quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ludwig van Beethoven - Concertos para piano No. 3, 4 e 5, Rondo, Op. 51, No. 1 e 2

Apesar da postagem ser maravilhosa e, potencialmente, demandar bastante motivo para falatórios, estou parcimonioso com as palavras esta noite. Dessa forma, estou de passagem apenas para postar os dois últimos Cds com os concertos de Beethoven para piano e orquestra com o Kempff. Um material verdadeiramente imperdível. Portanto, aproveite. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concerto para piano e orquestra No. 3 in C minor, Op. 37, Concerto para piano e orquestra No. 4 in G major, Op. 58, Rondo para piano No. 1 e 2 e Concerto para piano e Orquestra No. 5 in E flat major, Op. 73 - "Imperador"

Disco 2

Concerto para piano e orquestra No. 3 in C minor, Op. 37
1. Allegro con brio [15:51]
2. Largo [9:54]
3. Rondo. Allegro [9:27]

Concerto para piano e orquestra No. 4 in G major, Op. 58
4. Allegro moderato [16:56]
5. Andante con moto [5:18]
6. Rondo. Vivace [10:48]

Disco 3

Rondo para piano in C major, Op. 51 no. 1
1. Moderato e grazioso [7:00]

Rondo para piano in G major, Op. 51 no. 2
2. Andante cantabile e grazioso [8:35]

Concerto para piano e Orquestra No. 5 in E flat major, Op. 73 - "Imperador"
3. Allegro [20:31]
4. Adagio un poco moto - attaca: [7:50]
5. Rondo.Allegro [10:39]

Berliner Philharmoniker
Paul Van Kempen, regente
Wilhelm Kempff, piano

BAIXAR AQUI - CD2
BAIXAR AQUI - CD3

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Camille Saint-Säens - Sinfonia No. 3 em C menor, Op. 78 - Sinfonia com órgão, Pháeton, Op. 39, Danse Macabre, Op. 40 e Danse Bacchanele from Samson et

A Sinfonia No. 3 de Saint-Säens já apareceu por aqui em o SER DA MÚSICA. Gosto bastante dela. Não é difícil de perceber. Ela possui mistério e uma alma profudamente lizstiana. É cheia de um colorido orquestral digno de um grande trabalho. O segundo movimento é uma reflexão belissíma. Aparece ainda três outras peças significativas: Phaéton, Op. 39, Danse Macabre, Op. 40 e Danse Bacchanale, que já havia aparecido por aqui. Na condução temos o grande Maazel. Bom deleite!

Camille Saint-Säens (1841-1904) - Sinfonia No. 3 em C menor, Op. 78 - Sinfonia com órgão, Pháeton, Op. 39, Danse Macabre, Op. 40 e Danse Bacchanele from Samson et Dalila, Act III

Sinfonia No. 3 em C menor, Op. 78 - Sinfonia com órgão
1. Adagio [9:52]
2. Poco Adagio [11:11]
3. Allegro moderato [7:29]
4. Maestoso [8:17]

Pháeton, Op. 39 [8:19]
5. Pháeton, Op. 39

Danse Macabre, Op. 40 [6:24]
6. Danse Macabre, Op. 40

Danse Bacchanele from Samson et Dalila, Act III [7:16]
7. Danse Bacchanele from Samson et Dalila, Act III

Total: 58'58

Pittsburgh Symphony Orchestra
Lorin Maazel, regente
Anthony Newman, órgão

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Krzysztof Penderecki(1933-) - Paixão Segundo São Lucas

