sábado, 7 de março de 2026

Johannes Brahms (1833-1897) - Symphony No. 2 in D Major, Op. 73 e Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98

Extraído da apresentação do disco:

"A Primeira Sinfonia de Johannes Brahms tornou-se célebre pelo longo período de gestação: foram 21 anos entre a concepção e a estreia. O intervalo refletia tanto o rigor autocrítico do compositor quanto o peso das expectativas de seu tempo, já que muitos acreditavam que sua obra sinfônica daria continuidade direta ao legado de Ludwig van Beethoven.

Em contraste marcante, a Segunda Sinfonia teve um processo muito mais rápido. Iniciada em junho de 1877, foi apresentada ao público apenas seis meses depois, sob a regência de Hans Richter e interpretada pela Vienna Philharmonic. A obra também difere da anterior em seu caráter: mais leve, luminosa e de atmosfera pastoral.

Após um intervalo de cerca de seis anos, Brahms voltou ao gênero sinfônico em 1883. Nesse período, compôs em rápida sucessão a Terceira e a Quarta Sinfonias. A Quarta, iniciada em 1884, teve estreia em outubro de 1885, com o próprio compositor à frente da Meiningen Court Orchestra.

A obra destaca-se especialmente pelo movimento final, estruturado como uma Passacaglia - forma musical extremamente rara em sinfonias. Além disso, é a única das sinfonias de Brahms a terminar em tonalidade menor, conferindo à conclusão um caráter particularmente dramático".

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) - 

01. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73: I. Allegro non troppo (18:19)
02. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73: II. Adagio non troppo (8:17)
03. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73: III. Allegretto grazioso (4:58)
04. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73: IV. Allegro con spirito (9:27)
05. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: I. Allegro non troppo (13:08)
06. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: II. Andante moderato (11:28)
07. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: III. Allegro giocoso (6:12)
08. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98: IV. Allegro energico e passionato (9:37)

Bergen Philharmonic Orchestra
Edward Gardner, regente 

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sexta-feira, 6 de março de 2026

Anton S. Arensky (1861-1906) - Piano Concerto in F Minor, Op. 2, Ryabinin Fantasia on 2 Russian Folksongs, Op. 48, Pamyati Suvorova e Symphonic Scherzo

Anton Arensky é daqueles compositores que são colocados em uma órbita periférica entre os grandes nomes da música erudita russa. Reverenciamos Tchaikovsky, Rachmaninov ou Prokofiev, todavia Arensky quase não é lembrado. Talvez, seus dois bonitos e delicados trios para piano, que mereçam uma página à parte. Essa posição de satélite em torno dos grandes nomes, deriva - quiçá - da sua morte precoce, na casa dos quarenta anos.

Um acontecimento digno de nota é o seu Concerto para piano e orquestra, Op. 2, uma obra forjada em sua juventude. Não se pode ignorar o caráter luminoso e ambicioso da obra. Arensky escreveu o seu Concerto para piano aos 21 anos de idade. Há na obra os lampejos de criatividade e intuição artística. Embora não possua a monumentalidade de concertos mais famosos do repertório russo, a peça tem um charme particular. Certamente, se tivesse vivido mais tempo, o compositor teria escrito obras com mais fôlego, alcançando o mesmo patamar de seus coetâneos mais famosos. 

O compositor conseguiu desenvolver uma escrita refinada. Esteve próximo do famoso Grupo dos Cinco. Estudou com o influente Rinsky-Korsakov, um dos nomes mais importantes do nacionalismo russo; todavia, decidiu trilhar o próprio caminho, sendo influenciado pela tradição romântica europeia. Tornou-se professor e teve entre os seus alunos nomes como Rachmaninov e Scriabin. Seus problemas com o alcoolismo foram obstáculos à fermentação de uma carreira com mais sucesso. Por fim, a tuberculose o matou.

Não deixe de ouvir este disco. Uma boa apreciação! 

