sexta-feira, 15 de julho de 2011

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - O Cravo Bem Temperado (Livros I e II)

O Cravo bem Temperado é uma das obras musicais mais importantes da música ocidental, de grande envergadura, profundidade, diversidade musical, estética e psicológica e de grande complexidade que demonstrou tanto tecnicamente como por meio de sua grandiosidade, o potencial musical dos temperamentos musicais circulares. Tais temperamentos, permitiram infinitas modulações em tonalidades bastante diferentes, estabelecendo a base harmônica da música clássica de Bach em diante. Embora a obra de Bach não fosse a primeira composição pan-tonal (utilizando todas as tonalidades), de longe foi a mais influente. Beethoven, que fazia das modulações remotas o núcleo de sua música, foi tremendamente influenciado por O Cravo Bem Temperado, desde sua juventude quando a interpertação de peças dos dois volumes de Bach, em concertos, foi em parte responsável por sua fama e reputação. A possibilidade de modular até regiões harmônicamente remotas e, portanto, de criar efeitos psicológicos e estéticos que foi amplamente desenvolvida no período romântico e pós romântico, finalmente levou à dissolução do próprio sistema tonal na obra de Schoemberg e outros compositores atonais do início do século XX. Além do uso de todas as tonalidades, O Cravo Bem Temperado também é único quanto à grande variedade de técnicas e modos de expressão utilizados por Bach nas fugas. Nenhum outro compositor produziu obras tão ponderosas e características na forma de fuga que freqüentemetne foram consideradas exercícios teóricos. Muitos compositores posteriores estudaram a obra de Bach para melhorar sua própria escrita da forma fuga. Até mesmo Verdi achou-a útil para seu último trabalho, ao ópera Falstaff. A primeira gravação integral do Cravo bem Temperado foi feita por Edwin Fischer entre 1933 e 1936. Daqui

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - O Cravo Bem Temperado (Livros I e II) 

DISCO 01 01 Prelude and Fugue in C, BWV 846 02 Prelude and Fugue in C minor, BWV 847 03 Prelude and Fugue in C sharp, BWV 848 04 Prelude and Fugue in C sharp minor, BWV 849 05 Prelude and Fugue in D, BWV 850 06 Prelude and Fugue in D minor, BWV 851 07 Prelude and Fugue in E flat, BWV 852 08 Prelude and Fugue in E flat minor D sharp minor, BWV 853 09 Prelude and Fugue in E, BWV 854 10 Prelude and Fugue in E minor, BWV 855 11 Prelude and Fugue in F, BWV 856 12 Prelude and Fugue in F minor, BWV 857 

DISCO 02 01 Prelude and Fugue in F sharp, BWV 858 02 Prelude and Fugue in F sharp minor, BWV 859 03 Prelude and Fugue in G, BWV 860 04 Prelude and Fugue in G minor, BWV 861 05 Prelude and Fugue in A flat, BWV 862 06 Prelude and Fugue in G sharp minor, BWV 863 07 Prelude and Fugue in A, BWV 864 08 Prelude and Fugue in A minor, BWV 865 09 Prelude and Fugue in B flat, BWV 866 10 Prelude and Fugue in B flat minor, BWV 867 11 Prelude and Fugue in B, BWV 868 12 Prelude and Fugue in B minor, BWV 869 

DISCO 03 01 Prelude and Fugue in C, BWV 870 02 Prelude and Fugue in C minor, BWV 871 03 Prelude and Fugue in C sharp, BWV 872 04 Prelude and Fugue in C sharp minor, BWV 873 05 Prelude and Fugue in D, BWV 874 06 Prelude and Fugue in D minor, BWV 875 07 Prelude and Fugue in E flat, BWV 876 08 Prelude and Fugue in D sharp minor, BWV 877 09 Prelude and Fugue in E, BWV 878 10 Prelude and Fugue in E minor, BWV 879 11 Prelude and Fugue in F, BWV 880 12 Prelude and Fugue in F minor, BWV 881 13 Prelude and Fugue in F sharp, BWV 882 

DISCO 04 01 Prelude and Fugue in F sharp minor, BWV 883 02 Prelude and Fugue in G, BWV 884 03 Prelude and Fugue in G minor, BWV 885 04 Prelude and Fugue in A flat, BWV 886 05 Prelude and Fugue in G sharp minor, BWV 887 06 Prelude and Fugue in A, BWV 888 07 Prelude and Fugue in A minor, BWV 889 08 Prelude and Fugue in B flat, BWV 890 09 Prelude and Fugue in B flat minor, BWV 891 10 Prelude and Fugue in B, BWV 892 11 Prelude and Fugue in B minor, BWV 893 

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Andras Schiff, piano 


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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Concertos (complete)

Shostakovich foi um trabalhador incansável, destemido; um teimoso que não se deixou abater por amor à música e ao seu país. Sob a vigilância constante de um Estado onipresente, a vida de Shostakovich é um exemplo ou uma metáfora do artista num regime totalitário. O fato é que Shostakovich conseguiu fazer muito bem aquilo que suas intuições o inclinavam a fazer, convivendo com as demandas do Estado comunista. Sua música é romântica na abordagem das emoções, repleta de um sarcasmo, uma ironia fina(poderia chamar de ironia shostakochiana?) em tom parodístico. Shostakovich é múltiplo. Sua vida possuía imensas curvaturas. Não é possível compreendê-lo apenas com uma visão linear. Sua obra é reflexo dos vários gritos apriosionados que ele retinha. Ele é compositor que, necessariamente, viveu e escreveu dentro de um país comunista. Sua estética reflete esse fato. Era um grande admirador da obra de Bach, Beethoven e Mahler. Desse último, por exemplo, conseguiu ser impressionado pela força do universo sinfônico. A força marcial das sinfonias de Mahler, verdadeiros tratados filósoficos, estão dentro da obra de Shostakovich. Em Shostakovich, não é possível dissociar a vida da obra, pois uma se complementa na outra. Quando escuto o primeiro movimento (nocturno) do concerto no. 1 para violino não posso deixar de fazer uma reflexão sobre o seu ambiente histórico. O que leva um sujeito a começar um concerto para violino com uma reflexão tão dura, tão amrga, tão melancólica, quase niilista daquela? Tomemos a título de compração um concerto para violino de Mozart. É como se o dia nascesse. A manhã se fizesse bela e clara. No concerto para violino de Shostakovich, parece que a vida está grávida de um eclipse e que enxergamos apenas cintilações tristes. Não deixe de ouvir esse material que traz Mravisky, Oistrakh, Rozhdestvesnky, entre outros. Um bom deleite!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Concertos (complete)

