segunda-feira, 23 de julho de 2012

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 4 in E-flat major - "Romântica"

Recebemos diariamente os mais ternos cumprimentos por esse trabalho, quiçá, mal feito por este que vos fala. Mas também recebemos palavras alquebradoras. Tento de certa forma ser razoável. Tenho o direito de gostar ou não gostar de determinado compositor. Busco ser respeitoso com todos os visitantes do blog. Nunca faltei com educação ou agi com prepotência. Não escondo que não sou músico. Sou apenas um ouvinte curioso. Em outras palavras: um diletante. Alguém que engatinha por essas sendas musicais infinitas. A música caminha com pés delicados. Penso que o que deve afastar muita gente da música clássica é a prepotência de determinados seres que julgam que esse tipo de produção pertence a alguns eleitos. Àqueles que conseguem enxergar "a roupa invisível do rei". E essa dicotomia estabelece uma sepração entre aqueles que podem ouvir e aqueles que não podem. Sempre foi assim na história da música. Estou lendo uma biografia sobre Anton Bruckner escrita por Lauro Machado Coelho e é curioso como o compositor austríaco foi mal recepcionado no século XIX. Alguns diziam que ele não sabia compor; que seus trabalhos eram obscuros; sem sentido; que não havia organicidade em suas obras. Certo crítico chamado Hanslick foi um ardoroso combatente de Bruckner. Mas esse dito "eleito" que sabia enxergar "o coração" da música apenas ficou no rodapé da história como um "criticozinho". Se ele hoje é lembrado é porque existe alguém grandioso como Bruckner. As críticas vindas daqueles que são "doutorado em filosofia e especialista em filosofia da música", ou seja, "um eleito", torna-nos suscetíveis a um grande desânimo. Já postei bastante no PQP Bach, mas foi por causa de críticas cruéis e desabilizadoras que me proporcionaram um ímpeto a reduzir drasticamente as postagens naquele sítio. Admiro cada um dos componentes do PQP Bach. Damo-nos muito bem. Temos uma boa comunicação. Não somos especialistas. O que nos aproxima é a música. Mas, sinto-me meio "inseguro" a postar por aqueles lados. Acredito que os que visitam essa página o fazem motivados pela música e não por aquilo que escrevo. Reitero: a função dessa página não é me exibir de nenhuma forma; ou emitir juízos especializados. Trata-se apenas de impressões que vamos colhendo à medida que escutamos aqui e ali. E como escutamos! Ouço música a maior parte do meu dia. Quando estou em casa sou capaz de ouvir música por oito horas a fio sem titubear, simplesmente, porque música não é somente técnica. Música para mim é religião. Quando vou a um restaurante não estou interessado em saber como o chefe preparou o prato - embora tendo conhecimento de como foi preparado me der uma ideia do sabor. Mas, simplesmente, interesso-me pelo sabor da comida. Naquele sabor existe um sentimento que me liga, incodicionalmente, a memórias, a sensações, prazeres que não se encontram nos utensílios de preparação. Deixo os utensílios para os especialistas. Fico apenas com o alimento, embora leia uma vez ou outra sobre a arte de preparar pratos. Ora, por que escrevo isso? Simplesmente porque estou bastante triste. Recebi uma mensagem bastante altiva (e que não divulgo por escrúpulos) de um alguém "entendido" - o "doutorado em filosofia e especialista em filosofia da música". Criticou o nome do blog, meu ponto de vista sobre Rachmaninov, minha cultura musical e me alistou no exército dos ignorantes. Não é fácil ouvir essas coisas. Todos nós temos brios. Mas buscamos estar preparados para isso. Por isso, postarei esse CD como uma tentativa de solicitar aos deuses da música que apaziguem o meu coração com a espiritualidade da música de Bruckner. Com esse hino triunfal de um dos maiores compositores de todos os tempos e que desejava expressar seu sentimento de devoação ao seu Deus. E, eu, incrédulo que sou, busco apenas converter algumas pessoas à boa música. Tornar a existência de alguns visitantes benquistos.

P.S. Não posso silenciar a ninguém, mas não deprecie um trabalho que é feito com tanto esforço e a custa de tanto tempo. Não ganho nada em com este espaço. Meu maior lucro é a gratidão dos visitantes. A se continuar com esse tipo de discurso, não vejo outra saída a não ser prometer o ocaso desse espaço. Ademais, esse não é um espaço para eruditos, mas para amantes do "ser da música". Abraços (melancólicos) musicais!

