sábado, 13 de junho de 2026

Carl Orff (1895-1982) - Carmina Burana


A 10 de Julho de 1895, nascia Carl Orff em Munich, vindo a falecer em sua cidade natal a 29 de Março de 1982, com quase 87 anos.Hoje, há quase 10 anos de sua morte, a sua música continua a cada dia mais viva. Sua trajetória começou aos 5 anos, quando iniciou seus estudos de violoncelo e piano. Mas a sua marca somente começa a surgir após 1931, quando resolve colocar em prática uma idéia brilhante, que veio a se chamar "SCHULWERK", ou seja, o desenvolvimento de um método de educação musical, fundamentado no ritmo, na expressão corporal e na dança. Partindo desta concepção, Orff desenvolveu um instrumental específico, a fim de impulsionar o desenvolvimento musical dos alunos. Este método teve tanta repercussão, que hoje já se encontra traduzido em 14 idiomas, envolvendo a música de diversos países, transformando-o assim num método universal em todos os sentidos.
 
A partir de 1936, Orff dedica-se à composição das grandes obras, que o colocariam ainda mais acima, em seu próprio pedestal. Suas obras obtiveram enorme repercussão, chamando a atenção dos principais diretores, coreógrafos e maestros do mundo. Algumas obras tornaram-se mais conhecidas, como é o caso das óperas: "DIE KLUGE" (A Astuta), traduzida em 9 idiomas e "ANTIGONAE", das cantatas: "CATULLI CARMINA", "TRIUNFO Dl AFRODITE" e a mais popular de todas, "CARMINA BURANA". Estas três cantatas compõem um triplico teatral. Carmina Burana, foi a primeira e a mais popular de suas obras, composta entre 1935 e 1936, estrelando em Frankfurt a 8 de Junho de 1937, com absoluto sucesso. Reúne textos de diversas canções de "CARMINA BURANA", uma série de poemas profanos escritos por monges alemães, do monastério Bavariano, datados do XIII século, escritos em língua alemã, francês arcaico e latim.ORFF escreveu duas versões de "CARMINA BURANA", a principal e a preferida do autor, é escrita para grande orquestra, coro, solistas e coro de meninos, composta em 1936. 

Texto completo aqui 

Carl Orff (1895-1982) - 

01 - Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi, Empress of the World_
02 - Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi_ Fortune plango vulnera
03 - Carmina Burana - I. Primo Vere_ Veris leta facies (Remastered 202
04 - Carmina Burana - I. Primo Vere_ Omnia Sol temperat (Remastered 20
05 - Carmina Burana - I. Primo Vere_ Ecce gratum (Remastered 2022, Ver
06 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Tanz, Dance (Remastered 2022, Vers
07 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Floret silva nobilis (Remastered 2
08 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Chramer, gip die varwe mir (Remast
09 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Reie, Round dance (Remastered 2022
10 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Swaz hie gat umbe (Remastered 2022
11 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Chume, chum, geselle min! Swaz hie
12 - Carmina Burana - Uf dem Anger_ Were diu werlt alle min (Remastere
13 - Carmina Burana - II. In Taberna_ Estuans interius (Remastered 202
14 - Carmina Burana - II. In Taberna_ Olim lacus colueram (Remastered
15 - Carmina Burana - II. In Taberna_ Ego sum abbas (Remastered 2022,
16 - Carmina Burana - II. In Taberna_ In taberna quando sumus (Remaste
17 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Amor volat undique (Remastered 20
18 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Dies, nox et omnia mihi sunt cont
19 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Stetit puella (Remastered 2022, V
20 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Circa mea pectora multa sunt susp
21 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Si puer cum puellula (Remastered
22 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Veni, veni, venias (Remastered 20
23 - Carmina Burana - Cour d’amours_ In trutina mentis dubia (Remaster
24 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Tempus est iocundum (Remastered 2
25 - Carmina Burana - Cour d’amours_ Dulcissime (Remastered 2022, Vers
26 - Carmina Burana - Blanziflor et Helena_ Ave formossissima (Remaste
27 - Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi_ O Fortuna (Remastered

Bavarian Radio Symphony Orchestra
Bavarian Radio Chorus

Eugen Jochum, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) - Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74 "Pathétique" e Romeo and Juliet, Fantasy Overture

"Gravada em 1948, esta interpretação da Patética constitui um documento histórico de extraordinário valor, capturando um jovem Herbert von Karajan em plena ascensão, movido por uma ambição artística ardente, à frente da Filarmônica de Viena. Muito distante dos monumentais blocos sonoros que caracterizariam suas gravações berlinenses das décadas posteriores, esta leitura - originalmente registrada em discos de 78 rotações sob a supervisão do lendário produtor Walter Legge - revela uma intensidade crua, urgente e profundamente humana.

Entre as obras que Karajan mais frequentemente registrou em estúdio, rivalizando apenas com a Quinta Sinfonia de Beethoven, a Patética ocupa um lugar central em sua discografia. No entanto, esta versão inicial destaca-se por qualidades singulares: uma solidez estrutural sem concessões, uma tensão dramática permanente e, sobretudo, o timbre sombrio e comovente da Filarmônica de Viena do pós-guerra, uma orquestra que parecia tocar não apenas por excelência artística, mas também por sobrevivência.