DISCO 01

Piano Concerto No. 1 Op. 35
01. I. Allegro moderato-allegro vivace-moderato
02. II. Lento
03. III. Moderato
04. IV. Allegro con brio

Piano Concerto No. 2 Op. 102
05. I. Allegro
06. II. Andante
07. III. Allegro

3 Fantasic Dances Op. 5
08. I. Allegretto
09. II. Andantino
10. III. Allegretto

Bournemouth Symphony Orchestra
Paavo Berglund, regente
Cristina Ortiz, piano

DISCO 02

Violin Concerto N°1 in A minor Op.99
01. I. Nocturne
02. II. Scherzo
03. III. Passacaglia-Burlesque

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravisnky, regente
David Oistrakh, violino

Violin Concerto N°2 in C sharp minor Op.129
04. I. Moderato
05. II. Adagio, adagio-allegro

Moscow Philharmonic Orchestra
Gennady Rozhdestvesnky, regente
David Oistrakh, violino

DISCO 03

Shostakovich Cello Concerto No. 1 Op. 107
01. I. Allegretto
02. II. Moderato
03. III. Cadenza
04. IV. Allegro con moto

Cello Concerto No. 2 Op. 126
05. I. Largo
06. II. Allegretto
07. III. Allegretto

Moscow Symphony Orchestra
Valery Poliansky, regente
Alexander Ivashkin, cello

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Benjamin Britten (1913-1976) - Cello Symphony, Op. 68, Sinfonia da Requiem, Op. 20 e Cantata misericordium, Op. 69

Sinceramente, eu devo ter ouvido umas quatro ou cinco vezes esse CD de ontem para hoje. Vemos nele um Britten grande, no tamanho real de sua envergadura. Gosto de Britten. O compositor inglês me entusiasma. Sou da opinião de que ele é o maior compositor inglês de todos os tempos. Bridge e Britten (o primeiro foi mestre do segundo) são dois nomes importantes para mim, quando o que está em jogo é música bretã. Não percebemos em Britten aquelas divagações gasosas e com cheiro de charnecas geladas, tão comuns à música de Vaughan Willians ou de Eduard Elgar. O presente CD é muito bom. Impressiona. A Sinfonia de Requiem é digna da música russa, com marcações fortes e momentos de grande impacto. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Benjamin Britten (1913-1976) - Cello Symphony, Op. 68, Sinfonia da Requiem, Op. 20 e Cantata misericordium, Op. 69

Cello Symphony, Op. 68
01. I. Allegro maestoso
02. II. Presto inquieto
03. III. Adagio. Cadenza
04. IV. Passagaclia. Andante allegro

English Chmaber Orchestra
Mstilav Rostropovich, cello
Benjamin Britten, regência

Sinfonia da Requiem, Op. 20
05. I. Lacrymosa
06. II. Dies irae
07. III. Requiem aeternam

New Philharmonia Orchestra
Benjamin Britten, regência

Cantata misericordium, Op. 69
08. Cantata misericordium, Op. 69

London Symphony Orchestra

Benjamin Britten, regência
Peter Pears, tenor
Dietrich Fischer-Dieskau, barítono

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Piano Concerto No 1, Op 35, Piano Concerto No 2, Op 102 e Concerto para violoncelo em mi bemol, Op. 107

Apesar de Shostakovich ser um dos meus compositores favoritos o post sairá pouco "verboso". Estou um pouco cansado. Os meus olhos estão bastante cansados. Acordei antes das seis da manhã e trabalhei o dia todo. A única satisfação é que estou ouvindo este CD neste instante. Sinto-me aliviado, meio sedado com a audição dessa maravilha. Um boa audição!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Piano Concerto No 1, Op 35, Piano Concerto No 2, Op 102 e Concerto para violoncelo em mi bemol, Op. 107

Piano Concerto No 1, Op 35
01. I. Allegro moderato
02. II. Lento, Moderato, Allegro con brio

Orquesta Filarmónica de New York
Previn, piano
William Vacchiano, trompeta

New York, abril de 1962

Piano Concerto No 2, Op 102
03. I. Allegro
04. II. Andante, Allegro
Orquesta Filarmónica de New York
Leonard Bernstein, piano e regência

New York, janeiro de 1958

Concerto para violoncelo em mi bemol, Op. 107
05. I. Allegretto - II. Moderato
06. III. Andantino - Allegro - IV. Allegro troppo

Orquesta de Philadelphia
Eugene Ormandy, regente
Rostropovich, violoncelo

Philadelphia, novembro de 1959

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domingo, 10 de julho de 2011

Richard Wagner (1813-1883) - O Anel do Nibelungo - O Ouro do Reno (Das Rheingold) - Bayreuth 1956 - (CDs 1 e 2 de 13)

Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo) é um ciclo de quatro óperas épicas do compositor alemão Richard Wagner. Elas são adaptações dos personagens mitológicos das sagas nórdicas e do Nibelungenlied. Wagner escreveu o libreto e a música por cerca de vinte e seis anos, de 1848 a 1874. Entretanto, ele não se dedicou exclusivamente a isso durante esse período. As óperas que compõem o ciclo do anel são, em ordem cronológica do enredo: Das Rheingold (O Ouro do Reno), Die Walküre (A Valquíria), Siegfried e Götterdämmerung (O Crepúsculo dos Deuses). Apesar delas serem apresentadas como obras individuais, a intenção de Wagner era apresentá-las em série. A primeira apresentação de todo o ciclo aconteceu em Bayreuth, 13 de agosto de 1876. Das Rheingold já havia estreado em Munique em 1869, a contragosto do autor.)

