Seu grande modelo de perfeição
era Beethoven. Entendemos o compositor. Na sua cabeça, o que poderia ser
escrito e pensado após Beethoven? Certamente, muitos esboços foram rasgados. Hoje,
enquanto escutamos as quatro sinfonias que escreveu, lamentamos que ele não
tenha avançado até à Nona como fez seu grande ídolo.
Neste disco, encontramos as
sinfonias 3 e 4. As duas foram escritas na década de 1880, em um período de
grande maturidade para o compositor. Nesse período, enquanto a música
programática, operística, os poemas sinfônicos se apegavam às grandes histórias
de personagens, Brahms seguia pela outra margem do rio. Não se abalava com
isso. Para ele o que contava era aquilo que ele chamava de “música absoluta”,
ou seja, aquela que não precisa de um enredo para existir. Ela por si só possui
eloquência.
Os dois trabalhos aqui colocados
não se preocupam em explicitar histórias medievais ou de heróis, como ocorria
com a música de Wagner. Sua preocupação é permitir que a música fale –
profundamente – sobre o que é ser humano – a força, fragilidade, os silêncios,
as ambiguidades, os dilemas existenciais, em suma, a grande tarefa que é
existir em um mundo repleto de variáveis, de mudanças.
Não deixe de ouvir. Uma boa
apreciação!
01. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: 1. Allegro con brio
02. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: 2. Andante
03. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: 3. Poco allegretto
04. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90: 4. Allegro
05. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: 1. Allegro non troppo
06. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: 2. Andante moderato
07. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: 3. Allegro giocoso
08. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: 4. Allegro energico e passionato
Australian Chamber Orchestra
Richard Tognetti, regente
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