domingo, 3 de maio de 2026

Herbert von Karajan - The Mozart Recordings

Textinho explicatico:

"Na década de 1960, Herbert von Karajan moldou um Wolfgang Amadeus Mozart de perfeição plástica absoluta, distante de modismos passageiros. Ao rejeitar a delicadeza rococó, imprimiu às grandes sinfonias uma nobreza de inspiração beethoveniana, sustentada pelo legato lendário e pela opulência sonora da Filarmônica de Berlim.

Essa abordagem monumental estende-se também aos concertos, nos quais Karajan estabelece um diálogo contínuo com os “príncipes” de sua própria orquestra - solistas de renome como Karl Leister, Lothar Koch e James Galway. Ao combinar o luxo orquestral a uma profunda afinidade musical, essas gravações celebram uma era de ouro em que cada instrumentista se afirmava, por mérito próprio, como solista de classe mundial".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Clarinet Concerto in A Major, K. 622: II. Adagio (7:39)
02. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: I. Molto allegro (7:40)
03. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: II. Andante (8:19)
04. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: III. Menuetto. Allegretto (4:29)
05. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: IV. Allegro assai (4:44)
06. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: I. Allegro (5:46)
07. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: II. Romance. Andante (5:54)
08. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: III. Menuetto. Allegretto (2:23)
09. Eine kleine Nachtmusik, K. 525: IV. Rondo. Allegro (3:23)
10. Symphony No. 36 in C Major, K. 425 "Linz": I. Adagio - Allegro spiritoso (8:18)
11. Symphony No. 36 in C Major, K. 425 "Linz": II. Andante (7:16)
12. Symphony No. 36 in C Major, K. 425 "Linz": III. Menuetto (4:35)
13. Symphony No. 36 in C Major, K. 425 "Linz": IV. Presto (5:28)
14. 3 German Dances, K. 605: No. 3 in C Major "Die Schlittenfahrt" (2:50)
15. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 "Jupiter": I. Allegro vivace (8:21)
16. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 "Jupiter": II. Andante cantabile (8:39)
17. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 "Jupiter": III. Menuetto. Allegretto (5:13)
18. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 "Jupiter": IV. Molto allegro (6:14)
19. 6 German Dances, K. 600: No. 5 in G Major "Der Kanarienvogel" (1:48)
20. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299: I. Allegro (11:21)
21. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299: II. Andantino (8:21)
22. Concerto for Flute and Harp in C Major, K. 299: III. Rondeau. Allegro (Cadenza by Pillney) (9:42)
23. Symphony No. 38 in D Major, K. 504 "Prague": I. Adagio - Allegro (10:20)
24. Symphony No. 38 in D Major, K. 504 "Prague": II. Andante (8:54)
25. Symphony No. 38 in D Major, K. 504 "Prague": III. Finale. Presto (5:53)
26. 4 German Dances, K. 602: No. 3 in C Major (2:01)
27. Clarinet Concerto in A Major, K. 622: I. Allegro (13:08)
28. Symphony No. 35 in D Major, K. 385 "Haffner": I. Allegro con spirito (5:43)
29. Symphony No. 35 in D Major, K. 385 "Haffner": II. Andante (4:23)
30. Symphony No. 35 in D Major, K. 385 "Haffner": III. Menuetto (3:27)
31. Symphony No. 35 in D Major, K. 385 "Haffner": IV. Finale. Presto (3:42)
32. Flute Concerto No. 1 in G Major, K. 313: I. Allegro maestoso (Cadenza by Ruf) (10:18)
33. Flute Concerto No. 1 in G Major, K. 313: II. Adagio ma non troppo (Cadenza by Schaeffer) (9:37)
34. Flute Concerto No. 1 in G Major, K. 313: III. Rondo. Tempo di menuetto (Cadenza by Blau) (8:10)
35. Clarinet Concerto in A Major, K. 622: III. Rondo. Allegro (9:09)
36. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543: I. Adagio - Allegro (8:43)
37. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543: II. Andante con moto (8:27)
38. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543: III. Menuetto. Allegretto (3:59)
39. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543: IV. Finale. Allegro (4:11)
40. Bassoon Concerto in B-Flat Major, K. 191: I. Allegro (7:46)
41. Bassoon Concerto in B-Flat Major, K. 191: II. Andante ma adagio (8:27)
42. Bassoon Concerto in B-Flat Major, K. 191: III. Rondo. Tempo di menuetto (4:41)
43. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: I. Allegro moderato (7:13)
44. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: II. Andante (8:21)
45. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: III. Menuetto (3:58)
46. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: IV. Allegro con spirito (4:47)
47. Sinfonia concertante for Oboe, Clarinet, Horn and Bassoon in E-Flat Major, K. 297b: I. Allegro (14:05)
48. Sinfonia concertante for Oboe, Clarinet, Horn and Bassoon in E-Flat Major, K. 297b: II. Adagio (9:33)
49. Sinfonia concertante for Oboe, Clarinet, Horn and Bassoon in E-Flat Major, K. 297b: III. Andantino con variazioni (9:26)
50. Oboe Concerto in C Major, K. 314: I. Allegro aperto (7:27)
51. Oboe Concerto in C Major, K. 314: II. Adagio non troppo (7:24)
52. Oboe Concerto in C Major, K. 314: III. Rondo. Allegretto (5:31) 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sábado, 2 de maio de 2026

Dietrich Buxtehude (1637-1707) - Sonatas Op.1

Dieterich Buxtehude figura entre os nomes centrais do período barroco. Músicos e compositores de várias regiões da Europa - entre eles o jovem Johann Sebastian Bach - deslocavam-se para ouvi-lo e aprender com ele, atraídos por sua lendária virtuosidade ao órgão e profundo domínio da composição.

Já em idade avançada, Buxtehude publicou duas coletâneas de música instrumental de câmara - raros exemplos de sua obra impressos ainda em vida, além de algumas peças ocasionais. O Opus 1, reunindo sete sonatas para violino e viola da gamba com baixo contínuo de cravo, não traz data, mas teria sido lançado por volta de 1694. Dois anos depois, veio o Opus 2, com mais sete sonatas para a mesma formação.

