terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphony No. 14, Op. 135

Do encarte do disco: 

Este álbum apresenta a Décima Quarta Sinfonia de Shostakovitch, dedicada a Benjamin Britten. Com onze movimentos para vozes solistas, orquestra de cordas e percussão, a obra investiga o tema da morte a partir de poemas em diferentes línguas, oferecendo uma abordagem direta, crua e despojada de sentimentalismo.

Penúltima composição do autor, a Décima Quarta Sinfonia distingue-se de forma clara no conjunto de sua produção. Escrita para soprano, baixo, orquestra de cordas e percussão, a obra organiza seus onze movimentos em torno de igual número de poemas, cantados em francês, russo, alemão e espanhol. Em todos eles, a morte surge como eixo central, refletindo a obsessão de Shostakovitch em encará-la frontalmente, aceitá-la e aprender a conviver com sua presença inevitável. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

01. Symphony No. 14, Op. 135: I. De profundis. Adagio
02. Symphony No. 14, Op. 135: II. Malagueña. Allegretto
03. Symphony No. 14, Op. 135: III. Loreley. Allegro molto
04. Symphony No. 14, Op. 135: IV. Le suicidé. Adagio
05. Symphony No. 14, Op. 135: V. Les attentives I. Allegretto
06. Symphony No. 14, Op. 135: VI. Les attentives II. Adagio
07. Symphony No. 14, Op. 135: VII. А la santé. Allegretto
08. Symphony No. 14, Op. 135: VIII. Réponse des cosaques zaporogues au sultan de Constantinople. Allegro
09. Symphony No. 14, Op. 135: IX. O Delvig, Delvig! Adagio
10. Symphony No. 14, Op. 135: X. Der Tod des Dichters. Largo
11. Symphony No. 14, Op. 135: XI. Schlußstück. Moderato

Orchestre Royal de Chambre de Wallonie
Vahan Mardirossian, regente
Sarah Traubel, soprano
Roman Lyulkin, baixo 

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Piano Sonata No.3 in C major, Op.2 No.3, Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 'Appassionata' e Piano Sonata No.17 in D minor, Op.31 No.2 'Tempest'

Um disco com um programa espetacular. São duas sonatas escritas em momentos bem diversos da vida de Beethoven. A primeira, remonta ainda o século XVIII, de um Beethoven impetuoso, com apenas 25 anos de idade. Escrita em 1795, quando Beethoven ainda se afirmava em Viena como pianista virtuose, a Sonata nº 3 impressiona pela ambição. Dedicada a Joseph Haydn, seu antigo mestre, a obra já ultrapassa os limites do modelo clássico herdado de Mozart e do próprio Haydn. O primeiro movimento, expansivo e musculoso, exige do intérprete não só brilho técnico, mas clareza arquitetônica. Há aqui um Beethoven jovem, confiante, que testa a resistência do piano e do ouvinte, sem abrir mão da elegância formal.

Já a Appassionata, composta entre 1804 e 1805, pertence a um outro mundo. Aqui estamos no chamado período “heroico”, quando Beethoven, enfrentando o avanço da surdez, passa a explorar a música como campo de tensão extrema. Desde os primeiros acordes em fá menor, o clima é sombrio e instável. Não há concessões ao conforto do ouvinte. Tudo é conflito, impulso, ruptura. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - 

Piano Sonata No.3 in C major, Op.2 No.3

01. I. Allegro con brio
02. II. Adagio
03. III. Scherzo. Allegro – Trio
04. IV. Allegro assai

Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 'Appassionata'
05. I. Allegro assai – Più Allegro
06 II. Andante con moto – attacca
07 III. Allegro ma non troppo – Presto

Piano Sonata No.17 in D minor, Op.31 No.2 'Tempest'
08. III. Allegretto

Lang Lang, piano 

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domingo, 25 de janeiro de 2026

Joseph Haydn (1732-1809) - The Complete String Quartets (CDs 11, 12, 13, 14 & 15 de 21) - link consertado

O período clássico trouxe muitas mudanças para a música ocidental. Os dias das texturas polifônicas densas e complexas ficaram para trás (1). O novo estilo clássico, em vez disso, focava em melodias periódicas curtas (2). Essas melodias apresentavam um acompanhamento leve que visava tornar a música mais atraente para todas as nacionalidades, entretendo assim todos os ouvintes (3). Um dos melhores exemplos desse estilo musical leve e divertido é a música de câmara, particularmente o quarteto de cordas. Como observado no Oxford New Grove Dictionary , “com exceção da sonata acompanhada, o quarteto foi provavelmente o gênero de 'música de câmara' mais amplamente cultivado” (4). O quarteto personificava o estilo clássico de música refinada e cheia de nuances (5). O quarteto era único porque, diferentemente de outros gêneros musicais, dentro da textura de cordas a quatro vozes, todas as quatro partes são iguais e interagem intimamente entre si (6), embora a igualdade absoluta das vozes raramente exista nos primeiros quartetos (7). Ao estudar a ascensão do quarteto de cordas, não há compositor mais influente do que Joseph Haydn.

Joseph Haydn (1732-1809) foi um dos compositores mais influentes do século XVIII. Conhecido como o primeiro dos "clássicos vienenses" (8), Haydn foi um compositor prolífico em todos os gêneros musicais: obras vocais, concertos, música orquestral, etc. No entanto, foi no quarteto de cordas que ele causou um dos seus maiores impactos na história. Diz-se que, de todas as obras de Haydn, os quartetos de cordas são "o reflexo mais fiel de sua personalidade humana e artística", pois ele começou a escrevê-los ainda jovem e só os concluiu no final de sua carreira (9). Conhecido como o "pai do quarteto de cordas" (10), o impacto de Haydn no gênero foi sentido por alguns dos compositores mais renomados da história, como Mozart, Beethoven e Shostakovich.

Há muitas evidências que apontam para Haydn como o pai do quarteto de cordas. Curiosamente, ser o primeiro a escrever um quarteto de cordas não é uma delas. Haydn teve outros contemporâneos que também compunham música para esse gênero. Franz Xavier Richter e Ignaz Holzbauer escreveram quartetos e possivelmente os escreveram antes mesmo de Haydn tentar seu primeiro quarteto (11). Alessandro Scarlatti escreveu um conjunto de seis obras que chamou de “Sonata a Quattro per Due Violini, Violette e Violoncello senza Cembalo”, que se traduz aproximadamente como “Quarteto para dois violinos, viola e violoncelo sem teclado”. Alguns especulam que a obra de Scarlatti foi precursora do quarteto de cordas, embora não haja evidências concretas para essa afirmação, pois a instrumentação que ele utilizou era comum em sinfonias e outras sonatas da época (12). Se Haydn claramente não foi o primeiro a escrever um quarteto de cordas, por que então ele é considerado seu criador? Acredito que ele seja considerado o verdadeiro 'pai do quarteto de cordas' com base em sua produção, no estabelecimento de estrutura e forma, e por seu impacto em compositores posteriores.

Texto completo aqui 

Joseph Haydn (1733-1809) -

DISCO 11


(01)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.50_no.1_-_I._Allegro
(02)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.50_no.1_-_II._Adagio_non_lento
(03)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.50_no.1_-_III._Poco_allegretto
(04)_String_Quartet_in_B_flat_major,_op.50_no.1_-_IV._Finale_(Vivace)
(05)_String_Quartet_in_C_major,_op.50_no.2_-_I._Vivace
(06)_String_Quartet_in_C_major,_op.50_no.2_-_II._Adagio_cantabile
(07)_String_Quartet_in_C_major,_op.50_no.2_-_III._Menuetto_(Allegretto)
(08)_String_Quartet_in_C_major,_op.50_no.2_-_IV._Finale_(Vivace_assai)
(09)_String_Quartet_in_E-flat_major,_op.50_no.3_-_I._Allegro_con_brio
(10)_String_Quartet_in_E-flat_major,_op.50_no.3_-_II._Andante_piu_tosto_allegretto
(11)_String_Quartet_in_E-flat_major,_op.50_no.3_-_III._Menuetto_(Allegretto)
(12)_String_Quartet_in_E-flat_major,_op.50_no.3_-_IV._Finale_(Presto)

