quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Frédéric Chopin (1810-1849) - Piano Concerto in E minor, Op.11 e Piano Concerto in F minor, Op.21

Texto extraído do encarte do disco:

"Escritos por um Chopin jovem e ambicioso como uma vitrine de autopromoção para demonstrar sobretudo suas capacidades como pianista — e, em menor medida, seu talento como compositor -, os dois concertos para piano permanecem até hoje como peças centrais do repertório do instrumento. Frequentemente alvo de críticas por suas partes orquestrais consideradas algo convencionais, esses concertos seguem, ainda assim, como obras belas e extremamente agradáveis de ouvir.

Enquanto há inúmeras gravações das obras pianísticas de Beethoven e Mozart em instrumentos de época, essa abordagem historicamente informada chegou com menos frequência à música de Chopin. Este álbum, produzido pelo Instituto Fryderyk Chopin, adota um fortepiano Erard de 1849, fabricado em Paris, muito semelhante aos instrumentos utilizados pelo próprio compositor. Embora não apresente a mesma ressonância e projeção de um piano de concerto moderno, o instrumento compensa amplamente com clareza e intimidade sonora, cores tímbricas singulares e grande expressividade dinâmica.

Nas mãos do pianista Dang Thai Son, o fortepiano lança uma nova luz sobre os concertos de Chopin, revelando aspectos que podem soar completamente inéditos para muitos ouvintes. Sua interpretação minuciosa e detalhada resulta em uma experiência auditiva mais pessoal e intimista. Acompanhado pela sensível e refinada Orchestra of the Eighteenth Century, Son, ao lado do maestro Frans Brüggen, oferece ao público uma leitura esplêndida e singular desses concertos exuberantes".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Frédéric Chopin (1810-1849) -

01. Piano Concerto in E minor, Op.11 - I. Allegro maestoso" [0:20:29.06]
02. Piano Concerto in E minor, Op.11 - II. Romance. Larghetto" [0:10:01.28]
03. Piano Concerto in E minor, Op.11 - III. Rondo. Vivace" [0:10:19.57]
04. Piano Concerto in F minor, Op.21 - I. Maestoso" [0:14:30.69]
05. Piano Concerto in F minor, Op.21 - II. Larghetto" [0:09:00.85]
06. Piano Concerto in F minor, Op.21 - III. Allegro vivace" [0:08:47.45]

Orchestra of the Eighteenth Century 
Frans Brüggen, regente
Dang Thai Son, piano 

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Pepe Romero - Noches de España - Tarrega, Sor, Albeniz, Granados, De Mudarra, Guerau, Milan, Turina, De Falla, Rodrigo, Torroba & Romero

Um disco com um conjunto de compositores que revelam a beleza da música espanhola. Além disso, as obras são interpretadas por Pepe Romero, um dos maiores instrumentistas do chamado violão clássico da história. Pepe nasceu em 1944 e construiu uma carreira marcada pela excelência técnica e pela expressividade musical. 

Filho do lendário guitarrista e pedagogo Celedonio Romero, Pepe cresceu em um ambiente profundamente ligado à música. Ainda criança, mudou-se com a família para os Estados Unidos, onde deu início a uma trajetória artística precoce: sua estreia profissional ocorreu aos sete anos de idade. Pouco tempo depois, ele já se apresentava como solista em importantes salas de concerto, chamando atenção pela maturidade musical incomum para alguém tão jovem.

Pepe alcançou um sucesso grandioso tanto na carreira solo quanto em família. Ao lado dos irmãos - Celín, Ángel e Celino (além do pai, é claro) -, a família fundou o grupo conhecido como "Los Romeros. O grupo ajudou a popularizar a música para o instrumento.

Neste disco, encontramos Pepe interpretando os principais nomes da música espanhola - Falla, Tárrega, Albeniz, Torroba, Rodrigo, entre outros. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!  

01. Tarrega (1852-1909) Gran Jota
02. Sor (1778-1839) Fantasia In D Minor
03. Albeniz (1860-1909) Piezas Caracteristicas, Op.92 No.12 Torre Bermeja (Sere...
04. Granados (1867-1916) Tonadillas Escritas En Estilo Antiguo - No.7 La Maja De...
05. De Mudarra (C.1510-1580) Fantasia Que Contrahaze La Harpa En La Manera De Lu...
06. Guerau (Mid 17Th Cent. - Early 18Th Cent.) Canarios
07. Milan (1500-C.1561) Fantasia Xvi
08. TurinaSonata Op 61, Allegro, Allegretto Tranquillo, Allegro
09. TurinaSonata Op 61, Andante
10. Turina Sonata Op 61, Allegro Vivo, Allegro Moderato, Allegro Vivo, Allegrett...
11. De Falla Homenaje - Le Tombeau De Debussy
12. Rodrigo Por Los Campos De Espana En Tierras De Jerez
13. Torroba Aires De La Mancha - Jerigonza 
14. Torroba Aires De La Mancha - Ya Llega El Invierno
15. Torroba Aires De La Mancha - Coplilla
16. Torroba Aires De La Mancha - Los Pastores
17. Torroba Aires De La Mancha - La Segudilla
18. Romero Los Maestros - Copla
19. Romero Los Maestros - La Rueda
20. Romero Los Maestros - Baile

Pepe Romero, guitar 

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Oboe Quartet, K. 370, Quatuor pour Hautbous, Divertimento, K. 251 e Adagio K. 580a

 

Um disquinho agradável. O "-inho" aqui não aparece em tom caricatural, mas carinhoso. Afinal, estamos a falar de Mozart, cuja música é sempre superlativa. A primeira obra do disco é o Quarteto para oboé, escrita em 1781 para o o virtuose Friedrich Ramm, é uma das páginas mais célebres do repertório camerístico para o instrumento. Trata-se de uma obra cuja simplicidade melódica é transformada em profunda emoção.

O Divertimento K. 251, por sua vez, pertence a um universo mais descontraído. Cada movimento oferece uma atmosfera distinta, alternando graça, vivacidade e momentos de delicada introspecção; toda ela flui com sofisticação e leveza. 

Encerrando o programa, o Adagio K. 580a surge como uma miniatura de rara intensidade. Breve, mas profundamente expressivo, o movimento condensa em poucos compassos a essência do Mozart tardio: economia de meios, clareza estrutural e uma emoção contida, quase suspensa no tempo. 

Não deixe de ouvir este excelente disco. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) -

01 - 1. Allegro
02 - 2. Adagio
03 - 3. Rondeau (Allegro)
04 - Adagio in C, K.App.94
05 - Marcia alla francese
06 - 1. Allegro molto
07 - 2. Menuetto
08 - 3. Andantino
09 - 4a. Menuetto (Tema con variazioni)_ Tema
10 - 4b. Menuetto (Tema con variazioni)_ Var. I
11 - 4c. Menuetto (Tema con variazioni)_ Var. II
12 - 4d. Menuetto (Tema con variazioni)_ Var. III
13 - 5. Rondeau (Allegro assai)
14 - 6. Marcia alla francese

Orlando Quartet

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Hector Berlioz (1803-1869) - Le Carnaval Romain, Ouverture Caractéristique, Op. 9 e Symphonie Fantastique, Op. 14, H 48

Trecho de um texto do saudoso Lauro Machado Coelho para a Revista Concerto, em 2009.

"Nenhuma primeira sinfonia é mais surpreendente do que a Fantástica, de Hector Berlioz. A Titã, de Mahler, as primeiras sinfonias de Brahms e de Sibelius são obras poderosas e originais. A primeira de Shostakóvitch é um fenômeno, por ter sido escrita por um rapaz de 19 anos que estava saindo do Conservatório. Mas a Fantástica é única, pelo efeito que teve sobre a história da música. Composta em 1830, três anos apenas após a morte de Beethoven, por um jovem de 26 anos, ela literalmente virou a mesa: é a primeira sinfonia cíclica — unificada pelo tema da “ideia fixa”, que se repete de um movimento para o outro — e se organiza como uma sequência de poemas sinfônicos, servindo de modelo, no futuro, para a Sinfonia Fausto, de Liszt, um dos grandes amigos de Berlioz. E, entre outras coisas, apresenta, no clima de pesadelo de seus últimos movimentos, um modelo para o tipo de deformação caricatural que será marca registrada do estilo de Mahler. Nunca uma sinfonia mereceu tanto o nome que tem!

