terça-feira, 11 de outubro de 2011

Antonio Vivaldi (1678-1741) Six Cello Concertos

Há muito que uma obra do "padre vermelho" não aparecia por aqui - e olhe que eu gosto dele! Acho o seu estilo imensamente "galante". É digno de nota que o instrumento que celebrizou o "padre desviado" foi o violino. Suas habilidades com este instrumento eram indescritíveis. Como amostra disso é só ouvir a eterna, maravilhosa e inenarrável "As Quatro Estações". O fato é que as obras que ora posto (para cello) são de uma qualidade ímpar. Apenas atesta as habilidades múltiplas do "padre serelepe". Uma aboa apreciação!

Antonio Vivaldi (1678-1741) Six Cello Concertos

Concerto in B minor, RV 424
01. Allegro non molto
02. Largo
03. Allegro

Concerto in G minor, RV 416
04. Allegro
05. Adagio
06. Allegro

Concerto in A minor*, RV 418
07. Allegro
08. Largo
09. Allegro

Concerto in F major, RV 412
10. Allegro
11. Larghetto
12. Allegro

Concerto in C minor, RV 401
13. Allegro non molto
14. Adagio
15. Allegro ma non molto

Concerto in G major*, RV 413
16. Allegro
17. Largo
18. Allegro

Cello-Carlo Antonio Testore, Milan c.1750
Cello piccolo-De Lannoy, Lille 1768*


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The Academy Of Ancient Music( on authentic instruments)
Christopher Hogwood, diretor
Christophe Coin, cello

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8 comentários:

Anônimo disse...

Meu bom e caríssimo amigo Carlinus: esperava a chegada da Aurora de rosáceos dedos como bem nos descreve Homero na Odisséia o nascer de um novo dia - este, mui especial, quando celebramos o Dia do Mestre - para saudar-te e prestar minhas homenagens àqueles profissionais que fazem a diferença na vida de cada um de nós.
Se o Grande Arquiteto do Universo nos permite a jornada pelo mundo dos mortais dá-nos a companhia de seres que influenciam e orientam desde a tenra idade sem possuir nenhuma didatiké acadêmica mas possuidores de talento e inspiração - nossos pais. Em seguida, somos apresentados e introduzidos na escola, cuja origem quer dizer espaço de lazer mas com os planos ( ? ) educacionais e as reviravoltas políticas, sucatearam a Escola de tal forma que hoje o espaço de lazer, de alegria de aprender, tornou-se um apertado Carandiru Pedagógico - depósito de petizes que se dividem em turmas do período medieval ou até mesmo pré-histórico, cujo único idioma conhecido é a violência e a lei do mais forte e outro grupo, os do século XXI, que munidos dos mais modernos gadgets mesmo assim suam a camisa ao ter de produzir um texto SEM o recurso do CtrlC + CtrlV ou copiar e colar da internet. Mas que venham os eflúvios de Euterpe e Terpsícore e que o Dia do Mestre seja harmonioso e muito musical para ti e para todos os mestres !
Um tríplice abraço, do amigo wagneriano confesso, A.C. Correia

Anônimo disse...

Laudo deum, populum voco

Bom e caríssimo amigo Carlinus, trago-te à apreciação um texto sobre obra magnífica, digna de constar no Templo onde cultuamos O Ser da Música. Trata-se do DVD/CD Família Real, gravado pela Orquestra Sinfônica Nacional - Universidade Federal Fluminense. Como o espaço para a postagem é reduzido, dividirei o texto em partes e submeto-o à tua apreciação.
Não tenho ainda familiaridade com a ripagem de CDs e DVDs mas buscarei auxílio pois acredito que partilhar contigo e com os demais amigos e admiradores do blog a obra que empreendi comentar poderá proporcionar momentos de grande prazer além de ser um documento histórico e cultural ímpar para os melômanos.
Postarei, então, em partes, o texto cujo título precedeu ao comentário.
O tradicional tríplice abraço, do amigo wagneriano confesso, A.C. Correia.

Anônimo disse...