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 4 in E-flat major - "Romântica"

01 - I - Bewegt, nicht zu schnell
02 - II - Andante quasi Allegretto
03 - III - Scherzo. Bewegt - Trio. Nicht zu schnell. Keinesfalls schleppend
04 - IV - Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell

Ed. Robert Haas

Você pode comprar este CD na Amazon

Berliner Philharmoniker
Hebert van Karajan, regente


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26 comentários:

Anônimo disse...

Fica assim não, Carlinus; pois "cabeça feita não dá bandeira e nem marca bobeira". Afinal, o essencial está descrito no NOME do seu sensacional blog e em suas palavras... Não esmoreça! Abraço

profanis aeterus disse...

para mim este é , diferente dos demais , um blog que leio . em verdade , tenho mais avidez em ler teus saudáveis 'devaneios' que em clicar no 'baixar aqui' . não raro , sou seduzido pelo texto a ouvir a música que o acompanha . as postagens sobre Hummel & Schnittke são um bom exemplo d'essa constante .

decerto que o doutor em música [ui!] deve também ter seus dissabores com algum compositor - ou aprecia a todos incondicionalmente ? enfim ... 'coitados' d'aqueles que não passam por seu crivo .

mas Carlinus , na boa , gosto do teu blog pra K@#&%$#@*¨#$* !! ele tem um floreado poético ; ele é único ... a impressão que dá é que a música já começa aqui n'estas páginas!

abração , \o/

Al Reiffer disse...

Caro, Carlinus, os críticos são o atraso da arte. Não significam nada. A arte fica, eles passam. Para que se preocupar com eles? A meu ver, nem o teu texto de defesa/explicação era necessário. Ignore-os. Ou então, ridicularize-os. Críticos não devem ser levados a sério. Crítico rima com ridículo, rs. A propósito, publiquei há poucos dias um poema em meu blog em que falo algo que me parece apropriado ao ocorrido contigo. Ei-lo:

da Nobreza da Indiferença

dizer o que se deve dizer
sem deixar que o que é dito
perturbe ao o quem disse

basta-me que eu seja
lago profundo de água fecunda
coberto com espessa
capa de gelo
e que eu me mire
no meu próprio gélido espelho

qual pedra qualquer
causará ondas quaisquer
no inabalável da minha superfície?
o que é que me importa
o ser-não-meu dos outros
ou sua alheia crendice?

porque ao-final
aquilo que eu seja aqui
o que importa àquela estrela?
e o que importa a mim
o fato de eu não sê-la?

Abraço.

Ricardo disse...

Não desanime nem se deixe abater por declarações de pessoas prepotentes e arrogantes, que não aceitam a diversidade de opiniões e gostos. Posso não entender nada de música, mas sei apreciar uma bela melodia, que nos faz bem à alma. Parabéns pelo trabalho abnegado de nos trazer coisas que tocam o coração.

Vivelo disse...

Tem gente que está de mal com a vida ou acordou de TPM e desconta nos outros. É fácil criticar, tudo pode ser criticado (nem Deus, que é Deus, é unanimidade...)quero ver o sujeito fazer algo produtivo, ele também terá que engolir milhões de críticas, afinal sempre haverá opiniões divergentes. O nome do blog é ótimo, adoro o que voce escreve (dá inspiração ao que vai ser ouvido, ensina alguma coisa também - eu copio e guardo junto ao arquivo da música)e ficarei triste se voce sumir do PQP, que eu adoro também. Voce espalha boa música e alegra nossos dias, o cara lá se acha "o especialista" mas nada fez para deixar esse mundo um pouco melhor. Para mim isso indica que ele é um péssimo filósofo...um bom filósofo não teria tal atitude.
Aproveito para pedir a repostagem do Beethoven Late String Quartets com o Melos Quartet. O grupo é ótimo, tava ouvindo ontem e descobri que me falta o cd 3. Não dá para baixar nem aqui nem no PQP. Beijos...

bia disse...

Carlinus, o blog expressa o seu modo de perceber a música, cumpre ao que você se dispõe: compartilhar os mais diversos compositores - incluindo aqueles dos quais você desconfia. visito o blog como visitaria a um amigo que é amante da música.

o discurso "especialista" tem seu lugar no mundo e não eclipsa o seu curso no blog. se é realmente um discurso crítico, pode até mesmo levar você a aprofundar o modo de perceber cada uma das questões levantadas. se é apenas um discurso altivo, você já o respondeu. imagino que haja outro "doutor" que compartilhe da sua visão "essencial".

tal como sherazade, toda noite continue a história da noite anterior. por favor.

