segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Alfred Schnittke (1934-1998) - Violin Concerto No. 1 e Violin Concerto No. 2

Filho de um jornalista judeu da Alemanha e de uma professora de origem católica do Volga alemão. Iniciou os estudos musicais em Viena. Aos 14, mudou-se para Moscou onde se formou em piano e regência coral. Graduou-se no Conservatório de Moscou, onde concluiu sua pós-graduação e trabalhou como professor até os 38 anos de idade. A partir de 1972, dedicou-se ao cinema e compôs mais de 60 bandas sonoras em menos de 12 anos. Paralelamente aos filmes, alcançou prestígio internacional pela composição do Concerto Grosso nº 1, passando a reger suas obras. Chegou a conhecer Dmitri Shostakovich, por quem tinha muita admiração musical. No entanto, não tiveram um contacto muito próximo. Escreveu nove Sinfonias, inúmeros concertos, três óperas, ballets, seis concertos e música de câmara. Recebeu prémios e condecorações por toda a Europa e Estados Unidos. Em 1985 sofreu o primeiro de uma série de derrames que o levaram à morte aos 64 anos.

Daqui

Alfred Schnittke (1934-1998) - Violin Concerto No. 1 e Violin Concerto No. 2

Violin Concerto No. 1
01. Allegro non Tanto
02. Presto
03. Andante
04. Allegro Scherzando

Violin Concerto No. 2
05. Violin Concerto No 2

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Malmö Symphony Orchestra
Eri Klas, regente
Mark Lubotsky, violino

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domingo, 11 de dezembro de 2011

Robert Schumann (1809-1856) - Kinderszenen, Op. 15, Kreisleriana, Op. 16 e Fantasia em Dó maior, Op. 17

Curiosamente, esta é a postagem de número 800 do blog. Ou seja, um número considerável. Há dois anos e pouco mais de 6 meses, temos disseminado teimosamente a beleza imortal da música. Decidi postar este CD, pois a audição dele me causou uma impressão positiva. São obras de grande delicadeza, que atestam a grandiosidade de Schumann. As Cenas Infantis são uma das coisas mais belas e sensíveis produzidas pelo Romantismo. São pequenas paisagens constituidoras de um mosaico de delicadezas. Os devaneios são um dos momentos mais tocantes da obra. Aperece, ainda, a belíssima Kreisleriana. Ou seja, trata-se de um registro causador de profundas impressões. Não deixe de ouvi-lo. Uma boa apreciação!

Robert Schumann (1809-1856) - Kinderszenen, Op. 15, Kreisleriana, Op. 16 e Fantasia em Dó maior, Op. 17

Kinderszenen, Op. 15
01. Von fremden Laendern und Menschen
02. Kuriose Geschichte
03. Haschemann
04. Bitterndes Kind
05. Glueckes genug
06. Wichtige Begebenheit
07. Traemerei
08. Am Kamin
09. Ritter vom Steckenpferd
10. Fast zu ernst
11. Fuerchtenmachen
12. Kind im Einschlummern
13. Der Dichter spricht

Kreisleriana, Op. 16
14. Aeusserst bewegt
15. Sehr innig
16. Sehr aufgeregt
17. Sehr langsam
18. Sehr lebhaft
19. Sehr langsam
20. Sehr rasch
21. Schnell und spielend

Fantasia em Dó maior, Op. 17
22. Durchaus fantastisch und leidenschaftlich vorzutragen - Im Legendenton - Tmpo 1
23. Maessig.Durchaus energisch - Etwas langsamer - Viel bewegter
24. Langsam getragen.Durchweg leise zu halten - Etwas bewegter

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Annie Fischer, piano


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Felix Mendelssohn (1809-1847) - String Quintet No 1 in A major, Op 18 e String Quintet No 2 in B flat major, Op 87

Manhã de domingo de uma chuva fina e inexpressiva, modorrenta, aqui na Capital Federal. Decidi ouvi este CD ensolarado e delicado a fim de gerar paradoxos. Traz a fragrância juvenil e genial da alma de Felix Mendelssohn. A capa desse CD já é um convite ao labor dos sentidos e à fantasia. Acho fenomenais essas capas da Hyperion. Faz a imaginação trabalhar, articular ideias, viajar para mundos mágicos. Mas como percebem, estou tergiversando demais. Vamos à música. Ela é simples e delicada, como simples e delicadas são as coisas puras e santas. Uma boa apreciação!

