quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Symphonic Dances, Op. 45, The Isle of the Dead · Die Toteninsel, Op.29 e The Rock · Der Fels, Fantasy Op.7

Disquinho prazeroso. Traz duas das peças "ouvíveis", ao meu modo de ver, do repertório rachmaninoviano. Não vou falar mal do compositor. Ele possui os seus méritos. Era um grande pianista. Possui obras de fino trato e grande delicadeza. É o caso de sua Sinfonia no. 3, que gosto bastante e os seus belos Prelúdios para piano. Mas neste disco, temos duas belas obras orquestrais - as Danças Sinfônicas e o poema sinfônico A ilha dos mortos. A regência fica a cargo do jovem maestro Vasily Petrenko. Disco com 5 estrelas na Amazon. Bom sinal! Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Sergei Rachmaninov (1873-1943) -

Symphonic Dances, Op. 45
01.  I. Non allegro
02. II. Andante con moto
03. III. Lento assai

The Isle of the Dead · Die Toteninsel, Op.29
04. The Isle of the Dead · Die Toteninsel, Op.29

The Rock · Der Fels, Fantasy Op.7
05. The Rock · Der Fels, Fantasy Op.7

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Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
Vasily Petrenko, regente


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terça-feira, 9 de abril de 2013

Louis Hector Berlioz (1803-1869) - Symphonie fantastique, op. 14 e Franz Liszt (1811-1886) - Les Prédudes

Não sou um admirador da música de Hector Berlioz. Acho-o sem atrativos, embora tenha sido um importante compositor da tradição romântica. Abro uma exceção para o seu trabalho mais conhecido, a Sinfonia Fantástica, que possui atrativos e qualidades. Mais atraente, ao meu modo de ver, é a obra de Liszt, Os Prelúdios, encontrada aqui também. Possui um colorido e uma força impressa por uma vazão orquestral muito bonita. O regente é Sir Georg Solti. Simplesmente, um dos maiores regentes do século passado. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Louis Hector Berlioz (1803-1869) -

Symphonie fantastique, op. 14

01. 1. Revenes
02. 2. Un bal
03. 3. Scène aux champs
04. 4. Marche au supplice
05. 5. Songe d'une nuit du sabbat

Franz Liszt (1811-1886) -

Les Prédudes
06. Les Prédudes


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Chicago Symphony Orchestra
Sir George Solti, regente

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 1 in D major - "Titã"

As sinfonias de Mahler são aqueles eventos singulares, sempre a nos convidar para algo grandioso. E o que dizer de sua Titã? Certamente um dos mais fascinantes trabalhos que já foram escritos até hoje. É curioso e apaixonante perceber como o trabalho começa - tão grávido, tão latentemente desesperado pela vida; trazendo grandes expectativas. E aos poucos uma paisagem repleta de sátiros e bufões ganha a cena. Mas, aos poucos, aquela expectativa de triunfo e força retorna. E aí tem início o fantástico quarto movimento - força, agonia, desespero, tempestades, grandeza. Adoro este trabalho. É a minha sinfonia preferida entre as que Mahler compôs, juntamente com a número 5. A interpretação com Evgeny Svetlanov é muito boa. Svetlanov e a Russian State Symphony Orchestra fizeram excelentes gravações. Aqui temos mais uma. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) - 

Symphony No. 1 in D major
01. I. Langsam, schleppend
02. II. Kraftig, bewegt
03. III. Feierlich und gemessen, onhe zu schleppen
04. IV.Sturmich, bewegt

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Russian State Symphony Orchestra
Evgeny Svetlanov, regente


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domingo, 7 de abril de 2013

Ralph Vaughan Williams (1872-1958) - Symphony no. 1 (A Sea Symphony), Symphony no. 2 (A London Symphony) e Fantasia on a Theme by Thomas Tallis (CDs 1 e 2 de 7)

Rauph Vaughan Williams é um compositor de uma linguagem diferente, muito bela e tocante. Eu, particularmente, gosto disso. Seu impressionismo é imensamente prazeroso. Sempre gera em mim sensações benfazejas. Resolvi iniciar a postagem de suas 9 sinfonias sob o fino trato de Bernard Haitink. Estou ouvindo neste instante a maravilhosa Fantasia sob um tema de Thomas Tallis. Quanta espiritualidade, quanta evocação da natureza, quanta reverência à beleza em uma única obra, meu Deus! Lindo de fazer chorar. Algumas de suas sinfonias já são consideravelmente conhecidas como, por exemplo, as de número 1 (Sea Symphony), a 2 (London Symphony), a 3 (A pastoral Symphony) e a 7 (Sinfonia Antartica). Nestes dois primeiros CDs, teremos as sinfonias de números 1 e 2. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Ralph Vaughan Williams (1872-1958) - 

DISCO 01

Symphony no. 1 (A Sea Symphony)
01. I. A Song for All Seas, All Ships _ Behold, the sea itself
02. I. A Song for All Seas, All Ships _ Today a rude brief recitative
03. I. A Song for All Seas, All Ships _ Flaunt out, O sea, your separate flags of
04. I. A Song for All Seas, All Ships _ Token of all brave captains
05. I. A Song for All Seas, All Ships _ A pennant universal
06. II. On the Beach at Night, Alone _ On the beach at night, alone
07. II. On the Beach at Night, Alone _ A vast similitude interlocks all
08. III. Scherzo _ The Waves
09. IV. The Explorers _ O vast Rondure, swinning in Space
10. IV. The Explorers _ Down from the gardens of Asia descending
11. IV. The Explorers _ O we can wait no longer
12. IV. The Explorers _ O thou transcendent
13. IV. The Explorers _ Greater than stars or suns
14. IV. The Explorers _ Sail forth
15. IV. The Explorers _ O my brave Soul!

DISCO 02

Symphony no. 2 (A London Symphony)
01. 1-Lento - Allegro risoluto
02. 2-Lento
03. 3-Scherzo [Nocturne]_ Allegro vivace
04. 4-Andante con moto-Maestoso alla marcia-Allegro

Fantasia on a Theme by Thomas Tallis
05. Fantasia on a Theme by Thomas Tallis

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London Philharmonic Orchestra
Lonon Philharmonic Choir
Bernard Haitink, regente


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sábado, 6 de abril de 2013

Johannes Brahms (1833-1897) - As Quatro sinfonias com Evgeny Mravinsky - presente de aniversário(O SER DA MÚSICA - 4 anos!!!)

