sexta-feira, 3 de julho de 2009

Piotr Il'ych Tchaikovsky (1840-1893) - Sinfonias No. 1 em G menor, Op. 13 e Sinfonia No. 2 em C menor, 17

Por estes dias começarei a postagem das sinfonias de Tchaikovsky com Bernard Haitink. Como estou com um pouco de pressa, e estou passando por aqui apenas para disponibilizar a peça, o texto ficará sem maiores delongas, prolixidades. Em outra ocasião discorrerei com maiores especificidades sobre a obra desse russo a quem muito admiro - Tchaikovsky - e que com regularidade tem aparecido por aqui. Boa apreciação!

Piotr Il'ych Tchaikovsky (1840-1893) - Sinfonias No. 1 em G menor, Op. 13 e Sinfonia No. 2 em C menor, 17 

Sinfonia No.1 em G menor, Op.13 - "Winter Daydreams" 
1. Allegro tranquilo 
2. Adagio cantabile ma non tropo 
3. Scherzo - Allegro scherzando giocoso 
4. Finale - Andante lugubre - Allegro maestoso 

Sinfonia No.2 em C menor, Op. 17 - "Pequena Rússia" 
5. Andante s0stenuto - Allegro maestoso 
6. Andantino marziale, quasi moderato 
7. Scherzo - allegro molto vivace 
8. Finale - Moderato assai - Allegro vivo 

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Amsterdam Royal Concertgebouw Orchestra 
Bernard Haitink, regente 


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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dmitri Shostakovich - Sinfonia No. 10 em E maior, Op. 93 e Richard Wagner - Tristão e Isolda (abertura)

Sei que postei na segunda-feira a sinfonia no. 10 de Shostakovich com Rostropovich. Pois, naquele mesmo dia em que postei, corri para ouvir a mesma sinfonia com Evgeny Mravinsky. E que coisa tremenda é ouvir o velhinho da Leningrado Sinfonia Orquestra, conhecida como LPO. Mravinsky ficou durante 50 anos como regente dessa extraordinária Filarmônica (1938-1988). Outro dia estava vendo alguns vídeos no youtube de Evgeny à frente da LPO. Que coisa incrível! Vi a interpretação de Brahms (Sinfonia # 4) e Shostakovich (Sinfonia #5). Fiquei absurdificado. O que ele tinha de fragilidade física, tinha de competência para reger. Sua face com uma expressão dura. Os lábios sem esboçar qualquer sorriso. As mãos longas com gestos sóbrios e necessários a conduzir o ritmo, a cadência da música. Os músicos a extraírem a plenitude sonora dos instrumentos. A massa sonora densa, volumosa a se derramar em golfadas violentas. E ao final: o extâse do público, que aplaudi por longo tempo a saga maravinskyana. Coloquei esta sinfonia somente para efetuar a devida comparação com aquela conduzida por Rostropovich. Uma coisa é certa: a União Soviética produziu grandes nomes na música do século XX. Não há o que negar. Surge ainda neste extraordinário registro, Richard Wagner com a abertura da ópera Tristão e Isolda. Tenho andando meio "desiludido" com Wagner. Sua música me provoca certa agonia, certa imapciência. Mas essa abertura possui um aspecto silenciosamente trágico que nos envolve, que nos arrebata; que nos segura, que nos planta; que nos convida para uma reflexão profunda e densa. Não deixe de ouvir este CD. Ele é simplesmente IMPERDÍVEL. Boa apreciação! Hoje eu estou impossível!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) -

Sinfonia No. 10 in E menor, Op. 93
1. Moderato 22:03
2. Allegro 3:59
3. Allegretto 10:56
4. Andante - Allegro 11:07

Richard Wilhelm Wagner (1813-1883) -

Prelude & Liebestod - From Tristan und Isolde
5. Prelude & Liebestod - From Tristan und Isolde

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

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Wolfgang Amadeus Mozart - Sinfonias No. 35, 29, 33, 38 e 41

Parece irônico que depois de ter postado Salieri, eu surja com Mozart. O fato é que eu já estava há alguns dias com estas cinco sinfonias de Wolfgang na agulha para "dispará-las" aqui no blogger. Elas são interpretadas por Claudio Abbado que dispensa maiores comentários. Por isso, evitarei maiores laudatórias, maiores delongas acerca desse competente maestro. Ouvir Mozart é sempre uma experiência de simplicidade, que nos empurra ao encontro da beleza e de uma profundidade "tímida", cheia de recatos. É, necessariamente, a simplicidade da profundidade. Aqui temos, no meu modo de ver, 5 das sinfonias mais famosas de Mozart. Gosto especialmente da no. 29, da 33, da 38 e da monumental 41, conhecida como "Júpiter". Vai aqui a certeza de uma boa gravação. Bom deleite! 
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Sinfonias No. 35, 29, 33, 38 e 41 

CD1 
Sinfonia No. 35 in D maior, K 385 - "Haffner" 
1. Allegro con spirito 
2. Andante 
3. Menuetto - Trio 
4. Presto 

Sinfonia No. 29 in A major, K. 201 (186a) 
5. Allegro moderato 
6. Andante 
7. Menuetto - Trio 
8. Allegro con spirito 

Sinfonia No. 33 in B flat maior, K. 319 
9. Allegro assai 
10. Andante moderato 
11. Menuetto - Trio 
12. Allegro assai 

CD2 

Sinfonia No.38 in D maior, K 504 - "Praga" 
1. Adagio - Allegro 
2. Andante 
3. Presto 

Sinfonia No. 41 in C maior, K 551 - "Júpiter" 
4. Allegro vivace 
5. Andante cantabile 
6. Menuetto.Allegreto - Trio 
7. Molto allegro 

Orchestra Mozart
Claudio Abbado, regente


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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Antonio Salieri - Sinfonias, Aberturas e Variações

Eis que surge mais um registro com músicas do desafeto de Mozart - como a História miticamente pinta. Ouvi esse CD há pouco. Não é música que chega a impressionar. É música palaciana. Feita para o desfile da nobreza. Mas serve como demonstrativo do homem que tem recebido as mais variadas pechas, inclusive de ter matado Mozart. Boa apreciação!