Felix Mendelssohn (1809-1847) - String Quintet No 1 in A major, Op 18 e String Quintet No 2 in B flat major, Op 87

String Quintet No 1 in A major, Op 18
01. Allegro con moto [11'07]
02.Intermezzo. Andante sostenuto [7'39]
03. Scherzo. Allegro di molto [4'13]
04. Allegro vivace [6'00]

String Quintet No 2 in B flat major, Op 87
05. Allegro vivace [9'45]
06. Andante scherzando [4'39]
07. Adagio e lento [8'40]
08. Allegro molto vivace [5'29]

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The Raphael Ensemble
Anthony Marwood, Catherine Manson, violinos
Timothy Boulton, Louise Williams, violas
Adrea Hess (Op.18), Michael Stiriling (Op.87), cellos

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphonies Nos. 6 , 7 e 9 (CDs 4 e 5 de 12)

Vamos a mais uma daquelas postagens arrebatadoras. Quando vemos algo assim, surge um imperativo que nos impulsiona a baixar o CD imediatamente. Cada um dos 12 Cds dessa caixa merece o mais destacado elogio. Cada uma das gravações foram feitas por alguém que conhece cada nota, cada emoção despejada na partitura por Dmitri Shostakovich. Kitajenko nasceu em Leningrado, portanto possui as prerrogativas necessárias para o empreendimento. A música de Shosta, uma das minhas paixões (como tantas vezes expresso aqui), não precisa apenas de força. Ela necessita de um conjunto que saiba lhe arrancar as fortes emoções depositadas nos subterrâneos de cada expressão, de cada entonação expressas por Shostakovich. As três sinfonias aqui encontradas - 6, 7 e 9 - estão em um contexto de guerra, num dos momentos mais tensos do século XX. Somente quem presenciou isso de forma densa e épica tem autoridade para registrar em forma de poema selvagem e duro aquilo que os olhos viram e o coração sentiu. Uma boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphony No. 6 in B minor, op. 54, Symphony No. 7 in C major, op. 60 "Leningrad" e Symphony No. 9 in E flat major, op. 70

DISCO 01

Symphony No. 6 in B minor, op. 54
01. I. Largo
02. II. Allegro
03. III. Presto

Symphony No. 7 in C major, op. 60 "Leningrad"
04. I. War. Allegro
05. II. Memories. Moderato

DISCO 02

01. III. My native Field. Adagio
02. IV. Victory. Allegro non troppo

Symphony No. 9 in E flat major, op. 70
03. I. Allegro
04. II. Moderato
05. III. Presto
06. IV. Largo
07. V. Allegretto - Allegro

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Gürzenich-Orchester Köln
Dmitrij Kitajenko, regente

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Edvard Grieg (1843-1907) - Concerto para piano e Orquestra em Lá menor, Op. 16, Peer Gynt, Suite no. 1, Op. 46 e Peer Gynt, Suite no. 2, Op. 55

Existem duas questões a serem destacadas neste CD: (1) O conjunto não traz uma grande gravação, daquelas que nos arrebata; que nos deixa com a boca aberta. São orquestras e regentes menores do que aqueles que estamos acostumados a ouvir. Mas, apesar desse apescto (quase negativo), a gravação é boa. Vale a apreciação! (2) Só estou postando este CD por se tratar de Grieg. Sou apaixonado por estas duas peças encontradas neste CD - primeiro o maravilhoso, lírico e sensível concerto para piano e orquestra; e, em seguida, a seleção do Peer Gynt, uma das obras mais belas, tristes e atordoantes que eu conheço. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Edvard Grieg (1843-1907) - Concerto para piano e Orquestra em Lá menor, Op. 16, Peer Gynt, Suite no. 1, Op. 46 e Peer Gynt, Suite no. 2, Op. 55

Concerto para piano e Orquestra em Lá menor, Op. 16
01. Allegro molto
02. Adagio
03. Allegro moderato molto e marcato

Radio Symphony Orchestra Ljubljana
Anton Nanut, regente
Dubravka Tomsic, piano

Peer Gynt, Suite no. 1, Op. 46
03. Morning
04. Ase's Death
05. Anitra's Dance
06. In the Hall of the Mountain King

Peer Gynt, Suite no. 2, Op. 55
07. The Abduction of the Bride (Ingrid's Lament)
08. Arabian Dance
09. Peer Gynt's Homecoming
10. Solveig's Song

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Philharmonia Slavonica
Alberto Lizzio, regente

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Gustav Mahler (1860-1911) - "A Canção da Terra" - Das Lied von der Erde