Richard Wagner (1813-1883) - O Ouro do Reno (Das Rheingold), opera, WWV 86a

DISCO 01

01. Prelude
02. Scene 1_Woglinde_Weia!Waga!Woge,du Welle
03. Alberich_He he!ihr Nicker
04. Alberich_Garsting glatter
05. Rhine Maidens_Wallalla!Wallalla!lalaleia,leialalei!
06. Rhine Maidens_ Lugt,Schwestern!
07. Alberich_ Der Welt Erbe
08. Scene 2
09. Fricka_So schirme sie jetzt
10. Fasolt_Sanft schloss Schlaf dein Aug'
11. Froh_Zu mir, Freia!
12. Wotan_Endlich, Loge!
13. Loge_ Immer ist Undank
14. Fasolt_ Nicht gönn ich das Gold dem Alben
15. Fafner_ Hör' Wotan
16. Loge_Jetzt fand Ich's
17. Wotan_Auf Loge hinab mit mir!
18. Verwandlungmusik
19. Scene 3_Alberich_ Hehe! hehe! Hieher!

DISCO 02

01. Mime_Wo bist du_
02. Loge_Nibelheim hier
03. Mime_Mit arger List
04. Mime_Nehmt euch in Acht
05. Wotan_Von Nibelheim's nächt' gem Land
06. Alberich_Die in linder Lüfte Weh'n
07. Loge_Sei doch bei Sinnen!
08. Alberich_Riesenwurm winde sich ringelnd!
09. Loge_Dort die Kröte!
10. Scene 4_Loge_Da,Vertter
11. Alberich_Lös't mir die Hand
12. Wotan_Dein Eigen nennst du den Ring_
13. Alberich_Bin ich nun frei_
14. Loge_Fasolt und Fafner nahen von fern
15. Fasolt_Halt!Nichtsie berührt!
16. Fasolt_Freia die Schöne
17. Erda_Weiche, Wotan weiche!
18. Wotan_ Hört,ihr Riesen
19. Fasolt_Halt, du Gieriger!
20. Loge_Was gleicht, Wotan
21. Donner_Schwüles Gedünst schwebt
22. Froh_Zur Burg führt die Brücke
23. Rhine Maidens_Rheingold! Rheingold!

Bayreuth, 1956, live

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Bayreuth Festival Orchestra
Hans Knappertsbusch, regente
Link
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Karol Szymanowski (1882-1937) - Stabat Mater, Op.53, Litany to the Virgin Mary Op.59 e Symphony No.3 Op.27 "Song of the Night"

Szymanowski nasceu em Tymoszówka (então parte do Império da Rússia, actualmente na região de Tcherkássi na Ucrânia) no seio de uma abastada família szlachta (nobre) polaca, proprietária de grandes latifúndios. Estudou música com o seu pai antes de ingressar em 1892 na Escola de Música Elizavetgrad de Gustav Neuhaus. A partir de 1901, frequentou o Consevatório Nacional de Varsóvia, de que mais tarde seria diretor a partir de 1926 até se retirar em 1930. Limitado profissionalmente pelas poucas oportunidades proporcionadas por uma Polónia ocupada pelos russos, Szymanowski viajou profusamente pela Europa, Norte de África, Médio Oriente e Estados Unidos da América. As suas viagens, especialmente pela zona do Mediterrâneo, serviram-lhe de fonte de inspiração como compositor e esteta.

Os frutos destas viagens incluiram não apenas obras musicais, mas ainda diversa poesia e o seu romance Efebos, sobre o amor grego, que foi parcialmente perdido num fogo em 1939. O capítulo central foi traduzido para russo e oferecido, em 1919, a Boris Kochno, um bailarino, brevemente seu amante, então com 15 anos. Referindo-se ao seu romance, Szymanowski disse: "Nele exprimi muito, talvez tudo o que tenho a dizer sobre o assunto, que é para mim muito importante e muito bonito."[1][2] Szymanowski dedicou também ao jovem bailarino um alguns poemas de amor em francês, entre os quais Ganymède, Baedecker, N'importe, e Vagabond.
Villa Atma, casa de Karol Szymanowski em Zakopane.

Szymanowski manteve abundante correspondência com o pianista Jan Smeterlin, tendo sido um grande patrocinador das suas obras para piano. A sua correspondência foi publicada em 1969 pela Allegro Press. Aos 47 anos de idade, os médicos aconselharam Szymanowski, já padecendo de tuberculose, a mudar-se para o clima frio e austero das montanhas Tatra, em Zakopane.

Foi aí que entre 1930 e 1935, o compositor escreveu várias peças importantes, entre as quais a sua Sinfonia n.º 4, o ballet Harnassie e o Concerto para Violino n.º 2. Em Villa Atma, a casa de Szymanowski em Zakopane, ainda se pode ver o escritório reconstruído do compositor, onde figuram fotos de Artur Rubinstein e de Serge Lifar, o bailarino que foi o protagonista da estreia de Harnassie em Paris, e amante de Szymanowski aos 16 anos. A tuberculose acabaria por causar a morte a Szymanowski, num sanatório de Lausanne, na Suíça.

