quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dmitri Shostakovich - Sinfonia No. 9 em Mi bemol menor, Op. 70

Já faz duas semanas que parei de postar a integral das sinfonias de Shostakovich com Rostropovich. As necessidades foram surgindo e eu acabei adiando a publicização. Agora eis que surge a estranha Nona Sinfonia. Uma sinfonia, poderíamos dizer, "pouco pretenciosa". Após a Sétima e a Oitava Sinfonias, que são verdadeiros monumentos artísticos, Shosta compõe uma sinfonia cheia de motivos brincalhões. Talvez esse tenha sido o protesto de Shosta contra os terrores ufanos de Stálin após a Segunda Guerra Mundial.A Sinfonia em Mi bemol menor, Op. 70, foi composta em 1945. Possui 5 movimentos e aproximadamente 25 minutos de duração. A União Soviética saíra vitoriosa da Guerra. Era de se esperar que Shosta compusesse um hino nacionalista cheio de poderes heróicos. O que vemos é uma sinfonia com encorpamento macial, mas sem uma seriedade mais saliente. O que seria isso? Apesar dos dois movimentos sérios, no qual os instrumentos de sopro surgem com destaque, acredito que este tom pretensamente "sério" confira mais ironia à peça. Ou seja, que quer ser uma peça séria, sem o ser. Shostakovich acabou sendo censurado pelo partido comunista, pois a Sinfonia contrariava o Realismo Soviético, resgatando por assim dizer, os elementos "formais" das sinfonias clássicas. Isso era o mesmo que dizer, em linguagem stalinista, que a peça não passava de mero capricho "burguês". Mas de qualquer forma fica aqui o registro desta sinfonia com Rostropovich. Boa audição!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 9 em Mi bemol menor, Op. 70

1. Allegro
2. Moderato. Adagio
3. Presto
4. Largo
5. Allegretto. Allegro

National Symphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
Have Joy!

Maurice Ravel - Complete Orchestral Works

A obra de Maurice Ravel é imponente e cheia de sutilezas. Acredito que esteja entre as mais belas já compostas. Ele viveu numa época em transição. Foi juntamente com Debussy o nome mais influente da música francesa do início do século XX. Ravel era descendente de uma família culta. Foi por conta dessa influência, do contato com o meio artístico, que surge o espírito aguçado de Maurice. Paris lhe propiciou motivos para uma desenvolvimento efervescente no que tange à sua relação com o piano. Em 1889, ingressou no Conservatório de Paris e ali fortaleceu seu engenho. Estudou com Gabriel Fauré. Em matéria musical e, até pelos seus dotes intelectuais, o compositor sempre demonstrou um espírito crítico e independente. Leitor de Poe, Mallarmé, Condillac, entre outros, Ravel proporcionou imensos desconfortos ao público do seu tempo. Apesar de ter um público restrito, sua música foi bem aceita pela crítica musical, e o sucesso foi sendo construído à medida que as obras estreavam. A partir daí, o nome de Ravel foi engradecido em toda França, vindo a tornar-se inevitavelmente num dos maiores compositores da Europa. Em 1932, sofre um acidente de carro que degrada a sua saúde. Esse incidente traria sérios problemas motores que o perseguiriam até à sua morte, em 1937. Desde à época do acidente, Ravel não pôde mais compor. Este CD com a obra orquestral de Ravel é extraordnário. Não posso deixar de me entusiasmar. É uma experiência única ouvir Ravel. A lhaneza de suas peças, a melodia que se esvai, os rompentes, tudo causa um fragor estético. Estou ouvindo Daphnis et Chloé neste instante. Há pouco ouvia Rapsódia Espanhola e Ma Me're L'Oye e não há como não se entusiasmar. É um grande presente. Em suma: trata-se de uma gavação que reúne o melhor da música orquestral de Ravel, interpretada pela Orquestra Sinfônica de Londres, sob a regência de Claudio Abbado. IMPERDÍVEL!!! Boa apreciação!

P.S. Inicialmente tive um problema com a faixa 9 ("L'Eventail de Jeanne" (Fanfare) ) do terceiro CD. Mas o visitante-ouvinte Ricardo cedeu getilmente a faixa e eu a coloquei em separado. Agora o box com os três Cds está completo. A peça Daphnis et Chloé (CD2) está ripada, por isso não aparecem as 24 faixas. Todavia, é o ballet completo. Bom deleite! 

Maurice Ravel (1875-1937) - Complete Orchestral Works 

CD 1 [64'51''] 

1. Bolero 
2-5. Rapsodie espagnole 
6-12. My Mère l'Oye (Ballet) 

CD2 [70'08''] 

1-24. Daphnis et Chloé 

London Symphony Chorus 

25-32. Valeses Nobles et Sentimetales 

CD3 [65'35''] 

1-4. Le Tombeau de Couperin 
5. Alborada del gracioso 
6. Shéhérazade (Overture) 
7. Menuet Antique 
8. Un barque sur l'océan 
9. "L'Eventail de Jeanne" (Fanfare) 
10. La Valse 

London Symphony Orchestra 
Claudio Abbado, regente 


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terça-feira, 16 de junho de 2009

Antonín Dvorák - Piano Concerto in G minor, Op. 33 e Zlaty kolovrat, Op. 109

Hoje estou sem cordialidade para muito papo, por isso não haverá maiores entendimentos. As exigências dessa hora da noite demandam atenção. Compareci por aqui hoje somente para postar esta peça de arte de Dvorak. É uma grande obra desse compositor que tanto aprecio e com certeza aparecerá por aqui muitas vezes. Na regência temos um já conhecido, elogiado e responsável Nikolaus Harnoncourt e ao piano temos Aimard. Bom deleite!

