terça-feira, 25 de agosto de 2009

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) -Suítes para Orquestra - Dardanus e Le Temple de la Glorie

O compositor francês Jean-Philippe Rameau tem aparecido por aqui com certa frequência. Rameau é uma importante figura para a história da música. Seu tratado de harmonia revolucionou o modo de se fazer música no ocidente. Jean é sem sombras de dúvidas, juntamente com Johann Sebastian Bach, duas das mais importantes figuras da música nos últimos 500 anos. Bach tem uma reputação inabalável, mas poucos sabem da importância de Jean-Philippe, um francês sisudo e erudito. Temos aqui duas importantes peças do compositor: Dardanus e Le Temple de la Gloire. São caracteristicamente galantes. Não deixe de ouvir e apreciar.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) -Suítes para Orquestra - Dardanus e Le Temple de la Glorie

Dardanus

01. Ouverture -(Tragédie en musique, 1739)
02. Air gracieux
03. Tambourins I,II
04. Air vif
05. Rigaudons I,II
06. Ritournelle vive
07. Air grave pour les magiciens
08. Loure pour les Phrygiens
09. Air gai en rondeau pour les mêmes
10. Menuets I,II
11. Tambourins I,II
12. Rondeau tendre- Sommeil
13. Air très vif
14. Air tendre- Calme des sens
15. Gavotte vive
16. Chaconne

Le Temple de La Glorie

17. Ouverture - (Opéra-ballet, 1745)
18. Airs I,II
19. Gavottes en musette
20. Air- mouvement de gavotte lent
21. Air de Triomphe
22. Gigue vive
23. Forlane gai
24. Air gai
25. Passacaille
26. Loure grave pour une entrée brillante
27. Passepieds I,II- Entrée de la jeunesse
28. Suite de la passacaille
29. Air très gai

Tafelmusik Baroque Orchestra
Jeanne Lamon, direção

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Vivaldi, Locatelli e Tartini - Concerto Veneziano

Estou de passagem por aqui apenas para postar este extraordinário registro. Apresento-vos Antônio Lúcio Vivaldi, o padre ruivo; o homem dos concertos belos e apaixonados. Diz Otto Maria Carpeaux no seu semi-famigerado livro sobre a história da música, que Vivaldi escreveu 400 concertos e o fez reiteradamente. Ou seja, o padre teria elaborado os mesmos concertos 400 vezes. Pura injustiça! Não concordo com a assertiva de Carpeaux. Mas polêmicas à parte, as peças desse CD são fabulosas. O intérprete é, simplesmente, um especialista no assunto - Giuliano Carmignola. Giuliano é um excepcional violinista, que parece conhecer os segredos que levaram o compositor a escrever determinada obra., o que torna interpretação pura e bela. No presente caso, além de Vivaldi, Carmignola executa ainda Pietro Antonio Locatelli e Giuseppe Tartini. É um CD arraigadamente barroco, com os rasgos de excelência de Carmignola. Um conjunto necessariamente perfeito! Boa apreciação!

Antonio Vivaldi (1678-1741)

Concerto for violin and strings in B flat major, RV 583
1. Largo e spiccato-Allegro non molto
2. Andante
3. Allegro

Concerto for violin, strings and continuo in E minor, RV 278
4. Allegro molto-Andantino
5. Largo
6. Allegro

Pietro Antonio Locatelli (1695-1764)
Concerto for violin in G major, op. 3 no. 9
7. Allegro-Capriccio-Cadenza-Allegro
8. Largo
9. Allegro-Capriccio-Allegro

Giuseppe Tartini (1692-1770)

Concerto for violin, strings and continuo in A major, D. 96
10. Allegro
11. Adagio
12. Presto
13. Largo andante

Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon, direção
Giuliano Carmignola, violino

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Piotr Tchaikovsky (1840-1893) - Six Pieces, Op. 21 e The Seasons, Op. 37b.

Após dois meses de estiagem, a chuva veio visitar nesta noite de sexta-feira, o Planalto Central. O cheiro de terra molhada invade-me as narinas. Esta fragância é formidável. Essas chuvas iniciais servem para aquietar o mundo. É o que acontece lá fora. Tudo é silêncio e quietude. Apenas ouço o som de uma música para piano de Tchaikovsky. Faz-me lembrar de Chopin e Beethoven; ou, ainda, os Impromptus de Schubert. É uma fusão desses compositores. Ainda não havia escutado este bom registro do compositor russo. Ele combina com a minha sexta-feira singular. Outro russo, Mikhail Pletnev, é o intérprete. Em suma: é uma boa música para ocasiões misteriosas como estas em que a chuva veio também me visitar e aquietar o meu mundo. É um ótimo registro! Não deixe de deitar no sofá e colocar este CD bem baixinho e viajar por galáxias siderais.

Piotr Tchaikovsky (1840-1893) - Six Pieces, Op. 21 e The Seasons, Op. 37b.

Six morceaux, Op. 21

1. No.1 Prelude
2. No. 2 Fugue a quatre voix
3. No. 3 impromptu
4. No. 4 Marche funebre
5. No. 5 Mazurque
6. No. 6 Scherzo

Les saisons, Op. 37

7. No. 1 January At the Fireside
8. No. 2 February Carnival
9. No. 3 March Song of the Lark
10. No. 4 April Lily of the valley
11. No. 5 May May Nights
12. No. 6 June Barcarolle
13. No. 7 July Song of the Reapers
14. No. 8 Augus tHarvest
15. No. 9 September The Hunt
16. No. 10 October Autumn Song
17. No. 11 Novemnber Troika Drive
18. No. 12 December Christmas

Mikhail Pletnev, piano

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Krzysztof Penderecki (1933-) - Um Réquiem Polonês (A Polish Requiem)

Esta peça não é brincadeira. Pretendia postar outra, mas após ouvir esse réquiem tenebroso, resolvi mudar o cardápio. Diria que é uma daquelas peças que nos deixa de cabelos em pé. Sua estética é áspera, repleta de densidade asfixiante. Réquiem é uma cerimônia católica composta especialmente para um funeral. Contém passagens biblicas e orações para a entrada dos mortos no céu. Ou seja, deve ter suntuosidade, solenidade e excelsitude. O termo "réquiém" provêm das expressão latina requiem aeternam dona eis, que significa "dai-lhes o repouso eterno". Os réquiens mais conhecidos e aplaudidos são o angélico réquiem de Fauré, o de Brahms, Verdi e Mozart. Todavia, este réquiem de Penderecki é uma composição atordoadora. Ao invés de consolar, ataranta; ao invés de trazer alívio e cícios para alma, expele sumos de acidez aflitiva. O polonês Krzysztof Penderecki, uma das figuras mais prestigiadas da música contemporânea, parece seguir passos mais ortodoxos nesta réquiem prodigioso. Inquiete-se e aproveite!

Krzysztof Penderecki (1933-) - Um Réquiem Polonês (A Polish Requiem)

CD 1

01. Introitus [04:10]
02. Kyrie [04:16]
03. Dies Irae [01:34]
04.Tuba mirum [01:58]
05. Mors stupebit [06:30]
06. Quid sum miser [04:46]
07. Rex tremendae [02:18]
08. Recordare Jesu pie [11:24]
09. Ingemisco tanquam reus [12:07]
10. Lacrimosa [04:39]

CD 2

01. Sanctus [13:44]
02. Agnus Dei [07:35]
03. Lux aeterna [04:43]
04. Libera me, Domine [09:44]
05. Offertorium - Swiety Boze [06:33]
06. Libera animas [03:26]
07. The Dream Of Jacob Lento (new Sanctus) [08:40]

Warsaw National Philharmonic Orchestra
Antoni Wit, regente
Jadwiga Rappe (Alto)
Ryszard Minkiewicz (Tenor)
Piotr Nowacki (Bass)
Izabella Klosinska (Soprano)

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Serenade K 320, Serenade Cor de Postillon, 2 Marches KV 335

Postar música neste espaço me obriga a ouvir aquilo que posto. Como tenho muita coisa comigo, separo alguns compositores para postar; e quando vou postar, sou obrigado a ouvir aquilo que compartilho. Foi assim com este registro que disponibilizo neste momento. Conhecia as peças contidas no registro do grande Wolfgang, mas não conhecia a gravação com o Marriner. Diga-se de passagem, é um extraordinário CD com peças agradáveis e típicas de Mozart. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Serenade K 320, Serenade Cor de Postillon, 2 Marches KV 335

1. March in D,KV335 e 320a No.1
2. Serenade in D, K320 'Posthorn' - 1. Adagio maestoso - Allegro con spirito
3. Serenade in D, K320 'Posthorn' - 2. Minuetto
4. Serenade in D, K320 'Posthorn' - 3. Concertant (Andante grazioso)
5. Serenade in D, K320 'Posthorn' - 4. Rondeau (Allegro ma non troppo)
6. Serenade in D, K320 'Posthorn' - 5. Andantino
7. Serenade in D, K320 'Posthorn' - 6. Minuetto
8. Serenade in D, K320 'Posthorn' - 7. Finale (Presto)
9. 09. March in D, K335 e 320a No.2