DISCO 12

(01)_String_Quartet_in_F_sharp_minor,_op.50_no.4_-_I._Allegro_spirituoso
(02)_String_Quartet_in_F_sharp_minor,_op.50_no.4_-_II._Andante
(03)_String_Quartet_in_F_sharp_minor,_op.50_no.4_-_III._Menuetto
(04)_String_Quartet_in_F_sharp_minor,_op.50_no.4_-_IV._Fuga_(Allegro_moderato)
(05)_String_Quartet_in_F_major,_op.50_no.5_[The_Dream]_-_I._Allegro_moderato
(06)_String_Quartet_in_F_major,_op.50_no.5_[The_Dream]_-_II._Poco_adagio
(07)_String_Quartet_in_F_major,_op.50_no.5_[The_Dream]_-_III._Menuetto
(08)_String_Quartet_in_F_major,_op.50_no.5_[The_Dream]_-_IV._Finale_(Vivace)
(09)_String_Quartet_in_D_major,_op.50_no.6_[The_Frog]_-_I._Allegro
(10)_String_Quartet_in_D_major,_op.50_no.6_[The_Frog]_-_II._Poco_adagio
(11)_String_Quartet_in_D_major,_op.50_no.6_[The_Frog]_-_III._Menuetto_(Allegretto)
(12)_String_Quartet_in_D_major,_op.50_no.6_[The_Frog]_-_IV._Finale_(Allegro_con_sp...

DISCO 13


(01)_String_Quartet_in_G_major,_op.54_no.1_-_I._Vivace_assai
(02)_String_Quartet_in_G_major,_op.54_no.1_-_II._Allegretto
(03)_String_Quartet_in_G_major,_op.54_no.1_-_III._Menuet
(04)_String_Quartet_in_G_major,_op.54_no.1_-_IV._Vivace
(05)_String_Quartet_in_C_major,_op.54_no.2_-_I._Vivace
(06)_String_Quartet_in_C_major,_op.54_no.2_-_II._Adagio
(07)_String_Quartet_in_C_major,_op.54_no.2_-_III._Menuetto_(Allegretto)
(08)_String_Quartet_in_C_major,_op.54_no.2_-_IV._Adagio
(09)_String_Quartet_in_E_major,_op.54_no.3_-_I._Allegretto
(10)_String_Quartet_in_E_major,_op.54_no.3_-_II._Largo
(11)_String_Quartet_in_E_major,_op.54_no.3_-_III._Menuetto_(Allegretto)
(12)_String_Quartet_in_E_major,_op.54_no.3_-_IV._Finale_(Presto)

DISCO 14

(01)_String_Quartet_in_A_major,_op.55_no.1_-_I._Allegro
(02)_String_Quartet_in_A_major,_op.55_no.1_-_II._Adagio_cantabile
(03)_String_Quartet_in_A_major,_op.55_no.1_-_III._Menuet
(04)_String_Quartet_in_A_major,_op.55_no.1_-_IV._Finale_(Vivace)
(05)_String_Quartet_in_F_minor,_op.55_no.2_[The_Razor]_-_I._Andante
(06)_String_Quartet_in_F_minor,_op.55_no.2_[The_Razor]_-_II._Allegro
(07)_String_Quartet_in_F_minor,_op.55_no.2_[The_Razor]_-_III._Menuetto_(Allegretto)
(08)_String_Quartet_in_F_minor,_op.55_no.2_[The_Razor]_-_IV._Presto
(09)_String_Quartet_in_B-flat_major,_op.55_no.3_-_I._Vivace_assai
(10)_String_Quartet_in_B-flat_major,_op.55_no.3_-_II._Adagio_ma_non_troppo
(11)_String_Quartet_in_B-flat_major,_op.55_no.3_-_III._Menuetto
(12)_String_Quartet_in_B-flat_major,_op.55_no.3_-_IV._Presto

DISCO 15

(01)_String_Quartet_in_C_major,_op.64_no.1_-_I._Allegro_moderato
(02)_String_Quartet_in_C_major,_op.64_no.1_-_II._Menuet_(Allegro_ma_non_troppo)
(03)_String_Quartet_in_C_major,_op.64_no.1_-_III._Allegretto_scherzando
(04)_String_Quartet_in_C_major,_op.64_no.1_-_IV._Finale_(Presto)
(05)_String_Quartet_in_B_minor,_op.64_no.2_-_I._Allegro_spiritoso
(06)_String_Quartet_in_B_minor,_op.64_no.2_-_II._Adagio_ma_non_troppo
(07)_String_Quartet_in_B_minor,_op.64_no.2_-_III._Menuetto
(08)_String_Quartet_in_B_minor,_op.64_no.2_-_IV._Finale_(Presto)
(09)_String_Quartet_in_B-flat_major,_op.64_no.3_-_I._Vivace_assai
(10)_String_Quartet_in_B-flat_major,_op.64_no.3_-_II._Adagio
(11)_String_Quartet_in_B-flat_major,_op.64_no.3_-_III._Menuet_(Allegretto)
(12)_String_Quartet_in_B-flat_major,_op.64_no.3_-_IV._Finale_(Allegro_con_spirito) 

The Angeles String Quartet 

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sábado, 24 de janeiro de 2026

Jazz - John Coltrane (1926-1967) - Trane's Modes

"Lançado em 1979, The Mastery of John Coltrane / Vol. IV – Trane’s Modes reúne gravações de 1961 que capturam um dos momentos mais intensos e criativos da trajetória de Coltrane. O álbum compila registros ao vivo do Village Vanguard e faixas de estúdio, revelando um saxofonista em plena expansão, mergulhado de vez no universo do jazz modal.

As performances são longas, abertas e profundamente exploratórias. Temas como “Impressions”, “Miles’ Mode” e “Chasin’ Another Trane” mostram a força do quarteto com McCoy Tyner, Elvin Jones e Jimmy Garrison (além de Reggie Workman e Eric Dolphy em algumas faixas), em diálogos incendiários e cheios de tensão criativa. Aqui, Coltrane usa os modos não como limite, mas como ponto de partida para ir além". 

Daqui 

DISCO 01

01 - Impressions (take 1)
02 - Miles' Mode
03 - Chasin' Another Trane
04 - Greensleeves (take 2)

DISCO 02

01 - Impressions (take 2)
02 - Naima
03 - Africa (first version)
04 - The Damned Don't Cry 

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Bedrich Smetana (1824-1884) - Má Vlast, JB1

"Má Vlast" (Minha Pátria) foi composta entre os anos de 1874 e 1879. É um ciclo de poemas sinfônicos que retratam a história, os mitos e as paisagens da Boêmia. Trata-se de um manifesto de afirmação da nacionalidade musical no final do século XIX. A música soa como um desejo de exaltar a cultura dos povos eslavos dentro do Império Austro-Húngaro, em um período de grande tensões políticas. Desse modo, a música ganha contornos não somente artísticos, mas também políticos.

Smetana  recorre ao idioma musical do romantismo - com melodias amplas, contrastes expressivos e orquestração colorida - para construir uma narrativa profundamente ligada à terra e ao passado de seu povo. O ciclo é formado por seis poemas sinfônicos independentes, que são ligados por ideias temáticas e simbólicas: Vyšehrad, Vltava, Šárka, Z českých luhů a hájů, Tábor e Blaník. Cada um deles aborda um aspecto específico da identidade tcheca, seja um local histórico, uma paisagem natural ou uma lenda heroica. O mais célebre deles, Vltava (O Moldava), acompanha musicalmente o curso do principal rio da Boêmia, desde sua nascente até a chegada majestosa a Praga, tornando-se um verdadeiro emblema sonoro do país.

