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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Antonio Vivaldi (1678-1741) - Concerti per flauto

Embora seja lembrado sobretudo pelos concertos para violino e por As Quatro Estações, Vivaldi também dedicou atenção especial à família das flautas doces e da flauta transversal, deixando um conjunto de obras que revela não apenas extraordinária inventividade melódica, mas também profundo conhecimento das características de cada instrumento.

Este disco abre com o Concerto RV 444, escrito para flautino (a flauta doce sopranino), uma obra de virtuosismo impressionante. Ao lado dos concertos RV 443 e RV 445, forma um verdadeiro tríptico: movimentos extremos de enorme dificuldade técnica envolvem um movimento lento de caráter lírico e contemplativo, demonstrando a capacidade de Vivaldi de equilibrar brilho instrumental e expressão cantabile. Curiosamente, os manuscritos permitem que essas peças sejam executadas em outro tipo de flauta mediante transposição, mas Antonini opta pelas versões originais para sopranino, preservando seu brilho característico.

Outro ponto alto é o célebre Concerto "La tempesta di mare" (RV 433), pertencente ao Opus 10, primeira coleção impressa de um compositor italiano dedicada especificamente à flauta transversal. Na interpretação de Antonini, essa escolha resulta em uma sonoridade mais aveludada e evidencia o caráter pictórico da música, que traduz em sons o movimento imprevisível das ondas e dos ventos.

O disco reserva ainda uma agradável surpresa: o movimento "Cum dederit", do salmo Nisi Dominus (RV 608), aparece sem voz, substituída pelo chalumeau, instrumento de palheta simples que antecedeu o clarinete moderno. A opção não é arbitrária: Vivaldi frequentemente associava o chalumeau à voz humana, explorando seu timbre quente e melancólico. O resultado é uma leitura de rara delicadeza, que amplia nossa compreensão sobre as possibilidades sonoras do período barroco.

Os concertos RV 441 e RV 442, por sua vez, revelam um Vivaldi mais introspectivo. O primeiro apresenta um clima mais sombrio, típico da fase tardia do compositor, enquanto o segundo - conhecido pela indicação "Tutti gl'istromenti sordini" - cria uma atmosfera de serenidade incomum, graças ao uso de cordas com surdina. Ambos dialogam estreitamente com outras obras instrumentais e vocais do compositor, demonstrando como Vivaldi frequentemente reutilizava e transformava suas próprias ideias musicais.

À frente dessa gravação está Giovanni Antonini, um dos maiores especialistas atuais em interpretação historicamente informada. Fundador do Il Giardino Armonico, ensemble criado em 1985, Antonini construiu uma carreira marcada pela redescoberta do repertório barroco e clássico, colaborando com alguns dos principais músicos da atualidade e liderando o ambicioso projeto Haydn 2032, dedicado à gravação integral das sinfonias do compositor austríaco.

Mais do que um simples recital de concertos, este álbum demonstra que Vivaldi foi um verdadeiro experimentador das cores instrumentais. Ao explorar diferentes tipos de flauta e combinar virtuosismo, imaginação e refinamento tímbrico, o compositor amplia nossa percepção da música barroca, revelando um repertório que permanece surpreendentemente moderno em sua inventividade.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Antonio Vivaldi (1678-1741) - 

01 - Concerto in do maggiore per flautino, archi e B.C. RV 444 - 1. Allegro non molto
02 - 2. Largo
03 - 3. Allegro molto
04 - Concerto in fa maggiore Op. 10 No. 1 per flauto, archi e B.C. 'La tempesta di mare' RV 433 - 1. Allegro
05 - 2. Largo
06 - 3. Presto
07 - Concerto in do maggiore per flautino, archi e B.C. RV 443 - 1. (Allegro)
08 - 2. Largo
09 - 3. Allegro molto
10 - 'Cum Dederit' per chalumeau e B.C. dal 'Nisi Dominus' RV 608
11 - Concerto in do minore per flauto, archi e B.C. RV 441 - 1. Allegro non molto
12 - 2. Largo
13 - 3. (Allegro)
14 - Concerto in la minore per flautino, archi e B.C. RV 445 - 1. Allegro
15 - 2. Larghetto
16 - 3. Allegro
17 - Concerto in fa maggiore per flauto, archi e B.C. 'Tutti gl'istromenti sordini' RV 442 -
18 - 2. Largo e cantabile
19 - 3. Allegro

Il Giardino Armonico
Giovanni Antonini,  flauta e direção

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Antonio Vivaldi (1678-1741) - Argippo, RV 697 / Act 1: "Se lento ancora il fulmine", Orlando furioso, RV 728: "Sol da te, mio dolce amore", Il Giustino, RV 717 / Act 2: "Vedrò con mio diletto" etc

 

Vinte anos depois de seu célebre Vivaldi Album contribuir decisivamente para reacender o interesse pelas extraordinárias óperas de Antonio Vivaldi, Cecilia Bartoli retorna ao universo operístico do compositor em um novo registro de impressionante maturidade artística. Ao lado do Ensemble Matheus e sob a direção de Jean-Christophe Spinosi, a mezzo-soprano italiana volta a enfrentar as vertiginosas exigências vocais desse repertório com uma técnica que permanece absolutamente admirável.

Se o virtuosismo continua intacto, a passagem do tempo acrescentou um novo elemento à sua arte. Sua voz amadureceu como um grande vinho, adquirindo uma riqueza tímbrica, uma profundidade expressiva e um calor interpretativo que conferem nova dimensão a essas páginas de brilho extraordinário.

