sábado, 15 de fevereiro de 2025

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 4 in G Major

A Sinfonia No. 4 de Mahler foi composta entre os anos de 1899 e 1900. Ao meu modo de ver, é a porta de entrada para quem quiser conhecer os trabalhos sinfônicos do compositor. A Quarta é uma obra singela, sem complexidades, com uma clareza quase mozartiana. Ela é ensolarada. Foge um pouco de algumas estruturas complexas escritas por Mahler. Exemplos sobre isso são a Segunda e Terceira. 

O compositor, ao escrever a Quarta, fechou um ciclo, iniciado com a Segunda. As três sinfonias foram compostas inspiradas no ciclo de canções "Des Knaben Wunderhorn". A Quarta exala leveza e possui um desfecho mais leve e contemplativo. O último movimento descreve - por meio de uma canção - a visão do paraíso feito pela ótica de uma criança. Toda a sinfonia inspira pureza e foge das transições bruscas, optando por timbres mais puros e delicados. É um trabalho delicado, deixando implícitas as preocupações filosóficas do compositor.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) -

01 - Symphony No. 4 in G Major_ I. Bedächtig, nicht eilen
02 - Symphony No. 4 in G Major_ II. In gemächlicher Bewegung, ohne Hast
03 - Symphony No. 4 in G Major_ III. Ruhevoll, poco adagio
04 - Symphony No. 4 in G Major_ IV. Sehr behaglich

Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, regente

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 3 (Version 1877)

A Sinfonia No. 3 de Bruckner é uma obra imensamente importante dentro do repertório sinfônico do compositor austríaco. Escrita em 1873 - e revisada diversas vezes ao longo dos anos -, a obra revela a evolução do estilo de Bruckner. Ao meu modo de ver, após a Terceira, o compositor escreve uma obra-prima atrás da outra. Sou bruckneriano de carteirinha. Admiro tudo o que ele fez, principalmente as obras orquestrais. 

A Terceira - como se sabe - foi dedicada a Richard Wagner. Em visita a Bayreuth - como fazia sempre que podia -, encontrou Wagner. Bruckner alimentava uma admiração quase que religiosa por Wagner, a quem chamava de "mestre dos mestres". Na ocasião, levou a Segunda e a Terceira sinfonias e solicitou que o autor de Trsitão e Isolda escolhesse um dos trabalhos. Bruckner queria homenageá-lo. Wagner acabou por escolher a Terceira.  O efeito disso foi que, ao longo dos anos, o trabalho ganhou fama e, por conseguinte, recebeu o epíteto com o nome do compositor alemão. 

A Terceira possui algumas das características que tornaram a obra de Bruckner conhecida - uso expansivo da forma sinfônica, ampla força da instrumentação e utilização de contrastes dinâmicos. Estas características aparecem recorrentemente nos trabalhos do grande sinfonista. Além disso, o compositor é prolixo (no bom sentido!) e estende ao máximo as suas reflexões, o que acaba por dar a impressão de que há processos repetitivos, blocos sonoros grandiosos e transições abruptas que acabam transmitindo uma atmosfera de que estamos em uma catedral dada a monumentalidade daquilo que se ouve. Sabemos que isso era uma forma de o compositor explicitar a sua fé e sua crença espiritual. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) -

01. Bruckner- I. Gemäßigt, mehr bewegt, misterioso
02. Bruckner- II. Andante. Bewegt, feierlich, quasi Adagio
03. Bruckner- III. Scherzo. Ziemlich schnell – Trio.
04. Bruckner- IV. Finale. Allegro

Philharmonie Festiva
Gerd Schaller, regente

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Johannes Brahms (1833-1897) - Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15 e Robert Schumann (1810-1856) - Introduction and Concert Allegro in D minor for piano and Orchestra, Op. 134

O Concerto No. 1 para piano e orquestra de Johannes Brahms é uma das obras mais importantes do repertório romântico do século XIX. Além disso, destaca-se a sua poderosa orquestração. Este concerto demonstra a reverência que Brahms nutria pela profundidade emocional iniciada por Beethoven. A obra foi começada em 1854. Não era sua intenção, inicialmente, escrever uma obra orquestral. Seu objetivo primário era uma sonata, mas acabou migrando para um concerto para piano.

O Concerto No. 1 estreou em 1859, com o próprio compositor ao piano, sob a regência do seu amigo Joseph Joachim. Embora a recepção inicial tenha sido fria, com o passar do tempo, a obra ganhou grande séquito de admiradores.

O movimento inicial da obra revela uma das aberturas mais dramáticas da história da música. É como se uma tempestade anunciasse a chegada de algo muito tenso e introspectivo. Em seguida, no segundo movimento, todo lirismo romântico, nos envolve numa atmosfera suave e com forte sabor espiritual. No terceiro movimento, a obra ganha um movimento final energético com ritmos dançantes e uma escrita para piano que nos conduz a uma sensação de superação e triunfo.  

Ainda há uma obra, no disco, de Schumann que é pouco escutada. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01 - I. Maestoso
02 - II. Adagio
03 - III. Rondo. Allegro non troppo
04 - Introduction & Concert-allegro, Op. 134

Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, regente
Idil Biret, piano

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Franz Schubert (1797-1828) - Winterreise, Op. 89, D. 911

Tenho uma grande admiração por tudo o que Schubert realizou. Suas sinfonias, obras camerísticas e obras para piano são páginas indeléveis da história da música. A obra de Schubert é pontuada singularmente por um lirismo acentuado. Apesar da curta vida, o compositor escreveu uma quantidade significativa de obras. Destacam-se entre elas as canções. Elas chegam a mais de seiscentas.

Neste disco, há a belíssima "Winterreise", que vertido para a língua portuguesa significa "viagem de inverno". São 24 canções para voz e piano, compostas em 1827; ou seja, um ano antes da morte do compositor. As canções foram inspiradas nos poemas de Wilhelm Müller. A chamada "Viagem de inverno" é uma das expressões mais profundas da alma romântica, explorando temas como solidão, desesperança e uma funda introspecção. Retratava, portanto, as emoções que tomavam a alma do compositor nos anos finais de sua vida.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Franz Schubert (1797-1828) -
    
01. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 1, Gute Nacht (05:46)
02. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 2, Die Wetterfahne (01:39)
03. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 3, Gefrorne Tränen (02:28)
04. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 4, Erstarrung (03:09)
05. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 5, Der Lindenbaum (04:46)
06. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 6, Wasserflut (03:28)
07. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 7, Auf dem Flusse (03:27)
08. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 8, Rückblick (02:12)
09. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 9, Irrlicht (02:40)
10. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 10, Rast (03:48)
11. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 11, Frühlingstraum (03:53)
12. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 12, Einsamkeit (02:45)
13. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 13, Die Post (02:08)
14. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 14, Der greise Kopf (03:12)
15. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 15, Die Krähe (01:42)
16. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 16, Letzte Hoffnung (02:03)
17. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 17, Im Dorfe (03:12)
18. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 18, Der stürmische Morgen (00:45)
19. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 19, Täuschung (01:29)
20. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 20, Der Wegweiser (04:00)
21. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 21, Das Wirtshaus (04:02)
22. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 22, Mut (01:16)
23. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 23, Die Nebensonnen (02:53)
24. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 24, Der Leiermann (03:28)

