domingo, 4 de janeiro de 2026

Johann Sebastian (1685-1750) - Concertos

Extraído do encarte do disco:

"Trata-se de uma excelente coletânea em cinco CDs. O box reúne praticamente todos os concertos de Johann Sebastian Bach, com exceção dos Concertos de Brandemburgo — uma ausência lamentável, já que as gravações de Trevor Pinnock dessas obras são consideradas excepcionais. Ainda assim, o conjunto impressiona pela qualidade e oferece algumas das páginas mais agradáveis da obra de Bach, em interpretações de alto nível.

Nos Concertos para Cravo, Pinnock assume o papel de solista e deixa claro por que é um músico tão respeitado e admirado. Sob seus dedos — e também sob sua direção —, a música ganha vida. Muitas dessas gravações, lançadas originalmente no início dos anos 1980, estabeleceram padrões que influenciaram gerações de intérpretes de Bach. O mais notável é que continuam soando atuais, envolventes e cheias de energia, mesmo décadas depois. Pinnock divide o palco com outros grandes cravistas nos concertos para dois, três e quatro cravos, como Kenneth Gilbert, Nicholas Kraemer e Lars Ulrich Mortensen. O Concerto para Quatro Cravos, em especial, é um verdadeiro destaque e proporciona um prazer musical raro.

Os demais concertos mantêm o mesmo nível de excelência. Simon Standage apresenta interpretações refinadas nos concertos para violino e se une a Elizabeth Wilcock em uma versão memorável do Concerto para Dois Violinos. Já David Reichenberg se destaca tanto no delicado Concerto para Oboé d’Amore quanto no Concerto para Oboé e Violino, ao lado de Standage. De modo geral, todos os solistas entregam atuações de altíssimo nível, com o conjunto The English Consort oferecendo um acompanhamento coeso e exemplar.

Com ótima qualidade de gravação e encartes informativos, este é um box pensado para durar a vida toda. Mesmo quem já possui outras versões dessas obras encontrará aqui novas perspectivas e muito prazer musical. Em resumo, trata-se de uma verdadeira joia".

Não deixe de ouvir este material imperdível. Uma boa apreciação! 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - 

DISCO 01

Concerto for Harpsichord, Strings, and Continuo No.1 in D minor, BWV 1052
01. I. Allegro - 7:26
02. II. Adagio - 6:19
03. III. Allegro - 7:53

Concerto for Harpsichord, Strings, and Continuo No.2 in E, BWV 1053

04. I. (Allegro) - 7:36
05. II. Siciliano - 5:14
06. III. Allegro - 6:04

Concerto for Harpsichord, Strings, and Continuo No.3 in D, BWV 1054
07. I. - 7:42
08. II. Adagio e piano sempre - 6:55
09. III. Allegro - 2:33

DISCO 02

Concerto for Harpsichord, Strings, and Continuo No.4 in A, BWV 1055
01. I. (Allegro moderato) - 4:15
02. II. Larghetto - 5:45
03. III. Allegro ma non tanto - 3:31

Concerto for Harpsichord, Strings, and Continuo No.5 in F minor, BWV 1056
04. I. (Allegro) - 3:05
05. II. Largo - 2:51
06. III. Presto - 3:32

Concerto for Harpsichord, 2 Recorders, Strings, and Continuo No.6 in F, BWV 1057
07. I. – - 7:00
08. II. Andante - 4:21
09. III. Allegro assai - 5:10

Concerto for Harpsichord, Strings, and Continuo No.7 in G minor, BWV 1058
10. I. – - 3:42
11. II. Andante - 6:21
12. III. Allegro assai - 3:46

Concerto for 2 Harpsichords, Strings, and Continuo in C minor, BWV 1060
13. I. Allegro - 5:13
14. II. Adagio - 5:30
15. III. Allegro - 3:39

DISCO 03

Concerto for 2 Harpsichords, Strings, and Continuo in C, BWV 1061
01. I. W/o Tempo Indication - 7:46
02. II. Adagio ovvero Largo - 5:01
03. III. Fuga - 5:57