Mais do que uma simples coletânea de árias, o álbum constitui um panorama valioso da produção operística de Vivaldi, revelando a impressionante inventividade teatral de um compositor cuja criação para os palcos permaneceu injustamente esquecida durante séculos. Bartoli, porém, vai muito além do papel de intérprete ou pesquisadora: imprime a cada peça seu carisma inconfundível e uma presença artística que transforma cada ária em um pequeno drama musical.

O resultado é uma interpretação marcada por exuberância técnica, refinamento estilístico e um entusiasmo genuíno por essa música inesgotavelmente criativa. A parceria com o Ensemble Matheus e Jean-Christophe Spinosi reforça ainda mais a vitalidade do conjunto, oferecendo uma leitura vibrante, elegante e profundamente comprometida com a riqueza expressiva do teatro musical de Vivaldi.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Antonio Vivaldi (1678-1741) - Flute Concertos


 Que disquinho maravilhoso. Algumas informações sobre o compositor:

 "De família de origem genovesa, Antonio Lucio Vivaldi nasceu em Veneza em 4 de março de 1678 (data de sua ata de batismo, encontrada apenas em 1963), de Giovanni Battista Vivaldi (1655-1736), que exerceu primeiro como barbeiro e logo como músico, sendo um violinista apreciado na Capela São Marcos, e de Camilla Calicchio (1655-1728), filha de um alfaiate de Brescia.
Teve oito irmãos, dos quais dois falecidos em idade frágil e dois de caráter violento, que acabam sendo banidos da cidade e considerados a vergonha da família; passou, então, sua juventude em um ambiente que não era adequado à sua sensibilidade e temperamento, mesmo assim, seus dotes excepcionais conseguiram florescer.

Ele começou a estudar o violino sob a orientação de seu pai, desde muito novo. Parece que aos dez anos ele tinha já as habilidades para substituir Giovan Battista na orquestra de San Marco. Alguns querem justificar a grandeza do compositor veneziano atribuindo-lhe um professor mais ilustre: Giovanni Legrenzi, mestre da Capela de San Marco. Mas é uma suposição não suportada por qualquer fonte.

Em 1703 tornou-se sacerdote católico e ficou conhecido por “il Prete Rosso” – “o Padre Ruivo” devido à cor do seu cabelo, embora escondido debaixo das perucas, tão em voga nesse período. Em 1704, ele é isento de celebrar a missa por suas precárias condições de saúde, devidas a uma forma grave de asma.
Tal dispensa não deixa de levantar rumores: “Uma vez, que Vivaldi estava celebrando a Missa, de repente pensou num tema de fuga. Deixou o altar no qual estava oficiando e correndo até a sacristia escreveu seu tema, então voltou e terminou a Missa”. Esta era uma maneira pitoresca de justificar o abandono da vida sacerdotal. Mas o mesmo Vivaldi, anos depois, dá outra versão dos fatos, em uma carta ao Marquês Bentivoglio datada de 1737: “(…)bem três vezes tive que deixar o altar, sem acabar a missa, por causa do meu mal. É essa a razão pela qual não posso celebrar a missa”, por causa da asma".

 Texto completo aqui 

Antonio Vivaldi (1678-1741) -

01. Flute Concerto in G Minor, Op. 10 No. 2, RV 439 - I. Largo - II. Presto - III. Largo
02. Flute Concerto in G Minor, Op. 10 No. 2, RV 439 - IV. Presto
03. Flute Concerto in G Minor, Op. 10 No. 2, RV 439 - V. Largo - VI. Allegro
04. Flute Concerto in D Major, Op. 10 No. 3, RV 428 - I. Allegro
05. Flute Concerto in D Major, Op. 10 No. 3, RV 428 - II. Cantabile
06. Flute Concerto in D Major, Op. 10 No. 3, RV 428 - III. Allegro
07. Flute Concerto in G Major, RV 438 - I. Allegro
08. Flute Concerto in G Major, RV 438 - II. Andante
09. Flute Concerto in G Major, RV 438 - III. Allegro
10. Recorder Concerto in C Minor, RV 441 - I. Allegro non molto
11. Recorder Concerto in C Minor, RV 441 - II. Largo
12. Recorder Concerto in C Minor, RV 441 - III. Allegro
13. Flute Concerto in A Minor, RV 440 - I. Allegro non molto
14. Flute Concerto in A Minor, RV 440 - II. Larghetto
15. Flute Concerto in A Minor, RV 440 - III. Allegro
16. Flute Concerto in F Major, Op. 10 No. 1, RV 433 - I. Allegro
17. Flute Concerto in F Major, Op. 10 No. 1, RV 433 - II. Largo
18. Flute Concerto in F Major, Op. 10 No. 1, RV 433 - III. Presto

Ensemble La Partita
Sylvie Dambrine, flauta 

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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Antonio Vivaldi (1678-1741) - The Four Seasons & & "La Griselda"


Talvez, "As quatro estações", escrita por Vivaldi sejam uma das peças mais populares da história. Quem não a conhece? Quem não ouviu, em algum lugar, a melodia fácil e iluminada do primeiro movimento. Eu, particularmente, procuro ouvir basicamente todas as gravações que encontro dessa obra inspirada. É prazeroso ouvi-la. Provoca um bem-estar, uma sensação de alegria apreciar a cada movimento. É possível identificar a maneira como ocorre a delimitação da passagem de cada estação. Estruturalmente, cada estação produz um efeito diferente no ouvinte - as cores vívidas da primavera, a tepidez e a energia emanadas do verão, a transformação do outono e o recolhimento do inverno. 

