sexta-feira, 15 de julho de 2011

Anton Bruckner (1824-1896) - Sinfonia No. 7 em Mi Maior

Todas as vezes que quero sentir coisas grandes e com uma densidade espiritual sobrecomum, recorro costumeiramente às sinfonias de Anton Bruckner. Seu estilo não é fácil de suportar quando nos defrontamos com ele pela primeira vez. Recordo que assim que comecei a ouvi-lo julgava os seus trabalhos desnecessários e extravagantes. Ficava a evitá-lo. Questionava em outros momentos: "Para quê tudo isso?" "Ele não poderia ter simplificado nessa parte". "Aonde ele está indo?" E, de fato, Bruckner parece incansável. Vai cada vez mais longe. Eleva-se a galáxias distantes. E tornamo-nos seus passageiros nessa viagem. Mas após ouvi-lo com calma, percebi que não se trata de exagero. É o seu modo de reverenciar a Deus. Suas sinfonias são confissões espirituais. São sacramentos da alma. Era o modo que ele utilizava para se relacionar com o seu Deus. A voz velada de sua interioridade. A intimidade do seu ser. A Sinfonia de No. 7 é aquela a qual o compositor conseguiu seu maior sucesso. Ela fois escrita entre os anos de 1881 e 1883 e foi dedicada a Ludwig II da Baviera. No presente post, temos Karajan. É uma grande interpretação, repleta do espírito alemão. A edição é a Haas, de 1944. Uma boa viagem espiritual.

Anton Bruckner (1824-1896) - Sinfonia No. 7 em Mi Maior

01. I. Allegro moderato
02. II. Adagio (Sehr feierlich und sehr langsam)
03. III. Scherzo (Sehr schnell) & Trio (Etwas lang
04. IV. Finale (Bewegt, doch nicht zu schnell)

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Berliner Philharmonic
Herbert von Karajan, regente

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3 comentários:

Leonardo Teixeira disse...

Amigo devo dizer, ás vezes só baixo certas obras depois de ser persuadido por uma de suas introduções.
Apresentaste-me a grandes nomes como Bruckner, Mahler, Vivaldi, Szymanowski e vários outros cujo nomes me fogem à memória.
Deixo aqui meu sincero e merecido obrigado por apresentar-me esse mundo da (verdadeira) música para o qual a língua portuguesa carece de adjetivos dignos.
Muitíssimo obrigado e continue esse trabalho divino.

Leonardo

Carlinus disse...

De nada, Leonardo. Fico feliz que o blog esteja fazendo bem a você. Fique á vontade. Os motivos para a alegria são infinitos.

Abraços e um bom final de semana!

Anônimo disse...

Would it be possible to reupload this soft and delicate version of the work?

Thr Berlin Philarmonic was at its best.

Thank you so much!

And congratulations for this excellent blog.