Academy of the St. Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, regente
Michael Laird, Cor de postillon

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Peter Philipis (1561?-1628) - Cantiones Sacrae Quinis Vocibus

Confesso que ainda não conhecia a obra nem o compositor Peter Philips. Segundo as poucas informações que consegui desse padre católico, foi que o mesmo viveu no século XVI. Nasceu em 1560 ou 1561. O padre Philips foi um exímio organista e compositor. Teria sido um virtuoso do teclado ao seu tempo. Durante a Reforma Protestante esteve exilado em Flandres. Nasceu em Devonshire ou Londres. Segundo a wikipédia, há ainda as seguintes informações: "Entre 1572 a 1578 iniciou a sua carreira como jovem corista em St Paul's Cathedral, em Londres, sob a égide do mestre, Sebastian Westcote (m. 1582), que também tinha ensinado o jovem William Byrd vinte anos antes. No ano de 1582 viajou para Roma, onde entrou ao serviço do Cardeal Alessandro Farnese (1520-1589), durante três anos, e como organista no "English Jesuit College". Foi ordenado sacerdote em 1601 ou 1609 - as opiniões divergem, foi capaz de reunir os melhores músicos da época, incluindo Girolamo Frescobaldi, que visitou os Países Baixos, em 1607-1608, e seu colega, compatriota John Bull, que tinham fugido de Inglaterra, acusado de adultério. Philips morreu em 1628, provavelmente em Bruxelas, onde foi enterrado". O presente registro é belíssimo. É música excelsa, habitada por profunda celestialidade. Enquanto ouvia estas canções sacras, lembrei-me das "vozes veladas, veludosas vozes" de Cruz e Sousa. Aqui, diferentemente daquele poema dos violões plangentes, que "choram", que "gemem", temos vozes brancas, angélicas. Essas vozes poderiam subsituir a Beatriz de Dante e nos levar ao Paraíso. Não deixe de ouvir e se sentir habitado por profundos sentimentos místicos. Bom deleite!

Peter Philipis (1561?-1628) - Cantiones Sacrae Quinis Vocibus

01 - Salve Regina
02 - Conceptio tua
03 - Hodie beata Virgo Mariae
04 - Gaude Maria Virgo
05 - Alma redemptoris Mater
06 - Iste est Johannes
07 - O nomen Jesu
08 - Ave gratia plena
09 - Cantabant sancti
10 - Stella quam viderant Magi
11 - Tibi laus, tibi gloria
12 - Salve, salutaris Victima
13 - O Maria Mater
14 - Mulieres sedentes
15 - Surgens Jesus Dominus
16 - Christus resurgens

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The Tudor Consort
Peter Walls, condutor

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Beethoven e Brahms - Sinfonias No. 2 - Mariss Jansons

Como hoje é uma segunda-feira augurosa e, acabo de chegar de minha caminhada de fim de tarde, bateu-me uma vontade incomensurável de postar música absoluta. São dois dos meus compositores favoritos - Beethoven e Brahms, ambos da mesma escola. Diria que se trata de mestre e aluno, embora Brahms tenha trilhado um caminho impar, singular. É um CD fantástico com duas gravações ao vivo. Mariss Jasons conduz a Royal Concertgebouw Orchestra com bastante habilidade, o que resulta num trabalho louvável. Como estou parco de palavras neste dia, finalizo por aqui. Boa audição!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Symphony No. 2 in D major, op. 36
1. I. Allegro molto
2. II. Larghetto
3. III. Scherzo - Allegro
4. IV. Allegro molto

Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 2 in D major, op. 73
5. I. Allegro non troppo
6. II. Adagio non troppo
7. III. Allegretto grazioso (quasi andantino) - Presto ma non assai - Tempo I
8. IV. Allegro con spirito

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Royal Concertgebouw Orchestra
Mariss Jansons, regente

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sábado, 15 de agosto de 2009

Johannes Brahms (1833-1897) - Lieders

Como essa bela Bernarda Fink nos faz sentir bem! Sua voz possui propriedades tanquilizantes. Parece-se com o rumorejar das correntes de uma paisagem chinesa. Ela faz evocar sentimentos antigos, misteriosos e ocultos que guardamos em janelas secretas. Traz o passado à tona, revela o presente e nos faz pensar o futuro. Tudo é feito com música brahmsiana, que muito aprecio. O pessimismo triste da música de Johannes brota com vivacidade e nos embala as emoções. Diz Socrátes em A República de Platão que "a música deve culminar no amor ao belo". Todavia, o amor que essa música faz evocar é um tipo de amor docemente triste, singelamente acanhado. É como um pôr de sol avermelhado numa tarde fria. Música para uma alma solitária e contemplativa. Nietzsche, por sua vez, diz que "o belo é para poucos homens". Brahms soube como ninguém revelar o belo nesses lieders com cheiro de solidão. Essa música culmina no amor ao belo. A agradável senhorita Bernarda Fink é uma sacerdotisa que nos conduz a mundos distantes e virgens. Tornamo-nos caminhantes solitários quando ouvimos essa música. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) - Lieders

1 Bei dir sind meine Gedanken, op.95/2 1'46
2 Wie Melodien zieht est mir, op.105/1 2'01
3 Sapphische Ode, op.94/4 2'02
4 Feldeinsamkeit, op.86/2 2'53
5 Nachtigall, op.97/1 2'02
6 Verzagen, op.72/4 2'49
7 Alte Liebe, op.72/1 2'55
8 An die Nachtigall, op.46/4 2'47
9 Das Mädchen spricht, op.107/3 1'17
10 Dein blaues Auge, op.59/8 1'51
11 Geheimnis, op.71/3 1'49
12 Ständchen, op.106/1 1'33
13 Von ewiger Liebe, op.43/1 4'25
14 Der Tod, das ist die kühle Nacht, op.96/1 2'34
15 Auf dem Kirchhofe, op.105/4 2'26
16 Die Mainacht, op.43/2 3'14
17 Anklänge, op.7/3 1'49
18 Spanisches Lied, op.6/1 2'12
19 Mädchenlied, op.95/6 1'10
20 Am Sonntag Morgen, op.49/1 1'20
21 Liebestreu, op.3/1 2'01
22 Vergebliches Ständchen, op.84/4 1'48
23 Das Mädchen, op.95/1 2'24
24 Therese, op.86/1 1'26
25 Mädchenlied, op.107/5 1'35
26 Der Jäger, op.95/4 1'05
27 Der Schmied, op.19/4 0'5
28 Der Ganz zum Liebchen, op.48/1 1'23
29 Sonntag, op.47/3 1'28
30 Mädchenlied, op.85/3 1'45
31 Wiegenlied, op.49/4 1'40

Bernarda Fink, mezzo-soprano
Roger Vignoles, piano

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Peter Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) - Trabalhos para Orquestra

Ouvi este CD de Tchaikovsky com Bernstein na tarde de ontem e me senti premido a postá-lo. É um CD poderoso, repleto de efeitos retumbantes, típico do compositor russo. Aqui encontramos as grandes peças que entusiasmam qualquer orquestra e qualquer regente. Boa música para solenidades nacionais, para ser tocada em praça pública. A já aclamada Abertura Solene 1812 e a Marcha Eslava dispensam qualquer comentário e são grandes monumentos. A Abertura da Fantasia Romeu e Julieta, que é bela e trágica. Aparecem ainda o Capricho Italiano e a Abertura para uma fantasia de Hamlet. É um ótimo registro para apreciar num dia de sábado. Leonard rege à frente da Filarmônica de Nova York. Em suma: um grande e imponente registro. Boa audição!

