sexta-feira, 29 de março de 2013

Tomas Luis de Victoria (1548-1611) - Requiem Officium Defunctorum, 1605

Para finalizar a nossa homenagem à Sexta-Feira Santa, trazemos uma obra de grande beleza e de grande tristeza também. A beleza tem, quase sempre, o poder de nos impelir à tristeza. Deve ser, por isso, que o escritor do livro bíblico de Eclesiastes diz que "...com a tristeza se faz melhor o coração". A tristeza possui um fim pedagógico e muitos fogem dela. Poucos são aqueles que olham a sua face sisuda. Quem aprende com a tristeza, enxerga-se tal qual é. Reconhece nela as nossas limitações e o quanto precisamos humanizarmos. O Réquiem de Victoria é uma de suas principais obras. Trata-se de uma obra-prima. Para muitos representam o auge da polifonia renascentista. A música de Victoria exala o forte misticismo espanhol durante o Renascimento. É uma música polida, clara, de profundo frescor espiritual. O seu Réquiem foi escrito em 1603 e estreou em 1605, em homenagem à morte  da Imperatriz Maria. É um dos últimos trabalhos do compositor espanhol. Não deixe de ouvir. Talvez, aqui esteja um dos mais belos réquiens já escritos, ao lado do réquiem de Fauré. Simplesmente genial esse trabalho de Victoria. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Tomas Luis de Victoria (1548-1611) -

01. Matins Of The Dead: Responsory
02. The Second Lesson: Job 10: 1-2
03. The Office Of Lauds - The Canticle Of Zachary: Antiphon
04. Mass For The Dead: Introit
05. Mass For The Dead: Kyrie
06. Mass For The Dead: Gradual
07. Mass For The Dead: Offertory
08. Mass For The Dead: Sanctus
09. Mass For The Dead: Agnus Dei
10. Mass For The Dead: Communion
11. Funeral Motet
12. The Absolution: Responsory

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The Choir Of Westminster Cathedral
David Hill, direção


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Um comentário:

Dirceu Scarparo Vargas disse...

Se esta música não te sensibilizar alguma coisa está errada com você.
Ela transpassa a alma da gente.
Música única e atemporal.
Grato. Um abraço do Dirceu.