domingo, 11 de maio de 2025

Jazz - Herbie Hancock (1940 - ) - Speak Like A Child (1968)

"Speak Like A Child" foi lançado em 1968. As faixas carregam títulos e atmosferas que remetem à infância, à inocência, ao idealismo.  A música-título, "Speak Like a Child", sintetiza bem esse espírito, com sua melodia delicada e harmonias sofisticadas. O disco se posiciona entre o hard bop e os experimentalismos que consagrariam Hancock a partir dos anos 70. 

O álbum se destaca pela formação incomum: um sexteto que, além do piano de Hancock, inclui Ron Carter no baixo e Mickey Roker na bateria, além de um trio de sopros sem saxofone - Thad Jones no flugelhorn, Jerry Dodgion na flauta e Peter Phillips no trombone baixo. Essa combinação de timbres oferece uma sonoridade suave, quase onírica, que casa perfeitamente com o clima introspectivo das composições e com a intenção do disco.

Pode-se dizer que  "Speak Like A Child" é uma obra obra-prima discreta. Aponta para genialidade artística do músico, explorando novas possibilidades melódicas sem perder o lirismo e o senso de beleza que são próprios do seu estilo. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Riot (Hancock) - 4:39
02. Speak Like a Child (Hancock) - 7:49
03. First Trip (Carter) - 6:03
04. Toys (Hancock) - 5:52
05. Goodbye to Childhood (Hancock) - 7:07
06. The Sorcerer (Hancock) - 5:37

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Maurice Ravael (1875-1937) - The Complete Solo Piano Works and Concertos

Maurice Ravel foi um dos principais representantes da música francesa do final do século XIX e da primeira metade do século XX. Associado ao impressionismo musical, assim como Claude Debussy, Ravel procurava fugir a esse rótulo e se autodefinia como classicista moderno. E, de fato, quando nos referimos à sua música, a primeira impressão que salta aos ouvidos é a clareza formal, a precisão técnica e a elegância de estilo. 

Ravel era um grande orquestrador. Era capaz de extrair cores e timbres inovadores da orquestra com sutileza e refinamento; seus dois concertos para piano (presentes nesta postagem) atestam isso. Seu domínio técnico era capaz de criar texturas sonoras de grande riqueza e detalhamento. Em sua música encontramos vários estilos como o jazz, o folclore e temas espanhóis. Para o piano, o compositor era indizível ao criar de texturas como, por exemplo, a na peça Miroirs ou Gaspard de la nuit, ambas de grande complexidade técnica e de profunda beleza poética. 

Nesta postagem, o jovem pianista sul coreano Seong-Jin Cho (de apenas 30 anos), coloca-nos diante desse monumento delicado e repleto de reflexos e mistérios diversos. A música de Ravel é habitada por  sinestesias. Ao ouvir as obras do compositor, a impressão que passamos a ter é de que estamos dentro de uma sonho repleto de paredes espelhadas. Ou seja, algo de alta concentração poética.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Sérénade grotesque, M. 5
02. Menuet antique, M. 7
03. Pavane pour une infante défunte, M. 19
04. Jeux d'eau, M. 30
05. Sonatine, M. 40: I. Modéré
06. Sonatine, M. 40: II. Mouvement de menuet
07. Sonatine, M. 40: III. Animé
08. Miroirs, M. 43: I. Noctuelles
09. Miroirs, M. 43: II. Oiseaux tristes
10. Miroirs, M. 43: III. Une barque sur l'océan
11. Miroirs, M. 43: IV. Alborada del gracioso
12. Miroirs, M. 43: V. La vallée des cloches
13. Gaspard de la nuit, M. 55: I. Ondine
14. Gaspard de la nuit, M. 55: II. Le Gibet
15. Gaspard de la nuit, M. 55: III. Scarbo
16. Gaspard de la nuit, M. 55: Menuet sur le nom d'Haydn, M. 58
17. Valses nobles et sentimentales, M. 61: I. Modéré, très franc
18. Valses nobles et sentimentales, M. 61: II. Assez lent, avec une expression intense
19. Valses nobles et sentimentales, M. 61: III. Modéré
20. Valses nobles et sentimentales, M. 61: IV. Assez animé
21. Valses nobles et sentimentales, M. 61: V. Presque lent, dans un sentiment intime
22. Valses nobles et sentimentales, M. 61: VI. Vif
23. Valses nobles et sentimentales, M. 61: VII. Moins vif
24. Valses nobles et sentimentales, M. 61: VIII. Epilogue. Lent
25. Valses nobles et sentimentales, M. 61: Prélude in A Minor, M. 65
26. Valses nobles et sentimentales, M. 61: À la manière de Borodine, M. 63/1
27. Valses nobles et sentimentales, M. 61: À la manière de Chabrier, M. 63/2
28. Le tombeau de Couperin, M. 68: I. Prélude
29. Le tombeau de Couperin, M. 68: II. Fugue
30. Le tombeau de Couperin, M. 68: III. Forlane
31. Le tombeau de Couperin, M. 68: IV. Rigaudon
32. Le tombeau de Couperin, M. 68: V. Menuet
33. Le tombeau de Couperin, M. 68: VI. Toccata
34. Piano Concerto in G Major, M. 83: I. Allegramente
35. Piano Concerto in G Major, M. 83: II. Adagio assai
36. Piano Concerto in G Major, M. 83: III. Presto
37. Piano Concerto for the Left Hand in D Major, M. 82: I. Lento
38. Piano Concerto for the Left Hand in D Major, M. 82: II. Allegro
39. Piano Concerto for the Left Hand in D Major, M. 82: III. Tempo I
40. Jeux d'eau, M. 30 (Live Version) 

Boston Symphony Orchestra
Andris Nelsons, regência
Seong-Jin Cho, piano

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sábado, 10 de maio de 2025

Nikolay Myaskovsky (1881-1950) - Sinfonia nº 10 em fá menor, op. 30, Sinfonia nº 11 em si bemol menor, op. 34 e Sinfonia nº 19 em mi bemol maior, op. 46 - vol. 2

Vamos à segunda postagem com as sinfonias de Nikolay Myaskovsky, conhecido como "o pai da sinfonia soviética". Neste disco, aparecem três de suas sinfonias. A primeira delas é de número 10. Escrita em 1927, o trabalho ocorreu em meio a um momento de grande experimentação formal e estética na União Soviética pós-revolução. Quando da sua escrita, comemorava-se dez anos da Revolução de 17, todavia a obra não possui caráter panfletário; pelo contrário, ela apresenta uma reflexão dramática e pessoal.