Peter Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) - Trabalhos para Orquestra

01. 1812 Overture, op. 49
02. March Slave, op. 31
03. Romeo and Juliet Fantasy Overture
04. Capriccio Italien, op. 45
05. Hamlet Fantasy Overture, op. 67

New York Phiharmonic
Leonard Bernstein, regente

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-17910) Concertos No. 1 e 2 e Sinfonia No. 41 - Júpiter

Como este CD é fabuloso. E como eu já ouvir estes dois concertos para flauta de Mozart. Recordo-me de um tempo em que eu tinha poucos CDs de música clássica. Talvez uns 5 ou mais e algumas fitas K-7. Como o material era parco, eu costumava ouvi-lo várias vezes. Entre eles, o que mais ouvia eram esses dois concertos para flauta (K 313 e K314) e o Andante para flauta (K 315). O Cd que ainda tenho comigo, não tem uma gravação tão boa quanto o que posto agora. Os trabalhos ficam por conta do Salzburg Mozart-Soloists e a flauta com Gülsen Tatu. Ouvir tanto este CD que, hiperbolicamente, afirmo que ele deve ter afinado. Sou tremendamente apaixonado por estes dois concertos para flauta. Estou ouvindo o K 314 e como faz bem! Se eu fosse você não hesitaria em ouvi-lo. Por isso, a única coisa que desejo é uma boa apreciação estética. Ah! Já ia esquecendo! Fiquei tão entusiasmado com os dois concertos que esqueci da extraordinária Sinfonia No. 41 - Júpiter. Hoje à noite eu estou terrível!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-17910) Concertos No. 1 e 2 e Sinfonia No. 41 - Júpiter

Concerto para flauta in D maior, K 314
1. Allegro aperto [6:54]
2. Andante ma non troppo [6:30]
3. Allegro [5:30]

Concerto para flauta in G major, K. 313
4. Allegro maestoso [7:46]
5. Adagio non troppo [8:12]
6. Rondo:Tempo di Menuetto [6:38]

Sinfonia No. 41 in C major, K. 551
7. Allegro vivace [10:47]
8. Andante cantabile [10:44]
9. Menuetto:Allegretto [5:15]
10. Molto allegro [8:42]

Boston Baroque
Martin Pearlman, regente
Jacques Zoon, flauta

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Joaquín Rodrigo (1901-1999) - Concierto para una fiesta, En los trigales, Sonata a la Española, Tiento Antiguo, Junto al Generalife e etc

Como a música espanhola é triste, desoladora, melancólica e, ao mesmo tempo, instiladora de presságios reflexivos. Como a estética dessa música faz bem! Estou ouvindo o terceiro e último CD dos três dessa caixa com as grandes composições de Joaquín Rodrigo. Esse é um bom motivo para postá-lo. Portanto, segue este último CD com suas melodias doces, agradáveis e propulsoras de emoções suavemente tristes. Boa apreciação!

Joaquín Rodrigo (1901-1999) - Concierto para una fiesta, En los trigales, Sonata a la Española, Tiento Antiguo, Junto al Generalife, Fandango, 3 Petites Pièces, Bajando de la meseta e Romance de Durandarte

Concierto para una fiesta
1. Allegro deciso
2. Andante calmo
3. Allegro moderato

En los Trigales
04. En los Trigales

Sonata a la Española
05. Allegro assai
06. Adagio
07. Allegro moderato (Tiempo de bolero)

Tiento antiguo
08. Tiento antiguo

Junto al Generalife
09. Junto al Generalife

Fandango
10. Fandango

3 Petites Pièces
11. Ya se van los pastores
12. Por caminos de Santiago
13. Pequeña sevillana

Bajando de la Meseta
14. Bajando de la Meseta

Romance de Durandarte
15. Romance de Durandarte

Academy of St. Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, regente
Pepe Romero, violão

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Piotri I. Tchaikovsky (1840-1893) - A Bela Adormecida (The Sleeping Beauty), Op. 66

A Bela Adormecida é um balé de um prólogo e três atos do compositor russo Tchaikovsky, o libreto de Marius Petipa e Ivan Vsevolojsky, e coreografia de Marius Petipa baseado no conto de fadas do escritor francês Charles Perrault. Sua estréia ocorreu no Teatro Mariinsky em São Petersburgo no dia 5 de janeiro de 1890. Tchaikovsky escreveu a obra entre o período do ano de 1888 à 1889.

Prólogo - O Batizado

01.Introdução
02.Abertura
03.Entrada das Fadas Madrinhas
04.Grand Pas de Six
05.Variação da Fada Candide
06.Variação da Fada Migué
07.Variação da Fada Miolo de Pão
08.Variação da Fada Canárius
09.Variação da Fada Violente
10.Variação da Fada Lilás
11.Coda
12.A Maldição de Carabos
13.O Presente da Fada Lilás

Prólogo - O Batizado

O rei Florestan e a rainha convidaram todas as fadas para serem as madrinhas do batizado de sua filha recém-nascida, Aurora. Enquanto as fadas oferecem seus presentes à bebê, um trovão anuncia a chegada da terrível fada Carabosse, que o mestre de cerimônias esqueceu de incluir na lista de convidados. Ultrajada, Carabosse anuncia que também irá dar um presente à bebê: quando Aurora completar 16 anos, ela iria se picar com uma agulha no dedo e então mergulhará num sono eterno. Felizmente uma das fadas madrinhas ainda não havia dado o seu presente, e então contraria Carabosse, prometendo que Aurora não irá mergulhar num sono eterno e sim cairá num sono que durará até que um príncipe a desperte com um beijo e se case com ela. Como precaução, o rei proíbe todos os objetos aguçados no seu reino.

Ato I - O Feitiço

Aurora completou 16 anos. Quatro príncipes vieram pedir a sua mão em casamento. A corte reúne-se nos jardins e os camponeses e crianças dançam com as grinaldas de flores. A princesa dança com os seus pretedentes. Entra em cena uma velha que lhe oferece um ramo de rosas. Aurora aceita o presente e encontra uma agulha entre as rosas, um objeto que nunca havia visto. Segura na mão e, durante a dança acidentalmente, pica-se num dedo. Parece desmaiar, mas depois recompõe-se. A dança torna-se vertiginosa e Aurora desmaia de vez. Neste momento, a velha tira o seu disfarse e se revela Carabosse, exultante por ter se cumprido o seu feitiço. Mas de imediato surge a fada lilás para reafirmar também a sua promessa. Um véu cai sobre a cena e cresce uma floresta mágica para esconcer o castelo, o reino e todos os seus arredores.

Ato II - A visão

Passaram-se 100 anos. O príncipe désiré caça na floresta mágica. Num momento em que se afasta do seu grupo, a fada Lilás, que também é sua madrinha, mostra-lhe a imagem da princesa. Désiré implora à fada Lilás que o leve para junto de Aurora, assim os dois viajam num barco encantado até o palácio. Seguindo a fada, Desiré entra no quarto onde dorme Aurora, no meio da corte enfeitiçada. Desperta-a com um beijo e todos acordam de volta à vida. Désiré pede a mão de Aurora em casamento e o rei Florestan e a rainha concedem-na com alegria.

Ato III - O Casamento

Homenageando o casal, Fada Lilás convoca todos os personagens encantados: O Gato de Botas e a Gata branca, Chapeuzinho vermelho e o Lobo mau, Cinderela e o príncipe, A Bela e a Fera, o pássaro azul e a princesa encantada, etc. Todos dançam alegremente, comemorando.

Não deixe de ouvir este lindo registro sob a condução de Gergiev e sua muito competente Kirov Orchestra. Boa Apreciação!

Texto sobre o Ballet extraído DAQUI

Piotri I. Tchaikovsky (1840-1893) - A Bela Adormecida (The Sleeping Beauty), Op. 66

01. Introduction
02. Prologue Marche
03. Prologue Scene Dansante
04. Prologue from 3. Pas de six Variation IV (Canari qui chante)
05. Prologue from 3. Pas de six Variation V (Violente)
06. Prologue from 3. Pas de six Variation VI (La Fee des lilas)
07. Prologue from 3. Pas de six Coda
08. Prologue Final
09. Act II - Panorama
10. Act II - Entracte symphonique (Le sommeil) et scene
11. Act II - Final
12. Act III - Polacca
13. Act III - Pas de quatre
14. Act III - Pas de quatre Variation I (La Fee-Or)
15. Act III - Pas de quatre Variation II (La Fee-Argent)
16. Act III - Pas de quatre Variation III (La Fee-Saphir)
17. Act III - Pas de quatre Variation IV (La Fee-Diamant)
18. Act III - Pas de quatre Coda
19. Act III - Pas de caractere (Le chat botte et la chatte blanche)
20. Act III - Pas de quatre
21. Act III - Pas de quatre Variation I (Cendrillon et Fortune')
22. Act III - Pas de quatre Variation II (L'Oiseau bleu et la princesse Florine)
23. Act III - Pas de caractere (Le petit chaperon rouge et le loup)
24. Act III - Pas berrichon (Le petit poucet, ses freres et l'ogre)
25. Act III - Pas de deux Variation I (Desire)
26. Act III - Pas de deux Variation I (Aurore)
27. Act I - Pas d'action Adagio de la rose
28. Act I - Valse

Kirov Orchestra, St Petersburg
Valery Gergiev, regente
Uri Zagorodniuk, violino solo
Sergei Roldugin, violoncelo solo

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Franz Joseph Haydn (1732-1809) - Sinfonias 17, 18, 19, 20 e 21

Segundo a wikipédia, sinfonia é "composição musical escrita para orquestra, geralmente estruturada em quatro movimentos. No período clássico, era estruturada da mesma maneira que a sonata: o primeiro movimento rápido, com a exposição, desenvolvimento e recapitulação dos temas principais, podendo algumas vezes ter uma introdução lenta; o segundo movimento sempre lento ou moderado, sem uma orientação determinada quanto à forma, e o terceiro movimento mais rápido que o primeiro, geralmente estruturado como um rondó. Algumas vezes, entre o movimento lento e o rondó, era introduzido um minueto". Ninguém compôs mais sinfonias que Joseph Haydn. É atribuído a ele a paternidade da sinfonia. Compôs um total de 104 sinfonias. Ou seja, Haydn foi imbatível nesse quesito. Mozart compôs mais de 40, mas não chega a esse número tão expressivo. Nesta postagem temos 5 sinfonias (de 17 a 21). Foram compostas num período em que possivelmente o compositor não dominasse a técnica com profundidade. Isso acontece mais tarde. Todavia, já percebemos a graça, a leveza, a suavidade e a beleza que notabilizaram as peças do compositor. Boa audição!