Joyce DiDonato, mezzo-soprano
Yannick Nézet-Séguin, piano

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - March in D Major, K. 335/1, Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn", March in D Major, K. 335/2, Serenade No. 13 in G Major, K. 525 "Eine kleine Nachtmusik" etc

Escutei, ao longo do dia de ontem, este disco com a música inconfundível de Mozart. É aquele tipo de música que enleva, que aplaina, que nos remete aos prados bonitos; aos palácios luxuosos, aos corredores suntuosos de um palácio europeu do século XVIII.  As peças de Mozart encontradas aqui  - de uma forma ou de outra - nos arrebatam para esse tipo de cenário. As serenatas, tradicionalmente, eram compostas para que pudessem ser executadas ao livre; isso poderia ocorrer com frequência em eventos noturnos. Por serem imensamente flexíveis, poderiam abarcar grandes formações ou pequenas formações de músicos. Mozart escreveu algumas serenatas ao longo de sua produtiva carreira musical. Sendo quem era, pode-se observar a qualidade da composição, com harmonias elegantes e refinadas e um grande senso estético. 

Um exemplo é "Eine Kleine Nachtmusik", também conhecida como "Uma Pequena Serenata Noturna". Quem não conhece a sua melodia? É uma das obras mais populares do repertório clássico. Ela foi composta em 1787. Toda obra é de musicalidade leve, envolvente, vibrante, fluída, repleta de energia e cheia de vida. Ao escutá-la, só podemos admitir que essa música bonita e ágil é unicamente de Mozart. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

01. March in D Major, K. 335/1 (4:05)
02. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": I. Adagio maestoso - Allegro con spirito (7:46)
03. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": II. Menuetto. Allegretto - Trio (4:52)
04. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": III. Concertante. Andante grazioso (7:59)
05. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": IV. Rondeau. Allegro ma non troppo (5:33)
06. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": V. Andantino (10:34)
07. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": VI. Menuetto - Trios I & II (5:14)
08. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": VII. Finale. Presto (3:51)
09. March in D Major, K. 335/2 (4:21)
10. Serenade No. 13 in G Major, K. 525 "Eine kleine Nachtmusik": I. Allegro (7:23)
11. Serenade No. 13 in G Major, K. 525 "Eine kleine Nachtmusik": II. Romance. Andante (4:42)
12. Serenade No. 13 in G Major, K. 525 "Eine kleine Nachtmusik": III. Menuetto. Allegretto - Trio (2:12)
13. Serenade No. 13 in G Major, K. 525 "Eine kleine Nachtmusik": IV. Rondo. Allegro (5:33)
14. March in D Major, K. 249 (3:31)
15. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": I. Allegro maestoso - Allegro molto (8:53)
16. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": II. Andante (9:43)
17. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": III. Menuetto - Trio (4:32)
18. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": IV. Rondeau. Allegro (8:08)
19. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": V. Menuetto galante - Trio (7:04)
20. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": VI. Andante (8:27)
21. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": VII. Menuetto - Trios I & II (5:59)
22. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": VIII. Adagio - Allegro assai (10:48)

Munich Chamber Orchestra
Enrico Onofri, regente

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Giuseppe Saverio Mercadante (1795-1870) - Flute Concertos

Após mais de quinze anos de blog, esta é a primeira postagem com a música de Mercadante. O compositor nasceu na Itália e viveu em momento de transição entre o classicismo e o romantismo. Essas características podem ser observadas em suas música. Estudou no conservatório de Napóles, onde pode estabelecer contato com diversos compositores. Mercadante notabilizou-se pelas inúmeras óperas que escreveu. Foram influências para ele Rossini, Bellini e Donizetti. A contribuição à música orquestral também foi expressiva.

Os concertos para flauta do compositor são reconhecidos pela viruosidade e pela beleza melódica. São características desses concertos as melodias expressivas, uma orquestração plena de equilíbrio que permite que a flauta brilhe sem ofuscamentos e a capacidade de explorar diferentes tessituras a fim de extrair do instrumento a riqueza dos timbres. Dessa forma, o compositor ajudou a tornar a flauta um instrumento.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Giuseppe Saverio Mercadante (1795-1870) -

DISCO 01

01 Concerto in E Major - Allegro maestoso
02 Concerto in E Major - Largo
03 Concerto in E Major - Polacca brillante
04 Concerto in E Minor - Allegro Maestoso
05 Concerto in E Minor - Adagio
06 Concerto in E Minor -Rondo, Allegro giusto
07 Concerto in G Major - Allegro Maestoso
08 Concerto in G Major - Largo esprssivo
09 Concerto in G Major - Polacca brillante

DISCO 02

01 Concerto in F Major (with obligato clarinet and trombone) - Allegro
02 Concerto in F Major (with obligato clarinet and trombone) - Andante con variazoni
03 Concerto in F Major (with obligato clarinet and trombone) - Coda, Allegro
04 Concerto in D Major - Allegro maestoso
05 Concerto in D Major - Andante alla Siciliana
06 Concerto in D Major - Polacca, Allegro brillante
07 Theme and variations in A major - Theme, Andante
08 Theme and variations in A major - Variation 1
09 Theme and variations in A major - Variation 2
10 Theme and variations in A major - Variation 3
11 Theme and variations in A major - Variation 4
12 Theme and variations in A major - Variation 5
13 Theme and variations in A major - Variation 6
14 Theme and variations in A major - Variation 7
15 Theme and variations in A major - Variation 8
16 Theme and variations in A major - Variation 9
17 Theme and variations in A major - Variation 10
18 Theme and variations in A major - Variation 11
19 Theme and variations in A major - Variation 12
20 Theme and variations in A major - Coda

I Solisti Aquilani

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Gabriel Fauré (1845-1924) - Nocturnes

Gabriel Fauré é um marco importante para a música francesa do final do século XIX. De influência romântica, aos poucos suas composições assumiram uma estética completamente diferente. Importante dizer que ele ajudou a moldar o desenvolvimento do impressionismo. Todavia, sua música é completamente diferente da música de Debussy e Ravel. Possuía uma sólida formação musical, o que lhe permitiu realizar a busca por sonoridades sofisticadas. Há na sua música uma abordagem mais contida, com forte tendência contemplativa.