Das Lied von der Erde (ou "A Canção da Terra") é uma obra de Gustav Mahler. É considerada, por alguns críticos, como a obra mais importante deste autor. Nesta obra, tornam-se visíveis as qualidades mais singulares do compositor: a angústia existencial e a sublime grandiosidade. A obra consiste num ciclo de seis canções baseadas em antigos poemas chineses, adaptados para o alemão por Hans Bethge. Mahler trabalhou nesta sua obra durante os últimos verões da sua vida. Conseguiu concluí-la em 1911, pouco antes de morrer, com uma malformação cardíaca avançada. Porém, não chegou a ouvir a sua estréia perante o grande público, apesar de a ter interpretado inúmeras vezes ao piano, auxiliado pelo seu amigo e aluno Bruno Walter - que viria a estreá-la em Munique, em Novembro de 1912, um ano e meio após a morte do compositor. Os poemas que integram o ciclo consubstanciam a filosofia da existência humana. O primeiro, Das Trinklied vom Jammer der Erde ("A Canção-brinde à Miséria da Terra") é uma canção que confronta a eternidade da Terra e o carácter efêmero do homem neste planeta. O segundo, Der Einsame im Herbst ("O Solitário no Outono"), descreve a Terra envolta numa névoa outonal, como alegoria de desencanto amoroso. O terceiro poema, Von der Jugend ("Da Juventude"), recria imagens da juventude: o ruído de "jovens belamente vestidos" dentro de "um pavilhão de verde e branca porcelana". O quarto, Von der Schönheit ("Da Beleza"), retrata uma paisagem campestre, onde a beleza, especialmente a humana, é ressaltada pela luz da natureza e, ao final, um par de jovens trocam calorosos olhares. O quinto, Der Trunkene im Frühling ("O Bêbado na Primavera") relaciona a vida a um mero sonho e assim o personagem entrega-se ao simples prazer de beber. O sexto, Der Abschied ("A Despedida"), reúne um dos tons mais sombrios e melancólicos desta obra, combinando dois poemas que aludem à nostalgia da amizade e à decisão de partir, num estado de serenidade própria das filosofias budistas e zen.

Gustav Mahler (1860-1911) - "A Canção da Terra" - Das Lied von der Erde
01 - Das Trinklied vom Jammer der erde
Canção dos Bebedores Sobre a dor da Terra
02 - Der Einsame im Herbst
O Solitário no Outono
03 - Von der Jugend
A Juventude
04 - Von der Schonheit
A Beleza
05 - Der trunkene im Fruhling
O Bêbado na Primavera
06 - Der Abschied
O Adeus

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BBC Symphony Orchestra
Rudolf Kemp, regente
Janet Baker, contralto
Ludovic Spiess, tenor

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Joseph Haydn (1732-1809) - The London Symphonies Vol. I

Em 1790, o príncipe Nicolau Eszterházy morre e o seu sucessor não seria um apreciador de música. Dissolve por isso toda a estrutura musical da família, ficando a pagar a Haydn uma pensão. Assim, livre das obrigações e sem problemas financeiros, Haydn pôde aceitar uma lucrativa oferta do empresário alemão Johann Peter Salomon, para visitar a Inglaterra e conduzir aí as suas novas sinfonias com uma grande orquestra. Estas, as suas últimas 12 sinfonias, dentre elas a Sinfonia n.º 100 em sol maior, ficarão para a posteridade como as Sinfonias de Londres e são consideradas como um atingir da maturidade da sinfonia clássica. Foi um triunfo apoteótico. Haydn foi convidado a ficar em Londres tal como tinha sucedido anteriormente com Georg Handel. Recusou porém e retornou à Áustria.

Trecho extraído Daqui

Joseph Haydn (1732-1809) - The London Symphonies Vol. I

DISCO 01

Symphony in C minor, Hob. I-95
01. I. Allegro moderato
02. II. Andante
03. III. Menuetto
04. IV. Finale, Vivace

Symphony in B flat, Hob. I-98
05. I. Adagio - Allegro
06. II. Adagio
07. III. Menuetto, Allegro
08. IV. Finale, Presto

Symphony in D, Hob. I-104 ''London''
09. I. Adagio - Allegro
10. II. Andante
11. III. Menuetto, Allegro
12. IV. Finale, Spiritoso

DISCO 02

Symphony in D, Hob. I-96 ''Miracle''
01. I. Adagio - Allegro
02. II. Andante
03. III. Menuetto, Allegretto
04. IV. Finale, Vivace assai

Symphony in B flat, Hob. I-102
05. I. Largo - Vivace
06. II. Adagio
07. III. Menuetto, Allegro
08. IV. Finale, Presto

Symphony in E flat, Hob. I-103 ''Drum Roll''
09. I. Adagio - Allegro con spirito
10. II. Andante piu tosto allegretto
11. III. Menuetto
12. IV. Finale. Allegro con spirito

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Royal Concertgebouw Orchestra

Sir Colin Davis, regente


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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Richard Strauss (1864-1949) - Metamorphosen, study for 23 solo strings, Op. 142 e Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia No. 2, Resurreição

Já havia algum tempo que eu não postava estes deliciosos broadcastings. Após ter analisado alguns deles, decidi-me por este. Traz um conjunto relevante - Richard Strauss, Mahler e Gergiev. Strauss e Mahler são duas figuras imortais para a música do século XX. Eles são os inauguradores da música moderna. Claro, fazer uma afirmação dessas é cair numa generalização perigosa, mas Mahler e Strauss, como diz Alex Ross em O Resto é Ruído, são verdadeiros pontos de inflexão. De Richard Strauss temos a amargurada e melancólica Metamorfose. É uma obra de grande morbidez. Possui um forte langor. O averso, por exemplo, da Segunda de Mahler que surge aqui, exibindo a sua força. É notório na obra a forte presença de Bruckner e Wagner. Os primeiros rabiscos dessa obra foram realizados em 1888. Mahler a completou em 1893 ou 1894. Ela acabou passando por uma revisão em 1910, um ano antes da morte do compositor. É uma obra cheia de tensão, esperança e fé, como fica explícito no último movimento, quando do surgimento do coral. Quem conduz esses mundos sinfônicos é o maestro Valery Gergiev, um mestre, um dos melhores regentes da atualidade. O arquivo está em bloco único. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!