A Sinfonia de número 11 foi escrita em 1931. Neste trabalho, a busca por uma linguagem mais formal, que atendesse aos interesses do regime fica evidente. O trabalho escrito quatro anos após a Sinfonia de número 10, possui uma linguagem mais acessível e bastante depurada. Há uma influência de temas populares e uma estrutura mais simples. 

A Sinfonia de número 19, também conhecida como "Sinfonia para banda sopros", possui um caráter eminentemente funcional e patriótico. Composta em 1938, esta obra singular foi encomendada pelo Exército Vermelho e escrita para banda de sopros, um gesto claro de adaptação à música de massas e à função de exaltação pública. O compositor alinha o trabalho com ideais do realismo socialista.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Nikolay Myaskovsky (1881-1950) -

(01) Symphony No. 10(1927) in f-moll op.30- Un poco sostenuto
(02) Symphony No. 11(1932) in b-moll op.34- Lento
(03) Symphony No. 11(1932) in b-moll op.34- Andante
(04) Symphony No. 11(1932) in b-moll op.34- Precipitato
(05) Symphony No. 19(1939) in es-dur op.46- Maestoso
(06) Symphony No. 19(1939) in es-dur op.46- Moderato
(07) Symphony No. 19(1939) in es-dur op.46- Andante serioso
(08) Symphony No. 19(1939) in es-dur op.46- Poco maestoso

The Russian State Symphony Orchestra
Yevgeny Svetlanov, regente

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Alexander P. Borodin (1833-1887) - Symphony No. 1 in E flat, Symphony No. 2 in B minor e Polovtsian Dances (From _Prince Igor_)

 

Alexander Borodin foi um dos principais representantes do nacionalismo russo. Vale mencionar que ele fez parte do Grupo dos Cinco. Essa confraria era representado por outros músicos - Balakirev, Cui, Mussorgsky e Rinsky-Korsakov, além do próprio Borodin. Apesar de não possuir uma obra tão vasta, aquilo que escreveu possui uma qualidade ímpar. Borodin era químico de formação e se dividia entre a composição e os experimentos científicos. Neste disco, encontramos duas das sinfonias que ele escreveu.

A Sinfonia No. 1 foi escrita entre os anos de 1862 e 1867. A obra foi produzida sob a orientação de Balakirev. Ela se destaca pelo uso de temas folclóricos e pela orquestração robusta como era próprio dos nacionalistas russos. Nesta obra, o compositor procura consolidar uma linguagem musical nacionalista. Ele procura conciliar a forma clássica aos elementos próprios do conteúdo temático da música russa. 

Já a Sinfonia No. 2 foi escrita entre os anos de 1869 e 1876. Entre as sinfonias escritas por ele, a Segunda é a de que mais gosto. Ela é chamada, por vezes, como "Heroica" pela sua força, pelo seu caráter épico. Seu primeiro movimento é impetuoso, vigoroso e dramático. 

Já a Polovtsian Dances são do ano de 1875 e fazem parte da ópera Príncipe Igor. O compositor trabalhou na obra por mais de uma década e a deixou inacabada. Coube a Korsakov e a Glazunov finalizarem o trabalho. As Danças surgem no segundo ato da ópera, como parte de uma cena na qual os cativos russos assistem à apresentação de dançarinas polovetsianas, um povo nômade das estepes da Ásia Central. A música possui um sabor exótico e vibrante, com orquestração colorida e com forte sabor oriental. Um baita disco para conhecer algumas das obras do compositor. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Alexander P. Borodin (1833-1887) -

01 - Symphony No. 1 in E flat - 1. Adagio - Allegro
02 - Symphony No. 1 in E flat - 2. Scherzo (Prestissimo) - Trio (Allegro)
03 - Symphony No. 1 in E flat - 3. Andante
04 - Symphony No. 1 in E flat - 4. Allegro molto vivace
05 - Symphony No. 2 in B minor - 1. Allegro
06 - Symphony No. 2 in B minor - 2. Scherzo (Prestissimo -
07 - Symphony No. 2 in B minor - 3. Andante
08 - Symphony No. 2 in B minor - 4. Finale (Allegro)
09 - Polovtsian Dances (From _Prince Igor_)

Rotterdam Philharmonic Orchestra
Valéry Gergiev, regente
Philharmonia Orchestra
The London Opera Chorus

Vladimir Ashkenazy, regente

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sexta-feira, 9 de maio de 2025

Jazz - Hank Mobley (1930-1986) - No Room For Squares (1964)

Lançado, em 1964, pelo selo Blue Note, No Room for Squares é um dos álbuns mais expressivos do saxofonista tenor Hank Mobley, figura fundamental do hard bop nos anos 1950 e 1960. Gravado em duas sessões distintas nos dias 7 de março e 2 de outubro de 1963, o disco reúne uma formação de músicos renomados, incluindo Lee Morgan (trompete), Andrew Hill e Herbie Hancock (piano), John Ore e Butch Warren (baixo), e Philly Joe Jones (bateria). 

O disco se destaca pelo equilíbrio entre sofisticação harmônica e o swing contagiante, um das características que notabilizaram Mobley. Hancock ao piano confere um certo ar moderno ao disco; já a presença de Lee Morgan adiciona uma energia explosiva ao trompete. O disco é importante por capturar o momento de transição do jazz, ou seja, o período em que haveria uma maior complexidade, principalmente a partir da segunda metade da década de 60. 

Destaque para as faixas "No Room For Squares" e "Me 'n You", que revelam maestria de Mobley em criar temas melódicos que se desdobram em solos fluentes e líricos. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01. Three Way Split (Mobley)
02. Carolyn (Morgan)
03. Up a Step (Mobley)
04. No Room for Squares (Mobley)
05. Me 'n You (Morgan)
06. Old World, New Imports (Mobley) 

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Joaquín Rodrigo (1901-1999) - Concierto de Aranjuez e Fantasía para un Gentilhombre e Manuel de Falla (1876-1946) - El sombrero de tres picos - Part 2

Joaquin Rodrigo foi um dos compositores espanhóis mais importantes do século XX. Cego desde os três anos de idade, o compositor se notabilizou pela beleza de suas obras, pelo domínio da orquestração e o trabalho sublime com a tradição e com o folclore espanhol. Neste disco, encontramos duas de suas obras principais. 