Sua música para piano - como não poderia deixar de ser - é bastante delicada. Os seus "Noturnos" foram escritos entre 1875 e 1921. Portanto, acompanham a evolução e o amadurecimento do compositor. Em 13 noturnos, é possível observar a transformação do estilo do compositor, deixando para trás cada vez mais o romantismo e se aproximando de uma linguagem mais pessoal. De certa forma, nota-se o quanto Fauré passa por uma transição estética, que vai do romântico ao moderno. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gabriel Fauré (1845-1924) -

01 - Nocturne No. 1 in E-Flat Minor, Op. 33_1
02 - Nocturne No. 2 in B Major, Op. 33_2
03 - Nocturne No. 3 in A-Flat Major, Op. 33_3
04 - Nocturne No. 4 in E-Flat Major, Op. 36
05 - Nocturne No. 5 in B-Flat Major, Op. 37
06 - Nocturne No. 6 in D-Flat Major, Op. 63
07 - Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 74
08 - Nocturne No. 8 in D-Flat Major, Op. 84_8
09 - Nocturne No. 9 in B Minor, Op. 97
10 - Nocturne No. 10 in E Minor, Op. 99
11 - Nocturne No. 11 in F-Sharp Minor, Op. 104_1
12 - Nocturne No. 12 in E Minor, Op. 107
13 - Nocturne No. 13 in B Minor, Op. 119

Éric Le Sage, piano 

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domingo, 9 de fevereiro de 2025

Celibidache - Symphonies - Beethoven & Schubert (CDs 5, 6, 7, 8 & 9 de 14)

As nove sinfonias de Beethoven são marcos incontestáveis de profundas emoções, de narrativa e filosofia. Ao escrevê-las, Beethoven transcendeu a noção de forma musical, como também refletiu sobre seu próprio idealismo, conectando cada um desses trabalhos com a história. Sendo assim, cada sinfonia foi utilizada como um meio de comunicação artística de filosófica - e isso diz muito sobre o compositor.

Nesta postagem, encontramos as sinfonias de 4 a 9. Todas elas estão repletas de significados. Um exemplo é a Quinta, com seu exemplo inicial de quatro notas, que expressa a noção de destino, de ventura, de superação. À época da composição, Beethoven encontrava-se em processo de perda gradual da audição. Tudo era incerto para ele. A música, assim, traduzia a sua própria batalha contra o motor feroz do destino, o que sugere que uma exigência da história batia-lhe à porta. A Quinta é o documento que representa a luta humana contra forças adversas e sobre as quais não se tem nenhuma garantia, nenhuma promissora certeza.

Poderíamos continuar a divagação sobre cada uma delas, pois é possível constatar essas intenções do compositor em cada trabalho escrito. Ouvir tudo isso sob a regência de Celibidache é um privilégio. Uma boa apreciação!

DISCO 05

Symphony No. 4 in B flat Major, Op. 60

01. Applause (Start Beethoven: Symphony No.4 / Celibidache). 1:08
02. I. Adagio. Allegro vivace. 10:49
03. II. Adagio. 13:19
04. III. Menuetto. Allegro vivace. 6:46
05. IV. Allegro ma non troppo. 6:10
06. Applause (End Beethoven: Symphony No.4 / Celibidache). 0:48

Symphony No. 5 in C minor Op. 67
07. I. Allegro con brio. 7:09
08. II. Andante con moto. 11:43
09. III. Allegro. 6:17
10. IV. Allegro. Presto. 10:41
11. Applause (End Beethoven: Symphony No.5 / Celibidache). 0:58

DISCO 06

Symphony No. 6 in F Op. 68 'Pastoral'
01. Applause (Start Beethoven: Symphony No.6 / Celibidache) 0:33
02. I. Allegro ma non troppo (Awakening of cheerful feelings on arriving in the country) 11:48
03. II. Andante molto moto (Scene by the brook) 16:14
04. III. Allegro (Merry gathering of the country folk) 6:31
05. IV. Allegro (Storm and tempest) 4:30
06. V. Allegretto (Shepherds' Song. Happy and thankful feelings after the storm) 12:02
07. Applause (End Beethoven Symphony No. 6 / Celibidache) 0:43
08. Leonore Overture no.3 Op.72a: Adagio. Allegro 15:51
09. Applause (End Beethoven Leonore No. 3 / Celibidache) 0:42

DISCO 07

Symphony No. 7 in A Op. 92
01. I. Poco sostenuto. Vivace 16:06
02. II. Allegretto 9:46
03. III. Presto. Assai meno presto 9:04
04. IV. Allegro con brio 7:56
05. Applause (End Beethoven Symphony No.7 / Celibidache) 0:33

Symphony No. 8 in F Op. 93
06. Applause (Start Beethoven Symphony No.8 / Celibidache) 0:35
07. I. Allegro vivace e con brio 9:15
08. II. Allegretto scherzando 5:03
09. III. Tempo di menuetto 6:11
10. IV. Allegro vivace 8:11
11. Applause (End Beethoven Symphony No.8 / Celibidache) 0:57

DISCO 08

Symphony No. 9 in D minor, 'Choral' Op. 125

01. Applause (Start Beethoven: Symphony No.9 / Celibidache) 0:36
02. Allegro ma non troppo, un poco maestoso 17:32
03. Molto vivace 12:31
04. Adagio e cantabile_Andante moderato 18:01
05. Presto_Allegro assai 7:31
06. Ode to Joy 21:25
07. Applause (End Beethoven Symphony No.9 / Celibidache) 1:03

Philharmonischer Chor München

Helen Donath, soprano
Doris Soffel, mezzo-soprano
Siegfried Jerusalem, tenor
Peter Lika, bass

DISCO 09

Symphony No. 9 in C Major, D 944 'Great'
01. Applause (Start Schubert: Symphony No.9 / Celibidache) 1:12
02. I. Andante. Allegro ma non troppo 15:34
03. II. Andante con moto 16:32
04. III. Scherzo (Allegro vivace) & Trio 10:18
05. IV. Finale (Allegro vivace) 13:05
06. Applause (End Schubert: Symphony No.9 / Celibidache) 1:03 

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache, regente

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sábado, 8 de fevereiro de 2025

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100

A Sinfonia No. 5, de Prokofiev, foi escrita em 1944. Sua estreia se deu em 13 de janeiro de 1945. Ou seja, foi escrita em um período de decisões épicas para a União Soviética. A obra veio ao mundo no momento em que o Exército Vermelho avançava de forma inexpugnável contra as forças nazistas. Palmilhava vitoriosamente - dia a dia - os terrenos tomados pelo exército alemão. Prokofiev encontrava-se em um local seguro, reservado para os compositores. Foi nesse ambiente que ele escreveu esse poderoso trabalho. Entre as sinfonias do compositor, esta é a de que mais gosto. 

Sua abertura é belíssima, imponente, majestosa, com temas expansivos e uma orquestração rica. Há algo de heroico e lírico, sugerindo triunfo e cautela. Em seguida, vem um scherzo (2º movimento) repleto de energia e força rítmica. O adagio (3º movimento) é melancólico e impõe um acento dialético, pois destoa do triunfo explicitado nos demais movimentos. Trata-se de uma reflexão atroz sobre os desmazelos e o trágico presente na guerra. O último movimento possui o sarcasmo típico prokofiviano. Ele é exultante. Vibrante. É povoado por acentos de ironia e ambiguidade. É um trabalho grandioso, típico da grandeza russa. É um trabalho de forte impacto emocional

Não deixe de ouvir. Na regência, temos o saudoso maestro letão Mariss Jansons, à frente da mítica sinfônica de Leningrado. Uma boa apreciação!