Antonín Dvorák (1841-1904) - Piano Concerto in G minor, Op. 33 e Zlaty kolovrat, Op. 109 

Piano Concerto in G minor, Op. 33 
01. Allegro agitato 18:33 
02. Andante sostenuto 9:34 
03. Allegro con fuoco 11:22 

Zlaty kolovrat, Op. 109 (The Golden Spinning Wheel) 
04. Zlaty kolovrat 28:21 

Royal Concertgebouw Orchestra 
Nikolaus Harnoncourt, regente 
PierreLaurent Aimard, piano 


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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Jean Sibelius - Sinfonias Nrs. 5 e 7

Tenho uma admiração toda especial pela obra de Sibelius. Suas 7 sinfonias são grandiosas. Tenho uma satisfação enorme com a sinfonia no. 2 de caráter nacionalista. Há muitas opiniões acerca de suas sinfonias. Alguns gostam da 3; outros da 4; outros ainda, da 5 ou 7. Sua obra orquestral é sólida. O que me atrai a Sibelius é que suas peças nos deixa em suspenso. É uma espécie de música rarefeita, mas cheia de luminosidade e de tons melifluamente melancólicos. Todas as vezes que escuto as sinfonias de Sibelius eu tenho um transe emotivo. Outro dia estava ouvindo a Sinfonia No.3 e acabei sendo elevado. Quando ouço Sibelius me vem à mente paisagens alpinas com tinturas lúgubres e misteriosas. Talvez o grande Sibelius enquanto escrevesse suas composições olhasse pela janela e visse ao longe paisagens como as da Terra Média de Tolkien. Há mitologia em sua música. Deve ser este intervalo, esse mistério, essa propriedade que me prende a Sibelius. As duas peças que temos aqui - As sinfonias # 5 e 7 são expressivas. Para muitos a sinfonia no. 7 é a grande sinfonia do compositor finlandês. Resolvi postar este Cd, porque ando sorumbático e silencioso. Nada melhor do que Sibelius para psicologizar as nossas almas. Na condução temos o grande Bernstein à frente da Orquestra Filarmônica de Viena. Simplesmente, um CD imperdível! Boa apreciação!

Jean Sibelius (1865-1957) - Sinfonias Nrs. 5 e 7 

Sinfonia No. 5 in E flat major, op. 82 
1. Tempo Molto Moderato 
2. Allegro Moderato, Presto 
3. Andante Mosso, Quasi Allegretto 
4. Allegro Molto 

Sibelius Symphony #7 In C, Op. 105 
5. Adagio 
6. Un Pochettino Meno Adagio 
7. Poco Rallentando All'Adagio 
8. Allegro Molto Moderato 
9. Vivace 

Wiener Philharmoniker 
Leonard Bernstein, regente

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Gustav Holst - Os Planetas, Op. 32

Resolvi postar esta gravação por duas questões: (1) por se tratar de uma peça que tenho grande predileção; e (2) por ter ninguém mais ninguém menos do que Eugene Ormandy como regente. Consegui esta gravação por aí, mas ela veio sem muitas informações. Acredito que Ormandy esteja conduzindo a Orquestra da Filadélfia, na qual foi diretor por mais de 40 anos. Ormandy é um dos grandes regentes do século XX. Os Planetas é a peça mais conhecida de Gustav Holst, um inglês meio amalucado que gostava de astrologia e de religião hindu. Sou apaixonado por esta peça de Holst. Tenho algumas outras interpretações, mas no momento lembro somente de Karajan. Gustav escreveu esta peça nos finais de semana, entre os anos de 1913 e 1916. Sua paixão pelo hinduísmo o impeliu a escrever uma ópera denominada Sita. Mas é em Os Planetas que Holst consegue sua maior proeza. Trata-se de uma peça grande beleza, de um pronfundo senso místico; o surgimento do côro no final causa uma impressão de eteridade. O compositor faz uma incursão pela personalidade do homem, fazendo uma leitura bela dos planetas do Sistema Solar. Assim, Marte expressa o espírito conquistador e ambicioso; Vênus, afeto e capacidade emotiva; Mercúrio, adaptalidade, celeridade e inteligência; Júpiter, a capacidade de encher de grandiosidade, perseverança.

Mais sobre Holst AQUI

Gustav Holst (1874-1934) - Os Planetas, Op.32

1. Marte, Deus da Guerra
2. Vênus, Deus da Paz
3. Mercúrio, Mensageiro Alado
4. Júpiter, Deus da Alegria
5. Saturno, Deus da Velhice
6. Urano, o Mago
7. Netuno, o Místico

Orquestra da Filadélfia (?)
Eugene Ormandy, regente

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) - Liturgia de São João Crisóstomo, Op. 41

Hoje, como é sexta-feira, e acabamos de sair de um feriado cristão, resolvi postar a obra que se segue - não muito conhecida - de Tchaikovsky, A Liturgia de São João Crisóstomo. Trata-se de uma obra de beleza incomum. Para os possíveis leitores-ouvintes desse blogger, a audição desta liturgia nos remete aos desertos, aos monastérios do início da era cristã. Segundo a História, Crisóstomo (cognominado "o boca de ouro", pelo poder de sua oratória), um dos pais da igreja cristã do oriente, teria elaborado esta liturgia a partir da Liturgia de São Basílio. Esta liturgia compõe juntamente com a Liturgia dos Dons Pré-Santificados as formas de celebração eucarística do rito bizantino. A Liturgia de São João Crisóstomo é usada na maior parte do ano litúrgico das igrejas orientais. A grande questão é que este CD imprime profundos efeitos na alma do ouvinte. A última vez que senti efeitos tão marcantes em minha interioridade, foi quando comecei a ver ao filme São Jerônimo, do diretor brasileiro Júlio Bressane. A película de Bressane é cheia de arrebatamentos místicos, por simbolismos metafísicos. Não é brincadeira ouvir uma peça desta numa noite de sexta-feira, enquanto a alma solitária gravita em busca de paisagens idílicas. Numa noite em que a indústria capitalista festeja o Dia dos Namorados. Noite de contentamentos frágeis e intangíveis para a maioria dos homens. Ausente dessas vechações, estou no deserto com Crisóstomo a recitar a sua liturgia e a me sentir alado e puro como os anjos. Não deixe de ouvir este CD e se transformar num eremita, num ermitão. que não se corrompe com o ouro e com a prata oferecida pelo mundo. Mas se volta para os valores etéreos de possibilidades arrebatadoras. Minha nossa! Hoje eu estou impossível. Chega!

