segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Giuseppe Martucci (1856-1909) - Piano Quintet in C major, Op.45 e Ottorrino Respighi (1879-1936) - Wind Quintet in G minor, P. 21 e Piano Quintet in F minor, P. 35

Giuseppe Martucci foi um importante compositor italiano do final do século XIX. Suas contribuições à música italiana são valorosas. Neste disco, encontramos o seu bonito e delicado Quinteto para piano, obra cuja escrita se deu quando o compositor tinha apenas 21 anos de idade, em 1877. Mas tarde, ela passou por algumas revisões. A composição reflete as influências do romantismo. Martucci consegue equilibrar a expressividade melódica com a estrutura harmônica.

O compositor, cercado por um ambiente histórico dominado pela ópera, na sua Itália, buscou se manter fiel à tradição de Beethoven, Schumann e Brahms.

 A outra obra do disco traz o Quinteto para instrumentos de sopro, de Otorrino Respighi. A música do compositor italiano é magistral, sempre a conduzir o ouvinte para um mundo de sonhos, expectativas e fantasias. Sua Trilogia Romana possui essas características. O Quinteto para flauta, oboé, clarinete, fagote e trompa é um trabalho cuja beleza exala emoção e virtuosismo. Trata-se de uma música bonita, afirmativa e que esparge boas expectativas.

Já o Quinteto para piano foi escrito em 1902, na ocasião em que estudava com Max Bruch em Berlim. Ou seja, é uma obra de juventude do compositor.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

(01)_Martucci_-_Piano_Quintet_in_C_major_op.45_-_I._Allegro_giusto
(02)_II._Andante_con_moto
(03)_III._Scherzo
(04)_IV._Finale._Allegro_con_brio
(05)_Respighi_-_Wind_Quintet_in_G_minor,_P._21_-_I._Allegro_-_Meno_mosso
(06)_II._Andante_con_variazioni
(07)_Respighi_-_Piano_Quintet_in_F_minor,_P._35_-_I._Allegro
(08)_II._Andantino
(09)_III._Vivacissimo_-_Meno_mosso_-_Andantino_-_Lentamente_-_Presto

Ex Novo Ensemble di Venezia
Aldo Orvieto, piano

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Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) -

 

Rimsky-Korsakov é uma espécie de patrono da música russa. Sua influência se faz sentir em vários compositores. Isso decorre do fato de que ele e outros compositores - o Clube dos Cinco - encabeçaram um movimento de teor nacionalista. Era preocupação desse movimento resgatar as tradições folclóricas e encontrar um caminho que desse uma cara própria à música russa.

Neste disco, encontramos duas de suas obras mais significativas do compositor russo. A primeira delas é a bonita "Scheherazade", escrita 1888; A outra é o maravilhoso "Capricho Espanhol", finalizado em 1887. As duas obras são exemplos de como o compositor explorava as cores orquestrais, criando atmosferas grandiosas, o que permitia transportar o ouvinte para mundos imaginários. "Scheherazade" é o melhor exemplo disso. 

Inspirada em "As mil e uma noites", "Scheherazade" é uma suíte sinfônica que explora as cores, os cheiros, o calor da cultura do Oriente. Os timbres diferenciados evocam um ambiente distante e mágico. Já o "Capricho Espanhol" também privilegia as cores exóticas. A obra é baseada em temas do folclore espanhol. A obra reflete como os compositores românticos tinham fascínio pelos temas do folclore ibérico. Chabrier e Bizet também visitaram esses mesmos temas. 

Eu, particularmente, tenho uma grande admiração pelas duas obras. Aqui, elas são regidas por Zubin Mehta. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) - 

01 - Scheherazade – Symphonic Suite for Orchestra Op. 35_ 1. The Sea And Sinbad's Ship
02 - Scheherazade – Symphonic Suite for Orchestra Op. 35_ 2. The Story Of The Calender Prince
03 - Scheherazade – Symphonic Suite for Orchestra Op. 35_ 3. The Young Prince And The Young Princess
04 - Scheherazade – Symphonic Suite for Orchestra Op. 35_ 4. Festival At Bagdad - The Sea - The Shipwreck
05 - Capriccio Espagnol, Op. 34_ 1. Alborada
06 - Capriccio Espagnol, Op. 34_ 2. Variazioni
07 - Capriccio Espagnol, Op. 34_ 3. Alborada
08 - Capriccio Espagnol, Op. 34_ 4. Scena e canto gitano
09 - Capriccio Espagnol, Op. 34_ 5. Fandango asturiano

Los Angeles Philharmonic Orchestra
Israel Philharmonic Orchestra

Zubin Mehta, regente

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domingo, 16 de fevereiro de 2025

Celibidache - Symphonies - Brahms & Schumann (CDs 10, 11, 12, 13 & 14 de 14)

E, assim, chegamos aos cinco últimos discos imperdíveis sob a regência. Encontramos, dessa vez, as quatro sinfonias de Brahms e três das quatro sinfonias de Schumann. Ou seja, algo bastante fino. O Brahms de Celibidache merece todos os adjetivos. É denso, enorme, com uma profusa expressividade lírica, exalando doses robustas de melancolia.