Outro aspecto que confere forte apelo dramático e épico à obra é o ambiente que gestou a música. Quando "Minha Pátria" foi composta, o compositor encontrava-se surdo. A música ganha, dessa forma, um caráter ainda mais comovente. A surdez do compositor não limita a sua imaginação. A música teve a sua estreia em 1882, dois anos antes da morte do compositor e tem sido, ao longo do tempo, reverenciada pela sua beleza e a força simbólica daquilo que evoca. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Bedrich Smetana (1824-1884) - 

01. Má Vlast, JB1 - 112 - I. Vyšehrad
02. Má Vlast, JB1 - 112 - II. Vltava
03. Má Vlast, JB1 - 112 - III. Šárka
04. Má Vlast, JB1 - 112 - IV. Z českých luhů a hájů
05. Má Vlast, JB1 - 112 - V. Tábor
06. Má Vlast, JB1 - 112 - VI. Blaník

Czech Philharmonic
Semyon Bychkov, regente 

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Mikhail Glinka (1804-1857) - The Maid of Pskov - Overture e Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) - Scheherazade, Op. 35 e Symphony on Two Russian Themes

Adoro a música russa. Gosto do caráter severo; da maneira como os russos compreendem a existência humana e seus dissabores. Neste disco, regido pelo grande maestro Evgeny Svetlanov, encontramos três obras que afirmam a preocupação da música russa em adquirir uma linguagem própria. 

A primeira obra do disco é a abertura da ópera "The Maid of Pskov", de Korsakov, ambientada no século XVI. A obra procura seguir a filosofia inaugurada pelo "Grupo dos Cinco". Essa dimensão foi proposta por Glinka. Nela, escutam-se temas de caráter severo e quase ritualístico, evocando tanto o peso da história quanto o espírito coletivo do povo russo. A escrita orquestral é direta, sólida, sem excessos decorativos - uma música que busca identidade antes de buscar brilho. 

Já a segunda obra do disco é o extraordinário poema sinfônico "Scheherazade", de Korsakov. A obra foi composta quase meio século depois de Glinka e sua história não é nada russa. A história foi retirada de "As mil e uma noites", um conjunto de narrativas extraídas da tradição literária do mundo árabe. O que encanta na obra é como Nikolai Rimsky-Korsakov transforma o exotismo da história em em cores sonoras. Aqui, a orquestra deixa de ser apenas um meio narrativo e torna-se protagonista absoluta. Desde o famoso solo de violino que representa a voz de Scheherazade, a obra mergulha o ouvinte em um universo de sensualidade, fantasia e movimento contínuo. Os timbres trabalhados pelo compositor criam uma paisagem sonora que parece cintilar diante dos ouvidos. 

"Symphony on Two Russian Themes", de Glinka, é uma obra que evidencia como funcionavam os intentos nacionalistas do compositor. Composta na década de 1830, durante o período em que Glinka ainda absorvia influências da tradição europeia - especialmente alemã e italiana -, a sinfonia parte de dois temas populares russos claramente reconhecíveis. Em vez de simplesmente citá-los como curiosidade folclórica, o compositor os submete a um tratamento sinfônico rigoroso, inserindo melodias de origem popular dentro de uma arquitetura formal herdada do classicismo e do primeiro romantismo. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. The Maid of Pskov -  Overture (Live)
02. Scheherazade, Op. 35 -  I. The Sea and Sinbad’s Ship (Live)
03. Scheherazade, Op. 35 -  II. The Story of the Kalendar Prince (Live)
04. Scheherazade, Op. 35 -  III. The Young Prince and the Young Princess (Live)
05. Scheherazade, Op. 35 -  IV. Festival at Baghdad - The Sea - The Ship Breaks Against a Cliff Surmounted by a Bronze Horseman (Live)
06. Symphony on Two Russian Themes, G.i193 (Live)

USSR States Symphony Orchestra
London Symphony Orchestra

Evgeny Svetlanov, regente 

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Antonin Dvorak (1841-1904) - Serenade in E, Op. 22 e Serenade in D minor, Op. 44 e P. I. Tchaikovsky (1840-1893) - Serenade in C major, Op. 48

Este disco foi separado para ser postado desde o ano de 2024. Ele foi ficando, ficando, mas nunca concretizei a ideia de postá-lo. Trata-se de um registro maravilhoso, de grande lirismo e funda emoção. O Op. 22, de Dvorak, foi escrito em 1875 para cordas e é um marco divisor na carreira do compositor. Nele, Dvořák encontra uma voz própria, equilibrando a herança clássica - especialmente de Mozart e Brahms - com inflexões rítmicas e melódicas do folclore eslavo. 

Já o Op. 44 foi escrito quase uma década depois. Dvorak utiliza um conjunto pouco convencional - sopros, violoncelo e contrabaixo. O resultado é uma obra de cores densas e caráter mais rústico, em que os timbres dos instrumentos de sopro evocam bandas populares e tradições camponesas da Boêmia. Aqui, o compositor explora contrastes mais marcantes entre solenidade e jovialidade, com movimentos que oscilam entre o cerimonial e a dança animada.

E a última obra o disco é o Op. 48, de Tchaikovsky, escrita em 1880. O compositor russo afirmou ter escrito a obra “por amor” à forma clássica, e essa declaração se reflete na estrutura clara e na reverência explícita a Mozart, especialmente no primeiro movimento, Pezzo in forma di sonatina. No entanto, sob essa fachada clássica pulsa uma intensidade emocional tipicamente tchaikovskiana. 

Neste disco, as obras são interpretados em um duo para piano, o que acaba por ressaltar o caráter lírico. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. I. Moderato (Arr. for piano Duet)
02. II. Tempo di Valse (Arr. for piano Duet)
03. III. Scherzo. Vivace (Arr. for piano Duet)
04. IV. Larghetto (Arr. for piano Duet)
05. V. Finale. Allegro vivace (Arr. for piano Duet)
06. I. Moderato quasi marcia (Arr. for piano Duet)
07. II. Minuetto (Arr. for piano Duet)
08. III. Andante con moto (Arr. for piano Duet)
09. IV. Finale. Allegro molto (Arr. for piano Duet)
10. I. Pezzo en forma di Sonatina (Andante non troppo) [Arr. for piano Duet]
11. II. Walzer (Moderato) [Arr. for piano Duet]
12. III. Elegie (Larghetto elegiaco) [Arr. for piano Duet]
13. IV. Finale. Tema russo (Andante - Allegro con spirito) [Arr. for piano Duet]

Zdenka and Martin Hrsel, piano 

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - The Flute Sonatas

Johann Sebastian Bach foi um compositor, cravista, Kapellmeister, regente, organista, professor, violinista e violista oriundo do Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha. Nascido numa família de longa tradição musical, cedo mostrou possuir talento e logo tornou-se um músico completo. Estudante incansável, adquiriu um vasto conhecimento da música europeia de sua época e das gerações anteriores. J. S. Bach foi um Cristão convicto e escreveu grande parte de sua obra para Deus. Em suas partituras originais costumava escrever "Somente Glória a Deus". J. S. Bach desempenhou vários cargos em cortes e igrejas alemãs, mas suas funções mais destacadas foram a de Kantor da Igreja de São Tomás e Diretor Musical da cidade de Leipzig, onde desenvolveu a parte final e mais importante de sua carreira. Absorvendo inicialmente o grande repertório de música contrapontística germânica como base de seu estilo, recebeu mais tarde a influência italiana e francesa, através das quais sua obra se enriqueceu e transformou, realizando uma síntese original de uma multiplicidade de tendências. Praticou quase todos os gêneros musicais conhecidos em seu tempo, com a notável exceção da ópera, embora suas cantatas maduras revelem bastante influência desta que foi uma das formas mais populares do período Barroco.J. S. Bach é considerado o maior gênio da música barroca, uma das maiores referência de genealidade da música clássica. Sua Obras para flauta, Concertos, Suítes e Sonatas são obras primas e repertório padrão e obrigatório para flauta. 