O resultado é uma interpretação de impressionante força emocional, na qual a urgência histórica do momento se alia à visão de um maestro ainda distante do refinamento calculado dos anos posteriores. Mais do que uma simples gravação, trata-se de um retrato sonoro de uma época marcada pela reconstrução, pela memória e pela determinação - um testemunho eloquente do encontro entre um jovem Karajan e uma das grandes orquestras do mundo em um momento decisivo de suas histórias".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) - 

01. Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74 "Pathétique": I. Adagio - Allegro non troppo (18:45)
02. Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74 "Pathétique": II. Allegro con grazia (8:56)
03. Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74 "Pathétique": III. Allegro molto vivace (8:12)
04. Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74 "Pathétique": IV. Finale. Adagio lamentoso (10:03)
05. Romeo and Juliet, Fantasy Overture (20:42)

Wiener Philharmoniker
Herbert von Karajan, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Piano Trios

Sergei Rachmaninov é um dos compositores mais importantes da virada do século XIX para o século XX. Ele esteve entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX. Foi um compositor que, apesar de viver em um tempo de abruptas mudanças, procurou olhar para a tradição romântica. Tchaikovsky foi para ele uma referência. É o que vemos, por exemplo, nesses dois bonitos, delicados e melancólicos trios.

Escrito em 1892, quando Rachmaninov tinha apenas 19 anos, o Trio élégiaque nº 1 já demonstra uma surpreendente maturidade emocional. Concebido em um único movimento, a obra apresenta uma atmosfera introspectiva e nostálgica desde seus primeiros compassos. O piano, instrumento do qual Rachmaninov era virtuose, assume papel central, conduzindo um discurso marcado por amplas melodias e contrastes dramáticos. Violino e violoncelo dialogam de forma íntima, criando uma sonoridade que oscila entre a delicadeza e a intensidade apaixonada.

Um ano depois, em 1893, a morte de Tchaikovsky abalou profundamente o jovem músico. Como homenagem ao mestre, Rachmaninov compôs o Trio élégiaque nº 2 em Ré Menor, Op. 9, uma obra de maiores proporções e ambição artística. Inspirado pelo célebre Trio para Piano em Lá Menor, de Tchaikovsky, o compositor estruturou a peça em três movimentos, culminando em um vasto finale baseado em variações.

Desde a abertura, o caráter fúnebre da obra é evidente. O tema principal emerge sombrio e carregado de gravidade, estabelecendo um clima de luto que permeia toda a composição. O segundo movimento oferece momentos de lirismo e contemplação, enquanto o movimento final desenvolve uma série de variações que percorrem diferentes estados emocionais - da lembrança afetuosa ao desespero, da serenidade à exaltação dramática.

Importante dizer o que um jovem como Rachmaninov, por volta dos vinte anos, era capaz de fazer. A sensação de presença de um sol que pouco aquece continuaria nas próximas décadas nas composições do russo; e, talvez, resida nisso charme de sua música.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - 

01. Trio élégiaque No. 1 in G Minor - Trio elegiaque No. 1 in G Minor
02. Trio élégiaque No. 2 in D Minor, Op. 9 - I. Moderato - Allegro vivace - Allegro moderato
03. Trio élégiaque No. 2 in D Minor, Op. 9 - II. Quasi variazione -  Andante - Allegro - Lento
04. Trio élégiaque No. 2 in D Minor, Op. 9 - III. Allegro risoluto - Allegro molto - Moderato

Valeri Grohovski, piano
Eduard Wulfson, violino
Dmitry Yablonsky, violoncelo 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Johannes Brahms (1833-1897) - The Five Sonatas for Violin & Piano, Vol. 2

"Ulf Wallin e Roland Pöntinen realizaram sua primeira gravação em duo para a BIS em 1991 e, desde então, construíram uma discografia amplamente elogiada pela crítica, abrangendo repertórios que vão de Schumann e Liszt a Alfred Schnittke, passando por Schoenberg e Hindemith. Com o presente álbum, os dois músicos concluem seu mais recente projeto: a gravação integral das obras de Johannes Brahms para violino e piano.

O ciclo reúne não apenas as três célebres sonatas numeradas para violino e piano, pilares do repertório camerístico romântico, mas também o Scherzo da chamada Sonata F.A.E. e as versões para violino que o próprio Brahms preparou de suas duas sonatas originalmente compostas para clarineta e piano.

Wallin e Pöntinen iniciam este volume com a Sonata nº 2 em Mi bemol maior, Op. 120, escrita em 1894 para clarineta e posteriormente adaptada pelo compositor para o violino. A transcrição exigiu uma revisão substancial da parte solista: como a extensão da clarineta alcança notas mais graves do que aquelas disponíveis ao violino, Brahms precisou reformular diversas passagens. Essas alterações repercutiram diretamente na escrita pianística, tornando necessária a elaboração de uma nova edição da partitura para piano.

O programa prossegue com a Segunda e a Terceira Sonatas para Violino, em Lá maior e Ré menor, respectivamente. Ambas foram compostas durante o verão de 1886, em Thun, na Suíça, e revelam vínculos estilísticos profundos, embora habitem universos expressivos radicalmente distintos. Enquanto uma se caracteriza por sua luminosidade lírica e serenidade contemplativa, a outra explora uma linguagem mais dramática e apaixonada, demonstrando a extraordinária amplitude emocional alcançada por Brahms em sua produção camerística da maturidade.