 

DISCO 10

Symphony No. 1 in C minor Op. 68
01. I. Un poco sostenuto. Allegro. 14:57
02. II. Andante sostenuto. 10:58
03. III. Un poco allegretto e grazioso. 5:44
04. IV. Adagio. Allegro non troppo ma con brio. 19:47
05. Applause (End Brahms Symphony No.1 / Celibidache). 0:59

DISCO 11

Symphony No. 2 in D Op. 73
01. Applause (Start Brahms: Symphony No.2 / Celibidache) 0:37
02. I. Allegro non troppo 17:16
03. II. Adagio non troppo 13:04
04. III. Allegretto grazioso (Quasi andantino). Presto, ma non assai 6:02
05. IV. Allegro con spirito 11:01
06. Applause (End Brahms: Symphony No.2 / Celibidache) 0:43

Symphony No. 3 in F Op. 90
07. I. Allegro con brio. Un poco sostenuto 9:58
08. II. Andante 10:40

DISCO 12

Symphony No. 3 in F Op. 90
01. III. Poco allegretto 6:49
02. IV. Allegro. Un poco sostenuto 9:52
03. Applause (End Brahms: Symphony No.3 / Celibidache) 0:32

Symphony No. 4 in E minor Op. 98
04. I. Allegro non troppo 14:08
05. II. Andante moderato 14:02
06. III. Allegro giocoso 7:00
07. IV. Allegro energico e passionato 11:15
08. Applause (End Brahms: Symphony No.4 / Celibidache) 0:44

DISCO 13

Symphony No. 2 in C Op. 61

01. Applause (Start Schumann: Symphony No.2 / Celibidache) 0:40
02. I. Sostenuto assai. Allegro ma non troppo 13:11
03. II. Scherzo (Allegro vivace). Trio I. Trio II 8:11
04. III. Adagio espressivo 13:02
05. IV. Allegro molto vivace 9:14
06. Applause (End Schumann: Symphony No.2 / Celibidache) 0:42

Variations on a Theme by Haydn ('St Antoni Chorale') Op. 56a
07. Applause (Start Brahms: Haydn Variations / Celibidache). 0:25
08. Thema: Chorale St. Antoni (Andante) 2:25
09. Variation I: Poco più animato 1:42
10. Variation II: Più vivace 1:20
11. Variation III: Con moto 2:03
12. Variation IV: Andante con moto 3:13
13. Variation V: Vivace 1:01
14. Variation VI: Vivace 1:28
15. Variation VII: Grazioso 3:27
16. Variation VIII: Presto non troppo 1:06
17. Finale: Andante 4:04
18. Applause (End Brahms: Haydn Variations / Celibidache) 0:41

DISCO 14

Symphonie No. 3 in E flat Major, Op. 97 "Rheinische"
01. I. Lebhaft 10:49
02. II. Scherzo. Sehr mabig 7:18
03. III. Nicht schnell 7:21
04. IV. Feierlich 8:08
05. V. Lebhaft 6:26
06. Applaus 0:57

Symphonie No. 4 in D minor, Op. 120
07. I. Ziemlich langsam. Lebhaft 10:57
08. II. Romanze. Ziemlich. langsam 5:02
09. III. Scherzo. Lebhaft. Trio 6:27
10. IV. Langsam. Lebhaft 8:36
11. Applaus 0:59

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache, regente 

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sábado, 15 de fevereiro de 2025

Jan Dismas Zelenka (1679-1745) - Missa Sancti Josephi, ZWV 14, De profundis, ZWV 50 e In exitu Israel, ZWV 84

Jan Dimas Zelenka foi um compositor tcheco do período barroco. Nasceu um ano após Vivaldi e seis anos antes Bach e Handel. Ou seja, foi contemporâneo desses compositores, todavia não alcançou a fama dos compositores mencionados. Atualmente, sua música tem ganhado cada vez mais espaço.

Apesar de ter nascido na Boêmia, Zelenka passou boa parte de sua vida na Alemanha. Escreveu uma vasta gama de composições sacras e orquestrais. Neste disco, encontramos três de suas obras sacras. A primeira delas é a "Missa Sancti Josephi", escrita no ano de 1732. Ela foi escrita com o objetivo de ser utilizada em celebrações litúrgicas, provavelmente no dia de São José. A segunda - "De profundis" - foi escrita no ano de 1724. É baseada no Salmo 130. Essa obra foi escrita para serviço religioso na corte de Dresden, cidade em que o compositor residia. Ela enfatiza o clamor humano por perdão e a esperança na salvação divina. É uma obra de abordagem carregada e introspectiva como era próprio nas obras sacras do compositor. 