Esta postagem é especial. É um presente para todos aqueles que, ocasionalmente, visitam este espaço onde o que se salva mesmo é a música. Não existem outros atrativos. Sei disso. Mas dia-a-dia, quando posso, polinizo algo de belo por aqui. Tem sido assim há quatro anos. No dia 6 de abril de 2009, eu iniciei de forma tímida, pouco pretensiosa, as postagens desse espaço. Passados quatros anos, vejo que o blog alcançou certa notoriedade. Existe um número coniderável de visitantes - quase mil por dia. Há, atualmente no blog, quase 1200 posts. Ou seja, música em profusão. Espero continuar postando por um longo tempo. Existe uma quantidade enorme de blogs postando música erudita - muitos, de excelente qualidade, com especialistas no assunto. Não sou nada disso. Sou um amante incondicional da música, que como disse o contista francês Guy de Maupassant: "é volátil como um sonho, mas exata como a matemática". Ou como disse Nietzsche: "Sem a música, a vida seria um erro". Não existe melhor metafísica, melhor consolo que ela. Há dias que escrevo determinadas palavras por aqui; em outros, eu sou apenas silêncio, tartamudeamento e embaraço; em outros ainda, sou a loquacidade. Tudo deriva dessa condução heraclitiana da existência, dessa dialética insistente chamada viver. Agradeço a todos os visitantes que aparecem por aqui e deixam comentários e percebem aquilo que escuto e gosto. Todos os comentários são lidos com muito carinho. Eles são necessários. Se não os repondo, é por quê sou péssimo com isso. Após estas palavras excessivamente magras, vamos à música. Resolvi postar estes dois discos pelo valor incomensurável deles. Faz jus ao momento.  Há nele um maestro que foi, ao meu modo de ver, um dos maiores do século XX. A força, a sobriedade e a torrente de emoções precisas, marcaram a carreira de Mravinsky ao longo dos seus 50 anos à frente da Filarmônica da cidade de Leningrado. O outro motivo é a presença de um dos meus compositores favoritos. Quando me refiro a Brahms eu sou todo sorrisos. E o que dizer de suas 4 sinfonias?!! Simplesmente uma das coisas mais sensacionais que já foram produzidas pelo ser humano. É a exatificação da frase de Maupassant. As quatro em seu conjunto atinge-nos no centro do plexo solar. E ouvir as sinfonias de Brahms com Mravinsky é um presentaço. Imaginem se não é! Escutem a número 3 (como faço agora!) e percebam o que é Mravinsky - mais força, mais ímpeto, mais emoção. Brahms fica ainda mais gigante! Não deixem de ouvir. Uma boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) -

DISCO 01

Symphony No.1 in C minor, Op.68
01. 1. Un poco sostenuto - Allegro - Meno allegro
02. 2. Andante sostenuto
03. 3. Un poco allegretto e grazioso
04. 4. Adagio - Piu andante - Allegro non troppo, ma con brio - Piu allegro

Symphony No.2 in D, Op.73
05. 1. Allegro non troppo
06. 2. Adagio non troppo - L'istesso tempo, ma grazioso
07. 3. Allegretto grazioso (Quasi andantino) - Presto ma non assai
08. 4. Allegro con spirito

DISCO 02

Symphony no. 3 in F major, op . 90 
01  Allegro con brio
02 Andante
03 Poco allegretto
04 Allegro

Symphony no. 4 in E minor, op. 98
05. Allegro non troppo
06. Andante moderato
07. Allegro giocoso -- Poco meno presto
08. Allegro energico e passionato -- Piú allegro

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Leningrado Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

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Karol Szymanowsky (1882-1937) - Piano Works Vol. 3 - Mazurkas, Op. 50 -- No. 13, Etudes, Op. 33 e Four Polish Dances - vol. 3

Mais um disquinho sensacional dessa caixa com 4 volumes e que revela a música pianística do compositor polonês Szymanowsky. À semelhança dos dois primeiros, o terceiro disco traz uma música exitosa em imaginação, mostrando o quanto Szymanowsky pode ser comparado aqui a Janacek ou Bartok, por resgatar os temas populares de seu país. A diferença é que Szy nos passa a ideia de uma música imensamente impressionista. Mais uma vez, Martin Roscoe nos brinda com mais um belo disco. Extraordinária da música pianística do polonês. Vale a pena a audição!

Karol Szymanowsky (1882-1937) - 

Mazurkas, Op. 50 -- No. 13
01.  Moderato
02. No. 14_ Animato
03.  No. 15_ Allegretto Dolce
04. No. 16_ Allegramente -- vigoroso

Etudes, Op. 33
05. No. 1_ Presto
06. No. 2_ Andantino soave
07. No. 3_ Vivace assai
08. No. 4_ Presto
09. No. 5_ Andante espressivo
10. No. 6_ Vivace
11. No. 7_ Allegro molto
12. No. 8_ Lengto assai mesto
13. No. 9_ Animato
14.  No. 10_ Presto
15. No. 11_ Andante soave
16. No. 12_ Presto energico

Four Polish Dances
17.  Mazurka
18. Four Polish Dances_ Krakowiak
19. Four Polish Dances_ Oberek
20. Four Polish Dances_ Polonaise
21. Prelude and Fugue in C sharp minor_ Prelude
22. Prelude and Fugue in C sharp minor_ Fugue
23. Piano Sonata in C minor, Op. 8_ Allegro moderato
24. Piano Sonata in C minor, Op. 8_ Adagio
25. Piano Sonata in C minor, Op. 8_ Tempo di minuetto
25. Piano Sonata in C minor, Op. 8_ Tempo di minuetto

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Martin Roscoe, piano

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Symphony No.5 in C minor, op.67 e Jean Sibelius (1865-1957) - Symphony No.2 in D major, op.43

Final de noite de sexta-feira. Muito cansado, passo por aqui para fazer esta postagem. Semana pesada. De muito trabalho. Enquanto escuto a maravilhosa Sinfonia no. 7 de Bruckner, resolvi postar estas duas obras que ouvi ontem à noite. Interpretação redonda de George Szell. As duas sinfonias encontradas no disco são muito queridas por mim. A popularíssima Sinfonia no. 5 de Beethoven dispensa apresentações; e a épica Sinfonia no. 2 de Sibelius, constitui-se em um prazer, assim como as demais sinfonias do finlandês. Não deixe de ouvir. Uma boa apresentação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - 

Symphony No.5 in C minor, op.67
01. I. Allegro con brio
02. II. Andante con moto
03. III. Allegro -
04. IV. Allegro

Jean Sibelius (1865-1957) -

Symphony No.2 in D major, op.43
05. I. Allegretto -  poco allegro - T
06. II. Tempo andante, ma rubato - An
07. III. Vivacissimo -  Lento e suave
08. IV. Finale (Allegro moderato)

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Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
George Szell, regente


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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Astor Piazzolla (1921-1992) - Concierto para bandoneon, orquesta de cuerdas y percusion, Tres movimientos tanguisticos portenos e Tangos (arr. Lluis Vidal)

Belíssima música! Belíssimo disco com deliciosas obras do argentino Astor Piazzolla. Disco que traz uma fusão da sonoridade popular e jazzística, com o clássico - eis Piazzolla. Simplesmente fantástico. Adoro Piazzolla! Não deixe de ouvir este fascinante disco.