Anônimo disse...

Caro Carlinus,
A vida é como ela é e os medíocres também fazem parte dela.
Por outro lado, cabe a cada um de nós conceder a outro que forme juízo a nosso respeito. Não dê essa concessão a esse "alguém entendido", mande-o as favas e às profundezas do inferno.
O que importa são os milhares de acessos que seu blog recebe de verdadeiros apreciadores da música.
Abraço carinhoso, Sergio

cássio lucas disse...

idem profanis aeterus

Carlinus disse...

Obrigado a todos pelo afeto e carinho!

Anônimo disse...

Carlinus,

Simplesmente ignore essas pessoas que te criticam. O que importa são aquelas que admiram o seu blog. Sou um grande fã deste blog.

Abraco!

Rafael

akon disse...

Carlinus no vale la pena comentar
el mensaje de ese "doctor".
Que poca cosa hay que ser para
presentarse asi. Tu Blog hace
parte de mi rutina diaria y me trae su cuota de alegria . Vivan los que
sienten entusiasmo por algo noble.
Un abrazo.

Anônimo disse...

Pois é, Carlinus, a vida é dura. Já dei um tempo várias vezes do PQPBach por conta destes "doutores", que se proclamam os donos da verdade. Fui obrigado a atitudes mais exageradas, como bloquear os comentários destes ditos cujos. E sei como você se sente. Sei muito bem, por sinal. Mas sigamos em frente. A música está acima de tudo. E por favor, de vez em quando volte a dar o ar de sua graça lá pelas bandas do PQP, sentimos falta de seus textos poéticos, de sua sensibilidade musical. Infelizmente,nos últimos tempos, estou muito envolvido com o meu trabalho, o que me permite fazer apenas uma postagem por semana, e olha lá, mas acompanho diariamente o que acontece por lá e por aqui. Um abraço. FDPBach.

Carlinus disse...

Obrigado pela presença - privilegiada - por aqui, FDP. Inicialmente fiquei um pouco abalado, mas é bom perceber que existe uma legião bem maior com aqueles que apoiam e celebram o nosso trabalho. E isso, FDP, traz tranquilidade.

Bom trabalho e um forte abraço a todos aqueles que fazem o PQP BAch, um blog que já faz parte da vida de muitos dos amantes da boa música.

E, eu, continuo por aqui a semear garatujas e sonhos musicais!

Abraços!

Fabio ZF disse...

Carlinus:

Esse tipo de "erudito" sempre aparece em todos os sites de música clássica. Lembro de um fórum (hoje extinto) onde um leigo (como eu e você) era atacado só por externar sua interpretação pessoal sobre uma sinfonia.

Uma boa parte desses "eruditos" não é formada de músicos. E, se o são, falta-lhes capacidade técnica, porque precisam vir a um site tentar se ufanar e desdenhar dos conhecimentos alheios.

O mais interessante é que este blog é de DIVULGAÇÃO de música clássica. Portanto. o indivíduo vem aqui, baixa várias músicas, e ainda tem a cara-de-pau de criticar o que você escreve! Esse cara que te criticou é um grande HIPÓCRITA.

Lembro ainda de uma época onde o UOL mantinha um fórum de ópera e música clássica. Lá apareceu um indivíduo com o apelido de "Hanslick" (sim, o mesmo crítico idiota que você citou) e criticou severamente o Tchaikovsky, chamando-o de "compositor de música de feira de variedades". Disse até que provavelmente os maestros detestavam reger as obras dele (obviamente esse cara era um fã do Boulez) Esses "críticos" que aparecem em blogs para criticar compositores (e administradores de blogs e sites) são pessoas com problemas psicológicos graves, pois precisam se auto-afirmar. Partem de uma postura acadêmica, de rigor técnico, porque, na maioria das vezes, leram um livrinho qualquer que defendia esse tipo de postura. Se você pedir os fundamentos da crítica o "crítico" irá ler argumentos de livros de música. Ou então são estudantes de música que só repetem, como papagaios, as aulas de seus professores. Falta a esses pseudo-intelectuais senso crítico.

Carlinus, o que você, o PQP, e outros tantos blogs fazem pela música clássica nesse país é inestimável. É por causa dessa atitude RIDICULA, HIPÓCRITA e ARROGANTE, que a música clássica neste país fica restrita a poucos.