A Paixão segundo São Lucas ou Paixão e Morte de nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas foi escrita em 1966. É uma obra de profunda espiritualidade radical, asfixiante. Ouvi-la é uma experiência que arranha os nossos sentidos. Vejam só! Um país comunista - a Polônia - a falar da Paixão de Cristo. Isso em pleno século XX! Gerou muito atarantamento. Versa sobre um tema da paixão, ou seja, do sofrimento de Jesus - não em sentido bachiano. A paixão é um evento para-a-morte conforme os evangelhos. Quem já leu o Evangelho segundo Lucas, pode perceber que Lucas é um dos evangelistas que levaram a narração acerca de Jesus a um nível de pesquisa de campo. Ele diz que fez "uma acurada investigação". Tentou se apropriar dos detalhes mais importantes sobre a vida de Jesus. Assim, o evangelista mostra Jesus como se ele fosse o "Filho do Homem". O modelo perfeito que precisava morrer. Lucas era grego e seus ideais acerca de virtudes antropológicas eram helênicos. Ele centrou a sua pesquisa nesse sentido. A narração da paixão segundo Lucas é uma das mais alarmantes, assim como as de Mateus e Marcos. Diz ele que no momento da morte de Jesus, "escureceu-se o sol, houve trevas por sobre toda a terra até à hora nona. E rasgou-se pelo meio o véu do santuário. Então, Jesus clamou em alta voz: 'Pai, nas tuas mãos entrego o meu espiríto'". O evangelista mostra o princípio da paixão desde a noite da traição, quando Judas o entrega; Jesus perante as autoridades; até a morte na cruz. A Paixão segundo São Lucas de Penderecki leva em conta o texto do Evenagelho de Lucas e outras fontes - hinos, salmos e lamentações. Causa profundo impacto emocional. O texto é em latim. Somente ouvindo para entender o nível de provocação atordoante. Os cabelos da alma ficam eriçados. Boa apreciação!

Mais informações AQUI e AQUI

Ela está assim configurada:

Parte I

1. O Crux Ave ( "O Santa Cruz", do hino prodeunt Vexilla Regis), coro e orquestra

2. Et egressus ( "E ele saiu," Jardim do Getsêmani), narrador, barítono e orquestra

3. Meus Deus ( "Meu Deus", a oração de Cristo no Getsêmani, no Salmo 21), barítono, coro e orquestra

4. Domine, quis habitat ( "Senhor, quem morará ...", dos Salmos 14, 4 e 15), soprano e orquestra

5. Adhuc eo loquente ( "E, no entanto, enquanto ele falava," a traição de Judas a Cristo), narrador, barítono, coro e orquestra

6. Ierusalem ( "Jerusalém", da Lamentação de Jeremias), coro e orquestra

7. Ut quid, Domine ( "Por que, Senhor", do Salmo 9), coro a cappella

8. Eum autem Comprehendentes ( "Então, eles o levaram", negação de Pedro de Cristo), narrador, soprano, baixo, coro e orquestra

9. Iudica me, Deus ( "Dá pena de mim, ó Deus", do Salmo 42), baixo e orquestra

10. Et viri, qui illum tenebant ( "E os homens que detinham Jesus ...," zombando de Cristo), o narrador, barítono, coro e orquestra

11. Ierusalem (texto idêntico ao do ponto 6)

12. Miserere mei, Deus ( "Sede misericordiosos para mim, ó Deus", do Salmo 55), a cappella

13. Omnis et surgens ( "E a multidão se levantou ...," julgamento de Cristo diante de Pilatos e sentença de morte), narrador, barítono, baixo, coro e orquestra

Parte II

14. Et in pulverum ( "E no pó", do Salmo 21), coro e orquestra

15. Baiulans Et sibi crucem ( "E tendo a sua cruz," o caminho do Calvário), narrador e orquestra

16. Meus Popule ( "Meu povo," a partir do Improperia), coro e orquestra

17. Ibi eum crucifixerunt ( "Ali o crucificaram," o crucifixtion de Cristo), narrador e orquestra

18. Crux Fidelis ( "cross O fiel", de Pange lingua), soprano, coro e orquestra

19. Dicebat autem Iesus ( "Então disse Jesus," o perdão de Cristo), o narrador, barítono e orquestra

20. In mortis pulverum ( "no pó da morte", do Salmo 21), coro a cappella

21. Populus Et Stabat ( "E o povo estava", narrador zombando na cruz), Cristo, coro e orquestra

22. Unus autem ( "E um deles ...," os ladrões bons e maus), narrador, barítono, baixo, coro e orquestra

23. Stabant autem iuxta crucem ( "E junto à cruz", abordando a mãe de Jesus e João, a partir do Evangelho de João), o narrador, barítono e orquestra

24. Stabat Mater ( "A mãe ficou ...," da seqüência Stabat Mater), coro a cappella

25. Erat autem fere hora sexta ( "E era cerca da hora sexta", conta a morte de Cristo, tanto Lucas e João), o narrador, barítono, coro e orquestra

26. Alla breve (um tempo de marcação em italiano, indicando um metro rápida duple) orquestra, sozinho

27. In pulverem mortis ... In te, Domine, speravi ( "no pó da morte ... Em ti, ó Senhor, eu pus a minha confiança" do Salmo 30), soprano, barítono, baixo, coro e orquestra