Em 11 de setembro de 1827, estreou no Théâtre Odéon, de Paris, o Hamlet de Shakespeare montado pela companhia de Charles Kemble, que visitava a França. E Berlioz apaixonou-se perdidamente pela linda atriz irlandesa Harriet Smithson, que fazia o papel de Ofélia. Tentou aproximar-se dela, declarar seu amor, mas era um desconhecido, e foi rejeitado. Exorcizou a paixão frustrada na história do artista que, obcecado por uma mulher, mata-a em meio a um delírio de ópio, é condenado à morte por isso e é arrastado para o inferno num Sabbat de feiticeiras — exatamente o programa que está por trás dos movimentos da Sinfonia Fantástica". 

Texto completo aqui 

Hector Berlioz (1803-1869) - 

01. Le carnaval romain, ouverture caractéristique, Op. 9, H 95
02. Symphonie fantastique, Op. 14, H 48 -  I. Rêveries – Passions. Largo – Allegro agitato e appassionato assai – Religiosamente
03. Symphonie fantastique, Op. 14, H 48 -  II. Un bal. Valse. Allegro non troppo
04. Symphonie fantastique, Op. 14, H 48 -  III. Scène aux champs. Adagio
05. Symphonie fantastique, Op. 14, H 48 -  IV. Marche au supplice. Allegretto non troppo
06. Symphonie fantastique, Op. 14, H 48 -  V. Songe d'une nuit de sabbat. Larghetto – Allegro

Orchestre Symphonique de Montréal
Rafael Payare, regente 

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domingo, 28 de dezembro de 2025

Antonio Vivaldi (1678-1741) - Concertos

Escutei esse material ao longo da semana. Uma experiência bastante agradável. Como a música de Vivaldi flui com graça e facilidade. A caixa traz cinco discos sob a direção do excelente Trevor Pinnock. E, de início, saltam duas características que são marcantes na música do compositor italiano. A primeira delas é o dinamismo. As obras avançam com pulso firme, impulsionadas por ritmos incisivos e repetitivos, que criam uma sensação constante de movimento.O resultado é uma música agradável de ser escutada, que é fácil de acompanhar, mas que não é previsível.

A segunda característica é o protagonismo do solista. Vivaldi foi um dos grandes responsáveis por consolidar o concerto como um espaço de exibição técnica e expressiva, especialmente para o violino — seu próprio instrumento. Os solos são ágeis, cheios de escalas rápidas, arpejos e contrastes de registro, exigindo destreza e personalidade do intérprete. Ao mesmo tempo, a orquestra não é mero acompanhamento: ela dialoga com o solista, criando tensões e respostas que dão vida ao discurso musical. 

O que é extraordinário na música do "padre vermelho" é a capacidade de produzir imagens e emoções. Esses concertos traduzem paisagens sonoras que evocam climas, cores bastante vivas. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Antonio Vivaldi (1678-1741) -  

DISCO 01

Concerto G-Dur “Alla Rustica” RV 151
01. Presto 1:10
02. Adagio 1:01
03. Allegro 1:31

Concerto for Oboe & Violin B-Dur RV 548
04. Allegro 3:46
05. Largo 3:21
06. Allegro 2:11

Concerto C-Dur “con molti stromenti” C-Dur RV 558
07. Allegro molto 5:23
08. Andante molto 1:47
09. Allegro 2:55

Concerto for 2 violins G-Dur RV 516
10. Allegro molto 3:51
11. Andante molto 2:07
12. Allegro 3:05

Concerto for Oboe a-moll RV 461
13. Allegro non molto 4:14
14. Larghetto 3:15
15. Allegro 2:39

Concerto for 2 mandolins G-Dur RV 532
16. Allegro 4:03
17. Andante 2:10
18. Allegro 3:51

DISCO 02

Concerto for Strings A-Dur RV 159
01. Allegro 1:32
02. Adagio 1:14
03. Allegro 2:31

Concerto for violin E-Dur “L`Amoroso” RV 271
04. Allegro 3:17
05. Cantabile 2:42
06. Allegro 3:19

Concerto for Bassoon e-moll RV 484
07. Allegro poco 4:50
08. Andante 3:39
09. Allegro 3:16

Concerto for Flute G-Dur RV 436
10. Allegro 3:11
11. Largo 3:06
12. Allegro 2:37

Concerto for Viola d`amore & Lute d-moll RV 540
13. Allegro 5:05
14. Largo 3:08
15. Allegro 3:05

Concerto for Oboe & Bassoon G-Dur RV 545
16. Andante molto 4:01
17. Largo 2:42
18. Allegro molto 3:34

DISCO 03

“L`estro armonico” Opus 3
Concerto N.1 D-Dur RV 549
01. Allegro 2:53
02. Largo e spiccato 2:24
03. Allegro 2:16

Concerto No.2 g-moll RV 578
04. Adagio e spiccato 1:29
05. Allegro 2:26
06. Larghetto 2:35
07. Allegro 2:27

Concerto No.3 G-Dur RV 310
08. Allegro 2:16
09. Largo 1:57
10. Allegro 2:19

Concerto N.4 e-moll RV 550
11. Andante 2:18
12. Allegro assai 2:29
13. Adagio – Allegro 2:33

Concerto N.5 A-Dur RV 519
14. Allegro 2:55
15. Largo 1:34
16. Allegro 2:40

Concerto N.6 a-moll RV 356
17. Allegro 3:02
18. Largo 1:55
19. Presto 2:23

DISCO 04

Concerto N.7 F-Dur RV 567
01. Andante 3:31
02. Adagio 1:16
03. Allegro 2:29
04. Adagio – Allegro 2:11

Concerto N.8 a-moll RV 522
05. Allegro 3:33
06. Larghetto 3:42
07. Allegro 3:17

Concerto N.9 D-Dur RV 230
08. Allegro 2:07
09. Larghetto 3:36
10. Allegro 2:04

Concerto N.10 h-moll RV 580
11. Allegro 3:43
12. Largo – Larghetto – Adagio – Largo 2:13
13. Allegro 3:14

Concerto N.11 d-moll RV 565
14. Allegro – Adagio spiccato e tutti – Allegro 3:43
15. Largo e spiccato 2:22
16. Allegro 2:18

Concerto N.12 E-Dur RV 265
17. Allegro 3:25
18. Largo 3:25
19. Allegro 2:44

DISCO 05

6 Flute Concertos Opus 10
Concerto N.1 F-Dur “La tempesta di mare” RV 433

01. Allegro 2:55
02. Largo 1:49
03. Presto 2:07

Concerto N.2 g-moll “La notte” RV 439
04. Largo 1:58
05. Presto (Fantasmi) 0:53
06. Largo 1:09
07. Presto 1:01
08. Largo (Il sonno) 1:33
09. Allegro 2:16

Concerto N.3 D-Dur “Il gardellino” RV 428

10. Allegro 3:59
11. Without tempo indication 3:14
12. Allegro 2:48

Concerto N.4 G-Dur RV 435
13. Allegro 2:26
14. Largo 2:10
15. Allegro 2:16

Concerto N.5 F-Dur RV 434
16. Allegro ma non tanto 3:37
17. Largo cantabile 3:49
18. Allegro 1:57

Concerto N.6 G-Dur RV 437
19. Allegro 3:58
20. Largo 1:51
21. Allegro 2:20

The English Concert

Trevor Pinnock – cravo, órgão & direção 

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sábado, 27 de dezembro de 2025

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Cello Suites Nos. 1, 2 e 3 (Arr. for Viola)

Texto extraído da apresentação do disco:

Escolhi “Metamorfose” como título deste álbum por diversas razões. Após conviver com essas obras por um quarto de século, elas me transformaram - e eu também mudei ao longo desse percurso. Durante a realização do projeto, um grande amigo de 33 anos e antigo mentor faleceu. Ken e eu passamos grande parte do meu primeiro mestrado estudando manuscritos e primeiras edições de Bach, e sinto que sua influência me acompanha constantemente. Ele sempre defendeu que os tratados e outras fontes primárias existem para ampliar possibilidades, e não para restringir nosso alcance. Nossas conversas eram profundas e abrangentes, incluindo longas viagens pela Europa e pelos Estados Unidos, onde estudávamos manuscritos juntos.