O Concerto de Aranjuez foi escrito em 1939; é, sem sombras de dúvida, sua obra mais famosas; e uma das peças para violão e orquestra mais populares do repertório clássico. Foi escrito em uma época de grande instabilidade política e social no país, já que se vivia o contexto da Guerra Civil Espanhola. A inspiração veio dos jardins do Palácio Real de Aranjuez. Rodrgo utiliza harmonias claras, melodias cantáveis e uma orquestração precisa que respeita a delicadeza do violão. 

Já a Fantasia para un Gentilhombre foi escrita em 1954 e dedicada ao violonista Andrés Segovia. Rodrigo baseou a peça em danças e temas do compositor barroco espanhol Gaspar Sanz (século XVII), cujas obras para violão haviam sido redescobertas no século XX. A obra é um exemplo claro do neoclassicismo de Rodrigo: ela revisita formas e estilos antigos com uma linguagem moderna e refinada. Ainda aparece neste excelente disco fragmentos do "El sombrero de tres picos", de Manuel de Falla.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concierto de Aranjuez

01. 1. Allegro con spirito
02. 2. Adagio
03. 3. Allegro gentile

Manuel de Falla (1876-1946) -
El sombrero de tres picos - Part 2

04. Dance of the Neighbours
05. The miller's dance
06. Final dance

Joaquín Rodrigo
Fantasía para un Gentilhombre
07. 1. Villano y Ricercare (Adagietto - Andante moderato)
08. 2. Españoleta y Fanfare de la Caballería de Nápoles (Adagio - Allegretto molto ritmico)
09. 3. Danza de las hachas (Allegro con brio)
10. 4. Canario (Allegro ma non troppo)

Orchestre Symphonique de Montréal

Charles Dutoit, regente
Carlos Bonell, guitarra

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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Frédéric Chopin (1810-1849) - Piano Concerto No.1 in E minor, Op.11 e Piano Concerto No.2 in F minor, Op.21

Não há questionamentos quanto à relevância e à beleza dos dois concertos para piano escritos por Chopin. São obras que fazem parte do repertório pianístico. Chopin escreveu as duas obras ainda muito jovem; ou seja, quando tinha entre 19 e 20 anos de idade. Foram escritas nos anos de 1829 e 1830.  O que é curioso é que os dois concertos são centrados no piano. A orquestra embora presente, exerce um papel secundário. Durante certo tempo, por causa dessa característica, houve críticas à orquestração. Havia quem dissesse que a obra padecia de certa fragilidade na orquestração. Hoje, sabe-se que a intenção do compositor era justamente isso que se testemunha: valorizar o lirismo e o brilho do piano. Isso é incontestável em todos os momentos das duas obras. 

Os dois concertos seguem um esquema: o primeiro movimento se mostra de forma heroica, prevalecendo o aspecto virtuosístico. O segundo movimento é lento e introspectivo, revelando uma reflexão belíssima. O terceiro é animado e dançante. Chopin evita os gestos orquestrais dramáticos como, por exemplo, Liszt e Beethoven o fazem. Prefere a ornamentação melódica e o refinamento. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Frédéric Chopin (1810-1849) -

Piano Concerto No.1 in E minor, Op.11
01. I. Allegro maestoso
02. II. Romanze: Larghetto
03. III. Rondo: Vivace

Piano Concerto No.2 in F minor, Op.21
04. I. Maestoso
05. II. Larghetto
06. III. Allegro vivace

Warsaw Philharmonic Orchestra
Yundi, piano e regência

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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Lepo Sumera (1950-2000) - Symphony No. 1 e Symphony No. 6

Lepo Sumera foi um compositor estoniano. É uma figura central da música do seu país. Escreveu ao todo seis sinfonias.  Neste disco, temos as de número 1 e 6. A Sinfonia No. 1 é do ano de 1981. A obra foi escrita no período criativo do compositor. Possui uma atmosfera introspectiva, mas cheia de texturas orquestrais. É perceptível uma aproximação com a linguagem de Arvo Pärt e Alfred Schnittke. A obra procura ser uma reflexão do individualismo em meio à opressão coletiva. Possui toque sombrio, mas não desesperançado.

Já a Sinfonia No. 6 foi composta em 2000, ou seja, o ano da morte do compositor. A obra não foi concluída com revisão final do compositor. O uso do silêncio e da suspensão da harmonia adquire uma função quase mística. É considerada uma obra de grande espiritualidade e de aceitação da finitude. Por isso, é considerada como um tipo de testamento do compositor.

Desse modo, os dois trabalhos são quase que antitéticas. A Primeira é inquisitiva; a Sexta, resignada e com um forte sabor metafísico. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Lepo Sumera (1950-2000) -

01. Sumera: Symphony No. 1 (1981): 1st movement
02. Sumera: Symphony No. 1 (1981): 2nd movement
03. Sumera: Symphony No. 6 (2000): I. Andante furioso
04. Sumera: Symphony No. 6 (2000): II. Andante

Estonian National Symphony Orchestra
Olari Elts, regente

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terça-feira, 6 de maio de 2025

Franz Schubert (1797-1828) - Symphony No. 8 (7) In B Minor, D 759 "Unfinished" e Symphony No. 9 (8) In C Major, D 944 "The Great"


Fico pensando quais seriam as produções de Schubert, ou seja, as características que a música do compositor teria, caso tivesse vivido, por exemplo, cinquenta anos. Schubert foi um dos compositores que menos tiveram uma vida longeva. Pelo que sei, lembro apenas o caso de Pergolesi, que morreu aos 26 anos de idade; e Lequeu, que morreu com 24 anos de idade. A grande questão é que Schubert foi um gênio, daqueles que entusiasmam pela fecunda produção que concebeu.

Gosto de tudo o que ele fez. Suas sinfonias são verdadeiras joias. Elas constituem uma espécie de ponte entre o classicismo e o romantismo. Neste disco imperdível, encontramos dois dos trabalhos sinfônicos mais significativos do compositor. A primeira delas e a Sinfonia No. 8, também chamada de "Inacabada". Foi intermédio dela que eu entrei para o mundo da chamada música erudita. Lembro que foi a primeira obra que escutei de forma consciente e intencional. Mexeu comigo de tal maneira que nunca mais consegui parar de me encantar com esse gênero de música. 

Não deixe de ouvir este disco imperdível. Uma boa apreciação!