Krzysztof Penderecki(1933-) - Paixão Segundo São Lucas

1. Part I: O Crux ave (Hymn ‘Vexilla Regis prodeunt’)
2. Part I: Et egressus (St. Luke)
3. Part I: Deus meus (Psalm 21)
4. Part I: Domine, quis habitabit (Psalms 14, 4 & 15)
5. Part I: Adhuc eo loquente (St. Luke)
6. Part I: Ierusalem (Lamentation of Jeremiah)
7. Part I: Ut quid, Domine (Psalm 9) 00:01:17
8. Part I: Comprehendentes autem eum (St. Luke)
9. Part I: Iudica me, Deus (Psalm 42)
10. Part I: Et viri, qui tenebant illum (St. Luke)
11. Part I: Ierusalem (Lamentation of Jeremiah)
12. Part I: Miserere mei, Deus (Psalm 55)
13. Part I: Et surgens omnis (St. Luke)
14. Part II: Et in pulverem (Psalm 21)
15. Part II: Et baiulans sibi crucem (St. Luke)
16. Part II: Popule meus (Improperia)
17. Part II: Ibi crucifixerunt eum (St. Luke)
18. Part II: Crux fidelis (Antiphons from ‘Pange lingua’)
19. Part II: Dividentes vero (St. Luke)
20. Part II: … in pulverem mortis (Psalm 21)
21. Part II: Et stabat populus (St. Luke)
22. Part II: Unus autem (St. Luke)
23. Part II: Stabant autem iuxta crucem (St. John)
24. Part II: Stabat Mater (Sequence)
25. Part II: Erat autem fere hora sexta (St. Luke, St. John)
26. Part II: Alla breve
27. Part II: In pulverem mortis… / In te, Domine, speravi (Psalm 30)

Warsaw National Philharmonic Orchestra
Warsaw Philharmonic Choir
Warsaw Boys Choir
Antoni Wit, regente
Klosinska, Izabela, soprano
Kolberger, Krzysztof, reader
Kruszewski, Adam, barítono
Tesarowicz, Romuald, baixo

BAIXAR AQUI

Have Joy!

* Se possível, deixe um comentário!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Johann Sebastian Bach e Luiggi Boccherini - Simply Baroque II

Acabei de chegar de uma caminhada. O vento está frio. Choveu a tarde inteira aqui em Brasília. Breves intervalos de uma luminosidade anêmica dourou a tarde deste sábado. Aproxima-se aquele clima de final de ano. São as confraternizações típicas que pouco a pouco vão se evidenciando. Desconhecemos a maioria das pessoas com as quais cruzamos durante o ano, todavia no final de ano emerge aquele clima de incipiente solidariedade. Os homens modernos tem uns assomos comportamentais que impressionam. Mas após fazer a caminhada, cheguei em casa, coloquei o CD que ora posto e fui visitado pela leveza da música barroca de Bach e Boccherini. Trata-se de um post envolvido por uma beleza incomum. Proveitoso e oportuno para uma noite fria. Boa apreciação!

Johann Sebastian Bach e Luiggi Boccherini - Simply Baroque II

Johann Sebastian Bach (1685-1770)
01. Was Gott tut, das ist wohlgetan, BWV 75
02. Aria from 'Goldberg Variations,' BWV 988
03. Wachet auf, ruft uns die Stimme (Sleepers Awake!), BWV 645
04. Wer nur den lieben Gott läßt walten, BWV 647
05. Die Hoffnung wart' der rechten Zeit, BWV 186
06. Meine Seele erhebet den Herren, BWV 648
07. Schafe können sicher weiden (Sheep May Safely Graze), BWV 208
08. Es danke, Gott, und lobe dich das Volk in guten Taten, BWV 76
09. Ach bleib bei uns, Herr Jesu Christ, BWV 649

Luiggi Boccherini (1743-1805)

Concerto in B flat major G.482
10. I. Allegro moderato
11. II. Andante grazioso
12. III. Rondo - Allegro

Concerto in D major G.476
13. I. Allegro
14. II. Largo
15. III. Allegro piacere

The Amsterdam Baroque Orchestra
Yo-Yo Ma, cello barroco
Ton Koopman, órgão, cravo e regência

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) - O Lago dos Cisnes, Op. 20

O Lago dos Cisnes (em russo: Лебединое Озеро, Lebedinoye Ozero) é um balé dramático em quatro atos do compositor russo Tchaikovsky e com o libreto de Vladimir Begitchev e Vasily Geltzer. Sua estreia ocorreu no Teatro Bolshoi em Moscou no dia 20 de fevereiro de 1877, sendo um fracasso não por causa da música, mas sim pela má interpretação da orquestra e dos bailarinos, assim como a coreografia e a cenografia. O balé foi encomendado pelo Teatro Bolshoi em 1876 e o compositor logo começou a escrevê-lo.