Antonio Salieri (1750-1825) - Sinfonias, Aberturas e Variações

Overture to Cublai gran kan de Tartari in D major
01 Overture to Cublai gran kan de Tartari in D major

Twenty six Variations on La Folia de Spagna
02 Twenty six Variations on La Folia de Spagna

Overture to Angolina ossia Il matrimonio per sussuro in D major
03 Overture to Angolina ossia Il matrimonio per sussuro in D major

Sinfonia Veneziana in D major
04 Allegro assai
05 Andantino graziozo
06 Presto

Overture to La locandiera in D major
07 Allegro assai
08 Andantino
09 Presto

Sinfonia Il giorno onamastico in D major
10 Allegro quasi presto
11 Larghetto
12 Minuetto - non tanto allegro - trio
13 Alegretto e sempre l'istesso tempo

Overture to Falstaff ossia Le tre burle in D major
14 Overture to Falstaff ossia Le tre burle in D major

London Mozart Players
Matthias Bamert, regente

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Dmitri Shostakovich - Sinfonia No. 10 em E maior, Op. 93

Tenho postergado as postagens das sinfonias de Shosta, mas pretendo concluir o mais rápido possível. Temos agora a Toda-Poderosa Sinfonia No. 10. É um monumento, um templo, uma catedral da arte no século XX. Acredito que se fosse feita uma seleção com aquilo que se produziu de mais notável no século passado, com absoluta convicção - creio - que esta sinfonia estaria presente. É um empreendimento faraônico, bem típico de Shosta. Dmtri a compôs em 1953, após um intervalo de 8 anos. A No. 9 havia sido composta em 1945, logo após a Segunda Grande Guerra. Talvez os ressaibos com Stálin tenha feito Shosta adiar a publicação desta Sinfonia. Ele foge do modelo do realismo soviético. No ano da morte de Stálin, o compositor a divulga para o mundo. A grande questão é que esta sinfonia é tonitroante, megalomaníaca (no bom sentido), cheia de poderes, de vigor, de reflexões atordoaras, capaz de gerar em nós uma vontade terrível de correr o mundo e chutar as costelas do Universo. Há tragicidade, há fúria, há cólera, êxtase, tranquilidade bucólica. Somente Shosta para fazer algo assim. O segundo movimento é sombrio, violento, enérgico - dizem os comentaristas - que é um retrato musical de Josef Stálin e seus anos de governo obscurantista. Deixarei de falar, pois minhas palavras não atingem o cerne daquilo que pode ser abstraído dessa obra magnífica. Somente ouvindo atentamente para perceber; somente prestando atenção, poder-se-á sentir os poderes atordoadores da arte-vulcânica de Dmistri Shostakovich. Shosta provoca arrepios em mim quando o escuto. Boa apreciação! Boa viagem ao mundo épico desta Sinfonia!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 10 em E maior, Op. 93

1 Moderato
2 Allegro
3 Allegretto
4 Andante - Allegro

London Symphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Félix Mendelssohn Bartolt (1809-1847) - Concerto para violino, piano e orchestra, Capricho brilhante, Rondo brilhante para piano e orquestra, Serenata

Como é bom ouvir Mendelssohn! Sua música é fina, é suave, é delicada. Félix Mendelssohn me faz lembrar de Mozart. Acredito que sua música exprima os sentimentos de Wolfgang. Mendelssohn possuía uma alma delicada, de impressões sensíveis. Era um gênio morto precocemente, assim como morreram também Chopin e Mozart. Nos seus 38 anos de existência, compôs peças maravilhosas. Estou ouvindo neste instante o Concerto para violino, piano e orquestra. E como é bom ouvir Mendelssohn! Espero que você aprecie este CD, com peças não tão conhecidas, de um dos meus compositores favoritos. Boa apreciação!

Félix Mendelssohn Bartolt (1809-1847) - 

Concerto para violino, piano e orchestra, Capricho brilhante, Rondo brilhante para piano e orquestra, Serenata e alegro giocoso Concerto in D minor for Violin, Piano and String Orchestra 
1. Allegro 17:05 
2. Adagio 8:00 
3. Allegro molto 8:27 

Capriccio brillant Op.22 for Piano and Orchestra 
4. Andante - Allegro con fuoco 10:26 

Rondo brillant Op.29 for Piano and Orchestra 
5. Rondo brillant Op.29 for Piano and Orchestra 9:55 

Serenade and Allegro giocoso Op.43 for Piano and Orchestra 
6. Andante-Allegro giocoso 11:49 

Nieuw Sinfonietta Amsterdam 
Lev Markiz, regente 
Ronald Brautigam, piano 
Isabelle van Keullen, violino 


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sábado, 27 de junho de 2009

Johannes Brahms - Concertos para piano e orquestra No.1 e 2, Variação sobre um tema de Haydn e Abertura Trágica

Compareci por aqui hoje à noite somente para postar esta obra fenomenal, fundamental. Ouvi este registro duplo hoje mais cedo. Desde então me bateu o desejo de postá-lo. É uma gravação soberba que reúne grandes mestres - Abbado, Pollini e Böhm. Para uma noite de sábado, nada mal. Não deixe de ouvir este CD poderoso com os 2 concertos de Brahms para piano e orquestra. Vai ainda os deliciosos e vigorosos Variação para um tema de Haydn e A Abertura Trágica, Op.81 que são extraordinários. Bom deleite!