Franz Schubert (1797-1828) -

Symphony No. 8 (7) In B Minor, D 759 "Unfinished"

01. I. Allegro Moderato
02. II. Andante Con Moto

Symphony No. 9 (8) In C Major, D 944 "The Great"

03. I. Andante - Allegro Ma Non Troppo
04. II. Andante Con Moto
05. III. Scherzo: Allegro Vivace - Trio
06. IV. Finale: Allegro Vivace

Cleveland Orchestra

George Szell, regente

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segunda-feira, 5 de maio de 2025

Sergei Prokofiev (1891-1953) - String Quartet No. 1 in B Minor, op. 50, String Quartet No. 2 in F Major, op. 92 e Visions Fugitives, op. 22


Prokofiev É uma das figuras mais importantes da história da música russa. O compositor era dono de um estilo muito singular que unificava neoclassicismo, modernismo e nacionalismo russo. Com essas características, o compositor criou uma linguagem muito particular. Neste disco imperdível, há três de suas peças.

A primeira delas é o Quarteto No. 1, escrito em 1930. Nesse período, o compositor vivia no Ocidente, mais especificamente em Paris. Reflete uma linguagem moderna. Destaque para o quarto movimento que termina de forma mais introspectiva, diferente do padrão para um quarteto de cordas. O quarto movimento é costumeiramente mais enérgico. O trabalho revela a influência de um padrão romântico, usando o rigor estrutural de Brahms e Beethoven. Todavia, nota-se já o surgimento de uma linguagem prokofieviana. 

Já o Quarteto No. 2 foi composto em 1941. É o período de retorno do compositor à União Soviética. As autoridades soviéticas solicitaram a composição da obra. A grande nação encontrava-se imersa na Segunda Guerra. Eram dias difíceis. Demonstra um certo nível de engajamento do compositor com temas nacionalistas e populares. É uma obra de mais fácil assimilação, marcada por cores vivas e ritmos marcantes. Ou seja, uma expressão do compositor voltado para o contato com o público soviético.

A terceira obra do disco é "Visions Fugitives", obra cuja composição se deu entre 1915 e 1917. Trata-se do período de efervescência revolucionária na Rússia. A obra possui um caráter impressionista, pois se trata de uma série de 20 miniaturas para piano, cada uma com duração de menos de 2 minutos. Cada movimento constitui um pequeno mosaico de humores que se alternam entre a ironia, a introspecção e alegria. É uma obra que revela um compositor atento ao que se dava no continente europeu, mas já antecipando algumas das suas características que seriam marcantes em obras maiores. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!
 

Sergei Prokofiev (1891-1953) - 

01. Prokofiev: String Quartet No. 1 in B Minor, op. 50: I. Allegro (6:32)
02. Prokofiev: String Quartet No. 1 in B Minor, op. 50: II. Andante molto. Vivace. (6:44)
03. Prokofiev: String Quartet No. 1 in B Minor, op. 50: III. Andante (8:16)
04. Prokofiev: String Quartet No. 2 in F Major, op. 92: I. Allegro sostenuto (6:06)
05. Prokofiev: String Quartet No. 2 in F Major, op. 92: II. Adagio (6:53)
06. Prokofiev: String Quartet No. 2 in F Major, op. 92: III. Allegro. Andante molto. (8:28)
07. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: I. Lentamente (1:16)
08. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: II. Andante (1:34)
09. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: III. Allegretto (0:58)
10. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: IV. Animato (0:53)
11. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: V. Molto giocoso (0:26)
12. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: VI. Con eleganza (0:32)
13. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: VII. Pittoresco (2:04)
14. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: VIII. Commodo (1:15)
15. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: IX. Allegro tranquillo (1:03)
16. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: X. Ridicolosamente (1:06)
17. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XI. Con vivacità (1:15)
18. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XII. Assai moderato (1:19)
19. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XIII. Allegretto (0:42)
20. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XIV. Feroce (1:02)
21. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XV. Inquieto (0:53)
22. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XVI. Dolente (1:56)
23. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XVII. Poetico (0:58)
24. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XVIII. Con una dolce lentezza (1:13)
25. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XIX. Presto agitatissimo e molto accentuato (0:45)
26. Prokofiev: Visions Fugitives, op. 22: XX. Lento irrealmente (2:15)

Quatuor Danel

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domingo, 4 de maio de 2025

Lovro von Matačić - Beethoven, Wagner, Tchaikovsky, Korte e Bruckner

Lovro von Matačić nasceu, em 1899, na atual Croácia; atravessou guerras, fronteiras e transformações culturais sem nunca perder de vista o que realmente importava para ele: a música. E não qualquer música, mas aquela que carrega peso, história e alma — como as sinfonias grandiosas de Bruckner, os dramas intensos de Wagner ou os gestos líricos e profundos dos compositores eslavos.

Matačić era o tipo de regente que transformava um concerto em experiência. Não se tratava apenas de técnica (embora ele tivesse muita), mas de presença, de entrega. Tinha um gesto firme, mas expressivo, e uma habilidade rara de encontrar o coração das obras que interpretava. Com ele, a música respirava — era poderosa, mas nunca mecânica.

Entre os compositores com quem mais se identificava estava Bruckner, que parece nesta postagem com as sinfonias 5, 7 e 9. As sinfonias longas e espirituais do austríaco exigem mais do que leitura técnica — pedem paciência, fé e visão. Matačić entendia isso. Quando regia Bruckner, era como se ele estivesse narrando uma oração em forma de som. Também mergulhava com igual paixão nas partituras de Wagner e Richard Strauss, explorando seus mundos sonoros densos e dramáticos com intensidade e clareza.

Mas não parava por aí. Por mais que tivesse uma alma profundamente ligada ao repertório germânico, Matačić nunca esqueceu suas raízes. Valorizava profundamente os compositores eslavos, como Dvořák, Janáček e, especialmente, Dora Pejačević, uma figura pouco conhecida fora da Croácia, mas cuja música ele ajudou a trazer à luz. Para ele, interpretar essas obras era mais do que uma escolha artística — era um ato de identidade e orgulho cultural.

Ao longo da vida, trabalhou com algumas das melhores orquestras do mundo — Berlim, Dresden, Tóquio, Viena — mas mantinha sempre um vínculo especial com a Orquestra Filarmônica de Zagreb. Era ali, em sua terra natal, que ele parecia mais em casa.

