quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Piano Concerto #16 In D, K 451 e Piano Concerto #15 In B Flat, K 450

Penso que deveriam criar uma expressão, quando quisessem comparar alguma coisa bonita. O padrão que estipularia, estabeleceria critérios seria a música de Mozart. Diriam assim: "É tão belo(a) quanto uma sonata de Mozart". Ou: "É tão bonito(a) quanto um concerto de Mozart". Pois quando escuto o compositor austríaco, sempre fico com a impressão de que aquelas instâncias mais sublimes da alegria e da beleza estão mais próximas de mim. Como faz bem ouvir Mozart! As pessoas muito religiosas deveriam ao invés de procurarem abstenções para o corpo, com sacrifícios que tornam a vida chata e caricata, realizar promessas para ouvir uma ou duas obras de Mozart todos os dias. Isso tiraria a tristeza do rosto, fazendo inundar todo o corpo por um rio caudoloso alegria. Creio que não exista melhor remédio para nos purgar de nossas leviandades. Este disco traz dois concertos para piano menos conhecidos - os de número 15 e 16. São belos. Não chegam próximos (ao meu modo de ver), por exemplo, dos de número 20, 21 ou 26. Todavia, revelam aquilo que Mozart sabia fazer de melhor: construir paisagens leves e repletas de beleza. A regência e a execução instrumental fica a cargo de Vladimir Ashkenazy. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!


Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

Piano Concerto #16 In D, K 451
01. 1. Allegro
02. 2. Andante
03. 3. Allegro Di Molto

Piano Concerto #15 In B Flat, K 450
04. 1. Allegro 10.51
05. 2. Larghetto 6.12
06. 3. Allegro 7.37

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Philharmonia Orchestra
Vladimir Ashkenazy, regência e piano 

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2 comentários:

charlles campos disse...

Assino em baixo e por todos os lados (como diz o Milton). Mozart é uma das alegrias sublimes e eternas da minha vida.

Jamil P. disse...

Gosto bastante de Mozart, também. Vejo - e não poderia ser diferente - beleza em sua música, também. Vale dizer, até as vacas e os bebês, segundo pesquisas científicas, apreciam as composições do jovem prodígio; aquelas produzindo mais leite, estes chorando menos etc. Todavia, considero sua obra, no conjunto, mais bonita do que propriamente bela. Quero dizer, ela também tem beleza, mas uma beleza menor, por assim dizer, no sentido talvez de mais infantil, ou mais inocente, mais leve, quando comparada àquela expressa em Bach ou Händel, por exemplo. Uma obra de Mozart, porém, a meu ver transcende o 'apenas' bonito e alcança grau de beleza, grandiosidade, majestade e dramaticidade como o que encontramos em obras dos compositores que mencionei. Refiro-me ao seu Requiem.
Espero que não veja minhas palavras como crítica a seu ótimo post, elas traduzem apenas meu ponto de vista de um aspecto em particular que achei oportuno destacar.
Maravilhosos esses concertos para piano.