Concerto for 2 Harpsichords, Strings, and Continuo in C minor, BWV 1062
04. I. W/o Tempo Indication - 3:58
05. II. Andante e piano - 5:56
06. III. Allegro assai - 4:42

Concerto for 3 Harpsichords, Strings, and Continuo No.1 in D minor, BWV 1063
07. I. (Allegro) - 5:10
08. II. Alla siciliana - 3:47
09. III. Allegro - 4:57
10. IV. (Allegro) - 6:15
11. V. Adagio - 5:28
12. VI. Allegro - 4:37

Concerto for 4 Harpsichords, Strings, and Continuo in A minor, BWV 1065
13. I. (Allegro) - 4:02
14. II. Largo - 2:08
15. III. Allegro - 3:23

DISCO 04

Concerto for Flute, Violin, Harpsichord, and Strings in A minor, BWV 1044
01. I. Allegro - 8:40
02. II. Adagio ma non tanto e dolce - 5:38
03. III. Tempo di Allabreve - 7:10

Concerto for 2 Harpsichords, Strings, and Continuo in C minor, BWV 1060

04. I. Allegro - 5:04
05. II. Adagio - 5:03
06. III. Allegro - 3:25

Concerto for Harpsichord, Strings, and Continuo No.4 in A, BWV 1055
07. I. (Allegro moderato) - 4:39
08. II. Larghetto - 5:49
09. III. Allegro ma non tanto - 4:22

DISCO 05

Violin Concerto No.1 in A minor, BWV 1041
01. I. (Allegro moderato) - 3:36
02. II. Andante - 7:14
03. III. Allegro assai - 3:28

Violin Concerto No.2 in E, BWV 1042
04. I. Allegro - 7:35
05. II. Adagio - 6:38
06. III. Allegro assai - 2:34

Concerto for 2 Violins, Strings, and Continuo in D minor, BWV 1043
07. I. Vivace - 3:40
08. II. Largo ma non tanto - 6:32
09. III. Allegro - 4:31

The English Concert
Trevor Pinnock, direção e cravo 

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sábado, 3 de janeiro de 2026

Franz Liszt (1811-1886) - Missa Choralis e Via Crucis

Extraído do encarte do encarte do disco:

"A posição de Liszt como compositor para a Igreja sempre foi controversa. O paradoxo de que o músico mais moderno de sua época - defensor dos ideais revolucionários de 1789, 1830 e 1848 - tenha acabado por escrever música para uma instituição vista como bastião do conservadorismo e da reação levou muitos a questionarem suas motivações. Com a secularização acelerada da cultura, Liszt passou a ser encarado como um artista desiludido, e sua decisão de receber ordens menores em 1865 foi interpretada como uma guinada surpreendente para alguém de vida tão mundana.

Na realidade, Liszt escreveu música sacra com um claro propósito reformador. O estado lamentável da música litúrgica na primeira metade do século XIX - quando era comum ouvir cabalettas de ópera adaptadas a textos religiosos - levou o compositor a buscar inspiração no cantochão e na música de Palestrina. Composta em 1865, o mesmo ano em que recebeu ordens menores, a Missa Choralis incorpora esses dois elementos. A influência do cantochão permeia o material temático, ainda que reinterpretada por meio da linguagem harmônica ousadamente original e intensamente cromática de Liszt.

Via Crucis (1866–1878) é uma obra extraordinária. Trata-se de uma devoção que descreve o caminho de Cristo carregando a cruz, dividida em quatorze “estações” ou etapas. A maioria das igrejas católicas apresenta imagens ou esculturas dessas cenas ao longo das paredes da nave, geralmente sete de cada lado. A prática devocional consiste em meditações sobre cada cena, normalmente acompanhadas de orações e cânticos. Quando o número de participantes permite, o grupo se desloca pela igreja, detendo-se em cada estação. Foi esse percurso que Liszt imaginou ao compor a obra. Em uma de suas criações mais pessoais, o compositor apresenta uma sequência de miniaturas radicalmente expressionistas, de intensidade emocional profunda".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Franz Liszt (1811-1886) - 