Abaixo, mais algumas palavras sobre o presente disco: 

"Alban Beikircher e o conjunto L’Estro Armonico iniciam o novo ano com uma nova gravação de As Quatro Estações, de Antonio Vivaldi. A produção inclui ainda a Sinfonia em Dó Maior da ópera La Griselda, para cordas e cravo, catálogo RV 718.

Registrado na Bibliotheksaal da Landesakademie para Jovens Músicos, em Ochsenhausen, próximo a Munique, espaço reconhecido por sua acústica excepcional, o álbum confere personalidade própria a uma das obras mais populares de Vivaldi".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Allegro (3:24)
02. Andante (2:08)
03. Minuet. Allegro (0:46)
04. Allegro (3:43)
05. Largo e pianissimo (2:45)
06. Allegro (4:37)
07. Allegro ma non molto (5:33)
08. Adagio (2:15)
09. Presto (3:00)
10. Allegro (5:29)
11. Adagio molto (2:25)
12. Allegro (3:23)
13. Allegro non molto (3:50)
14. Largo (1:58)
15. Allegro (3:23)

L'Estro Armonico
Alban Beikircher

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terça-feira, 21 de abril de 2026

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) - Stabat Mater, P. 77 e Antonio Vivaldi (1678-1741) - Nisi Dominus, RV 608

O PRJCT Amsterdam e seu diretor artístico Maarten Engeltjes apresentam duas das maiores obras vocais do período barroco: Stabat Mater, de Giovanni Battista Pergolesi, e Nisi Dominus, de Antonio Vivaldi. Enquanto a peça virtuosística de Vivaldi reflete sobre a fragilidade humana diante da ausência do amparo divino, o retrato de Maria em pranto aos pés da Cruz, concebido por Pergolesi, traduz a dor vivida pelos pais de uma criança falecida. Em Stabat Mater, o contratenor de Engeltjes se funde de forma fluida e serena ao soprano de Shira Patchornik, resultando em uma interpretação ao mesmo tempo profunda e intensamente humana.

Fundado em 2017, o PRJCT Amsterdam é um jovem e inovador conjunto dedicado ao repertório barroco, estruturado em torno de Maarten Engeltjes. Considerado um dos contratenores mais requisitados da atualidade, o artista atua ao lado de alguns dos mais prestigiados grupos e regentes especializados em música antiga. Já Shira Patchornik, vencedora de importantes concursos dedicados ao barroco, consolida rapidamente seu espaço nos palcos de ópera e concerto. Todos os artistas fazem aqui sua estreia pelo selo Pentatone.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- I. Stabat mater dolorosa
02. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- II. Cuius animam gementem
03. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- III. O quam tristis
04. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- IV. Quae moerebat
05. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- V. Quis est homo
06. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- VI. Vidit suum
07. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- VII. Eia Mater
08. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- VIII. Fac, ut ardeat cor meum
09. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- IX. Sancta Mater
10. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- X. Fac, ut portem
11. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- XI. Inflammatus
12. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- XII. Quando corpus - Amen
13. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- I. Nisi Dominus
14. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- II. Vanum est vobis
15. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- III. Surgite
16. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- IV. Cum dederit
17. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- V. Sicut sagittae
18. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- VI. Beatus vir
19. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- VII. Gloria Patri
20. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- VIII. Sicut erat in principio
21. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- IX. Amen

PRJCT Amsterdam
Maarten Engeltjes, contratenor e regência
Shira Patchornik, soprano 

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sexta-feira, 20 de março de 2026

Antonio Vivaldi (1678-1643) - Complete Cello Sonatas

Vamos a uma espetacular postagem com a música do padre Antonio Vivaldi, um dos compositores mais prolíficos da história da música. Estamos a falar de "il prete rosso" ("o padre ruivo"). O compositor foi ordenado jovem ainda muito jovem. Todavia, a sua carreira litúrgica foi rapidamente ofuscada por causa da paixão pela música. Problemas de saúde - talvez, asma - afastaram-no dos serviços religiosos, permitindo que ele se dedicasse em definitivo à música.

Ao longo da vida, Vivaldi escreveu mais de 500 concertos, além das óperas, motetos e obras sacras. Os números e qualidade impressionam. O compositor era um virtuose. Escreveu inúmeras obras para serem executadas por alunos. Pelos canais e igrejas, sua música era tocada no século XVIII. Neste disco, por exemplo, encontramos as sonatas para violoncelo. A execução da obra fica a cargo de Ophélie Gaillard. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Antonio Vivaldi (1678-1643) - 

01. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 43: I. Largo (4:21)
02. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 43: II. Allegro (3:09)
03. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 43: III. Largo (4:13)
04. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 43: IV. Allegro (3:03)
05. Vivaldi: Cello Sonata in E Minor, RV 40: I. Largo (3:12)
06. Vivaldi: Cello Sonata in E Minor, RV 40: II. Allegro (2:47)
07. Vivaldi: Cello Sonata in E Minor, RV 40: III. Largo (3:39)
08. Vivaldi: Cello Sonata in E Minor, RV 40: IV. Allegro (2:06)
09. Vivaldi: Cello Sonata in G Minor, RV 42: I. Preludio. Largo (4:30)
10. Vivaldi: Cello Sonata in G Minor, RV 42: II. Allemanda. Andante (3:43)
11. Vivaldi: Cello Sonata in G Minor, RV 42: III. Sarabanda. Largo (4:55)
12. Vivaldi: Cello Sonata in G Minor, RV 42: IV. Gigue. Allegro (2:14)
13. Vivaldi: Cello Sonata in F Major, RV 41: I. Largo (3:03)
14. Vivaldi: Cello Sonata in F Major, RV 41: II. Allegro (2:24)
15. Vivaldi: Cello Sonata in F Major, RV 41: III. Largo (3:35)
16. Vivaldi: Cello Sonata in F Major, RV 41: IV. Allegro (2:33)
17. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 44: I. Largo (2:14)
18. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 44: II. Alegro poco (2:25)
19. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 44: III. Largo (3:31)
20. Vivaldi: Cello Sonata in A Minor, RV 44: IV. Alegro (2:27)
21. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 46: I. Preludio. Largo (2:24)
22. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 46: II. Allemanda. Allegro (2:27)
23. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 46: III. Largo (2:49)
24. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 46: IV. Corrente. Allegro (2:36)
25. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 45: I. Largo (4:05)
26. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 45: II. Allegro (2:33)
27. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 45: III. Largo (4:49)
28. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 45: IV. Allegro (3:10)
29. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 47: I. Largo (3:32)
30. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 47: II. Allegro (3:09)
31. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 47: III. Largo (3:22)
32. Vivaldi: Cello Sonata in B-Flat Major, RV 47: IV. Allegro (2:08)
33. Vivaldi: Cello Sonata in E-Flat Major, RV 39: I. Larguetto (4:06)
34. Vivaldi: Cello Sonata in E-Flat Major, RV 39: II. Allegro (2:44)
35. Vivaldi: Cello Sonata in E-Flat Major, RV 39: III. Andante (2:39)
36. Vivaldi: Cello Sonata in E-Flat Major, RV 39: IV. Allegro (2:53)

Pulcinella Orchestra
Ophélie Gaillard, violoncelo 

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Eroica Trio - Baroque - J.S. Bach, Vivaldi e Albinoni

Texto de apresentação do disco do disco:

Às vezes é possível julgar um livro pela capa — e, neste caso, os trajes de seda, renda e veludo usados pelas integrantes do Eroica Trio nas fotos do encarte ao menos antecipam o caráter da interpretação apresentada no disco. Trata-se de repertório barroco executado de forma assumidamente tradicional, com sonoridade quente e elegante, frases suaves conduzidas em andamentos solenes e vibrato abundante, sem qualquer sinal da aspereza de timbre enxuto típica de muitos intérpretes especializados em instrumentos de época.

A postura romântica se manifesta com mais força nas duas obras mais conhecidas apresentadas em arranjos: o grandiosamente trágico Adagio de Tommaso Albinoni e a dramática Chaconne da Partita em ré menor de J. S. Bach, que aqui chega a soar mais como uma peça do século XIX do que do XVIII. As três sonatas em trio de Antonio Vivaldi, de seu compatriota e contemporâneo Antonio Lotti e do francês Jean-Baptiste Loeillet são obras um pouco menos impactantes, mas ainda assim recebem interpretações belas e carregadas de afeto.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Sonata in C minor, F. XVI, No. 1 - I. Allegro (2:11)
02. Sonata in C minor, F. XVI, No. 1 - II. Largo (3:28)
03. Sonata in C minor, F. XVI, No. 1 - III. Allegro (2:11)
04. 12 Sonatas, Op. 5 - Sonata in B minor - I. Largo (4:12)
05. 12 Sonatas, Op. 5 - Sonata in B minor - II. Allegro con spirito (1:39)
06. 12 Sonatas, Op. 5 - Sonata in B minor - III. Adagio (1:13)
07. 12 Sonatas, Op. 5 - Sonata in B minor - IV. Allegro (1:53)
08. Violin Partita No. 2 in D minor, BWV 1004 - V. Chaconne (14:48)
09. 7 Trio Sonatas, Op. 2 - Sonata in D - I. Adagio - Allegro (3:32)
10. 7 Trio Sonatas, Op. 2 - Sonata in D - II. Arietta & Variations (3:46)
11. 7 Trio Sonatas, Op. 2 - Sonata in D - III. Largo - Vivace (2:29)
12. Trio Sonata in G major - I. Largo (2:10)
13. Trio Sonata in G major - II. Allegro (1:25)
14. Trio Sonata in G major - III. Adagio (3:29)
15. Trio Sonata in G major - IV. Vivace (1:52)
16. Adagio in G minor (7:01) 

Eroica Trio 

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domingo, 28 de dezembro de 2025

Antonio Vivaldi (1678-1741) - Concertos

Escutei esse material ao longo da semana. Uma experiência bastante agradável. Como a música de Vivaldi flui com graça e facilidade. A caixa traz cinco discos sob a direção do excelente Trevor Pinnock. E, de início, saltam duas características que são marcantes na música do compositor italiano. A primeira delas é o dinamismo. As obras avançam com pulso firme, impulsionadas por ritmos incisivos e repetitivos, que criam uma sensação constante de movimento.O resultado é uma música agradável de ser escutada, que é fácil de acompanhar, mas que não é previsível.

A segunda característica é o protagonismo do solista. Vivaldi foi um dos grandes responsáveis por consolidar o concerto como um espaço de exibição técnica e expressiva, especialmente para o violino — seu próprio instrumento. Os solos são ágeis, cheios de escalas rápidas, arpejos e contrastes de registro, exigindo destreza e personalidade do intérprete. Ao mesmo tempo, a orquestra não é mero acompanhamento: ela dialoga com o solista, criando tensões e respostas que dão vida ao discurso musical. 