Laudo deum, populum voco
Parte I

Aos antigos que na fé católica apostólica e romana hoje por quase esquecido têm as glosas, evoco à memória através de trecho do capítulo XV d’ O crime do padre Amaro, de Eça de Queiroz, quando este as recita sobre a importância do dobre dos sinos e, subjetivamente, da sonoridade musical produzida, já que a cada situação, o dobre é diferente:

Laudo deum, populum voco, congrego clerum
Defunctum ploro, pestem fugo, festa decoro.

É salutar trazer à baila a dita glosa porquanto nela se pode realçar aspectos que a música litúrgica ( Laudo deum ) bem como a secular ( festa decoro ) traduzem na alma daqueles que apreciam de Euterpe os eflúvios. Pode-se dizer, sem sombra de dúvida ou suspeita de dessacralizar o sagrado que a glosa define bem a função da música na vida humana.
Caiu-me às mãos esta semana um mimo inestimável da Universidade Federal Fluminense, através da Pró-Reitoria de Extensão: 2 dvds e 3 cds com gravações da Orquestra Sinfônica Nacional, abarcando períodos distintos da música brasileira sendo que um deles prima pelo caráter histórico, cultural e didático – razão deste meu comentário.
Independente se ser um wagneriano convicto como sempre a mim impus de bom grado a alcunha e , nihil obstat, apaixonado nietzschiano e em nada nihilista, se o eufemismo aqui cabe, aprecio e absorvo com voluptuoso fervor a música religiosa. De arraigado conhecimento, como exemplo, são o Gloria, de Vivaldi, o Magnificat e as cantatas e oratórios de Bach e é claro, o Messiah de Handel a título de apenas introduzir o tema que impeliu-me à mão a caneta.

Continua

Anônimo disse...

Laudo deum, populum voco
Parte II

Aqui todos os elogios e loas a tecer são poucos dada a envergadura e importância da obra registrada para as gerações futuras e para os estudiosos do presente não somente pela qualidade artística dos conjuntos orquestrais e corais, solistas e regência como do rutilante significado histórico, cultural e didático. Trata-se do DVD/CD intitulado Família Real.
O DVD/Cd Família Real traduz-se num resgate do passado musical brasileiro à época do período joanino em nossas terras. É de importância basilar para a compreensão da formação da identidade musical e cultural de nosso país. A mídia é divida em três partes distintas: a execução propriamente dita das peças musicais pelos corpos corais e orquestrais da Orquestra Sinfônica Nacional sob a regência da maestrina Ligia Amadio, a parte didática, narrado pelo ator Mauro Mendonça que situa o período histórico, as peças e biografia ligeira dos compositores representados e informações gerais sobre o conteúdo do DVD.
Família Real lança luzes sobre a produção do padre José Maurício Nunes Garcia ( 1767-1830 ), Marcos Portugal ( 1762-1830 ) e Sigismund Neukomm ( 1778-1858 ). A primeira e segunda faixas do DVD privilegiam a Abertura em Ré e a Abertura Zemira do padre José Nunes Garcia. Compositor mestiço de talento e homem do clero, mereceu a atenção de Dom João, um amante da música. É de José Nunes Garcia, também, o Te Deum, no DVD ocupando a sexta faixa, peça que foi especialmente composta para celebrar a chegada da Família Real. O padre conquistou as graças do Regente e tornou-se o primeiro Kapelmeister da recém-fundada Capela Real, em 1808, no Rio de Janeiro. Concordam vários musicólogos e historiadores que o desenvolvimento da linguagem e identidade musical do padre Nunes Garcia devem-se à influência de Pergolesi ( 1710-1736 ) , Haydn ( 1732-1809 ), além, é claro, de Mozart ( 1756-1791 ) e Beethoven ( 1710-1827 ). Acompanhando o que se executava nas cortes européias, podemos observar, entretanto, de forma bastante sutil o caráter mestiço, brejeiro, do povo dos trópicos em passagens das Aberturas de Nunes Garcia registradas no DVD. Sobre a sexta faixa do DVD, o Te Deum, é obra de beleza e majestade que justificam o momento histórico que o Brasil viveu então. Cabe ( e deve-se ) ressaltar a regência correta e segura de Ligia Amadio, a qualidade da orquestra e coro e dos solistas. Nas obras apresentadas no DVD Família Real, o destaque vai para o tenor Marcos Thadeu, de timbre e registros precisos, controle respiratório perfeito bem como a dicção e emissão nas passagens em latim, É uma voz bonita e bem cuidada. E melhor: o artista não peca em maneirismos e trejeitos. A palavra para Marcos Thadeu é: dignidade. Sobressai nas passagens em quarteto. Impressionou-me a técnica e o talento refinado desse tenor brasileiro.