Richard Strauss (1864-1949) -

Metamorphosen, study for 23 solo strings, Op. 142
01. Metamorphosen, study for 23 solo strings, Op. 142

Gustav Mahler (1860-1911) -

Sinfonia No. 2, Resurreição
02 - 1. Allegro Maestoso
03. II. Andante moderato
04. III. In ruhig fliessender Bewegung
05. IV. Urlicht. Sehr feierlich
06. V. Im Tempo des Scherzo

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London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev, regente
Elena Mosuc, soprano
Zlata Bulycheva, mezzo-soprano

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Shostakovich - Sinfonia No. 8 em dó menor, Op. 65 - "Stalingrado" - Link Revalidado

Postado inicialmente em 29/05/2009.

*Dessa vez, coloquei duas versões da Sinfonia no. 8 de Shosta - uma com Rostropovich e outra com Mravinsky.


Após alguns dias de não postagem da integral das sinfonias de Shostakovich, eis que volto à ativa. E desta vez apresento a Sinfonia No. 8. Para alguns, a melhor de todos as sinfonias que Shosta compôs. Pelo menos, na minha humilde opinião, penso que a 11 seja indescritível. A Oitava foi escrita por Shostakovich no ano de 1943, no auge da Segunda Grande Guerra, momento em que já haviam se passado 4 anos de assolação no continente europeu. O exército alemão avançava querendo Moscou. Mal sabia o que lhe esperava. À sua frente tinha Stalingrado - nome em homenagem a Stálin. À essa época, Mravinski era o regente da Orquestra Filarmônica de Leningrado. Segundo conta a história, Shosta a teria composto a Sinfonia no. 8 em homenagem ao maestro. Mas penso que o veio artístico de Shosta derramou-se a fim de denunciar os terrores da guerra. Ouvia há alguns instantes atrás. É de impressionar a taciturnidade da peça, cheia de silêncios, de nuances graves e trágicas. É como se fossêmos conduzidos por um cenário de desolação e morte. Na guerra não ha vida; apenas destruição. A gravidade da peça nos insere num ambiente de nebulosidade. Tenho esta sinfonia também com Mravinski. Qualquer dia desses eu postarei, assim como a 5, 6 e a 10. Boa apreciação. Quem quiser sentir um pouco um o que foi a Segunda Grande Guerra deve ouvir este retrato artístico de fidelidade realística.

Dmitri Shostakovich (1906 - 1975) - Sinfonia No. 8 em dó menor, Op. 65 - "Stalingrado"

1. Adagio. Allegro ma non troppo. Allegro. Adagio
2. Allegretto
3. Allegro non troppo
4. Largo
5. Allegretto. Allegro. Adagio. Allegretto. Andante

National Simphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente

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Ludwig van Beethoven - The Consecration of the House, Op. 124, Concerto para violino in D, Op. 61 e Abertura Leonora No. 3, Op. 72a (REUPLOAD)

Link re-atualizado.

Postado inicialmente em 22/08/2009, 16:56

Como hoje o dia está nublado e indeciso, reverberando efeitos impressionáveis em minha alma, resolvi postar algo do meu compositor predileto - Beethoven. Tomei o intento de postar o concerto para violino em ré, opus 61. Ao meu modo de ver, este é um dos concertos para violino mais belos que já foram escritos. O opus 64 de Mendelssohn é belíssimo também; semelhante é o opus 35 de Tchaikovsky. Ambos ainda não foram postados, mas qualquer dia desses eles surgirão por aqui. O opus 61 é um espetáculo. Possui momentos de profundo lirismo, algo que é comum em Beethoven. Distigue-se dos concertos de Mendelssohn e Tchaikovsky pelo pessimismo, mas o final é um triunfo. Escolhi dois magos para interpretar esta maravilha: Menuhin ao violino e Klemperer na regência. É simplesmente uma das melhores gravações que já ouvir para este concerto. Aparecem ainda neste registro a The Consecration of the House e Abertura Leonora No. 3. Bom deleite!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) The Consecration of the House, Op. 124, Concerto para violino in D, Op. 61 e Abertura Leonora No. 3, Op. 72a

The Consecration of the House, Overture, Op. 124
1. The Consecration of the House [8:06]

Concerto para violino em D, Op. 61*
2. Allegro ma non troppo [24:24]
3. Larghetto [10:23]
4. Rondo (allegro) [10:07]

Yehudi Menuhin, violino

Leonore No. 3, Overture, Op. 72a
5. Leonore No. 3, Overture [14:35]

Total: 67' 59''

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Philharmonia Orchestra
*New Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer, regente

