sexta-feira, 8 de julho de 2011

Karol Szymanowski (1882-1937) - Stabat Mater, Op.53, Litany to the Virgin Mary Op.59 e Symphony No.3 Op.27 "Song of the Night"

Szymanowski nasceu em Tymoszówka (então parte do Império da Rússia, actualmente na região de Tcherkássi na Ucrânia) no seio de uma abastada família szlachta (nobre) polaca, proprietária de grandes latifúndios. Estudou música com o seu pai antes de ingressar em 1892 na Escola de Música Elizavetgrad de Gustav Neuhaus. A partir de 1901, frequentou o Consevatório Nacional de Varsóvia, de que mais tarde seria diretor a partir de 1926 até se retirar em 1930. Limitado profissionalmente pelas poucas oportunidades proporcionadas por uma Polónia ocupada pelos russos, Szymanowski viajou profusamente pela Europa, Norte de África, Médio Oriente e Estados Unidos da América. As suas viagens, especialmente pela zona do Mediterrâneo, serviram-lhe de fonte de inspiração como compositor e esteta.

Os frutos destas viagens incluiram não apenas obras musicais, mas ainda diversa poesia e o seu romance Efebos, sobre o amor grego, que foi parcialmente perdido num fogo em 1939. O capítulo central foi traduzido para russo e oferecido, em 1919, a Boris Kochno, um bailarino, brevemente seu amante, então com 15 anos. Referindo-se ao seu romance, Szymanowski disse: "Nele exprimi muito, talvez tudo o que tenho a dizer sobre o assunto, que é para mim muito importante e muito bonito."[1][2] Szymanowski dedicou também ao jovem bailarino um alguns poemas de amor em francês, entre os quais Ganymède, Baedecker, N'importe, e Vagabond.
Villa Atma, casa de Karol Szymanowski em Zakopane.

Szymanowski manteve abundante correspondência com o pianista Jan Smeterlin, tendo sido um grande patrocinador das suas obras para piano. A sua correspondência foi publicada em 1969 pela Allegro Press. Aos 47 anos de idade, os médicos aconselharam Szymanowski, já padecendo de tuberculose, a mudar-se para o clima frio e austero das montanhas Tatra, em Zakopane.

Foi aí que entre 1930 e 1935, o compositor escreveu várias peças importantes, entre as quais a sua Sinfonia n.º 4, o ballet Harnassie e o Concerto para Violino n.º 2. Em Villa Atma, a casa de Szymanowski em Zakopane, ainda se pode ver o escritório reconstruído do compositor, onde figuram fotos de Artur Rubinstein e de Serge Lifar, o bailarino que foi o protagonista da estreia de Harnassie em Paris, e amante de Szymanowski aos 16 anos. A tuberculose acabaria por causar a morte a Szymanowski, num sanatório de Lausanne, na Suíça.

Daqui

Karol Szymanowski (1882-1937) - Stabat Mater, Op.53, Litany to the Virgin Mary Op.59 e Symphony No.3 Op.27 "Song of the Night"

Stabat Mater, Op.53 *
01. I. Mother bowed with grief appalling
02. II. Is there any, tears witholding
03. III. Love's sweet fountain, Mother tender
04. IV. In Thy keeping, watching, weeping
05. V. Maid immaculate, excelling
06. VI. May his sacred cross defend me

Litany to the Virgin Mary Op.59*
07. I. Twelve-toned cithara
08. II. Like a dwarf bush

Symphony No.3 Op.27 "Song of the Night"**
09. I. Moderato assai (Oh, do not sleep
10. II. Vivace, scherzando
11. III. Largo (Such quiet, others slee

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City of Birmingham Symphony Orchestra
City of Birmingham Symphony Chorus
(Chorus Master: Simon Halsey)
Sir Simon Rattle, regente
Elzbieta Szmytka, soprano *
Florence Quivar, mezzo-soprano *
Jon Garrison, tenor**
John Connell, bass *

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2 comentários:

Leonardo Teixeira disse...

Já vi um "Stabat Mater" em algum lugar por aqui, acho q foi de Vivaldi... Isso é algum gênnero musical?

Anônimo disse...

Could you please re-up on mediafire?
Thanks, wonderful blog!!!