01. Missa Choralis
02. Via Crucis 
03. Missa Choralis: Credo
04. Missa Choralis: Sanctus
05. Missa Choralis: Benedictus
06. Missa Choralis: Agnus Dei
07. Via Crucis: Einleitung
08. Via Crucis: Station I
09. Via Crucis: Station I
10. Via Crucis: Station II
11. Via Crucis: Station IV
12. Via Crucis: Station V
13. Via Crucis: Station VI
14. Via Crucis: Station VII
15. Via Crucis: Station VIII
16. Via Crucis: Station IX
17. Via Crucis: Station X
18. Via Crucis: Station XI 
19. Via Crucis: Station XII
20. Via Crucis: Station XIII 
21. Via Crucis: Station XIV 

Corydon Singer
Matthew Best, regente
Thomas Trotter, órgão
Leigh Melrose, barítono 

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Sir Edward Elgar (1857-1934) - Enigma Variations e Pomp and Circumstance - March No. 1 in D Major Op. 39 e March No. 4 in G Major Op. 39

Existem obras que, de tanto gostar, posso ouvir, duas três, quatro vezes seguidas. É o que acontece com essas "Variações", de Edward Elgar. Existe algo de belo, trágico e solene nelas. Quando foram escritas, em 1899, a música inglesa atravessava um marasmo de alguns séculos. Há quem brinque dizendo que houve um intervalo de silêncio entre Purcell, um dos maiores compositores ingleses de todos os tempos - do século XVI - até o século XX. Por mais que seja uma brincadeira, há um fundo histórico de verdade nessa afirmação.

O fato é que "As Variações Enigmas" é uma obra sofisticada. Após a sua estreia, a obra fez um enorme sucesso e projetou o nome do seu compositor; inevitavelmente, as atenções se voltaram para a Inglaterra. O século XX foi bem mais interessante do que os três séculos anteriores. Pode-se citar, por exemplo, os nomes de Benjamin Britten, Ralph Vaughan Williams e o próprio Edward Elgar. 

A obra parte de um tema simples, apresentado logo na abertura, que serve de base para 14 variações. Cada uma delas é um retrato musical - uma espécie de caricatura sonora - de pessoas próximas ao compositor: amigos, familiares e até o próprio Elgar. As iniciais que dão nome às variações funcionam como pistas de um álbum íntimo transformado em música. 

A Variação que mais me chama a atenção é a de número IX (Nimrod). Foi dedicada a Augustus Jaeger, amigo muito próximo do compositor. Nimrod é um personagem da mítica da Bíblia. A menção ao seu nome se encontra no livro de Gênesis.  Era filho de Cuxe, cujo avô era Cam, filho de Noé; portanto, Nimrod era bisneto de Noé. É descrito como o primeiro homem mais poderoso da terra. Nimrod significa "divino filho do céu". O nome procede um verbo hebraico cujo significado é "rebelar". Não se sabe o que Elgar pretendia dizer quando deu esse nome à nona variação. 

Sua característica lenta e solene, cria um efeito transcendente capaz de nos fazer pensar em realidades sublimes. Ao escutá-la, sentimo-nos mais humanos, pois ela está carregada de um respeito solene pela vida. Talvez, resida aí a ideia divina que emana do céu. Será que Elgar pensou nisso? Eis um verdadeiro enigma (risos). 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!  

Sir Edward Elgar (1857-1934) - 

01. Theme (Enigma) -  Andante - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
02. Variation I - C.A.E. Andante - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
03. Variation II - H.D.S.-P. -  Allegro - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
04. Variation III - R.B.T. -  Allegretto - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
05. Variation IV - W.M.B. -  Allegro di molto - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
06. Variation V - R.P.A. -  Moderato - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
07. Variation VI - YSOBEL -  Andantino - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
08. Variation VII - TROYTE -  Presto - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
09. Variation VIII - W.N. -  Allegretto - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
10. Variation IX - NIMROD -  Adagio - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
11. Variation X - DORABELLA (Intermezzo) -  Allegretto - Variations on an Original Theme
12. Variation XI - G.R.S. -  Allegro di molto - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
13. Variation XII - B.G.N. -  Andante - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
14. Variation XIII -  (Romanza) -  Moderato - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
15. Variation XIV - E.D.U. (Finale) -  Allegro - Variations on an Original Theme (Enigma), Op. 36
16. Pomp and Circumstance -  March No. 1 in D Major Op. 39 (
17. Pomp and Circumstance -  March No. 4 in G Major Op. 39