Texto completo aqui 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) -

DISCO 01

01. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: I. Adagio ma non tanto
02. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: II. Allegro
03. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: III. Andante
04. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: IV. Allegro
05. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: I. Vivace
06. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: II. Largo e dolce
07. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: III. Allegro
08. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: I. Adagio ma non tanto
09. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: II. Allegro
10. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: III. Siciliano
11. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: IV. Allegro assai
12. Flute Sonata in C Major, BWV 1033: I. Andante
13. Flute Sonata in C Major, BWV 1033: II. Allegro
14. Flute Sonata in C Major, BWV 1033: III. Adagio
15. Flute Sonata in C Major, BWV 1033: IV. Menuets I & II
16. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: I. Andante
17. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: II. Largo e dolce
18. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: III. Presto

DISCO 02

01. Violin Sonata in G Major, BWV 1021 (Arr. for Flute & Continuo): I. Adagio
02. Violin Sonata in G Major, BWV 1021 (Arr. for Flute & Continuo): II. Vivace
03. Violin Sonata in G Major, BWV 1021 (Arr. for Flute & Continuo): III. Largo
04. Violin Sonata in G Major, BWV 1021 (Arr. for Flute & Continuo): IV. Presto
05. Flute Sonata in E-Flat Major, BWV 1031 (Attrib. C.P.E. Bach): I. Allegro moderato
06. Flute Sonata in E-Flat Major, BWV 1031 (Attrib. C.P.E. Bach): II. Siciliano
07. Flute Sonata in E-Flat Major, BWV 1031 (Attrib. C.P.E. Bach): III. Allegro
08. Flute Sonata in G Minor, BWV 1020 (Attrib. C.P.E. Bach): I. Allegro
09. Flute Sonata in G Minor, BWV 1020 (Attrib. C.P.E. Bach): II. Adagio
10. Flute Sonata in G Minor, BWV 1020 (Attrib. C.P.E. Bach): III. Allegro
11. Musikalisches Opfer, BWV 1079, Sonata sopra' il soggetto reale (Arr. for Flute & Continuo): I. Largo
12. Musikalisches Opfer, BWV 1079, Sonata sopra' il soggetto reale (Arr. for Flute & Continuo): II. Allegro
13. Musikalisches Opfer, BWV 1079, Sonata sopra' il soggetto reale (Arr. for Flute & Continuo): III. Andante
14. Musikalisches Opfer, BWV 1079, Sonata sopra' il soggetto reale (Arr. for Flute & Continuo): IV. Allegro 

Wilbert Hazelzet, flauta

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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Richard Wagner (1813-1886) - Orchestral Works

Richard Wagner foi um dos maiores músicos do século XIX. Criou obras que mantém sua qualidade mais de um século depois. Personalidade forte e controvertida, Wagner colocou sua obra a serviço do nacionalismo alemão. 

“O caminho até a unificação alemã em 1871 foi resultado, dentre muitas outras ações, da influência militar do chanceler Otto von Bismarck. E o fervor nacionalista aceso na época é resultado da existência do grande compositor e maestro Richard Wagner. É inevitável ressaltar que esse mesmo músico teve uma explicita atuação militar (chegou a ser exilado  entre 1848 e 1860) e nesse mesmo espectro, foi se envolvendo cada vez mais entre os políticos e chefes da época,  sempre buscando maior valor às suas obras, embasando-as em faces míticas da região, onde antes ocupavam pequenos principados e ducados.

Wilhelm, nome de batismo de Wagner, ressaltava sua convicção nacionalista, em que sua verdadeira missão era difundir a revolução aonde quer que passasse.  E é aqui nesse contexto que se enquadra o ser papel decisivo para a formação do ‘kultur’ alemão, caracterizando a plena defesa da cultura local e a ênfase da particularidade de cada povo, mesmo antes de ser concretizada a noção territorial de Alemanha.

O grande compositor foi responsável por explorar muito mais do que o simples plano orquestral, submetendo não só os músicos, mas também os ouvintes ao caráter fabuloso dos mitos alemães. No turbulento período do segundo Reich, ficaram evidente os laços entre a cultura e a política, era como uma aliança indireta de objetivos entre o líder político-militar Otto Von Bismarck, e o otimista Richard Wagner, que apesar de sua importância, recebeu muitas críticas por parte dos poderosos da época, inclusive por parte do chanceler, quando sugeriu seu ingresso (Wagner) no Renascimento Espiritual da Alemanha. 

Texto completo aqui 

Richard Wagner (1813-1886) - 

01 - Lohengrin, WWV 75_ Prelude, Act 1 (2023 Remastered, Vienna 1958)
02 - Lohengrin, WWV 75_ Prelude, Act 3 (2023 Remastered, Vienna 1958)
03 - Tristan und Isolde, WWV 90_ Vorspiel (2023 Remastered, Vienna 195
04 - Tristan und Isolde, WWV 90_ Isolde's Liebestod (2023 Remastered,
05 - Parsifal, WWV 111_ Prelude (2023 Remastered, Vienna 1958)
06 - Parsifal, WWV 111_ Good Friday Music (2023 Remastered, Vienna 195
07 - Lohengrin, WWV 75_ Prelude, Act 1 (2023 Remastered, Dresden 1949)

Wiener Philharmoniker
Staatskapelle Dresden

Rudolf Kempe, regente 

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Sonata in C major, Op. 119 e Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Sonata in G minor, Op. 19

 

Um disco bonito, triste, melancólico, delicado. É a música russa com toda a sua profundidade e apelo existencial. A primeira obra do disco (de Prokofiev) foi escrita em 1949. Pertence ao último período de produção do compositor; portanto, possui uma linguagem depurada e está inserida dentro de um quadro de tensões motivadas pelo regime soviético. Ela foi escrita, originalmente, para piano e violoncelo; mas acabou ganhando, também,  interpretações para outros instrumentos. A obra abandona o aspecto ríspido e sarcástico do compositor e assume uma linguagem - quase - neoclássica pela clareza. Ela é concisa, transparente e ambígua; parece olhar para o passado formal enquanto mantém um pé firmemente cravado na modernidade do século XX.

Por sua vez, quase como um contraste, aparece o Op. 19, de Sergei Rachmaninov. É uma obra de 1901. Ou seja, é uma obra de um Rach ainda jovem à procura de afirmação. É uma obra de um grande peso emocional, cuja linguagem procura ser direta, sem filtros, sem ironias. É bonita, sensível, repleta por um pathos romântico indiscutível.  Eu gosto disso. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - I. Adante Grave-Moderato animato
02 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - II. Moderato-Adante dolce
03 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Prokofiev Sonata in C major, Op. 119 - III. Allegro ma non troppo-Adant
04 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - I. Lento-Allegrao moderato-Mode
05 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - II. Allegro Scherzando
06 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19  - III. Andante
07 Emanuel Ax, Yo-Yo Ma - Rachmaninov Sonata in G minor, Op. 19 - IV. Allegro mosso-Moderato-Viva

Emanuel Ax, piano
Yo-Yo Ma, violoncelo 

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Louis Hector Berlioz (1803-1869) - Symphonie fantastique, op. 14 e Maurice Ravel (1875-1937) - Pavane pour une infante defunte e Bolero

Eu tenho uma grande admiração pela Sinfonia Fantástica. Já a escutei com certa indiferença. HOje, todas as vezes que encontro alguma nova interpretação, escuto com recobrada atenção. É uma das obras românticas mais importantes da história. Ela é um evento pré-Liszt. Pode-se afirmar que ela carrega o espírito do indivíduo do Romantismo. Há um pano de fundo sombrio; o trágico, o destino com sua força inexorável, o drama, a danação. Essa gravação foi realizada em 1960. É possível perceber as guturações; a respiração da plateia. Foi conduzida pela mítica Filarmônica de Leningrado e seu indefinível regente Evgeny Mravinsky.

Aparecem no disco, ainda, duas obras de Ravel - a linda e melancólica Pavane e o Bolero. Trata-se de um disco para quem gosta dessas gravações em que os recursos e os detalhes técnicos são bem deficitários. A distância da captação do som é o que faz isso acontecer. Mas, existe uma força, um ímpeto que é próprio de Mravinsky, um dos grandes nomes da regência do século XX. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Berlioz Symphonie fantastique - 1. Reveries - Passions   
02. Berlioz Symphonie fantastique - 2. Un bal    
03. Berlioz Symphonie fantastique - 3. Scene aux champs    
04. Berlioz Symphonie fantastique - 4. Marche au supplice    
05. Berlioz Symphonie fantastique - 5. Songe d'une nuit de Sabbat    
06. Ravel Pavane pour une infante defunte    
07. Ravel Bolero 

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente    

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domingo, 18 de janeiro de 2026

Joseph Haydn (1733-1809) - The Complete String Quartets (CDs 6, 7, 8, 9 & 10 de 21)

Vamos à segunda postagem com os quartetos de cordas de Joseph Haydn, um dos mais prolíficos compositores da história. Haydn foi um mestre no que diz respeito à qualidade e à quantidade de obras escritas. O compositor é, com justiça, um dos pais do quarteto de cordas. Haydn compôs, ao todo, 68 quartetos. É um número astronômico sem sombras de dúvida. A produção dessas obras abrangem praticamente toda a sua vida criativa. 

