler: Das Lied von der Erde: II. Der Einsame im Herbst. Etwas schleichend. Ermüdet (9:11)
03. Mahler: Das Lied von der Erde: III. Von der Jugend. Behaglich, heiter (2:58)
04. Mahler: Das Lied von der Erde: IV. Von der Schönheit. Comodo. Dolcissimo (6:31)
05. Mahler: Das Lied von der Erde: V. Der Trunkene im Frühling. Allegro (4:23)
06. Mahler: Das Lied von der Erde: VIa. Der Abschied. Schwer (9:55)
07. Mahler: Das Lied von der Erde: VIb. Der Abschied. Schwer (5:02)
08. Mahler: Das Lied von der Erde: VIc. Der Abschied. Schwer (7:58)
09. Mahler: Das Lied von der Erde: VId. Der Abschied. Schwer (4:14)

Les Siècles

François-Xavier Roth
Marie-Nicole Lemieux
Andrew Staples 

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Gustav Mahler (1860-1911) - Das Lied von der Erde

Das Lied von der Erde é uma dessas obras-primas cuja grandeza parece desafiar constantemente as gravações. Sua atmosfera ao mesmo tempo espectral e profundamente evocativa resiste, com impressionante frequência, às tentativas de ser plenamente capturada em estúdio. Não existem versões verdadeiramente insatisfatórias, mas apenas duas ou três gravações às quais se retorna repetidamente com a certeza de reencontrar a mesma emoção que a obra costuma despertar na sala de concertos. Infelizmente, esta nova interpretação não chega a integrar esse grupo seleto.

Isso não significa, contudo, que se trate de uma gravação menor. Ao contrário, ela confirma o elevado padrão artístico do ciclo Mahler realizado pela Orquestra da Rádio de Frankfurt sob a direção de Eliahu Inbal. A engenharia de som é praticamente irrepreensível: o equilíbrio entre as seções da orquestra é exemplar, nenhum detalhe da textura instrumental recebe destaque excessivo e, ainda assim, toda a riqueza da partitura permanece perfeitamente audível. A execução orquestral é de altíssimo nível, embora o timbre do oboé não esteja entre os mais sedutores, e Inbal demonstra um conhecimento profundo da obra.

Ainda assim, em seu evidente cuidado para evitar qualquer sentimentalismo excessivo — risco sempre presente em uma partitura tão carregada de emoção —, o maestro acaba sacrificando parte da ternura, da dor e da pungência que constituem o núcleo expressivo da obra. Sua leitura possui maior densidade emocional do que a famosa gravação de Georg Solti para a Decca, mas permanece distante da intensidade alcançada por duas referências históricas: o registro incomparável de Bruno Walter com Kathleen Ferrier e Julius Patzak, também para a Decca, e a interpretação austera, porém devastadoramente comovente, conduzida por Otto Klemperer para a EMI.

Peter Schreier oferece, por sua vez, aquela que talvez seja a mais convincente interpretação das canções destinadas ao tenor desde a lendária gravação de Fritz Wunderlich sob a regência de Klemperer. Embora sua voz esteja longe do perfil de um Heldentenor, ela projeta-se com segurança sobre a orquestra no primeiro movimento — ainda que permaneça a dúvida sobre como esse equilíbrio se sustentaria em uma apresentação ao vivo. Sua dicção é exemplar, revelando uma clareza textual rara. Curiosamente, é no quinto movimento que sua emissão parece encontrar maiores dificuldades, como se a escrita vocal levasse o cantor aos limites de seus recursos.

A mezzo-soprano holandesa Jard van Nes, por sua vez, ainda não pode ser colocada ao lado das grandes intérpretes dessa obra. Sua pronúncia do alemão revela certa irregularidade, comprometendo parcialmente a força poética do texto — elemento inseparável da expressividade de Das Lied von der Erde. Embora cante frequentemente com beleza e precisão, sua abordagem transmite mais a impressão de um exercício de refinamento vocal do que de uma verdadeira imersão no universo emocional concebido por Mahler.

Em uma obra como esta, momentos decisivos dependem de algo que transcende a mera perfeição técnica. Quando a frase “Still ist mein Herz und harret seiner Stunde!” não provoca aquele arrepio quase inevitável, é sinal de que o intérprete ainda não alcançou plenamente o centro espiritual da partitura. Há motivos para acreditar que Jard van Nes venha a atingir esse grau de compreensão artística no futuro. Por ora, ela canta as notas — e o faz com admirável exatidão —, mas ainda permanece a certa distância da dimensão existencial que torna Das Lied von der Erde uma das mais profundas meditações musicais sobre a vida, a despedida e a eternidade.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) - 

01. I. Das Trinklied vom Jammer der Erde [0:08:22.60]
02. II. Der Einsame im Herbst [0:09:36.26]
03. III. Von der Jugend [0:03:16.93]
04. IV. Von der Schönheit [0:07:20.44]
05. V. Der Trunkene im Frühling [0:04:28.29]
06. VI. Der Abschied [0:28:36.40]

Frankfurt Radio Symphony Orchestra
Eliahu Inbal, regente
Peter Schreier, tenor
Jard van Nes, mezzo-soprano 

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terça-feira, 5 de maio de 2026

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 5 in C sharp minor

Andris Nelsons, um dos mais badalados regentes da atualidade, gravará o ciclo completo com as sinfonias de Mahler. Abaixo, um textinho explicativo:

"Após seu consagrado ciclo dedicado a Dmitri Shostakovich à frente da Boston Symphony Orchestra - um projeto monumental que recentemente lhe rendeu o quinto Grammy Awards -, além do recém-lançado ciclo de Felix Mendelssohn com a Gewandhausorchester Leipzig, o próximo trabalho do maestro Andris Nelsons será dedicado à obra de Gustav Mahler.