E, por fim, a terceira obra do disco - "In exitu Israel" -, escrita em 1728 e baseada no Salmo 114,  descreve a saída dos israelitas da escravidão do Egito, episódio este narrado no livro de Êxodo, encontrado no Antigo Testamento. Esse evento está associado à libertação, ruptura com o passado e a providência divina. Desse modo, nota-se a expressividade intensa, uma das características do compositor.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Jan Dismas Zelenka (1679-1745) -

01. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ I. Kyrie
02. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ II. Gloria in excelsis Deo
03. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ III. Et in terra pax
04. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ IV. Laudamus te
05. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ V. Qui tollis
06. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ VI. Qui sedes
07. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ VII. Quoniam tu solus sanctus
08. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ VIII. Cum Sancto Spiritu
09. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ IX. Sanctus
10. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ X. Benedictus
11. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ XI. Osanna
12. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ XII. Agnus Dei
13. Missa Sancti Josephi, ZWV 14_ XIII. Dona nobis pacem
14. De profundis, ZWV 50_ I. De profundis
15. De profundis, ZWV 50_ II. Si iniquitates
16. De profundis, ZWV 50_ III. Sustinuit
17. De profundis, ZWV 50_ IV. Et ipse redimet
18. De profundis, ZWV 50_ V. Requiem aeternam
19. In exitu Israel, ZWV 84_ I. In exitu Israel
20. In exitu Israel, ZWV 84_ II. Simulacra gentium
21. In exitu Israel, ZWV 84_ III. Gloria Patri
22. In exitu Israel, ZWV 84_ IV. Sicut erat

Kammerchor Stuttgart
Barockorchester Stuttgart

Frieder Bernius, diretor

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Gustav Mahler (1860-1911) - Symphony No. 4 in G Major

A Sinfonia No. 4 de Mahler foi composta entre os anos de 1899 e 1900. Ao meu modo de ver, é a porta de entrada para quem quiser conhecer os trabalhos sinfônicos do compositor. A Quarta é uma obra singela, sem complexidades, com uma clareza quase mozartiana. Ela é ensolarada. Foge um pouco de algumas estruturas complexas escritas por Mahler. Exemplos sobre isso são a Segunda e Terceira. 

O compositor, ao escrever a Quarta, fechou um ciclo, iniciado com a Segunda. As três sinfonias foram compostas inspiradas no ciclo de canções "Des Knaben Wunderhorn". A Quarta exala leveza e possui um desfecho mais leve e contemplativo. O último movimento descreve - por meio de uma canção - a visão do paraíso feito pela ótica de uma criança. Toda a sinfonia inspira pureza e foge das transições bruscas, optando por timbres mais puros e delicados. É um trabalho delicado, deixando implícitas as preocupações filosóficas do compositor.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) -

01 - Symphony No. 4 in G Major_ I. Bedächtig, nicht eilen
02 - Symphony No. 4 in G Major_ II. In gemächlicher Bewegung, ohne Hast
03 - Symphony No. 4 in G Major_ III. Ruhevoll, poco adagio
04 - Symphony No. 4 in G Major_ IV. Sehr behaglich

Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, regente

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 3 (Version 1877)

A Sinfonia No. 3 de Bruckner é uma obra imensamente importante dentro do repertório sinfônico do compositor austríaco. Escrita em 1873 - e revisada diversas vezes ao longo dos anos -, a obra revela a evolução do estilo de Bruckner. Ao meu modo de ver, após a Terceira, o compositor escreve uma obra-prima atrás da outra. Sou bruckneriano de carteirinha. Admiro tudo o que ele fez, principalmente as obras orquestrais. 

A Terceira - como se sabe - foi dedicada a Richard Wagner. Em visita a Bayreuth - como fazia sempre que podia -, encontrou Wagner. Bruckner alimentava uma admiração quase que religiosa por Wagner, a quem chamava de "mestre dos mestres". Na ocasião, levou a Segunda e a Terceira sinfonias e solicitou que o autor de Trsitão e Isolda escolhesse um dos trabalhos. Bruckner queria homenageá-lo. Wagner acabou por escolher a Terceira.  O efeito disso foi que, ao longo dos anos, o trabalho ganhou fama e, por conseguinte, recebeu o epíteto com o nome do compositor alemão. 

A Terceira possui algumas das características que tornaram a obra de Bruckner conhecida - uso expansivo da forma sinfônica, ampla força da instrumentação e utilização de contrastes dinâmicos. Estas características aparecem recorrentemente nos trabalhos do grande sinfonista. Além disso, o compositor é prolixo (no bom sentido!) e estende ao máximo as suas reflexões, o que acaba por dar a impressão de que há processos repetitivos, blocos sonoros grandiosos e transições abruptas que acabam transmitindo uma atmosfera de que estamos em uma catedral dada a monumentalidade daquilo que se ouve. Sabemos que isso era uma forma de o compositor explicitar a sua fé e sua crença espiritual. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) -

01. Bruckner- I. Gemäßigt, mehr bewegt, misterioso
02. Bruckner- II. Andante. Bewegt, feierlich, quasi Adagio
03. Bruckner- III. Scherzo. Ziemlich schnell – Trio.
04. Bruckner- IV. Finale. Allegro

Philharmonie Festiva
Gerd Schaller, regente

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Johannes Brahms (1833-1897) - Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15 e Robert Schumann (1810-1856) - Introduction and Concert Allegro in D minor for piano and Orchestra, Op. 134

O Concerto No. 1 para piano e orquestra de Johannes Brahms é uma das obras mais importantes do repertório romântico do século XIX. Além disso, destaca-se a sua poderosa orquestração. Este concerto demonstra a reverência que Brahms nutria pela profundidade emocional iniciada por Beethoven. A obra foi começada em 1854. Não era sua intenção, inicialmente, escrever uma obra orquestral. Seu objetivo primário era uma sonata, mas acabou migrando para um concerto para piano.