Antes do compositor, o quarteto de cordas não possuía uma forma padrão. Ele ajudou a consolidar um formato fixo - 2 violinos, 1 viola e 1 violoncelo - e deu a cada instrumento uma função clara do ponto de vista musical. Haydn transformou o quarteto em uma conversa entre quatro vozes, em vez de um violino solista com acompanhamento. Esse conceito virou a essência do quarteto de cordas. 

Além disso, ajudou a consolidar a estabelecer a estrutura clássica em quatro movimentos: 1º movimento - rápido (em forma de sonata); 2º movimento - lento; 3º movimento - minueto (mais tarde, scherzo); e 4º movimento - rápido ou muito vivo. Essa estrutura acabou sendo o modelo seguido por gerações anteriores. 

Desse modo, não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Joseph Haydn (1733-1809) - 

DISCO 06

01. Str Qt in E flat, Op.17 No.3: I. Andante Grazioso
02. Str Qt in E flat, Op.17 No.3: II. Menuet: Allegretto
03. Str Qt in E flat, Op.17 No.3: III. Adagio
04. Str Qt in E flat, Op.17 No.3: IV. Allegro Di Molto
05. Str Qt in c, Op.17 No.4: I. Moderato
06. Str Qt in c, Op.17 No.4: II. Menuet: Allegretto
07. Str Qt in c, Op.17 No.4: III. Adagio Cantabile
08. Str Qt in c, Op.17 No.4: IV. Finale: Allegro
09. Str Qt in G, Op.17 No.5: I. Moderato
10. Str Qt in G, Op.17 No.5: II. Menuet: Allegretto
11. Str Qt in G, Op.17 No.5: III. Adagio
12. Str Qt in G, Op.17 No.5: IV. Finale: Presto
13. Str Qt in D, Op.17 No.6: I. Presto
14. Str Qt in D, Op.17 No.6: II. Menuet
15. Str Qt in D, Op.17 No.6: III. Largo
16. Str Qt in D, Op.17 No.6: IV. Finale: Allegro

DISCO 07

01. Str Qt in E flat, Op.20 No.1: I. Allegro Moderato
02. Str Qt in E flat, Op.20 No.1: II. Menuet: Un Poco Allegretto
03. Str Qt in E flat, Op.20 No.1: III. Affettuoso E Sostenuto
04. Str Qt in E flat, Op.20 No.1: IV. Finale: Presto
05. Str Qt in C, Op.20 No.2: I. Moderato
06. Str Qt in C, Op.20 No.2: II. Capriccio: Adagio
07. Str Qt in C, Op.20 No.2: III. Menuet: Allegretto
08. Str Qt in C, Op.20 No.2: IV. Fuga A Quattro Soggeti: Allegro
09. Str Qt in g, Op.20 No.3: I. Allegro Con Spirito
10. Str Qt in g, Op.20 No.3: II. Menuet: Allegretto
11. Str Qt in g, Op.20 No.3: III. Poco Adagio
12. Str Qt in g, Op.20 No.3: IV. Allegro Di Molto

DISCO 08

01. Str Qt in D, Op.20 No.4: I. Allegro Di Molto
02. Str Qt in D, Op.20 No.4: II. Un Poco Adagio E Affettuoso
03. Str Qt in D, Op.20 No.4: II. Menuet Alla Zingarese
04. Str Qt in D, Op.20 No.4: IV. Presto E Scherzando
05. Str Qt in f, Op.20 No.5: I. Moderato
06. Str Qt in f, Op.20 No.5: II. Menuet
07. Str Qt in f, Op.20 No.5: III. Adagio
08. Str Qt in f, Op.20 No.5: IV. Fuga A Due Soggetti
09. Str Qt in A, Op.20 No.6: I. Allegro Di Molto E Scherzando
10. Str Qt in A, Op.20 No.6: II. Adagio
11. Str Qt in A, Op.20 No.6: III. Menuetto
12. Str Qt in A, Op.20 No.6: IV. Fuga A Tre Soggetti: Allegro

DISCO 09

01. Str Qt in b, Op.33 No.1: I. Allegro Moderato
02. Str Qt in b, Op.33 No.1: II. Scherzo: Allegro
03. Str Qt in b, Op.33 No.1: III. Andante
04. Str Qt in b, Op.33 No.1: IV. Presto
05. Str Qt in E flat, Op.33 No.2 'The Joke': I. Allegro Moderato, Cantabile
06. Str Qt in E flat, Op.33 No.2 'The Joke': II. Scherzo: Allegro
07. Str Qt in E flat, Op.33 No.2 'The Joke': III. Largo Sostenuto
08. Str Qt in E flat, Op.33 No.2 'The Joke': IV. Finale: Presto
09. Str Qt in C, Op.33 No.3 'The Bird': I. Allegro Moderato
10. Str Qt in C, Op.33 No.3 'The Bird': II. Scherzo: Allegretto
11. Str Qt in C, Op.33 No.3 'The Bird': III. Adagio
12. Str Qt in C, Op.33 No.3 'The Bird': IV. Rondo: Presto

DISCO 10

01. Str Qt in B flat, Op.33 No.4: I. Allegro Moderato
02. Str Qt in B flat, Op.33 No.4: II. Scherzo: Allegretto
03. Str Qt in B flat, Op.33 No.4: III. Largo
04. Str Qt in B flat, Op.33 No.4: IV. Presto
05. Str Qt in G, Op.33 No.5: I. Vivace Assai
06. Str Qt in G, Op.33 No.5: II. Largo E Cantabile
07. Str Qt in G, Op.33 No.5: III. Scherzo: Allegro
08. Str Qt in G, Op.33 No.5: IV. Finale: Allegretto
09. Str Qt in D, Op.33 No.6: I. Vivace Assai
10. Str Qt in D, Op.33 No.6: II. Andante
11. Str Qt in D, Op.33 No.6: III. Scherzo: Allegretto
12. Str Qt in D, Op.33 No.6: IV. Finale: Allegretto
13. Str Qt in d, Op.42: I. Andante Ed Innocentemente
14. Str Qt in d, Op.42: II. Menuet
15. Str Qt in d, Op.42: III. Adagio E Cantabile
16. Str Qt in d, Op.42: IV. Finale: Presto

The Angeles String Quartet 

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sábado, 17 de janeiro de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 6 in A

Texto escrito pela maestrina Simone Young:

"A primeira sinfonia de Bruckner que regentei foi a Sexta, à frente da Orquestra Bruckner de Linz. Na época, fiquei profundamente fascinado por ela — e continua sendo a minha favorita. É uma obra cheia de surpresas e de um caráter sombrio marcante. Além disso, tenho uma predileção especial por sextas sinfonias, sejam as de Tchaikovsky, Mahler, Martinů ou Schubert.

Sinto-me particularmente atraído pela Sinfonia nº 6 porque, assim como a nº 7, ela é emocionalmente desnudada. É como se Bruckner vivesse, na música, tudo aquilo que não viveu em sua própria vida. Acho isso muito cativante, embora exista ali uma tristeza latente. Há uma palavra alemã, Wehmut, que define uma espécie de melancolia — mas não exatamente; trata-se mais de uma nostalgia que mistura sorriso e lágrima ao mesmo tempo. Creio que esse sentimento permeia constantemente a Sexta Sinfonia.

O movimento lento é uma de suas obras-primas: possui luminosidade, profundidade, paixão e tragédia — tudo está ali. Impressiona-me também a forma como Bruckner leva ao extremo a relação rítmica de dois contra três, especialmente no primeiro movimento, usando-a tanto como figura rítmica quanto como elemento melódico. Admiro, ainda, a complexidade do desenvolvimento do segundo tema. Curiosamente, o primeiro movimento traz a indicação Majestoso (“majestosamente”). Há a tentação de definir o andamento a partir da figura rítmica repetida nos violinos, mas acredito que a indicação se refere à melodia; se pensarmos ao contrário, a marcação de tempo simplesmente não faz sentido.