Daqui

Karol Szymanowski (1882-1937) - Stabat Mater, Op.53, Litany to the Virgin Mary Op.59 e Symphony No.3 Op.27 "Song of the Night"

Stabat Mater, Op.53 *
01. I. Mother bowed with grief appalling
02. II. Is there any, tears witholding
03. III. Love's sweet fountain, Mother tender
04. IV. In Thy keeping, watching, weeping
05. V. Maid immaculate, excelling
06. VI. May his sacred cross defend me

Litany to the Virgin Mary Op.59*
07. I. Twelve-toned cithara
08. II. Like a dwarf bush

Symphony No.3 Op.27 "Song of the Night"**
09. I. Moderato assai (Oh, do not sleep
10. II. Vivace, scherzando
11. III. Largo (Such quiet, others slee

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City of Birmingham Symphony Orchestra
City of Birmingham Symphony Chorus
(Chorus Master: Simon Halsey)
Sir Simon Rattle, regente
Elzbieta Szmytka, soprano *
Florence Quivar, mezzo-soprano *
Jon Garrison, tenor**
John Connell, bass *

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Johannes Brahms (1833-1897) - Violin Concerto in D Major, Op.77

O opus 77 de Brahms foi composto no ano de 1878 e é um exemplo de um grande concerto para violino. Quando discutimos o gênero concerto para violiono, pelo menos eu, penso nos concertos de Mendelssohn (opus 64), Beethoven (opus 61), Sibelius (não me recordo o número do opus, 47?), Tchaikovsky (opus 35) e acrescentaria o concerto de Schoenberg (opus 36). O concerto de Brahms não poderia ficar de fora por toda por todas características positivas que possui. Brahms era detalhista em excesso. Demorava anos para compor algo. Um exemplo é a Sinfonia No. 1. Existe uma linguagem estética que atrai os admiradores de Brahms. Érico Veríssimo diz em sua autobiografia, Solo de Clarineta, que Brahms passou a ser um morador permanente em sua casa por causa de todos os efeitos que causava: "Brahms que havia anos rondava a minha casa, acabou por entrar nela e lá ficou como um amigo íntimo...". Em outro momento diz que 'adormecia embalado pela música de Brahms". O fato é que existe uma película, uma curvatura, um ângulo de visão que nos eleva, chama as cores, fragrâncias e os sentidos do cosmos todas as vezes que ouvimos o alemão. Brahms era uma poeta de alma sensível. Sua música é poesia. E poesia é uma força que apenas sugere. Escolhi essa gravação singular com dois dos músicos mais respeitados do século XX - Klemperer (regência) e David Oistrakh. Um bom deleite!

Johannes Brahms (1833-1897) - Violin Concerto in D Major, Op.77

05. I. Allegro non troppo
06. II. Adagio
07. III. Allegro giocoso, ma non tro

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French National Radio Orchestra
Otto Klemperer, regente
David Oistrakh, violino

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Richard Strauss (1864-1949) - Aus Italien, Op. 16, Die Liebe der Danae_ Symphonic fragment e Der Rosenkavalier_ Waltz Sequence No. 2

Existem sujeitos que que servem de elemento conectivo entre uma época e outra. Petrarca, Boccaccio e Dante foram importantes nomes que serviram de ponte entre o medieval e o novo, o espírito da Renascença. Da mesma forma, Strauss serviu de transição entre o final do Romantismo musical e o início da música moderna. Encontramos nele os elementos gigantescos de um Bruckner, mas já sentimos as larvas dos compositores modernos. O poema sinfônico Aus Italien ("Da Itália" ou "Dos Italianos") foi composto em 1886, após o compositor ter feito uma viagem à Itália. Naquela ocasião, Strauss visitou Roma, Bolonha, Nápoles, Sorrento, Salerno e Capri. Algumas dessas cidades e regiões surgem como andamento no poema sinfônico. Poderíamos chamar, por causa disso, Aus Italien de obra programática? Talvez! Mas o fato é que a impressão da viagem foi tão marcante, que Strauss começou a escrever a peça ainda enquanto se encontrava na Itália. Vale ressaltar que a peça é o primeiro poema sinfônico escrito pelo compositor. É o registro inicial da linguagem musical que seria desenvolvida nos belíssimos poemas que viriam depois - Vida de Herói, Sinfonia dos Alpes, Assim falou Zaratustra e outros. Não deixe de conferir. Uma boa apreciação!

Richard Strauss (1864-1949) - Aus Italien, Op. 16, Die Liebe der Danae_ Symphonic fragment e Der Rosenkavalier_ Waltz Sequence No. 2

Aus Italien, Op. 16
01. Auf der Campagna
02. In Roms Ruinen
03. Am Strande von Sorrent
04. Neapolitanisches Volksleben

Die Liebe der Danae_ Symphonic fragment
05. Die Liebe der Danae_ Symphonic fragmen

Der Rosenkavalier_ Waltz Sequence No. 2
06. Der Rosenkavalier_ Waltz Sequence No. 2

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Slovak Philharmonic Orchestra
Zdének Kosler, regente

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terça-feira, 5 de julho de 2011

Chávez, Prokofiev e Dvorak por Dudamel (ao vivo)

Ando meio desanimado esta noite. Um estado de letargo me acomete. Estou de passagem apenas para realizar esta deliciosa postagem. Destaque para a Sinfonia No. 2 ("Índia") do compositor mexicano Carlos Chávez, nome importante para a música latino-americana, principalmente, para o seu país. Esta Sinfonia está entre as mais famosas e populares do repertório de Chávez. Vale ressaltar, ainda, que o compositor colheu temas do folclore do seu país. Sentimos nela marcas de latinidade. Surgem como acompanhantes desse post eclético, Prokofiev e Dvorak. A regência fica a cargo do carismático maestro venezuelano Gustavo Dudamel. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Carlos Chávez (1899-1978) - Sinfonia No. 2 - "Índia"
01. Sinfonia No. 2 - "Índia"