Philharmonia Orchestra
Sir John Barbirolli, regente 

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Claude Debussy (1862-1918) - Etudes, CD 143, Sergei Prokofiev (1891-1953) - Etudes, Op. 2 e Béla Bartók (1881-1945) - 3 Etudes, Sz. 72

Este disco é um muito bom. Reúne três dos mais importantes compositores do século XX. Embora tenham nascido no final do século XIX, foram responsáveis por determinar o destino da música do século XX. O disco reúne "estudos" de Debussy, Prokofiev e Bartók. Diferentemente dos famosos estudos de Chopin, que eram repletos de camadas de poesia, lirismo e técnica, os estudos aqui encontrados não são apenas uma realização de destreza estética; eles estão carregados por uma linguagem que aponta para a a possibilidade sonora, estética e de expressividade.

O primeiro deles é o de Debussy. Foram escritos entre os anos de 1915 e 1917. É o seu último grande ciclo para piano. O piano deixa de ser meramente percussivo e passa a ter uma fluidez e uma ambiguidade sonora e inventiva. É bonito e poético. É um exercício de ousadia estética. 

Em seguida, aparece o Opus 2 de Prokofiev. Foi escrito em 1909. À época, o compositor tinha apenas dezenove anos de idade. O russo não procura a sutileza, mas, sim, o impacto. A estética do choque, da energia e da ironia, marcas que seguirão o compositor pelos anos à frente. E, finalmente, aparece Bartók. Os três estudos aqui apresentados foram escritos em 1918 e revelam um compositor interessado tanto na exploração técnica quanto na reorganização profunda da linguagem musical.Os estudos apresentam estruturas rigorosas, padrões repetitivos e uma pulsação quase primitiva, que antecipa muitas das experimentações do século XX.

Sendo assim, não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

01 - Etudes, CD 143_ I. Pour les cinq doigts (d'après Monsieur Czerny)
02 - Etudes, CD 143_ II. Pour les tierces
03 - Etudes, CD 143_ III. Pour les quartes
04 - Etudes, CD 143_ IV. Pour les sixtes
05 - Etudes, CD 143_ V. Pour les octaves
06 - Etudes, CD 143_ VI. Pour les huit doigts
07 - Etudes, CD 143_ VII. Pour les degrés chromatiques
08 - Etudes, CD 143_ VIII. Pour les agréments
09 - Etudes, CD 143_ IX. Pour les notes répétées
10 - Etudes, CD 143_ X. Pour les sonorités opposées
11 - Etudes, CD 143_ XI. Pour les arpèges composés
12 - Etudes, CD 143_ XII. Pour les accords
13 - Etudes, Op. 2_ I. Allegro in D Minor
14 - Etudes, Op. 2_ II. Moderato in E Minor
15 - Etudes, Op. 2_ III. Andante semplice in C Minor
16 - Etudes, Op. 2_ IV. Presto energico in C Minor
17 - 3 Etudes, Sz. 72_ I. Allegro molto
18 - 3 Etudes, Sz. 72_ II. Andante sostenuto – Più mosso
19 - 3 Etudes, Sz. 72_ III. Rubato – Molto sostenuto – Tempo giusto – Rubato

Garrick Ohlsson, piano 

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Wilhelm Stenhammar (1871–1927) - Symphony No. 2 in G minor, Op. 34 e Musik Till August Strindberg's "Ett drömspel"

Texto extraído da apresentação do disco:

"O compositor sueco Wilhelm Stenhammar escreveu três sinfonias, mas a primeira foi retirada de circulação pública e a terceira permaneceu inacabada. Com isso, a Sinfonia nº 2 em sol menor (1911–1915) destaca-se como a única obra plenamente realizada e representativa de seu pensamento sinfônico, revelando considerável inovação formal e um estilo pessoal vigoroso. Ainda assim, é evidente que grande parte de sua inspiração vem da Sinfonia nº 2 em ré maior, de Jean Sibelius.