O que é extraordinário na música do "padre vermelho" é a capacidade de produzir imagens e emoções. Esses concertos traduzem paisagens sonoras que evocam climas, cores bastante vivas. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Antonio Vivaldi (1678-1741) -  

DISCO 01

Concerto G-Dur “Alla Rustica” RV 151
01. Presto 1:10
02. Adagio 1:01
03. Allegro 1:31

Concerto for Oboe & Violin B-Dur RV 548
04. Allegro 3:46
05. Largo 3:21
06. Allegro 2:11

Concerto C-Dur “con molti stromenti” C-Dur RV 558
07. Allegro molto 5:23
08. Andante molto 1:47
09. Allegro 2:55

Concerto for 2 violins G-Dur RV 516
10. Allegro molto 3:51
11. Andante molto 2:07
12. Allegro 3:05

Concerto for Oboe a-moll RV 461
13. Allegro non molto 4:14
14. Larghetto 3:15
15. Allegro 2:39

Concerto for 2 mandolins G-Dur RV 532
16. Allegro 4:03
17. Andante 2:10
18. Allegro 3:51

DISCO 02

Concerto for Strings A-Dur RV 159
01. Allegro 1:32
02. Adagio 1:14
03. Allegro 2:31

Concerto for violin E-Dur “L`Amoroso” RV 271
04. Allegro 3:17
05. Cantabile 2:42
06. Allegro 3:19

Concerto for Bassoon e-moll RV 484
07. Allegro poco 4:50
08. Andante 3:39
09. Allegro 3:16

Concerto for Flute G-Dur RV 436
10. Allegro 3:11
11. Largo 3:06
12. Allegro 2:37

Concerto for Viola d`amore & Lute d-moll RV 540
13. Allegro 5:05
14. Largo 3:08
15. Allegro 3:05

Concerto for Oboe & Bassoon G-Dur RV 545
16. Andante molto 4:01
17. Largo 2:42
18. Allegro molto 3:34

DISCO 03

“L`estro armonico” Opus 3
Concerto N.1 D-Dur RV 549
01. Allegro 2:53
02. Largo e spiccato 2:24
03. Allegro 2:16

Concerto No.2 g-moll RV 578
04. Adagio e spiccato 1:29
05. Allegro 2:26
06. Larghetto 2:35
07. Allegro 2:27

Concerto No.3 G-Dur RV 310
08. Allegro 2:16
09. Largo 1:57
10. Allegro 2:19

Concerto N.4 e-moll RV 550
11. Andante 2:18
12. Allegro assai 2:29
13. Adagio – Allegro 2:33

Concerto N.5 A-Dur RV 519
14. Allegro 2:55
15. Largo 1:34
16. Allegro 2:40

Concerto N.6 a-moll RV 356
17. Allegro 3:02
18. Largo 1:55
19. Presto 2:23

DISCO 04

Concerto N.7 F-Dur RV 567
01. Andante 3:31
02. Adagio 1:16
03. Allegro 2:29
04. Adagio – Allegro 2:11

Concerto N.8 a-moll RV 522
05. Allegro 3:33
06. Larghetto 3:42
07. Allegro 3:17

Concerto N.9 D-Dur RV 230
08. Allegro 2:07
09. Larghetto 3:36
10. Allegro 2:04

Concerto N.10 h-moll RV 580
11. Allegro 3:43
12. Largo – Larghetto – Adagio – Largo 2:13
13. Allegro 3:14

Concerto N.11 d-moll RV 565
14. Allegro – Adagio spiccato e tutti – Allegro 3:43
15. Largo e spiccato 2:22
16. Allegro 2:18

Concerto N.12 E-Dur RV 265
17. Allegro 3:25
18. Largo 3:25
19. Allegro 2:44

DISCO 05

6 Flute Concertos Opus 10
Concerto N.1 F-Dur “La tempesta di mare” RV 433

01. Allegro 2:55
02. Largo 1:49
03. Presto 2:07

Concerto N.2 g-moll “La notte” RV 439
04. Largo 1:58
05. Presto (Fantasmi) 0:53
06. Largo 1:09
07. Presto 1:01
08. Largo (Il sonno) 1:33
09. Allegro 2:16

Concerto N.3 D-Dur “Il gardellino” RV 428

10. Allegro 3:59
11. Without tempo indication 3:14
12. Allegro 2:48

Concerto N.4 G-Dur RV 435
13. Allegro 2:26
14. Largo 2:10
15. Allegro 2:16

Concerto N.5 F-Dur RV 434
16. Allegro ma non tanto 3:37
17. Largo cantabile 3:49
18. Allegro 1:57

Concerto N.6 G-Dur RV 437
19. Allegro 3:58
20. Largo 1:51
21. Allegro 2:20

The English Concert

Trevor Pinnock – cravo, órgão & direção 

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terça-feira, 21 de outubro de 2025

Antonio Vivaldi (1678-1741) - Gloria RV 589, Magnificat, RV 611 e Concerti, RV 128 & 563

Vivaldi foi um compositor singular, absurdamente genial. Neste disco, encontramos algumas de suas obras religiosas - o maravilhoso RV 589 e RV 611. A primeira obra é do ano de, aproximadamente, de 1715,  para o Ospedale della Pietà, o orfanato feminino veneziano onde Vivaldi atuava como mestre de música.  É uma das suas obras sacras mais conhecidas. O célebre início — Gloria in excelsis Deo — é uma explosão jubilosa, sustentada por trompetes e cordas em ritmo marcial, seguida por seções mais suaves, como o delicado Domine Deus, para soprano solo. É uma obra que combina devoção e espetáculo, representando o barroco veneziano em sua plenitude sonora.