Quem quiser conhecer a LITURGIA 

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) - Liturgia de São João Crisóstomo, Op. 41 

1. Blessing And The Great Litany 
2. The First Antiphon 
3. The Little Litany 
4. Glory ... Only Begotten Son 
5. The Little Litany 
6. Come, Let Us Worship 
7. Holy God 
8. The Cerubic Hymn 
9. The Litany Of Supplication 
10. The Creed 
11. A Mercy Of Peace 
12. We Hymn Thee 
13. It Is Truly Fitting 
14. The Litany Before The Lord's Prayer 
15. The Lords's Prayer 
16. The Sunday Communion Hymn 
17. Blessed Is He That Comes In The Name Of The Lord 
18. The Little Litany 
19. Blessed Be The Name Of The Lord 
20. Many Years! 

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Russian Chamber Chorus of  New York 
Nikolai Kachanov, regente 


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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Platti, Salieri, Besozzi, Rosetti - Italian Oboe Concertos

Só porque amanhã é feriado eu resolvir postar este CD. Observe, trata-se de uma condicional. Afirmo isso pela beleza, pela delicadeza à italiana do registro. No último sábado eu assistir ao filme Amadeus, uma obra excitante e dramática sobre a vida de Mozart. Já vi esse filme tantas vezes que perdi as contas. Na película, o compositor Antonio Salieri vive uma angústia pessoal, um crise de relação com a divindade por causa do gênio de Mozart. Amadeus é um "muleque" brincalhão, mas possui um dom incomum, a capacidade de compor músicas divinas, arrebatadoras - e Salieri sabe disso. Enquanto o compositor, luta, envida esforços e suor para compor uma peça, Mozart o faz "brincando". Há um diálogo interessante no início do filme. Salieri está num manicômio após uma tentativa de suícidio. Um padre é chamado para ouvi-lo e receber a confissão. O compositor começa a dedihar algumas músicas ao piano e pergunta se o vigário conhecia. O padre diz que não. Aquelas composições eram do próprio Salieri. Quando o compositor toca uma das peças (creio que a Sinfonia No.40 de Mozart) , o padre se entusiasma. Por que escrevo tais palavras? Justamente para reforçar as intuições de Salieri. Quem tem o nome na história é Mozart. Salieri ficou como um compositor "menor". Quase não o conhecemos. Neste Cd agradável, temos Salieri e outros compositores italianos. Um bom Cd para ouvir num feriado. Epa! escrevi demais! O dever me chama! Boa apreciação!

Platti, Salieri, Besozzi, Rosetti - Concertos Italianos para Oboé

Giovanni Platti (1692-1763) -
Concerto in G minor for oboe, strings and continuo

1. Allegro 4:00
2. Largo 4:39
3. Allegro 3:54

Antonio Salieri (1750 - 1825) -
Concerto in C major for flaute, oboe and orchestra
*
4. Allegro spirituoso 7:02
5. Largo 6:31
6. Allegretto 5:33

Carlo Besozzi (1738 - after 1798) -
Concerto No. 1 in C major for oboe and orchestra

7. Allegro 7:24
8. Andante 6:06
9. Allegretto 8:00

Antonio Rosetti (c.1750 - 1792) -
Concerto in F major for oboe and orchestra

10. Rondeau in F 3:52

City of London Sinfonia
Nicholas Waard, regente
Anthony Camden, oboé
Peter Lloyd, flauta*

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Wolfgang Amadeus Mozart - Sonatas para piano e violino - parte 2

Eu hoje como não estou para brincadeira, já vou sacando os outros dois CDs de Mozart, executados pela minha musa: Anne Sophie Mutter. Estes Cds são deliciosos. Dignos de Mozart. Como estou medindo as palavras, encerro por aqui. Boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Sonatas para piano e violino

CD 3

01 - Sonate C-dur K296 1. Allegro vivace
02 - Andante sostenuto
03 - Rondeau. Allegro
04 - Sonate Es-dur K380 1. Allegro
05 - Andante con moto
06 - Rondeau. Allegro
07 - Sonate F-dur K547 1. Andante cantabile
08 - Allegro
09 - Thema. Andante - Var. I-VI
10 - Sonate D-dur K306 1. Allegro con spirito
11 - Andantino cantabile
12 - Allegretto

Total: 72:56

CD 4

01 - Mozart_ Sonata in C major, K. 303 (293c)_ 1. Adagio - Molto Allegro
02 - 2. Tempo di Menuetto
03 - Mozart_ Sonata in F major, K. 377 (374e)_ 1. Allegro
04 - 2. Thema. Andante - Var. I - V - Var. VI. Siciliana
05 - 3. Tempo di Menuetto
06 - Mozart_ Sonata in E minor, K. 304 (300c)_ 1. Allegro
07 - 2. Tempo di Menuetto
08 - Mozart_ Sonata in A major, K. 526_ 1. Molto Allegro
09 - 2. Andante
10 - 3. Presto

Total: 64:04

Anne-Sophie Mutter, violino
Lambert Orkis, piano

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Have Joy!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Wolfgang Amadeus Mozart - Sonatas para piano e violino - parte 1