Para o novo projeto, Nelsons uniu forças com a Wiener Philharmoniker - orquestra historicamente ligada a Mahler - com o objetivo de gravar as dez sinfonias do compositor. Como prévia do lançamento do ciclo completo, previsto ainda para este ano, a Deutsche Grammophon disponibilizará a Sinfonia nº 5 como álbum independente, em formato digital e em vinil (2 LPs), a partir de 1º de maio de 2026".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Gustav Mahler (1860-1911) - 

01. Wiener Philharmonic Orchestra - I. Trauermarsch: a. In gemessenem Schritt
02. Wiener Philharmonic Orchestra - I. Trauermarsch: b. Etwas gehaltener
03. Wiener Philharmonic Orchestra - I. Trauermarsch: c. Wieder etwas gehaltener
04. Wiener Philharmonic Orchestra - I. Trauermarsch: d. Plötzlich schneller
05. Wiener Philharmonic Orchestra - I. Trauermarsch: e. A tempo - f. Tempo I
06. Wiener Philharmonic Orchestra - I. Trauermarsch: g. Schwer [15] - h. Klagend
07. Wiener Philharmonic Orchestra - II. Stürmisch bewegt, mit grösster Vehemenz: a. Stürmisch bewegt
08. Wiener Philharmonic Orchestra - II. Stürmisch bewegt, mit grösster Vehemenz: b. Bedeutend langsamer
09. Wiener Philharmonic Orchestra - II. Stürmisch bewegt, mit grösster Vehemenz: c. Tempo I subito
10. Wiener Philharmonic Orchestra - II. Stürmisch bewegt, mit grösster Vehemenz: d. Langsam aber immer
11. Wiener Philharmonic Orchestra - II. Stürmisch bewegt, mit grösster Vehemenz: e. Tempo moderato
12. Wiener Philharmonic Orchestra - II. Stürmisch bewegt, mit grösster Vehemenz: f. Plötzlich wieder bedeutend langsamer
13. Wiener Philharmonic Orchestra - II. Stürmisch bewegt, mit grösster Vehemenz: g-j. Tempo I subito - Etwas langsamer - Nicht eilen - Wuchtig
14. Wiener Philharmonic Orchestra - II. Stürmisch bewegt, mit grösster Vehemenz: k. Pesante
15. Wiener Philharmonic Orchestra - II. Stürmisch bewegt, mit grösster Vehemenz: l. Tempo I subito
16. Wiener Philharmonic Orchestra - III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell: a-b. Kräftig, nicht zu schnell
17. Wiener Philharmonic Orchestra - III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell: c. Etwas ruhiger
18. Wiener Philharmonic Orchestra - III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell: d-e. Tempo I - Langsamer
19. Wiener Philharmonic Orchestra - III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell: f. Etwas zurückhaltend
20. Wiener Philharmonic Orchestra - III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell: g-h. Molto moderato - Nicht eilen
21. Wiener Philharmonic Orchestra - III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell: i. A tempo molto moderato
22. Wiener Philharmonic Orchestra - III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell: j-l. Poco rit. a tempo I - Nicht eilen - Vorwärts drängend
23. Wiener Philharmonic Orchestra - III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell: m-n. Tempo I - A Tempo moderato
24. Wiener Philharmonic Orchestra - III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell: o. Tempo I subito
25. Wiener Philharmoniker;Andris Nelsons - IV. Adagietto. Sehr langsam: a-b. Sehr langsam - Wieder äußerst langsam
26. Wiener Philharmonic Orchestra - IV. Adagietto. Sehr langsam: c. Fliessender
27. Wiener Philharmonic Orchestra - IV. Adagietto. Sehr langsam: d. Fliessend
28. Wiener Philharmonic Orchestra - IV. Adagietto. Sehr langsam: e. Zurückhaltend
29. Wiener Philharmonic Orchestra - IV. Adagietto. Sehr langsam: f. Zögernd
30. Wiener Philharmonic Orchestra - V. Rondo-Finale. Allegro: a-b. Allegro - Allegro giocoso
31. Wiener Philharmonic Orchestra - V. Rondo-Finale. Allegro: c-d. Sempre l'istesso tempo - Grazioso
32. Wiener Philharmonic Orchestra - V. Rondo-Finale. Allegro: e. A tempo I
33. Wiener Philharmonic Orchestra - V. Rondo-Finale. Allegro: f. Sempre l'istesso tempo
34. Wiener Philharmonic Orchestra - V. Rondo-Finale. Allegro: g. A tempo
35. Wiener Philharmonic Orchestra - V. Rondo-Finale. Allegro: h-i. Sempre l'istesso tempo - Nicht eilen
36. Wiener Philharmonic Orchestra - V. Rondo-Finale. Allegro: j. Nicht eilen. A tempo
37. Wiener Philharmonic Orchestra - V. Rondo-Finale. Allegro: k-l. Plötzlich wieder wie zu Anfang - Unmerklich etwas einhaltend
38. Wiener Philharmonic Orchestra - V. Rondo-Finale. Allegro: m. Grazioso
39. Wiener Philharmonic Orchestra - V. Rondo-Finale. Allegro: n. Sehr drängend

Wiener Philharmonic Orchestra
Andris Nelsons, regente 

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 4 in G Major


Já afirmei isso, mas não custa nada ressaltar novamente: a Quarta, de Mahler, é a porta de entrada inquestionável para o seu mundo de fabulosas inquietações filosóficas e existenciais. Todavia, o ouvinte que assimilar a Quarta e tiver por intento a mesma experiência estética nas outras sinfonias, ficará decepcionado. A Quarta é um idílio em meio aos dramas arquiteturais esculpidos pelo compositor austríaco. Ela possui, inegavelmente, uma atmosfera mais ensolarada, mais benfazeja; suave, leve, sorridente. Mahler parecia ter acordado, pela manhã, em algum dia de 1899, e percebido os pássaros em cantorias primaveris. Conduzido por aquele espírito de bem-estar e aquecido pela tepidez da manhã banhada por luminosidade doce, ele sentiu que a vida poderia ser repleta de sentido; que existe uma vocação no Universo e que ele contempla favoravelmente aqueles que procuram experimentá-lo com justiça. A Quarta é esse instante em que a vida ganha dimensões poéticas incontrastáveis, apesar dos seus perigos.

Composta entre 1899 e 1901, a sinfonia encerra um ciclo criativo fortemente ligado ao universo do cancioneiro popular alemão “Des Knaben Wunderhorn” (“A corneta mágica do menino”). Ao contrário das sinfonias anteriores, que incorporam explicitamente canções desse repertório, a Quarta guarda seu segredo até o último movimento, quando a voz humana finalmente aparece para revelar o sentido de tudo o que veio antes.

Desde o início, Mahler propõe um jogo de contrastes. O primeiro movimento se abre com o som de guizos, evocando trenós e paisagens invernais, quase infantis. A música parece caminhar com leveza, mas logo surgem desvios: sombras súbitas, ironias discretas, pequenos abismos emocionais que interrompem a tranquilidade aparente. É Mahler nos lembrando de que, mesmo no idílio, o mundo nunca é totalmente seguro.

