quarta-feira, 30 de junho de 2010

L. V. Beethoven - Concerto para violino e orquestra em Ré, Op.61, Romance para violino No.1 em Sol maior, Op.40 e Romance para violino No. 2 etc

Acredito que o Concerto para violino e orquestra de Beethoven seja a peça que mais apareceu em O SER DA MÚSICA. Os visitantes incidentais do blog devem perceber o meu desvelo e apreço por ele. E outro fato: devem observar a minha paixão pela obra de Beethoven. Há coisas que são tristemente indizíveis, profundamente indescritíveis. Assim é Beethoven para mim. Comprei recentemente o livro Beethoven - A música e a vida, de Lewis Lockwood, um certo professor de Harvard, ganhador do prêmio Pulitzer, em 2003, que tem dedicado a vida inteira a estudar a vida do gênio alemão. Ainda não li. Estou a fazer algumas leituras inadiáveis, mas assim que arrnajar um espaço, lerei com avidez - como devem ser feitas as leituras que gestam grandes sentimentos. Outro aspecto é desse post é a presença de minha musa, Anne-Sophie Mutter ao violino. É um quadro perfeitamente deslumbrante - a música de Beethoven, a triste e delicada beleza do concerto para violino e Anne-Sophie Mutter. Uma boa apreciação de mais uma versão desse concerto. É honesto afirmar que a versão que postei há alguns dias com Gidon Kremer e Harnoncourt é melhor que esta. Mas, há versões e versões. Bom deleite!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concerto para violino e orquestra em Ré, Op.61, Romance para violino No.1 em Sol maior, Op.40 e Romance para violino No.2 em Fá maior, Op.50

Concerto para violino e orquestra em Ré, Op.61
01. Allegro ma non troppo - Cadenza: Fritz Kreisler
02. Larghetto
03. Rondo. Allegro - Cadenza: Fritz Kreisler

Romance para violino No.1 em Sol maior, Op.40
04. Romance para violino No.1 em Sol maior, Op.40

Romance para violino No.2 em Fá maior, Op.50
05. Romance para violino No.2 em Fá maior, Op.50

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New York Philharmonic
Kurt Masur, regente
Anne-Sophie Motter, violino

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terça-feira, 29 de junho de 2010

Robert Schumann (1810-1856) - Frauenliebe und-leben (200 anos!!!)

Mais um post em homenagem aos duzentos anos do nascimento de Robert Schumann. Dessa vez surge um CD com doces e encantáveis lieds na voz prazenteira de Bernarda Fink. Alguns desses lieds são poemas de Goethe e Heine. Obras de grande beleza. Particularmente gosto muito de lieds (canções). Os lieds contidos nesse post, particularmente, são canções de uma delicadeza e de um senso de profunda solidão e lirismo indescritíveis. Schumann nesse sentido foi insuperável. Além de músico, possuía um forte senso literário. Ouçamos mais esse post em homenagem ao poeta alemão. Boa apreciação!

Robert Schumann (1810-1856) - Frauenliebe und-leben

01 - Seit ich ihn gesehen op. 421 (Chamisso)
02 - Er, der Herrlichste von allen op. 422 (Chamisso)
03 - Ich kann's nicht fassen op. 423 (Chamisso)
04 - Du Ring an meinem Finger op. 424 (Chamisso)
05 - Helft mir, ihr Schwestern op. 425 (Chamisso)
06 - Susser Freund op. 426 (Chamisso)
07 - An meinem Herzen op. 427 (Chamisso)
08 - Nun hast du mir den ersten Schmerz getan op. 428 (Chamisso)
09 - Mignon op. 7929 (Goethe)
10 - Der Nussbaum op. 253 (Mosen)
11 - Auftrage op. 775 (L'Egru)
12 - Die Lotosblume op. 257 (Heine)
13 - Ständchen op. 362 (Reinick)
14 - Nachtlied op. 961 (Goethe)
15 - Der Sandmann op. 7913 (Kletke)
16 - Das verlassne Magdlein op. 642 (Morike)
17 - Die Kartenlegerin op. 312 (Chamisso nach Beranger)
18 - Lied eines Schmiedes op. 901 (Lenau)
19 - Meine Rose op. 902 (Lenau)
20 - Kommen und Scheiden op. 903 (Lenau)
21 - Die Sennin op. 904 (Lenau)
22 - Einsamkeit op. 905 (Lenau)
23 - Der schwere Abend op. 906 (Lenau)
24 - Requiem op. 907 (Lenau)

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Roger Vignoles, piano
Bernarda Fink, mezzo-soprano

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonia No. 9 em Ré menor, Op. 125 (ao vivo) - Dudamel - Hollywood Bowl - 3 de out 2009

Dudamel tornou-se uma promessa, uma expectativa de realizações messiânicas. Nesta extraordinário gravação de Beethoven, vemos do que o moço é capaz. O maestro venezuelano, no final do ano passado, assumiu a direção da Filarmônica de Los Angeles, cargo cobiçado pela maioria dos regentes da atualidade. Por que Dudamel ficou com o cargo? Ora, simplesmente pela competência, pelo carisma, pela alma latina, pela promessa que se tornou. Quando da recepção do maestro de 29 anos, haviam mais de 18.000 pessoas no chamado Bienviendo Gustavo, no Hollywood Bowl, cinco dias antes do maestro assumir a Filarmônica de Los Angeles. É perceptível o entusiasmo do público com cada lance do concerto. Ao final de cada um dos movimentos palmas e vozes ovacionam a perfomance de Gustavo. É uma monumental gravação ao vivo. Dispensa comentários. A edição do Jornal do Brasil trouxe uma excelente matéria ensejando uma explicação mais promenorizada a respeito da saga do jovem Dudamel. Ouça, aprecie, essa gravação do iluminado maestro venezuelano.