Como em toda a produção camerística do compositor, as trio-sonatas do Opus 1 - registradas pelo grupo L'Estravagante e lançadas em paralelo ao Opus 2 pelo selo Arts - revelam um equilíbrio entre espontaneidade inventiva e rigor estrutural. Embora a formação mais comum da sonata em trio barroca envolva dois instrumentos agudos e baixo contínuo, essas obras adotam uma combinação distinta: um instrumento agudo e um grave como solistas, o que confere uma dinâmica de interação particular entre as vozes.

Em conjunto com o Opus 2, as sonatas são organizadas de modo a abranger praticamente todas as tonalidades maiores e menores da escala diatônica de sete notas iniciada em fá, com exceção de fá menor e si bemol menor. No Opus 1, a sequência tonal percorre fá maior, sol maior, lá menor, si bemol maior, dó maior, ré menor e mi menor.

A Sonata II evidencia o interesse de Buxtehude por figuras de repetição na mesma altura sonora, encerrando-se com um conjunto ágil de variações sobre um arioso. Já a Sonata IV se constrói majoritariamente sobre uma série de variações inventivas e surpreendentes a partir de um baixo ostinato de caráter leve, em contraste marcante com a densidade expressiva e a força dramática da Sonata III.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Dietrich Buxtehude (1637-1707) - 

01 - Sonata I in F major, BuxWV 252 - I. Vivace - Lento
02 - Sonata I in F major, BuxWV 252 - II. Allegro - Adagio
03 - Sonata I in F major, BuxWV 252 - III. Andante - Grave
04 - Sonata I in F major, BuxWV 252 - IV. Presto
05 - Sonata II in G major, BuxWV 253 - I. Lento - Vivace
06 - Sonata II in G major, BuxWV 253 - II. Adagio - Allegro
07 - Sonata II in G major, BuxWV 253 - III. Largo - Arioso
08 - Sonata III in A minor, BuxWV 254 - I. Adagio
09 - Sonata III in A minor, BuxWV 254 - II. Allegro
10 - Sonata III in A minor, BuxWV 254 - III. Lento - Vivace - Largo
11 - Sonata III in A minor, BuxWV 254 - IV. Presto - Adagio
12 - Sonata IV in B flat major, BuxWV 255 - I. Vivace
13 - Sonata IV in B flat major, BuxWV 255 - II. Lento - Allegro
14 - Sonata V in C major, BuxWV 256 - I. Vivace
15 - Sonata V in C major, BuxWV 256 - II. [...]
16 - Sonata V in C major, BuxWV 256 - III. Largo - Allegro
17 - Sonata V in C major, BuxWV 256 - IV. Adagio - Allegro
18 - Sonata VI in D minor, BuxWV 257 - I. Grave - Allegro
19 - Sonata VI in D minor, BuxWV 257 - II. Con discretione - Adagio
20 - Sonata VI in D minor, BuxWV 257 - III. Vivace - Adagio
21 - Sonata VI in D minor, BuxWV 257 - IV. Poco presto - Poco adagio - Presto - Lento
22 - Sonata VII in E minor, BuxWV 258 - I. Allegro - Largo
23 - Sonata VII in E minor, BuxWV 258 - II. Presto - Vivace - Adagio
24 - Sonata VII in E minor, BuxWV 258 - III. Poco presto - Lento - Prestissimo

L'Estravagante
Stefano Montanari, violino
Rodney Prada, viola da Gamba
Maurizio Salerno, cravo 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Symphony No. 40 in G Minor, K. 550, Symphony No. 25 in G Minor, K. 183 e Symphony No. 29 in A Major, K. 201

 

Impressiona o quanto Mozart transforma tudo em beleza e indizíveis reflexões humanas. Eis aqui três das suas mais de quarenta sinfonias. Por exemplo, a Sinfonia No. 25, escrita em 1773, quando Mozart tinha 17 anos de idade (isso mesmo, 17 anos), é um trabalho que sugere uma ruptura com o ideal de clássico. Mozart, ainda adolescente, conseguia mergulhar em um tom sombrio, quase tempestuoso, associado ao movimento Sturm und Drang (“Tempestade e Ímpeto”), que ecoava na literatura e na música da época. Aqui, não há complacência: há urgência, drama e uma intensidade que surpreende para um compositor tão jovem.

Já a Sinfonia No. 29 foi escrita em 1774, ou seja, um ano após a de Nº 25. Significa que, nesse intervalo, o compositor escreveu três outros trabalhos sinfônicos. Mozart destilava bom-humor, cintilações ensolaradas; por trás de sua elegância aparente, há uma sofisticada estrutura. Mozart já era maduro aos 18 anos de idade. Os valores iluministas - de beleza, clareza e ordem - parecem dominar o trabalho.

E a última obra do disco é a Sinfonia de No. 40, um dos seus trabalhos sinfônicos mais conhecidos. Era do ano de 1788, ou seja, três anos antes da morte do compositor. A obra é grande, imensa. Foi escrita em um período de grandes dificuldades para o compositor. Havia desafios por todos os lados - financeiros, de reconhecimento; problemas de saúde. As tensões saem do particular em se tornam em matéria que transcende o momento histórico do compositor e se torna em um fato universal. A Sinfonia de Nº 40 já parece cintilar angústias românticas. Aliás, suas últimas três sinfonias são verdadeiras obras-primas. 

