sábado, 8 de novembro de 2014

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Shostakovich- Symphony No. 4 in C Minor, Op. 43


Neste disco despretensioso do selo Naxos, eis que ouvi uma das versões mais poderosas da Sinfonia número 4, de Dmitri Shostakovich, essa sumidade que tanto me fascina. A Sinfonia número 4 é um trabalho em cuja força e visceralidade, visualizamos os humores dos tenebrosos anos 30 na União Soviética. Shosta escreveu sua Sinfonia número 4 entre os anos de 1935 e 1936. Nela notamos uma espécie de "aviso sobre o perigo". Em 1934, Shosta escrevera a sua famosa ópera Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk, baseada na novela de Nikolai Leskov e sofrera sanções dramáticas pelo próprio Stálin. Mas não se intimidou. Escreveu este trabalho poderoso, contestador, cheio de humores pesados e nuvens de feições inamistosas. Acredito que essa versão da Naxos tenha conservado o espírito desejado pelo compositor. Já escutei quatro vezes este disco. Uma boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

 Shostakovich- Symphony No. 4 in C Minor, Op. 43
01. Allegretto poco moderato
02. Moderato con moto
03. Largo-Allegretto

Você pode comprar este disco na Amazon

Czecho-Slovak Radio Symphony Orchestra (Bratislava)
Ladislav Slovak, regente


*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela juda a manter o nosso blog vivo!

Um comentário:

flavio nunes disse...

Em primeira instância gostaria de agradecer profundamente pelo serviço prestado por este espaço. Sou um leigo se tratando de música erudita. Antes tinha uma visão pessimista sobre o que era a música erudita. Mas pelos seus textos essa visão foi se modificando, foi sendo desmitificada. Achava a música bela, mas ela me parecia coisa de "intelectuais" era como se só alguns "escolhidos" pudessem compreender e aprecia-la. Com esse espaço percebi que não, aumentei os meus conhecimentos, sobre compositores, interpretes e etc... A música erudita tornou-se minha religião, minha ligação com o divino o metafísico. Bach, Beethoven, Mozart e etc... Não estão mortos, seus espíritos permanecem vivos nas suas obras. E como se eles quando viveram moldassem o seu paraíso, diante do qual mesmo quando o corpo sucumbe-se diante do tempo e da finitude da vida, eles pudessem viver ali, impregnados na sua arte, dizendo assim para a morte: “A arte a tudo supera, a morte reduz tudo o que é físico, mas a arte não é física, é além, além do bem e do mal, além do trivial, uma tapa na cara diante da previsibilidade dos destinos já traçados.” sei que minhas palavras podem soar muito vazias e superficiais, mas são sinceras. Obrigado por apresentar a arte de maneira tão profunda e simples continue a citar aqui e no seu blog, o efeito da música erudita na sua vida. A humanidade precisa de mais gente como você, parabéns por este espaço. Se possível me de dicas de livros e etc... Para me aprofundar mais nessa arte. Muito obrigado, vida longa ao blog. Abç!