segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ludwig van Bethoven (1770-1827) - Symphony No. 6, Op. 68 'Pastorale' in F Major

Vamos a uma obra que faz parte da minha iniciação em música clássica. Houve uma época na história da minha existência que eu ouvia tanto esta obra, que, quer andasse, quer parasse, ela estava comigo. Era um negócio instigante. Foi um momento de imensa contemplação aquele. Vivia a procurar as copas floridas das árvores. Buscava enxergar no céu nuvens sisudas, escuras, a migrarem em marcha imparcial. O vento. O canto dos pardais. Vivia a rir para o tempo. Isso foi quando eu tinha vinte anos. Essa peça possui um forte poder evocativo. É uma obra programática que faz jus ao nome. É a "Pastoral". A obra que se estende por longos campos. Que nos remete ao canto dos pássaros. Ao ribombo dos trovões. À maciez de uma manhã que acorda com o sol dourando a natureza. A leveza de nuvens tímidas que migram à semelhança de tufos algodoados. Essa é uma obra para corações sensíveis e apaixonados. Essa versão com o Mravinsky é matadora. Um realce leve e perceptível dos instrumentos de sopro, o que faz sobressair ainda mais o efeito bucólico. Não deixe de ouvir.  Uma boa apreciação!

Ludwig van Bethoven (1770-1827) -


Symphony No. 6, Op. 68 'Pastorale' in F Major
01. I. Allegro ma non troppo
02. II. Andante molto moto
03. III. Allegro
04. IV. Allegro
05. V. Allegretto

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Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

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Um comentário:

Anônimo disse...

Rapaz, estou impressionado com esta gravação de Mravinsky. Ela corre o sério risco de ser a melhor Pastoral já gravada. Como você mesmo frisou, os sons dos sopros estão bem destacados, realçando ainda mais uma sensação que por se só é única na história da música. Além disso, os andamentos parecem transcorrer na velocidade certa, no tempo da batida do coração, vamos dizer assim. Linda demais. Só tem um detalhezinho que me incomoda nessa gravação: é ao vivo, e sempre tem aquela turma gripada que procura tossir nos momentos mais inapropriados. Que raiva! Será que Mravinsky não tem uma gravação dela em estúdio?

Um abraço,

IvanRicardo
Gravatá-PE