segunda-feira, 26 de março de 2012

Claude Debussy (1862-1918) - Noturnos, Maurice Ravel (1875-1937) - Daphnis et Chloé e Pavane pour une Infante Défunte e Alexander Scriabin etc

Este é um CD curioso, repleto de sonoridades singulares. Primeiro aparece Debussy e seus Noturnos. Há quem não goste do compositor francês por encontrar nele "vaguidão" e, por isso, dão a essa característica qualidades não apreciáveis. Eu gosto de Debussy. Sua música é uma pena leve, vaga, sendo impelida pelo vento. Este aspecto fica ainda vísivel em Os Noturnos. O coro de vozes se assemelha a nuvens brancas que são impelidas pelo tempo. Que passam. São levadas sem compromisso para qualquer parte. E essa característica nos dá a sensação de que estamos diante do nada, da ausência completa de cores, de calor. É como se a branquidão nos tomasse. Outro compositor que aparece é Ravel. Duas peças são apresentadas: fragmentos de Daphnis et Chloé e a maravilha Pavanne, uma das peças mais belas e misteriosas do repertório musical do século XX. Na música de Ravel, encontramos o mundo das fadas, dos duendes, das ninfas, dos mistérios, das garças e cisnes brancos. E o terceiro compositor é o russo Scriabin e seu famoso Poema do Êxtase. Scriabin era cultor de um estilo o qual o grande objeto era dispensar ao público uma forte sensitividade. As impressões dos sentidos, levaria ao êxtase místico, segundo o compositor. Sua peça mais famosa é justamente a peça do CD que ora posto. A regência do CD fica a cargo do monumental Claudio Abbado. Não deixe de ouvir! Boas impressões.

Claude Debussy (1862-1918) -

Noturnos

01. Nuages
02. Fêtes
03. Sirènes

Maurice Ravel (1875-1937) -

Daphnis et Chloé, fragments symphoniques - 2e série

04. Daphnis et Chloé, fragments symphoniques - 2e série

Pavane pour une Infante Défunte
05. Pavane pour une Infante Défunte

Alexander Scriabin (1872-1915) -

Le Poème de l'Extase op.54
06. Le Poème de l'Extase op.54

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Boston Symphony Orchestra
Claudio Abbado, regente

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3 comentários:

Doni França disse...

"Sua música é uma pena leve, vaga, sendo impelida pelo vento. Este aspecto fica ainda vísivel em Os Noturnos. O coro de vozes se assemelha a nuvens brancas que são impelidas pelo tempo. Que passam. São levadas sem compromisso para qualquer parte. E essa característica nos dá a sensação de que estamos diante do nada, da ausência completa de cores, de calor. É como se a branquidão nos tomasse."

Você resumiu tudo. Debussy é ótimo.

Ana disse...

Graças a seus comentários tão poéticos e de bom gosto, tive vontade de baixar esse cd, com obras de Ravel e Scriabin, e vi que havia perdido muito em não conhecer a obra de Ravel. Belíssimo!

marco rossi disse...

The link is broken!:) thanks for the amazing music