Já o RV 611 é uma obra menos conhecida e possui uma caráter mais contido e meditativo. Escrito também para o Ospedale della Pietà, o texto — retirado do Evangelho de Lucas — exalta a humildade e a graça divina. Há uma sensação de recolhimento e reverência que diferencia o Magnificat do brilho festivo do Gloria.

O disco ainda traz dois concertos. O destaque fica com o RV 563, que revela o talento do compositor para explorar timbres e contrastes. A obra, em três movimentos, segue a forma típica do concerto barroco (Allegro – Largo – Allegro), mas vai além do virtuosismo: há um senso teatral de conversa e disputa entre os solistas, equilibrado por um acompanhamento de cordas ágil e luminoso. 

Bonito disco. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Antonio Vivaldi (1678-1741) - 

01. Gloria RV 589 - 01. Gloria in excelsis Deo
02. 02. Et in terra pax
03. 03. Laudamus te
04. 04. Gratias agimus tibi
05. 05. Propter magnam gloriam tuam
06. 06. Domine Deus, Rex caelestis
07. 07. Domine Fili unigenite
08. 08. Domine Deus, Agnus Dei
09. 09. Qui tollis peccata mundi
10. 10. Qui sedes ad dexteram Patris
11. 11. Quoniam tu solus sanctus
12. 12. Cum Sancto Spiritu
13. Concerto per archi e cembalo RV 243 - 1. Allegro non molto
14. 2. Largo
15. 3. Allegro
16. Magnificat RV 611 - 01. Magnificat
17. 02. Et exultavit
18. 03. Quia respexit
19. 04. Quia fecit
20. 05. Et misericordia
21. 06. Fecit potentiam
22. 07. Deposuit potentens
23. 08. Esurientes
24. 09. Suscepit Israel
25. 10. Sicut locutus est
26. 11. Gloria
27. Concerto n°2 per tromba e oboe RV 563 - 1. Allegro
28. 2. Grave
29. 3. Allegro

Concerto Italiano
Rinaldo Alessandrini, diretor 

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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Antonio Vivaldi (1678-1741) - 6 Concertos pour flûte à bec

Um disco imensamente agradável com a música de Antonio Vivaldi.  O compositor italiano deixou incontestavelmente a sua marca na música ocidental. Quem não conhece os primeiros compassos da "Primavera" de "As quatro estações"? Além disso, era um virtuose, alguém que respirava música. Suas obras frequentemente têm uma pulsação rítmica contínua e vigorosa. São repletas de elegância. É possível ouvir Vivaldi nas mais diversas atividades. 

Ele ajudou a consolidar a forma de concerto em três movimentos (rápido - lento - rápido). Fez uso frequente de progressões sequenciais, criando um efeito de repetição em degraus; usava tonalidades claras e diretas, transmitindo leveza e brilho, o que transforma a sua música em uma experiência sempre agradável e de bom gosto. Ele escreveu mais de impressionantes 500 concertos. Há quem diga que ele se repetiu em excesso. Não faz mal. Vivaldi se repetia, pois era largo, enorme. 

Neste disco (que escutei duas vezes seguidas), encontramos seis deliciosos concertos para flauta doce. Destaque para o RV 428, que jugo como uma das obras mais bonitas e delicadas da música barroca. O segundo movimento (Allegro) é de uma delicadeza indescritível. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Antonio Vivaldi (1678-1741) - 

Concerto en do mineur, RV 441

01. Allegro non molto
02. Largo
03. Allegro non molto

La tempête en mer, Op. 10/1, RV 433
04. [Intro]
05. Allegro
06. Largo
07. Presto

Concerto en la mineur, RV 440
08. Allegro non molto
09. Larghetto
10. Allegro

Le chardonneret, Op. 10/3, RV 428
11. [Intro]
12. Allegro
13. Largo cantabile
14. Allegro

Concerto en la mineur, RV 108
15. Allegro
16. Largo
17. Allegro

La nuit, Op. 10/2, RV 439
18. [Intro]
19. Largo
20. Fantasmi: Presto - Largo - Presto
21. Il Sonno: Largo - Allegro

Concerto en ré mineur, Op. 3/11, RV 565

22.Largo

La Simphonie du Marais
Hugo Reyne, flauta doce e direção 

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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Antonio Vivaldi (1678-1741) - The Four Seasons

Hoje, inicia a primavera no Hemisfério Sul. Trata-se - para mim - da estação mais bela que existe para mim. Ela é representativa, repleta de simbologias. Por isso, a música é para homenagear esse momento. É uma das músicas mais conhecidas de todos os tempos. Programei a postagem para o momento em que vai iniciar a bonita e colorida estação - às 15h19. 

Abaixo, algumas palavras de apresentação do disco:

"Difícil encontrar uma versão de As Quatro Estações mais encantadora do que esta. Tocada em estilo de época, o conjunto traz uma mistura de instrumentos tão bem equilibrada que a música parece ganhar vida sem recorrer a truques ou exageros.

Um bom exemplo está no primeiro movimento de O Verão: as notas repetidas do violino solo, subindo por diferentes acordes, revelam a beleza dessa abordagem direta e sem enfeites. Mantendo um andamento firme, a própria escrita de Vivaldi se destaca, feita sob medida para o violino, cujo timbre continua a ser uma fonte inesgotável de fascínio.