Astor Piazzolla (1921-1992) - 

Concierto para bandoneon, orquesta de cuerdas y percusion
01. I. Allegro marcato
02. II. Moderato
03. III. Presto

Tres movimientos tanguisticos portenos
04. I. Allegretto
05. II. Moderato
06. III. Vivace

Tangos (arr. Lluis Vidal)
07.  Decarissimo
08. Invierno porteno
09. Adios nonino
10. Milonga del angel
11. La muerte del angel

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Orquestra de Cambra Teatre Lliure 
Josep Pons, diretor

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Alexander Glazunov (1865-1936) - The Complete Solo Piano Music - Vol. 1

A Hélios gravou as obras para piano de Glazunov - um russo, verdadeiramente, pachorrento. Dele, gosto especialmente de suas sinfonias. Sua música se inscreve na tradição do romantismo tardio. Os quatro disco dessa caixa elegante não nos mostra um compositor empolgante, mas há paisagens a serem observadas e até admiradas na música do russo. Muitos dos temas da obras foram extraídos do folclore russo. Quem quiser achar uma linguagem mais picante e densa não achará isso nessas gravações. Pelo contrário, encontrará um belo idílio, virtuosismo e sensações agradáveis. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

 Alexander Glazunov (1865-1936) - 

Suite on the name 'SASCHA', Op.2
01. Introduction and Prelude
02. Scherzo
03. Nocturne
04. Valse

Miniature, Op.42 No.1
05. Pastorale
06. Polka
07. Valse

Valse de salon, Op.43
08. Valse de salon, Op.43

Grande valse de concert, Op.41
09.Grande valse de concert, Op.41

Waltzes on the theme 'SABELA', Op.23
10.Waltzes on the theme 'SABELA', Op.23

Petite valse, Op.36 
11.Petite valse, Op.36 

Piano Sonata No.1 in b-moll, Op.74
12. I. Allegro moderato
13. II. Andante
14. III. Finale. Allegro scherzando

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Stephen Coombs, piano

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terça-feira, 2 de abril de 2013

Ernesto Nazareth (1863-1934) - Tangos, Waltzes and Polkas

Texto extraído da wikipédia. "Ernesto Nazareth nasceu na casa nº 9 da Rua do Bom Jardim (atual Rua Marquês de Sapucaí),na encosta do então Morro do Nheco (hoje Morro do Pinto), na região do Porto do Rio de Janeiro. Era filho do despachante aduaneiro Vasco Lourenço da Silva Nazareth e de D. Carolina Augusta da Cunha Nazareth. Sua mãe foi quem lhe apresentou ao piano e lhe ministrou as primeiras noções do instrumento, mas após a sua morte, em 1874, Nazareth passou a receber lições de Eduardo Rodolpho de Andrade Madeira, amigo da família, e, mais tarde, lições de Charles Lucien Lambert, um afamado professor de piano de Nova Orleans, radicado no Rio de Janeiro e grande amigo de Louis Moreau Gottschalk.(...) Ernesto Nazareth ouviu os sons que vinham da rua, tocados por nossos músicos populares, e os levou para o piano, dando-lhes roupagem requintada. Sua obra se situa, assim, na fronteira do popular com o erudito, transitando à vontade pelas duas áreas. Em nada destoa se interpretada por um concertista, como Arthur Moreira Lima, ou um chorão como Jacob do Bandolim. O espírito do choro estará sempre presente, estilizado nas teclas do primeiro ou voltando às origens nas cordas do segundo. E é esse espírito, essa síntese da própria música de choro, que marca a série de seus quase cem tangos-brasileiros, à qual pertence "Odeon". Mário de Andrade assim definiu Nazareth: "compositor brasileiro dotado de uma extraordinária originalidade, porque transita com fôlego entre a música popular e erudita, fazendo-lhe a ponte, a união, o enlace". Em 2004, por ocasião dos 70 anos da morte do compositor, a STV em parceria com a produtora paulistana We Do Comunicação apresentou o documentário "Ernesto Nazareth", com direção de Dimas de Oliveira Junior e Felipe Harazim, refazendo a trajetória artística do compositor desde seu primeiro sucesso, "Você bem sabe", de 1877, quando tinha 14 anos. Estão presentes no documentário declarações das pianistas Eudóxia de Barros e Maria Teresa Madeira, do compositor Osvaldo Lacerda, e do biógrafo Luiz Antonio de Almeida, entre outros". Uma boa apreciação desse delicioso disco!

Ernesto Nazareth (1863-1934) - Tangos, Waltzes and Polkas

01. Espalhafatoso (Boisterous)
02. Brejeiro (Mischievous)
03. Confidencias (Confidences)
04. Escovado (Cunning)
05. Nene (Baby)
06. Ameno Reseda
07. Turbilhao de Beijos (Whirlwind of Kisses)
08. Gaucho
09. Plangente (Lamenting)
10. Topazio Liquido (Liquid Topaz)
11. Ouro Sobre Azul (Gold on Blue)
12. Sarambeque
13. Eponina
14. Escorregando (Going Down Well)
15. Tenebroso (Gloomy)
16. Odeon
17. Apanhei-te Cavaquinho (I Have Grabbed You, Cavaquinho!)

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Iara Behs, Piano


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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Carl Maria von Weber (1786-1826) - Oberon, Overture; Piotr I. Tchaikovsky (1849-1893) - Sinfonia No. 4 em F menor, Op. 36

Gravação excelente da número 4 de Tchaikovsky, uma das minhas sinfonias preferidas do russo. Sanderling extrai aquilo que é essencial do trabalho do russo. Gravação realizada em 1973. Ainda aparece a "Abertura de Oberon", do menos empolgante Carl Maria von Weber. De qualquer forma, a número 4 de Tchaikovsky já nos compensa a audição. Não de ouvir. Uma boa apreciação!