O Concerto No. 1 estreou em 1859, com o próprio compositor ao piano, sob a regência do seu amigo Joseph Joachim. Embora a recepção inicial tenha sido fria, com o passar do tempo, a obra ganhou grande séquito de admiradores.

O movimento inicial da obra revela uma das aberturas mais dramáticas da história da música. É como se uma tempestade anunciasse a chegada de algo muito tenso e introspectivo. Em seguida, no segundo movimento, todo lirismo romântico, nos envolve numa atmosfera suave e com forte sabor espiritual. No terceiro movimento, a obra ganha um movimento final energético com ritmos dançantes e uma escrita para piano que nos conduz a uma sensação de superação e triunfo.  

Ainda há uma obra, no disco, de Schumann que é pouco escutada. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01 - I. Maestoso
02 - II. Adagio
03 - III. Rondo. Allegro non troppo
04 - Introduction & Concert-allegro, Op. 134

Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, regente
Idil Biret, piano

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Franz Schubert (1797-1828) - Winterreise, Op. 89, D. 911

Tenho uma grande admiração por tudo o que Schubert realizou. Suas sinfonias, obras camerísticas e obras para piano são páginas indeléveis da história da música. A obra de Schubert é pontuada singularmente por um lirismo acentuado. Apesar da curta vida, o compositor escreveu uma quantidade significativa de obras. Destacam-se entre elas as canções. Elas chegam a mais de seiscentas.

Neste disco, há a belíssima "Winterreise", que vertido para a língua portuguesa significa "viagem de inverno". São 24 canções para voz e piano, compostas em 1827; ou seja, um ano antes da morte do compositor. As canções foram inspiradas nos poemas de Wilhelm Müller. A chamada "Viagem de inverno" é uma das expressões mais profundas da alma romântica, explorando temas como solidão, desesperança e uma funda introspecção. Retratava, portanto, as emoções que tomavam a alma do compositor nos anos finais de sua vida.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Franz Schubert (1797-1828) -
    
01. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 1, Gute Nacht (05:46)
02. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 2, Die Wetterfahne (01:39)
03. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 3, Gefrorne Tränen (02:28)
04. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 4, Erstarrung (03:09)
05. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 5, Der Lindenbaum (04:46)
06. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 6, Wasserflut (03:28)
07. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 7, Auf dem Flusse (03:27)
08. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 8, Rückblick (02:12)
09. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 9, Irrlicht (02:40)
10. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 10, Rast (03:48)
11. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 11, Frühlingstraum (03:53)
12. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 12, Einsamkeit (02:45)
13. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 13, Die Post (02:08)
14. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 14, Der greise Kopf (03:12)
15. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 15, Die Krähe (01:42)
16. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 16, Letzte Hoffnung (02:03)
17. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 17, Im Dorfe (03:12)
18. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 18, Der stürmische Morgen (00:45)
19. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 19, Täuschung (01:29)
20. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 20, Der Wegweiser (04:00)
21. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 21, Das Wirtshaus (04:02)
22. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 22, Mut (01:16)
23. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 23, Die Nebensonnen (02:53)
24. Winterreise, Op. 89, D. 911: No. 24, Der Leiermann (03:28)

Joyce DiDonato, mezzo-soprano
Yannick Nézet-Séguin, piano

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - March in D Major, K. 335/1, Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn", March in D Major, K. 335/2, Serenade No. 13 in G Major, K. 525 "Eine kleine Nachtmusik" etc

Escutei, ao longo do dia de ontem, este disco com a música inconfundível de Mozart. É aquele tipo de música que enleva, que aplaina, que nos remete aos prados bonitos; aos palácios luxuosos, aos corredores suntuosos de um palácio europeu do século XVIII.  As peças de Mozart encontradas aqui  - de uma forma ou de outra - nos arrebatam para esse tipo de cenário. As serenatas, tradicionalmente, eram compostas para que pudessem ser executadas ao livre; isso poderia ocorrer com frequência em eventos noturnos. Por serem imensamente flexíveis, poderiam abarcar grandes formações ou pequenas formações de músicos. Mozart escreveu algumas serenatas ao longo de sua produtiva carreira musical. Sendo quem era, pode-se observar a qualidade da composição, com harmonias elegantes e refinadas e um grande senso estético. 

Um exemplo é "Eine Kleine Nachtmusik", também conhecida como "Uma Pequena Serenata Noturna". Quem não conhece a sua melodia? É uma das obras mais populares do repertório clássico. Ela foi composta em 1787. Toda obra é de musicalidade leve, envolvente, vibrante, fluída, repleta de energia e cheia de vida. Ao escutá-la, só podemos admitir que essa música bonita e ágil é unicamente de Mozart. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