Ao encerrar essa abrangente jornada pelo repertório brahmsiano para violino e piano, Wallin e Pöntinen reafirmam as qualidades que tornaram sua parceria tão respeitada: refinamento estilístico, inteligência musical e uma notável capacidade de equilibrar profundidade interpretativa e clareza estrutural".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Johannes Brahms (1833-1897) - 

Sonata in E flat major, Op. 120 No. 2

01. I. Allegro amabile
02. II. Allegro appassionato
03. III. Andante con moto

Sonata No. 2 In A Major, Op. 100
04. I. Allegro amabile
05. II. Andante tranquillo - Vivace - Andante
06. III. Allegretto grazioso (quasi Andante)

Sonata No. 3 in D Minor, Op. 108
07. I. Allegro
08. II. Adagio
09. III. Un poco presto e con sentimento
10. IV. Presto agitato

Ulf Wallin, violino
Roland Pöntinen, piano 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

terça-feira, 9 de junho de 2026

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Sonatas for Flute & Harpsichord

"Embora a origem exata das sonatas para flauta e cravo de Bach permaneça incerta, sua classificação também tem sido objeto de intenso debate musicológico. As três primeiras são frequentemente descritas como Sonaten auf Concertenart — sonatas em estilo de concerto —, um gênero híbrido que conheceu grande popularidade entre aproximadamente 1720 e 1740. É possível, portanto, que Bach tenha deliberadamente explorado novas possibilidades formais nessas obras, experimentando com os limites entre a sonata e o concerto.

A Sonata em Mi bemol maior, BWV 1031, especialmente por seu encantador siciliano, talvez seja a mais conhecida de todas as sonatas para flauta do compositor, ocupando um lugar privilegiado no repertório. No entanto, cada uma dessas obras oferece uma perspectiva fascinante sobre a maneira como Bach compreendia e reinventava o gênero da sonata, revelando uma inesgotável riqueza de invenção melódica, refinamento estrutural e imaginação contrapontística.

Mais do que simples peças de câmara, essas sonatas testemunham a capacidade singular de Bach de transformar formas estabelecidas em laboratórios de criação musical, conciliando elegância, profundidade e uma extraordinária variedade de ideias".

Não deixe ouvir. Uma boa apreciação! 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - 

03. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: III. Presto
04. Flute Sonata in E-Flat Major, BWV 1031: I. Allegro moderato
05. Flute Sonata in E-Flat Major, BWV 1031: II. Siciliano
06. Flute Sonata in E-Flat Major, BWV 1031: III. Allegro
07. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: I. Vivace
08. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: II. Largo e dolce
09. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: III. Allegro
10. Flute Sonata in C Major, BWV 1033: I. Andante-Presto
11. Flute Sonata in C Major, BWV 1033: II. Allegro
12. Flute Sonata in C Major, BWV 1033: III. Adagio
13. Flute Sonata in C Major, BWV 1033: IV. Menuetto
14. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: I. Adagio ma non tanto
15. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: II. Allegro
16. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: III. Andante
17. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: IV. Allegro
18. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: I. Adagio ma non tanto
19. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: II. Allegro
20. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: III. Siciliano
21. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: IV. Allegro assai

Pauliina Fred, flauta
Aapo Häkkinen, cravo 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Péter Eötvös (1944-2024) - Violin Concerto No. 3 "Alhambra" e Igor Stravinsky (1882-1971) - Le Sacre du printemps

"Mais de um século após o escândalo histórico que marcou sua estreia no Théâtre des Champs-Élysées, A Sagração da Primavera consolidou-se como uma das obras indispensáveis do repertório orquestral moderno. Se as forças telúricas desencadeadas por Stravinsky têm suas raízes na Rússia pagã, foi sob os arabescos e a atmosfera dos palácios da Andaluzia que Péter Eötvös encontrou a inspiração para seu Terceiro Concerto para Violino.

Os dedicatários da obra, a violinista Isabelle Faust e o maestro Pablo Heras-Casado, apresentam nesta gravação o primeiro registro mundial da partitura, oferecendo ao público uma interpretação de referência para uma das mais importantes criações concertantes do compositor húngaro".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Violin Concerto No. 3 "Alhambra" (23:19)
02. Le Sacre du printemps, Pt. 1, L'Adoration de la Terre: I. Introduction (3:32)
03. Le Sacre du printemps, Pt. 1, L'Adoration de la Terre: II. Les Augures printaniers - Danses des adolescentes (3:27)
04. Le Sacre du printemps, Pt. 1, L'Adoration de la Terre: III. Jeu du rapt (1:18)
05. Le Sacre du printemps, Pt. 1, L'Adoration de la Terre: IV. Rondes printanières (3:20)
06. Le Sacre du printemps, Pt. 1, L'Adoration de la Terre: V. Jeux des cités rivales (1:41)
07. Le Sacre du printemps, Pt. 1, L'Adoration de la Terre: VI. Cortège du sage (0:40)
08. Le Sacre du printemps, Pt. 1, L'Adoration de la Terre: VII. Le Sage - Danse de la Terre (1:38)
09. Le Sacre du printemps, Pt. 2, Le Sacrifice: I. Introduction (4:23)
10. Le Sacre du printemps, Pt. 2, Le Sacrifice: II. Cercles mystérieux des adolescentes (3:40)
11. Le Sacre du printemps, Pt. 2, Le Sacrifice: III. Glorification de l'élue (1:26)
12. Le Sacre du printemps, Pt. 2, Le Sacrifice: IV. Évocation des ancêtres (0:39)
13. Le Sacre du printemps, Pt. 2, Le Sacrifice: V. Action rituelle des ancêtres (3:48)
14. Le Sacre du printemps, Pt. 2, Le Sacrifice: VI. Danse sacrale (L'Élue) (4:54)

