As sinfonias 6 e 9, de Shostakovich, não são trabalhos tão populares do compositor. A primeira foi escrita em 1939; a segunda, em 1945. Nelas encontramos algumas das características da música do compositor - sobretudo, camadas sutis de ironia.
Quando a Sexta saiu, havia a expectativa que seguiria a lógica da Quinta, que havia sido bem recebida pelo regime comunista de Joseph Stálin. Mas, a Sexta não possui o fausto. O seu longo primeiro movimento repleto de introspecção e pessimismo, é seguido por dois outros movimentos curtos e rápidos, cheios de ironia.
Já a Nona, escrita logo após o final da Segunda Guerra, também cria um contraste nas expectivas. Por tudo que havia sido a Guerra, esperava-se um trabalho épico - talvez - com um coral triunfante, mas não foi nada que se observou. A Nona Sinfonia é leve, curta e cheia de humor. Em vez de heroísmo, há sarcasmo; em vez de grandiosidade, transparência; em vez de exaltação coletiva, uma espécie de distanciamento irônico.
Ou seja, eis a fórmula de Shostakovich. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!
Dmitri Shostakovich (1906-1975) -
01. Symphony No. 6 in B minor, op.54 - I. Largo
02. II. Allegro
03. III. Presto
04. Symphony No. 9 in E-flat major, op.70 - I. Allegro
05. II. Moderato
06. III. Presto
07. IV. Largo
08. V. Allegretto
London Philharmonic Orchestra
Sir Adrian Boult, regente
London Symphony Orchestra
Sir Malcolm Sargent, regente
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