01. March in D Major, K. 335/1 (4:05)
02. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": I. Adagio maestoso - Allegro con spirito (7:46)
03. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": II. Menuetto. Allegretto - Trio (4:52)
04. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": III. Concertante. Andante grazioso (7:59)
05. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": IV. Rondeau. Allegro ma non troppo (5:33)
06. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": V. Andantino (10:34)
07. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": VI. Menuetto - Trios I & II (5:14)
08. Serenade No. 9 in D Major, K. 320 "Posthorn": VII. Finale. Presto (3:51)
09. March in D Major, K. 335/2 (4:21)
10. Serenade No. 13 in G Major, K. 525 "Eine kleine Nachtmusik": I. Allegro (7:23)
11. Serenade No. 13 in G Major, K. 525 "Eine kleine Nachtmusik": II. Romance. Andante (4:42)
12. Serenade No. 13 in G Major, K. 525 "Eine kleine Nachtmusik": III. Menuetto. Allegretto - Trio (2:12)
13. Serenade No. 13 in G Major, K. 525 "Eine kleine Nachtmusik": IV. Rondo. Allegro (5:33)
14. March in D Major, K. 249 (3:31)
15. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": I. Allegro maestoso - Allegro molto (8:53)
16. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": II. Andante (9:43)
17. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": III. Menuetto - Trio (4:32)
18. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": IV. Rondeau. Allegro (8:08)
19. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": V. Menuetto galante - Trio (7:04)
20. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": VI. Andante (8:27)
21. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": VII. Menuetto - Trios I & II (5:59)
22. Serenade No. 7 in D Major, K. 250 "Haffner": VIII. Adagio - Allegro assai (10:48)

Munich Chamber Orchestra
Enrico Onofri, regente

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Giuseppe Saverio Mercadante (1795-1870) - Flute Concertos

Após mais de quinze anos de blog, esta é a primeira postagem com a música de Mercadante. O compositor nasceu na Itália e viveu em momento de transição entre o classicismo e o romantismo. Essas características podem ser observadas em suas música. Estudou no conservatório de Napóles, onde pode estabelecer contato com diversos compositores. Mercadante notabilizou-se pelas inúmeras óperas que escreveu. Foram influências para ele Rossini, Bellini e Donizetti. A contribuição à música orquestral também foi expressiva.

Os concertos para flauta do compositor são reconhecidos pela viruosidade e pela beleza melódica. São características desses concertos as melodias expressivas, uma orquestração plena de equilíbrio que permite que a flauta brilhe sem ofuscamentos e a capacidade de explorar diferentes tessituras a fim de extrair do instrumento a riqueza dos timbres. Dessa forma, o compositor ajudou a tornar a flauta um instrumento.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Giuseppe Saverio Mercadante (1795-1870) -

DISCO 01

01 Concerto in E Major - Allegro maestoso
02 Concerto in E Major - Largo
03 Concerto in E Major - Polacca brillante
04 Concerto in E Minor - Allegro Maestoso
05 Concerto in E Minor - Adagio
06 Concerto in E Minor -Rondo, Allegro giusto
07 Concerto in G Major - Allegro Maestoso
08 Concerto in G Major - Largo esprssivo
09 Concerto in G Major - Polacca brillante

DISCO 02

01 Concerto in F Major (with obligato clarinet and trombone) - Allegro
02 Concerto in F Major (with obligato clarinet and trombone) - Andante con variazoni
03 Concerto in F Major (with obligato clarinet and trombone) - Coda, Allegro
04 Concerto in D Major - Allegro maestoso
05 Concerto in D Major - Andante alla Siciliana
06 Concerto in D Major - Polacca, Allegro brillante
07 Theme and variations in A major - Theme, Andante
08 Theme and variations in A major - Variation 1
09 Theme and variations in A major - Variation 2
10 Theme and variations in A major - Variation 3
11 Theme and variations in A major - Variation 4
12 Theme and variations in A major - Variation 5
13 Theme and variations in A major - Variation 6
14 Theme and variations in A major - Variation 7
15 Theme and variations in A major - Variation 8
16 Theme and variations in A major - Variation 9
17 Theme and variations in A major - Variation 10
18 Theme and variations in A major - Variation 11
19 Theme and variations in A major - Variation 12
20 Theme and variations in A major - Coda

I Solisti Aquilani

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Gabriel Fauré (1845-1924) - Nocturnes

Gabriel Fauré é um marco importante para a música francesa do final do século XIX. De influência romântica, aos poucos suas composições assumiram uma estética completamente diferente. Importante dizer que ele ajudou a moldar o desenvolvimento do impressionismo. Todavia, sua música é completamente diferente da música de Debussy e Ravel. Possuía uma sólida formação musical, o que lhe permitiu realizar a busca por sonoridades sofisticadas. Há na sua música uma abordagem mais contida, com forte tendência contemplativa.

Sua música para piano - como não poderia deixar de ser - é bastante delicada. Os seus "Noturnos" foram escritos entre 1875 e 1921. Portanto, acompanham a evolução e o amadurecimento do compositor. Em 13 noturnos, é possível observar a transformação do estilo do compositor, deixando para trás cada vez mais o romantismo e se aproximando de uma linguagem mais pessoal. De certa forma, nota-se o quanto Fauré passa por uma transição estética, que vai do romântico ao moderno. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gabriel Fauré (1845-1924) -