Franz Joseph Haydn (1732-1809) - Sinfonias 17, 18, 19, 20 e 21

Sinfonia No. 17 in F maior
1. Allegro [7:22]
2. Andante, ma non troppo [6:12]
3. Finale (Allegro molto) [3:00]

Sinfonia No. 18 in G maior
4. Andante moderato [6:40]
5. Allegro molto [4:38]
6. Tempo di Menuet [3:50]

Sinfonia No. 19 in D maior
7. Allegro molto [5:25]
8. Andante [3:11]
9. Presto [2:48]

Sinfonia No. 20 in C maior
10. Allegro molto [4:53]
11. Andante cantabile [5:53]
12. Menuet [3:50]
13. Presto [2:56]

Sinfonia No. 21 in A maior
14. Adagio [4:09]
15. Presto [4:43]
16. Menuet [3:44]
17. Finale: Allegro molto [4:10]

The Hanover Band
Roy Goodman, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia No. 8 in E flat major - Sinfonia dos Mil

Durante a composição da Sétima Sinfonia, isso lá pelos idos de 1906, "Mahler travou contato com um poema medieval do monge Hrabanus Maurus, chamado Veni Creator Spiritus (Vem, Espírito Criador!) e ele imediatamente foi tomado por uma súbita inspiração, ouvindo o texto todo em música. Pediu a tradução imediata do texto do latim para o alemão e iniciou aquela que seria a sua Oitava Sinfonia, que ele próprio considerava sua melhor obra. A inspiração tomou-lhe o espírito com tamanha intensidade que completou a Sétima rapidamente, sem o habitual esmero de revisar as idéias e a partitura. A Oitava, por sua vez, é uma retomada de suas energias criadoras e um ponto-chave de um a nova fase, tanto estética como espiritual. A volta do uso expressivo da voz na sinfonia, mas de maneira muito particular e original, sendo inteiramente cantada por oito solistas, coro duplo e coro infantil, além de orquestra duplicada e órgão, dando à sinfonia o subtítulo de Sinfonia dos Mil, pois em sua estréia - a última que o próprio Mahler regeu - o contingente instrumental e vocal contabilizava 1023 pessoas. Mahler mesmo descreve a composição desta magnífica obra: "O Spiritus Creator se apossou de mim e me sacudiu, e me impeliu para adiante, e como de um só golpe, tudo estava diante de mim; não só o primeiro tema, mas todo o primeiro movimento". O compositor, que parecia ter esgotado as possibilidades combinatórias cerebrais, curvou-se ao coração, escrevendo a sinfonia inteira, de 80 minutos, em 3 meses, e ainda confidenciando a Schoenberg que "era como se toda ela me tivesse sido ditada", uma sensação de "ser composto", e não de compor. Ao terminá-la em 1906, escreveu ao maestro Mengelberg: "Aqui me encontro mergulhado nas notas! Apenas terminei minha Oitava. É a maior coisa que escrevi. É de tal modo especial no conteúdo e na forma que me é impossível falar nela. Procure imaginar que o Universo inteiro comece a vibrar e ressoar. Não se trata de vozes humanas, mas planetas e sóis que giram". E também, muito a propósito, "todas as minhas sinfonias anteriores foram apenas esboços para esta". Unindo seus estados de consciência, reflexão íntima na busca pela redenção, sublimação dos conflitos e ideal estético, sem dúvida a Oitava era a coroação definitiva, a confluência de todo o seu universo material e espiritual, finalmente unificado, materializado. De fato, é uma sinfonia que transpira luminosidade, esperança, otimismo da primeira à última nota. Para completar a primeira parte, o hino Creator Spiritus, Mahler escolheu musicar o final do Segundo Fausto de Goethe, que descreve a redenção humana através do Amor Cristão, dissipando as vontades terrenas na escolha de Fausto pela virtude divina e não pelas venturas terrestres. Mahler sem dúvida encontrou aí as respostas para seus conflitos espirituais, e a fluência da inspiração confirmou ainda mais o caminho escolhido, terminando a sinfonia num clima absolutamente nobre e solene (o Chorus Mysticus), com grupos de metais espalhados por todo o teatro entoando o tema principal, num triunfo de glória que confere à esta Sinfonia um caráter eminentemente ritual. A partir da composição da Oitava sua vida mudou radicalmente, ele próprio escreveu várias vezes sobre a dificuldade de mudar hábitos arraigados mas que tinha uma íntima necessidade de fazê-lo. Conformando-se com a doença no coração que o mataria dali a pouco, passou a visitar mais amigos, a escrever cartas de amor à sua esposa (cuja relação havia se esfriado substancialmente com a morte de sua filha), e mostrou-se extremamente generoso, até para com seus detratores. Chegou a doar uma grande quantia em dinheiro para Schoenberg, que passava por sérias dificuldades financeiras, e abrir mão dos honorários de publicação de suas quatro primeiras sinfonias para que a editora pudesse lançar obras de compositores menos conhecidos. Isolou-se por longas temporadas em sua casa de campo, no interior da Áustria, deixou o cargo na Ópera de Viena e fez viagens regulares a Nova York para reger a Filarmônica e o Metropolitan Opera House. Em busca de explicações mais profundas para seus problemas e transformações pessoais, foi ter com Freud em Viena e fez algumas consultas com ele; travou contato com medos e impressões da infância que até aquele momento o atormentavam, e que sem dúvida lhe deram subsídios para entender muito daquilo que tinha escrito; além de ter reconhecido sua atitude autoritária para com sua esposa". Em minha humilde opinião, esta não é a grande obra do compositor. Vejo-a como um surto megalomaníaco do compositor. Mas não vejo este fato de forma negativa. Para alguém como Mahler, esses empreendimentos eram normais e esperados. Como nas outras duas sinfonias de Gustav já postadas aqui, a regência fica com Kubelik. Boa apreciação desse produto metafísico!

Parte do texto é meu e grande parte é extraída DAQUI

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia No. 8 in E flat major - Sinfonia dos Mil

Parte I.
Hymnus, "Veni, creator spiritus"
1. Allegro impetuoso [21:30]

Parte II.
Schlußszene aus 'Faust'
2. Poco adagio [27:16]
3. Außerst langsam. Adagissimo [24:50]

Symphonie-Orchester des Bayerischen Rundfunks
Chor des Bayerische Rundfunks
Chor des Norddeutschen Rundfunks
Chor des Westdeutschen Rundfunks
Regensburge Dromspatzen
Frauenchodres Munchner Motettenchores
Rafael Kubelik, regente
Eberhard Kraus, órgão

MARTINA ARROYO Sopran / Magna peccatnx
ERNAS POORENBERSG sopran /Marer gloriosa
EDITHM ATHIS Sopran / Una poenrtentium(Gretchen)
JULIA HAMARI Alt / Mulier Samarrtana
NORMA PROCTER Alt / Maria Aegyptraca
DONALD GROBE Tenor / Doctor Marranus
DIETRICHF ISCHER-DIESKABU bariton/ Patere csraticus
FRANZ CRASS Bass / Pater profundus

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Joaquín Rodrigo (1901-1999) - Concerto Madrigal e Concerto Andaluz

Segue o segundo CD da série de 3 do compositor espanhol Joaquín Rodrigo. A música de Rodrigo é repleta de uma excelência que leva à frente a música espanhola. Ou seja, Joaquín é um arauto da música espanhola no século XX. A marca centralizadora do seu trabalho é o lirismo melancólico. O compositor espanhol foi cego desde muito cedo, mas conseguiu enxergar as melodias perfeitas como nenhum outro compositor do século XX. Neste Cd, surgem o Concerto Madrigal de alma profundamente espanhola e Concerto Andaluz, repleto de paisagens ensolaradas. Não deixe de ouvir este registro deliciosamente doce de Joaquín Rodrigo. Boa audição!