Essas gravações de Hanancourt são da década de 80. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: I. Molto allegro (6:41)
02. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: II. Andante (13:09)
03. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: III. Menuetto. Allegretto (4:38)
04. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: IV. Allegro assai (10:27)
05. Symphony No. 25 in G Minor, K. 183: I. Allegro con brio (10:35)
06. Symphony No. 25 in G Minor, K. 183: II. Andante (5:34)
07. Symphony No. 25 in G Minor, K. 183: III. Menuetto (3:31)
08. Symphony No. 25 in G Minor, K. 183: IV. Allegro (7:12)
09. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: I. Allegro moderato (10:13)
10. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: II. Andante (9:29)
11. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: III. Menuetto (3:34)
12. Symphony No. 29 in A Major, K. 201: IV. Allegro con spirito (6:11)

Royal Concertgebouw Orchestra
Nikolaus Harnoncourt, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Sir William Walton (1902-1983) - Symphony No. 1 in B-Flat Minor (Arr. H. Murrill for Piano 4 Hands) e Crown Imperial (Arr. H. Murrill for Piano 4 Hands) e Ralph Vaughan Williams (1872-1958) - Suite for Piano 4-Hands

Não tenho tanta intimidade com a música de Sir William Walton. Escutei pouca coisa dele até hoje. Por aqui existem apenas algumas obras do inglês. Já Vaughan Williams é uma figura que aparece por aqui com mais recorrência. Sou um grande admirador deste último compositor pelas melodias liricamente inspiradas; bucólicas em sua evocação das paisagens do seu país. A música de Williams procura resgatar a tradição inglesa. Funciona como uma alternativa genuinamente britânica, baseada na simplicidade que procura alcançar e na herança popular. Outro aspecto importante da música de Vaughan Williams é a tenra atmosfera espiritual que ela evoca. Eu acho, simplesmente, formidável. 

Já Walton pode ser observado como um compositor mais ousado. Diferente de Williams, Walton firmou-se na vanguarda. Sua música é mais cosmopolita. Há até influência de jazz. Desse modo, é possível observar no compositor ritmos incisivos e inovações harmônicas marcantes. Walton procura uma energia inovadora e um senso de conexão com a modernidade.

Este disco é bastante curioso, pois possui duas transcrições de obras de Walton e uma peça para pianoforte de Vaughan Williams. O resultado é bem bonito. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01 - Walton- Symphony No. 1 in B-Flat Minor (Arr. H. Murrill for Piano 4 Hands)- I. Allegro ass
02 - Walton- Symphony No. 1 in B-Flat Minor (Arr. H. Murrill for Piano 4 Hands)- II. Presto con
03 - Walton- Symphony No. 1 in B-Flat Minor (Arr. H. Murrill for Piano 4 Hands)- III. Andante c
04 - Walton- Symphony No. 1 in B-Flat Minor (Arr. H. Murrill for Piano 4 Hands)- IV. Maestoso
05 - Williams- Suite for Piano 4-Hands- I. Prelude
06 - Williams- Suite for Piano 4-Hands- II. Minuet (Second Version)
07 - Williams- Suite for Piano 4-Hands- III. Sarabande
08 - Williams- Suite for Piano 4-Hands- IV. Gigue
09 - Walton- Crown Imperial (Arr. H. Murrill for Piano 4 Hands)

Lynn Arnold, piano
Cahles Matthews, piano 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

Franz Schubert (1797-1828) - Hoffnung

 

Adoro as canções escritas por Schubert. Vai um textinho que explica a o disco:

Para este terceiro volume de sua série “Schubert 200”, Samuel Hasselhorn e Ammiel Bushakevitz celebram a renovada exuberância do compositor. Após o ensolarado verão de 1825, 1826 marcou um período de revitalização para Schubert, impulsionado por uma impressionante onda de energia criativa. Esses Lieder, situados entre a nostalgia e uma confiança serena, evocam uma esperança que transcende as incertezas da vida.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Franz Schubert (1797-1828) - 

01. Im Freien, D. 880: No. 3
02. Sehnsucht, D. 879: No. 4
03. Über Wildemann, D. 884: No. 1
04. Alinde, D. 904: No. 1
05. An Silvia, D. 891: No. 4
06. Die Blume und der Quell, D. 874 (Completion verses 2, 3, 4 by Ammiel Bushakevitz)
07. Im Jänner 1817, D. 876 Tiefes Leid
08. An die Laute, D. 905: No. 2
09. Fischerweise, D. 881: No. 4
10. Im Frühling, D. 882: No.1
11. Der Wanderer an den Mond, D. 870: No. 1
12. Das Zügenglöcklein, D. 871: No. 2
13. Totengräberweise, D. 869
14. Ständchen, D. 889
15. Lebensmut, D. 883
16. Trinklied. Bacchus! Feister Fürst des Weins, D. 888
17. Am Fenster, D. 878: No. 3
18. Wiegenlied, D. 867: No. 2
19. Um Mitternacht, D. 862: No. 3
20. Der Vater mit dem Kind, D. 906

Samuel Hasselhorn, 
Ammiel Bushakevitz  

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Anton Bruckner (1824-1896) - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105

Escutei este disco por três vezes seguidas. Bruckner é daqueles compositores que precisa ser assimilado calmamente. Ele parece não ser o homem para o nosso tempo, sempre à cata de respostas fáceis; e que transforma tudo em mercadoria. Sua música é estruturada em blocos temporais; por hiatos que exigem atenção. A Quinta, por exemplo, começa sem expectativas. É uma música que se insinua aos poucos; que se repete, que se sobrepõe. Aos poucos, tudo vai crescendo, ganhando formas; e, ao final, a paisagem que se mostra é de uma galáxia luminosa.

Composta entre os anos de 1875 e 1876, a Quinta é um dos trabalhadores mais desafiadores de Bruckner. Ela é uma construção de grande força espiritual e intelectual. Bruckner sabia, apesar de sua insegurança, que estava a fazer algo grandioso. É perceptível o senso de monumentalidade que a obra evoca. Não se trata de uma obra que se entrega de modo fácil, numa primeira audição. Ela funciona como uma cebola, repleta de camadas que vão sendo digeridas pelo ouvinte; apreciadas pacientemente. Após esse exercício, é possível encontrar o sublime.