Matačić também acreditava no futuro. Criou uma fundação com seu nome para apoiar jovens maestros, ajudando a abrir caminhos como os que ele mesmo teve que conquistar com tanta luta. Sua herança vai além das gravações — que, aliás, são imperdíveis — e vive nas mãos e no espírito dos que continuam sua missão: fazer da música algo vivo, profundo e transformador.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

DISCO 01

01 - Symphony No. 3 in E-Flat Major, Op. 55 _Eroica__ I. Allegro con brio
02 - Symphony No. 3 in E-Flat Major, Op. 55 _Eroica__ II. Marcia funebre - Adagio assai
03 - Symphony No. 3 in E-Flat Major, Op. 55 _Eroica__ III. Scherzo - Allegro vivace
04 - Symphony No. 3 in E-Flat Major, Op. 55 _Eroica__ IV. Finale - Allegro molto
05 - Götterdämmerung. Orchestral Suite from Opera_ Nacht - Morgendämmerung - Siegfried und Brünnhild
06 - Götterdämmerung. Orchestral Suite from Opera_ Der Götter Ende

DISCO 02

01 - Symphony No. 5 in E Minor, Op. 64_ I. Andante - Allegro con animo
02 - Symphony No. 5 in E Minor, Op. 64_ II. Andante cantabile
03 - Symphony No. 5 in E Minor, Op. 64_ III. Allegro moderato
04 - Symphony No. 5 in E Minor, Op. 64_ IV. Finale - Andante maestoso - Allegro vivace

DISCO 03

01 - Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74 _Pathétique__ I. Adagio - Allegro non troppo
02 - Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74 _Pathétique__ II. Allegro con grazia
03 - Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74 _Pathétique__ III. Allegro molto vivace
04 - Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74 _Pathétique__ IV. Finale - Adagio lamentoso
05 - The Story of the Flutes

DISCO 04

01 - Symphony No. 5 in B-Flat Major_ I. Adagio. Allegro
02 - Symphony No. 5 in B-Flat Major_ II. Adagio
03 - Symphony No. 5 in B-Flat Major_ III. Scherzo. Molto vivace
04 - Symphony No. 5 in B-Flat Major_ IV. Finale. Adagio. Allegro moderato

DISCO 05

01 - Symphony No. 7 in E Major_ I. Allegro moderato
02 - Symphony No. 7 in E Major_ II. Adagio. Sehr feierlich und langsam
03 - Symphony No. 7 in E Major_ III. Scherzo. Sehr schnell
04 - Symphony No. 7 in E Major_ IV. Finale. Bewegt, doch nicht schnell

DISCO 06

01 - Symphony No. 9 in D Minor_ I. Feierlich, misterioso (Live)
02 - Symphony No. 9 in D Minor_ II. Scherzo. Bewegt, lebhaft. Trio. Schnell (Live)
03 - Symphony No. 9 in D Minor_ III. Adagio. Langsam, feierlich (Live)

Czech Philharmonic Orchestra
Lovro von Matačić, regente

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sábado, 3 de maio de 2025

César Franck (1822-1890) - Cello Sonata in A, FWV 8, Frédéric Chopin (1810-1849) - Cello Sonata in G minor, Op.65 e Astor Piazzolla (1921-1992) - Le Grand Tango

Um disquinho primoroso; de grande sensibilidade e beleza. A obra que abre o disco é maravilhosa, a espetacular, Sonata para violino e piano em lá menor, de César Franck. Para mim, uma das obras mais bonitas e sensíveis já escritas. Seu primeiro movimento transmite uma indefinida sensação de ternura, de intimidade, de lirismo; sua leveza extrapola qualquer tentativa de descrevê-la. Essa sonata foi escrita, em 1886, como um presente de casamento Eugène Ysaÿe, a quem a obra é dedicada. Imagine ganhar um presente assim. O próprio Ysaÿe ajudou a torná-la popular. A obra representa maravilhosamente a sensibilidade do romantismo francês. A música parece nos tirar do mundo físico e nos transportar para uma dimensão transfigurada. Tudo é belo, suave, com cores brandas. Seus quatro movimentos são sublimes. O segundo movimento é o mais dinâmico, agitado; os demais são maviosos.

Neste disco, a obra foi transcrita para o violoncelo. O disco que traz dois dos grandes músicos da atualidade ainda possui Chopin e a presença de Piazzolla. É um disco para quem gosta de música sensível. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

César Franck (1822-1890) -

Cello Sonata in A, FWV 8 (transcr. Jules Delsart for cello & piano)
01. I. Allegretto ben moderato
02. II. Allegro
03. III. Recitativo-Fantasia (Ben moderato)
04. IV. Allegretto poco mosso

Frédéric Chopin (1810-1849) -

05. Introduction and Polonaise brillante in C, Op.3

Cello Sonata in G minor, Op.65
06. I. Allegretto moderato
07. II. Scherzo
08. III. Largo
09. IV. Finale. Allegro

Astor Piazzolla (1921-1992) -
10. Le Grand Tango

Gautier Capuçon, violoncelo
Yuja Wang, piano

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sexta-feira, 2 de maio de 2025

Henry Purcell (1659-1695) - Funeral Sentences

Henry Purcell é considerado como um dos maiores compositores ingleses de todos os tempos. Sua vida foi breve, mas repleta de realizações impressionantes. O compositor morreu aos 36 anos de idade. Ao longo da vida, entregou-se febrilmente à composição, tendo escrito uma variada obra, que inclui música sacra, óperas, canções e música instrumental. A música de Purcell é marcada por sua habilidade em fundir o estilo francês, italiano e inglês, criando uma linguagem própria.

Foi compositor na corte de três monarcas ingleses - Carlos II, Jaime II e Guilherme III. A morte de Maria II, em 1694, foi um evento que comoveu a corte e os seus súditos. O compositor foi escalado para compor a música para o seu funeral. Purcell escreveu essa música bela, solene, delicada, destinada ao rito fúnebre anglicano. Nela é possível perceber o apuro estético do período correspondente ao barroco inglês. 

A linguagem usada por Purcell é menos ornamentada que o barroco do restante do continente. A música possui uma atmosfera austera, buscando realçar o mergulho emocional. Escuto a obra com os meus fones de ouvido e é incrível perceber o rigor para criar um cenário de lamento, de pompa real. Nota-se uma alteração entre a homofonia e a polifonia, o que acaba por criar ainda mais um cenário de solenidade lúgubre. 

É belíssimo.