Sergei Prokofiev (1891-1953) -

01 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100_ I. Andante
02 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100_ II. Allegro marcato
03 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100_ III. Adagio
04 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100_ IV. Allegro giocoso

Leningrad Philharmonic Orchestra
Mariss Jansons, regente

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Franz Liszt (1811-1886) - Piano Concerto No. 1 in E-flat Major, S. 124 e Piano Concerto No. 2 in A Major, S. 125

Tenho uma grande admiração pelo Concerto número 1 para piano e orquestra de Franz Liszt. Quando digo isso, quero afirmar que ele provoca efeitos de admiração por causa da expressividade e do rigor estético. É uma obra que revela o seu autor. Liszt foi uma figura elétrica, pois imprimia uma força magnética ao público. Ele revolucionou a escrita para piano e forjou a imagem do artista para o grande público. 

O Concerto para piano No. 1, por exemplo, foi iniciado em 1830, mas teve a sua estreia somente em 1855. Liszt insere um tema cíclico, que unifica os movimentos a fim de criar atmosferas dramáticas e poéticas. Notam-se passagens de grande energia e momentos de lirismo introspectivo. E toda essa estrutura é feita com máximo virtuosismo.

Já o Concerto No. 2 foi escrito entre os anos de 1839 e 1861, sendo uma obra contínua, sem divisão de movimentos. Nesse sentido, Liszt rompe com a estrutura clássica de três movimentos. Ele se mostra menos intenso no que diz respeito à energia que o Primeiro Concerto, mas possui uma grande beleza lírica. Há uma sutileza que se insinua, criando estados de melancolia, triunfo e mistério. Não deixe de ouvir. Condução de Kondrashin e, ao piano, Sviatoslav Richter. A capa é meio esquisitinha, mas o disco é ótimo.

Franz Liszt (1811-1886) -

01. Piano Concerto No. 1 in E-flat Major, S. 124: I. Allegro maestoso (2024 Remastered, London 1961)
02. Piano Concerto No. 1 in E-flat Major, S. 124: IIa. Quasi adagio (2024 Remastered, London 1961)
03. Piano Concerto No. 1 in E-flat Major, S. 124: IIb. Allegretto vivace, Allegro animato (2024 Remastered, London 1961)
04. Piano Concerto No. 1 in E-flat Major, S. 124: III. Allegro marziale animato (2024 Remastered, London 1961)
05. Piano Concerto No. 2 in A Major, S. 125: I. Adagio sostenuto assai, Allegro agitato assai (2024 Remastered, London 1961)
06. Piano Concerto No. 2 in A Major, S. 125: II. Allegro moderato (2024 Remastered, London 1961)
07. Piano Concerto No. 2 in A Major, S. 125: III. Allegro deciso, Marziale un poco meno allegro (2024 Remastered, London 1961)
08. Piano Concerto No. 2 in A Major, S. 125: IV. Allegro animato (2024 Remastered, London 1961)

London Symphony Orchestra
Kirill Kondrashin, regente
Sviatoslav Richter, piano

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Violin Concerto in A Minor, BWV 1041, Violin Concerto in E Major, BWV 1042, Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043 e Oboe Concerto in D Minor, BWV 1060R

 

Este disco é um verdadeiro primor. Insere-se naquele categoria de imperdível. Traz o BWV 1041, BWV 1042 e BWV 1043. Bach escreveu-os enquanto se encontrava em Cöthen (1717-1723), onde atuava como mestre de capela do príncipe Leopoldo. Nesse período, nota-se o quanto Bach produziu obras-primas para a música orquestral. Um outro exemplo são os Concertos de Brandenburgo, escritos enquanto o compositor também se encontrava em Cöthen. As obras para violino são exemplos da maestria do compositor, que procurou fundir o estilo barroco alemão e a tradição musical alemã.

Aparece ainda no disco o belíssimo Concerto para oboé, uma das obras mais belas do repertório barroco. Ele se destaca pela complexidade e pela expressividade. Acredita-se que a obra foi escrita em 1730, enquanto Bach servia como músico na Igreja de São Tomás, em Leipzig. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) -

01 - Violin Concerto in A Minor, BWV 1041_ I. Allegro
02 - Violin Concerto in A Minor, BWV 1041_ II. Andante
03 - Violin Concerto in A Minor, BWV 1041_ III. Allegro assai
04 - Violin Concerto in E Major, BWV 1042_ I. Allegro
05 - Violin Concerto in E Major, BWV 1042_ II. Adagio
06 - Violin Concerto in E Major, BWV 1042_ III. Allegro assai
07 - Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043_ I. Vivace
08 - Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043_ II. Largo ma non tanto
09 - Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043_ III. Allegro
10 - Oboe Concerto in D Minor, BWV 1060R_ I. Allegro
11 - Oboe Concerto in D Minor, BWV 1060R_ II. Adagio
12 - Oboe Concerto in D Minor, BWV 1060R_ III. Allegro

Concerto Copenhagen
Lars Ulrik Mortensen, regente

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Frédéric Chopin (1810-1849) - Polonaises, Nocturnes, Ballade No. 1 & Piano Concerto No. 1

 

Chopin é uma encarnação do espírito romântico. Ele levou até as últimas consequências o significado dessa palavra. Sua obra é marcada essencialmente pelo lirismo identificável já nos primeiros acordes. A beleza suas melodias também impressiona; além disso, a noção de inovação rítmica e harmônica foram importantes para delimitar a relação com a música pianística. 

O compositor explorou como ninguém as harmonias sofisticadas e as modulações capazes de impressionar. Outros compositores como Liszt e Schumann também foram figuras importantes para o Romantismo, mas ninguém é tão intimista e poético como Chopin.

Neste bonito disco que expressa o espírito contemplativo do compositor, o pianista Maurizio Pollini nos conduz por algumas das bonitas peças. Destaque para o Piano nº 1 para piano e  orquestra do compositor polonês. A obra foi escrita quando Chopin tinha apenas inacreditáveis vinte anos de idade. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Nocturne No. 4 in F Major, Op. 15 No. 1
02. Nocturne No. 5 in F-Sharp Major, Op. 15 No. 2
03. Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27 No. 1
04. Nocturne No. 8 in D-Flat Major, Op. 27 No. 2
05. Polonaise in F-Sharp Minor, Op. 44
06. Polonaise in A-Flat Major, Op. 53 "Heroic"
07. Ballade No. 1 in G Minor, Op. 23
08. Piano Concerto No. 1 in E Minor, Op. 11: I. Allegro maestoso
09. Piano Concerto No. 1 in E Minor, Op. 11: II. Romance. Larghetto
10. Piano Concerto No. 1 in E Minor, Op. 11: III. Rondo. Vivace

Maurizio Pollini, piano

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27

Eu, particularmente, sou um grande fã das três sinfonias escritas por Sergei Rachmaninov. Há quem diga que falte um pouco de pimenta russa ao seu romantismo tardio, mas é inegável que o sabor marcante do seu país encontra-se nos trabalhos escritos por ele.  Das três, talvez, a Segunda seja aquela que menos ouço. Como expliquei, não existe um juízo de mérito. O motivo é o fato de ouvir a Primeira e a Terceira com mais frequência. Ela foi escrita em um contexto de incertezas para o compositor. Rach a escreveu entre os anos de 1906 e 1907. Após o fracasso da Primeira, escrita quase dez anos antes, o compositor entrou em um complexo espiral de desânimo que quase fê-lo desistir de continuar a compor. 