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domingo, 4 de dezembro de 2011

Franz Schubert (1797-1828) - Symphonies 5, 6, 8 e 9 - Rosamunde Overture

De passagem apenas para postar este extraordinário CD com quatro das sinfonias de Franz Schubert. Traz her von Karajan conduzindo, como citado acima, 4 significativas sinfonias do austríaco. Karajan foi um maestro que me deixa com desconfianças. Gravou muita coisa imortal, digna de reverência. Mas por causa de sua atividade incessante - se atreveu por campos que não dominava - e acabou fazendo gravações crassas. A gravação das 4 sinfonias que aparecem aqui foram feitas entre os anos de 1975-1978 - num registro completo das sinfonias do compositor austríaco para a EMI. O fato é que este CD duplo não se enquadra entre aquelas gravações decepcionantes de her Karajan. Muito pelo contrário. Possui força. Elegância e aquela fragrância da música ampla e majestosa de Schubert. A Orquestra é magnífica e her Karajan está em ótimo momento, o que resulta em algo magnífico. Não deixe de ouvir! Uma boa apreciação!

Franz Schubert (1797-1828) - Rosamunde Overture, D 644, Symphony No. 5 in B flat major, D 458, Symphony No. 6 in C major, D 589, Symphony No. 8 in D minor, D 759 "Unfinished" e Symphony No. 9 in C major, D 944 "Great"

DISCO 01

Rosamunde Overture, D 644
01. Rosamunde Overture, D 644

Symphony No. 5 in B flat major, D 458
02. 1. Allegro
03. 2. Andante con moto
04. 3. Menuetto e Trio- Allegro molto
05. 4. Allegro vivace

Symphony No. 6 in C major, D 589
06. 1. Adagio - Allegretto
07. 2. Andante
08. 3. Scherzo- Presto - Trio- Più lento
09. 4. Allegro moderato

DISCO 02

Symphony No. 8 in D minor, D 759 "Unfinished"
01. 1. Allegro moderato
02. 2. Andante con moto

Symphony No. 9 in C major, D 944 "Great"
03. 1. Andante - Allegro ma non troppo
04. 2. Andante con moto
05. 3. Scherzo e Trio- Allegro vivace
06. 4. Finale- Allegro vivace

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Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan, regente


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sábado, 3 de dezembro de 2011

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788) - Complete Flute Concertos

Carl Philipp Emanuel Bach foi o segundo filho de Johann Sebastian Bach. É a segunda vez que ele aparece aqui no blog. Acerca de Carl Philipp é salutar informar que sua obra teve uma ressonância significativa no século XVIII. Ele é considerado por muitos como o "pai do classicismo". Sua obra está no interstício, constituindo um intervalo entre o Barroco e o Classicismo. Haydn, Beethoven e Mozart o tinham em grande estima. O presente CD possui uma música bonita. As melodias são sensíveis. É uma espécie de ente sendo gestado - percebem-se os timbres do barroco, mas o classicismo também está lá. É um CD agradável. Não grandioso, porém agradável. Um bom deleite!

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788) - Complete Flute Concertos

DISCO 01

Concerto in A minor, Wq. 26, H. 430
01. I. Allegro assai
02. II. Andante
03. III. Allegro assai

Concerto in B flat major, Wq. 167, H. 435
04. I. Allegretto
05. II. Adagio
06. III. Allegro assai

Sonata in A minor for Solo Flute, Wq. 132, H. 562
07. I. Poco adagio
08. II. Allegro
09. III. Allegro

DISCO 02

Concerto in A major, Wq. 168, H. 438
01. I. Allegro
02. II. Largo con sordini, mesto
03. III. Allegro assai

Concerto in G major, Wq. 169, H. 445
04. I. Allegro di molto
05. II. Largo
06. III. Presto

Concerto in D minor, Wq. 22, H. 484/1
07. I. Allegro
08. II. Un poco andante
09. III. Allegro Linkdi molto

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Toronto Camerata
Kevin Mallon, diretor
Patrick Gallois, flauta

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphony No. 4 in C minor, op. 43 (CD 3 de 12)

Como estou com relativa pressa, não farei comentários à postagem que se segue. Ouvi-a hoje à tarde e logo elegi esta gravação como uma das melhores que já tive a oportunidade de apreciar. A força que o Kitajenko imprime ao trabalho fez com a Sinfonia ganhasse em tensão, em força, descrevendo com objetividade "tátea" os níveis de emoções ásperas da obra. Estou em dias shostakovichianos (que maravilha!!). Estou ouvindo em paralelo as gravações do Kitajenko e do Kirill Kondrashin. Por exemplo, neste instante estou ouvindo a monumental gravação de 1962 da Décima Terceira ("Babi Yar"), com a Orquestra Filarmônica de Moscou, quando da estreia da obra - gravação ao vivo! Em alguns dias ela aparecerá por aqui com o Kitajenko. Por enquanto, fiquemos com a Quarta. Boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphony No. 4 in C minor, op. 43