Ato I

No castelo realiza-se com toda a pompa o aniversário do príncipe Siegfried. A rainha oferece ao filho como presente um arco e flechas e pede-lhe que, no dia seguinte, escolha uma esposa entre as convidadas da festa. Quando os convidados saem do castelo, um grupo de cisnes brancos passa perto do local. Enfeitiçado pela beleza das aves, o príncipe decide caçá-las.

Ato II

O lago do bosque e as suas margens pertencem ao reino do mago Rothbart, que domina a princesa Odette e todo o seu séquito sob a forma de uma ave de rapina. Rothbart transformou Odette e as suas donzelas em cisnes, e só à noite lhes permite recuperarem a aparência humana. A princesa só poderá ser libertada por um homem que a ame apenas ela. Siegfried louco de paixão pela princesa das cisnes, jura que será ele a quebrar o feitiço do mago.

Ato III

Na corte da Rainha aparece um nobre cavalheiro e sua filha. O principe julga reconhecer que a filha do nobre cavalheiro Odile é a sua amada Odette, mas na realidade por baixo das figuras do nobre cavalheiro e a sua filha escondem-se o mago Rothbart e a feiticeira Odile. A dança com o cisne negro decide a sorte do principe e da sua amada Odette: enfeitiçado por Odile, Siegfried proclama que escolheu Odile como sua bela futura esposa, quebrando assim o juramento feito a Odette.

Ato IV

Os cisnes brancos tentam em vão consolar a sua princesa. Mas Odette destroçada pela decisão do príncipe, aceita a sua má sorte. Nesse momento surge o príncipe Siegfried que explica a donzela como o mago Rothbart e a feiticeira Odile o enganaram. Odette perdoa o príncipe e os dois renovam os votos de amor um pelo o outro. O mago Rothbart, impotente contra esse amor, decide se vingar dos dois e então inunda as margens do lago, Odette e as suas donzelas logo se transformam em cisnes novamente e o príncipe Siegfried tomado pelo desespero se afoga nas profundas e turbulentas águas do lago dos cisnes. O príncipe não sobrevive. É a morte de amor.

Texto da WIKIPÉDIA

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) - O Lago dos Cisnes, Op. 20

01. Act 1 - 01 Introduction & Scène
02. Act 1 - 02 Valse
03. Act 1 - 03 Scène
04. Act 1 - 04 Pas de trois-
05. Act 1 - 05 Pas de deux-
06. Act 1 - 06 Pas d'action
07. Act 1 - 07 Sujet
08. Act 1 - 08 Danse des coupes
09. Act 1 - 09 Finale
10. Act 2 - 10 Scène
11. Act 2 - 11 Scène
12. Act 2 - 12 Scène
13. Act 2 - 13 Danse des cygnes-
14. Act 2 - 14 Scène
15. Act 3 - 15 Scène
16. Act 3 - 16 Danse du Corps de Ballet
17. Act 3 - 17 Sortie des invités & Valse
18. Act 3 - 18 Scène
19. Act 3 - 19 Pas de six-
20. Act 3 - 19a Appendix I- Pas de deux-
21. Act 3 - 20 Danse hongrois
22. Act 3 - 20a Appendix II- Danse russe
23. Act 3 - 21 Danse espagnole
24. Act 3 - 22 Danse neapolitaine
25. Act 3 - 23 Mazurka
26. Act 3 - 24 Scène
27. Act 4 - 25 Entr'acte
28. Act 4 - 26 Scène
29. Act 4 - 27 Danse des petits cygnes
30. Act 4 - 28 Scène
31. Act 4 - 29 Scène finale

London Symphony Orchestra
André Previn, regente

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Robert Schumann (1810-1856) - Sonata No. 2 in g-moll Op.22, Nachtstcke Op.23, Drei Romanzen Op.28 e Waldszenen Op. 82 - Final

Eis que surge, finalmente, o último registro da obra pianística de Schumann por Kempff. Como é uma noite sisuda e eu estou louco para sair da frente do computador, não farei maiores comentários. Estou ouvindo o presente CD enquanto digito estas palavras. É muito bom - assim como foram os demais. Boa apreciação!