Teve, por isso, de sair da Rússia e se radicar na Alemanha. Foi em busca de calmarias. Abandonou as pressões da vida russa. Seguindo um esquema clássico, a sinfonia possui quatro movimentos. O trabalho nos conduz por caminhos de melancolias, esperança, amor e triunfo. Ou seja, apresenta-nos uma jornada humana com suas ambivalências. Rach era um melodista refinado. Há belos momentos no decorrer do trabalho. O terceiro movimento é um exemplo disso. O primeiro movimento é povoado por sombras e a força marcante da melancolia. O último movimento termina de forma celebrativa e triunfante.

Não deixe ouvir a bela condução de Mariss Jansons. Ao longo, do tempo passou a ser costume a apresentação de versões editadas e encurtadas da Segunda. Neste disco, há a versão completa. Boa apreciação! 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) -

01 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ I. Largo - Allegro moderato - Moderato (Complete Version)
02 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ II. Allegro molto - Meno mosso (Complete Version)
03 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ III. Adagio (Complete Version)
04 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ IV. Allegro vivace (Complete Version)

Philharmonia Orchestra
Mariss Jansons, regente

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Leonardo Leo (1694-1744) - Miserere Mei Deus

Leonardo Leo foi um dos grandes compositores do barroco tardio italiano. Foi relevante a sua participação no desenvolvimento da música sacra e operística de seu tempo. Leo faz parte da escola napolitana. Napóles, em seu tempo, era um importante centro de cultura. Havia uma ambiente efervescente, que lhe infundiu grande influência.

As composições de Leo tornaram-se conhecidas por causa do uso de melodias expressivas. Tendo-se dedicado a vários estilos, a música sacra ocupa um relevante espaço de sua escrita. Destacam-se missas, motetos, oratórios entre outras composições. Vale mencionar que suas obras combinam solenidade e profundidade emocional. É o que pode ser percebido neste disco. Sua música é muito bonita. Leo sabia como ninguém fazer uso do coral para criar atmosferas de forte impacto espiritual. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Leonardo Leo (1694-1744) -

01. Miserere Mei Deus  Concertato a Due Chori
02. Verse (I) and Canzona in G Minor - Organ Solo (D. Zipoli)
03. Judica me Deus ( Introit)
04. Eripe me, Domine (Gradual)
05. Hoc Corpus, Quod Pro Vobis Tradetur (Communion)
06. Praebe Virgo, Aria  Praebe Virgo; Recit. In tot Undique Malis
07. Aria Te Mihi Dante Vires; Recit.; Salve, o Regina Mundi
08. All' Offertorio - Organ Solo (D. Zipoli)
09. Reminiscere Miserationum Tuarum (Introit)
10. Tribulationis Cordis Mei (Gradual)
11. Intellege Clamorem Meum (Communion)
12. Verse (I) and Canzona in E Minor - Organ Solo (D.Zipoli)
13. Kyrie (from Mass in C)
14. Christus Factus Est Pro Nobis
15. Heu Nos Miseros ( LeoGiuseppe Corsi)

The Choir Of Gonville and Caius College, Cambridge
Geoffrey Webber, regência

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Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 6 in A Minor - "Tragic"

A Sinfonia número 6, de Gustav Mahler, também conhecida como "Trágica", possui um lugar de destaque entre os trabalhos sinfônicos do século XX. Sua composição se deu entre os anos de 1903 e 1904 e passou por revisão no ano de 1906. É um dos trabalhos mais sombrios e impactantes do compositor. Sua força magnética, já nos primeiros compassos, coloca-nos numa atmosfera de pessimismo, como se estivéssemos numa procissão para uma inexorável revelação de um horizonte de forças negativas. 

Ela destoa dos trabalhos anteriores, pois parece desconsiderar aquelas abordagens cósmicas, grandiloquentes, sempre a anunciar uma pretendida redenção. Na Sexta, a força brutal, os golpes marciais, as ironias amargas - mesmo nos momentos de lirismo, como se percebe no segundo movimento - dilaceram qualquer possibilidade de otimismo. 

Recebeu o epíteto de "Trágica" por causa de seu aspecto soturno e que não infunde qualquer nesga de otimismo. Até o quarto movimento - Mahler usa a estrutura clássica com quatro movimentos - não há solução para o conflito proposto no primeiro movimento. O trabalho termina com ribombos, com marteladas, que sugerem as "pancadas" do destino. A Sexta explicita o quanto a vida humana é frágil e repleta de conflitos. Mahler era alguém levava suas dúvidas e inquietações para os trabalhos que escrevia. Suas sinfonias são atestados disso. Todavia, seus conflitos são nossos conflitos. As composições de Mahler extrapolam o individual e se tornam documentos universais.

A Sexta parece ser um augúrio sobre tudo aquilo que seria o século XX. 

Não deixe de ouvir essa bonita reflexão. Excelente disco - como sempre - do selo Naxos. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) -

DISCO 01

01 - Symphony No. 6 in A Minor _Tragic__ I. Allegro energico, ma non troppo. Heftig, aber markig
02 - Symphony No. 6 in A Minor _Tragic_ in A Minor_ II. Scherzo. Wuchtig

DISCO 02

01 - Symphony No. 6 in A Minor _Tragic__ III. Andante moderato
02 - Symphony No. 6 in A Minor _Tragic__ IV. Finale. Allegro moderato - Allegro energico

Polish National Radio Symphony Orchestra (Katowice)
Antoni Wit, regente

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domingo, 2 de fevereiro de 2025

Celibidache - Symphonies - J. Haydn, Mozart & Beethoven (CDs 1, 2, 3 & 4 de 14)

Sergiu Celibidache foi um regente rigoroso. A sala de concerto era o seu palco de atuação. Era nesse terreno que ele exatificava a sua alquimia, buscava revelar a profundidade do instante musical. Diferente de Karajan que era prolífico, ambicioso, regendo do barroco ao contemporâneo, Celibidache não era tão expansivo. Seu repertório era mais frugal; suas escolhas procuravam evidenciar uma filosofia que o fizeram único no mundo da regência. Gosto do seu estilo, pesado, arrastado, como se uma manada de mil elefantes estivessem a marchar. 