Sergei Prokofiev (1891 - 1953) - Sinfonia No. 5 in B-flat major (Op. 100)
02. Andante (in B-flat major)
03. Allegro marcato (in D minor)
04. Adagio (in F major)
05. Allegro giocoso (in B-flat major)

Antonín Dvorák (1841-1904) - Concerto para violino e orquestra em Lá menor, Op. 53
06. I. Allegro ma non troppo - Poco meno
07. II. Adagio ma non troppo - Poco più
08. III. Finale. Allegro giocoso, ma non troppo

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New York Philharmonic
Gustavo Dudamel, conductor
Gil Shaham, violino

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sábado, 2 de julho de 2011

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia No. 5 em Dó Sustenido Menor

Na opinião do crítico e historiador musical Deryck Cooke, a quinta sinfonia de Mahler possui caráter "esquizofrênico", já que nela, convivem perfeitamente separados o mais trágico e o mais alegre dos mundos. Consta de cinco movimentos, sendo os dois primeiros quase temáticos, explorando o lado trágico da vida. O primeiro movimento, uma escura marcha fúnebre, começa com uma fanfarra de trompetes que aparecerá repetidamente, dando-lhe uma atmosfera especial de inquietude e desolação. O segundo, um frenético allegro, muda completamente o espírito do movimento anterior; seu caráter histérico alterna com o de marcha fúnebre, onde ao final da exposição parece triunfar um relativo otimismo, para cair novamente na angústia e na escuridão. É no scherzo, do terceiro movimento, que surge com maior clareza o citado caráter esquizofrênico, em absoluta contradição com a atmosfera nihilista anterior, saltamos, sem solução de continuidade, à visão mais alegre da vida. São dois modos de ver a existência impossível de reconciliar. Tanto o ländler como a valsa do trio estão, ainda com seu ar de nostalgia, muito longe do desespero inicial da sinfonia. O famoso adagietto para cordas e harpas, constituindo o Quarto movimento, é um remanso de paz entre a força do scherzo e do último movimento, estando impregnado de um desejo de distanciar-se das tensões e lutas para refugiar-se da solidão interior. O quinto movimento finale, parte de motivos populares, possuindo um caráter exuberante e alegre. Em seu clímax final recupera e funde o caráter angustiante dos primeiros dois movimentos com a alegria dos últimos, combinando assim os elementos tão díspares de escuridão e luz que convivem na Sinfonia.

Daqui

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia No. 5 em Dó Sustenido Menor

01 - Trauermarsch
02 - Sturmisch bewegt. Mit groBter Vehemenz
03 - Scherzo (Kraftig nicht zu schnell)
04 - Adagietto (Sehr langsam)
05 - Rondo Finale (Allegro)

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New Philharmonia Orchestra
Sir John Barbirolli, regente

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

J. S. Bach (1685-1750) - As Seis Suítes para cello transcritas para violão

Há acontecimentos que marcam determinadas realidades. Quando pensamos, por exemplo, em música "popular", eterna, de tema fácil e que gruda no cérebro, falamos da Quinta Sinfonia de Beethoven. Mas quando queremos falar de uma obra que marcou um instrumento, referimo-nos às Seis Suítes para violoncelo de Bach. O grande mestre alemão deve tê-las composto no período entre 1717 e 1723, quando era kapellmesiter em Cothen. As suítes possuem uma variedade de dispositivos técnicos e uma vasta gama emocional somente encontrados na capacidade sensível de alguém como Bach, que possuía intuições sobre-humanas. A presente gravação é uma transcrição para violão. Ainda não havia escutado uma gravação para este instrumento com as referidas suítes. Vale mencionar que essas suítes já foram gravadas em registros para viola, violino, cello, contrabaixo, bandolim, viola da gamba, piano etc. Então, vai mais uma. Uma boa apreciação.

J. S. Bach (1685-1750) - As Seis Suítes para cello transcritas para violão 

DISCO 01 

o1. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Prelude 02. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Allemande 03. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Courante 04. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Sarabande 05. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Menuett 06. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Gigue 07. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Prelude 08. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Allemande 09. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Courante 10. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Sarabande 11. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Menuett 12. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Gigue 13. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Prelude 14. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Allemande 15. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Courante 16. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Sarabande 17. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Bouree 18. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Gigue 

DISCO 02 

01. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Prelude 02. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Allemande 03. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Courante 04. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Sarabande 05. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Bourree 06. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Gigue 07. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Prelude 08. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Allemande 09. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Courante 10. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Sarabande 11. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Gavotte 12. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Gigue 13. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Prelude 14. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Allemande 15. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Courante 16. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Sarabande 17. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Gavotte 18. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Gigue 

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Andreas von Wangenheim, violão 


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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Erik Satie (1866-1925) - Les Fils des Etoiles

Erik Satie foi um importante precursor dos movimentos musicais do século passado. Foi um vanguardista. Influenciou Ravel e Debussy com sua música de paisagens estáticas. A música para Satie era uma mobília, um móvel que se adequa ao ambiente. A vida continua em seu fluxo e a música fica lá, parada, sem que a percebamos. Os efeitos psicológicos são notáveis. Por exemplo, enquanto estou aqui em casa corrigindo provas e exames dos meus alunos, estou ouvindo a música deste CD. Mas é como eu não estivesse ouvindo nada. As pessoas passam no corredor, próximo ao meu apartamento, os carros buzinam, grades tilintam, chaves penduricalham; crianças gritam. Mas parece que não ouço nada. As miniaturas musicais de Satie são como rios marulhentos. Não percebemos a sua "viagem". Todavia, às vezes, o seu ronco suave se expressa e aí lhe damos atenção. Satie destinava essa intenção à sua música. Queria que os ouvintes encarassem dessa forma aquilo que escrevia. Enquanto as sinfonias e concertos constituem universos, "teses", "discursos eloquentes", as peças de Satie são pequenos quadros, crônicas doces, suaves, "vagabundas", miniaturas semi-mortiças. Mas, como é boa essa música.