Continua

Anônimo disse...

Laudo deum, populum voco
Parte III

Desembarcando nas terras brasileiras, o compositor Marcos Portugal traz os ventos da Europa para o continente americano e aqui se deixa envolver pela atmosfera dos trópicos. A terceira faixa do DVD por ele é representada na Abertura nº 16, peça de caráter alegre que nos dá uma carte de visite de suas outras composições voltadas para o gosto popular apesar de Portugal ser o responsável pela música cerimonial Família Real e prolífico compositor de música litúrgica, que é representada na sétima faixa do DVD com a execução da Missa Breve.
A chegada da Missão Francesa, quando aportam no Brasil nomes como Lebreton, Debret, Humboldt e Sigismund Neukomm, discípulo de Haydn, cuja influência é sentida em suas composições mereceu atenção. As faixas quatro e cinco do DVD apresentam a Abertura O Herói e a Abertura para Grande Orquestra de Neukomm, que também encerra o DVD com o Libera Me, obra de beleza excepcional.
Não se pode deixar de comentar a maturidade da obra produzida pela Orquestra Sinfônica Nacional. A qualidade do material, a edição ágil, competente e ilustrativa em nada deixa relegada a plano inferior se comparada às produções da Sony, DG e Decca de gravações de concertos. Como em matéria de perfeição só nos é dado conhecer a Deus, Bach, Mozart e Beethoven, a iluminação peca em alguns momentos assim como alguns closes e primeiros planos da maestrina, que permitiriam uma melhor apreciação de seu estilo. Nesse ponto, Karajan e Bernstein são vaidosíssimos e não se pode duvidar que ameaçavam com as batutas e egos os editores de suas gravações para que sempre estivessem personalíssimos e onipresentes, mesmo quando a orquestra, somente, era focada, tal e qual um Arcanjo Miguel pairando e ameaçando com espada flamejante os mais incautos.
Que fique claro que estas são modestas opiniões de um diletante e não de um musicólogo ou crítico musical. São apenas reflexões impregnadas da emoção sentida diante da apreciação de um trabalho de justa qualidade. Não se deve, porém, economizar elogios à obra, cuja iniciativa é altruísta e consciente da responsabilidade artística e histórica. Apesar da pouca iniciativa comercial de gravações de música de concerto brasileira e do pífio incentivo fiscal e patronal nesse setor por parte dos Governos, a Universidade Federal Fluminense investiu e promoveu a extensão, pressuposto da Academia para com a sociedade. Saímos todos ganhando. Afinal, como diria Nietzsche em seu Zarathustra, toda a alegria quer a eternidade. E o DVD/CD Família Real conquistou, através da presente gravação, lugar no panteão dos imortais. Digno de constar n’O Ser da Música.

O tríplice abraço de teu amigo wagneriano convicto, A.C. Correia

Anônimo disse...

Caro "Ser da Musica", poderia fazer re-upload do magnifico cd: " Antonio Vivaldi (1678-1741) Six Cello Concertos", é uma obra excelente que não encontro para download. muito obrigado.

Anônimo disse...

Caro "Ser da Musica", poderia fazer re-upload do magnifico cd: " Antonio Vivaldi (1678-1741) Six Cello Concertos", é uma obra excelente que não encontro para download. muito obrigado.

Anônimo disse...

Caro "Ser da Musica", poderia fazer re-upload do magnifico cd: " Antonio Vivaldi (1678-1741) Six Cello Concertos", é uma obra excelente que não encontro para download. muito obrigado.