Robert Schumann (1810-1856) - Sonata No. 2 in g-moll Op.22, Nachtstcke Op.23, Drei Romanzen Op.28 e Waldszenen Op. 82

Sonata No. 2 in g-moll, Op.22
01. So rasch wie moglich
02. Andantino. Getragen
03. Scherzo. Sehr rasch und markiert - attacca
04. Rondo. Presto-Prestissimo. Quasi Cadenza

Nachtstcke, Op.23
05. Mehr langsam oft zurckhaltend
06. Markiert und lebhaft
07. Mit groer Lebhaftigkeit
08. Ad libitum-Einfach

Drei Romanzen, Op.28
09. Sehr markiert
10. Einfach
11. Sehr markiert. Intermezzo I Presto. Intermezzo II. Etwas langsamer - Wie vorher

Waldszenen, Op. 82 - Neun Klavierstcke
12. Eintritt nicht zu schnell
13. Jager auf der Lauer. Hchst lebhaft
14. Einsame Blumen. Einfach
15. Verrufene Stelle. Ziemlich langsam
16. Freundliche Landschaft. Schnell
17. Herberge. Massig
18. Vogel als Prophet. Langsam, sehr zart
19. Jagdlied. Rasch, krftig
20. Abschied. Nicht zu schnell

Wilhelm Kempff, piano

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Concerto para piano e orquestra No. 17 em G maior, K. 453 e Concerto para piano e Orquestra em C maior, K. 467

Fato intrigante: assim como há livros que provocam sensações variadas, há também músicas que mudam o nosso ânimo. O bom leitor sabe que cada livro exige um tipo de abordagem, de relação diferenciada. Ler uma poesia não é o mesmo que ler um romance; ou ler um tratado de fisiologia é diferente de ler um livro história. Do mesma forma é com a música. Cada tipo de compositor exige e merece uma relação distinta. Quando ouço Bach penso nas coisas altas, sublimes, angélicas; ao ouvir Beethoven me sinto solitário, cheio de sensações que enobrecem a humanidade; mas quando escuto Mozart, bate-me logo um sensação de leveza e alegria. Ou seja, a relação que estabeleço com Mozart é de profundo entusiasmo e encanto. Sua música é sempre um caminho que me conduz à simplicidade e ao desejo por situações sensíveis. Neste dois concertos para piano que aqui estão postos, Mozart é um poeta de grande candura e beleza. Por isso, não deixe de ouvir e estabelecer uma relação de admiração com Wolfgang. Na condução dessa revelação apoteótica temos Abbado e Maria João Pires. Boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Concerto para piano e orquestra No. 17 em G maior, K. 453 e Concerto para piano e Orquestra em C maior, K. 467

Concerto para piano e orquestra No. 17 em G maior, K. 453
1. Allegro [12:01]
2. Andante [9:53]
3. Allegretto [7:24]

Concerto para piano e Orquestra No. 21 em C maior, K. 467
4. Allegro [14:03]
5. Andante [6:10]
6. Allegro vivace assai [6:39]