Orchestre de Paris
Pablo Heras-Casado, regente
Isabelle Faust, violino

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

domingo, 7 de junho de 2026

Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) - Symphony No.4 in F minor, Op.36, TH.27, Symphony No.5 in E minor, Op.64, TH.29 e Symphony No. 6 in B minor, Op. 74, TH 30 - Pathétique


 Tchaikovsky escreveu seis sinfonias. As seis possuem uma orquestração fabulosa. As de número 4, 5 e 6, geralmente, aparecem juntas em discos variados. Existem inúmeras gravações desse conjunto. Elas são uma espécie de trilogia poderosa sobre o destino.

A primeira dela, a Nº 4, foi escrita em 1877. É a mais explícita em sua narrativa. O próprio Tchaikovsky descreveu o motivo inicial dos metais como a representação do "Fatum", a força inexorável do destino que paira sobre a vida humana. Desde os primeiros compassos, a obra parece travar uma batalha entre a esperança e a inevitabilidade. O que impressiona não é apenas a qualidade da escrita orquestral, mas a sinceridade brutal da música. Não há heroísmo beethoveniano aqui. Há resistência, sofrimento e, sobretudo, a consciência de que certas forças são maiores do que nós.

A Quinta Sinfonia, escrita onze anos depois, assume um tom mais filosófico. Seu tema recorrente reaparece ao longo dos quatro movimentos como uma ideia obsessiva, quase um pensamento impossível de afastar. Muitos ouvintes interpretam a obra como uma trajetória das trevas para a luz, culminando em um final triunfal. Mas esse triunfo permanece controverso. Há quem veja nele uma vitória genuína da vontade humana; outros enxergam uma celebração forçada, uma máscara colocada sobre feridas ainda abertas.

Sexta Sinfonia, a célebre "Patética", que Tchaikovsky alcança sua expressão mais devastadora. É uma das minhas sinfonias favoritas da vida. Estreada poucos dias antes de sua morte, a obra desafia todas as convenções do gênero. Em vez de terminar com um final brilhante e afirmativo, ela encerra sua jornada em um lento movimento de despedida, que se dissolve gradualmente no silêncio. É uma metáfora da própria vida, repleta de paixões, que se dissolve como se uma esponja eliminasse a sujeira de um copo.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) - 

DISCO 01

01. Symphony No.4 in F minor, Op.36, TH.27 -  1. Andante sostenuto - Moderato con anima -
02. Symphony No.4 in F minor, Op.36, TH.27 -  2. Andantino in modo di canzone 
03. Symphony No.4 in F minor, Op.36, TH.27 -  3. Scherzo. Pizzicato ostinato - Allegro 
04. Symphony No.4 in F minor, Op.36, TH.27 -  4. Finale (Allegro con fuoco) 

DISCO 02

01. Symphony No.5 in E minor, Op.64, TH.29 -  1. Andante - Allegro con anima 
02. Symphony No.5 in E minor, Op.64, TH.29 -  2. Andante cantabile, con alcuna licenza - Moderato con anima
03. Symphony No.5 in E minor, Op.64, TH.29 -  3. Valse (Allegro moderato)
04. Symphony No.5 in E minor, Op.64, TH.29 -  4. Finale (Andante maestoso - Allegro vivace)

DISCO 03

01. Symphony No. 6 in B minor, Op. 74, TH 30 - Pathétique 1. Adagio - Allegro non troppo 
02. Symphony No. 6 in B minor, Op. 74, TH.30 - Pathétique 2. Allegro con grazia 
03. Symphony No. 6 in B minor, Op. 74, TH.30 - Pathétique 3. Allegro molto vivace 
04. Symphony No. 6 in B minor, Op. 74, TH.30 - Pathétique 4. Finale (Adagio lamentoso - Andante) 

Wiener Philharmoniker
Rafael KUbelik, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sábado, 6 de junho de 2026

Béla Bartók (1881-1945) - Piano Concertos 1, 2 & 3

Escritos ao longo de quase vinte anos, os três concertos para piano de Bartók nasceram não por encomenda de outros intérpretes — como ocorreu com os concertos para violino e viola —, mas para o próprio compositor. À semelhança dos grandes compositores-virtuoses de gerações anteriores, Bartók concebeu essas três obras monumentais como peças de repertório para suas turnês de concertos e, naturalmente, como fonte de sustento financeiro.