Já há alguns dias eu planejava postar esta sequência de 4 CDs das Sonatas para piano e violino de Mozart com Anne-Sophie Mutter e Orkis. Confesso que tenho uma propensão platônica pela bela Mutter. Além de bela, a moça tem predicados formidáveis quando toca violino. Esta semana me encontro com algumas tarefas inadiáveis, por isso os textos sairão curtos, sem os comentários devidos, necessários. A música é quem falará! Escute! Hoje o verbo será de Mozart com a bela Anne-Sophie Mutter. As sonatas de Mozart são extraordinárias. Boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Sonatas para piano e violino

CD 1


01 - Sonate F-dur K376 1. Allegro
02 - Andante
03 - Rondeau. Allegretto grazioso
04 - Sonate Es-dur K302 1. Allegro
05 - Rondeau. Andante grazioso
06 - Sonate G-dur K379 1. Adagio - Allegro
07 - Thema. Andantino cantabile - Var. I-V Thema. Allegretto
08 - Sonate B-dur K454 1. Largo - Allegro
09 - Andante
10 - Allegretto

Total: 68:19

CD 2

01 - Sonata for Piano and Violin No.29 in A major, K.305(293d). Allegro di molto
02 - Sonata for Piano and Violin No.29 in A major, K.305(293d). Thema. Andante ...
03 - Sonata for Piano and Violin No.34 in B flat major, K.378(317d). Allegro mo...
04 - Sonata for Piano and Violin No.34 in B flat major, K.378(317d). Andantino ...
05 - Sonata for Piano and Violin No.34 in B flat major, K.378(317d). Rondeau. A...
06 - Sonata for Piano and Violin No.25 in G major, K301(293a). Allegro con spir...
07 - Sonata for Piano and Violin No.25 in G major, K301(293a). Allegro
08 - Sonata for Piano and Violin No.41 in E flat major, K.481. Molto Allegro
09 - Sonata for Piano and Violin No.41 in E flat major, K.481. Adagio
10 - Sonata for Piano and Violin No.41 in E flat major, K.481. Thema. Allegretto -

Total: 70:12

Anne-Sophie Mutter, violino
Lambert Orkis, piano

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Franz Schubert - Impromptus para piano, Op. 90, Op.142

Gosto muito desse CD. Comprei-o numa loja que estava com o seu material em liquidação. Custou-me barato. Não é uma das melhores interpretações dos Impromptus de Schubert. Todavia, a eslovaca Silvia Capova faz um bom trabalho. Resolvi postar o CD pela importância que ele possui para a minha caminhada como apreciador da música clássica. Como estou um pouco apressado para maiores reflexões, transcreverei as informações que vem no encarte do CD. Ah! Boa apreciação!

"A forma da improvisação ou impromptu não é uma invenção exclusiva de Schubert. Um compositor checoslovaco, Vorisek, publicou em 1822 as primeiras improvisações para o piano. Outro músico, também checoslovaco, Tomasek, tinha publicado em 1810 peças deste gênero. Inclusivamente, Schubert antes dos Impromptus, já se tinha dedicado a este tipo de obra com os seus Momentos musicais.
Schubert compôs estas duas séries de quatro peças em 1827. As presenças entre estes dois Impromptus são claramente visíveis: o mesmo uso de tonalidades bemolizadas e uma ordenação semelhante dos tempos. E, além destas, a transição de uma para outra é efectuada por meio de passagem de uma tonalidade maior para a sua correspondente menor. Estes fragmentos, que manifestam um sentimento de libertação com respeito à forma, apresentam uma escritura parecida com a canção, com o desenvolvimento de uma melodia sobre um baixo de acompanhamento (...)"

Franz Schubert (1797-1828) - Impromptus para piano, Op. 90, Op.142

Impromptus Op. 90
01 Nº 1 Moderato en Do menor 8:37
02 Nº 2 Allegro en Mi bemol mayor 4:40
03 Nº 3 Andante mosso en Sol mayor 6:35
04 Nº 4 Allegretto en La bemol mayor 7:12

Impromptus Op. 142
05 Nº 1 Allegro moderato en Fa menor 10:05
06 Nº 2 Allegretto (Trio) en La bemol mayor 6:41
07 Nº 3 Andante en Si bemol mayor 11:54
08 Nº 4 Allegro scherzando en Fa menor 7:24

Silvia Capova, piano

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
Have Joy!

sábado, 6 de junho de 2009

Johann Sebastian Bach - Suítes Francesas, BWV 812-817

Sábado à noite! O mundo lá fora se alimenta de escárnio e vaidade. Estou aqui em casa na companhia de Bach executado por Glenn Gould. Para alguns isso talvez seja um grande sortilégio, um experiência depreciativa. Não para uma alma que gosta de valores frágeis. As Suítes Francesas de Bach são cheias de hiatos poéticos, de rigor artístico e isso me enternece. Ouvi estas suítes hoje à tarde enquanto o time irregular do Dunga jogava. - e as ouço mais vez neste momento Até que o time se saiu bem hoje. Isso é incrível! Não tive paciência para assistir ao jogo. Decidi ouvir alguma coisa e eis que lembrei dessas suítes tão maravilhosas, executados por um expert em Bach, Gould. Numa noite de sábado à noite, enquanto os homens se embriagam com trivialidades, eu sou apenas um monge do alto do meu claustro. Lembro de Drummond: "A noite lá fora dissolve os homens". E isso me torna farto de solidão e silêncio na companhia da música pacificadora de Bach.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Suítes Francesas, BWV 812-817

Suíte No. 1 in D Minor, BWV 812

1. Allemande 1:31
2. Courante 1:03
3. Sarabande 2:50
4. Menuett I 1:12
5. Menuett II 2:28
6. Gigue 2:07

Suíte No. 2 in C Minor, BWV 813

1. Allemande 2:35
2. Courante 2:08
3. Sarabande 2:16
4. Air 00:54
5. Menuett 00:50
6. Gigue 1:41

Suite No. 3 in B Minor, BWV 814

1. Allemande 1:34
2. Courante 1:10
3. Sarabande 1:39
4. Menuett - Trio 2:01
5. Anglaise 00 :49
6. Gigue 1:39

Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 815

1. Allemande 1:09
2. Courante 1:08
3. Sarabande 2:09
4. Menuett, BWV 815a :56
5. Gavotte :45
6. Air 1:04
7. Gigue 1:53

Suite No. 5 in G Major, BWV 816

1. Allemande 1:47
2. Courante 1:16
3. Sarabande 2:52
4. Gavotte 00:40
5. Bourée 00:48
6. Loure 1:07
7. Gigue 2:25

Suite No. 6 in E Major, BWV 817

1. Allemande 1:33
2. Courante 1:00
3. Sarabande 2:38
4. Gavotte 00:36
5. Polonaise 00:54
6. Menuett 00:47
7. Bourée 00:58
8. Gigue 2:03

Glenn Gould, piano


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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
Have Joy!