Erik Satie (1866-1925) - Les Fils des Etoiles

01. Prélude du 1er Acte - La Vocation - Thème décoratif_ La nuit de Kaldée
02 - 1er Acte - La vocation
03 - Prélude du 2e Acte - L'Initiation - Thème decoratif_ La salle basse du Grand
04 - 2e Acte - L'Initiation
05 - Prélude du 3e Acte - L'Incantation - Thème decoratif_ La terasse du palais
06 - 3e Acte - L'Incantation

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Steffen Schleiermacher, piano

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonia No. 1 in C major, Op. 21 e Sinfonia No. 3 em Mi bemol maior, Op. 55 - "Heróica"

Mais Beethoven. Dessa vez, ao invés de trabalho para piano, temos o universo imenso, sem fim das sinfonias. Primeiramente, devo afirmar que há aqui motivos de sobra para que você baixe e saia ouvindo o CD imediatamente. (1) Temos a presença de Evgeny Mravinsky, um dos maiores e melhores regentes do século XX. Se a obra de Beethoven possui sisudez, seriedade, com Mravinsky essa características chega a paroxismos. (2) A Sinfonia no. 1 é o trabalho de um Beethoven ainda jovem, mas capaz de proezas. Vemos nela todo rigor e maturidade que seria revelada na Terceira, na Quinta, na Sétima e na Nona, sendo que esta última é a vida transfigurada, a subida ao paraíso. A Sinfonia No. 1 possui belos momentos de reflexão, de seriedade e alegria. (3) Já a Terceira Sinfonia é um tratado moral, um livro cuja metáfisica é o próprio mundo interior de Beethoven. A Marcha Fúnebre do segundo movimento sugere seriedade, meditação, crença no homem e toda sorte de idealismos possíveis. Tudo isso sendo construído com paisagens de silêncio. Música medíocre nos leva ao barulho, aos piores instintos; a boa música, por sua vez, nos remete ao silêncio. Convido você a baixar sua cabeça e meditar com Beethoven. Bom deleite!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonia No. 1 in C major, Op. 21 e Sinfonia No. 3 em Mi bemol maior, Op. 55 - "Heróica"

Sinfonia No. 1 in C major, Op. 21
01. Adagio molto: Allegro con brio
02. Andante cantabile con moto
03. Menuetto: Allegro molto e vivace
04. Adagio; Allegro molto e vivace

Sinfonia No. 3 em Mi bemol maior, Op. 55 - "Heróica"

05. Allegro con brio
06. Marcia funebre: Adagio assai
07. Scherzo: Allegro vivace
08. Finale: Allegro molto

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Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Piano Sonatas Op. 27, no.2, 53, 81a & 110

Para interpretar as sonatas de Beethoven é necessário ter mais que técnica. É fundamental, acima de tudo, que o intérprete seja cheio de virtuosismo e sensibilidade. E isso o nosso Nelson Freire esbanja com desassombro; tem de sombra. Esse é um CD especial. Revela a profusão de sentimentos e dores beethoveanas de forma doce, densamente suaves. Não há fúria. Apenas um convite a bons momentos de alegria e encanto. Agradáveis momentos de melancolia na solidão fria da noite. Apenas o silêncio. Um grito aqui, outro lá. Sentado, enquanto corrijo provas, ouço a delicadeza e isso me enche de presságios ininteligíveis. Estou vazio de vontades. Parafraseando Machado de Assis: "todo eu estou budista, caro leitor!" Um bom deleite!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Piano Sonatas Op. 27, no.2, 53, 81a & 110

Piano Sonata No. 21 In C Major, Op. 53 _Waldstein
01. I. Allegro con brio
02. II. Introduzione. Adagio molto - attacca
03. III. Rondo. Allegretto moderato

Piano Sonata No.26 op.81a _Das Lebewohl
04. I. Adagio-Allegro
05. II. Abwesenheit-Andante espressivo
06. III. Das Wiedersehen-Vivacissimamente

Piano Sonata in A flat, No.31 Op.110
07. I. Moderato cantabile molto espressivo
08. II. Allegro molto
09. III. Adagio ma non troppo-Arioso dolente
10. IV. Fuga-allegro ma non troppo-L'istesso tempo di Arioso

Piano Sonata No.14 in C sharp minor Op. 27 No. 2 _Moonlight
11. I. Adagio sostenuto
12. II. Allegretto
13. III. Presto agitato

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Nelson Freire, piano

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Johannes Brahms (1833-1897) - Piano Concerto No.1 in D minor Op.15

O concerto no. 1 de Brahms para piano e orquestra é uma das coisas mais avassaladoras que eu conheço em matéria de música. As notas iniciais são um torrente de drama, desespero e tensão. Mas, aos poucos a paisagem vai serenando, ganhando contornos suaves, mansamente idílica. O que segue até o final não pode ser retratado com as palavras. Este concerto é uma bela metáfora do que é a vida - tensa, dramática, mas cheia de encantos selvagens e, quiçá, paraísos. Toda metáfora é um salto sobre o abismo. É ver o mundo iluminado pela chama de uma vela. Os contornos são tenebrosos, poucos divisáveis, mas enquanto caminhamos vamos construindo intuições. Ouvi este concerto já por três vezes desde ontem à noite e fiquei com a sensação de algo grande. Restou-me apenas o desejo de compartilhá-lo. Afinal, Brahms merece nossas mais veneradas impressões. Um bom deleite!