Joaquín Rodrigo (1901-1999) - Concerto Madrigal e Concerto Andaluz

Concerto Madrigal
1. Fanfarre (Allegro Marziale) [01:58]
2. Madrigal (Andante nostalgico) [02:52]
3. Entrada (Allegro vivace) [01:40]
4. Pastorcito, tu que viennes, pastorcito, tu que vas (Allegro vivace) [01:41]
5. Girardilla (Presto) [01:25]
6. Pastoral (Allegro) [01:58]
7. Fandango [01:58]
8. Arieta (Andante nostalgico) [06:14]
9. Zapateado (Allegro vivace) [04:45]
10. Caccia a la española (Allegro vivace - Andante nostalgico) [04:44]

Concierto Andaluz
11. Tiempo de Bolero [07:56]
12. Adagio [09:58]
13. Allegretto [06:14]

Academy of St. Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, regente
Pepe Romero, violão

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) - String Trio, Duo for violin and viola, Deux Chôros e Chôros No. 2

Villa-Lobos é com absoluta convicção um dos maiores compositores do século XX. Sua produção é rica e variada. Compôs sinfonias, concertos, óperas, quartetos de cordas, obra coral e muito mais. Não se enquadrou em qualquer estilo. Como ele dizia, não queria ser conhecido como um compositor brasileiro apenas. Em sua consciência crítica, ele era um compositor do mundo. No filme Villa-Lobos - uma vida de paixão, esse fato é mostrado com bastante clareza. Esta é a primeira postagem que faço com a música grandiosa de Villa. E não poderia ser de qualquer forma. Trata-se da obra de câmara. São trios e duos muito bons, que revelam um Villa profundo e denso, com habilidosa competência na arte de compor. Não deixe de ouvir este importante compor de Villa, um compositor a serviço da humanidade. Boa apreciação!

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) - String Trio, Duo for violin and viola, Deux Chôros e Chôros No. 2

String Trio para violino, viola e violoncelo (1945)
1. Allegro
2. Andante
3. Vivace
4. Allegro preciso

Duo for Violin and Viola (1946)
5. Allegro
6. Adagio
7. Allegro agitato

Deux Chôros - Duo for violin and Violoncello (1929)
8. Modère
9. Lent

Chôros No. 2 - Duo for violin and violoncello (1924)
10. Chôros No. 2

Deutsches Streichtrio
Hans Kalafusz, violino
Jürgen Weber, viola
Reiner Ginzel, violoncelo

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sábado, 8 de agosto de 2009

Rachmaninov - Concerto para piano No. 3 e Tchaikovsky - Concerto para piano No. 1

Martha Argerich (Argentina, 5 de Julho de 1941) é uma pianista de origem argentina. A sua aversão pela imprensa e publicidade afastou-a das câmeras durante quase toda a sua carreira, tendo dado relativamente poucas entrevistas. Em resultado disso será menos conhecida do "grande público" que outros artistas de envergadura semelhante. É largamente reconhecida como uma das maiores pianistas virtuosas de seu tempo. Um dos seus grandes amigos é o pianista brasileiro Nelson Freire, com quem tocou em duo em vários recitais .(Tem uma participação no filme Nelson Freire (2003), do documentarista João Moreira Salles. Georges Gauchot fez um documentário sobre Martha intitulado "Conversa Noturna" no qual ela conta suas memórias, faz confidências sobre suas dúvidas e transmite seu apetite pela produção musical. Martha Argerich conta com uma das melhores interpretações do grande Concerto para Piano nº III de Rachmaninoff (Rach 3), considerada por muitos como a sua versão definitiva. Neste excelente CD, Martha com a competência e virtuosismo que lhe são característicos, interpreta Rachmaninov e Tchaikovsky. Acredito que esta seja a terceira interpretação de Martha do Concerto No. 1 de Tchaikovsky. Não faz mal! Aparecem Chailly e Kondrashin na regência; aquele conduzindo Rachmaninov; e este, Tchaikovsky. Boa audição!

Texto meu e extraído DAQUI

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Piano Concerto No. 3 in D minor, Op. 30

1. Allegro ma non tanto [15:26]
2. Intermezzo.Adagio [11:00]
3. Finale.Alla breve [13:53]

RSO Berlin
Riccardo Chailly, regente
Martha Argerich, piano

Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) - Piano Concerto No. 1 in B flat minor, Op. 23

4. Allegro non troppo e molto maestoso - Allegro con spirito [19:07]
5. Andante simplice - Prestissimo - Tempo I [6:20]
6. Allegro con fuoco [6:54]

Symphonie-Orchester Des Bayerischen Rundfunks
Kirill Kondrashin, regente
Martha Argerich, piano

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Joaquin Rodrigo (1901-1999) - Concerto de Aranjuez e Fantasia para um Gentilhombre

Essa caixa é fantástica. São três CDs com as principais obras de Joaquin Rodrigo, esse mago da música espanhola. Hoje, como é sexta-feira e há o prenúncio de um belo final de semana no qual ficarei mais velho, resolvi compartilhar a alegria serena e trágica da música de Rodrigo. O primeiro CD têm duas peças fabulosas: o já conhecido e aplaudido Concerto de Aranjuez e a Fantasia para um Gentilhombre, que são obras de expressão do compositor. A Academy of St. Martin in the Fields ficará com a orquestração, Sir Neville Marriner com a regência e Pepe Romero com o violão. É para ouvir e se deleitar. Boa audição!

Joaquin Rodrigo (1901-1999) - Concerto de Aranjuez e Fantasia para um Gentilhombre

Concierto de Aranjuez

1. Allegro con spirito
2. Adagio
3. Allegro gentile

Fantasia para un gentilhombre4. Villano y Ricercare (Adagietto - Andante moderato)
5. Españoleta y Fanfare de la Caballeria de Nápoles (Adagio - Allegretto molto ritmico)
6. Danza de las hachas (Allegro con brio)
7. Canario (Allegro ma non troppo)

Academy of St. Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, regente
Pepe Romero, violão

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Anton Bruckner (1824-1896) - Sinfonia No. 4 em E flat - "Romântica" (1886 version, ed. Nowak)

Sei que já postei esta sinfonia de Bruckner. Na primeira ocasião, ela surgiu com o Abbado, numa gravação de peso. Como não estou seguindo scripts ou modelos nas postagens, não faz mal repetir a mesma peça mais de uma vez. Dessa vez, a Sinfonia No. 4 surgirá com Simon Rattle, uma figura estranha, mas que é o regente atual da Orquestra Filarmônica de Berlim. Rattle fisicamente sempre me causou uma sensação de bizarria. Seus cabelos se parecem com lã de ovelha. Mas deixa para lá. O moço é competente e a gravação é boa! Não deixe de ouvir e fazer um paralelo com a gravação do Abbado. Boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) - Sinfonia No. 4 em E flat - "Romântica" (1886 version, ed. Nowak)

1. Allegro molto moderato - Bewegt, Nicht Zu Schell [19:35]
2. Andante Quasi allegretto [16:38]
3. Scherzo: Bewegt - Trio: Nicht zu schnell, keinesfalls schleppend [11:17]
4. Finale: Bewegt, doch nicht zu schnell [23:48]

Total: 71:19

Berliner Philharmoniker
Sir Simon Rattle, regente

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Johann Sebastian Bach (1685-1750 ) - Concertos para violino, BWV 1043, 1041, 1042 e 1060

Eu não tencionava postar este CD no dia de hoje. Tinha outros planos. Mas resolvir disponibilizar este registro, que já estava comigo há algum tempo, e eu não tinha ouvido ainda. E como me sentir bem! Julinha Fischer com suas habilidades de violinista jovem, conseguiu me cativar. Estes concertos para violino me deixaram com uma impressão que somente a arte é capaz de remir o mundo de suas feiúras. Ontem à noite eu vi mais uma vez ao filme Dias de Nietzsche em Turim, do brasileiro Júlio Bressane. O diretor conseguiu fazer um extraordinário trabalho sobre a estadia de Nietzsche naquela cidade, antes do colapso que o paralisaria até o ano de sua morte, 1900. O filósofo passeia pela cidade e encanta-se com o clima, com a arquitetura sóbria e despretenciosa, com a lascividade das esculturas clássicas, que em tudo o convida à contemplação. A certa altura ele diz: "Se não fosse a arte, a vida seria um erro". Que frase fantástica! Somente a arte nos torna mais humanos. Afasta-nos da mediocridade e nos faz sonhar com um mundo cheio de razões reais. A arte de Bach é habitada por verdades delicadas. E isso me faz muito bem nesta noite de brisa suave aqui no Planalto Central. Não deixe ouvir este ótimo registro de Johann Sebastian Bach. Boa apreciação!

Johann Sebastian Bach (1685-1750 ) - Concertos para violino, BWV 1043, 1041, 1042 e 1060

Concerto for 2 Violins, Strings, and Continuo in D minor, BWV 1043*
1. Vivace
2. Largo ma no tanto
3. Allegro

Violin Concerto No.1 in A minor, BWV 1041
4. Allegro moderato
5. Andante
6. Allegro assai

Violin Concerto No.2 in E, BWV 1042
7. Allegro
8. Adagio
9. Allegro assai

Concerto for Violin, Oboe, and Strings in D minor, BWV 1060**
10. Allegro
11. Adagio
12. Allegro

Na Amazon

Academy of St Martin in the Fields
Julia Fischer, violino
Alexander Sitkovetsky, violino*
Andrey Rubtsov, oboé**

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concerto para piano e orquestra nº 5, Op. 73, “Imperador”.