Johannes Brahms (1833-1897) - Concertos para piano e orquestra No.1 e 2, Variação sobre um tema de Haydn e Abertura Trágica

CD 1 

Concerto for Piano No. 1 in D minor, Op. 15 
1. Maestoso 
2. Adagio 
3. Rondo. Allegro non troppo 

Variação in B flat major de um tema de Haydn, Op. 56a 'St. Anthony' 
4. Variação in B flat major de um tema de Haydn, Op. 56a 'St. Anthony' 

Wiener Philharmoniker Orchestra 
Claudio Abbado, regente 
Maurizio Pollini, piano 

CD2 

Concerto for Piano No. 2 in B flat major, Op. 83

1. Allegro non troppo 
2. Allegro appassionato 
3. Andante 
4. Allegretto grazioso 

Abertura Trágica, Op.81
5. Abertura Trágica 

Wiener Philharmoniker 
Karl Böhm, regente 
Maurizio Pollini, piano 


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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Giovanni Gabrieli - The Canzonas and Sonatas from Sacrae Symphoniae (1597)

Vamos à Renascença! Caminhemos pela Itália, pela gênese da música clássica. Como estou com preguiça para escrever, peguei o texto da wikipédia:

Giovanni Gabrieli foi um músico veneziano que viveu entre 1557 e 1612. Em sua juventude permaneceu por quatro anos na corte de Munique, em contato com Orlando di Lasso, mas em 1585, quando seu tio Andrea Gabrieli foi indicado organista da Basílica de São Marcos, em Veneza, Giovanni foi escolhido como seu auxiliar no segundo órgão, e permaneceu neste cargo até a morte do tio, quando assumiu o posto de organista principal, conservando-o por toda a vida. Em 1593, em colaboração com seu tio, publicou algumas Intonazione d'Organo, compreendendo pequenos prelúdios de caráter semi-improvisado, para serem usados em várias partes do serviço religioso. Mas foi com o aparecimento de 14 Canzone, duas Sonate e das Sacrae Symphoniae, em 1597, que ele deixou um marco na história da música italiana. Além de sua qualidade intrínseca estas obras trazem inovações no método de impressão de música, com indicações precisas de dinâmica e de instrumentação [grifo meu]. Outra coleção de Canzone e Sonate veio a público em 1615. Sua música pertence ao período de transição entre o renascimento e o barroco. Mostra ainda alguns traços do período anterior, valendo-se do estilo de escrita para vários coros simultâneos, que já era uma tradição na Basílica, mas com inédita riqueza de timbres e cores sonoras e efeitos antifonais estereofônicos, e que constituiu o ápice do gênero em Veneza. Também foi um dos primeiros venezianos a utilizar o recurso do baixo contínuo, que daria uma feição característica a todo o barroco posterior. Em termos de inovações formais, tomou o antigo modelo da chanson polifônica francesa mas o organizou em torno de um motivo recorrente que, à maneira de refrão, é intercalado entre passagens variadas. Com ele a versão italiana da chanson tornou-se uma forma plenamente autônoma e impregnada de um espírito renovado. Boa apreciação!

Giovanni Gabrieli (1557-1612) - The Canzonas and Sonatas from Sacrae Symphoniae (1597)

1. Canzon duodecimi toni a 10
2. Canzon primi toni a 8
3. Canzon primi toni a 10
4. Toccata quinti toni
5. Canzon duodecimi toni a 10
6. Canzon quarti toni a 15
7. Canzon duodecimi toni a 10
8. Toccata
9. Sonata pian' e forte a 8, alla bassa
10. Canzon septimi toni a 8
11. Toccata
12. Canzon septimi toni a 8
13. Canzon in echo duodecimi toni a 10
14. Canzon duodecimi toni a 8
15. Canzon in echo duodecimi toni a 10
16. Canzon septimi et octavi toni a 12
17. Sonata octavi toni a 12
18. Canzon in echo duodecimi toni a 10, per concertar con l'organo
19. Intonazione noni toni
20. Canzon noni toni a 8
21. Canzon noni toni a 12

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His Majestys Sagbutts and Cornetts
Timothy Roberts

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Felix Mendelssohn Bartholdy - Sinfonias No. 4 e No. 5

Separei este CD desde o dia de ontem para postá-lo. Ao chegar em casa por volta de meio dia, coloquei-o para ouvir. Estava ansioso para empreender essa ação. Não se trata de uma grande gravação. Não temos aqui um Solti, um Abbado, um Bernstein, mas von Pitamic consegue dá conta incrivelmente do recado. Deve ser por causa da maravilha que são essas duas obras de Mendelssohn - A Sinfonia Italiana, a No. 4 e Da Reforma, a No. 5. Fico imensamente feliz quando escuto a Sinfonia Italiana. Já na Sinfonia No. 5, Da Reforma, Mendelssohn, como luterano que era, fez um "hino" em homenagem à Reforma Protestante. Inseriu a música composta por Lutero Castelo Forte na sinfonia de modo que deu um tom solene á peça. Para muitos, essa é a maior de todas as sinfonias de Mendelssohn. Eu particularmente gosto da No. 4, a Italiana. O encarte do CD traz as seguintes informações sobre a Sinfonia Italiana, já postada anteriormente aqui com Bernstein:

"Mendelssohn esboçou esta sinfonia numa estadia em Roma (1 de Novembro de 1830 a 1 de abril de 1831). Terminou-a já em Londres, em 1833. A estreia teve lugar nessa mesma cidade, a 13 de março de 1833, sob a direção do compositor. é muito provável que Mendelssohn encontrasse a fonte de inspiração para a sua Sinfonia Italiana nas ruínas e paisagens da Itália e numa determinada dança napolitana. O primeiro movimento começa com um vigoroso toque de violinos, o que dá um certo ar de heroísmo a este allegro vivace que, no segundo tema, bastante pouco diferenciado do fogoso início, modera a exuberância rítmico-melódica e o seu aspecto de móvel perpétuo. Ao princípio do segundo movimento (andante com moto em Ré menor), os oboés, os fagotes e as violas expõem a melodia bastante grave de um coral, que é retomada pelos violinos e que dá constantemente apoiada em segundo plano sonoro pelo jogo staccato dos violoncelos e dos baixos. A parte central do fragmento, um pouco mais viva, valoriza durante um breve instante o clarinete, antes do retorno conclusivo do tema baseado na melodia do coro. No terceiro movimento, um com moro moderato, em maior com trio em Mi, Mendelssohn oferece um exemplo bastante com dos seus conhecimentos em matéria de extensão melódica. No que se refere ao final, intitulado saltarello (presto), mas cujo ritmo é antes o de uma tarantela (dança do Sul da Itália), faz com que se sucedam os seus temas meódicos muito rapidamente sobre a base de uma espécie de ostinato trabalhado com elegância". Boa apreciação!

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) - Sinfonias No. 4 e No. 5

Sinfonia No. 4 em Lá maior, Op. 90 - "Sinfonia Italiana"
1. Allegro Vivace 11:29
2. Andante com moto 5:41
3. Com moto moderato 6:52
4. Saltarello (presto) 5:55

Sinfonia No. 5 em Ré maior, Op. 107 - "Da Reforma"
5. Andante - Allegro com fuoco 11:01
6. Allegro vivace 5:31
7. Andante 3:14
8. Coral: Uma firme fortaleza é o nosso Deus
Andante com moto - Allegro vivace - Allegro maestoso

London Festival Orchestra
Alexander von Pitamic, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ludwig van Beethoven - Concertos para piano, Seis Bagatelas e Für Elise

Eis que surge o inominável Ludwig van Beethoven. Diante de nome tão celso, o que dizer, o que afirmar? É o sujeito mais refinado do Romantismo musical. Uma das minhas paixões! Outro dia conversava com um amigo sobre música. Falavámos sobre nossas preferências musicais. Afirmei quais os compositores que mais gosto, respeito, admiro. Citei Mozart, Mahler, Bach, Brahms, Shostakovich. Mas ele fez uma pergunta indelicada. A inquirição dele: "Se fossem retiradas todas as peças de música da história e restasse apenas um compositor, qual você gostaria que ficasse?" Sei que é uma pergunta medonha. Como ficar sem Mahler, sem Shostakovich, sem Bach, sem Mozart? Para aquele que se devota perante estes nomes, como alguém que se devota perante um ícone sagrado, aquela pergunta era um sacrilégio. Pensei. Ponderei. Até que respondi: "Beethoven!" Ludwig possui os matizes certos, o espírito mais avassalador no que tange a composição, a inquietude do grande homem. Nas suas peças grita o homem angustiado, cheio de valores elevados, sonhos, frustrações e utopias. Beethoven é um romântico no bom sentido do termo. Aqui temos os seus 5 concertos para piano e orquestra com Vladimir Ashkenazy, sob a regência de Georg Solti. Simplesmente um excelente registro. Não farei a menção "imperdível", pois Beethoven não precisa de tamanho patrocínio. O bom ouvinte sabe distinguir isso. Bons momentos com Ludwig, o gênio de Bonn. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven(1770-1827) - Concertos para piano, Seis Bagatelas e Für Elise

CD1

Piano Concerto No.1 In C major, op. 15
1. Allegro con brio
2. Largo
3. Rondo - Allegro

Six Bagatelles, Op. 126
4. Andante con moto, cantabile e compiacevole
5. Allegro
6. Andante cantabile e grazioso
7. Presto
8. Quasi allegretto
9. Presto - Andante amabile e con moto
10. Fur Elise

Tempo total: 58:29

CD2

Piano Concerto No.3 in C minor, op.37
1. Allegro con brio
2. Largo
3. Rondo Allegro

Piano Concerto No.4 in G major, op.58
4. Allegro moderato
5. Andante con moto
6. Rondo Vivace

Tempo total: 71:03

CD3

Piano Concerto No.5 in E flat major, Op. 73
1. Allegro
2. Adagio un poco mosso
3. Rondo Allegro

Piano Concerto No.2 in B flat major, Op. 19
4. Allegro con brio
5. Adagio
6. Rondo - Molto Allegro

Tempo total: 69:37

Chicago Synphony Orchestra
Georg Solti, regente
Vladimir Ashkhenazy

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tchaikovsky, Prokofiev e Bartok - Piano Concertos

