sábado, 30 de abril de 2011

The Baroque Experience - Vivaldi, J.S. Bach, CPE Bach e Telemann (CDs 1 e 2 de 5)

O século XVII trouxe à música a revolução mais profunda desde aquela promovida pela Ars nova no século XIV, e talvez tanto quanto a que foi implementada pela música moderna no século XX. É certo que tais mudanças não surgiram do nada e tiveram precursores, e demoraram anos até serem absorvidas em larga escala, mas em torno do ano 1600 se apresentaram obras que constituem verdadeiros marcos de passagem. Esse novo espírito requereu a criação de um vocabulário musical vastamente expandido e uma rápida evolução na técnica, especialmente a vocal. As origens do Barroco musical estão no contraste entre dois estilos nitidamente diferenciados, o chamado prima prattica, o estilo geral do século XVI, e o seconda prattica, derivado de inovações na música de teatro italiana. Na harmonia, outra área que sofreu mudança significativa, abandonaram-se os modos gregos ainda prevalentes no século anterior para adotar-se o sistema tonal, construído a partir de apenas duas escalas, a maior e a menor, que encontrou sua expressão mais típica na técnica do baixo contínuo. Além disso, se verificou uma primazia do texto e dos afetos sobre a forma e a sonoridade; a sobrevivência do contraponto e estilos polifônicos, especialmente na música sacra, mas descartando texturas intrincadas onde o texto se torna incompreensível, como ocorria no Renascimento; a teorização da performance com tratados e manuais para profissionais e amadores; a introdução de afinações temperadas e de formas concertantes; a primazia do baixo e da melodia nas estruturas; a popularização da melodia; o uso da dissonância como recurso expressivo; a ênfase nas vozes superior e inferior; a passagem das sonoridades interválicas para as acórdicas, e o desenvolvimento de escolas nacionais. Entretanto, assim como nas outras artes, o Barroco musical foi uma pletora de tendências distintas, e George Buelow considera que a diversidade foi tão grande que o conceito perdeu relevância como definição de uma unidade estilística, mas reconhece que o termo se fixou na musicologia. No terreno da simbologia e linguagem musical, foi de grande importância o desenvolvimento da doutrina dos afetos, propondo que recursos técnicos específicos e padronizados usados na composição podiam despertar emoções no ouvinte igualmente específicas e comuns a todos. A doutrina teve sua primeira formulação no final do Renascimento através do trabalho de músicos florentinos que estavam engajados na ressurreição da música da Grécia Antiga e que foram os fundadores da ópera. De acordo com sua interpretação de idéias de Platão, procuravam estabelecer relações exatas entre palavra e música. Para eles uma idéia musical não era somente uma representação de um afeto, mas sua verdadeira materialização.[73] Os recursos técnicos da doutrina foram minuciosamente catalogados e sistematizados por vários teóricos do Barroco como Athanasius Kircher, Andreas Werckmeister, Johann David Heinichen e Johann Mattheson. Mattheson escreveu com especial detalhe sobre o assunto em seu Der vollkommene Capellmeister (O perfeito mestre de capela, 1739). Como exemplo, disse que os intervalos amplos suscitavam alegria, e a tristeza era despertada por intervalos pequenos, a fúria se descrevia com uma harmonia rude associada a um tempo rápido. A doutrina teve uma aplicação particulamente importante no desenvolvimento da ópera. A opera seria se estruturava sobre diversas convenções, e as árias se construíam sobre modelos padronizados para cada tipo de emoção a ser ilustrada. Por exemplo, árias de fúria tipicamente eram em tempos rápidos com muitas vocalizações em coloratura, intervalos amplos e tempos rápidos, frequentemente na clave de ré menor, enquanto que árias de amor muitas vezes eram compostas em lá maior. Tais convenções eram tão padronizadas que se por qualquer motivo um cantor não apreciasse uma certa ária composta para ele podia sem maiores problemas substituí-la por outra de sua preferência, de outra fonte, desde que expressasse o mesmo afeto.

Fonte: Wikipédia

DISCO 01

Antonio Vivaldi (1678-1741) -
Primavera Concerto in E Major Op. 8 No. 1
1) I. Allegro
2) II. Largo
3) III. Allegro

Verão Concerto in G Minor Op. 8 No. 2
4) I. Allegro non molto; Allegro
5) II. Adagio
6) III. Presto

Outono Concerto in F Major Op. 8 No. 3
7) I. Allegro
8) II. Adagio molto
9) III. Allegro

Inverno Concerto in F Minor Op. 8 No. 4
10) I. Allegro non molto
11) II. Largo
12) III. Allegro

Concerto For Flute & Strings No. 2
13. Largo
14. Presto (Fantasmi) Largo
15. Presto
16. Largo (Il Sonno)
17. Allegro

Concerto For Strings In G Minor
18. Concerto For Strings In G Minor

Concerto in G Major 'Alla Rustica'
19. Presto
20. Adagio
21. Allegro

Concerto For Four Violins And Cello, Op.3 No.10
22. Concerto For Four Violins And Cello, Op.3 No.10

DISCO 02

Johann Sebastian Bach (1865-1750)
Brandenburg concerto No. 3 in G major, BWV 1048
01. 1. I Allegro
02. 2. II Adagio
03. 3. III Allegro

Brandenburg concerto No. 4 in G major, BWV 1049
04. 1. I Allegro
05. 2. II Andante
06. 3. III Presto

C.P.E. Bach (1714-1788) -

Symphony No. 1 in G Major
07. I Allegro di molto
08. II Poco Adagio
09. III Presto

Johann Sebastian Bach (1865-1750)

Concerto for Two Violins & Orchestra in D min
10. I Vivace
11. II Largo
12. III Allegro

Sinfonia from Christmas Oratorio
13. Sinfonia from Christmas Oratorio

George Philipp Telemann (1681-1767)

Concerto for Three Trumpets & Orchestra in D
14. I Largo
15. II Allegro
16. III Adagio
17. IV Presto
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The Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood, regente

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3 comentários:

Anônimo disse...

Caríssimo amigo Carlinus, excelente a postagem e ainda mais a apresentação do CD e contexto. Inaugurando a era dos divos e divas, à epoca mencionada também ficou famosa pelo fato dos cantores exigirem de seus compositores davoritas as famosas árias de baú - ou seja, árias onde poderiam demonstrar seus virtuosismos canoros, ainda que a letra e a música nada tivessem a ver com a obra apresentada. Um dos mais famosos castrati que demandava tais excentricidades foi Farinelli. Vale a pena buscar o DVD em alguma boa locadora para compreender o drama de tais vozes fabricadas. Surpreendentes são os únicos registros de castrato feitos em Roma por Alessandro Moreschi, o último dos castrati, que interpreta a Ave Maria, Crucifixus e Ideale de Tosti, encontrados no YouTube. Note-se que ele fazia parte do corpo musical do Vaticano - o eunuco do Papa ! Algo impensável para os dias atuais... Um tríplice abraço, de teu amigo wagneriano, A.C.

Leonardo Teixeira disse...

Tens os números BWV das obras de Bach?

Anônimo disse...

Magníficas aportaciones sobre Bach. Gracias.