Eis que surge o imponente, poderoso, delicado, tremendo, extraordinário, concerto no. 5 para piano e orquestra de Beethoven com o Abbado e Pollini. Este concerto é uma das peças mais belas que já foram compostas. Não é à toa que se chama "Imperador". Foi o último concerto a ser escrito pelo intempestivo Beethoven. Talvez tenha sido composto entre 1809 e 1811. Foi dedicado ao arquiduque Rudolf. Os três movimentos nos impulsionam a uma ascese de tão grande beleza. O primeiro movimento cheio de energia, contrasta com o segundo, delicadamente lento e reflexivo. O terceiro é uma explosão de possibilidades ideais e utópicas. Isso é Beethoven, o gênio das composições perfeitas. Segue ainda o Booket com os dados dos 5 concertos que postei aqui. Não deixe de se deliciar com essa maravilha. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concerto para piano e orquestra nº 5, Op. 73, “Imperador”.

1. Allegro
2. Adagio un poco moto
3. Allegro

Berliner Philarmoniker
Maurizio Pollini, piano
Claudio Abbado, regente

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dmitri Shostakovich (1906 - 1975) Sinfonia No. 13 in B flat minor, Op. 113 - "Babi Yar"

Após o hiato de alguns dias, eu volto com mais uma das sinfonias de Shostakovich sob a regência de Rostropovich. Agora surge a monumental Sinfonia número 13, de 1962. Para muitos, esta é uma das principais peças do compositor. É uma obra densa e chama-se Babi Yar, o que em português nos dá uma possibilidade na tradução como barranco das vovós. Geograficamente, Babi Yar era uma localidade nas proximidades de Kiev, Ucrânia, uma das repúblicas satélites que constituíam a União Soviética. Ou seja, a sinfonia está profundamente comprometida com a história soviética. Na Segunda Guerra Mundial, de acordo com informações históricas, os nazistas teriam assassinado mais de 34 mil judeus num curto espaço de tempo nessa localidade. Nos dois anos que se passaram o número de vítima teria subido para impressionantes 200 mil em toda a União Soviética. Este fato gerou um complexo problema para aquele país, pois percebeu-se um anti-semitismo no coração da União Soviética. O Governo Central tratara com certa negligência o local de Babi Yar. Não haviam somente judeus mortos pelos nazistas. Os ucranianos da região também foram vitimados pela máquina nazista. Nesse sentido, o poeta russo Evgeny Evtuchenko escreveu um poema em homenagem às vitímas mortas. Dmtri se utilizou desse poema e deu a ele um tratamento sem igual. Musicou-o. E fez disso uma sinfonia-cantata em cinco movimentos densos e bem estruturados. O poeta foi perseguido pelo Estado soviético. Shostakovitch como gostava de uma briga, de forma desassombrada, resolveu ir à frente. Na noite da estréia, 18 de dezembro de 1962, vários músicos se recusaram a participar. Entre eles o eminente maestro russo Mravisnky, que era amigo de Shosta. A tarefa ficou para o jovem regente Kirill Kondrashin. A obra pode ser vista assim: No Adagio do primeiro movimento, Shostakovich e Evtuchenko fazem uma denúncia contra a morte dos judeus ucranianos nas proximidades de Babi Yar. Vociferam contra toda forma de anti-semitismo. No segundo movimento, Humor, Shosta faz ironias e dá um tom cômico, desdenhoso, burlesco à música. Essas ironias são típicas em Shosta, que sabia como ninguém ridicularizar o totalitarismo e a injustiça de forma risível, como fez na Nona sinfonia. O terceito movimento, Adagio, é escrito em forma de elegia. O coro harmoniza-se em um tema que forma uma aspecto litúrgico, dando uma ideia de que se é embalado por uma cadência sacra. No quarto movimento, Largo, Shosta evoca a violência e a repressão do Estado Soviético. Este movimento é o mais elaborado da sinfonia com impressionantes efeitos de orquestração. O quinto e último movimento, Allegretto, inicia-se com um tom pastoral, passando-nos a impressão de uma manhã ensolarada e fresca, mas não passa de um ataque irônico de Shosta aos burocratas. Abaixo eu incluo alguns versos da sinfonia extraídos do livro de Lauro Machado Coelho, uma autoridade em Shostakovich.

Babi Yar

Tenho medo.
Tenho hoje tantos anos
quanto o próprio povo judeu.

Parece que agora sou um judeu.
Perambulo no Egito antigo.
E eis-me na cruz, morrendo.
E ainda trago em mim a marca dos pregos.
Parece que Dreyfus sou eu.
Os filisteus são os que me denunciam e são o meu juiz.
Estou atrás das grades.
Estou cercado,
perseguido, cuspido, caluniado.
E as mocinhas, com suas rendas de Bruxelas,
rindo, me enfiam a sombrinha na cara.

(…)

Eu, chutado por uma bota, sem forças,
em vão peço piedade aos pogromistas.

(…)

Que a Internacional ressoe
quando enterrarem para sempre
o último anti-semita da terra.
Não há sangue judeu no meu sangue,
mas sou odiado com todas as forças
por todos os anti-semitas, como se judeu fosse.
E é por isso que sou um verdadeiro russo.


Humor

Czares, reis, imperadores
soberanos do mundo inteiro,
comandaram as paradas
mas ao humor não puderam controlar.

Ó euzinho aqui!
De repente me desembaraço de meu casaco,
faço um gesto com a mão e “Tchau!”.


Na loja

Dar-lhes o troco errado é uma vergonha,
enganá-las no troco é um pecado.

(…)

E, enquanto enfio no bolso as minhas massas,
olho, solene e pensativo,
cansadas de carregar seus sacos de compras,
as suas nobres mãos.
Elas nos honram e nos julgam,
nada está fora do alcance de suas forças.


Medos

Lembro do tempo em que ele era todo-poderoso,
na corte da mentira triunfante.
O medo se esgueirava por toda parte, como uma sombra,
infriltava-se em cada andar.
Agora é estranho lembrarmo-nos disso,
o medo secreto que alguém nos delate,
o medo secreto de que venham bater à nossa porta.
E depois, o medo de falar com um estrangeiro…
com um estrangeiro? até mesmo com sua mulher!
E o medo inexplicável de, depois de uma marcha,
ficar sozinho com o silêncio.

Não tínhamos medo de construir em meio à tormenta,
nem de marchar para o combate sob o bombardeio,
mas tínhamos às vezes um medo mortal,
de falar, nem que fosse com nós mesmos.

Uma Carreira

Os padres diziam que Galileu era mau e doido.
Que Galileu era doido.
Mas, como o tempo o demonstrou,
o doido era o mais sábio.
Um cientista da época de Galileu,
não era menos sábio que Galileu.
Ele sabia que a Terra girava,
mas tinha uma família
e, ao subir com sua mulher na carruagem,
achava que tinha feito sua carreira,
quando, na realidade, a tinha destruído.

Para compreender nosso planeta,
Galileu correu riscos.
É isso — eu penso — que é uma carreira.
Por isso, viva sua carreira,
quando é uma carreira como
a de Shakespeare e Pasteur,
Newton e Tolstói.
Liev?
Liev!
Por que eles foram caluniados?
Talento é talento,
digam o que disserem.
Os que insultaram estão esquecidos,
mas nós lembramos dos que foram insultados.

Não deixe de ouvir esta obra poderosa, este monumento da arte do século XX. Somente um audacioso compositor como Shostakovich poderia compor algo assim. Boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906 - 1975) Sinfonia No. 13 in B flat minor, Op. 113 - "Babi Yar"

1. Babi Yar (Adagio)
2. Yumor - Humour (Allegretto)
3. V Magazine - In the Store (Adagio)
4. Strachi - Fears (Largo)
5. Kariera - A Career (Allegretto)

National Symphony Orchestra
Mstilav Rostropovich
Nicola Ghiuselev, bass

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
Have Joy!