Carl Maria von Weber (1786-1826) - 

Oberon, Overture
01. Oberon, Overture

Piotr I. Tchaikovsky (1849-1893) - 
Sinfonia No. 4 em F menor, Op. 36
02. I. Andante sostenuto - Moderato con anima - Moderato assai, quasi Andante - Allegro vivo
03. II. Andantino in modo di canzone
04. III. Scherzo. Pizzicato ostinato. Allegro
05. IV. Finale. Allegro con fuoco

*Não localizado na Amazon. Fica uma indicação.

Staatskapelle Dresden
Kurt Sanderling, regente

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domingo, 31 de março de 2013

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia no. 2 em Dó menor - "Ressurreição"

Postar a Segunda Sinfonia de Mahler no dia de hoje não é fortuito. Segundo a tradição, foi no Domingo de Páscoa, que Jesus ressucitou dos mortos. Sua ressurreição constitui um evento singular na esfera religiosa. Ela protagoniza o marco de esperança a todos aqueles que creem na imortalidade, numa vida possível e certa no porvir. Simbolicamente, a morte foi vencida. Paulo, alguém que formulou a dogmática cristã pós-evangélica, vai dizer que com esse ato, a morte já não possui poder sobre a vida daquele que crê. "Mas, de fato, Cristo ressucitou detre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem" (1 Co 15.20). Mahler era sabedor disso e a crença na Ressurreição se coaduna com o ímpeto filósofico e religioso do compositor. O questionamento "para quê vivemos?" sempre incomodou o grande sinfonista. A ressurreição traz à tona a tônica do sentido da vida. Ela seria a coroação, o prêmio, daqueles que viveram um período de dores e agruras. Mahler escreveu este fascinante trabalho em seis anos (1888-1894). É trabalho forte, denso, que realça o drama da vida. Muito boa essa interpretação dessa orquestra japonesa. Mestre Ozawa consegue cativar. Gravação ao vivo realizada no ano de 2000. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia no. 2 em Dó menor - "Ressurreição"

DISCO 01

01. I. Allegro maestoso (Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck)
02. II. Andante moderato (sehr gemächlich. Nie eilen)  

DISCO 02

01. III. In ruhig fliessender Bewegung
02. IV. "Urlicht" Sehr feierlich, aber schlicht
03. V. Im Tempo des Scherzo's (Wild herausfahrend)

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Saito Kinen Orchestra
Sinyukai Choir
Seiji Ozawa, regente
Emiko Suga, Soprano
Nathalie Stutzmann, Contralto


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sábado, 30 de março de 2013

Johannes Brahms (1833-1897) - Variations On A Theme By Joseph Haydn Op. 56a, Nanie Op. 82 e Symphonie No. 4 in E minor Op. 98

É curioso como a profundidade, a densidade e a genialidade das 4 sinfonias de Brahms se mantêm constante da primeira à quarta. Nenhuma das quatro sinfonias é menor que a outra. As quatro possuem dimensões muito particulares, mas, do meu ponto de vista, não existe aquela a qual possamos dizer: "esta é melhor do que esta". Acabei de ouvir a número quatro e me resta a certeza de que é uma das coisas mais belas que já foram escritas. O primeiro movimento é uma provocação. Brahms já nos coloca no meio do torvelinho, de uma grande massa sonora. É como se chegássemos a algum lugar e a grande festa já estivesse acontecendo. E o que dizer do segundo movimento - o Andante moderato? Uma das reflexões mais belas que já foram escritas em toda a história da música. É impossível ouvir algo assim e continuar o mesmo. Acredito nessa dialética. Brahms nos melhora. Certamente, uma das grandes gravações que já ouvi da Quarta com o Abbado. Uma boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) - 

Variations On A Theme By Joseph Haydn Op. 56a
01. Variations On A Theme By Joseph Haydn Op. 56a

Nanie Op. 82
02. Nanie Op. 82

Symphonie No. 4 in E minor Op. 98
03. I Allegro non troppo
04. II Andante moderato
05. III Allegro giocoso
06. IV Allegro energico e passionato

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Berliner Philharmoniker
Rundfunkehor Berlin
Claudio Abbado, regente


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Rafael Kubelik conducts Great Symphonies - Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Symphonies 40 & 41; Robert Schumann (1810-1856) - Symphonies 1 &2 (CDs 3 e 4 de 7)

Vamos a mais dois discos dessa caixa de boa qualidade, trazendo Kubelik regendo alguns trabalhos sinfônicos de Mozart e Schumann. Gostei, particularmente, da interpretação dos trabalhos de Schumann. As sinfonias de Schumann são exemplos de música ensolarada e delicada.  Penso que a Sinfonia no. 1 ("Primavera") e a Sinfonia no. 3 ("Renana") - que aparecerá no quinto disco desta caixa - sejam os trabalhos sinfônicos mais expressivos do alemão. Kubelik foi um mestre da regência. Muito boa a interpretação dessas sinfonias. Uma boa apreciação!

DISCO 01

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

Sinfonie Nr. 40 in g-Moll, KV 550
01. 1 Molto allegro
02. 2 Andante
03. 3 Menuentto_ Allegretto
04. 4 Allegro assai

Sinfonie Nr. 41 in C-Dur, KV 551 "Jupiter"
05. 1 Allego vivace
06. 2 Andante cantabile
07. 3 menuetto_allegreto
08. 4 Molto allegro

DISCO 02

Robert Schumann (1810-1856) - 

Sinfonie Nr. 1 in B-Dur, Op. 38 "Frühlingssinfonie"
01. I Andante un poco maestoso-Allegro molto vivace
02. II Larghetto
03. III Scherzo_ Molto vivace
04. IV Allegro animato e grazioso

Sinfonie Nr. 2 in C-Dur, Op. 61
05. I Sostenuto assai - Allegro man non troppo
06. II Scherzo_  Allegro vivace
07. III Adagio espressivo
08.  IV Allegro molto vivace

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Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Rafael Kubelik, regente

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Tomas Luis de Victoria (1548-1611) - Requiem Officium Defunctorum, 1605