Outro traço típico de Bruckner são as pausas silenciosas que aparecem ao longo da obra. Ao comparar a primeira versão do último movimento da Segunda Sinfonia com sua revisão posterior, nota-se que a versão original chega a apresentar, em certos momentos, quatro compassos inteiros de silêncio, enquanto na revisão o mesmo trecho é indicado como um único compasso de pausa com uma fermata. Isso mostra claramente que, na concepção de Bruckner, as pausas tinham uma função métrica tão importante quanto as linhas melódicas e as estruturas harmônicas. Essa concepção remete à sua experiência como organista, em que os silêncios enquadram o som devido ao longo tempo de ressonância do instrumento.

É um erro grave — comum tanto entre regentes de ópera quanto de repertório sinfônico — não valorizar a substância contida no silêncio. O silêncio não é um vazio, nem a ausência de som; é a suspensão do som, algo completamente diferente. Essas fermatas não são pontos finais, mas algo mais próximo de reticências".

Texto completo aqui 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Majestoso
02 - II. Adagio. Sehr feierlich
03 - III. Scherzo. Nicht schnell - Trio. Langsam
04 - IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell

Nowak Edition

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Philip Glass (1937 - ) - Piano Solo

Da apresentação do disco:

"Bojan Gorišek é o principal pianista esloveno dedicado à música contemporânea. Ele se destacou internacionalmente ao gravar a obra completa para piano de Erik Satie — um conjunto de dez CDs — para o selo holandês Blaricum Music Group e para a gravadora britânica LTM Recordings. Consideradas entre as melhores já realizadas, essas gravações constituem até hoje a mais abrangente revisão das composições pianísticas de Satie.

Ao longo da carreira, Gorišek já lançou mais de 30 CDs. Sua discografia inclui quatro álbuns dedicados a George Crumb, a gravação da Sonata para Piano Concord, de Charles Ives, e dois CDs com obras de Philip Glass para o Blaricum Music Group, na série Audiophile Classics. O pianista também registrou a integral das obras para piano de diversos compositores eslovenos.

Mais recentemente, suas interpretações de Arvo Pärt e Philip Glass têm recebido amplo reconhecimento da crítica especializada".

Não deixe de ouvir. Boa apreciação 

01. Metamorphosis 1 (07:50)
02. Metamorphosis 2 (07:08)
03. Metamorphosis 3 (03:06)
04. Metamorphosis 4 (06:33)
05. Metamorphosis 5 (06:57)
06. Mad Rush (16:38)
07. Wichita Vortex Sutra (08:33)
08. Orphee's Bedroom (01:39)
09. Glassworks (05:43)

Bojan Gorišek, piano 

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) - The Early Overtures

Extraído da apresentação do disco:

"Embora não possa ser considerada uma gravação de primeira escolha das Suítes (Aberturas) de Bach, esta edição se impõe como uma adição valiosa à discoteca de qualquer apreciador do compositor. Amparado por numerosos exemplos de pesquisas recentes — incluindo estudos do próprio maestro Siegbert Rampe, além de artigos de Dirst, Rifkin e Wolff —, Rampe e seu excelente conjunto de instrumentos de época, Nova Stravaganza, propõem uma reconstrução do que podem ter sido as formas originais dessas quatro obras célebres.

O resultado é, no mínimo, instigante. As suítes nº 3 e nº 4 aparecem sem trompetes e tímpanos; a suíte nº 2 é apresentada em lá menor, em vez do tradicional si menor — e com violino solista no lugar da flauta; já a suíte nº 1 surge como um “simples septeto”, formado por dois oboés, dois violinos solistas, viola solo, fagote e cravo, reforçado, “de acordo com a prática da época”, por um violone de 16 pés.

Embora a música permaneça essencialmente a mesma, essas reconstruções revelam sonoridades surpreendentemente novas. E, ao contrário do que se poderia imaginar, o resultado não é mais frágil nem menos impressionante do que as versões consagradas. A música preserva sua elegância, vitalidade, expressividade e força, ao mesmo tempo em que permite perceber com maior nitidez o funcionamento interno de cada movimento.

Um exemplo emblemático é a célebre Air da suíte nº 3: como soa quando executada por um violino solo, acompanhado apenas por violino, viola e contínuo? Tirando um leve excesso de peso na linha do baixo, a interpretação se desenvolve com a mesma beleza encontrada em formações orquestrais mais amplas. A violinista Margarete Adorf se destaca pela ornamentação refinada, que valoriza ainda mais uma melodia que, por definição, já é um ornamento em si.

Ao programa cuidadosamente concebido, Rampe acrescenta ainda duas aberturas — sem movimentos de dança — que, segundo ele e outros estudiosos, teriam pertencido originalmente a suítes completas, mas que Bach posteriormente retirou e revisou para servir como movimentos iniciais das cantatas BWV 119 e BWV 97. De duração relativamente breve, essas peças, escritas para oboés, fagote, cordas e contínuo, encontram aqui um equilíbrio convincente entre o caráter festivo e a intimidade de suas versões camerísticas reconstruídas.

Do ponto de vista técnico, a gravação apresenta brilho confortável — sensivelmente maior do que na versão de referência de Savall —, com definição particularmente clara nas vozes superiores. As linhas de baixo, executadas por violoncelo ou violone, soam menos nítidas, mais perceptíveis pelo peso do que pela articulação precisa. Ainda assim, o som do conjunto é notavelmente encorpado, os ritmos de dança ganham impulso e as extensas notas de encarte assinadas por Rampe merecem leitura atenta.

Talvez não sejam exatamente as suítes de Bach como o público está acostumado a ouvi-las. Ainda assim, trata-se inequivocamente de Bach — e de uma leitura que certamente agradará aos admiradores dessas obras".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) -

DISCO 01

01 Ouverture BWV 119[a] in C major- Ouverture
02 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Ouverture
03 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Courante
04 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Gavotte 1 & 2 alternativement
05 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Forlane
06 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Menuet 1 & Menuet 2 pour les violons
07 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Bourrée 1 & Bourrée 2
08 Ouverture (No. 1) BWV 1066 in C major- Passepied 1 & 2 alternativement
09 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Ouverture
10 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Rondeaux
11 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Sarabande
12 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Bourée 1 & 2 alternativement
13 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Polonoise- Lentement & Double
14 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Menuet
15 Ouverture (No. 2) BWV 1067[a] in A minor- Battinerie

DISCO 02

01 Ouverture BWV 97[a] in B flat major- Ouverture
02 Ouverture (No. 3) BWV 1068[a] in D major- Ouverture
03 Ouverture (No. 3) BWV 1068[a] in D major- Air
04 Ouverture (No. 3) BWV 1068[a] in D major- Gavotte 1 & 2
05 Ouverture (No. 3) BWV 1068[a] in D major- Bourée
06 Ouverture (No. 3) BWV 1068[a] in D major- Gigue
07 Ouverture (No. 4) BWV 1069[a] in D major- Ouverture
08 Ouverture (No. 4) BWV 1069[a] in D major- Bourée 1 & 2 alternativement
09 Ouverture (No. 4) BWV 1069[a] in D major- Gavotte
10 Ouverture (No. 4) BWV 1069[a] in D major- Menuet 1 & 2
11 Ouverture (No. 4) BWV 1069[a] in D major- Rejouißance

Nova Stravaganza (on period instruments)
Siegbert Rampe, direção e cravo 

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Alberto Ginastera (1916-1983) - String Quartet No. 1, Op. 20, Piano Quintet, Op. 29 e Maurice Ravel (1875-1937) - String Quartet in F major, Op.35

Texto extraído da apresentação do disco:

"Se Alberto Ginastera não tivesse nascido apenas três anos depois da estreia escandalosa de A Sagração da Primavera, poderia muito bem ser visto como um dos primeiros seguidores do Stravinsky “pagão”. Ritmos brutos, quase primitivos, danças de um passado remoto, explosões sonoras cheias de camadas complexas e todo tipo de desafio técnico atravessam sua música — sem que isso leve a excessos ou falta de forma.

O primeiro quarteto de cordas, de 1948, por exemplo, segue caminhos bastante clássicos, ainda que exija muito dos músicos — a ponto de não faltar arco perdendo crina pelo caminho. Algo parecido acontece no quinteto para piano estreado em Veneza, em 1963, que leva os intérpretes ao limite em sete seções curtíssimas, chamadas pelo próprio compositor de “neoexpressionistas”.