Já há algum tempo eu intentava postar este box com dois CDs. Trata-se de um registro formidável com três compositores com relevantes obras orquestrais - Tchaikovsky, Prokofiev e Bartok. Já tive oportunidade de ouvi inúmeras vezes os concertos aqui contidos, sou uma pessoa pouco aconselhável para fazer indicações impessoais. Ou seja, as referências serão resultado de minha paixão. Eu simplesmente tenho uma devoção por este CD. Estou ouvindo o Concerto número 1 de Tchaikovsky, que acredito, depois desta postagem, ser o terceiro registro aqui no blogger. Duas com Argerich e outra, agora, com Emil Gilels. Espero que os possíveis visitantes do blogger possam me perdoar pelos acúmulos deste concerto. Todavia, ele é tão maravilhoso, tão cheio de vigor e melodia delicados que podemos ouvir cem vezes seguidas sem enjoar. Segue ainda na postagem, os dois outros concertos para piano e orquestra de Tchaokovsky - não tão conhecidos como o primeiro. Prokofiev surge com o Concerto número 5; e, Bartok, com o número 2. Como diz a música do MPB4: "Amigo é para essas coisas". Por isso, baixe e ouça esse espantoso CD. Bom deleite estético!

Tchaikovsky, Prokofiev e Bartok - Concertos para piano 

CD1 

Piotr I. Tchaikovsky(1840-1893) - 

Concerto para piano No.1 in B flat minor, Op.23 
1. Allegro non troppo e molto maestoso - Allegro con spirito 
2. Andantino semplice - Prestissimo - Tempo I 
3. Allegro con fuoco 

Concerto para piano No.2 in G, Op.44 
1. Allegro brillante 
2. Andante non troppo 
3. Allegro con fuoco 

CD2 

Piotr I. Tchaikovsky(1840-1893) - 

Concerto para piano No.3 in E flat, Op.75 
1. Allegro brillante 

New Philharmonia Orchestra 
Emil Gilels, piano 
Lorin Maazel, regente 

Sergei Prokofiev (1891-1953) - 

Concerto para piano No.5 in G minor, Op.55 
2. Allegro con brio 
3. Moderato ben accentuato 
4. Toccata (Allegro con fuoco) 
5. Larghetto 
6. Vivo 

London Symphony Orchestra 
Sviatoslav Richter, piano 
Lorin Maazel, regente 

Béla Bartók (1881-1945) - 

Concerto para piano No.2, Sz83# 
7. Allegro 
8. Adagio 
9. Allegro molto 

Orchestre de Paris 
Sviatoslav Richter, piano 
Lorin Maazel, regente 


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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Los Romeros - Celebração do Jubileu de Ouro

Os Romeros constituem um Quarteto de Violão de origem espanhola. Eles são chamados de "A Família Real do Violão", dada a fama e o requinte da capacidade interpretativa dos seus membros. O Quarteto é formado inteiramente por membros da família Romero. O grupo foi fundado na década de 60 por Caledônio Romero. Atualmente, os músicos residem nos Estados Unidos. O grupo é formado por três dos filhos de Caledonio - Celin, Angel e Pepe. Inicialmente o pai fazia parte do quarteto, todavia com a sua morte em 1996, o filho de Angel ocupou o lugar do avô. São donos de uma habilidade e de uma competência incomum para executar o violão e dar-lhe feições de espanholidade. Nesta obra que ora posto, temos a formação original, ainda com Caledonio Romero. O fato é que é um CD formidável. Já o ouvi duas vezes no dia de hoje. O repertório é maravilhoso - Vivaldi, Torroba, Scarlatti, Rodrigo (Concerto de Aranjuez e etc), Bizet (Carmen) entre outros. Boa apreciação!

Los Romeros - Celebração do Jubileu de Ouro

CD 1

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto para 4 violões in B menor, RV 580
*
01. Allegro
02. Largho Larghetto
03. Allegro

Caledonio Romero (1913-1996)
Noche en Málaga

04. Noche en Málaga
Romantic Prelude
05. Romantic Prelude

Francisco Moreno Torroba (1891-1982)
Sonatina trianera

06. Torroba - Sonatina trianera

Domenico Scarlatti (1685-1757)
Sonata in G major, Kk 391

07. Sonata in G major, Kk 391

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto em C maior para violão, RV 425*
08. Allegro
09. Largo
10. Allegro

Enrique Granados (1867-1916)
Intermezzo (Goyescas)

11. Intermezzo (Goyescas)

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto Madrigal
**
12. Fanfarre (Allegro marziale)
13. Madrigal (Andante nostálgico)
14. Entrada (allegro vivace)
15. Pastorcito (Allegro vivace)
16. Girardilla (Presto)
17. Pastoral (Allegro)
18. Fandango
19. Arieta (andante nostálgico)
20. Zapateado (Allegro vivace)
21. Caccia a la española ( Allegro...)

CD2

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto para 2 violões em G maior, RV 532*
01. Allegro
02. Andante
03. Allegro

Manuel de Falla (1876-1946) El Sombrero de tres picos
04. Danza del corregidor
05. Danza del molinero

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto de Aranjuez*
06. Allegro con spirito
07. Adagio
08. Allegro gentile

Georges Bizet (1838-1875)
Suíte da Ópera Carmen

09. Prélude
12. Séguedille
13. Chanson bohème
14. Entr'acte
15. Chanson du toreador

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto Andaluz**
16. Tiempo de Bolero
17. Adagio
18. Allegretto

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* San Antonio Symphony Orchestra
Victor Alessandro, regente
** Academy of St Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, regente

Angel Romero, violão
Caledonio Romero, violão
Celin Romero, violão
Pepe Romero, vilão
Angelita Romero castanhetas in
Sonatine trianera, El sombrero de tres picos and Carmen Suite

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Have Joy!