As gravações foram realizadas durante a pandemia de Covid-19, poucas semanas após a morte de meu tio na Itália e de minha tia na Flórida, e enquanto um grande amigo no Colorado se preparava para partir desta vida. Por causa das restrições e preocupações relacionadas ao coronavírus, minha companheira de vida e de música - Mina -, nossa chihuahua Apple e eu dirigimos por 30 horas em cada sentido, do Colorado à Virgínia e de volta, sem parar em restaurantes ou hotéis, para realizar esta gravação na capela dos estúdios Sono Luminus.

As próprias Suítes para Violoncelo funcionam como um guia para a transformação musical - e pessoal. O mapa, representado pela notação, felizmente não é excessivamente detalhado. Há espaço para uma ampla variedade de interpretações, tanto no plano macro - como andamento e amplitude - quanto no micro, em cada fragmento melódico, encadeamento de acordes e gesto musical. Essas obras se transformaram em nossa consciência cultural desde as interpretações magistrais de Pablo Casals, nos anos 1930, passando pela ascensão do movimento da música antiga nas últimas duas ou três décadas do século XX, até chegar ao início da terceira década do século XXI — um momento em que a prática barroca reconhece a validade de todas as influências, inclusive as contemporâneas.

Em última instância, “Metamorfose” representa a liberdade e o convite que todos nós temos para mudar, para nos transformar, em nossas próprias vidas.
(Zachary Carrettín)".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - 

01. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 (Arr. for Viola): I. Prélude (02:58)
02. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 (Arr. for Viola): II. Allemande (05:15)
03. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 (Arr. for Viola): III. Courante (03:03)
04. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 (Arr. for Viola): IV. Sarabande (02:50)
05. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 (Arr. for Viola): V. Menuets I & II (03:29)
06. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 (Arr. for Viola): VI. Gigue (01:55)
07. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 (Arr. for Viola): I. Prélude (04:03)
08. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 (Arr. for Viola): II. Allemande (03:26)
09. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 (Arr. for Viola): III. Courante (02:28)
10. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 (Arr. for Viola): IV. Sarabande (04:27)
11. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 (Arr. for Viola): V. Menuets I & II (03:13)
12. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 (Arr. for Viola): VI. Gigue (02:52)
13. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 (Arr. for Viola): I. Prélude (04:16)
14. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 (Arr. for Viola): II. Allemande (04:26)
15. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 (Arr. for Viola): III. Courante (03:29)
16. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 (Arr. for Viola): IV. Sarabande (04:14)
17. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 (Arr. for Viola): V. Bourées I & II (04:18)
18. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 (Arr. for Viola): VI. Gigue (03:41)

Zachary Carrettín, viola 

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Giacomo Puccini (1858-1924) - Tosca

Texto extraído da apresentação do disco:

"O tenor chileno-americano Jonathan Tetelman e a Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia, sob a direção musical de Daniel Harding, anunciam o lançamento de um novo álbum que reúne um elenco de destaque para apresentar Tosca, o thriller operístico de Giacomo Puccini.

A produção não apenas celebra o aniversário do compositor, como também marca a estreia oficial de Harding como novo diretor musical da orquestra, à frente de suas primeiras apresentações da ópera trágica. Com um elenco de estrelas, liderado por Jonathan Tetelman e pela soprano Eleonora Buratto nos papéis dos amantes condenados, a interpretação de Tosca configura uma homenagem à altura de Puccini no ano do centenário de sua morte. O elenco conta ainda com o barítono francês Ludovic Tézier, que interpreta o Barão Scarpia, o brutal chefe de polícia responsável pelo destino trágico do casal.

Artistas experientes, os intérpretes recriam o drama da ópera em versão de concerto, evidenciando as mais sutis nuances vocais e orquestrais — cada detalhe da escrita magistral de Puccini se faz ouvir com clareza.

Participam da gravação Giorgi Manoshvili (baixo), Jonathan Tetelman (tenor), Davide Giangregorio (baixo), Eleonora Buratto (soprano), Ludovic Tézier (barítono), Matteo Macchioni (tenor), Nicolò Ceriani (baixo) e Costantino Finucci (baixo), com a Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia e o Coro dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Giacomo Puccini (1858-1924) - Tosca 

01. Puccini: Tosca, Act I: Ah! Finalmente! (1:59)
02. Puccini: Tosca, Act I: E sempre lava! – Angelus Domini nuntiavit Mariae – Che fai? (3:25)
03. Puccini: Tosca, Act I: Dammi i colori! – Recondita armonia – Scherza coi fanti e lascia stare i santi (3:34)
04. Puccini: Tosca, Act I: Eccellenza, vado? – Gente là dentro! (1:48)
05. Puccini: Tosca, Act I: Mario! Mario! Mario! (1:57)
06. Puccini: Tosca, Act I: Ora stammi a sentir (3:11)
07. Puccini: Tosca, Act I: Or lasciami al lavoro (1:48)
08. Puccini: Tosca, Act I: Qual occhio al mondo (1:37)
09. Puccini: Tosca, Act I: Mia gelosa! (3:50)
10. Puccini: Tosca, Act I: E buona la mia Tosca (3:41)
11. Puccini: Tosca, Act I: Sommo giubilo, Eccelenza! (1:37)
12. Puccini: Tosca, Act I: Un tal baccano in chiesa! Bel rispetto! (3:46)
13. Puccini: Tosca, Act I: Or tutto è chiaro – Mario! Mario! (3:09)
14. Puccini: Tosca, Act I: Ed io venivo a lui tutta dogliosa (4:39)
15. Puccini: Tosca, Act I: Tre sbirri, una carrozza, presto – (3:09)
16. Puccini: Tosca, Act I: Te Deum (1:31)
17. Puccini: Tosca, Act II: Tosca è un buon falco! (3:13)
18. Puccini: Tosca, Act II: Ha più forte sapore – Spoletta è giunto (2:19)
19. Puccini: Tosca, Act II: Meno male! Egli è là (2:50)
20. Puccini: Tosca, Act II: Ov'è Angelotti? – Mario, tu qui? (2:51)
21. Puccini: Tosca, Act II: Ed or fra noi parliam da buoni amici (1:09)
22. Puccini: Tosca, Act II: Sciarrone, che dice il cavalier? (2:49)
23. Puccini: Tosca, Act II: Orsù, Tosca, parlate (3:37)
24. Puccini: Tosca, Act II: Floria … Amore… (1:00)
25. Puccini: Tosca, Act II: Nel pozzo del giardino! Va, Spoletta! – Eccellenza, quali nuove! (0:24)
26. Puccini: Tosca, Act II: Vittoria! Vittoria! (3:35)
27. Puccini: Tosca, Act II: Se la giurata fede (3:50)
28. Puccini: Tosca, Act II: Vissi d'arte (3:42)
29. Puccini: Tosca, Act II: Vedi, le man giunte (3:51)
30. Puccini: Tosca, Act II: E qual via scegliete? (1:58)
31. Puccini: Tosca, Act II: Tosca, finalmente mia! (5:17)
32. Puccini: Tosca, Act III: Orchestral Prelude – Io de' sospiri (4:51)
33. Puccini: Tosca, Act III: Mario Cavaradossi? A voi (3:33)
34. Puccini: Tosca, Act III: Introduzione all'aria (1:14)
35. Puccini: Tosca, Act III: E lucevan le stelle (4:06)
36. Puccini: Tosca, Act III: Franchigia a Floria Tosca (2:15)
37. Puccini: Tosca, Act III: O dolci mani (1:43)
38. Puccini: Tosca, Act III: Senti, l'ora è vicina (1:41)
39. Puccini: Tosca, Act III: Amaro sol per te m'era il morire (2:06)
40. Puccini: Tosca, Act III: E non giungono? (2:37)
41. Puccini: Tosca, Act III: Come è lunga l'attesa! (2:27)
42. Puccini: Tosca, Act III: Presto, su! Mario! (1:27)

Orchestra e Coro dell'Accademia Nazionale di Santa Cecília
Daniel Harding, regente 

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Mily Balakirev (1837-1910) - Symphony No. 1 in C Major e Symphony No. 2 in D Minor

Mily Balakirev é um dos nomes mais importantes da consolidação da música russa, embora não tenha escrito tantas obras como seus discípulos - Mussorgsky e Rinsky-Korsakov (se bem que, mesmo Mussorgsky, não tenha uma produção também tão vasta). Balakirev foi o importante idealizador de O Grupo dos Cinco, que procurava, por meio do nacionalismo musical, dar feições próprias à música do seu país. 