The Chamber Orchestra for Europe
Maria João Pires, piano
Claudio Abbado, regente

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) - Les Cyclopes

Jean-Philippe Rameau, compositor francês, nasceu em Dijon, a 25 de setembro de 1683, e morreu em Paris, a 12 de setembro de 1764. Ao lado de Domenico Scarlatti e J. S. Bach, Rameau é um dos fundadores da música moderna. Ele e Bach, aliás, formam o par de gigantes da ciência musical no século 18. Outro famoso compositor, Camille Saint-Saëns, considerava Rameau o maior gênio musical da França. Seu tratado sobre a harmonia constitui a base teórica do sistema tonal que permaneceu em vigor no Ocidente até Arnold Schönberg. Filho de um organista, quando tinha 18 anos de idade Rameau foi enviado pelo pai à Itália para estudar música, mas voltou de Milão decepcionado com a música italiana. Até os 39 anos vagou pelo interior da França, talvez como violinista de uma trupe de músicos ambulantes, e, com certeza, assumindo o cargo de organista em algumas cidades. Passou cerca de seis anos em Clermont-Ferrand, em relativa reclusão, estudando e preparando seu livro de teoria musical, "Tratado de harmonia", de 1722, ano em que se estabelece na cidade de Paris. A obra foi atacada pelos músicos tradicionalistas, mas chama a atenção para o autor. Em 1724, publica seu segundo livro de peças para o cravo (o primeiro é de 1705), e torna-se um dos compositores mais conhecidos da França.
Em 1750, Rameau conhece Voltaire, que exercerá poderosa influência intelectual sobre ele, até o fim de sua vida. Outros enciclopedistas, no entanto, como Rousseau e Diderot, estabeleceram forte polêmica com Rameau, criticando-lhe as teorias musicais. A princípio, Rameau é atacado por seu "italianismo"; mais tarde, por seu racionalismo. Quanto à primeira acusação, logo se verifica não ter procedência. Quanto a ser racionalista, para um intelectual que viveu na idade do Iluminismo, esse é um fato que não se pode negar. Com o apoio do financista Le Riche de La Pouplinière (que o apresenta a Voltaire), Rameau publica novas obras para o cravo, motetos e cantatas, tendo ainda composto música para teatro. Dedica-se, então, à ópera, vendo representada sua "Hyppolite et Aricie" (1733) na Académie de Musique (mais tarde, Ópera de Paris) com sucesso, causando novas polêmicas, principalmente no que se refere às suas inovações quanto à harmonia, à instrumentação e à parte vocal. A ópera o torna famoso, e o rei Luís 15 o nomeia músico oficial da corte francesa. Em 1764, recebe um título de nobreza concedido pelo soberano. Em sua vasta obra destacam-se ainda outras óperas: "Castor et Polux", de 1737; "Dardanus", de 1739 - triunfalmente reencenada em 1964 -; e "Zoroastre" (1749), quando o artista está no apogeu de sua carreira. As críticas, no entanto, continuam. Ironicamente, Rameau, que no princípio tinha sido criticado por seu "italianismo", é atacado pelos enciclopedistas, que preferem a escola italiana de música. A polêmica passaria à história como "a guerra dos bufões", o que levará o compositor, um dos maiores teóricos de música da humanidade, a publicar novo livro, defendendo suas idéias: "Observações sobre nosso instinto musical" (1754). Ao mesmo tempo, não deixa de compor. Além de notáveis motetos e cantatas, Rameau compõe óperas-bailados - "As Índias galantes" (1735) e "As festas de Hebe" (1739) - e comédias-bailados, como "Platée" (1745), todas reconhecidas como obras-primas e representadas até hoje. Também são geniais suas composições para clavecino (cravo). Durante sua vida, Rameau interessou-se exclusiva e apaixonadamente pela música. Um de seus contemporâneos, o poeta Alexis Piron, dizia que toda a alma e todo o espírito de Rameu estavam em seu clavecino: "depois de fechá-lo, era como se não houvesse mais ninguém na residência". Rameau prosseguiu as atividades de teórico e compositor até sua morte. Viveu com a mulher e dois de seus filhos em Paris, em um grande apartamento, de onde saía, diariamente, para dar seu passeio solitário pelos jardins do Palais-Royal ou das Tulherias. Já idoso, teria dito: "Dia a dia adquiro mais gosto, mas não tenho mais gênio. A imaginação está gasta em minha velha cabeça e não se é sábio quando se quer trabalhar, nesta idade, nas artes que são inteiramente imaginação". Rameau faleceu de uma estranha febre em 12 de setembro de 1764 e sua última composição, "Les Boréades", teve de esperar mais de dois séculos até ser apresentada, com estrondoso sucesso, em 1982, na cidade de Aix-en-Provence. No dia 13 de setembro de 1764, Rameau foi enterrado na Igreja de São Eustáquio, em Paris.