Sergei Rachmaninov - The Four Piano Concertos - Ashkenazy

Confesso que nutro algumas indiposições contra Rachmaninov. Nunca consegui explorá-lo, excitar-me quando o escuto. Mas, talvez, o problema esteja comigo. A peça dele que escuto com maiores exarcebamentos é a Sinfonia No.1 e o segundo movimento da terceira sinfonia; outra peça que ouço com um pouco de entusiasmo é o poema sinfônica A Ilha dos Mortos. Rach enquanto vivo, dizem, era um excelente pianista, do alto do seu 1 metro e novento de altura. Suas mãos, afirmam, eram enormes, o que possibilitava acrobacias com o piano. O compositor é considerado um dos últimos expoentes do século XX propriamente românticos da música européia. Daí, talvez, derive a crítica que o envolve: de que suas peças tivessem um requinte artificialista. No filme Shine, um dos meus preferidos, foi quando pude entrar em contato com o compositor. Na película australiana, o personagem principal perde o juízo quando é forçado pelo pai a interpretar um dos concertos para piano de Rachmaninov. Não sei qual o concerto - talvez o No. 2. Essa impressão ficou represada, guardada, dentro de mim, de que Rach é um compositor complexo e difícil. Hoje, passados alguns anos do meu primeiro contato com o filme Shine, muitos daqueles conceitos se esmigalharam, diminuíram. Mas tenho tentado dar uma atenção maior ao compositor russo, radicado nos Estados Unidos, onde era imensamente respeitado. Fica aqui uma boa oportunidade para conhecer os seus 4 concertos para piano e orquestra com Vladimir Ashkenazy, sob a regência de Bernard Haitink no Concertgebouw Orchestra. Em suma: uma boa gravação sobre todos os aspectos. Boa apreciação estética!

Sergei Rachmaninov (1873 -1943) - The Four Piano Concertos 

CD 1 

01 - Piano Concerto No.1 in F sharp minor, op.1 - I. Vivace 02 - Piano Concerto No.1 in F sharp minor, op.1 - II. Andante 03 - Piano Concerto No.1 in F sharp minor, op.1 - III. Allegro vivace 04 - Piano Concerto No.3 in D minor, op.30 - I. Allegro ma non tanto 05 - Piano Concerto No.3 in D minor, op.30 - II. Intermezzo: Adagio 06 - Piano Concerto No.3 in D minor, op.30 - III. Finale: Alla breve 

CD 2 01 - Piano Concerto No.2 in C minor, op.18 - I. Moderato 02 - Piano Concerto No.2 in C minor, op.18 - II. Adagio sostenuto 03 - Piano Concerto No.2 in C minor, op.18 - III. Allegro scherzando 04 - Piano Concerto No.4 in G minor, op.40 - I. Allegro vivace 05 - Piano Concerto No.4 in G minor, op.40 - II. Largo 06 - Piano Concerto No.4 in G minor, op.40 - III. Allegro vivace 

Concertgebouw Orchestra Amsterdam 
Bernard Haitink, regente 
Vladimir Ashkenazy, piano. 


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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Johannes Brahms - Concerto para Violino e Oquestra em D maior, Op. 77 e Concerto para violino, celo e Orquestra em A menor

Tenho uma admiração profunda pelo trabalho de Brahms. Ele é sem dúvidas um dos compositores que mais admiro. Seu trabalho orquestral é extraordinário. Brahms é conhecido mais pela qualidade do que pela quantidade. Não compôs como Mozart ou Haydn, por exemplo, mas aquilo que compôs está vestido por um arrojo difícil de se achar em qualquer compositor, observando as devidas proporções. Ouvi-lo é sempre uma experiência grata, fundante. Apresento-vos dois dos mais singinificativos trabalhos para orquestra - O concerto para violino e orquestra em D maior, op. 77 e o concerto para violino, cello e orquestra em Lá menor. Os concertos de Brahms são verdadeiras sinfonias. Este é daqueles Cds que ouvimos incansavelmente. A gravação é muito boa. Tem-se um bom violinista, um bom celista, um extraordinário regente, Leonard Bernstein e uma excelente Orquestra, a de Viena. Só poderia resultar num trabalho que deve ser reverenciado. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) - Concerto para Violino e Orquestra em D maior, Op. 77 e Concerto para violino, Cello e Orquestra em A menor

01 Violin Concerto In D, Op. 77 - 1. Allegro Non Troppo
02 Violin Concerto In D, Op. 77 - 2. Adagio
03 Violin Concerto In D, Op. 77 - 3. Allegro Giocoso, Ma Non Troppo Vivace
04 Concerto For Violin, Cello & Orchestra In A Minor, Op. 102, - 1. Allegro
05 Concerto For Violin, Cello & Orchestra In A Minor, Op. 102, - 2. Andante
06 Concerto For Violin, Cello & Orchestra In A Minor, Op. 102, - 3. Vivace Non Troppo

Wiener Philharmoniker
Leonard Bernstein, regente
Gidon Kremer, violino
Mischa Maisky, cello

Tempo de Duração: 73'50''