Esse tipo de "reação" dos velhos padrões "cheira a cadáver" (expressão de Nietzsche sobre a filosofia do Schopenhauer). Mas, essas atitudes são esperadas.

Continue no seu labor de divulgar a música clássica e siga o seu próprio estilo pessoal (e inconfundível).

Quanto mais você desagradar aos pseudo-intelectuais, mais o seu trabalho estará surtindo efeito!

Fica aqui o meu apoio irrestrito ao seu blog e o meu aplauso.

cássio lucas disse...

po, vo ter que dar mais um idem: Fábio ZF

cyrano disse...

carlinus, é cada um q aparece, né? essa pessoa certamente não é um artista, isso ficou bem claro. quanto a ser um filósofo, tenho também minhas dúvidas. afinal, quem tem amor pela sabedoria ataca a beleza? folhas de papel timbrado não fazem filósofos...

cyrano disse...

é cada um q aparece, não é, carlinus? bem, essa pessoa certamente não é um artista, como ficou claro, nem tem a música no coração. quanto a ser filósofo, tenho minhas dúvidas... um amante da sabedoria atacaria a beleza? folhas de papel timbrado não fazem filósofos...

Doni França disse...

Sempre que leio essas coisas lembro-me de uma célebre passagem do livro "O lobo da Estepe", de Hermann Hesse. Um sujeito afrescalhado, que se achava superior a todos por ser “entendido”, viu-se diante do ridículo o dia que uma bela e sedutora mulher colocou-o diante do espelho.

Diego Michel disse...

Carlinus,

Já vi várias vezes posturas extremadas como esta em outros Blogs,
blogs que são familiares ao nosso Ser da Música, no entanto, as tais figuras
(e esse é mais patético, tinha que se manifestar como Hanslick...)
sempre servirão como um meio, ou melhor, um pequeno degrau a ser ultrapassado para que se alcance um fim maior, a fomentação da música autêntica;
e ninguém melhor que Bruckner, que sempre teve que lidar com o problema de ser rotulado como mais um wagneriano inautêntico para rechaçar indivíduos desta natureza.

Sigamos, pois
Abraço!

Anônimo disse...

Caro Sr.,
As minhas desculpas pelo estilo intempestivo do meu comentário anterior. O meu objetivo não era simplesmente dizer mal, mas antes censurar alguém precisamente por dizer mal sem razão nem preparação para o fazer. Apesar de toda a retórica que vejo nos comentários (necessariamente deslocados, pois desconheciam o teor da mensagem original), permanece o facto de que uma coisa é dizer "não gosto de Rachmaninoff" e outra completamente diferente é dizer que toda uma vida e obra de um compositor sério, um artista não diletante, pode ser varrida da história da música como um engano, uma irrelevância que não deveria ter acontecido. Isso é horrível, e não se diz sequer de músicos de aldeia honestos. E quando digo "não se diz", isso é assim por maioria de razão se nem se é especialista. Mas isso não quer dizer, evidentemente, que eu subscreva o direito a isso pelo simples facto de se ser especialistas. Especialistas há muitos, e eu sou uma mera gota nesse oceano. A verdade é que nem do "Papa" Boulez, indiscutivelmente um enorme cérebro da música (o resto, é polémico), deveríamos ouvir isso, apesar de ele e seus amigos gostarem de o fazer. Agora, "não gosto de X porque Y...", cada um terá direito, se pelo menos honrar o visado com razões.
Seja como for, prometo não fazer mais comentários, ainda que com esperança de que o meu possa levá-lo a pelo menos considerar a hipótese de não arrasar músicos sérios quando sentir nova vontade de o fazer.
Já agora, reparei que há uma gralha recente na frase com que encerra os seus posts, que menciono apenas porque parece manter-se ("Ela juda a manter o nosso blog vivo...").

Carlinus disse...

Concordo com você, "Anônimo". Chamo-o assim, porque não sei qual o seu nome. Não quis denegrí-lo ou anatemizá-lo em público. Apenas esbocei o meu descontentamento. Concordo com você quando diz que não podemos banir ou "varrer da história" qualquer compositor. Meu comentário não deve ser considerado em modo denotativo. Ele foi mais picaresco do que qualquer coisa. Quem sou eu para exterminar um compositor que tem uma reputação como o russo Rachmaninov! Eu não seria capaz de escrever uma sinfonia como a no.1 ou um poema sinfônico como "A Ilha dos mortos"; ou ainda a bela "Dança Sinfônica" que tanto admiro ou os "24 Prelúdios".