Para finalizar a nossa homenagem à Sexta-Feira Santa, trazemos uma obra de grande beleza e de grande tristeza também. A beleza tem, quase sempre, o poder de nos impelir à tristeza. Deve ser, por isso, que o escritor do livro bíblico de Eclesiastes diz que "...com a tristeza se faz melhor o coração". A tristeza possui um fim pedagógico e muitos fogem dela. Poucos são aqueles que olham a sua face sisuda. Quem aprende com a tristeza, enxerga-se tal qual é. Reconhece nela as nossas limitações e o quanto precisamos humanizarmos. O Réquiem de Victoria é uma de suas principais obras. Trata-se de uma obra-prima. Para muitos representam o auge da polifonia renascentista. A música de Victoria exala o forte misticismo espanhol durante o Renascimento. É uma música polida, clara, de profundo frescor espiritual. O seu Réquiem foi escrito em 1603 e estreou em 1605, em homenagem à morte  da Imperatriz Maria. É um dos últimos trabalhos do compositor espanhol. Não deixe de ouvir. Talvez, aqui esteja um dos mais belos réquiens já escritos, ao lado do réquiem de Fauré. Simplesmente genial esse trabalho de Victoria. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Tomas Luis de Victoria (1548-1611) -

01. Matins Of The Dead: Responsory
02. The Second Lesson: Job 10: 1-2
03. The Office Of Lauds - The Canticle Of Zachary: Antiphon
04. Mass For The Dead: Introit
05. Mass For The Dead: Kyrie
06. Mass For The Dead: Gradual
07. Mass For The Dead: Offertory
08. Mass For The Dead: Sanctus
09. Mass For The Dead: Agnus Dei
10. Mass For The Dead: Communion
11. Funeral Motet
12. The Absolution: Responsory

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The Choir Of Westminster Cathedral
David Hill, direção


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Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Missa em Si menor, BWV 232

Postei dois compositores que respresentam a música sacra Católica. Não poderia deixar de postar outro nome que foi um mestre em composições religiosas, que foi um mestre em todos os sentidos - Johann Sebastian. Se Palestrina e Victoria representaram a fé da Igreja Católica, Bach representa a fé Protestante, em específico a luterana. Temos aqui um dos seus trabalhos mais importantes; uma das obras mais elegantes e belas que já foram compostas - a belíssima Missa em B menor, BWV 232. E não se trata de qualquer gravação. Temos aqui Tom Koopman, alguém que domina como ninguém o repertório Barroco e possui um intimidade fantástica com a música do alemão. Sendo assim, não deixe de ouvir. Uma devoção toda especial.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - 

DISCO 01

01. Missa em B-Menor: Kyrie eleison
02. Missa em B-Menor: Christe eleison
03. Missa em B-Menor: Kyrie eleison
04. Missa em B-Menor: Gloria in excelsis
05. Missa em B-Menor: Et in terra pax
06. Missa em B-Menor: Laudamus te
07. Missa em B-Menor: Gratias agimus tibi
08. Missa em B-Menor: Domine Deus
09. Missa em B-Menor: Qui Tollis peccata mundi
10. Missa em B-Menor: Qui sedes ad dexteram Patris
11. Missa em B-Menor: Quoniam tu solus sanctus
12. Missa em B-Menor: Cum Sancto Spiritu

DISCO 02

01. Missa em B-Menor: Credo em unum Deum
02. Missa em B-Menor: Patrem omnipotentem
03. Missa em B-Menor: Et in unum Dominum
04. Missa em B-Menor: Et incarnatus est
05. Missa em B-Menor: Crucifixus
06. Missa em B-Menor: Et Resurrexit
07. Missa em B-Menor: Et in Spiritum Sanctum Dominum
08. Missa em B-Menor: Confiteor
09. Missa em B-Menor: Et exspecto
10. Missa em B-Menor: Sanctus
11. Missa em B-Menor: Hosana
12. Missa em B-Menor: Benedictus
13. Missa em B-Menor: Agnus Dei
14. Missa em B-Menor: Dona nobis pacem

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The Amsterdam Baroque Orchestra & Choir
Ton Koopman, direção


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Tomás Luis de Victória (1548-1611) - Missa Vidi Speciosam, Ave Maria, Ne timeas etc

Postagem realizada por causa do ensejo do momento. Cristãos do mundo inteiro, no dia de hoje, relembram o momento em que Jesus foi morto pelos romanos, com o assentimento das autoridades judaicas. Resolvi, por causa disso, trazer mais um belo CD de Tomás de Victória, compositor espanhol que viveu entre os séculos XVI e XVII. Victória é um dos nomes mais relevantes do "terreno musical" da Igreja Católica. As características mais exaltadas de suas obras são a devoção e o fervor. A beleza de suas obras nos faz crer que estamos imersos dentro de uma daquelas abadias medievais, fazendo com que o sentimento que brote dessa experiência seja a admiração, a devoção, a serenidade. Lindíssimas essas peças. Esplende muito bem esse lado tão belo da tradição da fé cristã. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Tomás Luis de Victória (1548-1611) - 

01. Ave Maria a 4
02. Ave maris stella
03. Ne timeas, Maria
04. Sancta Maria, succurre miseris
05. Vidi speciosam
06. Missa Vidi speciosam - 1. Kyrie
07. Missa Vidi speciosam - 2. Gloria
08. Missa Vidi speciosam - 3. Credo
09. Missa Vidi speciosam - 4. Sanctus
10. Missa Vidi speciosam - 5. Agnus Dei

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The Choir of Westminster Cathedral
David Hill, direção

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Music the Victoria and Palestrina

Simplesmente indescritível este disco. Lindo. De fazer chorar. Traz dois nomes expressivos da música ocidental - pré-Bach, principalmente o nome de Giovanni da Palestrina (1525-1594). O compositor italiano é considerado "o príncipe da música". Assim como Bach está para o protestantismo, Palestrina está para o catolicismo. Ele conseguiu captar com perfeição o espírito de sobridade da Contra-Reforma - a reação Católica à Reforma Protestante. Ele introduziu a polifonia à música do seu tempo, trazendo inovações que seriam transformadoras. A música de Palestrina está adornada pela espiritualidade dos claustros e, talvez, ninguém conseguiu como ele expressar esse lado tão belo da história da fé cristã. A diafanidade e suavidade da sua música faz remontar o cantochão. Tomás Luiz de Victoria (1548-1611), de origem espanhola, é o segundo nome mais importante da escola católica. É possível que Victoria tenha sido aluno de Palestrina. O que caracteriza Victoria é o seu fervor religioso. Ouvi-lo é como está vendo uma pintura de El Greco ou Rafael. Esta postagem é homenagem a este período tão importante para os cristãos - a comemoração da Páscoa, a saber, a morte e ressurreição e de Jesus, como assim acreditam a cristandade. Outras obras com conotação religiosa surgirão. Não deixe de ouvir. Belíssima interpretação do The Hilliard Ensemble. Uma boa apreciação!