Cada concerto segue de perto a tradicional estrutura clássica em três movimentos, consagrada por Beethoven, culminando inclusive em movimentos finais em forma de rondó. No entanto, o desenvolvimento motívico, o uso dos modos e a incorporação de outras formas musicais revelam uma linguagem inteiramente pessoal. Tudo aqui carrega a assinatura inconfundível de Bartók.

Este álbum da Chandos, reunindo os três concertos, traz o pianista Jean-Efflam Bavouzet, cuja integral das obras para piano solo de Debussy foi amplamente celebrada pela crítica. Embora Debussy e Bartók pertençam a universos estéticos bastante distintos, as qualidades que tornaram memoráveis as interpretações de Bavouzet — a ampla paleta de cores, o toque meticulosamente controlado, a articulação transparente e o domínio aparentemente natural do tempo — revelam-se igualmente ideais para Bartók.

À frente da BBC Philharmonic, Gianandrea Noseda conduz a escrita orquestral vigorosa e musculosa do compositor húngaro com extraordinária coesão. O diálogo constante — ou, por vezes, verdadeiro embate — entre solista e orquestra flui de maneira orgânica e perfeitamente integrada. Mesmo nos trechos mais incisivos, marcados por fanfarras de metais de grande impacto, Noseda preserva um senso de equilíbrio que permite ao som poderoso de Bavouzet emergir com clareza absoluta.

Em contraste, a atmosfera íntima e suspensa alcançada no Adagio do Segundo Concerto é de tal delicadeza que parece convidar o ouvinte a prender a respiração. Depois de interpretações tão convincentes e satisfatórias, resta apenas esperar que a Chandos tenha novos projetos reservados para a parceria entre Bavouzet e Bartók.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Béla Bartók (1881-1945) -

Piano Concerto No.1, BB 91

01. I Allegro moderato
02. II Andante
03. III Allegro

Piano Concerto No.2, BB 101
04. I Allegro
05. II Adagio - Presto - Adagio
06. III Allegro molto

Piano Concerto No.3, BB 127
07. I Allegretto
08. II Adagio religioso
09. III Allegro vivace

BBC Philharmonic
Gianandrea Noseda, regente
Jean-Efflam Bavouzet, piano 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - The Four Horn Concertos e Rondo for Horn and Orchestra in E Flat Major, K. 371

 

"Considerado um dos mais destacados trompistas da Europa, Martin Owen desenvolve uma intensa carreira internacional como solista e músico de câmara. Sua atividade artística o leva regularmente aos principais palcos do mundo, onde se destaca tanto pela excelência técnica quanto pela versatilidade musical.

Atualmente, ocupa o posto de trompa principal da BBC Symphony Orchestra, da Britten Sinfonia e do Haffner Wind Ensemble. Ao longo de sua trajetória, também exerceu a função de trompa principal da Royal Philharmonic Orchestra e integrou, em caráter temporário, a prestigiosa Berliner Philharmoniker como trompa solista.

Reconhecido pela qualidade de seu som, pela elegância interpretativa e pelo domínio excepcional do instrumento, Owen consolidou-se como uma das figuras mais respeitadas de sua geração no universo da trompa".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01. Mozart: Horn Concerto No. 1 in D Major, K. 412: I. Allegro (4:49)
02. Mozart: Horn Concerto No. 1 in D Major, K. 412: II. Rondo. Allegro (3:41)
03. Mozart: Horn Concerto No. 2 in E Flat Major, K. 417: I. Allegro maestoso (6:23)
04. Mozart: Horn Concerto No. 2 in E Flat Major, K. 417: II. Andante (3:43)
05. Mozart: Horn Concerto No. 2 in E Flat Major, K. 417: III. Rondo. Allegro – Più allegro (3:41)
06. Mozart: Horn Concerto No. 3 in E Flat Major, K. 447: I. Allegro (6:52)
07. Mozart: Horn Concerto No. 3 in E Flat Major, K. 447: II. Romance. Larghetto (4:30)
08. Mozart: Horn Concerto No. 3 in E Flat Major, K. 447: III. Allegro (3:54)
09. Mozart: Horn Concerto No. 4 in E Flat Major, K. 495: I. Allegro maestoso (8:14)
10. Mozart: Horn Concerto No. 4 in E Flat Major, K. 495: II. Romance. Andante cantabile (4:45)
11. Mozart: Horn Concerto No. 4 in E Flat Major, K. 495: III Rondo. Allegro vivace (3:56)
12. Mozart: Rondo for Horn and Orchestra in E Flat Major, K. 371 (5:39)

Manchester Camerata
Gábor Takács-Nagy, regente
Martin Owen, trompa

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Johannes Brahms (1833-1897) - The Five Sonatas for Violin & Piano, Vol. 1

À pergunta “Quantas sonatas para violino e piano Johannes Brahms compôs?”, muitos apreciadores de música de câmara responderiam prontamente: três. Alguns talvez acrescentassem, sem hesitação, as respectivas tonalidades e números de opus. Se instados a ir além, um número menor lembraria também da chamada Sonata F.A.E., fruto de uma colaboração entre o jovem Brahms, Albert Dietrich e seu mentor, Robert Schumann. Poucos, porém, recordariam das duas sonatas do Opus 120, compostas em 1894 para clarinete (ou viola) e piano, mas publicadas no ano seguinte em versões para violino preparadas pelo próprio compositor.