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ludwig van Beethoven - Symphony No.9 in D minor, Op.125 - "Choral"

A Sinfonia No. 9 de Beethoven é uma obra que foi alçada à condição de patrimônio artístico da humanidade. Ela possui a "cara" de Beethoven. É uma sinfonia que celebra a alegria, no entanto, por trás dela o que existe é o trágico. O compositor a concluiu no ano de 1824, já completamente surdo. É por assim dizer uma das obras mais conhecidas de todos os tempos. O seu quarto movimento (Coral), quem não o conhece, sem mesmo que tenha intimidade com Beethoven? A Nona Sinfonia pode ser reputada como um das peças mais fabulosas que o engenho humano já foi capaz de produzir. Acredito que somente um Beethoven, com seus valores elevados, com sua personalidade ríspida, sua interioridade marcada por acontecimentos infaustos, pudesse escrever algo assim. Ela é em sua essência um espécie de símbolo para o romantismo. Ela nos faz pensar, pela sua grandiosidade, no empreendimento beethoveano. Como um indivíduo completamente surdo foi capaz de compor algo como a Nona Sinfonia? Por exemplo, como colocar versos de um poema de Schiller, para que um Coral cantasse, sendo que o compositor não pode ouvi a matéria sonora? Acredito em minha simplicidade que havia uma orquestra na interioridade de Beethoven. Deixemos de fomentações e vamos à Nona Sinfonia com o grande Abbado. Ouvi esta versão da peça, entre as muitas que tenho, enquanto caminhava na manhã fria de domingo aqui em Brasília, e me senti estimulado a postá-la. Boa apreciação desse monumento à alegria, à possibilidade de ser.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Symphony No.9 in D minor, Op.125 - "Choral" 

01. Allegro ma non troppo, un poco maestoso 17:10 
02. Molto vivace 14:11 
03. Adagio molto e cantabile 17:00 
04. Presto - Allegro assai 23:56 

Wiener Philharmoniker Orchestra 
Claudio Abbado, regente 
Gabriela Benackova, Soprano 
Marjana Lipovsek, Contralto 
Gösta Winbergh, Tenor 
Hermann Prey, Barítono 
Konzertvereinigung Wiener Staatsopernchor, Chorus 
Walter Hagen-Groll, Chorus Master 

Duração: 1:12:40 
Data da gravação: Maio de 1986.


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Johannes Brahms - Serenade Nr. 1 D maior, Op. 1

Estava pensando no que postar. Decidi ouvir esta Serenata de um dos meus compositores favoritos, Brahms, e aí a dúvida cessou. Possui um início extraordinário, leve, suave, como em quase todo o trabalho orquestral de Brahms -afora, claro, o concerto no. 1 para piano e orquestra, que qualquer dia desses eu postarei. Como hoje estou lacônico, o texto sairá objetivo. Ah! já ia esquecendo! O regente é o grande Claudio Abbado à frente da Filarmônica de Berlim, numa gravação de 1983. Boa apreciação estética!

Johannes Brahms (1833-1897) - Serenata Nr. 1 D maior, Op. 11

01 Allegro molto 13:16
02 Scherzo. Allegro non troppo - Trio. Poco piu moto 8:13
03 Adagio non troppo 14:49
04 Menuetto I - Menuetto II 4:08
05 Scherzo. Allegro - Trio 2:40
06 Rondo. Allegro 5:52

Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado, regente.

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terça-feira, 2 de junho de 2009

Joseph Haydn - Die Schopfung (The Creation)

Prometi que postaria, para os possíveis visitantes do blogger, a obra A Criação de Haydn, em homenagem ao bicentenário da morte do compositor austríaco. Mas não o fiz. Agora vai! No último domingo, dia 31, completaram-se 200 anos da morte do grande compositor - um dos maiores que já passou por esta terra. A Criação é para muitos a mais expressiva obra de Joseph Haydn. Trata-se de uma das maiores obras de arte que já foram feitas. É uma peça de um Haydn tardio. É provável que Haydn foi inspirado a escrever um grande oratóriao durante suas visitas à Inglaterra em 1791-1792 e 1794-1795, quando ele ouviu oratórios de Handel executados com grande primor. Acredita-se que o oratório Israel no Egito tenha sido um deles. Haydn tentou obter resultados comparáveis aos de Handel, utilizando a linguagem musical do clássico estilo maduro. O compositor teria se quedado durante dois anos - 1796 a 1798 - para escrever a obra. É a peça com a qual Haydn debruçou-se por mais tempo, algo incomum na história do aerista. A Criação retrata a feitura do mundo, tal como descrito no livro de gênesis. É sobre muitos aspectos a obra de um homem religioso. O próprio Haydn comentou mais tarde, "Eu nunca fui tão devoto como quando eu estava no trabalho sobre" A Criação; caí sobre meus joelhos a cada dia, e implorei a Deus que me desse a força necessária para terminar o trabalho". Pude ouvi-lo ontem à noite. Quase duas horas de música celsa. Esta versão de Gardiner é muito boa! Fica aqui mais um presente para os possíveis visitantes desse espaço - e uma pequena homenagem ao grande Haydn.