Anton S. Arensky (1861-1906) - 

01. Piano Concerto in F Minor, Op. 2 - I. Allegro Maestoso
02. Piano Concerto in F Minor, Op. 2 - II. Andante con moto
03. Piano Concerto in F Minor, Op. 2 - III. Scherzo-Finale. Allegro molto
04. Ryabinin Fantasia on 2 Russian Folksongs, Op. 48
05. Pamyati Suvorova (to the Memory of Suvorov)
06. Symphonic Scherzo

Russian Philharmonic Orchestra
Dmitry Yablonsky, regente
Konstantin Scherbakov, piano 

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quinta-feira, 5 de março de 2026

Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) - Symphony No. 5 in E Minor, Op. 64, Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74 - "Pathétique", 1812 Overture, Op. 49, Capriccio italien, Op. 45 etc

Tchaikovsky foi um compositor singular, daqueles que conseguiram deixar uma marca extraordinária em suas composições. É importante pontuar, inicialmente, que a marca do compositor pode ser identificada: (1) como um orquestrador fabuloso; e (2) um imponente melodista. Este disco, por exemplo, reúne um material orquestral de primeira qualidade. Há aberturas e outros materiais orquestrais, além das poderosas e imponentes sinfonias de número 5 e de número 6, uma das minhas favoritas.

A primeira delas é a Sinfonia No. 5, composta em 1888. Tchaikovsky a escreveu após mais de uma década desde a Sinfonia No. 4. O compositor temia ter perdido sua capacidade criativa; a obra nasce, portanto, em meio a dúvidas pessoais. Ironicamente, tornou-se uma das sinfonias mais executadas do repertório. A obra é atravessada por um tema cíclico, frequentemente chamado de “tema do destino”. Apresentado logo na introdução pelos clarinetes e fagotes em registro grave, esse tema percorre toda a sinfonia, reaparecendo transformado em diferentes contextos harmônicos e emocionais. Fica evidente a influência lisztiana nesse fabuloso trabalho.

Em seguida, temos a poderosa Sinfonia No. 6, também conhecida como “Patética”. O ano de sua composição é 1893. O título pode gerar confusão. A ideia emanada da obra não é de sentimentalismo gratuito; o que está em jogo é uma revoluteante paixão, um intenso sofrimento emocional.  A obra possui um forte apelo dramático. As melodias são amplas e surgem em forma de elegia; há explosões rítmicas violentas; humores bruscos que se dissolvem em delicadas reflexões sustentadas pelas cordas.

O último movimento subverte a noção sinfônica tradicional. Até aquele momento, o último movimento era rápido, festivo, como que a emoldurar o triunfo, a resolução de um problema. O compositor quebra essa lógica. Tchaikovsky encerra a obra com um Adagio lamentoso, um final lento e sombrio que se dissolve em silêncio.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) - 

DISCO 01


01 - 1812 Overture, Op. 49
02 - Capriccio italien, Op. 45
03 - Symphony No. 5 in E Minor, Op. 64, TH 29_ 1. Andante - Allegro con anima
04 - Symphony No. 5 in E Minor, Op. 64, TH 29_ 2. Andante cantabile, con alcuna licenza - Moderato con anima
05 - Symphony No. 5 in E Minor, Op. 64, TH 29_ 3. Valse (Allegro moderato)
06 - Symphony No. 5 in E Minor, Op. 64, TH 29_ 4. Finale (Andante maestoso - Allegro vivace)

DISCO 02

01 - Romeo and Juliet, Fantasy Overture
02 - Slavonic March, Op. 31
03 - Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74, TH 30 _Pathétique__ 1. Adagio - Allegro non troppo
04 - Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74, TH 30 _Pathétique__ 2. Allegro con grazia
05 - Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74, TH 30 _Pathétique__ 3. Allegro molto vivace
06 - Symphony No. 6 in B Minor, Op. 74, TH 30 _Pathétique__ 4. Finale (Adagio lamentoso - Andante)

Concertgebouw Orchestra
Paul van Kempen, regente

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quarta-feira, 4 de março de 2026

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Piano Concertos 6, 8 & 18

Texto extraído do encarte do disco:

Olga Pashchenko e Il Gardellino apresentam a terceira gravação dos concertos para piano de Mozart, dando sequência a dois volumes anteriores (Alpha 726 e 942) amplamente elogiados pela crítica e pelo público. “O Mozart ‘autêntico’ mais eletrizante que já ouvi”, escreveu a revista The Spectator à época do lançamento.