01 - Nocturne No. 1 in E-Flat Minor, Op. 33_1
02 - Nocturne No. 2 in B Major, Op. 33_2
03 - Nocturne No. 3 in A-Flat Major, Op. 33_3
04 - Nocturne No. 4 in E-Flat Major, Op. 36
05 - Nocturne No. 5 in B-Flat Major, Op. 37
06 - Nocturne No. 6 in D-Flat Major, Op. 63
07 - Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 74
08 - Nocturne No. 8 in D-Flat Major, Op. 84_8
09 - Nocturne No. 9 in B Minor, Op. 97
10 - Nocturne No. 10 in E Minor, Op. 99
11 - Nocturne No. 11 in F-Sharp Minor, Op. 104_1
12 - Nocturne No. 12 in E Minor, Op. 107
13 - Nocturne No. 13 in B Minor, Op. 119

Éric Le Sage, piano 

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domingo, 9 de fevereiro de 2025

Celibidache - Symphonies - Beethoven & Schubert (CDs 5, 6, 7, 8 & 9 de 14)

As nove sinfonias de Beethoven são marcos incontestáveis de profundas emoções, de narrativa e filosofia. Ao escrevê-las, Beethoven transcendeu a noção de forma musical, como também refletiu sobre seu próprio idealismo, conectando cada um desses trabalhos com a história. Sendo assim, cada sinfonia foi utilizada como um meio de comunicação artística de filosófica - e isso diz muito sobre o compositor.

Nesta postagem, encontramos as sinfonias de 4 a 9. Todas elas estão repletas de significados. Um exemplo é a Quinta, com seu exemplo inicial de quatro notas, que expressa a noção de destino, de ventura, de superação. À época da composição, Beethoven encontrava-se em processo de perda gradual da audição. Tudo era incerto para ele. A música, assim, traduzia a sua própria batalha contra o motor feroz do destino, o que sugere que uma exigência da história batia-lhe à porta. A Quinta é o documento que representa a luta humana contra forças adversas e sobre as quais não se tem nenhuma garantia, nenhuma promissora certeza.

Poderíamos continuar a divagação sobre cada uma delas, pois é possível constatar essas intenções do compositor em cada trabalho escrito. Ouvir tudo isso sob a regência de Celibidache é um privilégio. Uma boa apreciação!

DISCO 05

Symphony No. 4 in B flat Major, Op. 60

01. Applause (Start Beethoven: Symphony No.4 / Celibidache). 1:08
02. I. Adagio. Allegro vivace. 10:49
03. II. Adagio. 13:19
04. III. Menuetto. Allegro vivace. 6:46
05. IV. Allegro ma non troppo. 6:10
06. Applause (End Beethoven: Symphony No.4 / Celibidache). 0:48

Symphony No. 5 in C minor Op. 67
07. I. Allegro con brio. 7:09
08. II. Andante con moto. 11:43
09. III. Allegro. 6:17
10. IV. Allegro. Presto. 10:41
11. Applause (End Beethoven: Symphony No.5 / Celibidache). 0:58

DISCO 06

Symphony No. 6 in F Op. 68 'Pastoral'
01. Applause (Start Beethoven: Symphony No.6 / Celibidache) 0:33
02. I. Allegro ma non troppo (Awakening of cheerful feelings on arriving in the country) 11:48
03. II. Andante molto moto (Scene by the brook) 16:14
04. III. Allegro (Merry gathering of the country folk) 6:31
05. IV. Allegro (Storm and tempest) 4:30
06. V. Allegretto (Shepherds' Song. Happy and thankful feelings after the storm) 12:02
07. Applause (End Beethoven Symphony No. 6 / Celibidache) 0:43
08. Leonore Overture no.3 Op.72a: Adagio. Allegro 15:51
09. Applause (End Beethoven Leonore No. 3 / Celibidache) 0:42

DISCO 07

Symphony No. 7 in A Op. 92
01. I. Poco sostenuto. Vivace 16:06
02. II. Allegretto 9:46
03. III. Presto. Assai meno presto 9:04
04. IV. Allegro con brio 7:56
05. Applause (End Beethoven Symphony No.7 / Celibidache) 0:33

Symphony No. 8 in F Op. 93
06. Applause (Start Beethoven Symphony No.8 / Celibidache) 0:35
07. I. Allegro vivace e con brio 9:15
08. II. Allegretto scherzando 5:03
09. III. Tempo di menuetto 6:11
10. IV. Allegro vivace 8:11
11. Applause (End Beethoven Symphony No.8 / Celibidache) 0:57

DISCO 08

Symphony No. 9 in D minor, 'Choral' Op. 125

01. Applause (Start Beethoven: Symphony No.9 / Celibidache) 0:36
02. Allegro ma non troppo, un poco maestoso 17:32
03. Molto vivace 12:31
04. Adagio e cantabile_Andante moderato 18:01
05. Presto_Allegro assai 7:31
06. Ode to Joy 21:25
07. Applause (End Beethoven Symphony No.9 / Celibidache) 1:03

Philharmonischer Chor München

Helen Donath, soprano
Doris Soffel, mezzo-soprano
Siegfried Jerusalem, tenor
Peter Lika, bass

DISCO 09

Symphony No. 9 in C Major, D 944 'Great'
01. Applause (Start Schubert: Symphony No.9 / Celibidache) 1:12
02. I. Andante. Allegro ma non troppo 15:34
03. II. Andante con moto 16:32
04. III. Scherzo (Allegro vivace) & Trio 10:18
05. IV. Finale (Allegro vivace) 13:05
06. Applause (End Schubert: Symphony No.9 / Celibidache) 1:03 