Curiosamente, Purcell morreu alguns meses após ter escrito a obra. Foi enterrado na na Abadia de Westminster. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Henry Purcell (1659-1695) -

01 Rejoice in the Lord alway. (verse anthem Z.49)
02 Remember not, Lord, our offences. (full anthem Z.50)
03 Blow up the trumpet in Sion. (full anthem Z.10)
04 Hear my prayer, O Lord. (full anthem Z.15)
05 My heart is inditing. (verse anthem Z.30)
06 Funeral Sentences. (funeral music for Queen Mary)
07 O Lord God of hosts. (full anthem Z.37)
08 Te Deum. (verse anthem in D major Z.232)

Choeur et Orchestre du Collegium Vocale

Philippe Herreweghe, regente

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Sergei Rachmmaninov (1873-1943) - Piano Concerto No. 1 in F sharp minor, Op. 1, Piano Concerto No. 4 in G minor, Op. 40 e Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43

Houve um tempo em que eu - bobamente - torcia o nariz para a música de Rachmaninov. Ação infundada, de mero casuísmo. Admito. Hoje, escuto-o com muita atenção e interesse. Amo os seus quatro concertos para piano; escuto com maior devoção ainda as suas três sinfonias. Menciono ainda os poemas sinfônicos, obras litúrgicas e a infinidade de obras para piano que ele escreveu. Rachmaninov foi um dos últimos representantes do romantismo russo tardio e conseguiu estabelecer inequivocamente como um dos grandes nomes da música do século XX. Neste disco, somos convidados a reconhecer seu virtuosismo técnico, lirismo melódico e profundidade emocional.

A primeira obra que aparece é o Concerto No. 1 para piano e orquestra. Foi composto em 1891 e revisto em 1917. Sua versão inicial (de 1891) foi escrita quando Rach era um estudante no Conservatório de Moscou. O compositor procurou revisá-lo, pois considerava a versão inicial bastante imatura. Nota-se a influência de Tchaikovsky. É possível perceber também os desafios técnicos para interpretação tão comum em seus concertos já presente no Primeiro Concerto. 

Já o Concerto No. 4 é do ano de 1926 e passou por uma revisão em 1941. Trata-se do concerto mais moderno e enigmático entre os quatro que escreveu. É possível notar alguns aromas de jazz. À época de sua escrita, Rachmaninov havia mudado para os Estados Unidos. Mas é importante observar que o lirismo característico estava presente. Talvez, seja o concerto harmonicamente mais ousado do compositor; exige uma escuta atenta para que sejam capturadas algumas sutilezas. 

A terceira obra do disco é a Rapsódia sobre um tema de Paganini, uma das suas obras mais populares do compositor. Foi escrita em 1934 e teve a estreia no mesmo ano. Baseia-se no 24 º Capricho para violino solo de Niccòlo Paganini. Esse tema era bastante explorado por outros compositores. Rachmaninov transforma a forma tradicional de variações em uma espécie de concerto em miniatura, em um movimento contínuo. No total, são 24 variações. A mais famosa é a 18º, que se tornou bastante popular. 

Excelente esse disco do selo Naxos. São por essas e outras que aprecio a música do russo. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Sergei Rachmmaninov (1873-1943) -

01 - Piano Concerto No. 1 in F sharp minor, Op. 1 Vivace
02 - Piano Concerto No. 1 in F sharp minor, Op. 1 Andante
03 - Piano Concerto No. 1 in F sharp minor, Op. 1 Allegro vivace - Andante ma non troppo - Tempo primo
04 - Piano Concerto No. 4 in G minor, Op. 40 Allegro vivace
05 - Piano Concerto No. 4 in G minor, Op. 40 Largo
06 - Piano Concerto No. 4 in G minor, Op. 40 Allegro vivace
07 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Introduction
08 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 1
09 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Theme
10 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 2
11 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 3
12 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 4
13 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 5
14 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 6
15 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 7
16 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 8
17 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 9
18 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 10
20 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 12
21 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 13
22 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 14
23 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 15
24 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 16
25 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 17
26 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 18th Variation (Somewhere In Time)
27 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 19
28 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 20
29 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 21
30 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 22
31 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 23
32 - Rhapsody on a Theme of Paganini, Op. 43 Variation 24

Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, regente
Bernd Glemser, piano

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quinta-feira, 1 de maio de 2025

Giacomo Antonio Perti (1661-1756) - Responsories e Lamentatios for Liturgy for Good Friday

Giacomo Antonio Perti foi um compositor italiano do período barroco, notável pela sua produção religiosa e por sua relação com a cidade de Bolonha. O compositor conquistou reputação pelo trato com os textos litúrgicos. Neste disco, temos a oportunidade de conhecer um pouco da sua obra.

A primeira delas é o Responsories for Good Friday. Possivelmente tenha sido composta em 1734. É formado por um ciclo de nove responsórios. Os responsórios são baseados em textos litúrgicos tradicionais que rememoram a Paixão de Cristo. 

Além dos Responrórios, encontramos ainda a Lamentations for the Liturgy for Good Friday. Segundo a maioria dos estudiosos, a obra foi composta em 1735. O texto foi extraído das Lamentações do profeta Jeremias. As Lamentações combinam um lirismo melancólico com linhas vocais altamente ornamentadas, características do barroco tardio italiano. Faz-se uma meditação intensa, introspectiva, com foco na comunicação emocional do sofrimento de Jerusalém, frequentemente interpretado como uma metáfora para o sofrimento de Cristo.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Giacomo Antonio Perti (1661-1756) -

01 - Omnes amici mei
02 - Heth. Cogitavit
03 - Velum templi
04 - Vinea mea
05 - Lamed. Matribus suis
06 - Tamquam ad latronem
07 - Heth. Cogitavit
08 - Tenebrae factae sunt
09 - Animam meam
10 - Lamed. Matribus suis
11 - Tradiderunt me
12 - Jesum tradidit
13 - Aleph. Ego vir
14 - Caligaverunt

Cappella Musicale di S. Petronio di Bologna
Sergio Vartolo, diretor

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Italian Concerto, English Suite No. 2, 12 Little Preludes

Um disco excelente!  "A forma como Igor Kipnis toca a English Suite por si só já vale a audição do disco, pois ele dá a cada movimento um caráter próprio, nos encanta com sua virtuosidade e exibe sua imaginação com as repetições ornamentadas". "O Concerto Italiano não possui a mesma interpretação brilhante, ensolarada, mas Kipnis ainda nos brinda com imaginação e grande sensibilidade". 