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) - Trabalhos para cravo

Estou numa pasmaceira danada hoje à noite. Ouço um francês exigente - Jean-Phillipe Rameau - e isso atenua um pouco minha indisposição. O compositor já apareceu por aqui outras vezes. Mas devo afirmar que as peças que ouço para cravo neste instante são de um primor impressionante. Seguem os dados do moço: "Jean-Philippe Rameau nasceu em Dijon (França), em 25 de setembro de 1683. Seu pai, organista de Notre-Dame de Dijon, foi, talvez, o seu primeiro professor, mas não se sabe quase nada acerca da infância e adolescência de Jean-Philippe. No colégio de Jesuítas onde estudou humanidades, foi, suficientemente mau aluno para o que o deixassem seguir a carreira musical. Seu pai enviou-o para Itália para aperfeiçoar a sua formação, mas não se interessou pela música italiana e voltou muito rapidamente para a França com uma companhia de comediantes de que foi violinista. Tornou-se organista em Avignon (1702) e depois em Clermont-Ferrand. Em 1705, fixou-se em Paris, onde arranjou alguns empregos menores como organista. Mas não conseguiu obter uma colocação interessante, apesar da publicação (1706) do seu Primeiro livro de peças para cravo. Regressou a Dijon, onde sucedeu a seu pai como organista de Notre-Dame (1708-1714). Entre 1715 e 1722 foi novamente organista em Clermont-Ferrand, dedicando melhor de si próprio a trabalhos teóricos, à margem dos quais considera a composição uma atividade complementar. Quando voltou a Paris, em 1722, com quase 40 anos, era praticamente desconhecido e não escreveu quase nada. A publicação do seu Tratado de harmonia (1722) e do seu Segundo livro de peças para cravo (1724) atraiu as atenções sobre ele e fez que, pouco a pouco, o melhor professor de música da capital. Mas a sua fama permanecia apenas como teórico e pedagogo. Em c.1730 , conheceu o financeiro La Poupliniere que o nomeou diretor da sua música particular e o apresentou a Voltaire (que lhe daria 4 libretos) e fez com que as portas da ópera se abrissem para a sua Hippolyte et Aricie (1733). Fiéis à ópera de Lully, os músicos conservadores ergueram-se contra as ousadias harmônicas, a importância da orquestra e os "italianismos" que descobriram na obra de Rameau. Mas o veredicto do público foi favorável e foi confirmado triunfalmente nos anos seguintes, viriam nascer as maiores obras-primas: Les indes galantes (1735), Castor et Pollux (1737) e Dardanus (1739). Em 1745, Rameau, que era um pouco cortesão, foi nomeado compositor do rei e A princesa de Navarro (em colaboração com Voltaire) foi representada com grande pompa, em Versalles, no casamento do delfim. A glória do músico atingiu o cume: teria sido suficiente para derrotar os partidários de Lully se a luta entre os lullistas e ramistas tivesse sido mais do que uma invenção dos musicógrafos. Todavia, em 1752, ano em que apareceram as suas Nouvelles réflexions, a Querelle des Bouffons precipitou-o, contra a vontade, na arena. Serviu de alvo aos partidários da música italiana, cujos porta-vozes são Grimm e Rousseau, apoiados pelos enciclopedistas (ele, que fora acusado de italianismo, alguns anos antes). Se Rousseau e Grimm fossem verdadeiros músicos, teriam apercebido daquilo que a obra de Rameau continha de lirismo, de gênio melódico, de esplendor instrumental, dignos da Itália (apesar da sua insistência teórica na supremacia da harmonia). Teriam visto também que La serva padrona não é nem a obra-prima de Pergolesi, nem a obra-prima representativa do gênio italiano suscetível de se opor a Castor et Pollux ou a Dardanus e que, ainda por cima, Rameau era mais qualificado que eles para defender a música admirável que se fazia na Itália. Esta questiúncula, que nascera em espíritos com insuficiente cultura musical, não perturbou a serenidade de Rameau, esse grande sábio da música (que era muito semelhante mesmo fisicamente, ao seu amigo Voltaire). Com uma perfeita honestidade intelectual e uma argumentação sólida, atacou a retórica especiosa de Rousseau, mostrando como eram gratuitas as suas informações e grosseiros os seus sofismas. Mas teve a infelicidade de denunciar as inexatidões ou as simplicidades da Enciclopédia no capítulo da música, o que teve como efeito reforçar a animosidade dos seus adversários. Estes, foram em grande parte, responsáveis pelo fato de, 15 anos depois da sua morte, nenhuma das suas obras figurar já no repertório, apesar dos êxitos confirmados pela multiplicidade de representações até 1755. Rameau faleceu em Paris, devido a uma febre tifóide complicada pelo escoburto, em 12 de setembro de 1764, aos 81 anos. Teórico eminente e um dos maiores músicos franceses, amigo de Voltaire, protegido por um poderoso representante da nova burguesia, era bem o homem novo, que os progressistas de então tiveram a loucura de não reconhecer. As suas óperas (especialmente as suas obras-primas criadas entre 1733 e 1745) representam, no campo musical, um renascimento da ópera clássica francesa, apesar dos temas e encenações convencionais que ligam às "pompas de Versalles". Aí, notam-se, especialmente, algumas aquisições italianas (ária da capo, grandes melodias do bel canto, importância da orquestra): arte muito mais audaciosa do que a de Lully, tanto do ponto de vista melódico como harmônico. As peças descritivas, especialmente notáveis, têm origem numa arte totalmente nova (o tremor de terra das Indes galantes, por exemplo). A música religiosa, pelo contrário, adotou, de forma bastante convencional, o grande estilo italiano: parece que, ao contrário dos seus antecessores, Rameau considerou a composição para igreja uma obrigação fastidiosa. A música instrumental é muito interessante, especialmente as Peças para cravo em concerto (cravo, um violino ou flauta, e uma viola ou segundo violino). Pela primeira vez numa obra deste gênero, um cravo não é nem um contínuo, nem um instrumento polifônico, com em J.S.Bach, mas um solista virtuose (nisso, estas peças anunciam Haydn e Mozart). A forma francesa da suíte de danças foi abandonada em proveito de uma forma aparentada com o concerto italiano em 3 movimentos. É preciso salientar entre as inovações de Rameau – na hamonia, utilização sistemática de acordes dissonantes por sobreposições de terceiras e de acordes com sextas, quartas ou sétimas aumentadas – na instrumentação, introdução de clarinetas na orquestra (Zoroastro, 1749), utilização na orquestra de cordas duplas e dos pizzicatos – na forma, a importância dada à abertura nas óperas (prenuncia a abertura programática dos românticos). A sua obra teórica baseia-se na observação do fenômeno natural da ressonância dos corpos sonoros. Comungando da utopia dos enciclopedistas, segundo a qual tudo que está ligado á natureza é bom, encontra aí (segundo Euler e os pitagórios) a justificação da consonância e o fundamento da sua teoria da "geração harmônica". As teorias pecam por vários postulados contestáveis (em especial, a equivalência das oitavas), mas têm o mérito novo de se fundamentarem em bases científicas e já não metafísicas. No plano pedagógico, ainda somos devedores do seu gênio: a sua teoria das inversões simplificou prodigiosamente o ensino da harmonia, submersa, até então, numa confusão incrível. Foi também um dos mais resolutos defensores do tratamento igual". Nota-se após estas palavras a importância do compositor francês. Como são boas essas peças para cravo. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

O texto foi extraído DAQUI

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) - Trabalhos para cravo

CD 1

01 - Premier livre 1706 - Prélude
02 - Premier livre 1706 - Allemande
03 - Premier livre 1706 - 2e Allemande
04 - Premier livre 1706 - Courante
05 - Premier livre 1706 - Gigue
06 - Premier livre 1706 - 1re & 2e Sarabandes
07 - Premier livre 1706 - Vénitienne
08 - Premier livre 1706 - Gavotte
09 - Premier livre 1706 - Menuet
10 - Pieces de clavecin (1724) - Allemande
11 - Pieces de clavecin - Courante
12 - Pieces de clavecin - Gigue en rondeau
13 - Pieces de clavecin - 2me gigue en rondeau
14 - Pieces de clavecin - Le rappel des oiseuax
15 - Pieces de clavecin - 1er & 2me Rigaudons
16 - Pieces de clavecin - Musette en rondeau
17 - Pieces de clavecin - Tambourin
18 - Pieces de clavecin - La Villageoise
19 - Pieces de clavecin - Les Tendres Plaintes
20 - Pieces de clavecin - Les niais de Sologne
21 - Pieces de clavecin - Les soupirs
22 - Pieces de clavecin - La Joyeuse
23 - Pieces de clavecin - La Follette
24 - Pieces de clavecin - L'Entretien des Muses
25 - Pieces de clavecin - Les Tourbillons
26 - Pieces de clavecin - Les Cyclopes

CD 2

01 - Pieces de clavecin - Le Lardon
02 - Pieces de clavecin - La Boiteuse
03 - Nouvelles Suites (1729) - Allemande
04 - Nouvelles Suites - Courante
05 - Nouvelles Suites - Sarabande
06 - Nouvelles Suites - Les Trois Mains
07 - Nouvelles Suites - Fanfarinette
08 - Nouvelles Suites - La Triomphante
09 - Nouvelles Suites - Gavotte et six doubles
10 - Nouvelles Suites - LesTricotets
11 - Nouvelles Suites - L'Indifférence
12 - Nouvelles Suites - Menuet I & II
13 - Nouvelles Suites - La Poule
14 - Nouvelles Suites - Le Triolet
15 - Nouvelles Suites - Les Sauvages
16 - Nouvelles Suites - L'Enharmonique
17 - Nouvelles Suites - L'Egyptienne
18 - Pieces de clavecin en concert (1741) - La Livri
19 - Pieces de clavecin en concert - L'Agaçante
20 - Pieces de clavecin en concert - La Timide (rondeau 1 & 2)
21 - Pieces de clavecin en concert - L'Indiscrète
22 - La Dauphine (1747)