01 - Victoria - Officium Defunctorum - Taedet Animam Meam
02 - Graduale Romanum, Toul - Introitus
03 - Graduale Romanum, Toul - Kyrie
04 - Palestrina - Motets Book II for 4 voices - Domine Quando Veneris
05 - Graduale Romanum, Toul - Graduale
06 - Victoria - Officium Defunctorum - Libera Me Domine
07 - Graduale Romanum, Toul - Tractus
08 - Palestrina - Motets Book II for 4 voices - Ad Dominum Cum Tribularer Clamavi
09 - Graduale Romanum, Toul - Sequentia
10 - Graduale Romanum, Toul - Offertorium
11 - Victoria - Officium Defunctorum - Peccantem Me Quotidie
12 - Graduale Romanum, Toul - Sanctus - Benedictus
13 - Palestrina - Motets Book II for 4 voices - Heu Mihi Domine
14 - Graduale Romanum, Toul - Agnus Dei
15 - Toul Graduale Romanum Anonymous - Communio
16 - Palestrina - Libera Me Domine

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The Hilliard Ensemble
David James, contratenor
Rogers Covey-Crump, tenor
John Potter, tenor
Gordon Jones, barítone


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Antonin Dvorak (1841-1904) - Symphony No. 9 in E minor From The New World, Op. 95, The Water Goblin, Op.107, The Noon Witch, Op.108, The Golden Spinning Wheel, Op.109 e The Wild Dove, Op.110 (CDs 7 e 8 de 8 - final)

Chegamos ao final de mais uma sensacional integral. Dessa vez, os trabalhos sinfônicos e alguns dos poemas sinfônicos do checo Antonin Dvorak. Nestes dois últimso CDs, encontramos a mais popular das obras de Dvorak, a Sinfonia no. 9 (do "Novo Mundo"), trabalho realizado como consequência da profunda influência da cultura americana exercida sobre checo. Segundo o próprio Dvorak, o trabalho se inspira nos temas melódicos dos índios americanos e nos espirituais negros, que Dvorak ouvira em Nova York. É um trabalho muito bonito, de profundo sentir, mas as goladas românticas excessivas, torna-o "enjoativo" em alguns momentos. Penso que os trabalhos sinfônicos mais expressivos de Dvorak, sejam as sinfonias de número 7 e número 8 - a primeira nebulosa e, a seguna, ensolarada, como naquelas manhãs alegres e bonitas. O outro disco traz belos poemas sinfônicos, com forte influência do folclore e nas lendas da terra do compositor. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Antonin Dvorak (1841-1904) - 

DISCO 01

Symphony No. 9 in E minor From The New World, Op. 95 (B 178)
01. 1. Adagio. Allegro molto 
02. 2. Largo
03. 3. Molto vivace
04. 4. Allegro con fuoco

DISCO 02

The Water Goblin, Op.107 (Feb, May. 1977)
01. The Water Goblin, Op.107 (Feb, May. 1977)

The Noon Witch, Op.108 (Feb, May. 1977)
02. The Noon Witch, Op.108 (Feb, May. 1977)

The Golden Spinning Wheel, Op.109 (Aug. 1977)
03. The Golden Spinning Wheel, Op.109 (Aug. 1977)

The Wild Dove, Op.110 (Aug. 1977)
04. The Wild Dove, Op.110 (Aug. 1977)

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Czech Philharmonic Orchestra
Vaclav Neumann, regente
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quarta-feira, 27 de março de 2013

Karol Szymanowsky (1882-1937) - Piano Works - vol. 2

Muito bom esse polonês. Essas obras de Szymanowsky demonstram a sua versalidade. Um compositor que ora soa experimental, lidando essencialmente com a tradição do seu povo, ora soa impressionista, levando-nos a experimentar sensações novas, ora radica-se na tardição do bom romantismo. Destacam-se aqui neste belo CD da Naxos, a agitação fremente das Mazurcas. O pianista Martin Roscoe demonstra toda a intimidade com música de Szy. É por essas outras que se torna muito prazeroso postar CDs da Naxos: charme, preço acessível, músicos distantes do mainstream, mas de excelente qualidade. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Karol Szymanowsky (1882-1937) - Piano Works

20 Mazurkas, Op. 50
01. No. 5 Moderato
02. No. 6 Vivace (Junacko)
03. No. 7 Poco vivace (Tempo Oberka)
04. No. 8 Moderato (non troppo)
05. No. 9 Tempo moderato
06. No. 10 Allegramente - Vivace - Con brio
07. No. 11 Allegretto
08. No. 12 Allegro moderato

Variations on a Polish Theme, Op. 10
09. Introduction: Andante doloroso rubato
10. Andantino semplice
11.  No. 1 Meno mosso
12. No. 2 Agitato
13. No. 3 Lento mesto ma poco agitato
14. No. 4 Allegro molto agitato
15.  No. 5 Andantino
16.  No. 6 Andante dolcissimo
17. No. 7 Piu mosso
18. No. 8 Marcia funébre
19. No. 9 Piu mosso (Allegro)
20. No. 10 Finale: Allegro vivo - Maestoso

Maski (Masks), Op. 34
21. No. 1 Shéhérazade
22. No. 2 Tantris le Bouffon
23. No. 3 Sérénade de Don Juan

Fantasia in C major, Op. 14

24. No. 1 Grave
25. No. 2 Non troppo allegro
26. No. 3 Allegro molto

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Martin Roscoe, piano

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terça-feira, 26 de março de 2013

Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 3 in F major op. 90 e Variations on a Theme by Haydn op. 56a

Final de noite. Ouvi há pouco este extraordinário disco com o Claudio Abbado inspiradíssimo, levando-nos pela galáxia da terceira sinfonia de Brahms. Certamente, um dos trabalhos de que mais gosto. Brahms se supera aqui. Acredito que ele consiga alcançar a perfeição com a número 3. É para ouvir ajoelhado, acreditando na existência na força onipotente e onipresente da música. Uma boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) -

Symphony No. 3 in F major op. 90
01.  I. Allegro con brio
02. II. Andante
03. III. Poco allegretto
04.  IV. Allegro

Variations on a Theme by Haydn op. 56a
05. Variations on a Theme by Haydn op. 56a

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Staatskapelle Dresden
Claudio Abbado, regente


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segunda-feira, 25 de março de 2013

Rafael Kubelik conducts Great Symphonies - Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Symphonies nos. 35, 36, 37 e 38 (CDs 1 e 2 de 7)

