segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Béla Bartók (1881-1945) - The Miraculous Mandarin, Two Portraits e Leos Janácek (1854-1928) - Sinfonietta for orchestra ("Military,")

Bartók foi um desses homens excepcionais não só como grande artista mas como também de hombridade moral poucas vezes igualado na história da arte em geral. Coube-lhe viver numa época tumultuada, entre duas guerras mundiais que devastaram o mundo ocidental, em que os mais ferozes atos foram cometidos, e isso influiu decisivamente em sua música. Seu maior sofrimento foi no decorrer do período de 1930, quando os nazistas dividiram a humanidade em raças e eles se autoproclamavam superiores. Artista original de grande poder criativo, sentiu-se atingido quando o ministro da Educação Popular e Propaganda Nazista Goebbels, em 1936,organizou uma exposição de "Música degenerada" incluindo os nomes de Stravinsky, Schönberg e Milhaud. Não teve dúvidas. Escreveu imediatamente para o ministro para que inscrevesse nesse grupo seu nome e sua música, como forma de repulsa, ao que acabara de se passar. Violentamente antiracista e animado pôr um sentido muito firme de justiça, chegou mesmo a pensar, num certo dia de 1938, converter-se a religião judaica como forma de desabafo e ficar ao lado dos perseguidos. Não ignorava os riscos que corria ao estender a mão aos espoliados, afirmando seu patriotismo com uma lealdade igual ao amor que sentia pela humanidade. É nessa ocasião que pede a sua mãe e tia que não falem em idioma estrangeiro mais que "quando seja absolutamente obrigatório"e de forma alguma utilizem o alemão. Béla Bartók nasceu em 25 de março de 1881, em Nagyszentmiklos, Hungria ( hoje Sannicolaul Mare, cidade da Romênia). Seu pai era diretor de uma escola de agricultura e inspirou no menino a paixão pela natureza e pela música. Aprendeu as primeiras noções de piano com sua mãe, a partir dos cinco anos. Quando tinha oito anos perdeu o pai. Com a morte do pai, em 1894, o pequeno Béla acompanhou sua mãe até a cidade de Pozsony, atual Batislava, onde estudou piano e composição com Ladislas Erkel. Pozsony era um centro cultural importante, onde ele fez estudos musicais regulares. Tornou-se amigo de Erno Dohnâyi, que o iniciou nos mestre alemães: Bach, Wagner e Brahms. Em 1898, entrou para a Academia Real de Música de Budapeste, na classe de piano de Thoman, aluno de Liszt, e na classe de composição do professor Koezler.Em 1905 foi a Paris para o Concurso Internacional Rubisntein de Composição e Piano. Ali descobriu Debussy e sua escrita modal e, pôr isso, voltando à Hungria, compreendeu o interesse das canções populares. Dedicou-se, desde então, com a parceria do amigo, o compositor húngaro Zoltan Kodaly, estudos científicos sobre as canções folclóricas. Para colecionar estas canções fez numerosas viagens pêlos campos, munido de aparelhos registradores, cilindros e muito papel de música. Com estas pesquisas conseguiu dissipar o engano de Liszt, que havia confundido o folclore musical húngaro com o dos ciganos da Hungria.

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Béla Bartók (1881-1945) -

The Miraculous Mandarin, pantomime in 1 act, Sz. 73, BB 82 (Op. 19)
01. Anfang
02. Der Vorhang geht auf
03. Erstes Lockspiel - Der schäbige alte Kavalier
04. Zweites Lockspiel
05. Der schüchterne Jüngling...
06. Drittes Lockspiel
07. Der Mandarin tritt ein
08. Der Tanz des Mädchens
09. Sie flieht vor ihm_ er verfolgt sie
10. Der Mandarin stolpert...
11. Der Kopf des Mandarin erscheint...
12. Die Strolche hängen den Mandarin an den Haken...
13. Sie nehmen ihn herunter...
14. Nun, da die Sehnsucht des Mandarins gestillt ist...

Two Portraits (Két portré), for violin & orchestra, Sz. 37, BB 48b (Op. 5)
15. 1. Ein Ideal (Shlomo Mintz, violin)
16. 2. Eine Grotesque (Shlomo Mintz, violin)

London Symphony Orchestra
Claudio Abbado, regente

Leos Janácek (1854-1928) -

Sinfonietta for orchestra ("Military," "Sokol Festival"), JW 6/18

17. 1. Allegretto - Allegro - Maestoso
18. 2. Andante - Allegreto
19. 3. Moderato
20. 4. Allegretto
21. 5. Andate con moto

Berliner PhilharmonikerLinkClaudio Abbado, regente

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3 comentários:

Murillo Missaci ♭ disse...

Olá Carlinus, como vai? Maravilhosas cada vez mais estão as suas postagens! Quero uma dica sua, o que você sugere que eu escute de Schumann? Um grande abraço!

Carlinus disse...

Murilo, obrigado pelo comentário. Gostaria de dizer que não sou especialista em Schumann, mas como você pediu a minha opinião, vamos lá! Você poderia ouvir coisas mais "miniaturizadas" como "O Carnaval", "As cenas infantis", "As cenas da floresta" e "Krasleiriana". Os quartetos de cordas de Schumann também são maravilhosos. Há algum tempo atrás eu postei o opus 41 e o opus 44. São os dois melhores que eu acho. As sinfonias de Schumann também não são de se desprezar. Ele não era um especislista em compor para esse gênero. Mas, três das suas quatro sinfonias são belíssimas - a no. 1 ("Primavera"), a no. 2 e a no. 3 ("Renana"). Há aqui no blog versões dessas sinfonias com Gardiner (muito boa!), Bernstein, Solti e Szell. O concerto para cello e o concerto para violino também são trabalhos maravilhosos. Espero ter ajudado.

Abraços musicais!

Achad Achad disse...

ca reupload this record :D yes :)

thanks in advance and cheers!!!!!!!!!!!