O segundo movimento possui um caráter ambíguo. Há uma insinuação trágica representada pelo violino. Um som ácido e espectral faz lembrar que a vida pode ser um lugar de dissabores. Mas nada que seja explicitamente trágico. São insinuações, comedimentos.

No terceiro movimento, surge um adagio de espetacular beleza – daqueles que são colocados na categoria das coisas mais bonitas já escritas por um ser humano.  Uma meditação serena que cresce lentamente até atingir um clímax de intensidade quase transcendental.

E o quarto movimento é o momento em que há a transfiguração, a apoteose, a crença inabalável em um mundo em que não haja tristezas. Uma soprano entoa o poema “Das himmlische Leben” (“A vida celestial”), descrevendo o céu do ponto de vista de uma criança. O paraíso mahleriano não é solene nem grandioso: é um lugar de comida farta, música constante e ausência de sofrimento. Mas mesmo nessa visão luminosa, há algo de inquietante — como se a simplicidade excessiva revelasse também uma distância irreparável entre o mundo ideal e a experiência humana.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) - 

01 - I. Bedächtig, nicht eilen
02 - II. In gemächlicher Bewegung
03 - III. Ruhevoll, poco adagio
04 - IV. Sehr behaglich, _Wir geniessen die himmlischen Freuden_

Münchner Philharmoniker
Valery Gergiev, regente 

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domingo, 9 de novembro de 2025

Klaus Tennstedt - The Great EMI Recordings - Bruckner, Mahler, Schumann & Richard Strauss (CDs 5, 6, 7, 8 e 9 de 14)

Vamos a mais alguns discos regidos por Klaus Tennstedt. Dessa vez, aparecem Bruckner, Mahler, Schumann e Richard Strauss. São gravações que possuem uma potência elétrica. O regente ficou famoso pela competência com que conduzia os compositores do mundo austro-alemão. É justamente o que encontramos neste disco. Era um ardorosamente apaixonado pela obra de Mahler.

Tennstedt procurava transformar sua arte de reger em ações emocionalmente carregadas. Possuía uma predileção pelo repertório romântico, o que se nota nesta caixa. Havia uma preocupação em restaurar a visão original do compositor; por exemplo, em uma obra de Schubert, ele considerava sua missão restaurar um decrescendo longo na nota final que ele acreditava ter sido reduzido a uma marca de acento nas partituras impressas. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 


DISCO 05

01 - Symphony No.4 - Bewegt, nicht zu schnell
02 - Symphony No.4 - Andante, quasi allegretto
03 - Symphony No.4 - Scherzo (bewegt) & Trio (Nicht zu schnell, keinesfalls schlep...
04 - Symphony No.4 - Finale (bewegt, doch nicht zu schnell)

DISCO 06

01 - Symphony No. 8 in C minor, WAB 108- 1. Allegro moderato
02 - Symphony No. 8 in C minor, WAB 108- 2. Scherzo- Allegro moderato
03 - Symphony No. 8 in C minor, WAB 108- 3. Adagio. Feierlich langsam, doch nicht ...
04 - Symphony No. 8 in C minor, WAB 108- 4. Finale- Feierlich, nicht schnell

DISCO 07

01 - Symphony No. 1 in D major (-Titan-)- I. Langsam. Schleppend - Im Anfang sehr ...
02 - Symphony No. 1 in D major (-Titan-)- II. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell
03 - Symphony No. 1 in D major (-Titan-)- III. Feierlich und gemessen, ohne zu sch...
04 - Symphony No. 1 in D major (-Titan-)- IV. Stürmisch bewegt

DISCO 08

01 - Symphony No.3 in E flat major op.97 'Rhenish' - I. Lebhaft
02 - Symphony No.3 in E flat major op.97 'Rhenish' - II. Scherzo Sehr mässig
03 - Symphony No.3 in E flat major op.97 'Rhenish' - III. Nicht schnell
04 - Symphony No.3 in E flat major op.97 'Rhenish' - IV. Feierlich
05 - Symphony No.3 in E flat major op.97 'Rhenish' - V. Lebhaft
06 - Symphony No.4 in D minor op.120 - I. Ziemlich langsam - Lebhaft
07 - Symphony No.4 in D minor op.120 - II. Romanze Ziemlich langsam
08 - Symphony No.4 in D minor op.120 - III. Scherzo Lebhaft & Trio
09 - Symphony No.4 in D minor op.120 - IV. Langsam - Lebhaft - Schneller - Presto

DISCO 09

01 - Also sprach Zarathustra op.30 - Anfang
02 - Also sprach Zarathustra op.30 - Von den Hinterweltern
03 - Also sprach Zarathustra op.30 - Von der grossen Sehnsucht
04 - Also sprach Zarathustra op.30 - Von den Freuden
05 - Also sprach Zarathustra op.30 - Das Grablied
06 - Also sprach Zarathustra op.30 - Von der Wissenschaft
07 - Also sprach Zarathustra op.30 - Der Genesende
08 - Also sprach Zarathustra op.30 - Das Tanzlied
09 - Don Juan op.20
10 - Tod und Verklärung op.24

Berliner Philharmoniker
Chicago Symphony Orchestra

Klaus Tennestedt, regente  

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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 1 in D Major - "Titan"

Do encarte do disco:

"Os cintilantes harmônicos de cordas que abrem a Primeira Sinfonia de Gustav Mahler evocam a respiração suspensa da primavera e, já para o público de estreia, sinalizavam a chegada de uma nova era sinfônica. Logo nos primeiros compassos, o compositor apresenta elementos que se tornariam marcas de sua linguagem musical: os sons da natureza — como o canto do cuco — entrelaçam-se a fanfarras de caráter quase militar e a sinuosas passagens cromáticas nos violoncelos, como se ilustrassem a visão de Mahler da sinfonia como uma arte total e abrangente.

Originalmente batizada de Titan, a obra incorpora temas do ciclo de canções Lieder eines fahrenden Gesellen (Canções de um Companheiro Errante). Mahler também insere referências à música popular da Morávia — perceptíveis no segundo movimento — e, no célebre terceiro movimento, cita a cantiga infantil Bruder Martin (Frère Jacques) em um tom menor, criando um contraste entre ingenuidade e melancolia.