Iniciamos, hoje, mais uma integral. Ouvi essas quatro sinfonias no dia de ontem. Confesso que não me empolguei tanto. Não sei o porquê. Penso que trabalhos mozartianos mais belos não sejam os sinfônicos, embora as sinfonias de número 40 e 41 sejam fantásticas. Eu gosto mesmo é das sonatas, dos quartetos de cordas, dos concertos para violino e dos concertos para piano. De qualquer forma, esta caixa traz grandes trabalhos sinfônicos com esse monstro sagrado da regência, que foi Rafael Kubelik. A caixa ainda traz os trabalhos sinfônicos de Schumann e duas sinfonias de Bruckner. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

DISCO 01

Sinfonie Nr. 35 in D-Dur, KV 385, "Haffner"
01.  1 Allegro con spirito
02.  2 Andante
03. 3 Menuetto_ Trio
04. 4 Finale_ Presto

Sinfonie Nr. 36 in C-Dur, KV 425, "Linzer"
05. 1 Adagio_ Allegro spiritoso
06. 2 Andante
07. 3 Menuetto_ Trio
08. 4 Finale_ Presto

DISCO 02


Sinfonie Nr. 38 in D-Dur, KV 504 "Prager Sinfonie"
01. Adagio; Allegro
02. Andante
03. Finale_ Presto


Sinfonie Nr. 39 in Es-Dur, KV 543
04. Adagio; Allegro
05. Andante con moto
06. Menuetto_ Allegretto; Trio
07. Finale_ Allegro

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Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Rafael Kubelik, regente

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domingo, 24 de março de 2013

Aton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 00 in F minor 'Study Symphony' e''Volkfest'' Finale to Symphony No. 4

Se Bruckner tivesse escrito apenas as suas três primeiras sinfonias, hoje, ele seria conhecido como um compositor secundário - desses tantos que existem como nota de rodapé nos alfarrábios da história. Não é exagero. É uma constatação. Quando analisamos os primeiros trabalhamos do austríaco, percebemos o quanto estes estão longe daquilo que ele passou a escrever a partir de sua Quarta Sinfonia. Neste CD Naxos, temos a Sinfonia 00. Escutei-a esta manhã e essa impressão se adensou ainda mais. O CD da Naxos ainda ajudou a fortalecer a minha intuição, pois nele veio um dos movimentos da Quarta Sinfonia. Sendo assim, escute a Sinfonia 00 e, em seguida, escute o "Volkesfest - Finale" da Quarta e perceba a diferença sonora. Isso apenas atesta aquela tese: "A perfeição se conquista com muito trabalho". Uma boa apreciação!

Aton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 00 in F minor 'Study Symphony' e''Volkfest'' Finale to Symphony No. 4

Symphony No. 00 in F minor 'Study Symphony'
01. Allegro molto vi
02. Andante molto
03. Scherzo_ Schnell
04. Finale_ Allegro

''Volkfest'' Finale to Symphony No. 4
05. Allegro moderato

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Royal Scottish National Orchestra
Georg Tintner, regente

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sábado, 23 de março de 2013

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonias Nos. 6, 8, 7 e 9 e Die Weihe des Hauses (Consecration of the House), overture for orchestra, Op. 124 (CDs 4, 5 e 6 - final)

Vamos aos três últimos CDs dessa integral das sinfonias de Beethoven. Dizer que gostei da interpretação do maestro holandês é pouco. Achei o Beethoven dele mais leve, mais fluídico. Um Beethoven que fala de coisas fundas com um gesto iluminado. É fantástico como os trabalhos estão cheios de vida, exalando idealismo como - acredito - Beethoven escreveu. Gostei principalmente da interpretação da Pastoral, a número 6. Ela ficou mais bucólica ainda. A número 7 também ficou excelente. Não deixe de ouvir. Jos Van Immerseel me impressionou. Ele buscou recriar o som de forma original do modo como Beethoven criou os trabalhos. Uma boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) -

DISCO 01

Symphony No. 6 in F major ("Pastoral"), Op. 68
01. Allegro ma non troppo - Erwachen heiterer Empfindungen bei der Ankunft auf dem Lande
02. Andante molto moto - Szene am Bach
03. Allegro - Lustiges Zusammensein der Landleute
04. Allegro - Gewitter, Sturm
05. Allegretto - Hirtengesang. Frohe and dankbare gefühle nach dem Sturm

Symphony No. 8 in F major, Op. 93

06. Allegro vivace e con brio
07. Allegretto Scherzando
08. Tempo di Minuetto
09. Allegro vivace 

DISCO 02

Symphony No. 7 in A major, Op. 92

01. Poco sostenuto - Vivace
02. Allegretto
03. Presto
04. Allegro con brio

Die Weihe des Hauses (Consecration of the House), overture for orchestra, Op. 124
05. Die Weihe des Hauses (Consecration of the House), overture for orchestra, Op. 124

DISCO 03


Symphony No. 9 in D minor ("Choral"), Op. 125

01. Allegro ma non troppo, un poco maestoso
02. Molto Vivace
03. Adagio molto e cantabile
04. Presto - Allegro assai
05. Presto - Rezitativo
06. Allegro assai vivace alla marcia
07. Allegro ma non tanto    

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Anima Eterna
Jos van Immerseel, regente
Anna-Kristiina Kaappola, soprano
Marienne Beate Kielland, alto
Markus Schafer, tenor

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 11 em G manor, Op. 103 - "O Ano de 1905"

Noite de sexta-feira. Estou em casa. Resolvi fazer esta postagem de encerramento das atividades. Escuto Shostakovich enquanto leio O Grande Gatsby, de Scott Fitsgerald. A obra de Shosta não tem muito a ver com o romance do americano, mas fica-me um sabor agradável. Vale dizer ainda que não se trata de qualquer Shostakovich. É a Sinfonia nº 11, o trabalho do russo de que mais gosto. Trata-se do trabalho responsável, talvez, pela existência deste espaço; responsável pela paixão, pelo necessidade da música erudita existente em mim. Outro importante fator é a presença de Mravinsky, aquele que para mim foi um dos maiores regentes do século XX. Alguém que possuía um talento extraordinário para transformar em competência tudo aquilo em que punha as mãos. Aqui, temos uma Sinfonia no. 11 perfeita, exata, tensa, habitada por humores do conflito. Toda a tensão da obra ganha em adensamento com Mravinsky. Ou seja, uma das postagens mais queridas realizadas por mim nos últimos tempos. Ouvir é uma obrigação. Boa apreciação! Continuemos com o Gatsby. 