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache, regente

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sábado, 8 de fevereiro de 2025

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100

A Sinfonia No. 5, de Prokofiev, foi escrita em 1944. Sua estreia se deu em 13 de janeiro de 1945. Ou seja, foi escrita em um período de decisões épicas para a União Soviética. A obra veio ao mundo no momento em que o Exército Vermelho avançava de forma inexpugnável contra as forças nazistas. Palmilhava vitoriosamente - dia a dia - os terrenos tomados pelo exército alemão. Prokofiev encontrava-se em um local seguro, reservado para os compositores. Foi nesse ambiente que ele escreveu esse poderoso trabalho. Entre as sinfonias do compositor, esta é a de que mais gosto. 

Sua abertura é belíssima, imponente, majestosa, com temas expansivos e uma orquestração rica. Há algo de heroico e lírico, sugerindo triunfo e cautela. Em seguida, vem um scherzo (2º movimento) repleto de energia e força rítmica. O adagio (3º movimento) é melancólico e impõe um acento dialético, pois destoa do triunfo explicitado nos demais movimentos. Trata-se de uma reflexão atroz sobre os desmazelos e o trágico presente na guerra. O último movimento possui o sarcasmo típico prokofiviano. Ele é exultante. Vibrante. É povoado por acentos de ironia e ambiguidade. É um trabalho grandioso, típico da grandeza russa. É um trabalho de forte impacto emocional

Não deixe de ouvir. Na regência, temos o saudoso maestro letão Mariss Jansons, à frente da mítica sinfônica de Leningrado. Uma boa apreciação!

Sergei Prokofiev (1891-1953) -

01 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100_ I. Andante
02 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100_ II. Allegro marcato
03 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100_ III. Adagio
04 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100_ IV. Allegro giocoso

Leningrad Philharmonic Orchestra
Mariss Jansons, regente

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Franz Liszt (1811-1886) - Piano Concerto No. 1 in E-flat Major, S. 124 e Piano Concerto No. 2 in A Major, S. 125

Tenho uma grande admiração pelo Concerto número 1 para piano e orquestra de Franz Liszt. Quando digo isso, quero afirmar que ele provoca efeitos de admiração por causa da expressividade e do rigor estético. É uma obra que revela o seu autor. Liszt foi uma figura elétrica, pois imprimia uma força magnética ao público. Ele revolucionou a escrita para piano e forjou a imagem do artista para o grande público. 

O Concerto para piano No. 1, por exemplo, foi iniciado em 1830, mas teve a sua estreia somente em 1855. Liszt insere um tema cíclico, que unifica os movimentos a fim de criar atmosferas dramáticas e poéticas. Notam-se passagens de grande energia e momentos de lirismo introspectivo. E toda essa estrutura é feita com máximo virtuosismo.

Já o Concerto No. 2 foi escrito entre os anos de 1839 e 1861, sendo uma obra contínua, sem divisão de movimentos. Nesse sentido, Liszt rompe com a estrutura clássica de três movimentos. Ele se mostra menos intenso no que diz respeito à energia que o Primeiro Concerto, mas possui uma grande beleza lírica. Há uma sutileza que se insinua, criando estados de melancolia, triunfo e mistério. Não deixe de ouvir. Condução de Kondrashin e, ao piano, Sviatoslav Richter. A capa é meio esquisitinha, mas o disco é ótimo.

Franz Liszt (1811-1886) -

01. Piano Concerto No. 1 in E-flat Major, S. 124: I. Allegro maestoso (2024 Remastered, London 1961)
02. Piano Concerto No. 1 in E-flat Major, S. 124: IIa. Quasi adagio (2024 Remastered, London 1961)
03. Piano Concerto No. 1 in E-flat Major, S. 124: IIb. Allegretto vivace, Allegro animato (2024 Remastered, London 1961)
04. Piano Concerto No. 1 in E-flat Major, S. 124: III. Allegro marziale animato (2024 Remastered, London 1961)
05. Piano Concerto No. 2 in A Major, S. 125: I. Adagio sostenuto assai, Allegro agitato assai (2024 Remastered, London 1961)
06. Piano Concerto No. 2 in A Major, S. 125: II. Allegro moderato (2024 Remastered, London 1961)
07. Piano Concerto No. 2 in A Major, S. 125: III. Allegro deciso, Marziale un poco meno allegro (2024 Remastered, London 1961)
08. Piano Concerto No. 2 in A Major, S. 125: IV. Allegro animato (2024 Remastered, London 1961)

London Symphony Orchestra
Kirill Kondrashin, regente
Sviatoslav Richter, piano

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Violin Concerto in A Minor, BWV 1041, Violin Concerto in E Major, BWV 1042, Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043 e Oboe Concerto in D Minor, BWV 1060R

 

Este disco é um verdadeiro primor. Insere-se naquele categoria de imperdível. Traz o BWV 1041, BWV 1042 e BWV 1043. Bach escreveu-os enquanto se encontrava em Cöthen (1717-1723), onde atuava como mestre de capela do príncipe Leopoldo. Nesse período, nota-se o quanto Bach produziu obras-primas para a música orquestral. Um outro exemplo são os Concertos de Brandenburgo, escritos enquanto o compositor também se encontrava em Cöthen. As obras para violino são exemplos da maestria do compositor, que procurou fundir o estilo barroco alemão e a tradição musical alemã.