O finale transporta o ouvinte a um universo de teatralidade gótica, próximo à grandiosa ópera romântica, até culminar — após uma série de falsos começos — em um desfecho heróico e coral.

Nesta gravação, a Minnesota Orchestra, sob a regência de Osmo Vänskä, dá vida a esse microcosmo sinfônico". Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Gustav Mahler (1860-1911) - 

Symphony No. 1 in D Major
01. I. Langsam, schleppend. Immer sehr gemächlich
02. II. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell
03. III. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04. IV. Stürmisch bewegt - Energisch

Minnesota Orchestra
Osmo Vänskä, regente 

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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 5 in C sharp minor

Acredito que a Sinfonia Nº 5, de Mahler, seja uma obra que funciona como uma espécie de porta para o mundo do compositor, assim como a Sinfonia Nº 4 - esta, certamente, menos impetuosa e mais lírica. A Quinta é um tratado sobre a experiência da vida humana; é uma reflexão profunda sobre o dilema da existência de cada um de nós. Ela possui tensão, questionamentos, ironias amargas, dor, nostalgia e triunfo. Talvez, este último substantivo seja resultado de uma perspectiva cristã. Do ponto de vista de uma análise mais banal, o triunfo é o sentimento que impele os otimistas, os esperançosos e, a maior parte do tempo, a Quinta não é nada disso. 

Escrita entre os anos de 1901 e 1902, ela é iniciada por um trompete eminentemente fúnebre. Ele destila desolação e imprime uma funda sensação de trágico. Os dois primeiros movimentos estão eivados por esse espírito sombrio. O clima sombrio, no entanto, dá lugar a um terceiro movimento arrebatador: um gigantesco scherzo, repleto de vigor rítmico, em que o compositor lança mão da tradição vienense da valsa para criar um turbilhão sonoro entre o cômico e o grotesco.

O quarto movimento é o famoso Adagietto, escrito para harpas e corda. Talvez, seja um dos momentos mais bonitos e delicados da história da música ocidental. É a consumação do sublime, do celestial. Se houver música no céu, certamente a música a ser tocada será o Adagietto da Quinta de Mahler.  

Por fim, o quinto movimento traz a catarse. Mahler retoma o otimismo em um brilhante contraponto, conduzindo a orquestra a uma explosão de energia vital — não sem ironia, mas sempre com um olhar voltado ao infinito.

Não deixe de ouvir esta obra-prima. Uma boa apreciação!  

Gustav Mahler (1860-1911) - 

01 - I. Trauermarsch
02 - II. Stürmisch bewegt, mit größter Vehemenz
03 - III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell
04 - IV. Adagietto. Sehr langsam
05 - V. Rondo-Finale. Allegro

Chicago Symphony Orchestra
Claudio Abbado, regente 

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sexta-feira, 6 de junho de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 5 in C-Sharp Minor

A Quinta Sinfonia, de Mahler, talvez, seja um dos trabalhados mais conhecidos do compositor. É uma obra poderosa e sofisticada. Talvez, seja um dos seus trabalhos mais acessíveis. Composta entre os anos de 1901 e 1902, ou seja, já na abertura do século XX, a Sinfonia foi escrita em um período de grandes transformações na vida do compositor. Ao contrário das sinfonias anteriores - 2, 3 e 4 - a Quinta não possui vozes humanas. É puramente orquestral. Isso denota uma mudança no compositor, que se volta mais para a linguagem sinfônica.

O trabalho é notável pelas complexas mudanças de humor, indo da solenidade à tragédia; da marcha fúnebre à atmosfera idílica do quarto movimento. Todos os temas são trabalhados com enorme sofisticação orquestral. A sinfonia progride de uma atmosfera dramática e fúnebre para uma paisagem de triunfo, quase em tom celebratório.  Pode-se dizer que a obra é uma viagem filosófica pela interioridade humana. É um dos grandes momentos musicais do século XX. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) - 

01. Mahler Symphony No. 5 in C-Sharp Minor I. Trauermarsch. In gemessenem Schritt. Streng. Wie ein Kondukt
02. Mahler Symphony No. 5 in C-Sharp Minor II. Stürmisch bewegt. Mit grösster Vehemenz
03. Mahler Symphony No. 5 in C-Sharp Minor III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell
04. Mahler Symphony No. 5 in C-Sharp Minor IV. Adagietto. Sehr langsam
05. Mahler Symphony No. 5 in C-Sharp Minor V. Rondo - Finale. Allegro - Allegro giocoso. Frisch

Tonhalle-Orchester Zürich
Paavo Järvi, regente 

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quarta-feira, 21 de maio de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Das Lied von der Erde

Das Lied von der Erde (A canção da terra) é um misto de sinfonia e oratório para contralto, tenor e orquestra dividido em seis movimentos. Uma das últimas composições de Mahler, foi terminada em 1908, três anos antes de sua morte.

A obra se baseia em A Flauta Chinesa, uma coleção de poemas chineses dos séculos VIII e IX traduzidos por Hans Bethge. Mahler alterou alguns dos poemas para refletirem a mensagem de que a vida é curta e a morte, poderosa e inevitável.

Segue uma transcrição do primeiro movimento, Brinde à Tristeza da Terra, uma celebração com vinho que busca dissipar dúvidas e medos – pelo menos temporariamente:

Brinde à Tristeza da Terra

O vinho já está brilhando na taça de ouro,
Mas não beba ainda, primeiro eu vou cantar
Uma canção para você!
A Canção das Dores
Deve soar rindo em sua alma.
Quando a tristeza se aproxima
Os jardins da alma jazem desolados,
A alegria e o canto fenecem e morrem.
Escura é a vida, é a morte
.

Com adaptações Daqui

Gustav Mahler (1860-1911) -

01. 1. Das Trinklied von Jammer der Erde (Allegro Pesante)
02. 2. Der Einsame im Herbst (Etwas schleichend. Ermüdet)
03. 3. Von der Jugend (Behaglich heiter)
04. 4. Von der Schönheit (Comodo. Dolcissimo)
05. 5. Der Trunkene im Frühling (Allegro)
06. 6. Der Abschied (Schwer)

Ensemble Musique Oblique
Philippe Herreweghe, regente
Birgit Remmert, alto
Hans Peter Blochwitz, tenor

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sábado, 17 de maio de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 2 in C Minor - "Ressurrection"

Certamente, a Sinfonia No. 2, de Mahler, denominada "Ressurreição", é um dos trabalhos sinfônicos mais importantes da história. Ela é um marco do repertório sinfônico tanto pelas questões estruturais quanto pela profunda e instigante abordagem religiosa e filosófica, algo bem característico dos trabalhos do compositor austríaco.  