Ele escreveu duas importantes sinfonias. A Primeira delas foi iniciada na década de 1860 e concluída apenas em 1897. É uma obra marcada pelo senso de grandiosidade e pelo bonito colorido orquestral. Já que estamos na esteira do nacionalismo, nele, Balakirev busca uma síntese entre a tradição sinfônica ocidental - sobretudo alemã - e o uso consciente de melodias e modos de inspiração folclórica russa.

Já a de Número 2 foi concluída em 1908, ou seja, dois anos antes da morte do compositor; uma obra de maturidade. Mais concisa e sombria, a obra abandona o tom declaradamente heroico da Primeira em favor de uma linguagem mais contida, quase severa. Aqui, o nacionalismo não se manifesta tanto pelo brilho folclórico, mas por uma atmosfera profundamente russa, marcada por tensões harmônicas, linhas melódicas angulosas e um clima introspectivo. 

É curioso perceber atmosferas tão diversas nas duas obras. Esse aspecto mais soturno da Segunda, quiçá, fosse efeito do momento histórico em que se encontrava o compositor - já um ancião em um país em profundas transformações. Do aspecto jovial da Primeira para esse mundo mais escuro e sombrio, nota-se que o compositor procura criar uma música profundamente russa.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Mily Balakirev (1837-1910) -

01. Symphony No. 1 in C Major_ I. Largo - Allegro vivo
02. Symphony No. 1 in C Major_ II. Scherzo. Vivo
03. Symphony No. 1 in C Major_ III. Andante
04. Symphony No. 1 in C Major_ IV. Finale. Allegro moderato
05. Symphony No. 2 in D Minor_ I. Allegro ma non troppo moderato
06. Symphony No. 2 in D Minor_ II. Scherzo alla cosacca. Allegro non troppo, ma con fuoco ed energico
07. Symphony No. 2 in D Minor_ III. Romanza. Andante
08. Symphony No. 2 in D Minor_ IV. Finale. Tempo di polacca

Moscow Radio Symphony
Gennadi Rozhdestvesnky, regente 

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Hector Berlioz (1803-1869) - Symphonie Fantastique, Op. 14

 

Tenho uma grande paixão por esta obra. É espetacular. Abaixo, um pequeno texto extraído da apresentação do disco:

"O maestro Charles Dutoit e sua orquestra fazem brilhar a obra-prima orquestral de Berlioz em toda a sua riqueza de cores, sem abrir mão da ternura e do lirismo caloroso nos trechos mais reflexivos e oníricos. Em Un bal, a interpretação oscila e se impõe com a grandiloquência apropriada, enquanto a Scène aux champs surge equilibrada e concentrada, mas também marcada por grande calor expressivo, favorecido pelo timbre aveludado e perfeitamente amalgamado da orquestra.

Já a Marche au supplice e o Songe d’une nuit du sabbat transformam-se aqui em uma demonstração máxima de cor e potência orquestral, com ataque preciso e sonoridade incisiva, alcançando uma escala verdadeiramente monumental — beneficiada, ainda, pela ampla acústica do espaço. No delírio final, destacam-se de forma impressionante o clarinete de caráter inquietante, as cordas em col legno e os sinos ameaçadores, apoiados por graves profundos e metais imponentes, compondo um desfecho de atmosfera sombria e arrebatadora".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Hector Berlioz (1803-1869) - 

Symphonie Fantastique, Op. 14

01. Rêveries - Passions
02. Un bal
03. Scène aux champs
04. Marche au supplice
05. Songe d'une nuit du sabbat

Orchestre Symphonique de Montréal

Charles Dutoit, regente 

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Christus am Ölberge, Elegischer Gesang

Este oratório é uma das obras que menos escutei de Beethoven, apesar de sua singularidade, de sua importância no que diz respeito às composições do alemão. Denominada de "Cristo no Monte das Oliveiras", a obra é situada entre a Sinfonia No. 2 e a Sinfonia No. 3, e foi escrita no ano de 1803 . É uma obra que revela uma transição estilística, estética e existencial na maneira como Beethoven impeliria a sua obra dali para frente. Beethoven, ao descrever o drama que antecede a paixão de Jesus, centra a atenção nos aspectos psicológicos do protagonista. Diferente das paixões do período barroco e clássico, a preocupação de Beethoven é em descrever as angústias existenciais do Salvador dos cristãos.

O compositor cria um Jesus essencialmente humano; alguém que questiona o drama que viveria com a prisão e a iminente morte.  Beethoven encontra nessa obra um terreno fértil para experimentações musicais ousadas. O papel de Cristo, escrito para tenor, exige grande expressividade, oscilando entre súplicas angustiadas e afirmações heroicas. O serafim (soprano) funciona como figura consoladora, enquanto o coro - ora de anjos, ora de soldados - amplia o alcance dramático da obra.

Musicalmente, "Christus am Ölberge" antecipa elementos que se tornariam centrais na produção madura de Beethoven: contrastes abruptos, tensão harmônica, uso dramático do silêncio e uma escrita vocal que beira o sinfônico. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - 

Christus am Ölberge (Christ on the Mount of Olives), Op. 85
01. Introduction
02. Recitative: Jehovah! Du! Mein Vater! (Jesus)
03. Aria: Meine Seele ist erschüttert (Jesus)
04. Recitative: Erzitt're, Erde! (Seraph)
05. Aria: Preist des Erlösers Güte (Seraph)
06. Chorus: O Heil euch, ihr Erlösten! (Angels, Seraph)
07. Recitative: Verkündet, Seraph, mir dein Mund Erbarmen (Jesus, Seraph)
08. Duet: So ruhe denn mit ganzer Schwere (Jesus, Seraph)
09. Recitative: Willkommen Tod! (Jesus)
10. Chorus: Wir haben ihn gesehen (Soldiers)
11. Recitative: Die mich zu fangen ausgezogen sind (Jesus)
12. Chorus: Hier ist er, der Verbannte (Soldiers, Disciples)
13. Recitative: Nicht ungestraft soll der Verweg'nen (Peter, Jesus)
14. Trio: In meinen Adern wühlen gerechter Zorn und Wuth (Peter, Jesus, Seraph)
15. Chorus: Auf, ergreifet den Verräther! (Soldiers, Disciples, Jesus)
16. Chorus: Welten singen Dank und Ehre (Jesus, Angels)
17. Chorus: Preiset ihn, ihr Engelchöre (Angels)
18. Elegischer Gesang, Op. 118

Chorus Cathedralis Aboensis
Turku Philharmonic Orchestra

Leif Segerstam, regente
Hanna-Leena Haapamäki, soprano
Jussi Myllys, tenor
Niklas Spångberg, baixo

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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 3 in D minor

Não me canso de ouvir as sinfonias de Bruckner. Quando as escuto, é como se estivesse diante delas pela primeira vez. É o que acontece, por exemplo, com esta Sinfonia No. 3, também conhecida como "Wagner". É a porta de entrada para o mundo mágico e indizível da música do compositor austríaco.  É conhecida a história em torno dessa composição. O trabalho traduz a admiração que Bruckner tinha pelo seu grande ídolo, Richard Wagner. O compositor dedicou o trabalho ao compositor alemão. A coisa pegou. Ficou para posteridade com esse nome. 

Ela foi composta em 1873 e acabou passando - como era típico de Bruckner - por diversas revisões. O resultado é que a Sinfonia existe em diversas versões - como acontece também com as outras sinfonias do compositor. É como se cada versão, traduzisse um momento da jornada de Bruckner rumo à perfeição. Dizem os estudiosos de sua biografia, que essa obstinação do compositor não estava ligada a um perfeccionismo, mas a uma insegurança. Bruckner experimentava esse drama pessoal. Sua personalidade de homem simples, do interior da Áustria, ancorava-se em um desejo de escrever os trabalhos seguindo um padrão meticuloso. Apesar da simplicidade e dos modos provincianos, possuía uma vontade que o levava cada vez mais a fundo naquilo que fazia. 