Ele era um mestre do detalhe. Procurava dar à música o seu tempo como uma flor que precisava desabrochar. Nada passava desapercebido. Era paciente. Trabalhava como um relógio suíço, sem sobressaltos. Seus gestos precisos procuravam não desperdiçar nada e esculpir a música no ar. Não é à toa que suas grandes gravações são da música de Bruckner, Wagner, Brahms e Beethoven. Estes compositores foram mestres do rigor e da inovação; foram grandes orquestradores e Celibidache conseguia infundir efeitos extraordinários quando os regia. A música, na sua concepção, é um espetáculo do instante. Por isso, ouvi-lo é sempre um acontecimento extraordinário em que a música entrega a sua beleza, mostra ao mundo o porquê de ser uma das mais belas invenções do ser humano.

As sinfonias revelam o grande maestro. Nesta caixa maravilhosa, encontramos alguns dos seus trabalhos. Nos quatro discos iniciais, há três sinfonias de Haydn; três de Beethoven e uma de Mozart. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

DISCO 01

Symphony No 103 in E flat, 'Drumroll'
01. Applause (Before Haydn: Symphony No 103 / Celibidache) 0:56
02. I. Adagio - Allegro 10:42
03. II. Andante più tosto allegretto 12:04
04. III. Menuetto 5:50
05. IV. Finale: Allegro con spirito 5:58
6. Applause (After Haydn: Symphony No 103 / Celibidache) 0:57

Symphony No 104 in D, 'London'

07. Applause (Before Haydn: Symphony No 104 / Celibidache) 1:01
08. I. Adagio_Allegro 8:19
09. II. Andante 9:32
10. III. Menuet 6:32
11. IV. Spiritoso 5:20
12. Applause (After Haydn: Symphony No 104 / Celibidache) 1:01 

DISCO 02

Symphony No. 40 in G minor K550
01. Applaus 1:06
02. I. Molto allegro 5:50
03. II. Andante 9:14
04. III. Menuetto 4:36
05. IV. Allegro assai 4:28
06. Applaus 0:57

Symphony No. 92 in G Major, 'Oxford'

07. Applause (Start Haydn: Symphony No. 92 / Celibidache) 0:57
08. I. Adagio - Allegro 7:41
09. II. Adagio 11:03
10. III. Menuetto: Allegro 6:43
11. IV. Presto 4:23
12. Applaus 1:08 

DISCO 03

Symphony No. 2 in D Op. 36
01. Applause (Start Beethoven Symphony No.2 / Celibidache) 0:38
02. I. Adagio molto - Allegro con brio 12:51
03. II. Larghetto 14:05
04. III. Scherzo (Allegro) 5:03
05. IV. Allegro molto 7:20
06. Applause (End Beethoven Symphony No.2 / Celibidache) 0:38

Symphony No. 4 in B flat Op. 60
07. I. Adagio - Allegro vivace. 11:11
08. II. Adagio. 12:25
09. III. Menuetto - Allegro vivace. 6:38
10. IV. Allegro ma non troppo. 5:41
11. Applause (End Beethoven Symphony No.4 / Celibidache) 0:44

DISCO 04

Symphony No. 3 in E flat, 'Eroica' Op. 55
01. I. Allegro con brio 16:35
02. II. Marcia funebre (Adagio assai) 19:13
03. III. Scherzo (Allegro vivace) 6:52
04. IV. Allegro molto - Poco andante - Presto 14:27
05. Applause (End Beethoven Symphony No.3 / Celibidache) 0:41

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache, regente

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sábado, 1 de fevereiro de 2025

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 7 in E Major, WAB 107

Ano passado, o mundo comemorou duzentos anos do nascimento de Anton Bruckner. Procurei fazer jus ao seu nome e postei por aqui uma série de interpretações dos seus sublimes trabalhos. Tenho uma enorme estima pelas composições do compositor austríaco. Em outros tempos, ouvia alguns dos seus trabalhos com certa impaciência. Hoje, julgo que todos os trabalhos do compositor são espetaculares; e não há como dissociá-los da personalidade de quem os escreveu.

Em vida, Bruckner só teve o reconhecimento merecido tardiamente. Foi somente com a Sétima que o público se rendeu à sua genialidade. Os trabalhos que antecederam a Sétima eram vistos como sensaborias musicais; como estruturas confusas e prolixas. Talvez, esse impressão se misturasse à pessoa de Bruckner que - dizem -, infundia certo ar prosaico. A Sétima é uma obra cuja beleza impressiona. Ela se estabeleceu como uma virada na carreira do compositor. Após a sua escrita, Bruckner tornou-se reconhecido como um dos principais sinfonistas do seu tempo. 

Ela evoca o grandioso, o sublime, o que sugere características de forte elevação espiritual. Bruckner era um homem com fortes inclinações religiosas. Seus trabalhos eram uma forma de prestar culto ao seu Deus. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) -

01. Symphony No. 7 in E Major, WAB 107: I. Allegro moderato
02. Symphony No. 7 in E Major, WAB 107: II. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam
03. Symphony No. 7 in E Major, WAB 107: III. Scherzo. Sehr schnell - Trio. Etwas langsamer
04. Symphony No. 7 in E Major, WAB 107: IV. Finale. Bewegt, doch nicht schnell

Wiener Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt, regente

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

José Antônio Rezende de Almeida Prado (1943-2010) - Complete Nocturnes & Ilhas


José Antônio de Almeida Prado foi um dos mais importantes compositores brasileiros do século XX. Há alguns trabalhos dele aqui no blog e valem a audição. Sua obra abrange um conjunto de características, estilos e influências que a torna única. Ele foi discípulo de Messiaen e Camargo Guarnieri entre outros importantes nomes. Notam-se experimentalismos místicos, paisagens impressionistas e um vanguardismo característico que o torna um compositor que precisa ser melhor conhecido e explorado. Eu, particularmente, tenho uma grande admiração por ele. Fico horas imerso em suas obras de beleza quase onírica.

Os noturnos são uma forma musical surgida no século XIX. Atribui-se ao irlandês John Field o seu desenvolvimento. Mas outros compositores como Chopin, Schubert, Fauré ou Czerny também excursionaram pelo estilo. Geralmente, de feições intimistas, evocando imagens de forte apelo soturno, paisagens oníricas e sentimentos de melancolia, o noturno esparge uma fragrância de serenidade. 

Os noturnos de Almeida Prado não são meras traduções de ambientes românticos. As reflexões por ele aludidas procuram desvendar os mistérios do tempo, ecos de reminiscências intangíveis e os labirintos por onde se mete a existência de cada um de nós. Prado procura traduzir os silêncios aparvalhantes do cosmos; procura transcender as expectativas vulgares da vida, criando uma bela linguagem espiritual. Há ainda no disco Ilhas, considerada uma das principais obras para piano escritas pelo compositor.

Não deixe de ouvir este maravilhoso disco. Uma boa apreciação!