Entenda minhas razões, mesmo que sem "razão", que foram mais para produzir riso. Sinto-me imensamente pequeno diante dessas coisas. Admiro a música e sei que cada movimento da história tem a sua razão de ser. Não sou um radical - típico xiita. O problema do radical, no dizer de Paulo Freire, é que ele está cheio de verdades e não se abre para o novo. Não sou desses. Se não gosto de determinado compositor, concordo com você mais uma vez, sei que não tenho o direito de fulminá-lo - mas, posso "brincar" com as palavras a respeito daquele compositor. Compositores como Paganini, Johan Strauss I e II, eu não os posto, mas sei que eles tiveram a sua relevância para a história da música enquanto artistas que foram.

No mais, obrigado!

P.S. Agradeço a todos pelos comentários! Eles são uma grande vitamina para que continuemos nosso trabalho incipiente, todavia cheio de humildade e respeito por esse ou por aquele sujeito.

Carlinus disse...

Concordo com você, "Anônimo". Chamo-o assim, porque não sei qual o seu nome. Não quis denegrí-lo ou anatemizá-lo em público. Apenas esbocei o meu descontentamento. Concordo com você quando diz que não podemos banir ou "varrer da história" qualquer compositor. Meu comentário não deve ser considerado em modo denotativo. Ele foi mais picaresco do que qualquer coisa. Quem sou eu para exterminar um compositor que tem uma reputação como o russo Rachmaninov! Eu não seria capaz de escrever uma sinfonia como a no.1 ou um poema sinfônico como "A Ilha dos mortos"; ou ainda a bela "Dança Sinfônica" que tanto admiro ou os "24 Prelúdios".

Entenda minhas razões, mesmo que sem "razão", que foram mais para produzir riso. Sinto-me imensamente pequeno diante dessas coisas. Admiro a música e sei que cada movimento da história tem a sua razão de ser. Não sou um radical - típico xiita. O problema do radical, no dizer de Paulo Freire, é que ele está cheio de verdades e não se abre para o novo. Não sou desses. Se não gosto de determinado compositor, concordo com você mais uma vez, sei que não tenho o direito de fulminá-lo - mas, posso "brincar" com as palavras a respeito daquele compositor. Compositores como Paganini, Johan Strauss I e II, eu não os posto, mas sei que eles tiveram a sua relevância para a história da música enquanto artistas que foram.

No mais, obrigado!

P.S. Agradeço a todos pelos comentários! Eles são uma grande vitamina para que continuemos nosso trabalho incipiente, todavia cheio de humildade e respeito por esse ou por aquele sujeito.

Vivelo disse...

Que bom que o cara pediu desculpas! Acho que se deu conta do quanto foi exagerado e inoportuno o comentário inicial, que talvez também tenha sido inspirado em algum comentário um pouco mais forte. O que a gente escreve às vezes adquire um peso maior do que a gente gostaria. Atitude bacana. Aproveito para pedir novamente a repostagem do Beethoven Late String Quartets com o Melos Quartet, não achei até agora por aí o cd3 que me falta. Não quero ser insistente, apenas peço que seja colocado na fila, que deve ser longa. Acho que da outra vez que falei, passou despercebido...e aproveito para agradecer essas maravilhosas postagens que fazem a nossa alegria!

Vivelo disse...

Carlinus, esqueça meu pedido!!!! Consegui baixar. Não sei o que houve, tentei por vários dias, o Jumbofiles (que, aliás, é ótimo) funcionava em outros posts mas não naquele. Valeu!!!!!

Dirceu Scarparo Vargas disse...

Carlinus
Se o futuro de todos nós é a morte e nossa glória póstuma o esquecimento, o melhor que podemos fazer é ouvir todos esses clássicos que nos alimentam a alma e que poucos conseguem sentir.
Não pare este Blog nunca. Grato. Um forte abraço do Dirceu.

jose farias disse...

Parei nesta página porque o texto um pouco mais longo me chamou a atenção. Ja visito o Ser da Música a algum tempo, e como muitos, fui sim seduzido e no melhor dos sentidos, aliciado pelos seus textos, poéticos, descritivos e bem humorados. Sem ter começado a ler seus textos eu não teria o prazer que hoje tenho em ouvir certas obras. Podia até ter o entendimento, mas não esse prazer que, como arabesco, enfeita e floreia o baú da Música Clássica. No mais, críticos são aquelas pessoas que não conseguiram ser nada além de ter a pretenção de criticar o eles mesmo nao sao capazer de fazer. Abraços Jesus José de Farias - PE.