Nesse programa, o famoso quarteto de cordas de Maurice Ravel surge como um contraponto: uma peça de espírito impressionista, mais delicada, que funciona como um momento de respiro e tranquilidade".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Ginastera- String Quartet No. 1, Op. 20- Allegro violento ed agitato
02. Ginastera- String Quartet No. 1, Op. 20- Vivacissimo
03. Ginastera- String Quartet No. 1, Op. 20- Calmo e poetico
04. Ginastera- String Quartet No. 1, Op. 20- Allegramente rustico
05. Ravel- String Quartet in F major, Op.35- Allegro moderato. Très doux
06. Ravel- String Quartet in F major, Op.35- Assez vif. Très rythmé
07. Ravel- String Quartet in F major, Op.35- Très lent
08. Ravel- String Quartet in F major, Op.35- Vif et agité
09. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Introduzione
10. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Cadenza I per viola e violoncello
11. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Scherzo fantastico
12. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Cadenza II per due violini
13. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Piccola musica notturna
14. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Cadenza III per pianoforte
15. Ginastera- Piano Quintet, Op. 29- Finale

Minguet Quartett 

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Arvo Pärt (1937 - ) - Credo

Extraído da apresentação do disco:

"Paavo Järvi e a Orquestra do Festival da Estônia prestam homenagem a Arvo Pärt, que completa 90 anos em 2025. O compositor estoniano faz parte da vida de Paavo Järvi desde a infância. “Arvo era, para mim e para minha irmã, um amigo próximo do meu pai. Usava boné, jeans e jaqueta de denim”, recorda o maestro.

A história da família Järvi está profundamente ligada à obra de Pärt. Foi o hoje lendário concerto de 1968, em que Neeme Järvi — pai de Paavo — regeu Credo, que levou o regime soviético a colocar a família Järvi na lista negra, precipitando sua saída da Estônia. Credo integra este amplo programa, que percorre 45 anos de criação musical.

O que se esconde por trás da simplicidade e da profundidade dessa música? Uma possível resposta está em um comentário feito por Pärt em Londres, durante um ensaio com Paavo Järvi: “Tenho a impressão de que a orquestra não gosta o suficiente deste acorde”. A transformação que se seguiu foi impressionante: as mesmas notas, quando tocadas “com amor”, passaram a soar completamente diferentes".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Pärt- La Sindone
02. Pärt- Fratres (Version for String Orchestra and Percussions)
03. Pärt- Swansong
04. Pärt- Für Lennart in memoriam
05. Pärt- Da pacem Domine (Version for String Orchestra)
06. Pärt- Silhouette
07. Pärt- Cantus in Memory of Benjamin Britten
08. Pärt- Mein Weg (Version for String Orchestra and Percussions)
09. Pärt- Credo
10. Pärt- Estonian Lullaby (Version for Choir and String Orchestra)

Estonian Festival Orchestra
Paavo Järvi, regente 

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Maurice Ravel (1875-1937) - String Quartet in F Major, M. 35 e Robert Schumann (1810-1856) - String Quartet No. 3 in A Major, Op. 41

Há nesta postagem, dois dos quartetos de cordas mais bonitos que eu conheço. São obras instigantes e diversas em seus objetivos. Atestam a evolução da música, ou seja, a forma como cada época aborda, estrutura a música, mesmo sendo um mesmo gênero.

Por exemplo, a primeira obra do disco é o bonito e explicita como Ravel estava cercado pelos estímulos do impressionismo. Escrito em 1903, o Quarteto surge em um momento de transição estética. É uma obra cujo encantamento acontece desde o início. Desde os primeiros compassos, a obra revela uma escrita extremamente refinada: temas claros, texturas transparentes e um equilíbrio meticuloso entre as vozes.

Já o segundo Quarteto do disco – de Schumann – foi escrito em 1842; pertence a um período particularmente fértil do compositor, conhecido como seu “ano da música de câmara”. Diferente da contenção francesa de Ravel, Schumann se expressa aqui com intensidade romântica, privilegiando o impulso emocional e a densidade harmônica.

Ou seja, o primeiro Quarteto procura criar cores de uma paisagem impressionismo, já o segundo é assentando na força expressiva do romantismo alemão. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 - String Quartet in F Major, M. 35_ I. Allegro moderato - Très doux
02 - String Quartet in F Major, M. 35_ II. Assez vif - très rythmé
03 - String Quartet in F Major, M. 35_ III. Très lent
04 - String Quartet in F Major, M. 35_ IV. Vif et agité
05 - String Quartet No. 3 in A Major, Op. 41_ I. Andante espressivo - Allegro molto moderato
06 - String Quartet No. 3 in A Major, Op. 41_ II. Assai agitato
07 - String Quartet No. 3 in A Major, Op. 41_ III. Adagio molto
08 - String Quartet No. 3 in A Major, Op. 41_ IV. Finale. Allegro molto vivace

Leonkoro Quartet 

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Gioachino Rossini (1792-1868) - Il Barbiere di Siviglia


Um dos mais bem-sucedidos compositores da história, Gioacchino Rossini (1792-1868) surgiu no início do século XIX como o “salvador” da ópera italiana. Lembrado sobretudo por suas célebres aberturas e pelo “Fígaro lá, Figaro cá” de seu Barbeiro de Sevilha, a importância dele vai muito além desta que é considerada a mais perfeita comédia dos palcos operísticos. Ele rejuvenesceu a opera buffa e a opera seria e também, com seu amor pelo estilo vocal virtuosístico conhecido como bel canto, tornou a por a voz no centro do palco da ópera italiana. Com sua música contagiante, empolgante e rápida, Rossini queria atingir não apenas a elite culta, mas também o povo simples.

O que logo distingue Rossini é a exuberância de sua música. A profunda admiração dele pelo compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – “meu ídolo e meu mestre”, como disse certa vez – levou alguns dos primeiros críticos a considerá-lo “demasiado germânico”. Mas esse tipo de ressalva logo seria esquecido, ante os ritmos saltitantes, a colorida orquestração, as melodias irresistíveis e as árias floreadas: seu som era, acima de tudo, italiano. Rossini compôs 35 óperas em duas décadas, deixando uma identidade musical tão própria e única que é conhecida simplesmente como rossiniana. O inovador “código rossiniano” influenciou profundamente o mundo da ópera durante todo o século XIX, notavelmente a produção de Vincenzo Bellini (1801-1835), Gaetano Donizetti (1797-1848) e Giuseppe Verdi (1813-1901).

Como tantos compositores, Rossini nasceu em família de músicos. Muito cedo se revelou como pianista, violinista, cantor e compositor. Aos 25 anos já criara óperas-sérias, como a magnífica Tancredi, e suas quatro comédias mais famosas: Il barbiere di Siviglia (“O barbeiro de Sevilha”), L’italiana in Algeria (“A italiana na Argélia”), Il turco in Italia (“O turco na Itália”) e La Cenerentola (“Cinderela”). Muito solicitado na Itália, compôs para os teatros de ópera de Veneza, Milão, Roma e Nápoles. Era estimulado por excelentes solistas, capazes de dar conta de suas árias de coloratura (com linha melódica vocal muito ornamentada), da complexidade dos ensembles, dos andamentos rápidos, das notas agudas, e dos súbitos crescendos (passagens com elevação progressiva do volume sonoro). Um verdadeiro atletismo musical!

Em 1824, famoso em toda a Europa, Rossini se mudou para Paris, cidade de intensa vida musical, sustentada sobretudo por compositores estrangeiros. Tornou-se diretor do Théâtre-Italien, passando a escrever em francês. Após estrear Guilherme Tell (1829), que traz a abertura mais conhecida de Rossini, decidiu se aposentar aos 37 anos, com grande fortuna e prestígio internacional. Quase dois séculos depois, suas óperas continuam encantando e atraindo multidões.