Mahler começou a compor a sinfonia logo após concluir sua Primeira Sinfonia. Inicialmente, o primeiro movimento foi concebido como um poema sinfônico independente intitulado Totenfeier ("Cerimônia Fúnebre"), composto em 1888. No entanto, ele só voltou ao projeto completo da sinfonia em 1893, concluindo os movimentos subsequentes nos anos seguintes, e finalmente orquestrando toda a obra em 1894. A estreia completa da sinfonia ocorreu em 13 de dezembro de 1895, em Berlim, sob a regência do próprio Mahler.

A Sinfonia No. 2 lida com questões as quais são centrais na vida humana: a morte, o sentido da vida, a redenção e a esperança na vida após a morte, ou seja, temas que são caros à doutrina cristã. Mahler usa uma linguagem permeada de drama e beleza para abordar questões filosóficas de grande profundidade. A existência humana é atravessada por essas indagações. Todavia, Mahler aborda essas questões e não permite que os questionamentos filosóficos conduzam ao mero niilismo. No último movimento, observa-se o triunfo, "a ressurreição", como último motor de esperança que dilacera todos os grilhões de incerteza e acaba por fundar um sólido fundamento de luminoso. Não há algo mais cristão do que isso.

O texto principal do hino no final da sinfonia é baseado no poema "Die Auferstehung" (A Ressurreição), escrito por Friedrich Gottlieb Klopstock, um poeta luterano do século XVIII. Mahler conheceu esse poema durante o funeral do maestro e amigo Hans von Bülow, em 1894, e ficou profundamente comovido com sua mensagem de esperança e transcendência. Inspirado por esse momento, ele decidiu usar o poema como base para o desfecho da sinfonia, que até então estava sem uma conclusão clara. Entretanto, Mahler não utilizou o texto de Klopstock integralmente. Ele acrescentou versos próprios para adaptar o conteúdo à sua visão pessoal da vida, da morte e da redenção. Assim, o hino final mistura elementos cristãos com uma espiritualidade mais universal e existencial.

O texto cantado no final fala da ressurreição dos mortos, do julgamento final e da vida eterna — temas centrais da escatologia cristã. Mas Mahler transforma essas ideias em algo mais introspectivo, mais humano do que dogmático.

Os versos (em tradução livre) dizem:

"Você ressuscitará, sim, você ressuscitará, minha alma, após um breve descanso!"
"Aquele que te chamou te dará vida eterna."

E depois, nos versos de Mahler:

"O que você sofreu não foi em vão."
"Você nasceu para não morrer!"

Esse trecho final é grandioso, não só pelo impacto orquestral e coral, mas pelo sentido emocional e espiritual. Ele representa a vitória da alma sobre a morte - não apenas num sentido religioso tradicional, mas como uma metáfora da esperança humana frente à aniquilação.  

Não deixe de ouvir essa boa interpretação do selo Naxos. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) -

DISCO 01

01 - I. Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck
02 - II. Andante moderato. Sehr gemächlich

DISCO 02

01 - III. In ruhig fließender Bewegung
02 - IV. Urlicht. Sehr feierlich, aber schlicht
03 - V. Im Tempo des Scherzos. Wild herausfahrend

Polish National Radio Symphony Orchestra (Katowice)
Cracow Radio & TV Choir

Antoni Wit, regente
Hanna Lisowska, soprano
Jadwiga Rappé, alto

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domingo, 27 de abril de 2025

Giuseppe Sinopoli & Staatskapelle Dresden - Mahler, R. Schumann, R. Strauss, Liszt, Weber, Wagner etc

Giuseppe Sinopoli foi um desses artistas raros que parecem carregar mundos dentro de si. Nascido em Veneza, em 1946, ele nunca foi apenas um maestro — era também compositor, médico, psiquiatra e até arqueólogo amador. A música para ele era uma parte de algo maior: uma busca incessante pelo mistério da alma humana.

Começou sua jornada estudando composição em Veneza, ao lado de Bruno Maderna, e depois regência em Viena, sob o lendário Hans Swarowsky. No início, Sinopoli mergulhou no mundo da música contemporânea, compondo obras de vanguarda. Mas foi na regência que ele encontrou seu verdadeiro palco — onde podia canalizar toda a sua energia, seu intelecto e seu coração.

A fama internacional veio nos anos 80. Com a Deutsche Oper Berlin e, depois, com a Filarmônica de Dresden, ele se tornou uma presença magnética no cenário musical europeu. Sinopoli parecia ter uma ligação quase espiritual com o repertório alemão — especialmente com Mahler, Wagner e Richard Strauss, que aparecem nesta postagem. Não era só sobre a música; era sobre a psique por trás de cada nota. Como bom psiquiatra que era, ele explorava as obras como se fossem labirintos emocionais, cheios de segredos a serem desvendados.

Seus concertos e gravações, especialmente das sinfonias de Mahler e das óperas de Verdi e Wagner, são até hoje comentados. Ele tinha um estilo muito próprio: tempos mais lentos, atenção minuciosa aos detalhes e uma maneira quase hipnótica de construir a tensão interna das obras. Para alguns, ele era um gênio da introspecção; para outros, um maestro excessivamente cerebral. Ninguém saía indiferente de uma apresentação sua. Eu escuto com atenção tudo que encontro dele.

O mais bonito é que Sinopoli nunca se limitou à música. Ele se aventurou seriamente na arqueologia, participou de escavações, escreveu artigos, estudou medicina. A sede dele por conhecimento era quase insaciável. Era como se ele quisesse entender não só as partituras, mas toda a história humana.

Sua vida foi intensa até o último momento. Em 2001, enquanto regia uma apresentação de Aida, de Verdi, em Berlim, ele sofreu um ataque cardíaco fatal. Morreu no palco, fazendo o que mais amava — um desfecho dramático, mas de certa forma coerente com a vida vibrante que levou.