"As [outras] peças restantes são tocadas no clavicórdio de som suave, um instrumento que normalmente não pode ser ouvido nem mesmo do outro lado de uma pequena sala". "O clavicórdio é um instrumento musical de cordas percutidas, dotado de teclado. Foi usado na Europa desde o ponto final da Idade Média, passando pelo Renascimento, Barroco, até o período Clássico". 

Algumas informações foram tiradas do encarte do disco e, outras, da internet. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) -

Italian Concerto In F Major, BWV 971
01. I. (Allegro)
02. II. Andante
03. III. Presto

English Suite No. 2 In A Minor, BWV 807
04. I. Prélude
05. II. Allemande
06. III. Courante
07. IV. Sarabande
08. V. Bourrée I / II
09. VI. Gigue

12 Little Preludes
10. Prelude in C Major, BWV 924
11. Prelude in C Major, BWV 939
12. Prelude in C Minor, BWV 999
13. Prelude in D Major, BWV 925
14. Prelude in D Minor, BWV 926
15. Prelude in D Minor, BWV 940
16. Prelude in E Minor, BWV 941
17. Prelude in F Major, BWV 927
18. Prelude in F Major, BWV 928
19. Prelude in G Minor, BWV 929
20. Prelude in G Minor, BWV 930
21. Prelude in A Minor, BWV 942

Prelude And Fughetta In C Major, BWV 870a
22. Praeludium
23. Fughetta
24. Prelude (Fantasy) In A Minor, BWV 922
25. Adagio In G Major, BWV 968

Igor Kipnis, cravo

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quarta-feira, 30 de abril de 2025

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Missa Solemnis em Dó menor, K. 139 (Waisenhausmesse)

A Missa Solemnis (K.139) é a materialização do gênio de Mozart. A peça foi escrita quando o compositor tinha inacreditáveis 12 anos de idade, ou seja, no ano de 1768. Pode-se falar que se trata de um dos seus grandes feitos - se é que podemos falar algo assim quando o que está em jogo em a genialidade do compositor. 

A Missa foi composta por ocasião da consagração da capela do orfanato imperial (Waisenhauskirche) em Viena. A credita-se que tenha sido encomendada pelo imperador José II. Mozart não apenas compôs a obra como também conduziu a estreia pessoalmente, o que, aos 12 anos, garantiu-lhe prestígio na corte vienense e reafirmou sua fama como menino prodígio. 

Apesar da juventude do compositor, o trabalho apresenta uma complexidade que surpreende. A escrita vocal demonstra o controle do estilo barroco tardio. Bach e Handel se fazem presentes na influência. Além disso, pode-se mencionar a escrita napolitana que dominava o a música de igreja que dominava o sul da Europa. 

A Missa K. 139 é uma missa solene (missa solemnis), ou seja, uma composição de caráter grandioso e cerimonial, apropriada para ocasiões especiais e festividades religiosas. Sua linguagem musical é ao mesmo tempo espiritual e teatral, refletindo o gosto vienense por cerimônias espetaculares, mas com uma sensibilidade musical que já antecipa os traços melódicos e harmônicos que marcarão a maturidade de Mozart.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

01. Kyrie
02. Gloria
03. Credo
04. Sanctus-Benedictus
05. Agnus Dei

Collegium Aureum
Knabenchor Hannover

Heinz Hennig, regente

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terça-feira, 29 de abril de 2025

J.S. Bach (1685-1750) - Partita in E major, BWV 1006a, Manuel M. Ponce (1882-1948) - Sonata romantica (Homage to F. Schubert), Francisco Tárrega (1852-1909) - Danza mora etc, Stjepan Sulek (1914-1986) - The Troubadours e William Walton (1902-1983) - 5 Bagatelles


Ana Vidovic é um talento extraordinário com dons formidáveis, ocupando seu lugar entre os músicos de elite do mundo atualmente. Ana vem da pequena cidade de Karlovac, próxima a Zagreb, na Croácia, e começou a tocar violão aos 5 anos de idade; aos 7, já havia feito sua primeira apresentação pública. Aos 11 anos, ela já se apresentava internacionalmente, e aos 13 tornou-se a estudante mais jovem a frequentar a prestigiosa Academia Nacional de Música em Zagreb, onde estudou com o professor Istvan Romer. A reputação de Ana na Europa levou a um convite para estudar no Conservatório Peabody em Baltimore, EUA, com Manuel Barrueco, onde se formou em maio de 2003.

Próxima dos 40 anos de idade, ela conquistou inúmeros prêmios em competições internacionais. Podem ser citados o Albert Augustine em Bath, Inglaterra; Fernando Sor em Roma, Itália; e Francisco Tárrega em Benicasim, Espanha.

Neste disco imensamente agradável, ela varia do repertório barroco à música contemporânea, o que demonstra versatilidade. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

J.S. Bach (1685-1750) -

Partita in E major, BWV 1006a

01) Prelude (3:24)
02) Loure (3:46)
03) Gavotte en Rondeau (2:33)
04) Menuett I and Menuett II (3:20)
05) Bourree (1:28)
06) Gigue (1:50)

Manuel M. Ponce (1882-1948) -

Sonata romantica (Homage to F. Schubert)

7) I. Allegro moderato (5:37)
8) II. Andante epressivo (4:34)
9) III. Allegretto vivo (2:25)
10) IV. Allegro non troppo e serioso (5:17)

Francisco Tárrega (1852-1909)-
11. Danza mora (2:52)
12. Capricho arabe (4:13)
13. Vals (1:50)

Stjepan Sulek (1914-1986) -

The Troubadours

14) Melancholy (3:38)
15) Sonnet (4:06)
16) Celebration (3:21)

William Walton (1902-1983) -

5 Bagatelles

17) I. Allegro (3:16)
18) II. Lento (3:13)
19) III. Alla Cubana (1:39)
20) IV. Sempre espressivo (2:03)
21) V. Con slancio (2:10)

Ana Vidovic, violão

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Franz Schubert (1797-1828) - Piano Trio No. 1 in B flat major, D898, Johannes Brahms (1833-1897) - String Quintet No. 2 in G major, Op. 111, Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002 e W. A. Mozart (1756-1791) - Rondo for Violin and Orchestra in C, K373

Sou suspeito para falar das obras camerísticas de Schubert e Brahms. Posso ainda acrescentar - Beethoven, Mendelssohn e Shostakovich a esse time. Neste disco, encontramos o Piano Trio No. 1, de Schubert. Há alguns dias eu postei o Trio No. 2. Os dois são verdadeiras obras-primas. O Trio No. 1 é do ano de 1827, ou seja, um ano antes da morte do compositor.  Trata-se de uma obra produzida em sua maturidade plena. O lirismo melódico conectado a uma profunda habilidade incomum do controle da estrutura formal são as tônicas do trabalho. São salientáveis a melancolia e a doçura características dessa fase final da vida do compositor. Não é uma obra sombria como outras dessa fase. Há uma delicadeza característica que permeia toda a obra.