A Quinta é um manifesto contra a superficialidade. Sua requintada atmosfera espiritual exige silêncio e paciência para ser apreciada. Curioso é tentar conectar a grandiosidade de uma composição com essas características ao compositor que a forjou. Em torno dele existe uma lenda de que era tolo, tímido e inseguro. É de difícil entendimento o encontro dessas duas naturezas. Hoje, cabe a apreciação.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Anton Bruckner (1824-1896) - 

01 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 _Phantastische_ (1878 Version, Ed. L. Nowak)_ I. Introduction. Adagio (Live)
02 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 _Phantastische_ (1878 Version, Ed. L. Nowak)_ II. Adagio. Sehr langsam (Live)
03 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 _Phantastische_ (1878 Version, Ed. L. Nowak)_ III. Scherzo. Molto vivace (Live)
04 - Symphony No. 5 in B-Flat Major, WAB 105 _Phantastische_ (1878 Version, Ed. L. Nowak)_ IV. Finale. Adagio (Live)

Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Bernard Haitink, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

terça-feira, 28 de abril de 2026

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Symphony No. 7 in A Major, Op. 92

 

A Sinfonia No. 7, escrita por Ludwig van Beethoven, é um dos trabalhos musicais mais importantes da história. Ela foi concebida em um momento histórico de grandes mudanças, tanto políticas quanto pessoais para o compositor. Escrita entre 1811 e 1812 - e estreada em 1813 -, a Sinfonia No. 7 teve a sua primeira apresentação em um concerto beneficente a soldados feridos na Batalha de Hanau. O pano de fundo eram as guerras napoleônicas, que redesenharam o mapa da Europa. No mesmo dia da estreia da Sétima, o mundo também conheceu A Vitória de Wellington, que teve uma recepção calorosa – apesar de ser uma obra extravagante, dessas sobre as quais falamos, hoje dia, que o artista a concebeu desejando apenas aclamação e tapinha nas costas. Ela destoa da profundidade emocional característica das obras de Beethoven.

Voltando à Sétima: na esfera pessoal, o compositor atravessava anos difíceis. A surdez avançava, comprometendo sua vida social e sua atividade profissional. Ao mesmo tempo, enfrentava frustrações afetivas e incertezas financeiras. Ainda assim, esse período produziu algumas de suas páginas mais inventivas. Beethoven encontrava-se em sua fase intermediária. Já era plenamente maduro. Era um herdeiro direto de Mozart e Haydn.

O que chama a atenção de imediato na Sétima é o ritmo. Seu primeiro movimento inicia com um tema que impregna a nossa mente por ser ensolarado e solene. Ele repercute como o surgimento de uma manhã de sol rosado após uma noite de chuva. O segundo, o célebre Allegretto, contrasta pela gravidade contida e pela progressão hipnótica do tema principal. Tornou-se tão popular que precisou ser repetido na estreia. O terceiro movimento, Presto, retoma o vigor rítmico em clima quase festivo, enquanto o finale explode em energia contagiante, num dos encerramentos mais intensos da produção beethoveniana.

O trabalho se encontra entre a elegância do classicismo, o idealismo beethoveano e as inovações românticas. Não deixe de ouvir essa excelente gravação com Sir Simon Rattle. Uma boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - 

01 - Symphony No. 7 in A Major, Op. 92- I. Poco sostenuto - Viva
02 - Symphony No. 7 in A Major, Op. 92- II. Allegretto
03 - Symphony No. 7 in A Major, Op. 92- III. Presto - Assai meno
04 - Symphony No. 7 in A Major, Op. 92- IV. Allegro con brio

Wiener Philharmoniker
Simon Rattle, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Johannn Evangelist Brandl (1760-1837) - Symphony in D Major, Op. 25 e Symphony in E-flat Major, Op. 12

Ainda não conhecia qualquer obra do compositor Johannn Evangelist Brandl. Nascido na Áustria, em um período bem próximo ao nascimento de Mozart, as obras escritas pelo compositor possuem a fragrância típica do classicismo vienense. Vale mencionar que, no período em que viveu Brandl, Viena era a capital da música europeia. Haydn, outro importante nome do período, ajudava a definir os destinos da música do continente.

Especialistas apontam que Brandl possuía especial sensibilidade melódica. Suas obras revelam domínio técnico, mas também uma expressividade emocional que começava a ganhar força no fim do século XVIII. Em muitas passagens, percebe-se um compositor disposto a ir além das convenções formais do Classicismo, aproximando-se de uma linguagem mais intensa e dramática.

Entre suas produções mais conhecidas estão sinfonias, concertos e peças instrumentais que circularam em cortes e salões europeus. Embora não tenha alcançado a mesma notoriedade de alguns contemporâneos, Brandl foi respeitado em vida e teve suas composições executadas em importantes centros musicais.

Neste disco, encontramos duas sinfonias escritas pelo compositor. A Symphony in D Major, Op. 25 costuma ser posicionada a partir dos anos de 1790, quando o compositor havia alcançado a maturidade. E a Symphony in E-flat Major, Op. 12 é da década de 1780.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Johannn Evangelist Brandl (1760-1837) - 

01. Symphony in D Major, Op. 25_ I. Andante con moto-Presto
02. Symphony in D Major, Op. 25_ II. Andante quasi un poco allegretto
03. Symphony in D Major, Op. 25_ III. Menuetto scherzoso
04. Symphony in D Major, Op. 25_ IV. Poco Adagio-Allegro molto
05. Symphony in E-flat Major, Op. 12_ I. Allegro
06. Symphony in E-flat Major, Op. 12_ II. Adagio
07. Symphony in E-flat Major, Op. 12_ III. Menuetto-Allegro
08. Symphony in E-flat Major, Op. 12_ IV. Allegro assai

Deutsche Staatsphilharmonie
Rheinland-Pfalz, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

Antonio Vivaldi (1678-1741) - The Four Seasons & & "La Griselda"


Talvez, "As quatro estações", escrita por Vivaldi sejam uma das peças mais populares da história. Quem não a conhece? Quem não ouviu, em algum lugar, a melodia fácil e iluminada do primeiro movimento. Eu, particularmente, procuro ouvir basicamente todas as gravações que encontro dessa obra inspirada. É prazeroso ouvi-la. Provoca um bem-estar, uma sensação de alegria apreciar a cada movimento. É possível identificar a maneira como ocorre a delimitação da passagem de cada estação. Estruturalmente, cada estação produz um efeito diferente no ouvinte - as cores vívidas da primavera, a tepidez e a energia emanadas do verão, a transformação do outono e o recolhimento do inverno. 