O fato é que a Sinfonia No. 3 é um trabalho brilhante. Considero o início de uma jornada que o fará criar obras cada vez mais potentes e geniais. Ao longo dos quatro movimentos da "Sinfonia Wagner", Bruckner constrói vastos arcos musicais, alternando momentos de silêncio expectante com explosões orquestrais de grande impacto, nas quais metais e cordas dialogam de forma quase litúrgica. É a assinatura tipicamente bruckneriana. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Sehr langsam, misterioso
02 - II. Adagio. Bewegt, quasi Andante
03 - III. Scherzo. Ziemlich schnell
04 - IV. Finale. Allegro

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente 

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Gioachino Rossini (1792-1868) - L'Italiana in Algeri

"L'Italiana in Algeri" estreou em 1813, quando Rossini tinha apenas 21 anos de idade. Um feito realmente impressionante. Ambientada em uma Argélia tão exótica quanto caricatural aos olhos europeus da época, a trama gira em torno de Isabella, uma italiana espirituosa e decidida que desembarca em Argel e rapidamente passa a dominar todos ao seu redor - inclusive Mustafà, o governante local, mais temível no título do que nas atitudes. O enredo se constrói como uma engrenagem de mal-entendidos, seduções estratégicas e reviravoltas farsescas, nas quais a inteligência feminina se impõe sobre a arrogância masculina. 

Musicalmente, "L’Italiana in Algeri" é um laboratório do chamado "bel canto" rossiniano. As árias exigem agilidade, precisão rítmica e um senso apurado de humor musical. Rossini brinca com repetições obsessivas, crescendos irresistíveis e contrastes súbitos de dinâmica, criando situações em que a música parece rir junto com o público.  

Por trás dessa camada cômica, há um olhar irônico às relações de poder, ao choque cultural e aos estereótipos exóticos que fascinavam a Europa. O olhar de Rossini para Isabella, a heroína, é a de que ela exerce um fascínio "avant-garde", pois ela é uma mulher autônoma, segura de si e que consegue manipular as convenções sociais a seu favor. Uma leitura bastante avançada a respeito do papel feminino à época em que foi escrita. 

A obra possui um frescor, uma inteligência rara por tudo o que representa e revela a genialidade do seu compositor. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Gioachino Rossini (1792-1868) -  

DISCO 01

Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 01 - Sinfonia
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 02 - Serenate il mesto ciglio
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 03 - Ritiratevi tutti
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 04 - Languir per una bella
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 05 - Ah, quando fia chio possa in Italia
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 06 - Se inclinassi a prender moglie
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 07 - Quanta roba! Quanti schiavi!
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 08 - Cruda sorte! amor tiranno!
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 09 - Gia ci siam. Tanto fa
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 10 - Ai capricci della sorte
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 11 - Dunque deggio lasciarvi
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 12 - Gia d`-insolito ardore
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 13 - Viva, viva il flagel delle donne
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 14 - Oh, che muso, che figura!
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 15 - Vo star con min nipote
Rossini - L'Italiana in Algeri 01 - 16 - Dite; chi e quella femmina

DISCO 02

Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 01 - Uno stupido, uno stolto
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 02 - Amiche, andate a dire all italiana
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 03 - Ah, come il cor di giubilo
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 04 - Viva il grande Kaimakan
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 05 - Kaimakan lo non capisco niente...
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 06 - Dunque a momenti
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 07 - Per lui che adoro
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 08 - Io non resisto piu
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 09 - Ti presento di mia man
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 10 - Con tutta la sua boria...Le femmine d'Italia
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 11 - E tu speri di togliere Isabella
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 12 - Pappataci! Che mai sento
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 13 - Tutti i nostri italiani
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 14 - Amici, in ogni evento...Pensa alla patria
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 15 - Che bel cor ha costei!
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 16 - Dei Pappataci s'avanza il coro
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 17 - Non sei tu che il grando eletto
Rossini_02 - L'Italiana in Algeri 02 - 18 - Son I'aure seconde

Orchestra & Coro del Maggio Musicale Fiorentino
Silvio Varvico, regente 

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Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Cello Concerto No. 2 in G Major, Op. 126 e Cello Sonata in D Minor, Op. 40 e Benjamin Britten (1913-1976) - Cello Sonata in C Major, Op. 65

Texto extraído da apresentação do disco:

"O álbum de estreia de Sheku, Inspiration, lançado em 2018 e líder das paradas, teve como eixo o Concerto para Violoncelo nº 1, de Shostakovich. Agora, o músico registra o Concerto para Violoncelo nº 2, gravado durante uma turnê amplamente aclamada pela crítica ao lado de John Wilson e da Sinfonia of London.

A obra integra um repertório que inclui ainda a Sonata para Violoncelo, de Shostakovich, e a Sonata para Violoncelo, de Britten, ambas gravadas com sua irmã e parceira frequente de duo, Isata Kanneh-Mason. Shostakovich compôs o concerto para o célebre violoncelista Mstislav Rostropovich, com quem mantinha uma estreita amizade — relação que também o ligava a Benjamin Britten.

As sonatas deste álbum foram gravadas no Snape Maltings, em Aldeburgh, o mesmo local onde Rostropovich e Britten registraram a Sonata para Violoncelo, de Britten, para o selo Decca, em 1968 — gravação que despertou em Sheku sua paixão pela obra".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Cello Concerto No. 2 in G Major, Op. 126: I. Largo
02. Cello Concerto No. 2 in G Major, Op. 126: II. Allegretto
03. Cello Concerto No. 2 in G Major, Op. 126: III. Allegretto
04. Cello Sonata in C Major, Op. 65: I. Dialogo. Allegro
05. Cello Sonata in C Major, Op. 65: II. Scherzo-Pizzicato. Allegretto
06. Cello Sonata in C Major, Op. 65: III. Elegia. Lento
07. Cello Sonata in C Major, Op. 65: IV. Marcia. Energico
08. Cello Sonata in C Major, Op. 65: V. Moto perpetuo. Presto
09. Cello Sonata in D Minor, Op. 40: I. Allegro non troppo – Largo
10. Cello Sonata in D Minor, Op. 40: II. Allegro
11. Cello Sonata in D Minor, Op. 40: III. Largo
12. Cello Sonata in D Minor, Op. 40: IV. Allegro

Sinfonia of London
John Wilson, regente
Isata Kanneh-Mason, piano
Sheku Kanneh-Mason, violoncelo

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domingo, 21 de dezembro de 2025

Jazz - Art Pepper (1925-1980) - An Afternoon In Norway: The Kongsberg Concert

Texto extraído do encarte do disco:

"Um registro inédito de 1980 do gigante do saxofone alto Art Pepper chega agora ao público em uma edição limitada de luxo em 2 CDs, apresentada em digipak com capa gatefold. O lançamento traz um livreto abrangente, com depoimentos da esposa do músico, Laurie Pepper, e dos companheiros de banda Tony Dumas e Carl Burnett, além de textos do renomado jornalista de jazz Marc Myers, reflexões dos saxofonistas John Horn e Rudresh Mahanthappa, e uma entrevista realizada no local com o próprio Art Pepper.

Coproduzida por Zev Feldman e pelo parceiro da gravadora Elemental, Jordi Soley, a gravação captura um quarteto em plena forma em 1980, período em que Pepper vivia uma notável retomada artística no fim da carreira. Ele é acompanhado com sensibilidade pelo pianista búlgaro Milcho Leviev, pelo baixista Tony Dumas e pelo baterista Carl Burnett. A apresentação, agendada às pressas, ocorreu menos de 24 horas após o encerramento de uma temporada de shows de Pepper e seu grupo no tradicional clube londrino Ronnie Scott’s.

Fiel ao padrão detalhado da Elemental, o encarte deste box limitado em 2 CDs — que também será lançado em vinil de 180 gramas — reúne lembranças de Laurie Pepper, dos músicos Tony Dumas e Carl Burnett, análises aprofundadas de Marc Myers, apreciações dos saxofonistas John Zorn e Rudresh Mahanthappa, além de uma entrevista com Pepper conduzida em Kongsberg.

Segundo Feldman, “essas gravações chegam até nós a partir dos arquivos do Festival de Jazz de Kongsberg, com o qual a Elemental desenvolveu uma relação de parceria e está trabalhando no lançamento de vários concertos especiais registrados ao longo dos últimos 60 anos. Um desses registros é justamente este álbum, Art Pepper in Norway – The Kongsberg Concert. Mais uma vez, unimos forças com Laurie Pepper para apresentar este lançamento com o apoio integral do Art Pepper Estate”.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

DISCO 01

01 Y.I. Blues [aka Untitled #34]
02 The Trip
03 Make A List, Make A Wish

DISCO 02

01 Patricia
02 Caravan
03 Blues For Blanche
04 Straight Life 

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Fedoseev - Collection Box - Tchaikovsky, Stravinsky, Khachaturian, Borodin, Mussorgsky, Ippolitov, Glinka & Rimsky-Korsakov

Últimos cinco discos com obras de compositores russos, sob a regência de Vladimir Fedoseev. Como tudo é russo, gostei absolutamente de tudo. Ainda não conhecia o compositor Ivanov Ippolitov. Fiz uma rápida pesquisa e descubri que ele nasceu na segunda metade do século XIX e morreu na década de 30, já no período soviético. 