sábado, 20 de junho de 2009

Rachmaninov - Sinfonia No. 2 em Mi menor, Op. 27

Minha intenção era primeiro, entre as sinfonias de Rach, postar a número 1, que julgo ser a mais encorpada, mais densa. Mas no dia de ontem, resolvi ouvir esta Segunda Sinfonia e gostei do que ouvir. Ouvi-a enquanto estava no metrô, depois caminhando pela rua à noite. A treva fria da sexta-feira candanga, revelava uma multiplicidade de faces. Encontrei todos os tipos, mas estava detido na música de Rach. Em alguns momentos pensei, enquanto retornava para casa depois de ter ido à Universidade de Brasília, isso por volta de meia-noite, que esta sinfonia é um excelente aperitivo para "almas desencarnadas". É uma música vaga, habitada por intervalos propensos a nos elevarem a galáxias leitosas, desconhecidas. É um céu cheio de estrelas miúdas num planeta abandonado. O romantismo tardio de Rachmaninov não me empolga. Deixa-me na verdade com impressão de que caminho por um mundo sem geografia demarcável. Ou seja, é música que impele a um arrebatamento e nos deixa soltos. Atualmente, tenho tentado mudar minha opinião em relação a Rach. Aqui vai esta sinfonia, que ontem me impressionou. Ela foi gravada em 1908. O primeiro movimento é bom, mas possui momentos de extrema "meladeira". O segundo movimento é típico em Rach, mas com demarcações de encorpamento e gradações de um romantismo caduco. O terceiro movimento é lento (um adagio), com passagens que lembram aqueles filmes antigos. No quarto movimento, a Orquestra ressurge com um Allegro-vivace, o que surgere mais energia. Resultado: é uma boa sinfonia, afora os excessos "melados". Uma vez que se retirassem esses excessos, a peça ganharia em robustez. Claro, essas obervações são minhas, um pequeno admirador da música clássica. Ainda surge a Fantasia Sinfônica The Rock ("Rocha") , composta em 1893. Pletnev conduz a Orquestra Nacional Russa. Posso afirmar que trata de um interessante registro. Bom para ser ouvido numa noite fria, de silêncio e solidão enquanto se caminha à noite. Boa apreciação!

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Sinfonia # 2 em mi menor, op.27 e A Rocha, Op. 7

Sinfonia No. 2 in E minor, Op. 27
01 Largo - Allegro moderato
02 Allegro molto - Meno mosso - Tempo I
03 Adagio
04 Allegro vivace - Adagio - Tempo precedente

A Rocha, poema sinfônico para orqustra (ou piano, 4 mãos), Op. 7
05 A Rocha, Fantasy Op. 7

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Russian National Orchestra
Mikhail Pletnev, regente

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Shostakovich e Tchaikovski - Trios para piano, violino e violoncelo

Como estou ocupando e evitando muita verbosidade nesta noite, já vou logo me dirigindo ao fim dessa lacônica conversa. Mas antes queria dizer que este CD com trios de Shostakovich e Tchaikovski é, simplesmente, imperdível. Temos grandes interprétes - Argerich ao piano, Gidon Kremer ao violino e Mischa Maisky ao violoncelo. É um CD envolvente. Nos empurra para sentimentos ríspidos, lancinantes, metálicos. e ao mesmo tempo doces e vagos, delicados. Resultado: ouça para experimentar os eflúvios emanados de Shosta e Tchaikovski. O CD está num bloco maciço, à semelhança de um tijolo compacto. Boa audição!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Trio para piano, violino e violoncelo no.2 in E minor, Op. 67
01. Applause 0:22
02. Andante - Moderato - Poco piu mosso 07:59
03. Allegro con brio 02:59
04. Trio. Largo 05:53
05. Trio. Allegretto - Adagio 12:11

Peter Ilyich Tchaikovski (1840-1893) - Trio para piano, violino e violoncelo in A menor, Op. 50
06. Pezzo elegiaco: Moderato assai - Allegro giusto - In tempo 18:29
07. Tema con variazioni: Andante con moto 00:58
08. Var. I 00:45
09. Var. II 00:31
10. Var. III: Allegro moderato 00:48
11. Var. IV: L'istesso tempo (Allegro moderato) 00:58
12. Var. V: L'istesso tempo 00:37
13. Var. VI: Tempo di Valse 02:12
14. Var. VII: Allegro moderato 01:08
15. Var. VIII: Fuga (Allegro moderato) 02:16
16. Var. IX: Andante flebile, ma non tanto 03:18
17. Var. X: Tempo di Mazurka 01:27
18. Var. VI: Moderato 02:17
19. Variazione finale e Coda: Allegretto risoluto econ fuoco 06:42
20. [Coda.] Andante con moto -- Lugubre 05:01
21. Encore. Peter Kiesewetter: 02:19
Tango pathétique

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Martha Argerich, piano
Gidon Kremer, violino
Mischa Maisky, violoncelo

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Georg Friedrich Händel - Concerto para órgão e concerto para harpa

Estou ouvindo este CD de Handel enquanto realizo algumas atividades aqui em casa. Julguei que seria conveniente postá-lo. Trata-se de um registro agradável, bom para ouvir enquanto se trabalha, se ler, estuda ou quando se realiza outra atividade. Por isso, aí segue a obra sem demais prolixidade. Boa audição!