José Antônio Rezende de Almeida Prado (1943-2010) -

01. Nocturne No. 1 for Piano
02. Nocturne No. 2 for Piano
03. Nocturne No. 3 for Piano
04. Nocturne No. 4 for Piano
05. Nocturne No. 5 for Piano
06. Nocturne No. 6 for Piano
07. Nocturne No. 7 for Piano
08. Nocturne No. 8 for Piano
09. Nocturne No. 9 for Piano
10. Nocturne No. 10 for Piano
11. Nocturne No. 11 for Piano
12. Nocturne No. 12 for Piano
13. Nocturne No. 13 for Piano
14. Nocturne No. 14 for Piano
15. Ilhas

Aleyson Scopel, piano

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Joseph Haydn (1732-1809) - Symphony No. 95 in C Minor, Hob. I_95, Symphony No. 100 in G Major, Hob. I_100 - "Military" e Symphony No. 102 in B-Flat Major, Hob. I_102

Joseph Haydn (1732-1809) -

01 - Symphony No. 95 in C Minor, Hob. I_95_ I. All
02 - Symphony No. 95 in C Minor, Hob. I_95_ II. An
03 - Symphony No. 95 in C Minor, Hob. I_95_ III. M
04 - Symphony No. 95 in C Minor, Hob. I_95_ IV. Fi
05 - Symphony No. 100 in G Major, Hob. I_100 _Mili
06 - Symphony No. 100 in G Major, Hob. I_100 _Mili
07 - Symphony No. 100 in G Major, Hob. I_100 _Mili
08 - Symphony No. 100 in G Major, Hob. I_100 _Mili
09 - Symphony No. 102 in B-Flat Major, Hob. I_102_
10 - Symphony No. 102 in B-Flat Major, Hob. I_102_
11 - Symphony No. 102 in B-Flat Major, Hob. I_102_
12 - Symphony No. 102 in B-Flat Major, Hob. I_102_

The New Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer, regente

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Felix Mendelssohn (1809-1847) - A Midsummer Night's Dream, Op. 21

01. A Midsummer Night's Dream, Op. 21 (1826): I. Ouverture (Allegro di molto)
02. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): II. Scherzo (Allegro vivace)
03. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): III. Melodram Recitations and Music. How now, spirit!
04. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): IV. March Of The Elves and Recitations. (Allegro vivace)
05. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): V. Lied mit Chor Music and Recitations. You spotted snakes
06. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): VI. Melodram Recitations and Music. What thou seest
07. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): VII. Intermezzo (Allegro appasionato-Allegro molto comodo)
08. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): VIII. Melodram Recitations and Music. Are we all met?
09. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): IX. Notturno (Andante tranquillo)
10. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): X. Melodram Recitations and Music. Welcome, good Robin
11. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): XI. Wedding March (Allegro vivace)
12. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): XII. Melodram Recitations and Music. Say, what abridgement
13. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): XIII. Marcia Funebre Recitations and Music.
14. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): XIV. Ein Tanz von Rüpeln (Allegro di molto)
15. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): XV. Melodram Recitations and Music. Now the hungry lion
16. A Midsummer Night's Dream, Op. 61 (1843): XVI. Finale Music and Recitations. (Allegro di molto) Through the house 

Le Concert des Nations
La Capella Nacional de Catalunya

Jordi Savall, regente

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sonatas Op.110 & Op.111; Bagatelles Op.126

Ludwig van Beethoven (1770-1827) -

01 - Sonata No.31 in A flat major, Op.110 - I. Moderato cantabile molto espressivo
02 - Sonata No.31 in A flat major, Op.110 - II. Allegro molto
03 - Sonata No.31 in A flat major, Op.110 - III. Adagio ma non troppo – Fuga Allegro ma non troppo
04 - Sonata No.32 in C minor, Op.111 - I. Maestoso – Allegro con brio ed appassionato
05 - Sonata No.32 in C minor, Op.111 - II. Arietta. Adagio molto semplice e cantabile
06 - Six Bagatelles, Op.126 - 1. Andante con moto
07 - Six Bagatelles, Op.126 - 2. Allegro
08 - Six Bagatelles, Op.126 - 3. Andante
09 - Six Bagatelles, Op.126 - 4. Presto
10 - Six Bagatelles, Op.126 - 5. Quasi allegretto
11 - Six Bagatelles, Op.126 - 6. Presto – Andante amabile e con moto – Tempo I

Yevgeny Sudbin, piano

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Giovanni Benedetto Platti (1697-1763) - Ricercate & Sonate


Giovanni Benedetto Platti (1697-1763) -

(01) Ricercata I D Major - Adagio
(02) Ricercata I D Major - Allegro
(03) Ricercata I D Major - Largo
(04) (H)] Ricercata I D Major - Allegro (H)
(04) Ricercata I D Major - Allegro
(05) Sonata Quarta c minor - Largo
(06) Sonata Quarta c minor - Allegro
(07) Sonata Quarta c minor - Adagio
(08) Sonata Quarta c minor - Presto
(09) Ricercata II A Major - Adagio
(10) Ricercata II A Major - Allegro
(11) Ricercata II A Major - Adagio
(12) Ricercata II A Major - Allegro
(13) Ricercata III e minor- Allegro
(14) Ricercata III e minor- Siziliana
(15) Ricercata III e minor- Allegro
(16) Sonata Terza C Major - Adagio
(17) (H)] Sonata Terza C Major - Allegro (H)
(17) Sonata Terza C Major - Allegro
(18) Sonata Terza C Major - Grave
(19) Sonata Terza C Major - Allegro
(20) Ricercata VI G Major - Adagio
(21) Ricercata VI G Major - Allegro
(22) Ricercata VI G Major - Adagio
(23) Ricercata VI G Major - Allegro

Neumeyer Consort

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Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 5 in C sharp Minor

Gustav Mahler (1860-1911) -

01 - I. Trauermarsch_ In gemessenem Schritt. Streng. Wie ein Kondukt
02 - II. Sturmisch bewegt, mit grosster Vehemenz
03 - III. Scherzo_ Kraftig, nicht zu schnell
04 - IV. Adagietto_ Sehr langsam
05 - V. Rondo-Finale_ Allegro - Allegro giocoso. Frisch

Polish National Radio Symphony Orchestra

Antoni Wit, regente

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terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Joseph Martin Kraus (1756-1792) - Flute Quintet e String Quartets Op. 1 Nos. 3 & 4

Joseph Martin Kraus (1756-1792) -

01. Flötenquintett D-Dur - I Allegro moderato
02. Flötenquintett D-Dur - II Largo
03. Flötenquintett D-Dur - III Finale con brio
04. Streichquartett g-moll Op. 1-3 - I Andante commodo
05. Streichquartett g-moll Op. 1-3 - II Romanze
06. Streichquartett g-moll Op. 1-3 - III Tempo di minuetto
07. Streichquartett D-Dur Op. 1-4 - I Allegro
08. Streichquartett D-Dur Op. 1-4 - II Larghetto
09. Streichquartett D-Dur Op. 1-4 - III Allegro molto