Abaixo, mais algumas palavras sobre o presente disco: 

"Alban Beikircher e o conjunto L’Estro Armonico iniciam o novo ano com uma nova gravação de As Quatro Estações, de Antonio Vivaldi. A produção inclui ainda a Sinfonia em Dó Maior da ópera La Griselda, para cordas e cravo, catálogo RV 718.

Registrado na Bibliotheksaal da Landesakademie para Jovens Músicos, em Ochsenhausen, próximo a Munique, espaço reconhecido por sua acústica excepcional, o álbum confere personalidade própria a uma das obras mais populares de Vivaldi".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Allegro (3:24)
02. Andante (2:08)
03. Minuet. Allegro (0:46)
04. Allegro (3:43)
05. Largo e pianissimo (2:45)
06. Allegro (4:37)
07. Allegro ma non molto (5:33)
08. Adagio (2:15)
09. Presto (3:00)
10. Allegro (5:29)
11. Adagio molto (2:25)
12. Allegro (3:23)
13. Allegro non molto (3:50)
14. Largo (1:58)
15. Allegro (3:23)

L'Estro Armonico
Alban Beikircher

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

domingo, 26 de abril de 2026

Felix Mendelssohn (1809-1847) - Complete Piano Quartets

Felix Mendelssohn foi um dos mais extraordinários prodígios musicais da história. Aos 15 anos, já era descrito por seu professor, Carl Zelter, como um músico plenamente maduro, “na irmandade de Bach, Mozart e Haydn”. Nessa idade, o compositor já havia produzido sinfonias, obras corais, Singspiele, quatro concertos, além de peças para piano e órgão.

Mendelssohn compôs seus quatro Quartetos para Piano - escritos para piano e trio de cordas - entre 1821 e 1824, quando tinha entre 12 e 15 anos. As obras formam seus Opus 1, 2 e 3. Claramente inspirados no estilo clássico de Mozart, os quartetos trazem a marca inconfundível de Mendelssohn: brilho técnico, virtuosismo, contraponto engenhoso e forte veia melódica, tanto nos movimentos rápidos quanto nos lentos, estes últimos já antecipando o caráter dos futuros Lieder ohne Worte. Os Scherzi, por sua vez, prenunciam a música de Sonho de uma Noite de Verão.

A interpretação reúne vigor, entusiasmo juvenil, delicadeza e lirismo nas mãos do pianista Matteo Fossi e dos instrumentistas Duccio Ceccanti, Edoardo Rosadini e Alice Gabiani.

Felix Mendelssohn (1809-1847) - 

01. Piano Quartet No. 1 in C Minor, Op. 1 I. Allegro Vivace
02. Piano Quartet No. 1 in C Minor, Op. 1 II. Adagio
03. Piano Quartet No. 1 in C Minor, Op. 1 III. Scherzo. Maggiore
04. Piano Quartet No. 1 in C Minor, Op. 1 IV. Allegro Moderato
05. Piano Quartet No. 2 in F Minor, Op. 2 I. Allegro Molto
06. Piano Quartet No. 2 in F Minor, Op. 2 II. Adagio
07. Piano Quartet No. 2 in F Minor, Op. 2 III. Intermezzo. Allegro Moderato
08. Piano Quartet No. 2 in F Minor, Op. 2 IV. Allegro Molto Vivace
09. Piano Quartet No. 3 in B Minor, Op. 3 I. Allegro Molto. Piu Allegro
10. Piano Quartet No. 3 in B Minor, Op. 3 II. Andante
11. Piano Quartet No. 3 in B Minor, Op. 3 III. Allegro Molto
12. Piano Quartet No. 3 in B Minor, Op. 3 IV. Finale. Allegro Vivace
13. Piano Quartet in D Minor, MWV Q 10 I. Allegro Molto
14. Piano Quartet in D Minor, MWV Q 10 II. Andante
15. Piano Quartet in D Minor, MWV Q 10 III. Finale. Allegro Molto

Quartetto Klimt 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sábado, 25 de abril de 2026

Giovanni Paolo Colonna (1637-1695) - O Splendida Dies e Giulio Cesare Arresti (1619-1701) - Sonata XVI - Elevazione sopra il Pange lingua


Giovanni Battista Colonna (1637-1695) passou a maior parte de sua carreira em Bolonha, onde atuou como maestro di cappella da Basílica de San Petronio. Tendo à disposição esse imponente edifício, com seus dois órgãos de coro — célebres entre os admiradores do instrumento — e uma acústica excepcionalmente generosa, Colonna compôs um vasto número de obras sacras destinadas a formações vocais e instrumentais grandiosas.

Em uma vertente mais intimista, porém, dedicou também duas coletâneas ao repertório dos chamados “pequenos motetos”. As peças registradas aqui pertencem ao conjunto Motetti a due e tre voci (1681). Elas revelam ampla diversidade de fórmulas composicionais, combinando elementos tradicionais e aspectos inovadores que seriam desenvolvidos pelas gerações seguintes.