01. I. Allegretto poco moderato - Presto
02. II. Moderato con moto
03. III. Largo - Allegro

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Gürzenich-Orchester Köln
Dmitrij Kitajenko, regente

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 4 in E minor, Op. 98, Abertura Trágica, Op. 81 e Schicksalslied, Op. 54 (CD 3 de 3 - final)

Vamos ao último CD com esta antológica caixa com as sinfonias de Brahms por Bruno Walter. O que é curioso é que Bruno Walter realizou estas gravações na década de 60, mas a sonoridade é tão boa quanto uma gravação feita em nossos dias. A limpidez do som parece nos atingir de forma mais direta. Vai direto ao âmago. Pervade-nos de forma completa. A Orquestra da Columbia é fantástica. A remasterização realizada pela Sony aprofundou ainda mais aquele sentido de ímpeto das obras de Brahms. Ficou simplesmente perfeito! Não deixe de baixar este último CD. Uma bom deleite!

Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 4 in E minor, Op. 98, Abertura Trágica, Op. 81 e Schicksalslied, Op. 54

Symphony No. 4 in E minor, Op. 98
01. I. Allegro non troppo
02. II. Andante moderato
03. III. Allegro giocoso - poco meno presto
04. IV. Allegro energico e passionato - Più allegro

Abertura Trágica, Op. 81
05. Allegro non troppo

Schicksalslied, Op. 54
06. Schicksalslied, Op. 54

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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter, regente

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Claude Debussy (1862-1918) - String Quartet, L. 85 (Op. 10), Maurice Ravel (1875-1937) - String Quartet in F major e Gabriel Fauré (1845-1925) -

Este CD estivava selecionado há mais de um ano para ser postado. Ele foi ficando em meu computador. Olhava-o uma vez ou outra, mas a intenção se apequenava. Mas, hoje, na linguagem de Luís Fernando Veríssimo, eu resolvi fazer uma defenestração. Ou seja, atirá-lo pela janela da internet e deixá-lo aqui, nas paredes do blog. O post traz três importantes nomes da música francesa - Debussy, Ravel e Fauré. O Tokyo String Quartets consegue imprimir uma dramaticidade, expressividade e um colorido indolor a cada um dos movimentos dos quartetos contidos no CD. Aquele impressionismo que parece tudo dissolver e transformar a música em volatividade que voa, voa, levemente - como uma pena - e assenta em local estacionário está ativo. Sendo assim, espirale as suas sensações ouvindo este CD que suporta o peso do mundo, mas voa, voa... Um bom deleite!

Claude Debussy (1862-1918) -

String Quartet, L. 85 (Op. 10)
01. 1. Animé et très décidé
02. 2. Assiz vif et bien rythmé
03. 3. Andantino, doucement expressif
04. 4. Très modéré

Maurice Ravel (1875-1937) -

String Quartet in F major
05. 1. Allegro moderato. Très doux
06. 2. Assez vif, très rythmé
07. 3. Très lent
08. 4. Vif et agité

Gabriel Fauré (1845-1925) -

Piano Trio in D minor, Op. 120
09. 1. Allegro, ma non troppo
10. 2. Andantino
11. 3. Allegro vivo

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Tokyo String Quartet

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Joseph Haydn (1732-1809) - Cello Concerto No. 1 in C major, Hob.VIIb:1, Camille Saint-Säens (1835-1921) Cello Concerto No. 1 in A minor etc

Mtslav Rostropovich foi um dos maiores violoncelistas do século XX - e, para muitos, foi o maior expoente do século XX, quando o que estava em jogo era tocar o violoncelo. Defendo a última tese. Morto em 2007, Rostropovich tocou com as principais orquestras do mundo. Teve a honra de estreiar obras de Shostakovich, Prokofiev e Britten. Em 1974, por conta de sua defesa intransigente dos direitos humanos, acabou sendo expulso da União Soviética. Retornou muito tempo mais tarde, quando Gorbachov era o presidente do seu país. Outro aspecto importante sobre Rostropovich é a sua atividade como regente. Este CD traz um respertório maravilhoso - Haydn, Saint-Säens e Elgar. As obras aqui elencadas estão entre as principais que já foram escritas para o instrumento. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Joseph Haydn (1732-1809) -

Cello Concerto No. 1 in C major, Hob.VIIb:1
01. I. Moderato
02. II. Adagio
03. III. Finale: Allegro molto

Camille Saint-Säens (1835-1921)

Cello Concerto No. 1 in A minor, Op. 33
04. I. Allegro non troppo
05. II. Allegretto con moto
06. III. Allegro non troppo

Edward Elgar (1857-1934) -

Cello Concerto in E minor, Op. 85
07. I. Adagio - Moderato
08. II. Lento - Allegro molto
09. III. Adagio
10. IV. Allegro - Moderato - Allegro ma non troppo

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London Symphony Orchestra
Gennadi Rozhdestvensky, regente
Mtslav Rostropovich, regente

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domingo, 27 de novembro de 2011