Já o Quinteto No. 2, Brahms, foi composto bem mais tarde - 1890. Esta obra foi pensada inicialmente como seu último trabalho. Ele chegou a anunciar a aposentadoria após a sua escrita. A obra foi composta para duas violas, dois violinos e um violoncelo, o que confere uma riqueza harmônica bem destacada. A obra possui uma atmosfera vibrante. Há quem a associe à música popular húngara ou cigana. O segundo movimento - "Adagio" - é de grande beleza nostálgica. É curioso que, mesmo sendo uma das últimas obras do compositor, ela prescinda de um vento sombrio, de nuvens cinzentas. A obra é afirmativa e dançante. Não há pessimismo. Há alegria e celebração.

Ainda surgem duas obras no excelente disco - uma de Bach e outra de Mozart. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Franz Schubert (1797-1828) -

Piano Trio No. 1 in B flat major, D898

01. I. Allegro moderato
02. II. Andante un poco mosso
03. III. Scherzo. Allegro
04. IV. Rondo. Allegro vivace - Presto

Eugene Istomin, piano  
Isaac Stern, violino
Leonard Rose, violoncelo

Johannes Brahms (1833-1897) -

String Quintet No. 2 in G major, Op. 111

05. I. Allegro non troppo, ma con brio
06. II. Adagio
07. III. Un poco allegretto
08. IV. Vivace ma non troppo presto

Isaac Stern, violino
Cho-Liang Lin, violino
Jaime Laredo, viola
Michael Tree, viola
Yo-Yo Ma, violoncelo

Johann Sebastian Bach (1685-1750) -

Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: V. Sarabande - VI. Double

09. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002_ V. Sarabande - VI. Double

Isaac Stern, violino

W. A. Mozart (1756-1791) -


Rondo for Violin and Orchestra in C, K373

10. Rondo in C Major, K. 373

Franz Liszt Chamber Orchestra Liszt
Isaac Stern, violino
Ferenc Kamarazenekar, regente

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segunda-feira, 28 de abril de 2025

Nikolay Myaskovsky (1881-1950) - Sinfonia nº 1 em dó menor, Op. 3 e Sinfonia nº 25 em ré bemol maior, Op. 69 - vol. 1

Nikolay Myaskovsky foi um compositor imensamente importante para a história da música russa. Geralmente, quando falamos dos grandes sinfonistas daquele país, lembramo-nos imediatamente de Shostakovich, Tchaikovsky, Rachmaninov, Korsakov ou Glazunov. Esquecemos a importância das contribuições do compositor. Myaskovsky é muitas vezes chamado de o "pai da sinfonia soviética". Compôs ao todo 27. Neste disco encontramos duas delas. São excelentes. 

A primeira delas é a Sinfonia No. 1, escrita nos anos de 1907 e 1908. À época, Myaskovsky era estudante no Conservatório de São Petersburgo. O país fervia com as tensões políticas. Havia ocorrido a Revolução de 1905 e a Revolução de 1917 não demoraria a acontecer. Vale lembrar que Shostakovich escreveu a Sinfonia No. 11 para homenagear os eventos do anos de 1905. A música russa seguia a influência dos grandes orquestradores - Korsakov, Tchaikovsky e Glazunov. Começava a se abrir, também, para uma influência germânica. Grandes sinfonistas como Bruckner e Mahler começavam a ser grandes influências para os novos compositores. 

Em 1907, Myaskovsky tinha 28 anos de idade. Já revelava certa maturidade. A Sinfonia No. 1 é fortemente influenciada pelas convenções europeias. Possui quatro movimentos e segue o modelo clássico-romântico. A atmosfera é dramática e melancólica, refletindo o caráter introspectivo do compositor, característica que o marcaria. Há uma linguagem sombria em seus trabalhos, estruturada em uma orquestração densa e um desenvolvimento temático intenso. A Sinfonia No. 1 não é uma obra-prima definitiva, mas revela algumas das características que lançaram as bases de sua carreira. 

Já a Sinfonia No. 25 possui característica completamente diversa (escuto-a pela segunda vez enquanto escrevo essas parcas palavras). Ela é melancólica, repleta de uma introspecção quieta; mas está alicerçada em um otimismo bruxuleante.  Escrita em 1946, no período inicial do pós-Segunda Guerra, seu país passava por uma transformação. A União Soviética buscava se afirmar, se reconstruir, aproveitar o otimismo da vitória contra as forças nazistas. Nikolay Myaskovsky já era um músico consagrado, mas era considerado pelas autoridades do estado soviético como demasiado "pessimista". Era preciso ter uma música afirmativa, esfuziante, capaz de elevar o Partido diante do povo. Não era o que Myaskovsky costumava realizar.

Desse modo, a 25ª de Myaskovsky é serena, lírica, quase pastoral, e, mesmo em face desse cenário de enlutamento pela Guerra, a esperança é indicada de forma tímida, com uma luz tímida, mas com potencial para se afirmar em um grande sol. Ela é bela, repleta de sutilezas.

Minha intenção é postar as 27 sinfonias do compositor. Seguem as duas primeiras. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Nikolay Myaskovsky (1881-1950) -

(01) Premiere Symphony(1908) in c-moll op.3- Lento, ma non troppo
(02) Premiere Symphony(1908) in c-moll op.3- Larghetto, guasi andante
(03) Premiere Symphony(1908) in c-moll op.3- Allegro assai e molto risoluto
(04) Symphony No. 25(1946) in Des-dur op.69- Adagio
(05) Symphony No. 25(1946) in Des-dur op.69- Moderato
(06) Symphony No. 25(1946) in Des-dur op.69- A metro impetuso

The Russian State Symphony Orchestra
Yevgeny Svetlanov, regente

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