Essas joias musicais representam de forma exemplar o estilo dos pequenos motetos que anunciam o stile concertante. Caracterizam-se por variadas combinações vocais — do recitativo solo à alternância de duetos e trios em diferentes formações — e por uma rica gama de estruturas formais, diretamente ligadas à natureza dos textos.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Giovanni Paolo Colonna (1637-1695) - 
01. Salve Pretiosum
02. Advolate fideles populi
03. Sonata VIII
04. O Splendida Dies

Giulio Cesare Arresti (1619-1701) - 
05. Sonata XVI - Elevazione sopra il Pange lingua

Giovanni Paolo Colonna
06. Pulcra es
07. Sonata VII
08. E Libano Cæli
09. Sinfonia sopra Ride tellus
10. Esurientes
11. Sinfonia sopra Iubilet Cælum
12. Adeste superi

Scherzi Musicali
Nicolas Achten, diretor 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

Béla Bartók (1881-1945) - Violin Concerto No. 2, Sz. 112, BB 117 e String Quartet No. 6, Sz. 114, BB 119

Isaac Stern foi uma das maiores personalidades musicais do pós-guerra. Nascido na Ucrânia, tinha apenas um ano quando seus pais emigraram para os Estados Unidos, país onde iniciou os estudos de violino. Não era uma criança prodígio, mas um jovem talentoso que progrediu de forma lenta e constante.

Em sua autobiografia, relata como rapidamente se tornou autodidata, construindo a própria técnica sob a admiração de Nathan Milstein e Arthur Grumiaux, seus dois grandes modelos — embora este último fosse um ano mais novo que ele.

Isaac Stern possuía uma personalidade incomum e um apetite voraz pela música, capaz de realizar mais de 200 concertos por ano ao redor do mundo. Seu estilo interpretativo era robusto e intenso, marcado por vigor, articulação incisiva e acentos rítmicos fortemente pronunciados.

Com o passar do tempo, no entanto, passou a estudar menos, e sua afinação e execução tornaram-se mais instáveis. Isso levou o maestro George Szell a afirmar que Stern desperdiçava tempo e energia em causas que iam além da música.

É preciso lembrar, contudo, que Stern era um artista engajado, que via na música uma força universal capaz de promover a reconciliação entre os povos.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Béla Bartók (1881-1945) - 

01. Violin Concerto No. 2, Sz. 112, BB 117: I. Allegro non troppo
02. Violin Concerto No. 2, Sz. 112, BB 117: II. Andante tranquillo - Allegro scherzando - Tempo primo
03. Violin Concerto No. 2, Sz. 112, BB 117: III. Allegro molto
04. String Quartet No. 6, Sz. 114, BB 119: I. Mesto - Vivace
05. String Quartet No. 6, Sz. 114, BB 119: II. Mesto - Marcia
06. String Quartet No. 6, Sz. 114, BB 119: III. Mesto - Burletta. Moderato
07. String Quartet No. 6, Sz. 114, BB 119: IV. Mesto

Hungarian Quartet
Leonard Bernstein, regente
Isaac Stern, violino 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Franz Schubert (1797-1828) - Symphony No. 6 in C Major D. 589 - "Little C Major" e Symphony No. 5 in B-flat Major D. 435

 

Sou um admirador da obra de Schubert. Tudo o que ele escreveu está impregnado de sofisticação, beleza e um lirismo romântico que não é fácil de encontrar em outros compositores. Suas sinfonias revelam uma imaginação musical única. O que impressiona é que quantidade de obras relevantes escritas quando o compositor estava na casa dos vinte anos.

A Sinfonia No. 5, por exemplo, foi escrita em 1816; e a Sinfonia No. 6, em 1818; ou seja, 19 e 21 anos, respectivamente. A Sinfonia No.5 foi escrita para uma orquestra menor,  sem clarinetes, trompetes ou tímpanos, ela respira leveza. O gesto parece quase uma declaração de princípios: em vez do heroísmo grandioso que já dominava parte da música germânica, Schubert escolhe a elegância, a transparência e a graça. Schubert parece dizer que a profundidade também pode sussurrar. Em tempos de exaltação heroica, ele oferece delicadeza.

Já a Sinfonia No. 6 mostra um trabalho completamente diferente. Ela é mais expansiva e teatral; mais ousadamente rica e ensolarada. Aqui se percebe a influência da ópera italiana, especialmente de Gioachino Rossini, cuja música conquistava a Europa naquele momento. Schubert, atento ao seu tempo, incorpora esse brilho operístico com inteligência. O resultado é uma sinfonia viva, espirituosa e cheia de energia. 

A Sexta tenha sido apelidada por alguns de “Pequena em Dó maior”, em contraste implícito com a futura “Grande em Dó maior”.  Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Franz Schubert (1797-1828) - 

01 Symphony No. 6 in C Major D. 589 _Little C Major_ I. Adagio - Allegro
02 Symphony No. 6 in C Major D. 589 _Little C Major_ II. Andante
03 Symphony No. 6 in C Major D. 589 _Little C Major_ III. Scherzo. Presto - Trio. Più lento
04 Symphony No. 6 in C Major D. 589 _Little C Major_ IV. Allegro moderato
05 Symphony No. 5 in B-flat Major D. 435 I. Allegro
06 Symphony No. 5 in B-flat Major D. 435 II. Andante con moto
07 Symphony No. 5 in B-flat Major D. 435 III. Menuetto. Allegro molto - Trio
08 Symphony No. 5 in B-flat Major D. 435 IV. Allegro vivace

The Deutsche Kammerphilharmonie Bremen
Paavo Järvi, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Pierre-Alexandre Monsigny (1729-1817) - Le Déserteur

 

Ainda não conhecia os trabalhos nem o nome de Pierre-Alexandre Monsigny. Descubro que ele foi um compositor francês do século XVIII, reconhecido como um dos fundadores da opéra-comique francesa. Suas obras combinaram leveza melódica e sentimento dramático, refletindo o sentimento iluminista de sua época e influenciando o desenvolvimento da ópera nacional da França. 

A brilhante opéra-comique "Le Déserteur", de Pierre-Alexandre Monsigny e Michel-Jean Sedaine, conquistou sucesso imediato e duradouro graças ao seu encanto melódico e à variedade musical, à combinação entre humor e momentos de profunda emoção e tragédia, além de seu radicalismo intelectual, que antecipava os ideais humanitários dos românticos do século XIX.