Vladimir Fedoseev, atualmente, encontra-se com 92 anos de idade. Em fevereiro deste ano, retirou-se da direção da Orquestra Sinfônica Tchaikovsky.  É amplamente considerado um dos maiores intérpretes da música russa (Tchaikovsky, Mussorgsky, Shostakovich), conhecido por sua profundidade interpretativa e sensibilidade emocional. Neste disco, todos os compositores que aparecem são russos, o que nos coloca em contato com a especialidade do maestro. Foi imensamente gratificante escutar os dez discos. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

DISCO 06

01 - The Swan Lake - Scene
02 - The Swan Lake - Waltz
03 - The Swan Lake - Dance of Little Four Swans
04 - The Swan Lake - Scene
05 - The Swan Lake - Hungarian Dance (Czardas)
06 - The Swan Lake - Spanish Dance
07 - The Swan Lake - Napolitan Dance
08 - The Swan Lake - Polish Dance (Mazurka)
09 - The Sleeping Beauty - Introduction
10 - The Sleeping Beauty - Adagio
11 - The Sleeping Beauty - Puss
12 - The Sleeping Beauty - Panorama
13 - The Sleeping Beauty - Waltz
14 - The Nutcracker - Miniatuer Overture
15 - The Nutcracker - March
16 - The Nutcracker - Dance of the Sugar
17 - The Nutcracker - Russian Dance
18 - The Nutcracker - Arabian Dance
19 - The Nutcracker - Chinese Dance
20 - The Nutcracker - Dance of the Reed-Pipes
21 - The Nutcracker - Waltz of Flower

DISCO 07

01 - The Rite of Spring - The Adoration of the Earth Introduction
02 - The Rite of Spring - The Adoration of the Earth Auguries of Spring
03 - The Rite of Spring - The Adoration of the Earth Dance of Abduction
04 - The Rite of Spring - The Adoration of the Earth Spring Rounds
05 - The Rite of Spring - The Adoration of the Earth Games of the Rival Towns
06 - The Rite of Spring - The Adoration of the Earth Entrance of the Sage
07 - The Rite of Spring - The Adoration of the Earth The Sage
08 - The Rite of Spring - The Adoration of the Earth Dance to the Earth
09 - The Rite of Spring - The Sacrifice Introduction
10 - The Rite of Spring - The Sacrifice Mystic Circle of Adolescents
11 - The Rite of Spring - The Sacrifice Dance to the Chosen One
12 - The Rite of Spring - The Sacrifice Evocation of the Ancestors
13 - The Rite of Spring - The Sacrifice Ritual Performance of the Ancestors
14 - The Rite of Spring - The Sacrifice The Sacrificial Dance

DISCO 08

01 - Tchaikovsky Ouverture Solennelle '1812', Op.49
02 - Khachaturian Sabre Dance from Gayne
03 - Borodin Polovetsian Dances from 'Prince Igor'
04 - Tchaikovsky Serenade in C major for Strings, Op.48 - 1. Pezzo in for ma di sonatina
05 - Tchaikovsky Serenade in C major for Strings, Op.48 - 2. Waltz
06 - Tchaikovsky Serenade in C major for Strings, Op.48 - 3. Elegie
07 - Tchaikovsky Serenade in C major for Strings, Op.48 - 4. Finale Theme russo

DISCO 09

01 - Mussorgsky Night on Bald Mountain, symphonic poem
02 - Borodin Polovetsian March (from 'Prince Igor')
03 - Borodin In the Steppes of Central Asia, symphonic poem
04 - Ippolitov-Ivanov Caucasian Sketches - 1. In a mountain pass
05 - Ippolitov-Ivanov Caucasian Sketches - 2. In the village
06 - Ippolitov-Ivanov Caucasian Sketches - 3. In the mosque
07 - Ippolitov-Ivanov Caucasian Sketches - 4. Procession of the sardar

DISCO 10

01 - Glinka Ruslan and Lyudmila - Overture
02 - Tchaikovsky Capriccio Italien, Op.45
03 - Tchaikovsky Waltz from Sleeping Beauty
04 - Tchaikovsky Marche slave, Op.31
05 - Rimsky-Korsakov Capriccio espagnol, Op.34

Moscow Radio Symphony Orchestra
Vladimir Fedoseev, regente  

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sábado, 20 de dezembro de 2025

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Piano Concertos Nos. 1,2 & 3; Preludes

Fiquei o dia inteiro sem internet. Não poderia deixar de postar este disco. Segue, abaixo, um texto extraído da apresentação do disco:

"Byron Janis, nascido Byron Yanks, veio ao mundo em 24 de março de 1928, em McKeesport, na Pensilvânia, no seio de uma família de imigrantes russos. Considerado um dos pianistas mais talentosos de sua geração, iniciou os estudos de piano aos cinco anos de idade. Teve como primeiro professor Abraham Litow, formado pelo Conservatório de Leningrado, e mais tarde aprofundou sua formação musical em Nova York, onde estudou durante seis anos com Joseph Lhévinne e Rosina Lhévinne.

Ainda jovem, enfrentou um desafio significativo: o diagnóstico de uma artrose precoce que deixou insensível o dedo mínimo da mão esquerda. Apesar da limitação, Janis adaptou sua técnica e deu início à carreira pública, apresentando-se em transmissões de rádio e concertos, após um primeiro recital realizado em 1937, no Carnegie Hall de Pittsburgh.

Reconhecido como pianista prodígio, alcançou projeção internacional aos 15 anos, quando realizou seu primeiro concerto como solista com a Orquestra da NBC, sob a regência de Arturo Toscanini, em Nova York. Na ocasião, interpretou o Concerto para Piano nº 2 de Rachmaninov, consolidando-se como uma das grandes promessas da música clássica do século XX".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - 

DISCO 01

01. Piano Concerto No. 1 in F-sharp minor, Op. 1: I. Vivace 
02. Piano Concerto No. 1 in F-sharp minor, Op. 1: II. Andante 
03. Piano Concerto No. 1 in F-sharp minor, Op. 1: III. Allegro vivace 
04. Piano Concerto No. 2 in C minor, Op. 18: I. Moderato 
05. Piano Concerto No. 2 in C minor, Op. 18: II. Adagio sostenuto 
06. Piano Concerto No. 2 in C minor, Op. 18: III. Allegro scherzando 

DISCO 02

01. Piano Concerto No. 3 in D minor, Op. 30: I. Allegro ma non tanto 
02. Piano Concerto No. 3 in D minor, Op. 30: II. Intermezzo: Adagio 
03. Piano Concerto No. 3 in D minor, Op. 30: III. Finale: Alla breve 
04. Prelude in E-flat Major, Op. 23, No. 6 
05. Prelude in C-sharp minor, Op. 3, No. 2 

Moscow Philharmonic Orchestra
Kirill Kondrashin, regente
Minneapolis Symphony Orchestra
Antal Doráti, regente
Byron Janis, piano 

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Robert Schumann (1810-1856) - Etudes symphoniques op.13, Fantasie in C-dur op.17, Bunte Blätter op.99 e Arabeske op.18

Que Robert Schumann tenha sido um dos maiores gênios da história do piano não há dúvida. Schumann transformou o piano em espaço de reflexão psicológica, confissão poética e experimentação formal. Neste disco, encontramos algumas de suas obras que são verdadeiros produções poéticos. O primeiro deles é o Op. 13. O adjetivo “sinfônicas” não é casual: Schumann pensa o piano como uma orquestra em miniatura, explorando contrastes de registro, texturas espessas e gestos amplos. Uma obra com a qualidade inventiva do compositor.

A próxima obra é o Op. 17. Escrita inicialmente como um tributo a Beethoven e, de forma mais íntima, como uma mensagem velada a Clara Wieck — então separada de Schumann por imposições familiares -, a peça combina paixão pessoal e ambição estética. Estruturada em três movimentos amplos, a Fantasie rompe com a sonata clássica em favor de uma forma mais livre e discursiva.