A adaptação exigiu um trabalho substancial. Como a extensão da clarineta em si bemol alcança notas uma quarta abaixo do registro do violino, Brahms foi obrigado a revisar profundamente a parte solista. Essas alterações repercutiram inevitavelmente na escrita pianística, tornando necessária a preparação de uma nova edição da partitura para piano.

A experiente parceria formada pelo violinista Ulf Wallin e pelo pianista Roland Pöntinen decidiu agora registrar a totalidade das sonatas de Brahms para violino e piano. Os resultados são apresentados em dois discos, dos quais o primeiro reúne a Sonata nº 1 em Sol maior, Op. 78 — a primeira das três sonatas oficialmente concebidas para essa formação —, a Sonata em Fá menor do Opus 120 e o célebre Scherzo extraído da Sonata F.A.E.

Para completar o programa, Wallin e Pöntinen acrescentam transcrições de duas das canções mais líricas de Brahms, ampliando o retrato de um compositor cuja inspiração melódica e profundidade expressiva transcendem fronteiras de gênero e formação instrumental.

Johannes Brahms (1833-1897) - 

Sonata in F minor, Op. 120 No. 1
01. I. Allegro appassionato
02. II. Andante un poco Adagio
03. III. Allegretto grazioso
04. IV. Vivace

from the ‘F.A.E. Sonata’, WoO 2
05. Scherzo (Allegro)

Sonata No. 1 In G Major, Op. 78
06. I. Vivace ma non troppo
07. II. Adagio
08. III. Allegro molto moderato
09. O kühler Wald, Op. 72 No. 3
10. An die Nachtigall, Op. 46 No. 4

Ulf Wallin, violino
Roland Pöntinen, piano

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Arcangelo Corelli (1653–1713) - Church Sonatas, Ops. 1 & 3

"Arcangelo Corelli ocupa um lugar singular na história da música. Embora seja reconhecido como um dos compositores mais célebres do período barroco, sua obra é surpreendentemente reduzida quando comparada à de contemporâneos como Handel ou Telemann: apenas seis coleções publicadas com número de opus, além de algumas peças preservadas em manuscritos. Enquanto a maioria dos compositores de sua época transitava entre diversos gêneros — música vocal sacra e profana, obras orquestrais, música de câmara e repertório para teclado —, Corelli concentrou praticamente toda a sua produção na música de câmara e em um único conjunto de obras “orquestrais”, embora essa designação talvez não seja a mais adequada para caracterizar seus concerti grossi.

Também ao contrário de muitos de seus pares, Corelli pouco viajou. Passou quase toda a vida em Roma. No final da década de 1680, Francesco II d’Este, duque de Módena, tentou repetidas vezes convencê-lo a ingressar em sua corte, mas o compositor recusou. Em compensação, dedicou ao duque as sonatas do Opus 3, recebendo em troca valiosos presentes como demonstração de apreço. As demais coleções de sonatas foram dedicadas a diferentes patronos romanos. O Opus 1 foi oferecido à rainha Cristina da Suécia, estabelecida em Roma após abdicar do trono e converter-se ao catolicismo. Já os Opus 2 e 4 foram dedicados a dois grandes mecenas eclesiásticos — os cardeais Pamphili e Ottoboni — conhecidos pelo generoso apoio às artes e, em especial, à música.

A influência de Corelli sobre a história da música foi imensa. Seus concerti grossi serviram de modelo para inúmeros compositores posteriores, entre eles Handel. A trio sonata tornou-se um dos principais gêneros da música de câmara durante a primeira metade do século XVIII, até ser gradualmente substituída por outras formações, como o trio com teclado. Obras desse tipo proliferaram por toda a Europa, especialmente voltadas ao crescente mercado de músicos amadores, quase sempre inspiradas nos modelos corellianos. Telemann, aliás, reconheceu explicitamente essa influência ao compor suas Sonates corellisantes. Ainda assim, Corelli não inventou o gênero: peças para dois instrumentos melódicos e baixo contínuo já existiam desde as primeiras décadas do século XVII. Na França, independentemente da tradição italiana, Lully escreveu seus Trios pour le coucher du roi. O mérito de Corelli foi reunir e consolidar diversos elementos, fixando uma forma que se tornaria referência fundamental para o gênero dali em diante.

As quatro coleções de trio sonatas costumam ser divididas em duas categorias: sonate da chiesa e sonate da camera. Corelli empregou explicitamente a expressão sonata da camera na página de rosto do Opus 2; os demais conjuntos aparecem simplesmente como sonate a tre. Apesar do nome, o termo sonata da chiesa não implica necessariamente uso litúrgico. Essas obras destinavam-se sobretudo ao ambiente doméstico refinado — salões privados e espaços de concerto frequentados pela aristocracia e pelas camadas mais altas da sociedade. Ainda assim, existem diferenças estruturais claras entre os dois grupos. As sonate da chiesa costumam apresentar quatro movimentos identificados por indicações de andamento, como grave, largo e allegro. Já as sonate da camera iniciam-se geralmente com um prelúdio seguido de uma sequência de danças.