Hoje, quando ouvimos uma gravação de Sinopoli, sentimos mais do que uma execução técnica impecável. Sentimos uma mente brilhante e um coração imenso pulsando em cada compasso. Ele não apenas interpretava a música — ele a vivia. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

DISCO 01

01. Oberon, J. 306: Overture (Live)
02. Ein Heldenleben, Op. 40, TrV 190 (Live)
03. Rienzi, WWV 49: Overture (Live)

DISCO 02

01. Symphonic Poem No. 4, S. 98 "Orpheus" (Live)
02. Pour un livre à Venise: II. Hommage a Costanzo Porta (Live)
03. Tombeau d'armor III (Live)
04. Symphonisches Fragment aus "Lou Salome" (Live)
05. Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120 (1851 Version): I. Ziemlich langsam - Lebhaft [Live]
06. Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120 (1851 Version): II. Romanze. Ziemlich langsam [Live]
07. Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120 (1851 Version): III. Scherzo. Lebhaft [Live]
08. Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120 (1851 Version): IV. Langsam - Lebhaft [Live]

DISCO 03

01. Symphony No. 9 in D Major: I. Andante comodo (Live)
02. Symphony No. 9 in D Major: II. Scherzo (Live)
03. Symphony No. 9 in D Major: III. Attaca rondo. Burleske (Live)

DISCO 04

01. Symphony No. 9 in D Major: IV. Finale. Sehr langsam und noch zurückhaltend (Live)
02. Tod und Verklärung, Op. 24, TrV 158 (Live)

DISCO 05

01. Symphony No. 4 in G Major: I. Bedächtig, nicht eilen (Live)
02. Symphony No. 4 in G Major: II. in gemächlicher Bewegung, ohne Hast (Live)
03. Symphony No. 4 in G Major: III. Ruhevoll (Live)
04. Symphony No. 4 in G Major: IV. Wir geniessen die Himmlischen Freuden. Sehr behaglich (Live)
05. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 1 (Live)
06. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 2 (Live)
07. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 3 (Live)
08. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 4 (Live)
09. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 5 (Live)
10. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 6 (Live)
11. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 7 (Live)
12. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 8 (Live)
13. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 9 (Live)
14. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 10 (Live)
15. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 11 (Live)
16. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 12 (Live)
17. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 13 (Live)
18. Giuseppe Sinopoli's Introductory Commentary on Gustav Mahler's Fourth Symphony, Pt. 14 (Live)

Staatskapelle Dresden
Giuseppe Sinopoli, regente

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domingo, 13 de abril de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphonies 3, 4 & 9

Os trabalhos sinfônicos, de Mahler, são profundas expressões de suas angústias e inquietações filosóficas. De certa forma, esses trabalhos refletem sobre a própria modernidade. Nelas, encontramos os dilemas humanos e o que a própria música é capaz de nos entregar frente ao absoluto. 

A Terceira Sinfonia, composta entre os anos de 1895 e 1896, é uma verdadeira galáxia, repleta de luzes e sombras. Ela oscila entre o luminosa da esperança e as incertezas escuras. É um dos mais demorados trabalhos sinfônicos existentes; chega a quase 1 hora e 40 minutos. Ela migra dos movimentos abruptos do início ao lirismo idílico dos movimentos centrais; do contraste inquietante das reflexões graves aos interlúdios vocais. E, por fim, tudo termina com um sereno, mavioso, adagio que nos transporta para a eternidade. Tudo é grandioso, vasto, como se Mahler estivesse a refletir no plano filosófico espiritual os dissabores e os sabores da própria vida. 

A Quarta é a mais suave das sinfonias do compositor. Penso até que, se alguém pretende começar uma incursão pelos trabalhos do compositor, deve começar pela Quarta. Apesar de sugerir uma ideia de inocência, há sutilezas e uma ironia ambígua que contradiz a própria ideia de inocência. É como se Mahler sugerisse que a inocência não pode durar para sempre. Mesmo a ideia de um paraíso descrito por uma criança, como pode ser observado no quarto movimento (cantado por uma soprano), é uma expectativa que pode se dissipar com os ventos da própria vida.

Já a Nona, composta entre os anos de 1908 e 1909, é o último trabalho sinfônico concluído pelo compositor. A Décima ficou inacabada. Ela é uma explicitação das angústias do compositor com a ideia da mortalidade. Mahler descobrira que era portador de um sério problema cardíaco; e perdera também sua filha recentemente. Inquieto como era, resolveu refletir sobre as vicissitudes que é a própria vida de todos nós. Mahler não apela para a redenção - como fizera com a Segunda ou com a Sexta. Não há grandes expectativas. Há uma aceitação honrosa e digna do trágico. É como se o tempo nos preparasse para o silêncio. O sarcasmo e o burlesco ainda estão presentes. Mas é como se o tempo diluísse todas as coisas. As passagens finais são absurdamente comoventes. A música evapora como uma nuvem numa manhã cinzenta qualquer. Isso é uma metáfora da própria vida? Mahler queria dizer isso? Ao final, todos nós nos dissiparemos como um fiapo gasoso que vai se evolar na imensidão do tempo e da distância e, depois, virá o silêncio? É uma das mais bonitas e inquietantes reflexões da história da música.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Gustav Mahler (1860-1911) -

DISCO 01

01 - Symphony No. 3_ I. Kräftig. Entschieden

DISCO 02

01 - Symphony No. 3_ II. Tempo di menuetto. Sehr mäßig
02 - Symphony No. 3_ III. Comodo. Scherzando. Ohne Hast
03 - Symphony No. 3_ IV. Sehr langsam. Misterioso
04 - Symphony No. 3_ V. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck
05 - Symphony No. 3_ VI. Langsam. Ruhevoll. Empfunden

DISCO 03

01 - Symphony No. 4 in G Major_ I. Bedächtig, nicht eilen (Live)
02 - Symphony No. 4 in G Major_ II. In gemächlicher Bewegung, ohne Hast (Live)
03 - Symphony No. 4 in G Major_ III. Ruhevoll, poco adagio (Live)
04 - Symphony No. 4 in G Major_ IV. Sehr behaglich (Live)

DISCO 04

01 - Symphony No. 9 in D Major_ I. Andante comodo (Live)
02 - Symphony No. 9 in D Major_ II. Im Tempo eines gemächlichen Ländlers. Etwas täppisch und sehr derb (Live)
03 - Symphony No. 9 in D Major_ III. Rondo-Burleske. Allegro assai (Live)
04 - Symphony No. 9 in D Major_ IV. Adagio. Sehr langsam und noch zurückhaltend (Live)

Symphonieoschester des Bayerischen Rundfunks
Bernard Haitink, regente

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sexta-feira, 7 de março de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No.6 in A minor 'Tragic'

Tenho uma grande admiração pela Sinfonia No. 6 de Mahler. Postei-a há alguns dias. O primeiro movimento é marcante; a marcha, a força avassaladora de sua anunciação, sugere eventos grandiosos, medonhos, que pressagiam os ventos do pessimismo. Conhecida como "Trágica", recebeu esse nome por causa da atmosfera angustiante e o desfecho devastador. A ideia de tragédia não diz respeito ao sentido comum a que estamos acostumados. O que está em jogo é o conceito filosófico de destino inescapável; de luta inexorável contra os reveses da existência, mas sem qualquer êxito.