A violinista Catherine Mackintosh toca com um encanto particular. Em vez de assumir o papel de solista em evidência, ela nos conduz para dentro das paisagens sonoras de Vivaldi, como parte de um todo maior. Nada de extremos: ela deixa que a música fale por si, sem vibrato excessivo ou exibição técnica desnecessária.

O The King’s Consort, sob a regência de Robert King, é o parceiro perfeito nessa jornada. E para fechar, ainda temos dois concertos acrescentados após O Inverno. Mesmo sem direções narrativas tão claras, eles despertam imagens musicais que o ouvinte pode imaginar à sua maneira — e o resultado é igualmente cativante".

 Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Antonio Vivaldi (1678-1741) - 

Violin Concerto in E major 'Spring'
01. Allegro
02. Largo e pianissimo sempre
03. Allegro

Violin Concerto in G minor 'Summer' RV315

04. Allegro non molto
05. Adagio – Presto
06. Presto

Violin Concerto in F major 'Autumn' RV293

07. Allegro
08. Adagio molto
09. Allegro

Violin Concerto in F minor 'Winter' RV297

10. Allegro non molto
11. Largo
12. Allegro

Violin Concerto in D major RV230
13. Allegro
14. Larghetto
15. Allegro

Violin Concerto in C minor 'Amato bene' RV761

16. Allegro
17. Largo
18. Allegro

The King's Consort
Robert King, regente
Catherine Mackintosh, violino 

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terça-feira, 8 de julho de 2025

Antonio Vivaldi (1678-1741) - Gloria - RV 589 e Alessandro Scarlatti (1660-1725) - Dixit Dominus


"Gloria" é uma das obras religiosas mais conhecidas do italiano Antonio Vivaldi. Escrita em 1715, enquanto era professor no Ospedale della Pietà, em Veneza, uma instituição dedicada à educação de meninas órfãs, a obra reflete a vitalidade e o brilho do barroco italiano, combinando técnica refinada com expressão devocional. 

O Gloria é dividido em 12movimentos, cada um representando uma parte do hino litúrgico latino Gloria in excelsis Deo, tradicionalmente cantado durante a missa católica. Teologicamente, a obra celebra a gloria de Deus e a paz que ele oferece aos homens. Cada passagem celebra os atributos de Deus como misericórdia, majestade, poder. Tais expressões culminam na adoração trinitária. Vivaldi cria essa atmosfera por meio de uma musicalidade alegre, resplandecente, luminosa.

Já o "Dixit Dominus" ("Disse Deus"), de Alessandro Scarlatti, foi escrito em 1707, no período em que se encontrava em Roma. A obra é baseada no Salmo 110 e teologicamente afirma a grandiosidade de Cristo como sacerdote eterno e rei universal, evocando o anúncio profético desse texto poético do Antigo Testamento. Mais tarde, Handel escreveu também uma versão - talvez mais conhecida do "Dixit Dominus". Todavia, a versão de Scarlatti é rica e uma grande expressão do barroco italiano. Curiosamente, Handel escreveu o seu "Dixit Dominus" enquanto se encontrava na Itália. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 - Gloria (RV 589) - Gloria in excelsis Deo
02 - Gloria (RV 589) - Et in terra pax hominibus
03 - Gloria (RV 589) - Laudamus te
04 - Gloria (RV 589) - Gratias agimus tibi
05 - Gloria (RV 589) - Propter magnam gloriam tuam
06 - Gloria (RV 589) - Domine Deus, Rex caelestis
07 - Gloria (RV 589) - Domine Fili unigenite
08 - Gloria (RV 589) - Domine Deus, Agnus Dei
09 - Gloria (RV 589) - Qui tollis peccata mundi
10 - Gloria (RV 589) - Qui sedes ad dexteram Patris
11 - Gloria (RV 589) - Quonuam tu solus sanctus
12 - Gloria (RV 589) - Cum Sancto Spritu
13 - Dixit Dominus - Dixit Dominus
14 - Dixit Dominus - Vigram virtutis
15 - Dixit Dominus - Tecum principium
16 - Dixit Dominus - Juravit Dominus
17 - Dixit Dominus - Dominus a dextris tuis
18 - Dixit Dominus - Judicabit in nationibus
19 - Dixit Dominus - De torrente in via bibet
20 - Dixit Dominus - Gloria Patri

The English Concert Choir
The English Concert

Trevor Pinnock, regente 

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terça-feira, 24 de junho de 2025

Antonio Vivaldi (1678-1741) - Concerti per fagotto IV

 

Antonio Vivaldi (1678-1741) -  

Concerto RV 469 in Do Maggiore
01. Allegro
02. Largo
03. [Senza Indicazione di Tempo]

Concerto RV 491 in Fa Maggiore

04. Allegro Molto
05. Largo
06. [Senza Indicazione di Tempo]

Concerto RV 498 in La Minore
07. Allegro
08. Larghetto
09. Allegro

Concerto RV 492 in Sol Maggiore
10. Allegro non molto
11. Largo
12. Allegro

Concerto RV 500 in La Minore
13. Allegro
14. Largo
15. Allegro

Concerto RV 473 in Do Maggiore
16. Allegro non molto
17. Largo
18. Minuet

L'Onda Armonica 

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sexta-feira, 20 de junho de 2025

Antonio Vivaldi (1678-1741) - The Four Seasons

 

As quatro estações estão entre as obras mais gravadas de toda a história do disco e existem sob todas as formas de arranjos e adaptações. Tornaram-se um patrimônio da nossa cultura. Mesmo quem não conhece música clássica certamente as ouviu. Já em seu tempo, estes concertos tinham imensa popularidade: a peça estrangeira mais executada nos Concerts Spirituels, tradicionais séries de concertos de alto nível que aconteciam em Paris, era tão apreciada pelo público francês que, em 1766, o compositor Michel Corrette (1707-1795) utilizou a música da Primavera no seu grandioso salmo Laudate Dominum. De 1950 para cá, a obra de Vivaldi recuperou integralmente a reputação que tinha na época em que foi composta.