Em janeiro de 1776, Mozart compôs o Concerto para Piano nº 6, seguido pelo nº 8 em abril do mesmo ano. Aos 20 anos, o compositor optou por não provocar a aristocracia de Salzburgo, escrevendo uma música de traços simples, porém profundamente evocativa — capaz de transportar o ouvinte “à calma suavidade de um jardim paradisíaco, à maneira dos Campos Elísios evocados por Gluck e Rameau”, como observou Olivier Messiaen.

Concluído em 30 de setembro de 1784, o Concerto K 465 permanece envolto em incertezas quanto à data de sua primeira execução pública. Acredita-se que Mozart o tenha estreado em fevereiro de 1785, em Viena, diante de seu pai, Leopold. Em carta à filha Maria Anna, Leopold relatou que Wolfgang foi aclamado, e que o imperador teria retirado o chapéu, exclamando: “Bravo, Mozart!”.

Fiel ao rigor histórico que marca suas gravações, Olga Pashchenko utilizou instrumentos de época ou cópias fiéis: um fortepiano Anton Walter (c. 1792), construído por Paul McNulty, e uma réplica de piano tangente Späth & Schmahl (Regensburg, 1794), assinada por Chris Maene.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 

01. Mozart- Piano Concerto No. 6 in B-Flat Major, KV 238- I. Allegro aperto
02. Mozart- Piano Concerto No. 6 in B-Flat Major, KV 238- II. Andante un poco adagio
03. Mozart- Piano Concerto No. 6 in B-Flat Major, KV 238- III. Rondeau. Allegro
04. Mozart- Piano Concerto No. 8 in C Major, KV 246- I. Allegro aperto
05. Mozart- Piano Concerto No. 8 in C Major, KV 246- II. Andante
06. Mozart- Piano Concerto No. 8 in C Major, KV 246- III. Rondeau. Tempo di Menuetto
07. Mozart- Piano Concerto No. 18 in B-Flat Major, KV 456- I. Allegro vivace
08. Mozart- Piano Concerto No. 18 in B-Flat Major, KV 456- II. Andante un poco sostenuto
09. Mozart- Piano Concerto No. 18 in B-Flat Major, KV 456- III. Allegro vivace

Il Gardellino 
Olga Pashchenko, regência e pianoforte 

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terça-feira, 3 de março de 2026

Cláudio Santoro (1919-1989) - Symphonies Nos. 13 & 14, Viola Concerto & Concerto for Chamber Orchestra

Excelente este disco. Música de peso. Santoro prova por que foi um dos maiores sinfonistas do continente americano de todos os tempos. Nascido em Manaus e morto em Brasília, a vida do compositor vale ser conhecida. A produção do compositor é vasta: inclui sinfonias, concertos, música de câmara, trilhas sonoras entre outras. Neste disco, encontramos algumas dessas obras. Destaco aqui as duas extraordinárias sinfonias. Santoro escreveu ao todo 14 sinfonias, o que o coloca na condição de grande sinfonista.

A primeira delas é a Sinfonia de Nº 13. Composta na fase madura do compositor, a Sinfonia nº 13 revela um Santoro menos preso a programas ideológicos e mais voltado à síntese pessoal de linguagem. Em seguida, vem a de Nº 14. Ela é detentora de um caráter mais introspectivo. O compositor trabalha a ideia de conflito não apenas como embate sonoro, mas como processo interno, quase filosófico.

Importante ainda mencionar o Concerto par viola. Entre as suas obras concertantes, essa obra merece todo o destaque. A escolha da viola — instrumento historicamente menos valorizado como solista - revela o interesse de Santoro por timbres escuros e expressivos.