Georg Friedrich Händel (1685-1759) - Concerto para órgão e concerto para harpa 

Concerto para órgão em Lá maior, HWV 296 
1. Largo e staccato 4:41 
2. Organo e libitum (Fuga. Allegro) 1:52 
3. Andante 4:42 
4. Grave 0:28 
5. Allegro 5:55 

Concerto para órgão em Ré menor, HWV 304 
6. Andante 4:42 
7. Organo ad libitum (Adagio e Fuga) 3:27 
8. Allegro 3:42 

Concerto para órgão em Si bemol maior, Op. 7 no. 3, HWV 308 
9. Allegro 5:01 
10. Organo ad libitum (Adagio e Fuga) 3:27 
11. Spiritoso 4:30 
12. Minuetto 1:48 

Concerto para Harpa em Si bemol maior, Op. 4 no. 6, HWV 294 
13. Andante allegro 6:23 
14. Larghetto - Adagio 4:12 
15. Allegro moderato 2:33 

The English Concert Trevor Pinnock, 
Simon Preston, orgão 
Ursula Holliger, harpa


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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dmitri Shostakovich - Sinfonia No. 9 em Mi bemol menor, Op. 70

Já faz duas semanas que parei de postar a integral das sinfonias de Shostakovich com Rostropovich. As necessidades foram surgindo e eu acabei adiando a publicização. Agora eis que surge a estranha Nona Sinfonia. Uma sinfonia, poderíamos dizer, "pouco pretenciosa". Após a Sétima e a Oitava Sinfonias, que são verdadeiros monumentos artísticos, Shosta compõe uma sinfonia cheia de motivos brincalhões. Talvez esse tenha sido o protesto de Shosta contra os terrores ufanos de Stálin após a Segunda Guerra Mundial.A Sinfonia em Mi bemol menor, Op. 70, foi composta em 1945. Possui 5 movimentos e aproximadamente 25 minutos de duração. A União Soviética saíra vitoriosa da Guerra. Era de se esperar que Shosta compusesse um hino nacionalista cheio de poderes heróicos. O que vemos é uma sinfonia com encorpamento macial, mas sem uma seriedade mais saliente. O que seria isso? Apesar dos dois movimentos sérios, no qual os instrumentos de sopro surgem com destaque, acredito que este tom pretensamente "sério" confira mais ironia à peça. Ou seja, que quer ser uma peça séria, sem o ser. Shostakovich acabou sendo censurado pelo partido comunista, pois a Sinfonia contrariava o Realismo Soviético, resgatando por assim dizer, os elementos "formais" das sinfonias clássicas. Isso era o mesmo que dizer, em linguagem stalinista, que a peça não passava de mero capricho "burguês". Mas de qualquer forma fica aqui o registro desta sinfonia com Rostropovich. Boa audição!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 9 em Mi bemol menor, Op. 70

1. Allegro
2. Moderato. Adagio
3. Presto
4. Largo
5. Allegretto. Allegro

National Symphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Maurice Ravel - Complete Orchestral Works

A obra de Maurice Ravel é imponente e cheia de sutilezas. Acredito que esteja entre as mais belas já compostas. Ele viveu numa época em transição. Foi juntamente com Debussy o nome mais influente da música francesa do início do século XX. Ravel era descendente de uma família culta. Foi por conta dessa influência, do contato com o meio artístico, que surge o espírito aguçado de Maurice. Paris lhe propiciou motivos para uma desenvolvimento efervescente no que tange à sua relação com o piano. Em 1889, ingressou no Conservatório de Paris e ali fortaleceu seu engenho. Estudou com Gabriel Fauré. Em matéria musical e, até pelos seus dotes intelectuais, o compositor sempre demonstrou um espírito crítico e independente. Leitor de Poe, Mallarmé, Condillac, entre outros, Ravel proporcionou imensos desconfortos ao público do seu tempo. Apesar de ter um público restrito, sua música foi bem aceita pela crítica musical, e o sucesso foi sendo construído à medida que as obras estreavam. A partir daí, o nome de Ravel foi engradecido em toda França, vindo a tornar-se inevitavelmente num dos maiores compositores da Europa. Em 1932, sofre um acidente de carro que degrada a sua saúde. Esse incidente traria sérios problemas motores que o perseguiriam até à sua morte, em 1937. Desde à época do acidente, Ravel não pôde mais compor. Este CD com a obra orquestral de Ravel é extraordnário. Não posso deixar de me entusiasmar. É uma experiência única ouvir Ravel. A lhaneza de suas peças, a melodia que se esvai, os rompentes, tudo causa um fragor estético. Estou ouvindo Daphnis et Chloé neste instante. Há pouco ouvia Rapsódia Espanhola e Ma Me're L'Oye e não há como não se entusiasmar. É um grande presente. Em suma: trata-se de uma gavação que reúne o melhor da música orquestral de Ravel, interpretada pela Orquestra Sinfônica de Londres, sob a regência de Claudio Abbado. IMPERDÍVEL!!! Boa apreciação!

P.S. Inicialmente tive um problema com a faixa 9 ("L'Eventail de Jeanne" (Fanfare) ) do terceiro CD. Mas o visitante-ouvinte Ricardo cedeu getilmente a faixa e eu a coloquei em separado. Agora o box com os três Cds está completo. A peça Daphnis et Chloé (CD2) está ripada, por isso não aparecem as 24 faixas. Todavia, é o ballet completo. Bom deleite! 