Johannes Brahms (1833-1897) - Piano Concerto No.1 in D minor Op.15

Piano Concerto No.1 in D minor Op.15
01. 1. Maestoso
02. 2. Adagio
03. 3. Rondo. Allegro non troppo

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Berliner Philharmoniker
Simon Rattle, regente
Krystian Zimerman, piano

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domingo, 26 de junho de 2011

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) - The Complete Choros And Bachianas Brasileiras (CDs 5, 6 e 7 de 7 - final)

A década de 1920 viu surgir uma quantidade significativa de intelectuais que começou a pensar o que é a brasilidade. O Brasil, como um país miscigenado, detentor de uma cultura plural, queria se entender. E como Roberto daMata escreveria mais tarde: queria saber "O que faz o Brasil, Brasil?". Era preciso construir uma identidade nacional, negada pelos anos de colonização; pelos assaltos àquilo que é mais precioso na constituição de um povo. Éramos uma pátria jovem e sem marcas distintivas. Surgem a partir daí importantes nomes como Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Mário Andrade, Gilberto Freyre, Oswald de Andrade e outros que começaram a traçar perspectivas que tratavam do problema brasileiro. É nesse período, também, que surge a música de Villa-Lobos, alguém absurdamente apaixonado pelo Brasil. Villa foi tecelão do hino da utopia nacional. O violoncelista e violonista conseguiu revelar, como um alquimista, o substrato mais puro da alma brasileira, dos elementos mais genuínos dos traços identitários da cultura da nossa terra. Villa não é somente um compositor. Ele é um alquimista dos sons. Sempre a procurar a pedra filosofal que escancaria o Brasil e revelaria suas dores, alegrias, rusticidades, singularidades e belezas mais profundas. Não deixe de ouvir os três últimos CDs dessa caixa sensacional. Bom deleite!

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) - The Complete Choros And Bachianas Brasileiras

DISCO 05
Bachianas Brasileiras No. 2, for orchestra, A. 247
01. 1. Prelúdio (O canto do capadócio)
02. 2. Ária (O canto da nossa terra)
03. 3. Dança (Lembrança do sertão)
04. 4. Toccata (O trenzinho do caipira)

Bachianas Brasileiras No. 3, for piano & orchestra, A. 388
05. 1. Prelúdio (Ponteio)
06. 2. Fantasia (Devaneio)
07. 3. Ária (Modinha)
08. 4. Toccata (Picapau)

Jean Louis Steuerman, piano

Bachianas Brasileiras No. 4, for piano & orchestra, A. 424
09. 1. Prelúdio (Introdução)
10. 2. Coral (Canto do sertão)
11. 3. Ária (Cantiga)
12. 4. Dança (Miudinho)

DISCO 06

Bachianas Brasileiras No. 7, for orchestra, A. 432
01. 1. Prelúdio (Ponteio)
02. 2. Giga (Quadrilha caipira)
03. 3. Toccata (Desafio)
04. 4. Fuga (Conversa)

Bachianas Brasileiras No. 9, for chorus (or string orchestra), A. 449
05. 1. Prelúdio
06. 2. Fuga
07. 1. Prelúdio
08. 2. Fuga

Choir of the São Paulo Symphony Orchestra
Naomi Munakata, regente

Bachianas Brasileiras No. 8, for orchestra, A. 444
09. 1. Prelúdio
10. 2. Ária (Modinha)
11. 3. Toccata (Catira batida)
12. 4. Fuga

Quinteto em forme de choros, for flute, oboe, clarinet, English horn (or French horn) & bassoon, A. 231
13. Quinteto em forme de choros, for flute, oboe, clarinet, English horn (or French horn) & bassoon, A. 231

DISCO 07

Prelúdios (5), for guitar, A. 419
01. 1. Andantino expressivo. Melodia lírica: Homenagem ao sertanejo brasileiro
02. 2. Andantino. Melodia capadócia – Melodia capoeira: Homenagem ao malandro carioca
03. 3. Andante. Homenagem a Bach (Homage to Bach)
04. 4. Lento. Homenagem ao índio brasileiro (Homage to the Brazilian Indian)
05. 5. Poco animato. Homenagem à vida social

Suite populaire brésilienne (5), for guitar (Brazilian Folk Suite), A. 020
06. Mazurka-choro
07. Schottish-choro
08. Valsa-choro
09. Gavota-choro
10. Chorinho

Estudios (12), etudes for guitar, A. 235
11. 1. Allegro non troppo
12. 2. Allegro
13. 3. Allegro moderato
14. 4. Andante
15. 5. Andantino
16. 6. Poco allegro
17. 7. Très animé
18. 8. Modéré
19. 9. Très peu animé
20. 10. Très animé
21. 11. Lent
22. 12. Animé

Chôros No. 1, for guitar, ‘Tipico brasileiro’, A. 161
23. Chôros No. 1, for guitar, ‘Tipico brasileiro’, A. 161

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Giuseppe Verdi (1813 - 1901) - Messa da Requiem

O Réquiem de Verdi, também conhecido como Réquiem de Manzoni, começou a ser escrito em 1873, mas teve a sua estréia em 1874. Verdi já havia passado por uma experiência frustrante com o Réquiem per Rossini, escrito em homenagem à morte do grande mestre do gênero operístico. Mas foi com a morte de Alexandro Manzoni, poeta a qual Verdi venerava, que o projeto do Réquiem foi fecundado. Ao contrário do trabalho feito em homenagem a Rossini, o Réquiem de Manzoni teve uma aceitação imediata. E desde a época da criação, não deixou de ser admirado. A obra é repleta de ritmos intensos, vigorosos, de passagens quase operísticas, gênero para o qual Verdi era imbatível; o compositor consegue imprimir fortes emoções a fim de ser o mais fiel ao texto do Requiem aeternam dona eis, Domine ("concedei-lhes descanso eterno, ó Senhor"). Não conheço muitas versões desse Réquiem, todavia, esta versão com o Claudio Abbado possui um senso estético de reverência que arrebata. O resultado é uma interpretação que nos eleva e nos dá um profunda devoção, uma centelha dos mistérios da sacralidade. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Giuseppe Verdi (1813 - 1901) - Messa da Requiem