Sua trajetória evidencia uma rara combinação de técnica sólida, abertura às transformações estéticas e compromisso intelectual. O compositor construiu uma obra que reflete as tensões de seu tempo: modernidade e tradição, política e arte, nacionalismo e universalismo. Ou seja, este é um baita disco do selo Naxos. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Cláudio Santoro (1919-1989) - 

01. Viola Concerto: I. Allegro
02. Viola Concerto: II. Andante
03. Viola Concerto: III. Allegro moderato deciso
04. Symphony No. 13: I. Tempo Eighth Note = 60 - Allegro
05. Symphony No. 13: II. Moderato quasi andante
06. Symphony No. 13: III. Allegro
07. Symphony No. 13: IV. Grave - Allegro
08. Concerto for Chamber Orchestra: I. Andante
09. Concerto for Chamber Orchestra: II. Moderato
10. Concerto for Chamber Orchestra: III. Epílogo. Lento
11. Symphony No. 14: I. Allegro
12. Symphony No. 14: II. Andante (lento) quasi adagio
13. Symphony No. 14: III. Moderato con anima

Goiás Philharmonic Orchestra
Neil Thomson, regente
Gabriel Marin, viola

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segunda-feira, 2 de março de 2026

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Symphony No. 4 in C Minor, Op. 43


Cada trabalho sinfônico de Dmitri Shostakovich está permeado pela história. Isso se explica por dois motivos: (1) ele era um compositor genial, sarcástico, irônico, construtor de metáforas sonoras; (2) o período histórico em que viveu, repleto de tensões políticas. Certamente, se tivesse vivido em outro momento, sua obra não teria o mesmo sabor, a mesma força simbólica.

Um exemplo disso é a sua Quarta Sinfonia.  À época da escrita, na década de 30 do século passado, ou seja, há quase cem anos, Shostakovich era um jovem compositor em ascensão.  Sua obra ganhava cada vez mais visibilidade. Certamente, o Partido sob a liderança do camarada Stálin passou a colocar os olhos sobre o compositor. Para piorar as coisas, a ópera Lady Macbeth do Distrito de Mtsensk foi tirada de cartaz a mando do próprio Stálin. O líder supremo da União Soviético enxergou “libertinagens” excessivas no trabalho baseado em uma novela de Nikolai Leskov. Em artigo no Pravda, o jornal do Partido, o líder soviético fez críticas explícitas ao trabalho.

Shostakovich sabia que aquilo não era um bom sinal. A Sinfonia No. 4 estava pronta para ser estreada; o ensaio já havia acontecido. Todavia, consciente das dificuldades que poderiam advir da apresentação, por causa da atmosfera carregada, crítica e irônica do trabalho, o compositor resolveu tirá-la de cartaz, convicto de que haveria represálias mais graves. Resultado: a obra foi colocada no ostracismo e só veio ao mundo no início dos anos 60, mais de trinta após a sua composição.

A pergunta que fica é: o que havia de tão sério nela? A Quarta pode ser considerada como um dos trabalhos mais ousados e visionários do compositor. Não é uma música de conforto – aliás, a obra de Shostakovich pode ser colocada nessa categoria. Ela exige atenção, entrega. Sua força está justamente na recusa de soluções simples - no modo como transforma angústia histórica em arquitetura sonora. Ela possui uma linguagem densa, cáustica, ambígua, inquieta, repleta de nuances psicológicas.

O certo é que o compositor teria dificuldades, caso ela fosse apresentada ainda na década de 30. A coerção stalinista de que a arte deveria ser uma depositária da exaltação do realismo e de que deveria estar a serviço do Estado manietou diversos artistas. Shostakovich sentiu isso, mas soube como ninguém escrever obras evocavam nuvens sutis; metáforas que apontavam, denunciavam, o espírito de uma época.

Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - 

01 - Symphony No. 4 in C Minor, Op. 43_ I. Allegretto, poco moderato - Presto (Live)
02 - Symphony No. 4 in C Minor, Op. 43_ II. Moderato con moto (Live)
03 - Symphony No. 4 in C Minor, Op. 43_ III. Largo - Allegro (Live)

Münchner Philharmoniker
Valery Gergiev, regente 

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domingo, 1 de março de 2026

Béla Bartók (1881-1945) - Works for Piano & Orchestra

Béla Bartók foi um dos mais importantes compositores do século XX. Sua obra é indispensável. Neste disco encontramos algumas das suas principais composições orquestrais. O húngaro foi compositor com múltiplas qualidades - era virtuose, alguém com uma intuição extraordinária e um pesquisador arguto do folclore do seu país. Importante levar em conta o seus três concertos para piano e orquestra, obras verdadeiramente revolucionárias.

O Primeiro Concerto é do ano de 1926. Bartók havia passado anos mergulhado na pesquisa de músicas camponesas da Hungria, Romênia e Eslováquia, recolhendo melodias e ritmos que mais tarde transformaria em linguagem pessoal. Aqui, o piano surge quase como instrumento de percussão: acordes secos, martelados, diálogos ríspidos com tímpanos e sopros. A orquestração é enxuta, porém poderosa. 

Em 1931, o compositor escreve o seu Segundo Concerto para Piano. Ele mantém a força do ritmo, mas amplia o nível de sofisticação formal. O primeiro movimento é luminoso, quase atlético, com o piano desafiando a orquestra em passagens de virtuosismo extremo. No movimento central, surge um traço marcante da produção orquestral bartokiana: a chamada “música noturna”.

E o Terceiro Concerto, escrito em 1945 - o ano da morte do compositor -, ele é mais lírico e transparente; foi escrito como presente de aniversário para sua esposa, Ditta Pásztory.  

O compositor evidencia em sua obra orquestral um rigor intelectual e uma energia visceral. O aspecto da genialidade do compositor fica evidente pelo fato de buscar conciliar elementos populares a um sofisticação incomum. Ele dialoga com as formas clássicas, mas procura reinventá-las. Talvez, nesse aspecto, nenhum compositor foi tão original e e genial quanto o compositor. 

Há no disco outras composições como, por exemplo,  a extraordinária Music for Strings, Percussion & Celesta, entre outras. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação! 

Béla Bartók (1881-1945) - 

DISCO 01


01 - Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91 I. Allegro moderato
02 - Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91 II. Andante
03 - Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91 III. Allegro molto
04 - Music for Strings, Percussion & Celesta, Sz. 106, BB 114 I. Andante tranquillo
05 - Music for Strings, Percussion & Celesta, Sz. 106, BB 114 II. Allegro
06 - Music for Strings, Percussion & Celesta, Sz. 106, BB 114 III. Adagio
07 - Music for Strings, Percussion & Celesta, Sz. 106, BB 114 IV. Allegro molto

DISCO 02

01 - Piano Concerto No. 2 I. Allegro
02 - Piano Concerto No. 2 II. Adagio - Piu adagio - Presto
03 - Piano Concerto No. 2 III. Allegro molto
04 - Rhapsody for Piano & Orchestra, Op. 1 I. Adagio molto
05 - Rhapsody for Piano & Orchestra, Op. 1 II. Poco allegretto

DISCO 02

01 - Piano Concerto No. 3 in E major, Sz. 119, BB 127 (completed by Tibor Serly)- ...
02 - Piano Concerto No. 3 in E major, Sz. 119, BB 127 (completed by Tibor Serly)- ...
03 - Piano Concerto No. 3 in E major, Sz. 119, BB 127 (completed by Tibor Serly)- ...
04 - Scherzo (Burlesque) for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2)- Intr...
05 - Scherzo (Burlesque) for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2)- Alle...
06 - Scherzo (Burlesque) for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2)- Trio...
07 - Scherzo (Burlesque) for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2)- Sche...

Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer, regente
Zoltán Kocsis, piano 

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