Schuppanzigh Quartett

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Symphony No. 38 in D, K. 504 - "Prague" e Symphony No. 39 in E flat, K. 543

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

01. Mozart Symphony No. 38 - Adagio - Allegro
02. Mozart Symphony No. 38 - Andante
03. Mozart Symphony No. 38 - Presto
04. Mozart Symphony No. 39 - Adagio - Allegro
05. Mozart Symphony No. 39 - Andante con moto
06. Mozart Symphony No. 39 - Menuetto (Allegretto)
07. Mozart Symphony No. 39 - Finale (Allegro)

English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner, regente

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Symphonies Nos. 32, 35 - "Haffner" - e 36 - "Linzer"

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

01. Sym. 32 in G,Allegro spiritoso-Andante-Tempo I  K.318
02. Sym. 35 in D,K.385,Haffner I - Allegro con spirito
03. Sym. 35 in D,K.385,Haffner II - Andante
04. Sym. 35 in D,K.385,Haffner III - Menuetto
05. Sym. 35 in D,K.385,Haffner IV - Finale (Presto)
06. Sym. 36 in C,K.425,Linz I - Adagio - Allegro spiritoso
07. Sym. 36 in C,K.425,Linz II - Andante
08. Sym. 36 in C,K.425,Linz III - Menuetto
09. Sym. 36 in C,K.425,Linz IV - Finale (Presto)

English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner, regente

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domingo, 26 de janeiro de 2025

Hélène Grimaud - Grands Concertos - Brahms, Schumann, Strauss, Gershwin, Ravel

Johannes Brahms
01. Piano Concerto No. 1 in D Minor, Op. 15: I. Maestoso
02. Piano Concerto No. 1 in D Minor Op. 15 : II. Adagio
03. Piano Concerto No. 1 in D Minor, Op. 15: III. Rondo - Allegro non troppo
04. Piano Concerto No. 1 in D Minor, Op. 15: Applause

Robert Schumann
05. Piano Concerto in A Minor, Op. 54: I. Allegro affettuoso
06. Piano Concerto, Op. 54 in A Minor: II. Intermezzo - Andantino grazioso
07. Piano Concerto in A Minor, Op. 54: III. Allegro vivace

Richard Strauss
08. Burleske in D Minor: I. Allegro vivace
09. Burleske in D Minor: II. Tranquillo
10. Burleske in D Minor: III. A tempo - Sostenuto
11. Burleske in D Minor: IV. Un poco animato - Quasi cadenza

George Gershwin
12. Piano Concerto in F Major: I. Allegro
13. Piano Concerto in F Major: II. Andante con motto
14. Piano Concerto in F Major: III. Allegro agitato

Maurice Ravel
15. Piano Concerto in G Major: I. Allegramente
16. Piano Concerto in G Major: II. Adagio assai
17. Piano Concerto in G Major: III. Presto

Baltimore Symphony Orchestra
David Zinman, regente
Hélène Grimaud, piano

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sábado, 25 de janeiro de 2025

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 3 Fantastic Dances, Op. 5, Concerto for Piano, Trumpet and String Orchestra No. 1 in C Minor, Op. 35, Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102 e Cello Concerto No. 1 in E-Flat Major, Op. 107

Dmitri Shostakovich (1906-1975) -

01. 3 Fantastic Dances, Op. 5: No. 1, Allegretto (1:08)
02. 3 Fantastic Dances, Op. 5: No. 2, Andantino (1:24)
03. 3 Fantastic Dances, Op. 5: No. 3, Allegretto (0:54)
04. Concerto for Piano, Trumpet and String Orchestra No. 1 in C Minor, Op. 35: I. Allegretto (6:05)
05. Concerto for Piano, Trumpet and String Orchestra No. 1 in C Minor, Op. 35: II. Lento (7:13)
06. Concerto for Piano, Trumpet and String Orchestra No. 1 in C Minor, Op. 35: III. Moderato (1:59)
07. Concerto for Piano, Trumpet and String Orchestra No. 1 in C Minor, Op. 35: IV. Allegro con brio (6:50)
08. Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102: I. Allegro (7:27)
09. Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102: II. Andante (6:48)
10. Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102: III. Allegro (5:48)
11. Cello Concerto No. 1 in E-Flat Major, Op. 107: I. Allegretto (6:19)
12. Cello Concerto No. 1 in E-Flat Major, Op. 107: II. Moderato (12:23)
13. Cello Concerto No. 1 in E-Flat Major, Op. 107: III. Cadenza (5:57)
14. Cello Concerto No. 1 in E-Flat Major, Op. 107: IV. Finale. Allegro con moto (4:53)

Bournemouth Symphony Orchestra
Paavo Berglund, regente
Cristina Ortiz, piano
Paul Tortelier, violoncelo

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 8 in C minor

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 I. Allegro moderato
02 II. Scherzo. Allegro moderato - Trio. Langsam
03 III. Adagio. Feierlich langsam, doch nicht schleppend
04 IV. Finale. Feierlich, nicht schnell

Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin
Stanisław Skrowaczewski, regente

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

George Gershwin (1898-1937) - Rhapsody in Blue, An American in Paris e Grofe: Grand Canyon Suite

George Gershwin (1898-1937) -

01 - Rhapsody in Blue
02 - An American in Paris
03 - I. Sunrise
04 - II. Painted Desert
05 - III. On the Trail
06 - IV. Sunset
07 - V. Cloudburst

New York Philharmonic
The Columbia Symphony

Leonard Bernstein, regente
John Corigliano, violino

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Symphony No. 31 in D, K. 297 - "Paris" e Symphony No. 34 in C, K. 338

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

01. Symphony No. 31 in D, K. 297 Paris 1. Allegro assai
02. Symphony No. 31 in D, K. 297 Paris 2. Andante
03. Symphony No. 31 in D, K. 297 Paris Andante (Substitute movement)
04. Symphony No. 31 in D, K. 297 Paris 3. Allegro
05. Symphony No. 34 in C, K. 338 1. Allegro vivace
06. Symphony No. 34 in C, K. 338 2. Andante di molto
07. Symphony No. 34 in C, K. 338 3. Menuett K. 409
08. Symphony No. 34 in C, K. 338 4. Finale (Allegro vivace)

English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner, regente

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terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Symphonie No.29 in A major, KV 201 e Symphonie No.33 in A major, K.319

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

01. Symphonie No.29 in A major, KV 201 - I.  Allegro moderat
02. Symphonie No.29 in A major, KV 201 - II. Andant
03. Symphonie No.29 in A major, KV 201 - III. Menuett
04. Symphonie No.29 in A major, KV 201 - IV. Allegro con spirit
05. Symphonie No.33 in A major, K.319 - I. Allegro assai
06. Symphonie No.33 in A major, K.319 - II. Andante moderato
07. Symphonie No.33 in A major, K.319 - III. Menuetto
08. Symphonie No.33 in A major, K.319 - IV. Allegro assai

English Baroque Soloists

John Eliot Gardiner, regente

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