Igor Stravinsky (1882-1971) - Pulcinella (revisão de 1947)

A Suite Pulcinella, com sua elegância e originalidade, é o coroamento da fase em que Stravinsky permaneceu retirado em seu refúgio na Suíça, quando dedicou-se particularmente à criação de uma grande e inspirada série de obras de câmara. Isto se deu um ano antes de sua mudança para Paris. Terminada a 20 de abril de 1920 e estreada com enorme sucesso a 15 de maio do mesmo ano, Pulcinella nasceu não só da encomenda de Sergei Diaghilev para o seu balé russo, mas foi também a realização, para Stravinsky, de um antigo sonho de trabalhar com Picasso, com quem há muito se identificava esteticamente. Já de seus encontros com o genial pintor espanhol nos idos de 1917, em Roma e Nápoles (onde Stravinsky estivera para reger Pássaro de Fogo e Fogos de Artifício com o balé russo), nascera o acordo entre os dois de trabalharem juntos no resgate de antigas aquarelas italianas para o palco das "commedia dell"arte" renascentistas. A encomenda de Diaghilev vinha de encontro a uma fase em que Stravinsky se ocupava intensamente com música antiga. Diaghilev sabia disso e não perdeu a oportunidade de se aproveitar destas condições favoráveis ao descobrir, em Nápoles e Londres, a música de Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736), que o encantou e seduziu. A ela juntou o texto escolhido de um compêndio composto por várias comédias do folclore napolitano, manuscrito datado de 1700 e encontrado em Nápoles, do qual foram excluídos os nomes dos autores. O texto chamava-se Os Quatro Pulcinellas Iguais e contava a história de Pulcinella, um rapaz aventureiro, amado por todas as moças do lugar e odiado pelos noivos destas. Então três destes enciumados rapazes se fantasiaram de Pulcinella e se apresentaram às suas noivas como tal, aproveitando-se da situação para atacar e se ver livre do que eles achavam ser o verdadeiro Pulcinella. Só que aquele que eles deixam estirado no chão como morto, pensando com isto terem se livrado de seu rival, não era outro senão um sósia que Pulcinella colocara em seu lugar ao perceber toda a trama. Pulcinella, então, fantasia-se de mágico, faz uma cena como que ressuscitando o morto e acaba casando os três noivos com três das noivas, tomando para si próprio a Pimpinella como mulher, a quem ele queria. Para o balé de oito cenas, Stravinsky escreveu 15 números musicais, que contaram não só com a sua genialidade, mas também com a de Picasso – que se encarregou dos cenários e dos costumes, a de Massine, responsável pela coreografia, e a de Diaghilev, dirigindo o balé russo. A Suite Pulcinella é uma forma concertante, portanto reduzida, do balé, a qual teve sua revisão definitiva em 1949. (...)

Daqui

Igor Stravinsky (1882-1971) - Pulcinella (revisão de 1947)

01. Overture
02. Serenata_ Mentre l'erbetta pasce l'agnella
03. Scherzino
04. Poco piu vivo_ Benedetto, maledetto
05. Allegro
06. Andantino
07. Allegro_ Gnora crediteme ch'accossi e
08. Allegreto_ Contento forse vivere
09. Allegro assai
10. Allegro (alla breve)_ Con queste paroline
11. Largo (Trio)_ Sento dire no'nce pace
12. Allegro -- alla breve
13. Tarantella
14. Andantino_ Se to m'ami
15. Allegro
16. Gavotta con due variazioni
17. Vivo
18. Tempo di minuetto_ Pupillette, fiammette d'amore
19. Allegro assai
20. First hand
21. Second hand
22. Third hand

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London Symphony Orchestra
Claudio Abbado, regente
Tereza Berganza, mezzo-soprano
Ryland Davies, tenor
John Shirley-Quirk, bass

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sábado, 26 de novembro de 2011

Ernest Chausson (1899-1899) - Concerto in D for Violin, piano and string quartet, op.21 e Cesar Franck (1822-1890) - Sonata in A major for violin

Link
Ouvi este CD duas vezes no dia de hoje. Possui uma delicadeza diferente. Repleta de sensibilidades - francesas. Dois importantes compositores da escola francesa - Chausson e Franck. Chausson, especificamente, começou a sua carreira de maneira tardia. Primeiramente estudou direito e somente depois se voltou para a música, estudando no Conservatório de Paris - 1880. Foi um discípulo de Franck. A música de Chausson está cheia da influência de César Franck. Por sua vez, Franck é um compositor muito querido por mim. Sua importância para a música francesa é grande. Como compositor, Franck era extraordinário. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Ernest Chausson (1899-1899) -

Concerto in D for Violin, piano and string quartet, op.21
01. I. Décidè - Calme - Animé
02. II. Cicilienne
03. III. Grave
04. IV. Très animé

Cesar Franck (1822-1890) -

Sonata in A major for violin and piano
05. I. Allegro ben moderato
06. II. Allegro
07. III. Recitative
08. IV. Allegro poco mosso