Maurice Ravel (1875-1937) - Complete Orchestral Works 

CD 1 [64'51''] 

1. Bolero 
2-5. Rapsodie espagnole 
6-12. My Mère l'Oye (Ballet) 

CD2 [70'08''] 

1-24. Daphnis et Chloé 

London Symphony Chorus 

25-32. Valeses Nobles et Sentimetales 

CD3 [65'35''] 

1-4. Le Tombeau de Couperin 
5. Alborada del gracioso 
6. Shéhérazade (Overture) 
7. Menuet Antique 
8. Un barque sur l'océan 
9. "L'Eventail de Jeanne" (Fanfare) 
10. La Valse 

London Symphony Orchestra 
Claudio Abbado, regente 


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terça-feira, 16 de junho de 2009

Antonín Dvorák - Piano Concerto in G minor, Op. 33 e Zlaty kolovrat, Op. 109

Hoje estou sem cordialidade para muito papo, por isso não haverá maiores entendimentos. As exigências dessa hora da noite demandam atenção. Compareci por aqui hoje somente para postar esta peça de arte de Dvorak. É uma grande obra desse compositor que tanto aprecio e com certeza aparecerá por aqui muitas vezes. Na regência temos um já conhecido, elogiado e responsável Nikolaus Harnoncourt e ao piano temos Aimard. Bom deleite!

Antonín Dvorák (1841-1904) - Piano Concerto in G minor, Op. 33 e Zlaty kolovrat, Op. 109 

Piano Concerto in G minor, Op. 33 
01. Allegro agitato 18:33 
02. Andante sostenuto 9:34 
03. Allegro con fuoco 11:22 

Zlaty kolovrat, Op. 109 (The Golden Spinning Wheel) 
04. Zlaty kolovrat 28:21 

Royal Concertgebouw Orchestra 
Nikolaus Harnoncourt, regente 
PierreLaurent Aimard, piano 


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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Jean Sibelius - Sinfonias Nrs. 5 e 7

Tenho uma admiração toda especial pela obra de Sibelius. Suas 7 sinfonias são grandiosas. Tenho uma satisfação enorme com a sinfonia no. 2 de caráter nacionalista. Há muitas opiniões acerca de suas sinfonias. Alguns gostam da 3; outros da 4; outros ainda, da 5 ou 7. Sua obra orquestral é sólida. O que me atrai a Sibelius é que suas peças nos deixa em suspenso. É uma espécie de música rarefeita, mas cheia de luminosidade e de tons melifluamente melancólicos. Todas as vezes que escuto as sinfonias de Sibelius eu tenho um transe emotivo. Outro dia estava ouvindo a Sinfonia No.3 e acabei sendo elevado. Quando ouço Sibelius me vem à mente paisagens alpinas com tinturas lúgubres e misteriosas. Talvez o grande Sibelius enquanto escrevesse suas composições olhasse pela janela e visse ao longe paisagens como as da Terra Média de Tolkien. Há mitologia em sua música. Deve ser este intervalo, esse mistério, essa propriedade que me prende a Sibelius. As duas peças que temos aqui - As sinfonias # 5 e 7 são expressivas. Para muitos a sinfonia no. 7 é a grande sinfonia do compositor finlandês. Resolvi postar este Cd, porque ando sorumbático e silencioso. Nada melhor do que Sibelius para psicologizar as nossas almas. Na condução temos o grande Bernstein à frente da Orquestra Filarmônica de Viena. Simplesmente, um CD imperdível! Boa apreciação!

Jean Sibelius (1865-1957) - Sinfonias Nrs. 5 e 7 

Sinfonia No. 5 in E flat major, op. 82 
1. Tempo Molto Moderato 
2. Allegro Moderato, Presto 
3. Andante Mosso, Quasi Allegretto 
4. Allegro Molto 

Sibelius Symphony #7 In C, Op. 105 
5. Adagio 
6. Un Pochettino Meno Adagio 
7. Poco Rallentando All'Adagio 
8. Allegro Molto Moderato 
9. Vivace 

Wiener Philharmoniker 
Leonard Bernstein, regente

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Gustav Holst - Os Planetas, Op. 32

Resolvi postar esta gravação por duas questões: (1) por se tratar de uma peça que tenho grande predileção; e (2) por ter ninguém mais ninguém menos do que Eugene Ormandy como regente. Consegui esta gravação por aí, mas ela veio sem muitas informações. Acredito que Ormandy esteja conduzindo a Orquestra da Filadélfia, na qual foi diretor por mais de 40 anos. Ormandy é um dos grandes regentes do século XX. Os Planetas é a peça mais conhecida de Gustav Holst, um inglês meio amalucado que gostava de astrologia e de religião hindu. Sou apaixonado por esta peça de Holst. Tenho algumas outras interpretações, mas no momento lembro somente de Karajan. Gustav escreveu esta peça nos finais de semana, entre os anos de 1913 e 1916. Sua paixão pelo hinduísmo o impeliu a escrever uma ópera denominada Sita. Mas é em Os Planetas que Holst consegue sua maior proeza. Trata-se de uma peça grande beleza, de um pronfundo senso místico; o surgimento do côro no final causa uma impressão de eteridade. O compositor faz uma incursão pela personalidade do homem, fazendo uma leitura bela dos planetas do Sistema Solar. Assim, Marte expressa o espírito conquistador e ambicioso; Vênus, afeto e capacidade emotiva; Mercúrio, adaptalidade, celeridade e inteligência; Júpiter, a capacidade de encher de grandiosidade, perseverança.

Mais sobre Holst AQUI

Gustav Holst (1874-1934) - Os Planetas, Op.32

1. Marte, Deus da Guerra
2. Vênus, Deus da Paz
3. Mercúrio, Mensageiro Alado
4. Júpiter, Deus da Alegria
5. Saturno, Deus da Velhice
6. Urano, o Mago
7. Netuno, o Místico

Orquestra da Filadélfia (?)
Eugene Ormandy, regente

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