O primeiro concerto de As quatro estações, em Mi maior (RV 269), intitulado A Primavera, é o mais famoso do conjunto, já tendo até sido utilizado em comercial de sabonetes na década de 80. No soneto que acompanha a obra, anuncia-se a chegada da primavera, com a saudação festiva dos pássaros e o murmúrio das fontes e das brisas suaves.

O sol abrasador atinge os camponeses no segundo concerto, em Sol menor (RV 315), chamado de O Verão, mas uma tempestade se anuncia, eclodindo no terceiro movimento numa furiosa chuva de granizo acompanhada pelo crepitar de uma rápida passagem ornamental na orquestra e no solo.

O Outono, terceiro concerto da série em Fá maior (RV 293), abre com uma dança camponesa para celebrar a colheita e conclui com uma caça (completa, com “trompas, armas e cães”), que culmina na morte de um veado selvagem. 

Finalmente, o Inverno, quatro e último concerto das Estações, em Fá menor (RV 297), descreve primeiro o frio e o bater de dentes (vídeo a seguir), depois momentos calmos junto ao fogo e, enfim, a alegria temerária de deslizar no gelo quebradiço e ouvir o assobio dos ventos invernais. 

Na verdade, cada compasso fala por si, tornando praticamente desnecessários os sonetos explicativos. A sequência dos eventos está perfeitamente clara, um quadro fresco como uma pintura. Tudo é imediatamente percebido, sem ser, no entanto, ingênuo, pois esses quatro concertos, com sua tradicional sucessão de movimentos rápido-lento-rápido, trazem muitas surpresas, agradando inclusive o conhecedor experiente por sua riqueza formal que nada tem de esquemática, por expressivas irregularidades, com mudanças de tempos e de ritmos.

Com cerca de 500 gravações realizadas, As quatro estações representam o epicentro do gosto do grande público: são doces, melodicamente irresistíveis e descomplicadas para se apreciar. O passar dos seus quase 300 anos de composição em nada as afetou, e, apesar de ouvidas com frequência nas salas de concerto e por meio de gravações, elas em nada perderam seu frescor original. É como se tivessem sido escritas ontem. A escala das gravações vai desde a versão com grande orquestra do regente austríaco Herbert von Karajan (1908-1989) e a Filarmônica de Berlim até os 16 instrumentos espartanos na interpretação do Drottningholm Baroque Ensemble da Suécia. A primeira a vender maciçamente foi a gravação de 1955, com o grupo I Musici, de Roma, com Felix Ayo como solista, tão bem sucedida que teve que ser refeita quatro anos depois em estéreo – e teve 9,5 milhões de discos vendidos.

“Natureza e arte combinaram-se antes do que se possa imaginar”, como teria desejado o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832). Em As quatro estações, sentimos a fúria de Vivaldi, mas essa fúria era pura paixão, paixão pela arte. Apesar de sua saúde frágil, o incansável Padre Ruivo passou 40 anos de sua vida como professor de um orfanato recebendo um salário que não ia além daquele de um principiante, evidentemente por amor desinteressado à arte.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Trecho extraído daqui 

01 - The Four Seasons, Violin Concerto in E Major, Op. 8 No. 1, RV 269 _Spring__ I. Allegro
02 - The Four Seasons, Violin Concerto in E Major, Op. 8 No. 1, RV 269 _Spring__ II. Largo e pianissimo sempre
03 - The Four Seasons, Violin Concerto in E Major, Op. 8 No. 1, RV 269 _Spring__ III. Danza pastorale. Allegro
04 - The Four Seasons, Violin Concerto in G Minor, Op. 8 No. 2, RV 315 _Summer__ I. Allegro non molto
05 - The Four Seasons, Violin Concerto in G Minor, Op. 8 No. 2, RV 315 _Summer__ II. Adagio e piano
06 - The Four Seasons, Violin Concerto in G Minor, Op. 8 No. 2, RV 315 _Summer__ III. Presto
07 - The Four Seasons, Violin Concerto in F Major, Op. 8 No. 3, RV 293 _Autumn__ I. Allegro
08 - The Four Seasons, Violin Concerto in F Major, Op. 8 No. 3, RV 293 _Autumn__ II. Adagio molto
09 - The Four Seasons, Violin Concerto in F Major, Op. 8 No. 3, RV 293 _Autumn__ III. Allegro
10 - The Four Seasons, Violin Concerto in F Minor, Op. 8 No. 4, RV 297 _Winter__ I. Allegro non molto
11 - The Four Seasons, Violin Concerto in F Minor, Op. 8 No. 4, RV 297 _Winter__ II. Largo
12 - The Four Seasons, Violin Concerto in F Minor, Op. 8 No. 4, RV 297 _Winter__ III. Allegro

Anima Musicæ Chamber Orchestra 

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