Extraído DAQUI

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) - Les Cyclopes

Pieces de Clavessin (1724)
01. Les Cyclopes
02. L'Entretien des Muses
03. Les Tourbillons

Nouvelles Suites de Pieces de Clavecin (1728) - Suite in A minor
04. Allemande
05. Courante
06. Sarabande
07. Les Trois Mains
08. Fanfarinette
09. La Triomphante
10. Gavotte avec les Doubles de la Gavotte

Pieces de Clavessin - Suite in E minor
11. Allemande
12. Courante
13. Gigue en Rondeau I
14. Gigue en Rondeau II
15. Le Rappel des Oiseaux
16. Rigaudon I - Rigaudon II et Double (Rigaudon I)
17. Musette en Rondeau
18. Tambourin
19. La Villageoise

Nouvelles Suites de Pieces de Clavecin
20. La Poule
21. L'Enharmonique
22. L'Egiptienne

Trevor Pinnock, cravo

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ludwig van Beethoven - Concerto para Piano e Orquestra No.1 in C maior, Op.15 e Concerto para Piano e Orquestra No.2 in B flat major, Op. 19

Como me encontro numa fase de profunda solidariedade, resolvir atender um primeiro pedido de um visitante aqui do blogger. Ele me solicitou os concertos para piano e orquestra de Beethoven com o Kempff - em específico o concerto número 3. Não é para menos, o rapaz tem bom gosto. Mas resolvir postar logo todos os cinco. É a terceira vez que posto os concertos do meu compositor mais ilustre. Já apareceram Pollini e Ashkhenazy e agora o grande Kempff. Não preciso fazer maiores comentários. A música se evidenciará em loquaz erudição. Ela falará com você e revelará os seus poderes secretos. Apenas escute. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concerto para Piano e Orquestra No.1 in C maior, Op.15 e Concerto para Piano e Orquestra No.2 in B flat major, Op. 19

Concerto para Piano e Orquestra No.1 in C maior, Op.15
1. Allegro con brio
2. Largo
3. Rondo. Allegro Scherzando

Concerto para Piano e Orquestra No.2 in B flat major, Op. 19
4. Allegro con brio
5. Adagio
6. Rondo. Molto allegro

Berliner Philharmoniker
Paul Van Kempen, regente
Wilhelm Kempff, piano

BAIXAR AQUI

Have Joy!

*Se possível, deixe um comentário!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Robert Schumann (1810-1856) - Sinfonia em G menor - "Zwickau" WoO 29, Sinfonia em B flat menor - "Primavera", Op. 39 e Abertura, Scherzo e Finale em Mi, Op. 52

Já há algum tempo que eu tencionava postar a integral das sinfonias de Schumann. Como estou bastante disposto nesta noite, resolvir principiar hoje mesmo. Confesso que não sou um conhecedor profundo do trabalho sinfônico de Schumann. Já ouvir bastante a Sinfonia No. 1, "Primavera". É um trabalho bem ao gosto romântico. Pelo que parece, Schumann possuía certos receios em se iniciar pelo mundo das sinfonias. Somente após ter conquistado a fama com os lieds e com as peças para piano, o compositor construiu seu primeiro trabalho. Foi encorajado pela sua esposa Clara Schumann. A Sinfonia "Primavera" ficou pronta em um mês e teve sua estréia em 1841, sob à batuta de Mendelssohn. Outro trabalho sinfônico que gosto do compositor é a sua sinfonia no. 3, "Renana", que não estará presente nesta primeira postagem. Serão ao todo três postagens. Ainda não ouvir o Gardiner em ação, mas acredito que seja um trabalho respeitável. Assim, aparecem nesta postagem: A Sinfonia em Sol menor, Zwickau, que foi deixada incompleta; a Sinfonia No. 1, "Primavera" e a Abertura, Scherzo e Finale em Mi, que Schumann considerava a sua segunda sinfonia, mas que não ficou assim conhecida para a posteridade. Boa apreciação!

Robert Schumann (1810-1856) - Sinfonia em G menor - "Zwickau" WoO 29, Sinfonia em B flat menor - "Primavera", Op. 39 e Abertura, Scherzo e Finale em Mi, Op. 52

Sinfonia em G menor - "Zwickau" WoO 29 (1832-33)
1. Moderato - Allegro
2. Andantino quasi allegretto - Intermezzo quasi Scherzo- Allegro assai - Anadantino

Sinfonia em B flat menor - "Primavera", Op. 39(1841)
3. Andante un poco maestoso - Allegro molto vivace
4. Larghetto
5. Scherzo- Molto vivace
6. Allegro animato e grazioso

Abertura, Scherzo e Finale em Mi, Op. 52 (1841)
7. Overture- Andante con moto - Allegro
8. Scherzo- Vivo
9. Finale- Allegro molto vivace

Orchestre Révoluitionaire et Romantique
John Eliot Gardiner, regente


Have Joy!

* Se possível, deixe um comentário!