Joseph Haydn (1732-1809) - Die Schopfung (The Creation)
01. Die Vorstellung des Chaos
02. Recit - Im Anfange schuf Gott Hi...
03. Tenor Aria & Chorus - Nun schwan...
04. Acc. Recit - Und Gott machte das...
05. Solo Chorus - Mit Staunen sieht...
06. Recit - Und Gott sprach - Es sam...
07. Bass Aria - Rollend in schaumend...
08. Recit - Und Gott sprach - Es bri...
09. Soprano Aria - Nun beut die Flur...
10. Recit - Und die himmlischen Heer...
11. Chorus - Stimmt an die Saiten
12. Recit - Und Gott sprach- Es sei'...
13. Acc. Recit - In vollem Glanze st...
14.- Trio & Chorus - Die Himmel erza...
15. Recit - Und Gott sprach- Es brin...
16. Soprano Aria - Auf starkem Fitti...
17. Acc. Recit - Und Gott schuf gros...
18. Recit - Und die Engel ruhrten ih...
19. Trio & Chorus - In holder Anmut stehn
20. Recit - Und Gott sprach - Es bri...
21. Acc. Recit - Gleich offnet sich ...
22. Bass Aria - Nun scheint in volle...
23. Recit - Und Gott schuf den Menschen
24. Tenor Aria - Mit Wurd' und Hohei...
25. Recit - Und Gott sah jedes Ding
26. Chorus & Trio - Vollendet ist da...
27. Acc. Recit - Aus Rosenwolken bricht
28. Duet & Chorus - Von deiner Gut' ...
29. Recit - Nun ist die erste Pflich...
30. Duet - Holde Gattin, dir zur Seite
31. Recit - O glucklich Paar, und gl...
32. Chorus - Singt dem Herren, alle ...

Gabriel, Sylvia McNair
Eva, Donna Brown
Uriel, Michael Schade
Raphael, Gerald Finley
Adam, Rodney Gilfry

The Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner, regente
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tchaikovsky, Schumann etc - Piano Concertos - Argerich

Outro dia postei uma interpretação desse concerto para piano e orquestra de Tchaikovsky com Argerich. O fato é que gosto tanto desse concerto que o importante mesmo é postá-lo para podermos comparar versões. A Orquestra Filarmônica Nacional sob a condução do maestro Kazimierz Kord, dá vivacidade a esse extraordinário monumento da composição musical. Argerich é uma das minhas pianistas favoritas. Schumann também comparece com seu concerto para piano in A menor, Op. 54 já bem conhecido. Como se trata de uma postagem polivalente, ainda temos Bach, Chopin, Scarlatti e o argentino Alberto Ginastera com peças bem reduzidas. Ou seja, trata-se de grande gravação feita ao vivo. Boa apreciação!

Piotr I. Tchaikovsky (1840 -1893) - Piano Concerto No. 1 in B flat minor Op. 23
1. Allegro non tropo e molto maestoso 19:06
2. Andante semplice 6:50
3. Allegro con fuoco 6.35

Robert Schumann (1810 - 1856) - Piano Concerto in A minor, Op. 54
4. Allegro affetuoso 14:16
5. Intermezzo, Andante grazioso 5:00
6. Finale. Allegro vivace 10:10

Johann Sebastian Bach (1685 - 1750) - Bourrée, I, II
7. Bourrée, I, II (from English Suite No.2 in A minor, BWV 807) 3:48

Fryderyk Chopin (1810 - 1839) - Mazurck
8. Mazurck f-moll - Mazurka in F minor, Op. 63 No. 2 1:49

Domenico Scarlatti (1685 - 1757) - Sonata d-moll
9. Sonata in D minor I... 422 3:13

Alberto Ginastera (1916 - 1983) - Danza de la moza donoza
10. Danza de la moza donoza 2:59

National Philharmonic Orchestra
Kazimierz Kord, regente.
Martha Argerich, piano.

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sábado, 30 de maio de 2009

Joseph Haydn - As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz

Amanhã, dia 31 de maio de 2009, completar-se-á 200 anos da morte de Franz Joseph Haydn. Temos procedido com uma homenagem tímida a esse grande compositor. Apresentamos algumas peças e demos ênfase às suas sinfonias. Após deixarmos o terreno sinfônico, apresentamos um dos seus oratórios - As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz (que ouço enquanto digito estas palavras). Em alemão Die Sieben Worte unseres últimos Erlösers am Kreuze ou "As Sete últimas Palavras de Nosso Salvador sobre a Cruz". Um belíssimo oratório, como os tantos compostos por ele. Originalmente, este oratório foi composto 1787 para a Sexta-Feira Santa. A peça consiste de uma introdução, sete sonatas e um finale. O aspecto consolatório e meditativo da peça nos arrebata para o Calvário, lugar da crucificação de Cristo. Este aspecto dramático e trágico são inseridos na obra com habilidade arrebatadora. Haydn consegue inserir em cada uma das sonatas uma das falas de Cristo na Cruz: (I) "Pater, dimitte illis, quia nesciunt, quid faciunt", (II) 'Hodie mecum eris in Paradio', (III) 'Mulier, ecce filius tuus', (IV) Deus meus, Deus meus, utquid dereliquisti me, (V) 'Site', (VI) 'Consummatum est', (VII) "Em manus Tuas, Domine, commendo spiritum meum. Haydn fez algumas modificações à peça, que ficou com o aspecto que agora temos. Fica aqui a nossa homenagem ao grande Haydn. Boa apreciação deste extraordinário oratório. Em seguida postaremos A Criação, a sua maior peça.

Joseph Haydn (1732-1809) - As Sete Últimas Palavras de Nosso Salvador na Cruz

01 Introduzione- Maestoso Ed Adagio
02 Nr. 1 Largo- Vater, Vergib Ihnen, Denn Sie Wissen Nicht, Was Sie Tun
03 Nr. 1 Largo- Vater, Vergib Ihnen, Denn Sie Wissen Nicht, Was Sie Tun
04 Nr. 2 Grave E Cantabile- Fürwahr, Ich Sag' Es Dir- Heute Wirst Du Bei Mir Im ...
05 Nr. 2 Grave E Cantabile- Fürwahr, Ich Sag' Es Dir- Heute Wirst Du Bei Mir Im ...
06 Nr. 3 Grave- Frau, Hier Siehe Deinen Sohn, Und Du, Siehe Deine Mutter_
07 Nr. 3 Grave- Frau, Hier Siehe Deinen Sohn, Und Du, Siehe Deine Mutter_
08 Nr. 4 Largo- Mein Gott, Mein Gott, Warum Hast Du Mich Verlassen-
09 Nr. 4 Largo- Mein Gott, Mein Gott, Warum Hast Du Mich Verlassen-
10 Introduzione- Largo E Cantabile
11 Nr. 5 Adagio- Jesus Rufet- Ach, Mich Dürstet_
12 Nr. 6 Lento- Es Ist Vollbracht
13 Nr. 6 Lento- Es Ist Vollbracht
14 Nr. 7 Largo- Vater, In Deine Hände Empfehle Ich Meinen Geist
15 Nr. 7 Largo- Vater, In Deine Hände Empfehle Ich Meinen Geist
16 Il Terremoto- Presto E Con Tutta La Forza - Er Ist Nicht Mehr

