Já revelei por aqui, em outros
momentos, o quanto admiro a música de Franz Schubert. Em minha humilde opinião,
Schubert é um dos maiores poetas da história da música. Ele conseguiu como ninguém,
no espaço reduzido, quase intimista da música de câmara, produzir alguns das
maiores obras da história da humanidade. Cito aqui, por exemplo, o Quinteto “A
Truta” ou o fascinante e profundo quarteto “A morte e a donzela”. São obras cuja
beleza fascina e nos coloca diante do delicado, do inominado, que revela muito
sobre o ser humano.
Nesta postagem, aparece o D. 898,
um dos seus trios mais bonitos e delicados. Schubert nessas obras é o compositor do
intimismo e do lirismo. Esse Trio foi composto em 1827, um ano antes da morte
do compositor – mas, ano da morte de Beethoven. Schubert procura um equilíbrio
entre a imaginação romântica e a estrutura clássica. Essa é uma característica elementar
de sua obra.
Em 1827, o compositor já havia
alcançado a maturidade na arte de compor. A doença que o levou à morte o
dominara. Algumas das obras do período, como a já citada “A morte e a donzela”
são repletas de melancolia. Todavia, o D. 898 não o é. Ele é revestido por uma
atmosfera em que o equilíbrio e uma tepidez luminosa domina a obra. Possui
aquele charme, aquela marca que somente o compositor era capaz de realizar.
Franz Schubert (1797-1828) -
01 - Max Brod Trio - Piano Trio in B-Flat Major, D. 898- I. Allegro mod
02 - Max Brod Trio - Piano Trio in B-Flat Major, D. 898- II. Andante un
03 - Max Brod Trio - Piano Trio in B-Flat Major, D. 898- III. Scherzo.
04 - Max Brod Trio - Piano Trio in B-Flat Major, D. 898- IV. Finale. Al
05 - Max Brod Trio - Notturno, D. 897
Max Brod Trio
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