Em seguida, aparece o Op. 99. É uma obra cuja estruturada por peças curtas, compostas em diferentes momentos, que não pretendem formar um ciclo narrativo fechado. E a última é o bonito e conhecido, Op. 18. A Arabeske revela o lado mais íntimo e humano do compositor, aquele que encontra beleza na contenção e na clareza.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Robert Schumann (1810-1856) - 

01. Etudes symphoniques op.13 - Thema. Andante
02. Etudes symphoniques op.13 - Variation I. Un poco più vivo
03. Etudes symphoniques op.13 - Variation II. Marcato il canto
04. Etudes symphoniques op.13 - Etude III. Vivace
05. Etudes symphoniques op.13 - Variation III
06. Etudes symphoniques op.13 - Variation IV
07. Etudes symphoniques op.13 - Variation V. Agitato
08. Etudes symphoniques op.13 - Variation VI. Allegro molto
09. Etudes symphoniques op.13 - Variation VII
10. Etudes symphoniques op.13 -   Variation 5
11. Etudes symphoniques op.13 -   Variation 1
12. Etudes symphoniques op.13 - Etude IX. Presto possibile
13. Etudes symphoniques op.13 - Variation IX. Con espressione
14. Etudes symphoniques op.13 - Finale. Allegro brillante
15. Fantasie in C-dur op.17 - 1. Durchaus phantastisch und leidenschaftlich vorzu
16. Fantasie in C-dur op.17 - 2. Mässig. Durchaus energisch-Etwas langsamer-Viel
17. Fantasie in C-dur op.17 - 3. Langsam getragen. Durchweg leise zu halten-Etwas
18. Bunte Blätter op.99 - Albumblatt I. Ziemlich langsam
19. Bunte Blätter op.99 - Albumblatt II. Schnell
20. Bunte Blätter op.99 - Albumblatt III. Ziemlich langsam, sehr gesangvoll
21. Bunte Blätter op.99 - Albumblatt IV. Sehr langsam
22. Bunte Blätter op.99 - Albumblatt V. Langsam
23. Arabeske op.18 - Leicht und zart-Minore I. Etwas langsamer-Minore II. Etwas l

Mikhail Pletnev, piano 

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Venezia, 1625 - Fontana, Uccellini, Storace, Merula, Rossi, Castello.

Um disco primoroso. 

Algumas informações extraídas da apresentação do disco:

"Veneza, 1625: a cidade dos doges figura entre os principais centros artísticos da Europa. Na Cappella San Marco, um estilo profundamente original de música instrumental começa a romper com qualquer referência à tradição da polifonia vocal. Tem início a era das stravaganze barrocas. Agora, sob as mãos de um mestre supremo da flauta doce, essa arte de virtuosismo extremo ganha novo fôlego".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Fontana - Sonata II a Violino solo
02. Uccellini - Symphonia XX La Virmingarda
03. Sonata XXVI sopra la Prosperina
04. Aria sopra la Bergamasca
05. Fontana - Sonata III a Violino solo
06. Storace - Improvisation sopra la Ciaccona
07. Merula - Chiaccona Canzone a 2 Violini
08. Fontana - Sonata IV a Violino solo
09. Uccellini - Symphonia XIV La Foschina
10. Rossi - Sinfonia XI in eco a tre voci
11. Castello - Sonata II a Sopran solo
12. Uccellini - Symphonia XVII La Stucharda
13. Merula - Canzon XVII La Monteverde
14. Canzon La Pighetta
15. Piccinini - Toccata II Intavolatura di chitarrone
16. Fontana - Sonata VI a Violino solo
17. Merula - Canzon La Strada
18. Uccellini - Sonata II detta la Luciminia contenta 

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Piano Sonatas Nos. 1-4, 19, 20

Pequeno excerto extraído do encarte do disco:

"A pianista Young Hyun Cho, elegante e versátil, dá continuidade ao seu ambicioso projeto de gravar a integral das 32 sonatas para piano de Ludwig van Beethoven com o lançamento deste álbum duplo, que reúne as Sonatas nº 1 a 4, 19 e 20, distribuídas em dois CDs.

Seu lançamento anterior, dedicado às Sonatas nº 12 a 15, recebeu elogios unânimes da crítica e do público. Segundo uma das avaliações, “a coleção completa das sonatas de Beethoven interpretadas por Cho merece plenamente ser adquirida; ela se mostra a pianista ideal para o projeto, graças à sua técnica impecável e à clareza de expressão e articulação”.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - 

DISCO 01

01. Piano Sonata No. 1 in F Minor, Op. 2, No. 1: I. Allegro
02. Piano Sonata No. 1 in F Minor, Op. 2, No. 1: II. Adagio
03. Piano Sonata No. 1 in F Minor, Op. 2, No. 1: III. Menuetto Allegretto
04. Piano Sonata No. 1 in F Minor, Op. 2, No. 1: IV. Prestissimo
05. Piano Sonata No. 2 in A Major, Op. 2, No. 2: I. Allegro vivace
06. Piano Sonata No. 2 in A Major, Op. 2, No. 2: II. Largo appassionato
07. Piano Sonata No. 2 in A Major, Op. 2, No. 2: III. Scherzo Allegretto
08. Piano Sonata No. 2 in A Major, Op. 2, No. 2: IV. Rondo Grazioso
09. Piano Sonata No. 3 in C Major, Op. 2, No. 3: I. Allegro con brio
10. Piano Sonata No. 3 in C Major, Op. 2, No. 3: II. Adagio
11. Piano Sonata No. 3 in C Major, Op. 2, No. 3: III. Scherzo Allegro
12. Piano Sonata No. 3 in C Major, Op. 2, No. 3: IV. Allegro assai

DISCO 02

01. Piano Sonata No. 4 in E-Flat Major, Op. 7: I. Allegro molto e con brio
02. Piano Sonata No. 4 in E-Flat Major, Op. 7: II. Largo, con gran espressione
03. Piano Sonata No. 4 in E-Flat Major, Op. 7: III. Allegro
04. Piano Sonata No. 4 in E-Flat Major, Op. 7: IV. Rondo Poco Allegretto e grazioso
05. Piano Sonata No. 19 in G Minor, Op. 49, No. 1: I. Andante
06. Piano Sonata No. 19 in G Minor, Op. 49, No. 1: II. Rondo Allegro
07. Piano Sonata No. 20 in G Major, Op. 49, No. 2: I. Allegro, ma non troppo
08. Piano Sonata No. 20 in G Major, Op. 49, No. 2: II. Tempo di Menuetto

Young Hyun Cho, piano 

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 4 in E-flat - "Romantic" - (version 1878/1880)

A Sinfonia nº 4 em Mi bemol maior , do compositor austríaco Anton Bruckner, estreou em Viena em 20 de fevereiro de 1881. O nome, aprovado pelo próprio compositor, refere-se à ambição da obra — que tem mais de uma hora de duração — e à sua grandiosidade emocional. Foi a primeira sinfonia de Bruckner a alcançar sucesso comercial significativo e permanece entre suas obras mais frequentemente executadas.

Bruckner concluiu a versão original daquela que viria a ser sua quarta sinfonia em 1874, mas quase imediatamente iniciou revisões, visto que a recepção decepcionante de sua Sinfonia nº 2, em 1873, o levara a considerar novas abordagens estruturais. A estreia desastrosa de sua Sinfonia nº 3, em 1877, resultou em novas revisões. Somente em 1881 Bruckner declarou-se satisfeito com a obra e permitiu sua estreia. Outras revisões acompanharam novas edições em 1886 e 1888.

O primeiro movimento apresenta temas de metais diretos e dramáticos em meio a melodias de cordas com um toque folclórico . As indicações de andamento de Bruckner pedem um movimento constante, mas sem urgência excessiva. Versões posteriores do primeiro movimento começam com um solo de trompa distante e misterioso , a partir do qual a música se expande gradualmente em melodias ricas e líricas para toda a orquestra .

O segundo movimento tem um caráter elegíaco, com cordas e sopros melancólicos . Duas ideias melódicas contrastantes são justapostas. Ambos os movimentos têm um andamento lânguido , embora surjam momentos mais ousados ​​de tempos em tempos. O terceiro movimento é o mais curto, com menos de quinze minutos de duração. Devido ao seu caráter enérgico e vigoroso e às passagens animadas para trompas, o movimento é por vezes descrito como música de caça. Para o finale, Bruckner começa com fanfarras dramáticas de metais que lembram as do primeiro movimento. A música cresce rapidamente em frases ousadas e expansivas.