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Quatuor Ysaÿe
Pierre Amoyal, violino
Pascal Regé, piano
Christophe Giovaninetti, violino I
Luc-Marie Aguera, violino II
Miguel da Silva, viola
Michel Poulet, violoncelo

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 4 in E minor, Op. 98, Abertura para um Festival Acadêmico, Op. 80 e Abertura Trágica, Op. 81

É curioso, mas as sinfonias de Brahms produzem em mim uma sensação delicada. Recordo-me de Nietzsche neste ponto. O filósofo alemão quando ouvia Bizet, dizia que a música do francês o tornava em um melhor filósofo. Ele ficava diante de algo que provocava a sensação como de um vento vindo do Mediterrâneo. Vento bom! Vento restaurador! Nietzsche acabava percebendo que a beleza possui passos delicados. Apesar de saber que cada uma das quatro sinfonias de Brahms possuem uma semântica muito particular, cada vez que escuto cada uma delas, sou convidado a participar de um mundo de suavidades infinitas. Brahms não escreveu peças em profusão como Haydn ou Mozart. Parecia medir cada uma das suas peças. Estudava-as diligentemente. Escreveu apenas quatro sinfonias, mas colocou os segredos e os mistérios cósmicos dentro delas. É pertubador ouvir Brahms. Sinto-me confortado e pertubado. Não se trata de um nível de pertubação como se dá em Mahler. A pertubação em Mahler é a nível fáustico. Aquelas cenas iniciais do Fausto de Goethe descrevem o que é Mahler. Em Brahms, talvez, somente o Concerto número 1 para piano e orquestra possua essa tempestade fáustica. Mas suas sinfonias são planícies infinitas por onde caminhamos e nunca nos cansamos. Enquanto caminhamos presenciamos os contrastes da vida. Postei este CD por causa da presença sempre marcante e precisa da regência de George Szell, maestro de origem húngara e que marcou a Cleveland Orchestra por muitos anos. Nao deixe de ouvir!

Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 4 in E minor, Op. 98, Abertura para um Festival Acadêmico, Op. 80 e Abertura Trágica, Op. 81

Symphony No. 4 in E minor, Op. 98
01. I. Allegro non troppo
02. II. Andante moderato
03. III. Allegro giocoso - poco meno presto
04. IV. Allegro energico e passionato - Più allegro

Abertura para um Festival Acadêmico, Op. 80
05. L'istesso tempo, un poco maestoso - Animato - Maestoso

Abertura Trágica, Op. 81
06. Allegro non troppo

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Cleveland Orchestra
George Szell, regente

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Antonín Dvorák (1841-1904) - Symphony No. 7 in D minor, op. 70, Symphony No. 8 in G major, op.88, Symphony No. 9 in E minor, op. 95 etc

Após ouvir este CD, veio-me à memória a frase de Oscar Wilde: "A única coisa que podemos afirmar sobre o homem é que ele muda". Lembrei disso, pois ao iniciar a audição do CD que ora posto, um entusiasmo inicial me tomou por completo. Mas, após tê-lo ouvido, não conservei a mesma alegria. É curioso. Eu gosto de Dvorak, todavia a impressão colhida da audição de suas três sinfonias mais famosas - a Sétima, a Oitava e Nona - foi morna, chocha. Quero entender que se trata de um momeno peculiar, específico; ou seja, o hoje, que traz os traços do ontem com roupagem diferente. Os motivos que existem para que o CD impressione são eloquentes: o maestro é grande - Carlo Maria Giulini; as orquestras são repultadas - Philharmonia Orchestra e London Philharmonic Orchestra, mas o resultado de minhas impressões foi dúbio. Quero crer que o problema tenha sido comigo mesmo. É uma mudança temporária acerca de Dvorak ou um vento que traz humores transitórios? Não sei - por enquanto. Uma boa apreciação!

Antonín Dvorák (1841-1904) - Symphony No. 7 in D minor, op. 70, Symphony No. 8 in G major, op.88, Symphony No. 9 in E minor, op. 95 "From the New World" etc

DISCO 01

Symphony No. 7 in D minor, op. 70
01. Allegro Maestoso
02. Poco Adagio
03. Scherzo (Vivo)
04. Allegro

London Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini, regente

Symphony No. 8 in G major, op.88
05. Allegro con brio
06. Adagio
07. Allegretto grazioso
08. Allegro ma no troppo

Philharmonia Orchestra
Carlo Maria Giulini, regente

DISCO 02

Symphony No. 9 in E minor, op. 95 "From the New World"
01. Adagio - Allegro molto
02. Largo
03. Scherzo (Molto vivace)
04. Allegro con fuoco

Overture Carnival, op. 92
05. Overture Carnival, op. 92

Scherzo capriccioso, op. 66
06. Scherzo capriccioso, op. 66

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Philharmonia Orchestra
Carlo Maria Giulini, regente

BAIXAR AQUI CD01
BAIXAR AQUI CD02


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