Joachim, juntamente com Clara Schumann e o próprio Brahms, decidiu não divulgar a obra. Acreditava-se que ela refletia o estado mental fragilizado de Schumann e poderia prejudicar sua reputação. O manuscrito permaneceu guardado por décadas.
A peça só veio a público em 1937, em um contexto controverso: foi promovida na Alemanha durante o regime nazista, em parte como alternativa “germânica” ao repertório de origem judaica (como o concerto de Mendelssohn). Apesar desse uso político, a obra ganhou vida própria.
Musicalmente, o concerto de Schumann foge ao brilho virtuosístico tradicional. O primeiro movimento é denso e introspectivo; o segundo, profundamente lírico; e o terceiro traz uma dança peculiar, quase mecânica, que por muito tempo foi mal compreendida.
Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!
01 - Violin Concerto in D major Op. 77 I. Allegro non troppo
02 - Violin Concerto in D major Op. 77 II. Adagio
03 - Violin Concerto in D major Op. 77 III. Allegro giocoso ma non troppo vivace
04 - Violin Concerto in D minor WoO 23 I. In kraftigem, nicht zu schnellen tempo
05 - Violin Concerto in D minor WoO 23 II. Langsam
06 - Violin Concerto in D minor WoO 23 III. Lebhaft, doch nicht schnell
Bournemouth Symphony Orchestra
Pietari Inkinen, regente
Ilia Kaler, violino
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