Essa onda negativa permeia os quatro movimentos. O último movimento - de dimensões monumentais - encerra sem oferecer a ideia de redenção tão comum nos trabalhados do compositor. Pelo contrário, o que prevalece é a dissolução da ideia de esperança. Mahler, talvez, como sugerem alguns estudiosos, tenha feito um presságio dos fatos medonhos que se dariam com ele em pouco tempo - a morte da filha e diagnóstico de um problema cardíaco. Como era uma figura demasiado sensível, antecipou-se aos eventos. De qualquer forma, a Sinfonia é uma metáfora da própria impotência humana contra o destino e a inevitabilidade de alguns acontecimentos.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No.6 in A minor 'Tragic'

01. I. Allegro energico, ma non troppo. Heftig, aber markig
02. II. Scherzo. Wuchtig - [Trio.] Altväterisch. Grazioso
03. III. Andante moderato
04. IV. Finale. Sostenuto - Allegro moderato - Allegro energico

NHK Symphony Orchestra, Tokyo
Paavo Järvi, regente

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sábado, 22 de fevereiro de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 1 in D Major "Titan", Symphony No. 2 "Resurrection" e Lieder eines fahrenden Gesellen (Songs of a Wayfarer)


Bruno Walter foi uma figura importante da história da regência. Foi também um grande amigo de Gustav Mahler. Teve a honra de reger, pela primeira vez, Das Lied von der Erde, em 1912, ou seja, um ano após a morte do seu autor. Walter conhecia profundamente a natureza da música de Mahler de quem foi regente substituto.

Neste disco, aparecem as duas primeiras sinfonias de Gustav Mahler. A primeira delas é a "Titã", um dos trabalhos mais bonitos do compositor austríaco. Já o segundo trabalho expressivo do disco é a "Ressurreição", a Segunda Sinfonia do compositor. Os dois trabalhos revelam os pilares estruturais da estética do compositor: a luta existencial, encontro do sublime com o grotesco, com o burlesco, e a busca por um sentido que transcenda a vida. 

A "Titã" foi escrita entre os anos de 1887 e 1888. Seu primeiro movimento é uma das coisas mais belas, afirmativas e ensolaradas da história da música. Há uma atmosfera celestial, repleta por humores de pureza infantil. Essa visão é contraditada nos dois movimentos seguintes e acaba por ganhar contornos de triunfo e redenção no quarto movimento. 

A "Ressurreição" é um mergulho completo na angústia, no questionamento, na luta renhida entre a ideia da morte e da redenção. Possui um fio filosófico alicerçado no cristianismo. Escrita entre os anos de 1888 e 1894, é possível observar a jornada de Cristo neste trabalho. Afinal, conforme narra dos textos evangélicos, Jesus veio ao mundo para vencer a morte. Sua ressurreição representa um ato de triunfo, pois a morte não prevalece sobre ele. Mahler exalta essa imagem tão cara ao cristianismo. 

No último movimento da Segunda, o compositor exalta a vida por meio da ideia da ressurreição. A forma como isso é realizado é grandioso. É um dos momentos mais bonitos da história da música. Ao final, encontramos ainda no disco "Lieder eines fahrenden Gesellen (Songs of a Wayfarer)". Trata-se de um conjunto de canções escritas pelo próprio compositor. O ciclo de canções é altamente autobiográfico. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) -

DISCO 01

01 Symphony No. 1 in D Major "Titan" / I. Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut. Im anfang sehr gemächlich
02 Symphony No. 1 in D Major "Titan" / II. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell
03 Symphony No. 1 in D Major "Titan" / III. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04 Symphony No. 1 in D Major "Titan" / IV. Stürmisch bewegt - Energisch
05 Symphony No. 2 "Resurrection" / I. Allegro maestoso - Bruno Walter

DISCO 02

01 Symphony No. 2 "Resurrection" / II. Andante moderato - Bruno Walter
02 Symphony No. 2 "Resurrection" / III. Scherzo. In ruhig fliessender Bewegung - Bruno Walter
03 Symphony No. 2 "Resurrection" / IV. "Urlicht". Sehr feierlich, aber schlicht (Text from "Des Knaben Wunderhorn) - Bruno Walter
04 Symphony No. 2 "Resurrection" / V. Im Tempo des Scherzos. Wild herausfahrend - Bruno Walter
05 Lieder eines fahrenden Gesellen (Songs of a Wayfarer) / Wenn mein Schatz Hochzeit macht
06 Lieder eines fahrenden Gesellen (Songs of a Wayfarer) / Ging heut morgen übers Feld
07 Lieder eines fahrenden Gesellen (Songs of a Wayfarer) / Ich hab ein gluhend Messer
08 Lieder eines fahrenden Gesellen (Songs of a Wayfarer) / Die zwei blauen Augen von meinem Schatz

New York Philharmonic
Columbia Symphony Orchestra

Bruno Walter, regente

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sábado, 15 de fevereiro de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 4 in G Major

A Sinfonia No. 4 de Mahler foi composta entre os anos de 1899 e 1900. Ao meu modo de ver, é a porta de entrada para quem quiser conhecer os trabalhos sinfônicos do compositor. A Quarta é uma obra singela, sem complexidades, com uma clareza quase mozartiana. Ela é ensolarada. Foge um pouco de algumas estruturas complexas escritas por Mahler. Exemplos sobre isso são a Segunda e Terceira. 