Esta gravação reúne apenas os trechos musicais dessa obra precursora da chamada “ópera de resgate”, na qual a heroína Louise salva seu noivo, Alexis, da prisão e de uma sentença de morte.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Pierre-Alexandre Monsigny (1729-1817) - 

DISCO 01


01. Overture
02. Act I. Scene 1: Ariette: Peut-on affliger ce qu'on aime? (Louise)
03. Scene 3: J'avais égaré mon fuseau (Jeannette)
04. Scene 4: Ah! je respire (Alexis)
05. Scene 6: Marche des Gens de la Noce
06. Duo: Serait-il vrai, puis-je l'entendre? (Alexis, Jeannette)
07. Scene 7: Recitativo Obligato: Infidèle', que t'ai-je fait? (Alexis)
08. Fuyons ce lieu que je déteste (Alexis, 3 Guards, Courchemin)
09. Act II. Entr'acte
10. Scene 2: Mourir n'est rien, c'est notre dernière heure (Alexis)
11. Scene 3: Je ne déserterai jamais (Montauciel)
12. Scene 6: Duo: O ciel, puis-je ici te voir (Alexis, Louise)
13. Scene 8: Dans quel trouble te plonge (Louise)
14. Scene 11: Trio Fuga: O ciel! Quoi tu vas mourir (Louise, Jean-Louis, Alexis)
15. Scene 17: Air: Tous les hommes (Bertrand) - Air: Vive le vin (Montauciel) - Duo (Bertrand, Montauciel)

DISCO 02

01. Act III. Entr'acte
02. Scene 4: V, o, u, s, e, t, et te (Montauciel)
03. Scene 4: Il m'eût été si doux de t'embrasser (Alexis)
04. Scene 6: Le Roi passait (Courchemin, Montauciel, The Jailer)
05. Scene 7: On s'empresse, on me regarde (Alexis)
06. Scene 10: Adieu, chère Louise, adieu (Alexis)
07. Scene 11: Recitativo: Où suis-je ? 0 Ciel ! j’ai les pieds nus (Louise, Chœur, Aunt Marguerite, Jean-Louis)
08. Scene 12: Courez, courez, elle était expirante (Alexis, Tous)

Opera Lafayette Orchestra

Ryan Brown, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

Giuseppe Verdi (1813-1901) - La Traviata

 

Perguntei ao Gemini (do Google) quais são as dez óperas mais famosas da história. Obtive a seguinte resposta:

As 10 óperas mais famosas e encenadas da história combinam melodias inesquecíveis, dramas intensos e compositores geniais. Destacam-se obras  de Verdi, Puccini, Mozart e Bizet, como Carmen, La Traviata e A Flauta Mágica, essenciais para qualquer amante da música clássica.
As 10 Óperas Mais Famosas da História
  1. Carmen (Georges Bizet): Uma das mais populares, conhecida pela habanera e a história trágica da cigana.
  2. La Traviata (Giuseppe Verdi): Drama comovente centrado na cortesã Violetta Valéry.
  3. A Flauta Mágica (Wolfgang Amadeus Mozart): Ópera lírica com elementos de conto de fadas e a famosa ária da Rainha da Noite.
  4. La Bohème (Giacomo Puccini): Retrata a vida boêmia e trágica de jovens artistas em Paris.
  5. O Barbeiro de Sevilha (Gioachino Rossini): Comédia leve e musicalmente deliciosa.
  6. Rigoletto (Giuseppe Verdi): Tragédia focada no bufão da corte e a famosa ária "La donna è mobile".
  7. Tosca (Giacomo Puccini): Um thriller dramático que se passa em Roma.
  8. Madame Butterfly (Giacomo Puccini): A trágica história de amor da geisha Cio-Cio-San.
  9. As Bodas de Fígaro (Wolfgang Amadeus Mozart): Comédia refinada sobre intrigas domésticas.
  10. Aida (Giuseppe Verdi): Espetáculo grandioso ambientado no Egito Antigo.

Bastante interessante a lista, embora não possua nenhuma ópera de Wagner, o que é um contrassenso. De qualquer forma, valeu a curiosidade. 

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Giuseppe Verdi (1813-1901) - 

DISCO 01


01 - La traviata _ Act 1_ Prelude
02 - La traviata _ Act 1_ _Dell'invito trascorsa è già l'ora_
03 - La traviata _ Act 1_ _Libiamo ne'lieti calici_ (Brindisi)
04 - La traviata _ Act 1_ _Che è ciò__
05 - La traviata _ Act 1_ _Un dì felice, eterea...Si ridesta in ciel l'aurora_
06 - La traviata _ Act 1_ _E strano!...Ah, fors'è lui_
07 - La traviata _ Act 1_ _Follie! Delirio vano è questo!...Sempre libera_
08 - La traviata _ Act 2_ _Lunge da lei_
09 - La traviata _ Act 2_ _De' miei bollenti spiriti...Annina, donde vieni_
10 - La traviata _ Act 2_ _O mio rimorso!...Alfredo_
11 - La traviata _ Act 2_ _Pura, siccome un angelo...Un dì, quando le veneri_
12 - La traviata _ Act 2_ _Dite alla giovine...Non amarlo ditegli_

DISCO 02

01 - La traviata _ Act 2_ _Dammi tu forza, o ciel!...Ah, vive sol quel core_
02 - La traviata _ Act 2_ _Di Provenza il mar...Né risponde d'un padre..._
03 - La traviata _ Act 2_ _No, non udrai rimproveri_
04 - La traviata _ Act 2_ _Avrem lieta di maschere la notte...Di Madridi_
05 - La traviata _ Act 2_ _Alfredo! Voi!...Or tutti a me...Ogni suo aver_
06 - La traviata _ Act 2_ _Di sprezzo degno...Alfredo, Alfredo, di questo core_
07 - La traviata _ Act 3_ Prelude. _Annina_ Comandate_
08 - La traviata _ Act 3_ _Tenesta la promessa...Attendo, né a me giungon mai...Addio del passato_
09 - La traviata _ Act 3_ _Largo a quadrupede_
10 - La traviata _ Act 3_ _Signora...Che t'accade_...Parigi, o cara_
11 - La traviata _ Act 3_ _Parigi, o cara...Ah! Gran Dio!_
12 - La traviata _ Act 3_ Ah, Violetta!...Se una pudica vergine