Aparece ainda no disco o belíssimo Concerto para oboé, uma das obras mais belas do repertório barroco. Ele se destaca pela complexidade e pela expressividade. Acredita-se que a obra foi escrita em 1730, enquanto Bach servia como músico na Igreja de São Tomás, em Leipzig. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) -

01 - Violin Concerto in A Minor, BWV 1041_ I. Allegro
02 - Violin Concerto in A Minor, BWV 1041_ II. Andante
03 - Violin Concerto in A Minor, BWV 1041_ III. Allegro assai
04 - Violin Concerto in E Major, BWV 1042_ I. Allegro
05 - Violin Concerto in E Major, BWV 1042_ II. Adagio
06 - Violin Concerto in E Major, BWV 1042_ III. Allegro assai
07 - Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043_ I. Vivace
08 - Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043_ II. Largo ma non tanto
09 - Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043_ III. Allegro
10 - Oboe Concerto in D Minor, BWV 1060R_ I. Allegro
11 - Oboe Concerto in D Minor, BWV 1060R_ II. Adagio
12 - Oboe Concerto in D Minor, BWV 1060R_ III. Allegro

Concerto Copenhagen
Lars Ulrik Mortensen, regente

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Frédéric Chopin (1810-1849) - Polonaises, Nocturnes, Ballade No. 1 & Piano Concerto No. 1

 

Chopin é uma encarnação do espírito romântico. Ele levou até as últimas consequências o significado dessa palavra. Sua obra é marcada essencialmente pelo lirismo identificável já nos primeiros acordes. A beleza suas melodias também impressiona; além disso, a noção de inovação rítmica e harmônica foram importantes para delimitar a relação com a música pianística. 

O compositor explorou como ninguém as harmonias sofisticadas e as modulações capazes de impressionar. Outros compositores como Liszt e Schumann também foram figuras importantes para o Romantismo, mas ninguém é tão intimista e poético como Chopin.

Neste bonito disco que expressa o espírito contemplativo do compositor, o pianista Maurizio Pollini nos conduz por algumas das bonitas peças. Destaque para o Piano nº 1 para piano e  orquestra do compositor polonês. A obra foi escrita quando Chopin tinha apenas inacreditáveis vinte anos de idade. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Nocturne No. 4 in F Major, Op. 15 No. 1
02. Nocturne No. 5 in F-Sharp Major, Op. 15 No. 2
03. Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27 No. 1
04. Nocturne No. 8 in D-Flat Major, Op. 27 No. 2
05. Polonaise in F-Sharp Minor, Op. 44
06. Polonaise in A-Flat Major, Op. 53 "Heroic"
07. Ballade No. 1 in G Minor, Op. 23
08. Piano Concerto No. 1 in E Minor, Op. 11: I. Allegro maestoso
09. Piano Concerto No. 1 in E Minor, Op. 11: II. Romance. Larghetto
10. Piano Concerto No. 1 in E Minor, Op. 11: III. Rondo. Vivace

Maurizio Pollini, piano

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27

Eu, particularmente, sou um grande fã das três sinfonias escritas por Sergei Rachmaninov. Há quem diga que falte um pouco de pimenta russa ao seu romantismo tardio, mas é inegável que o sabor marcante do seu país encontra-se nos trabalhos escritos por ele.  Das três, talvez, a Segunda seja aquela que menos ouço. Como expliquei, não existe um juízo de mérito. O motivo é o fato de ouvir a Primeira e a Terceira com mais frequência. Ela foi escrita em um contexto de incertezas para o compositor. Rach a escreveu entre os anos de 1906 e 1907. Após o fracasso da Primeira, escrita quase dez anos antes, o compositor entrou em um complexo espiral de desânimo que quase fê-lo desistir de continuar a compor. 

Teve, por isso, de sair da Rússia e se radicar na Alemanha. Foi em busca de calmarias. Abandonou as pressões da vida russa. Seguindo um esquema clássico, a sinfonia possui quatro movimentos. O trabalho nos conduz por caminhos de melancolias, esperança, amor e triunfo. Ou seja, apresenta-nos uma jornada humana com suas ambivalências. Rach era um melodista refinado. Há belos momentos no decorrer do trabalho. O terceiro movimento é um exemplo disso. O primeiro movimento é povoado por sombras e a força marcante da melancolia. O último movimento termina de forma celebrativa e triunfante.

Não deixe ouvir a bela condução de Mariss Jansons. Ao longo, do tempo passou a ser costume a apresentação de versões editadas e encurtadas da Segunda. Neste disco, há a versão completa. Boa apreciação! 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) -

01 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ I. Largo - Allegro moderato - Moderato (Complete Version)
02 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ II. Allegro molto - Meno mosso (Complete Version)
03 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ III. Adagio (Complete Version)
04 - Symphony No. 2 in E Minor, Op. 27_ IV. Allegro vivace (Complete Version)

Philharmonia Orchestra
Mariss Jansons, regente

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