DISCO 01

01. Requiem
02. Dies Irae (Coro)
03. Tuba Mirum
04. Liber Scriptus
05. Quid Sum Miser
06. Rex Tremendae
07. Recordare
08. Ingemisco
09. Confutatis
10. Lacrymosa

DISCO 2

11- Offertorio
12. Sanctus
13. Agnus Dei
14. Lux Aeterna
15. Libera Me

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Coro e Orchestra del Teatro alla Scala
Claudio Abbado, regente
Katia Ricciarelli, soprano
Shirley Verrett, mezzosoprano
Placido Domingo, tenor
Nicolai Ghiaurov, baixo

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Glinka, Roslavets e Shostakovich - Sonatas para viola e piano - RE-UPLOAD

CD RE-UPADO. Agora com divisão de faixas!

Postado inicialmente em 10/08/2009

Este CD é formidável. Reúne três importantes compositores da música russa - Glinka, Roslavets e Shostakovich. Glinka é considerado como o pai da música russa. Suas composições influenciaram O Grupo dos Cinco, formado por Balakirev, Borodin, Cui, Mussorgsky e Rimsk-Korsakov. Tal grupo procurava uma produção essencialmente russa. Já Roslavets tem em sua produção musical, uma importante marca - suas obras revelam um mundo sonoro denso e misterioso, que sugere influências de Debussy e Scriabin, e, até certo ponto, Schoenberg. O último dos três compositores é o inominável Shostakovich, que tem aparecido com uma frequencia necessária aqui no blogger. A Sonata para viola e piano, Op. 147 é singular e melancólica. Não deixe de ouvir este registro que revela o âmago da produção russa. Sou apaixonado pela música russa. E eis aqui uma possibilidade de conferir este extraordinário CD com três sonatas fantásticas. Boa apreciação!

Mikhail Glinka (1804-1857) - Sonata para Viola e Piano in D menor (18:21)
1. Allegro moderato [9:59]
2. Larghetto ma non troppo [8:14]

Nikolai Roslavets (1881-1944) - Sonata para viola e piano (12:23)
3. Sonata para viola e piano [12:23]

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sonata para viola e piano, Op. 147 (36:11)
4. Moderato [11:24]
5. Allegretto [6:52]
6. Adagio [17:53]

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Yuri Bashmet, viola
Mikhail Muntian, piano

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Johann Nepomuk Hummel (1778-1837) - Quintet opus 74 in D minor e George Onslow (1784-1853) -Quintet opus 70 in B minor

Nepomuk Hummel foi um ilustre músico e pianista no final do século XVIII e início do século XIX. Austríaco de nascimento, Hummel teve o privilégio de ser discípulo de Mozart e amigo de Beethoven. Ele foi um importante e imponente concertista e contribuiu fundamentealmente para o desenvolvimento da técnica pianística. Outro compositor que aparece nesse post é o compositor francês George Onslow. Ainda não o conhecia. O ponto importante a favor de Onslow é que Beethoven e Schubert admiravam a obra do francês. Com sinceridade, eu achei a estética deste post diversa daquela a que estou acostumado. Talvez, eu ainda precise ouvir mais uma vez para admití-la. Uma boa audição!

Johann Nepomuk Hummel (1778-1837) - Quintet opus 74 in D minor

01. I. Allegro con spirito
02. II. Menuetto o scherzo (allegro)
03. III. Andante con variaizoni
04. IV. Finale (vivace)

George Onslow (1784-1853) -Quintet opus 70 in B minor

05. I. Allegro grandioso e non troppo presto
06. II. Andantino cantabile e semplice
07. III. Allegretto molto mdoerato

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Nepomuk Fortepiano Quintet
Riko Fukuda, fortepiano
Franc Polman, violino
Elisabeth Smalt, viola
Jan Insinger, violoncello
Pieter Smithuijsen, double bass

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia No. 4 em Sol e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Exsultate, Jubilate, K. 165

Costumo afirmar que a Quarta Sinfonia é uma "porta dimensional" para o mundo de Gustav Mahler. Ela é, didaticamente, uma janela que se abre para que enxerguemos as planícies infinitas da música do compositor astríaco e nos assustemos com isso. A música de Mahler é grande, imensa. Ouvi-la é ser convidado para experimentar o conflito, a libertação e o êxtase. Escutar Mahler é abrir uma janela, prafraseando Mario Quintana. O poeta gáucho costumava dizer que quem "escreve um poema, abre uma janela". Ou seja, a música de Mahler provoca em nós aquela sensação de liberdade, alívio e esperança que experimentados quando abrimos uma janela e recebemos um borrifo de vento. Didaticamente, poderia sugerir que para o ouvinte pouco afeito à textura provocante e filósofica e que busque ingressar pelos portões do mistério e caminhar nas trilhas largas da música do compositor, deve começar pela Quarta Sinfonia e depois a Primeira, a Quinta, a Sexta, a Terceira, a Segunda, A Oitava, a Sétima e a Nona. Essa seria um trilha. Quando quero perceber uma certa gradação, uma escadaria poética, geralmente disponho as sifonias do austríaco dessa forma. Esse CD que posto é uma joia. Já ouvir umas cinco vezes essa semana. Ainda temos Mozart com a sua deliciosa Exsultate, Jubilate. Verdadeiramente uma baita CD! Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia No. 4 em Sol

01. I. Bedächtig. Nicht eilen
02. II. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03. III. Ruhevoll
04. IV. Das himmlische Leben. Sehr behaglich

Rafael Druian, violino solo
Judith Raskin, soprano

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Exsultate, Jubilate, K. 165
I. Allegro
II. Andante
III. Allegro

Judith Raskin, soprano

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Cleveland Orchestra
George Szell, regente

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