Orchestra e Coro del Maggio Musicale Fiorentino
Sir John Pritchard, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Alfred Schnittke (1934-1998) - Psalms Repentance


Os Psalms Repentance foram compostos em 1988, ou seja, nos anos finais da União Soviética. Foram escritos pela ocasião dos mil anos de cristianismo na Rússia. Em 988, houve o batismo da antiga Rus de Kiev. O dado histórico é decisivo: durante décadas, a política soviética reprimiu instituições religiosas e restringiu manifestações litúrgicas públicas. Quando o compositor recebe a oportunidade de escrever uma grande obra espiritual, o gesto adquire peso simbólico. Não se tratava apenas de retomar uma tradição sagrada, mas de recolocar a espiritualidade no centro da vida cultural russa depois de um longo silêncio imposto.

Os textos utilizados por Schnittke baseiam-se em poemas penitenciais antigos, associados à tradição devocional eslava. A escolha da penitência é reveladora. Em vez de um repertório triunfal ou celebratório, o compositor prefere o arrependimento, a culpa, a fragilidade humana e o desejo de redenção. Num país marcado por perseguições, guerras, expurgos e trauma coletivo, o tema soa quase como comentário histórico indireto. A penitência, aqui, não é apenas individual: parece também nacional e civilizacional.

Do ponto de vista estético, a obra representa de maneira exemplar a linguagem tardia de Schnittke. Conhecido nas décadas anteriores por seu “poliestilismo” - técnica que justapunha referências barrocas, clássicas, modernas e populares - o compositor adota em Psalms of Repentance uma escrita mais austera. Em vez de colagens irônicas ou contrastes abruptos, ouvimos uma arquitetura sonora severa, dominada pelo coro à capela. A renúncia à orquestra amplia a sensação de nudez espiritual: resta apenas a voz humana, exposta, vulnerável.

A escrita coral é extraordinariamente sofisticada. Schnittke alterna blocos maciços de som com linhas quase sussurradas, explora registros extremos, tensões harmônicas densas e momentos de suspensão modal que evocam tanto o canto ortodoxo quanto a modernidade ocidental. Há passagens de violência sonora, nas quais o coro parece clamar em massa, e outras de recolhimento quase imóvel. O silêncio, os ataques bruscos e a ressonância das vozes tornam-se elementos dramáticos tão importantes quanto a melodia. É uma música que precisa ser absorvida com bastante atenção. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Alfred Schnittke (1934-1998) - 

01 - I. Adam sat weeping at the gates of paradise
02 - II. O wilderness, gather me
03 - III. That is why I live in poverty
04 - IV. My soul, my soul
05 - V. O Man, doomed and wretched
06 - VI. When they beheld the ship that suddenly came
07 - VII. Oh my soul, why are you not afraid
08 - VIII. If you wish to overcome
09 - IX. I have reflected on my life as a monk
10 - X. Christian people, gather together!
11 - XI. I entered this life of tears a naked infant
12 - XII. (wordless)

Cappella Amsterdam
Daniel Reuss, regente 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) - Stabat Mater, P. 77 e Antonio Vivaldi (1678-1741) - Nisi Dominus, RV 608

O PRJCT Amsterdam e seu diretor artístico Maarten Engeltjes apresentam duas das maiores obras vocais do período barroco: Stabat Mater, de Giovanni Battista Pergolesi, e Nisi Dominus, de Antonio Vivaldi. Enquanto a peça virtuosística de Vivaldi reflete sobre a fragilidade humana diante da ausência do amparo divino, o retrato de Maria em pranto aos pés da Cruz, concebido por Pergolesi, traduz a dor vivida pelos pais de uma criança falecida. Em Stabat Mater, o contratenor de Engeltjes se funde de forma fluida e serena ao soprano de Shira Patchornik, resultando em uma interpretação ao mesmo tempo profunda e intensamente humana.

Fundado em 2017, o PRJCT Amsterdam é um jovem e inovador conjunto dedicado ao repertório barroco, estruturado em torno de Maarten Engeltjes. Considerado um dos contratenores mais requisitados da atualidade, o artista atua ao lado de alguns dos mais prestigiados grupos e regentes especializados em música antiga. Já Shira Patchornik, vencedora de importantes concursos dedicados ao barroco, consolida rapidamente seu espaço nos palcos de ópera e concerto. Todos os artistas fazem aqui sua estreia pelo selo Pentatone.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

01. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- I. Stabat mater dolorosa
02. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- II. Cuius animam gementem
03. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- III. O quam tristis
04. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- IV. Quae moerebat
05. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- V. Quis est homo
06. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- VI. Vidit suum
07. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- VII. Eia Mater
08. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- VIII. Fac, ut ardeat cor meum
09. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- IX. Sancta Mater
10. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- X. Fac, ut portem
11. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- XI. Inflammatus
12. Pergolesi- Stabat Mater, P. 77- XII. Quando corpus - Amen
13. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- I. Nisi Dominus
14. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- II. Vanum est vobis
15. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- III. Surgite
16. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- IV. Cum dederit
17. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- V. Sicut sagittae
18. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- VI. Beatus vir
19. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- VII. Gloria Patri
20. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- VIII. Sicut erat in principio
21. Vivaldi- Nisi Dominus, RV 608- IX. Amen

PRJCT Amsterdam
Maarten Engeltjes, contratenor e regência
Shira Patchornik, soprano 

Você pode comprar este disco na Amazon

*Para acessar o link, por favor, clicar na imagem.

*Se possível, deixe um comentário. Sua participação é importante. Ela ajuda a manter o nosso blog!