Catherine Latzarus, cravo

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ludwig van Beethoven - Concertos para piano e Orquestra No. 3 em C menor, Op. 37 e Concerto para piano e Orquestra No. 4 em G maior, Op. 58

Nada tão necessário quanto ouvir Beethoven. Muitos críticos o acham "sentimentaloíde". Ao meu modo de ver esta crítica não procede. É um dos maiores gênios da humanidade. O processo de crescimento das habilidades para compor de Ludwig não se deram como em Mozart. Wolfgang compunha aos borbotões com uma regularidade de impressionar. Já Beethoven à medida que envelhecia e a surdez o acometia, mais o seu gênio e suas peças foram ganhando um brilho imortal. Sua vida foi uma escrita com tintas trágicas. Pechá-lo de "sentimentaloíde" é desconhecer o gigantismo humano e existencial que fervilhava em sua interioridade. Beethovem é uma espécie de poeta-musical que sabe exprimir por meio da música qualquer conteúdo emocional ou dramático. Os 5 concertos para piano que compôs revelam um pouco da personalidade do compositor. São psicografias. Estou ouvindo neste momento o Concerto No.3 e percebo uma carga densa de beleza e valores do silenciosos acumulados. Mas este concerto não é o que mais gosto. Reverencio o No. 4 pela beleza e o 5 pela grandeza utópica contidos em cada movimento. Pararei por aqui. Parafraseio Drummond no Poema de Sete Faces: essa música e essa solidão põe a gente sentimental como o diabo. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concertos para piano e Orquestra No. 3 em C menor, Op. 37 e Concerto para piano e Orquestra No. 4 em G maior, Op. 58 

Concerto para piano e Orquestra No. 3 em C menor, Op. 37 
1. Allegro con brio [16:07] 
2. Largo [10:07] 
3. Rondo.Allegro [9:28] 

Concerto para piano e Orquestra No. 4 em G maior, Op. 58 
4. Allegro moderato [17:18] 
5. Andante con moto [5:17] 
6. Rondo.Vivace [10:00] 

Berliner Phillharmoniker 
Claudio Abbado, regente 
Maurizio Pollini, piano 


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Nikolay Rimsky-Korsakov (1844-1908) - Scheherazade (Suíte Sinfônica), Op. 35 e Russion Easter, Op. 36

Nikolay Rimsky-Korsakov nasceu no mesmo ano em que Nietzsche, 1844. Este na Alemanha; aquele, na Rússia dos czares, na cidade Tikhvine, sendo que morreu no ano de 1908. Oriundo de uma família da nobreza campesina, Korsakov ingressou como oficial na frota imperial russa e conseguiu se tornar um dos maiores compositores de sua época logo após ter feito uma viagem de três anos por metade do globo. Era amigo de um dos compositores russos que mais reverencio, Modest Mussorgsky, que qualquer dia desses aparece por aqui. Há inúmeras peças de Nikolay que eu gosto: A Donzela de Neve, O Galo de Ouro, Noite no Monte Triglave, O Capricho Espanhol entre outras. Dedico uma nota especial para a obra que apresento agora, Scheherazade. Quem já não ouviu falar em As Mil e uma Noite, uma coletânea de contos persas de ótima qualidade? Pois Korsakov fez uma suíte sinfônica com o nome da principal personagem das 1001 noites. O que destaco nesta peça é o rasgo lírico dos violinos que evocam temas árabes de uma beleza singular. O primeiro movimento chama-se O mar e o navio de Simbad em que são apresentados os personagens principais, a saber, o sultão Shariar e a princesa Scheherazade; o segundo movimento chama-se A História do príncipe de Kalender; o terceiro movimento é denominado O jovem príncipe e a jovem princesa; e o quarto, por sua vez, chama-se Festa em Bagdá. Aparece ainda no CD a peça Russion Easter de vigor e características singulares, típicas do gênero Rimsky-Korsakov. Não deixe de ouvir este registro maravilhoso com Seiji Ozawa. A gravação de Scheherazade é ao vivo. Simplesmente lindo! Boa audição!

Nikolay Rimsky-Korsakov (1844-1908) - Scheherazade (Suíte Sinfônica), Op. 35 e Russion Easter, Op. 36

1. O mar e o navio de Simbad
Largo e Maestoso - Lento - Allegro non Troppo - Tranquilo
2. A História do príncipe Kalender
Lento - Andantino - Allegro molto - Vivace Scherzando - Moderato Assai - Allegro molto e animato
3. O jovem príncipe e a jovem princesa
Andatino Quasi Allegretto
4. Festa em Bagdá (Naufrágio do Barco nas Rochas)
Allegro molto - Lento - Vivo - Allegro non Troppo e Maestoso -
Lento - Temoi Come
5. Russion Easter, Op. 36 - Abertura para temas sacros russos

Wiener Philharmoniker
Seiji Ozawa, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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sábado, 1 de agosto de 2009

Arcangelo Corelli (1653-1713) - 12 Concertos Grossos, Op. 6

Segundo informações biográficas, Corelli "foi em 1706 eleito membro da famosa academia literária Arcádia e, em 1713, sepultado na igreja Sanata Maria dei Martiri, o Panteão de Roma. Homenagens dessas que, naquela época, não se constumava conceder a um músico, a um tocador de "rabeca", dão a justa medida da sua glória entre os contemporâneos. Não se cansavam de admirá-lo. Chamavam-nos de "arcanjo mesmo". Testemunhas descrevem seu comportamento esquisito ao tocar o violino, ora fechando os olhos e entregando-sea êxtases místicos, ora torcendo-se em movimentos burlescos e fazendo caretas. Essas particularidades não se revelam em sua linha melódica, que sempre é um canto nobre, aristocraticamente medido. É a primeira vez, na história da música, que um instrumento canta e até parece falar. Corelli foi, em Roma, primeiro violinista na igreja de San Luigi de Francesi e, depois, no Teatro Capranica. Eis is dois aspectos, o religioso e o profano, da sua Obra: antes de tudo, as 48 trio-sonatas (para 2 violinos e baixo-contínuo) que publicou, como opus 1, 2, 3 e 4, entre 1683 e 1694. São, em parte, "sonatas de igreja", nas quais serve como "contínuo" o órgão, e em parte "sonatas de câmara", nas quais desempenha a mesma função do cravo". Corelli possui uma profunda importância histórica, pois praticamente o inventor do "início da literatura violinística". Com os 12 Concertos Grossos que ora posto, Corelli influenciou a música da sua época. Daí percebermos a importância da obra, além de sua singular beleza. É um importante registro para o final de semana. Boa audição!

Arcangelo Corelli (1653-1713) - 12 Concertos Grossos, Op. 6

CD 1

Concerto No. 1 in D major
1. Largo - Allegro
2. Largo - Allegro
3. Largo - Allegro
4. Allegro

Concerto No. 2 in F major5. Vivace - Allegro - Adagio - Vivace - Allegro - Largo andante
6. Allegro
7. Andante largo - Allegro

Concerto No. 3 in C minor
8. Largo - Allegro
9. Grave- Vivace
10. Allegro

Concerto No. 4 in D major
11. Adagio - Allegro
12. Adagio - Vivace
13. Allegro - Allegro

Concerto No. 5 in B flat major
14. Adagio - Allegro - Adagio
15. Allegro
16. Largo - Allegro

Concerto No. 6 in F major
17. Adagio - Allegro
18. Largo - Vivace
19. Allegro

CD 2

Concerto No. 7 in D major
1. Vivace - Allegro - Adagio
2. Allegro
3. Andante largo - Allegro
4. Vivace

Concerto No. 8 in G minor
5. Vivace - Grave - Allegro
6. Adagio - Allegro - Adagio
7. Vivace
8. Allegro
9. Largo (Pastorale ad libitum)

Concerto No .9 in F major
10. Preludio Largo
11. Allemanda Allegro
12. Corrente Vivace
13. Gavotta Allegro
14. Adagio - Minuetto Vivace

Concerto No. 10 in C major
15. Preludio Andante largo
16 Allemanda Allegro
17. Adagio - Corrente Vivace
18. Allegro
19. Minuetto Vivace

Concerto No. 11 in B flat major
20. Preludio Andante largo
21. Allemanda Allegro
22. Adagio - Andante Largo - Sarabanda Largo
23. Giga Vivace

Concerto No. 12 in F major
24. Preludio Adagio
25. Allegro
26. Adagio - Sarabanda Vivace
27. Giga Vivace

Academy of St Martin-in-the-Fields
Sir Neville Marriner, regente

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