O compositor, ao escrever a Quarta, fechou um ciclo, iniciado com a Segunda. As três sinfonias foram compostas inspiradas no ciclo de canções "Des Knaben Wunderhorn". A Quarta exala leveza e possui um desfecho mais leve e contemplativo. O último movimento descreve - por meio de uma canção - a visão do paraíso feito pela ótica de uma criança. Toda a sinfonia inspira pureza e foge das transições bruscas, optando por timbres mais puros e delicados. É um trabalho delicado, deixando implícitas as preocupações filosóficas do compositor.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) -

01 - Symphony No. 4 in G Major_ I. Bedächtig, nicht eilen
02 - Symphony No. 4 in G Major_ II. In gemächlicher Bewegung, ohne Hast
03 - Symphony No. 4 in G Major_ III. Ruhevoll, poco adagio
04 - Symphony No. 4 in G Major_ IV. Sehr behaglich

Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, regente

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 6 in A Minor - "Tragic"

A Sinfonia número 6, de Gustav Mahler, também conhecida como "Trágica", possui um lugar de destaque entre os trabalhos sinfônicos do século XX. Sua composição se deu entre os anos de 1903 e 1904 e passou por revisão no ano de 1906. É um dos trabalhos mais sombrios e impactantes do compositor. Sua força magnética, já nos primeiros compassos, coloca-nos numa atmosfera de pessimismo, como se estivéssemos numa procissão para uma inexorável revelação de um horizonte de forças negativas. 

Ela destoa dos trabalhos anteriores, pois parece desconsiderar aquelas abordagens cósmicas, grandiloquentes, sempre a anunciar uma pretendida redenção. Na Sexta, a força brutal, os golpes marciais, as ironias amargas - mesmo nos momentos de lirismo, como se percebe no segundo movimento - dilaceram qualquer possibilidade de otimismo. 

Recebeu o epíteto de "Trágica" por causa de seu aspecto soturno e que não infunde qualquer nesga de otimismo. Até o quarto movimento - Mahler usa a estrutura clássica com quatro movimentos - não há solução para o conflito proposto no primeiro movimento. O trabalho termina com ribombos, com marteladas, que sugerem as "pancadas" do destino. A Sexta explicita o quanto a vida humana é frágil e repleta de conflitos. Mahler era alguém levava suas dúvidas e inquietações para os trabalhos que escrevia. Suas sinfonias são atestados disso. Todavia, seus conflitos são nossos conflitos. As composições de Mahler extrapolam o individual e se tornam documentos universais.

A Sexta parece ser um augúrio sobre tudo aquilo que seria o século XX. 

Não deixe de ouvir essa bonita reflexão. Excelente disco - como sempre - do selo Naxos. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) -

DISCO 01

01 - Symphony No. 6 in A Minor _Tragic__ I. Allegro energico, ma non troppo. Heftig, aber markig
02 - Symphony No. 6 in A Minor _Tragic_ in A Minor_ II. Scherzo. Wuchtig

DISCO 02

01 - Symphony No. 6 in A Minor _Tragic__ III. Andante moderato
02 - Symphony No. 6 in A Minor _Tragic__ IV. Finale. Allegro moderato - Allegro energico

Polish National Radio Symphony Orchestra (Katowice)
Antoni Wit, regente

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 5 in C sharp Minor

Gustav Mahler (1860-1911) -

01 - I. Trauermarsch_ In gemessenem Schritt. Streng. Wie ein Kondukt
02 - II. Sturmisch bewegt, mit grosster Vehemenz
03 - III. Scherzo_ Kraftig, nicht zu schnell
04 - IV. Adagietto_ Sehr langsam
05 - V. Rondo-Finale_ Allegro - Allegro giocoso. Frisch

Polish National Radio Symphony Orchestra

Antoni Wit, regente

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domingo, 1 de dezembro de 2024

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphonies 2 & 4 e Das Lied von der Erde; Richard Strauss (1864-1949) - Don Juan, Op. 20, Salomé, Op. 54: Dance of the Seven Veils, Till Eulenspiegels lustige Streiche, Op. 28 etc

01. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": I. Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck
02. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": II. Andante moderato. Sehr gemächlich. Nie eilen
03. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": III. In ruhig fließender Bewegung
04. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": IV. Urlicht. Sehr feierlich, aber schlicht
05. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": V. (a) Im Tempo des Scherzos. Wild herausfahrend
06. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": V. (b) Wieder sehr breit
07. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": V. © Molto ritenuto - Maestoso
08. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": V. (d) Wieder zurückhaltend
09. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": V. (e) Langsam. Misterioso
10. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": V. (f) Etwas bewegter
11. Symphony No. 2 in C Minor "Resurrection": V. (g) Mit Aufschwung aber nicht eilen
12. Das Lied von der Erde: I. Das Trinklied vom Jammer der Erde
13. Das Lied von der Erde: II. Der Einsame im Herbst
14. Das Lied von der Erde: III. Von der Jugend
15. Das Lied von der Erde: IV. Von der Schönheit
16. Das Lied von der Erde: V. Der Trunkene im Frühling
17. Das Lied von der Erde: VI. Der Abschied
18. Don Juan, Op. 20
19. Salomé, Op. 54: Dance of the Seven Veils
20. Till Eulenspiegels lustige Streiche, Op. 28
21. Tod und Verklärung, Op. 24: I. Largo
22. Tod und Verklärung, Op. 24: II. Allegro molto agitato
23. Tod und Verklärung, Op. 24: III. Meno mosso
24. Tod und Verklärung, Op. 24: IV. Moderato
25. Metamorphosen
26. Symphony No. 4 in G Major: I. Heiter, bedächtig. Nicht eilen
27. Symphony No. 4 in G Major: II. In gemächlicher Bewegung, ohne Hast
28. Symphony No. 4 in G Major: III. Ruhevoll
29. Symphony No. 4 in G Major: IV. Sehr behaglich

Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer, regente

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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 6 in A minor - "Tragica"

Gustav Mahler (1860-1911) -

01 - Symphony No. 6_ I. Allegro energico, ma non troppo_ Heftig, aber markig
02 - Symphony No. 6_ II. Scherzo. Wuchtig
03 - Symphony No. 6_ III. Andante moderato
04 - Symphony No. 6_ IV. Finale. Allegro moderato

Rundfunk-Sinfonie-Orchester Berlin
Heinz Rögner, regente

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sábado, 23 de novembro de 2024

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No.5 in C sharp minor

Gustav Mahler (1860-1911) -

01 - Symphony No. 5_ I. Trauermarsch (Remastered)
02 - Symphony No. 5_ II. Stürmisch bewegt (Remastered)
03 - Symphony No. 5_ III. Scherzo (Remastered)
04 - Symphony No. 5_ IV. Adagietto (Remastered)
05 - Symphony No. 5_ V. Rondo - Finale (Remastered)

Gewandhausorchester Leipzig
Václav Neumann, regente

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