P.S. A capa do disco é belíssima e simbolicamente fantástica! Expressa bem o espírito da música. 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) -  

Sinfonia No. 11 em G manor, Op. 103 - "O Ano de 1905"
01. The Palace Square
02. The Ninth of January
03. In Memoriam
04. The Tocsin

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Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente


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quinta-feira, 21 de março de 2013

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Sonatas & Partitas (BWV 1001 - 1006)

O armênio Sergey Khachatryan ainda é bastante novo, mas toca  violino como ninguém. Possui uma técnica apurada e clara. Ele sabe ser exato, sem ser superficial. Consegue ser profundo, sem correr o risco de estragar aquilo que interpreta. Nos seus 27 anos de idade, fez coisas espantosas. Por exemplo, Khachatryan gravou este disco há três anos atrás. Para mim, a gravação é primorosa. Resolvi postá-la por hoje ser uma data especial. Há 328 anos, nascia na Alemanha, aquele que é considerado por muitos (e com razão) como um dos maiores gênios da humanidade. Há uma discussão pouco relevante com relação a data. Deve ser considerado o calendário gregoriano ou juliano para interpretar o evento? O fato é que se considerarmos o calendário juliano, Bach teria nascido em 31 de março, já que existe uma diferença de dez dias de um calendário para outro. A convenção feita pelo papa Gregório XIII acabou sendo adotada em todo mundo. É o que temos hoje. Não é preciso dizer que a Alemanha luterana de Bach não adotou de imediato o calendário do papa. Isso ocorreu somente em 1700. Bach nascera em 1685. De qualquer forma, tendo nascido dia 21 ou 31 de março, o importante é que Bach nasceu. Deus disse: "Que haja luz!" E fez-se Bach! Deus continuou: "Que haja as estrelas!" E novamente fez-se Bach. Fico pensando se Bach não tivesse existido. O universo da arte não seria o mesmo. Fico lendo a discussão dos filósofos em torno da existência da metafísica e penso orgulhoso: "Eles se esquecem de Bach!" A metafísica existe, por que Bach existiu. Deus existe, porque Bach existiu. O contrário é duvidoso. Mas, se Deus não existe, Bach fê-lo existir. Ele é a mente Deus fecundando arte, fazendo-a nascer no mundo dos homens. Sem Bach, a possibilidade de trascendência do ser humano seria diminuída. Todo ser humano distigue-se na natureza por essa capacidade. A evasão do ser só é possível no homem. Ele consegue projetar a consciência do ser na direção do infinito. Todos os homens têm essa capacidade, mas trascender a si mesmo ouvindo Bach é uma experiência sui generis, daquelas singularizadas pela própria natureza. Vai para você, frequentador desse humilde espaço, essas Partitas e Sonatas do grande mestre. Gravação primorosa. Som cristalino. Timbres certeiros, capazes de nos espirilar em nos lançar em direção à galáxia mais próxima. Boa apreciação!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - 

DISCO 01

01. Sonata_N.1_Adagio
02. Sonata_N.1_Fuga
03. Sonata_N.1_Siciliana
04. Sonata_N.1_Presto
05. Partita_N.1_Double
06. Partita_N.1_Allemande
07. Partita_N.1_Corrente
08. Partita_N.1_Double
09. Partita_N.1_Sarabande
10. Partita_N.1_Double
11. Partita_N.1_Bouree
12. Partita_N.1_Double
13. Sonata_N.2_Grave
14. Sonata_N.2_Fuga
15. Sonata_N.2_Andante
16. Sonata_N.2_Allegro

DISCO 02

01. Partita_N.2_Allemande
02. Partita_N.2_Corrente
03. Partita_N.2_Sarabande
04. Partita_N.2_Giga
05. Sonata_N.3_Adagio
06. Partita_N.2_Ciaccona
07. Sonata_N.3_Fuga
08. Sonata_N.3_Largo
09. Sonata_N.3_Allegro_assai
10. Partita_N.3_Preludio
11. Partita_N.3_Gavotte_en_rondeau
12. Partita_N.3_Loure
13. Partita_N.3_Menuet_I
14. Partita_N.3_Menuet_II
15. Partita_N.3_Bourree
16. Partita_N.3_Gigue

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Sergey Khachatryan, violino


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Antonin Dvorak (1841-1904) - Sinfonias Nºs 6, 7 e 8, In Nature´s Realm, Carnival from a Cycle of Concert Overture Nature e Othello (CDs 5 e 6 de 8)

Penso que seja a partir da Sétima Sinfonia que os grandes trabalhos sinfônicos de Dvorak comecem a ganhar corpo. As sinfonias anteriores - principalemente a número 3 ou a número 5 - são agradáveis. Inscrevem-se dentro da tradição da sinfonia romântico-clássica, mas o salto qualitativo se deu com a número 7. Ela é bela. Leve. O início dela é uma verdadeira brisa. Possui uma fluência elegante, mas não dispensa os momentos de tensão sublime. Ou seja, empolga. A número 7, entre as três últimas compostas por ele (7, 8 e 9), é a de que mais gosto. Percebemos uma mudança no espírito da sinfonia da 7 para a 8. Enquanto a Sinfonia no. 7 é tempestuosamente romântica, a número 8 é mais ensolarada e brincalhona. A Oitava foi composta em um período curto - cerca de dois meses e meio. Não deixe de ouvir mais estes dois CDs do checo. Uma boa apreciação!

Antonin Dvorak (1841-1904) -

DISCO 01

Symphony No. 6 in D major, Op. 60 (B 112)
01. 1. Allegro non tanto
02. 2. Adagio
03.  3. Scherzo (Furiant). Presto
04. 4. Finale. Allegro con spirito

Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 (B 141)
05. 1. Allegro maestoso
06. 2. Poco adagio
07. 3. Scherzo. Vivace
08. 4. Finale. Allegro

DISCO 02

Symphony No. 8 in G major, Op. 88 (B 163)
01. 1. Allegro con brio
02. 2. Adagio
03. 3. Allegretto grazioso
04. 4. Allegro ma non troppo

In Nature´s Realm. Overture from a Cycle Nature, Life and Love, Op. 91 (B 168)
05. In Nature´s Realm. Overture from a Cycle Nature, Life and Love, Op. 91 (B 168)

Carnival from a Cycle of Concert Overture Nature, Life and Love, Op. 92 (B 169)
06. Carnival from a Cycle of Concert Overture Nature, Life and Love, Op. 92 (B 169)

Othello. Overture from a Cycle Nature, Life and Love, Op. 93 (B 174)
07. Othello. Overture from a Cycle Nature, Life and Love, Op. 93 (B 174)

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Czech Philharmonic Orchestra
Vaclav Neumann, regente

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