Nesta gravação, sob a regência de Christian Lindberg à frente da Orquestra Sinfônica da Antuérpia, a obra recebe uma interpretação robusta, que não minimiza a influência sibeliana — ao contrário, parece celebrá-la, sobretudo no desenvolvimento orgânico de temas amplos e nos longos e intensos crescendos.

O programa é complementado por uma versão de concerto de Ett drömspel (Um Sonho), música incidental composta por Stenhammar em 1916 para a peça homônima de August Strindberg. As imagens mutáveis e a ação irracional do palco encontram eco em uma música sombria e atmosférica, posteriormente condensada em uma fantasia orquestral contínua por Hilding Rosenberg, em 1970".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!  

Wilhelm Stenhammar (1871–1927) - 

Symphony No. 2 in G minor, Op. 34
01. Allegro energico
02. Andante
03. Scherzo. Allegro, ma non troppo presto
04. Finale. Sostenuto - Allegro vivace alla breve
05. Musik Till August Strindberg's "Ett drömspel" (1916)

Antwerp Symphony Orchestra
Christian Lindberg, regente 

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Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98 e Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Symphony No. 7 in A Major, Op. 92

Primeira postagem de 2026. Após 16 anos de blog, ainda continuamos por aqui. Impelimos a marcha solitariamente. Em abril, se tudo der certo, chegaremos ao décimo sétimo ano de existência. Em 2025, foram 470 postagens; um número bem menor que o de 2024; naquela ocasião, foram 630. Mas, é importante mencionar que, naquele ano, não havia texto inserido nas postagens, algo que voltamos a fazer em 2025. 

O fato é que após tanto tempo, fica um questionamento: até quando continuar? Além disso, outra pergunta surge: por que continuar a fazer um trabalho como este em tempos de Spotify, Amazon Music, Deezer ou Tidal, por exemplo? Não sei. Talvez, eu o faça (1), pois me força a ouvir música clássica diariamente - algo sem a qual eu não consigo viver; (2) por ser uma forma prazerosa de aprender com a vida de artistas extraordinários; e (3) pela possibilidade de fazer algo em prol da beleza. Isso parece meio vago, mas são justificativas que estruturam a a minha vontade. 

Sei que, às vezes, pareço meio insensível, pois não respondo às mensagens para revalidar links quebrados. Não parece, mas leio todos os pedidos. É difícil atender a todas as solicitações. Tenho os arquivos. Revalidá-los é um trabalho de outra ordem, que exige tempo. E tempo para mim é uma coisa complicada. Portanto, peço desculpas pelo fato de não atender à maioria das solicitações. Vou tentar me esforçar, em 2026, para ser mais rápido; e, ao menos, uma vez por semana, restaurar um arquivo quebrado. 

Escutei o presente disco ontem. Escute-o também. Todo início de ano, promessas são feitas. Eu, por exemplo, prometi para mim mesmo que, em 2026, lerei mais poesia - pelo menos um poema por dia.  Também desejo que você faça o mesmo. A melhor forma de começar o ano é entrando em contato com a beleza, com o indizível, portanto escute as duas sinfonias deste disco. 

Mais uma vez, aos seis visitantes que ainda frequentam este espaço - ou àqueles que chegam por aqui de forma acidental -, desejo um extraordinário 2026. Que a beleza - e a música propicia isso - conduza os nossos afetos. Boa apreciação!

01. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: I. Allegro non troppo (12:53)
02. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: II. Andante moderato (12:19)
03. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: III. Allegro giocoso (7:01)
04. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: IV. Allegro energico e passionato (10:54)
05. Symphony No. 7 in A Major, Op. 92: I. Poco sostenuto - Vivace (15:08)
06. Symphony No. 7 in A Major, Op. 92: II. Allegretto (9:34)
07. Symphony No. 7 in A Major, Op. 92: III. Presto - Assai meno presto (8:14)
08. Symphony No. 7 in A Major, Op. 92: IV. Allegro con brio (7:34)

Chicago Symphony Orchestra
Carlo Maria Giulini, regente 

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