Extraído daqui 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - I. Bewegt, nicht zu schnell
02 - II. Andante quasi Allegretto
03 - III. Scherzo
04 - IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente 

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphony No. 15 in A Major, Op. 141

Os fantasmas da música do passado assombram a décima quinta — e última — sinfonia de Shostakovich. O famoso tema galopante da abertura da ópera Guilherme Tell , de Gioachino Rossini (posteriormente apropriado para a música tema da série de televisão Lone Ranger ), aparece no primeiro movimento (aqui executado por metais em vez de cordas). Os compassos iniciais do último movimento citam o portentoso motivo do "destino" do ciclo do Anel de Richard Wagner . Reminiscências das próprias composições de Shostakovich também surgem aqui e ali. A passacaglia repetida na linha do baixo no finale, por exemplo, ecoa a marcha insistente de sua Sinfonia Leningrado (nº 7). Confusos e encorajados pelas próprias declarações contraditórias de Shostakovich sobre a Décima Quinta, comentaristas e musicólogos perspicazes também descobriram possíveis referências à música de Tchaikovsky, Beethoven, Mahler e Glinka. Além disso, foi sugerido que toda a sinfonia é uma resposta a um conto (O Monge Negro) de um dos escritores favoritos do compositor, Anton Chekhov.

O evidente tom retrospectivo de Shostakovich na época em que compunha a Décima Quinta Sinfonia (próximo ao seu 65º aniversário) devia-se, em parte, à sua saúde debilitada e à crescente consciência da própria mortalidade. Ele sofria de várias doenças graves há anos. A mais debilitante era uma forma de poliomielite que restringia os movimentos das pernas, braços e dedos, tornando quase impossível para ele tocar piano. Em 1970 e no início de 1971, viajou diversas vezes para a cidade siberiana de Kurgan para receber tratamento do renomado cirurgião ortopédico Gavriil Ilizarov. Em Kurgan, Shostakovich começou a escrever a Décima Quinta Sinfonia, bem como outra obra que abordava o tema da mortalidade: a música para a brilhante adaptação cinematográfica de Rei Lear, de Shakespeare, dirigida por Grigori Kozintsev. 

Texto completo aqui 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

01 - Symphony No. 15 in A Major, Op. 141_ I. Allegretto
02 - Symphony No. 15 in A Major, Op. 141_ II. Adagio
03 - Symphony No. 15 in A Major, Op. 141_ III. Allegretto
04 - Symphony No. 15 in A Major, Op. 141_ IV. Adagio

Münchner Philharmoniker
Valery Gergiev, regente 

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Jean Sibelius (1865-1957) - Symphony No. 2 & Andante Festivo

Extraído do encarte do disco:

"Chiaki Murakawa, maestro honorário fundador da Orquestra Sinfônica de Yamagata, morreu em 25 de junho de 2025, aos 93 anos. Este álbum traz a gravação ao vivo de um concerto realizado em 10 de agosto de 2024, no ano anterior à sua morte, e registra a última sinfonia conduzida por Murakawa.

A paixão e o amor pela música que levaram Murakawa a fundar a primeira orquestra profissional da região de Tohoku — e a transformá-la em uma presença querida pela população da província de Yamagata — estão plenamente refletidos nesta interpretação. Na execução, o maestro sobrepôs o clima da Finlândia de Sibelius à natureza de Yamagata. Ao longo de meio século, Murakawa dedicou-se a interpretar e aprimorar a obra de Sibelius com a Orquestra Sinfônica de Yamagata, construindo um legado duradouro.

O registro sonoro é vigoroso e profundo, resultado da maturidade artística de Murakawa e da excelência da Orquestra Sinfônica de Yamagata. Trata-se de uma gravação ao vivo emocionante e de grande impacto artístico".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Jean Sibelius (1865-1957) - 

01. Andante Festivo JS 34b (Live) (5:19)
02. Symphony No. 2 in D Major Op. 43: I. Allegretto (Live) (9:32)
03. Symphony No. 2 in D Major Op. 43: II. Tempo andante, ma rubato (Live) (13:24)
04. Symphony No. 2 in D Major Op. 43: III. Vivacissimo (Live) (5:56)
05. Symphony No. 2 in D Major Op. 43: IV. Finale. Allegro moderato (Live) (14:40)

Yamagata Symphony Orchestra
Chiaki Murakawa, regente 

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domingo, 14 de dezembro de 2025

Fedoseev - Collection Box - Tchaikovsky & Shostakovich (CDs 1, 2, 3, 4 & 5 de 10)

Vladimir Ivanovich Fedoseev (em russo, Владимир Иванович Федосеев) nasceu em 5 de agosto de 1932, em Leningrado (atual São Petersburgo). A sua infância foi marcada por circunstâncias extremas: ele sobreviveu ao Cerco de Leningrado durante a Segunda Guerra Mundial, experiência que frequentemente menciona como formadora de seu caráter e de sua visão profundamente humanista da música.

Fedoseev iniciou sua formação musical como instrumentista de bayan (acordeão russo), estudando no Instituto Gnessin de Moscou, onde mais tarde também se dedicou à regência orquestral. Esse percurso - de músico prático a maestro - contribuiu para a forte consciência instrumental e a atenção ao detalhe sonoro que se tornariam marcas de sua atuação.

A posição central de sua carreira foi a de diretor artístico e regente principal da Orquestra Sinfônica Tchaikovsky da Rádio de Moscou, cargo que assumiu em 1974 e manteve por décadas, transformando o conjunto em uma das principais orquestras da Rússia. Paralelamente, regeu importantes casas de ópera e orquestras internacionais, incluindo o Teatro Bolshoi, o Teatro Mariinsky, a Orquestra Filarmônica de Viena, a Filarmônica de Berlim e a Orquestra da Gewandhaus de Leipzig, entre muitas outras.

Nesta excelente caixa, encontramos os principais nomes da música russa, uma das especialidades do regente russo. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

DISCO 01

01 - Symphony No.5 in E minor, Op.64 - 1. Andante - Allegro con anima
02 - Symphony No.5 in E minor, Op.64 - 2. Andante cantabile con alcuna licenza
03 - Symphony No.5 in E minor, Op.64 - 3. Valse Allegro moderato
04 - Symphony No.5 in E minor, Op.64 - 4. Finale Andante maestoso - Allegro vivace

DISCO 02

01 - Symphony No.6 in B minor, Op.74 'Pathétique' - 1. Adagio - Allegro - Andante - Allegro - Andante
02 - Symphony No.6 in B minor, Op.74 'Pathétique' - 2. Allegro con grazia
03 - Symphony No.6 in B minor, Op.74 'Pathétique' - 3. Allegro molto vivace
04 - Symphony No.6 in B minor, Op.74 'Pathétique' - 4. Finale Andante lamentoso

DISCO 03

01 - Piano Concerto No.1 in B flat minor, Op.23 - 1. Allegro non troppo e molto maestroso - Allegro con spirito
02 - Piano Concerto No.1 in B flat minor, Op.23 - 2. Andantino semplice - Prestissimo - Tempo I
03 - Piano Concerto No.1 in B flat minor, Op.23 - 3. Allegro con fuoco
04 - Hymn in Honour of SS Cyril and Methodius
05 - Nine Sacred Pieces - 4. We sing to thee
06 - Nine Sacred Pieces - 6. Our Father in heaven
07 - Nine Sacred Pieces - 8. Let my prayer ascend
08 - Nine Sacred Pieces - 9. Today, the heavenly powers
09 - Chorus of Flower and Insects

DISCO 04

01 - Symphony No.5 in D minor, Op.47 - 1. Moderato
02 - Symphony No.5 in D minor, Op.47 - 2. Allegretto
03 - Symphony No.5 in D minor, Op.47 - 3. Largo
04 - Symphony No.5 in D minor, Op.47 - 4. Allegro non troppo

DISCO 05

01 - Song of the Forests, Op.81 - 1. At the war ends
02 - Song of the Forests, Op.81 - 2. 1. forests let us clothe our land
03 - Song of the Forests, Op.81 - 3. Remembrance of the past
04 - Song of the Forests, Op.81 - 4. Children plant the forest
05 - Song of the Forests, Op.81 - 5. Arise to great deeds all ye people
06 - Song of the Forests, Op.81 - 6. Promnade in the future
07 - Song of the Forests, Op.81 - 7. Glory!

Moscow Radio Symphony Orchestra
Vladimir Fedoseev, regente 

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