Sandrine Piau, soprano
Ruth Sandhoth, mezzo-soprano
Robert Getchell, tenor
Harry van der Camp, bass

Akademie fur Alte Musik Berlin
Laurence Equilbey, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Joseph Haydn - As 6 Sinfonias de Paris - Nos. 84, 85, 86 e 87

Vão as últimas quatro sinfonias de Paris com o imortal Haydn - uma overdose haydniana. Faltam apenas dois dias para o bicentenário de sua morte. Há quem diga que Joseph é um "compositor menor". Que suas peças sejam chatas e inexpressivas. Esta não é nossa opinião, que o repulta por estimado. Haydn é tão importante para a música quanto o foram Beethoven, Mozart ou Bach. O homem é simplesmente o pai da sinfonia nos moldes como as temos hoje e do quarteto de cordas também. Claro: os processos dialéticos históricos talvez levassem ao surgimento desses tipos musicais, mas cabe a Franz Joseph a honra de ser o patenteador. As suas 104 sinfonias e os seus 68 quartetos de cordas atestam a sua habilidade. Divulgamos nestes dias 18 das suas 104. Ou seja, abarcamos quase 20 por cento. A sua obra é tão extensa que poderíamos fazer um blogger para, unicamente, postar as suas obras com vários interprétes. Mas fica aqui o nosso voto de apreço ao grande compositor. Ainda há espaço para conhecemos alguns de seus oratórios - o que faremos em seguida antes do dia 31.

Joseph Haydn (1732-1809) - 6 Sinfonias de Paris - Sinfonias Nos. 84, 85, 86 e 87

CD 2

Symphony in E flat, H.I No.84
1. Symphony in E flat, H.I No.84 - 1. Largo - Allegro
2. Symphony in E flat, H.I No.84 - 2. Andante
3. Symphony in E flat, H.I No.84 - 3. Menuet (Allegro)
4. Symphony in E flat, H.I No.84 - 4. Finale (Vivace)

Symphony in B flat, H.I No.85 -"La Reine"
5. Symphony in B flat, H.I No.85 -"La Reine" - 1. Adagio - Vivace
6. Symphony in B flat, H.I No.85 -"La Reine" - 2. Romance (Allegretto)
7. Symphony in B flat, H.I No.85 -"La Reine" - 3. Menuetto (Allegretto)
8. Symphony in B flat, H.I No.85 -"La Reine" - 4. Finale (Presto)

CD 3

Symphony in D, H.I No.86

01. Symphony in D, H.I No.86 - 1. Adagio - Allegro spiritoso
02. Symphony in D, H.I No.86 - 2. Capriccio (Largo)
03. Symphony in D, H.I No.86 - 3. Menuet (Allegretto)
04. Symphony in D, H.I No.86 - 4. Finale (Allegro con spirito)

Symphony in A, H.I No.87
05. Symphony in A, H.I No.87 - 1. Vivace
06. Symphony in A, H.I No.87 - 2. Adagio11. Symphony in A, H.I No.87 - 3. Menuet
07. Symphony in A, H.I No.87 - 3. Menuet
08. Symphony in A, H.I No.87 - 4. Finale (Vivace)

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Berlin Philharmonic Orchestra
Herbert von Karajan, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Joseph Haydn - As 6 Sinfonias de Paris - Nos. 82 e 83

Estou tendo problemas com a minha conexão. Foi uma luta conseguir postar as outras 3 sinfonias que estão abaixo(100, 101 e 102). A conexão ladra, mas a caravana não pára. Então sigamos com Haydn. Agora temos as sinfonias 82 e 83 com a Orquestra Filarmônica de Berlim. Pretendo postá-las até sábado - Faltam a 84, 85, 86 e 87 - As 6 sinfonias de Paris. Estou ouvindo a número 82. É típica música da nobreza palaciana. Das dondocas com vestidos longos e fofos. Dos bajuladores reais com suas perucas de pêlo importado. Dos glutões e diletantes que viviam de agradar os soberanos. Não sei ao certo o que se passava pela cabeça de Haydn ao denominar estas sinfonias de "O Urso" (82) e "A Galinha" (83). Deixemos de lado a ilação e apreciemos Haydn.Vão mais duas. Boa !

Joseph Haydn (1732-1809) - 6 Sinfonias de Paris - Sinfonias Nos. 82 e 83

Symphony in C, H.I:No.82 -"O Urso"
1. Symphony in C, H.I No.82 -"L'Ours" - 1. Vivace assai
2. Symphony in C, H.I No.82 -"L'Ours" - 2. Allegretto
3. Symphony in C, H.I No.82 -"L'Ours" - 3. Menuet
4. Symphony in C, H.I No.82 -"L'Ours" - 4. Finale (Vivace)

Symphony in G minor, H.I No.83 -"A Galinha"
5. Symphony in G minor, H.I No.83 -"La Poule" - 1. Allegro spiritoso
6. Symphony in G minor, H.I No.83 -"La Poule" - 2. Andante
7. Symphony in G minor, H.I No.83 -"La Poule" - 3. Menuet (Allegretto)
8. Symphony in G minor, H.I No.83 -"La Poule" - 4. Finale (Vivace)

Berlin Philharmonic Orchestra
Herbert von Karajan, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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