Texto completo aqui 

Gioachino Rossini (1792-1868) -

DISCO 01

01. Ov - ENO Orch/Gabriele Bellini
02. Act I (Beginning): 'Piano, Pianissimo' - Peter Snipp/ENO Chor/Stephen Harris/Bruce Ford
03. Act I (Beginning): 'See How The Smile Of Heaven' - Bruce Ford
04. Act I (Beginning): 'Hey, Fiorello!' - Bruce Ford/Peter Snipp/ENO Chor/Stephen Harris
05. Act I (Beginning): 'Thank You, Thank You' - ENO Chor/Stephen Harris/Peter Snipp/Bruce Ford
06. Act I (Beginning): 'What Common People!' - Bruce Ford/Peter Snipp
07. Act I (Beginning): 'La La La Lera' - Alan Opie
08. Act I (Beginning): 'Ah Ha! What Could Be Better?' - Alan Opie/Bruce Ford
09. Act I (Beginning): 'I Cannot See Him Anywhere' - Della Jones/Bruce Ford/Andrew Shore/Alan Opie
10. Act I (Beginning): 'Poor Little Innocent Creature!' - Bruce Ford/Alan Opie/Andrew Shore
11. Act I (Beginning): 'My Poor Heart Is So Full Of Emotion' - Bruce Ford/Della Jones/Alan Opie
12. Act I (Beginning): 'What's Happened?' - Bruce Ford/Alan Opie
13. Act I (Beginning): 'You Need Only Mention Money' - Alan Opie/Bruce Ford
14. Act I (Beginning): 'In My Heart A Gentle Voice' - Della Jones
15. Act I (Beginning): 'I Can Be So Demure' - Della Jones
16. Act I (Beginning): 'Oh Yes, I'll Win The Day' - Della Jones
17. Act I (Beginning): 'Good Morning, Signorina' - Alan Opie/Della Jones
18. Act I (Beginning): 'Where Would I Be Without Him?' - Della Jones/Andrew Shore
19. Act I (Beginning): 'Who'd Know?' - Andrew Shore/Peter Rose
20. Act I (Beginning): 'Innuendo, The Slightest Whisper' - Peter Rose
21. Act I (Beginning): 'Well, What D'You Think?' - Peter Rose/Andrew Shore
22. Act I (Beginning): 'So That's It!' - Alan Opie/Della Jones
23. Act I (Beginning): 'Then It's Me...' - Della Jones/Alan Opie
24. Act I (Beginning): 'Now I Feel So Much Better' - Della Jones/Andrew Shore
25. Act I (Beginning): 'Dare You Offer Such Excuses' - Andrew Shore

DISCO 02

01. Act I (Conclusion): 'Where's The Master?' - Bruce Ford/Andrew Shore
02. Act I (Conclusion): 'Ah! How Long 'Til I Behold Her?' - Bruce Ford/Andrew Shore/Della Jones/Jennifer 
Rhys-Davies/Peter Rose
03. Act I (Conclusion): 'Stop This Noise!' - Alan Opie/Andrew Shore/Bruce Ford/Della Jones/Jennifer Rhys-
Davies/Peter Rose
04. Act I (Conclusion): 'Someone Is At The Door' - Della Jones/Jennifer Rhys-Davies/Alan Opie/Bruce 
Ford/Andrew Shore/Peter Rose/ENO Chor...
05. Act I (Conclusion): 'Pay Attention! What's The Trouble?' - ENO Chor/Stephen Harris/Andrew 
Shore/Alan Opie/Peter Rose/Jennifer Rhys-Davies/Bruce Ford...
06. Act I (Conclusion): 'Frozen And Motionless' - Della Jones/Bruce Ford/Andrew Shore/Peter Rose/Alan 
Opie
07. Act I (Conclusion): 'If I May...' - Andrew Shore/Jennifer Rhys-Davies/Peter Rose/ENO Chor/Stephen 
Harris/Della Jones/Bruce Ford...
08. Act II: 'I've Got To Find The Answer!' - Andrew Shore
09. Act II: 'Peace And Joy Be Yours For Ever' - Bruce Ford/Andrew Shore
10. Act II: 'I Don't Think We Have Met, Sir' - Andrew Shore/Bruce Ford
11. Act II: 'Come Along, My Dear, And Listen' - Andrew Shore/Della Jones/Bruce Ford
12. Act II: 'When A Heart For Love Is Yearning' - Della Jones/Bruce Ford
13. Act II: 'What A Talent, Bravissima!' - Bruce Ford/Della Jones/Andrew Shore
14. Act II: 'Sweet Little Seventeena' - Andrew Shore
15. Act II: 'Bravo, Signor Figaro' - Andrew Shore/Alan Opie/Della Jones/Bruce Ford
16. Act II: 'Don Basilio...' - Della Jones/Bruce Ford/Alan Opie/Andrew Shore/Peter Rose
17. Act II: 'Now Then, Signor Don Bartolo' - Alan Opie/Andrew Shore/Bruce Ford/Della Jones
18. Act II: 'Things Can't Get Much Worse' - Andrew Shore
19. Act II: 'He Wouldn't Trust His Mother!' - Jennifer Rhys-Davies
20. Act II: 'First The Doctor Wants To Marry' - Jennifer Rhys-Davies
21. Act II: 'So This Pupil Alonso' - Andrew Shore/Peter Rose
22. Act II: 'By Force Or Persuasion' - Andrew Shore/Della Jones
23. Act II: Thunderstorm - ENO Orch/Gabriele Bellini
24. Act II: 'We've Made It' - Alan Opie/Bruce Ford/Della Jones
25. Act II: 'Almaviva, Not Lindoro!' - Della Jones/Alan Opie/Bruce Ford
26. Act II: 'Ah! That's All We Needed!' - Alan Opie/Bruce Ford/Della Jones
27. Act II: 'Don Bartolo' - Peter Rose/Alan Opie/Bruce Ford/Della Jones
28. Act II: 'Don't Move A Muscle!' - Andrew Shore/Alan Opie/Christopher Ross/Bruce Ford
29. Act II: 'I Love A Happy Ending' - Alan Opie/Jennifer Rhys-Davies/Andrew Shore/Peter Rose/ENO 
Chor/Stephen Harris/Della Jones...

English National Opera Chorus
English National Opera Orchestra

Gabriele Bellini, regente 

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Mozart C. Guarnieri (1907-1993) - Piano Concertos Nos. 1, 2 and 3


Mozart Camargo Guarnieri é um dos nomes mais importantes da música brasileira. Geralmente, Villa-Lobos é o que se verbaliza quando se indaga por produção musical erudita em terras brasileiras. Todavia, Guarnieri teve uma carreira e uma produção necessariamente relevante. Nesta postagem, encontramos três dos seus concertos para piano, escritos em períodos bem diversos da história do Brasil e de sua própria trajetória.

O Primeiro Concerto foi escrito em 1931. Tem-se aqui um compositor um compositor jovem, mas plenamente consciente dos seus meios. A escrita do piano é claramente virtuosística, mas sem o virtuosismo afetado. Há uma economia nesse sentido. O piano surge integrado ao discurso orquestral, ora como força motora, ora como voz lírica que se destaca do conjunto. Guarnieri não insinua de maneira explícita elementos do folclore; o universo popular brasileiro surge de maneira sutil.

O Segundo Concerto é do ano de 1946. Nesta obra, Guarnieri constrói um diálogo tenso e dramático do piano com a orquestra. Aqui, o compositor demonstra pleno domínio da forma concerto, moldando-a às suas necessidades expressivas. O resultado é uma obra de caráter mais expansivo, em que lirismo e vigor rítmico coexistem em equilíbrio instável e fascinante.

O Terceiro Concerto é do ano de 1964, período marcado pela maturidade do compositor. A escrita do compositor torna-se mais concisa. Nada é desperdiçado. A orquestra e o piano caminham juntamente, construindo um bonito discurso poético. Do ponto de vista estético, a obra possui grande fluidez. É bonita em sua proposição.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Mozart C. Guarnieri (1907-1993) - 

01. Piano Concerto No. 1 - I. Salvagem
02. Piano Concerto No. 1 - II. Saudosamente
03. Piano Concerto No. 1 - III. Depressa
04. Piano Concerto No. 2 - I. Decidido
05. Piano Concerto No. 2 - II. Afetuoso -  Scherzando
06. Piano Concerto No. 2 - III. Vivo
07. Piano Concerto No. 3 - I. Allegro deciso
08. Piano Concerto No. 3 - II. Magoado
09. Piano Concerto No. 3 - III. Festivo

Warsaw Philharmonic Orchestra
Thomas Conlin, regente
Max Barros, piano 

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