O próprio Corelli, porém, jamais seguiu rigidamente esse esquema. Em cada coleção encontram-se sonatas com mais ou menos de quatro movimentos. Embora a sucessão tradicional lento-rápido-lento-rápido seja predominante, algumas peças começam com movimentos rápidos, enquanto outras apresentam três movimentos rápidos e apenas um lento. O Opus 1, em especial, revela-se o conjunto menos estruturado, sugerindo um compositor ainda experimentando possibilidades formais para a trio sonata.

Apesar da fama de Corelli, a atenção dedicada à sua obra permanece relativamente desequilibrada. Existem inúmeras gravações dos concerti grossi e das sonatas para violino do Opus 5, mas muito menos registros das trio sonatas. Seu discípulo Francesco Geminiani escreveu sobre ele: “Seu mérito não residia na profundidade erudita de um Alessandro Scarlatti, nem numa imaginação exuberante ou numa invenção particularmente rica em melodia ou harmonia, mas num ouvido refinadíssimo e num gosto delicado que o levavam a escolher as harmonias e melodias mais agradáveis e a construir as partes de modo a produzir o efeito mais encantador aos ouvidos.” O comentário pretendia ser um elogio, embora hoje possa soar quase depreciativo. Os músicos sabem que não é o caso, mas talvez intérpretes e gravadoras ainda temam que esse repertório não desperte grande interesse comercial.

Cabe justamente aos intérpretes transformar essa percepção por meio de execuções envolventes e expressivas. Nesse aspecto, as sonatas dos Opus 2 e 4 destacam-se amplamente. Os ritmos de dança são apresentados com clareza exemplar, enquanto os movimentos lentos revelam maior expressividade do que nos Opus 1 e 3. O som parece mais luminoso, caloroso e autenticamente italiano. Como os dois pares de coleções podem ser adquiridos separadamente, a recomendação recai sobretudo sobre as sonate da camera".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Arcangelo Corelli (1653–1713) -

DISCO 01

Sonata da chiesa a tre in F Major, No. 1
01. I. Grave
02. II. Allegro
03. III. Largo
04. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in E minor, No. 2
05. I. Grave
06. II. Vivace
07. III. Adagio
08. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in A Major, No. 3
09. I. Grave
10. II. Allegro
11. III. Adagio
12. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in A minor, No. 4
13. I. Vivace (attacca)
14. II. Adagio
15. III. Allegro
16. IV. Presto
17. V. Allegro

Sonata da chiesa a tre in B-flat minor, No. 5

18. I. Grave
19. II. Allegro
20. III. Adagio - Allegro
21. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in B minor, No. 6

22. I. Grave
23. II. Largo
24. III. Adagio
25. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in C Major, No. 7

26. I. Allegro
27. II. Grave
28. III. Allegro

Sonata da chiesa a tre in C minor, No. 8
29. I. Grave
30. II. Allegro
31. III. Largo
32. IV. Vivace

Sonata da chiesa a tre in G Major, No. 9

33. I. Allegro
34. II. Allegro
35. III. Adagio
36. IV. Allegro - Adagio

Sonata da chiesa a tre in G minor, No. 10
37. I. Grave
38. II. Allegro (attacca)
39. III. Allegro
40. IV. Adagio
41. V. Allegro

Sonata da chiesa a tre in D minor, No. 11

42. I. Grave
43. II. Allegro
44. III. Adagio
45. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in D Major, No. 12
46. I. Grave
47. II. Largo e puntato
48. III. Grave
49. IV. Allegro

DISCO 02

Sonata da chiesa a tre in F Major, No. 1
01. I. Grave
02. II. Allegro
03. III. Vivace
04. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in D Major, No. 2
05. I. Grave
06. II. Allegro
07. III. Adagio
08. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in B-flat Major, No. 3
09. I. Grave
10. II. Vivace
11. III. Largo
12. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in B minor, No. 4
13. I. Largo
14. II. Vivace
15. III. Adagio
16. IV. Presto

Sonata da chiesa a tre in D minor, No. 5

17. I. Grave
18. II. Allegro
19. III. Largo
20. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in G Major, No. 6

21. I. Vivace
22. II. Grave
23. III. Allegro
24. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in E minor, No. 7

25. I. Grave
26. II. Allegro
27. III. Adagio
28. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in C Major, No. 8

29. I. Largo
30. II. Allegro
31. III. Largo
32. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in F minor, No. 9
33. I. Grave
34. II. Vivace
35. III. Largo
36. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in A minor, No. 10
37. I. Vivace
38. II. Allegro
39. III. Adagio
40. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in G minor, No. 11

41. I. Grave
42. II. Presto
43. III. Adagio
44. IV. Allegro

Sonata da chiesa a tre in A minor, No. 12
45. I. Grave
46. II. Vivace
47. III. Allegro
48. IV. Allegro
49. V. Allegro

The Avison Ensemble 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Dmitry Shostakovich (1906-1975) - Chamber Symphony Op. 73a, Symphony for Strings Op. 118a

Shostakovich foi um compositor marcado pelas ambiguidades do século XX. Celebrado pelo regime soviético em determinados momentos e perseguido em outros, aprendeu a transformar a música em linguagem metafórica. Em suas sinfonias e quartetos, a ironia, o medo, a resignação e a resistência coexistem numa tensão permanente. Dissociar a música do compositor dos eventos pelos quais passou diminui a significação de sua obra.

Neste disco encontramos duas obras orquestradas, a partir de quartetos de cordas. A “Chamber Symphony Op. 73a” é derivada do Terceiro Quarteto. Composto em 1946, ele já continha uma narrativa implícita sobre a guerra, a devastação e a fragilidade humana. Na versão sinfônica, as cordas adquirem uma dimensão quase cinematográfica. Os momentos de aparente serenidade são continuamente ameaçados por explosões de violência rítmica e harmônica. O ouvinte nunca encontra repouso duradouro. Há sempre uma sombra atravessando a paisagem sonora. Algo que incomoda; que remete a um mal-estar.

O primeiro movimento sugere uma normalidade enganosa. Os temas surgem com elegância clássica, mas logo revelam fissuras. Nos movimentos centrais, Shostakovich constrói um universo de sarcasmo e brutalidade. As danças parecem grotescas; as marchas, ameaçadoras. É música que sorri com os dentes cerrados.

Já a “Symphony for Strings Op. 118ª” apresenta um Shostakovich tardio, mais introspectivo, mas não menos contundente. Baseada no Décimo Quarteto, escrito em 1964, a obra carrega o peso de uma vida inteira de conflitos internos. Stálin morrera dez anos antes. O compositor havia se consolidado como um dos maiores de sua geração.

Nessa fase, o drama torna-se mais concentrado. As melodias parecem surgir de um lugar distante, quase espectral. O tratamento das cordas evidencia uma extraordinária economia de meios: poucas notas podem carregar um universo emocional inteiro. É uma música que fala da passagem do tempo, da mortalidade e da persistência da consciência diante do inevitável.

Um baita disco. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Dmitry Shostakovich (1906-1975) - 

01 - I. Allegretto
02 - II. Moderato con moto
03 - III. Allegro non troppo
04 - IV. Adagio
05 - V. Moderato
06 - I. Andante
07 - II. Allegretto furioso
08 - III. Adagio
09 - IV. Allegretto - Andante

Kiev Virtuosi
Dmitry Yablonsky, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Georg Philipp Telemann (1683-1767) - Chameleon

"Nenhum compositor do século XVIII dominou uma gama tão ampla de estilos musicais quanto Georg Philipp Telemann. Sua extraordinária versatilidade e inesgotável inventividade permitiram que sua linguagem permanecesse constantemente à frente de seu tempo ao longo de toda a carreira. Admirado por seus contemporâneos e profundamente respeitado pela geração seguinte, Telemann desfrutou de uma reputação imensa, consolidando-se como uma das figuras centrais da vida musical europeia.

Foi justamente essa capacidade camaleônica que levou o New Collegium - um dos mais promissores conjuntos da nova geração de intérpretes especializados em música antiga -  a dedicar seu primeiro álbum para o selo Ramée à impressionante diversidade estilística do compositor. O programa procura revelar um Telemann multifacetado, explorando toda a amplitude de sua paleta musical.

Algumas das obras reunidas certamente soarão familiares aos apreciadores do repertório barroco. Outras, porém, reservam descobertas particularmente atraentes, como o Trio de inspiração italiana para violino e violoncelo obbligato ou o pastoral Trio para dois violinos em scordatura, cuja sonoridade singular certamente surpreenderá muitos ouvintes.

À medida que Telemann transita entre diferentes estilos, influências e linguagens, assumindo e abandonando disfarces musicais com desconcertante naturalidade, o ouvinte é levado a uma pergunta inevitável: será realmente possível que toda essa diversidade provenha de um único compositor - e não de meia dúzia deles? É justamente nessa capacidade de transformação que reside uma das marcas mais fascinantes do gênio de Telemann".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!  

Georg Philipp Telemann (1683-1767) - 

01. Quartet in E minor, TWV 43:e4 - Prélude

Sonata a flauto dolce, violino e cembalo in A Minor, TWV 42:a4
02. I. Largo
03. II. Vivace
04. III. Affettuoso
05. IV. Allegro
06. Menuet No. 17 in C major, TWV 34:67

Sonata a violino, violoncello e basso in G Major, TWV 42:G7
07. I. Vivace
08. II. Adagio
09. III. Allegro
10. Menuet No. 38 in F major, TWV 34:88

Suite from Der getreue Music-Meister

11. L'hiver, TWV 41:d1
12. Vîte (From Sinfonie à la françoise, TWV 41:h2)
13. Largo (From Recorder Sonata, TWV 41:F2)
14. Ouverture à la Polonoise (From Ouverture burlesque, TWV 32:2)
15. Sans-Souci (From Suite for Oboe and Continuo, TWV 41:g4)
16. Alla breve (From Sonata da chiesa, TWV 41:g5)
17. Lento (From Cello Sonata, TWV 41:D6
18. Pastourelle, TWV 41:D5 1:23
19. Menuet No. 7 in A minor, TWV 34:57

Concerto à 3, 2 violini discordati e violone in A major, TWV Anh. 42:A1
20. I. Affettuoso
21. II. Vivace
22. III. Aria
23. A1: IV. Bourrée
24. Menuet No. 48 in G major, TWV 34:48

Quartet in G minor, TWV 43:g4
25. I. Allegro
26. II. Adagio
27. III. Allegro
28.Quartet in E minor, TWV 43:e4 - Modéré

 New Collegium 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!