P.S. Mais informações sobre o evento no qual Dudamel regeu a Nona de Beethoven em 3 de outubro de 2009 AQUI

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonia No. 9 em Ré menor, Op. 125

01. Allegro ma non troppo, un poco maestoso
02. Molto Vivace
03. Adagio Molto e Cantabile; Andante moderato
04. Finale: Presto assai

Filarmônica de Los Angeles
EXPO Center Youth Orchestra (Orquesta Juvenil del Centro EXPO)
Gustavo Dudamel, regente

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domingo, 27 de junho de 2010

Ludwig van Beethoven (1770-1827) -Missa solemnis in D, op. 123 e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Symphony No. 38 in D, K. 504 'Prague'

Apesar de não ter ouvido ainda este CD, conheço as peças. Como estou com certa pressa neste domingo pela manhã, não farei maiores comentários sobre o post. Ficará assim. Simplesmente não dar para perder. Boa apreciação!

DISCO 1

Elisabeth Schwarzkopf talks about the recording in a recent interview

Ludwig van Beethoven (1770-1827) -Missa solemnis in D, op. 123 01. Kyrie
02. Gloria
03. Credo
04. Sanctus

DISCO 2

01. Agnus Dei

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Symphony No. 38 in D, K. 504 'Prague'
02. Adagio
03. Andante
04. Finale, Presto

Karajan rehearses Beethoven's Missa solemnis
05. Part 1
06. Part 2
07. Part 3
08. Part 4
09. Part 5

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Singverein der Gesellschaft der Musikfreunde, Vienna Philharmonia Orchestra
Herbert von Karajan, regente
Elisabeth Schwarzkopf, soprano
Christa Ludwig, mezzo-soprano
Nicolai Gedda, tenor
Nicola Zaccarla, bass

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

The Segovia Collection - Torroba, Mompou, Tedesco, Ponce, Óscar Esplá, Rodrigo (CD 2 de 4)

Sigamos com a postagem dessa fantástica caixa com quatro discos com peças interpretadas por Andrés Segovia. Deve-se a Segovia muito à elevação do violão (guitarra) ao status de instrumento tocado nas salas de concertos. Sua initmidade com o instrumento que, aprendeu a tocar aos quatro anos de idades, destaca-se na história da música. Sigamos com mais este post. Boa apreciação!

Francisco Moreno Torroba (1891-1982) - Castillos de España
01. I. Turégano (Serranilla)
02. II. Torija (Elegía)
03. III. Manzanares el Real (A la moza fermosa)
04. IV. Montemayor (Comtemplación)
05. V. Alcañiz (Festiva)
06. VI. Sigüenza (La Infantina duerma)
07. VII. Alba de Tormes (Trova)
08. VIII. Alcázar de Segovia (Llamada)

Piezas características
09. I. Preámbulo (Lento)
10. II. Oliveras (Allegretto
11. III. Canción (Lento)
12. IV. Albada (Allegro giocoso)
13. V. Los Mayos (Allegro non tanto)
14. VI. Panorama (Lento)

Federico Mompou (1893-1987) - Suite Compostelana
15. I. Preludio
16. II. Coral
17. III. Cuna
18. IV. Recitativo
19. V. Canción (Festiva)
20. VI. Muñeira

Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968) - Sonata ''Omaggio a Boccherini'', Op. 77
21. I. Allegro con spirito
22. II. Andantino, quasi canzone
23. III. Tempo di Minuetto
24. IV. Vivo energico

Manuel María Ponce (1882-1948) - Allegro in A major
25. Allegro in A major

Óscar Esplá (1889-1976) - Antaño
26. Antaño

Joaquín Rodrigo (1901-1999) - Fandango
27. Fandango

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Andrés Segovia, violão

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Frédéric Chopin (1810-1849) - Waltzes (CD 8 de 13)

Sigamos com ESTA COM integrante Obras de Chopin interpretadas POR Ashkenazy. Boa apreciação!

Frédéric Chopin (1810-1849) - Valsas

01 - Valsa número 1 em Mi bemol, Op.18 (Grande valse brillante)
02 - Waltz No.2 em um apartamento, Op.34 No.1 (Valse brillante)
03 - Waltz No.3 em Lá menor, Op.34 No.2
04 - Waltz No.4 em F, Op.34 No.3
05 - Waltz No.5 em um apartamento, Op.42 (Grande valse)
06 - Valsa No.6 em D plana, Op.64 No.1 (Minuto)
07 - Valsa N ° 7 em C sustenido menor, Op.64 No.2
08 - Valsa No. 8 em um apartamento, Op.64 No.3
09 - Waltz No.9 em um apartamento, Op.posth.69 No.1 (BI 95) (L'adieu - despedida)
10 - Waltz No.10 in B minor, Op.posth.69 No.2 (BI 35)
11 - Waltz No.11 em Sol bemol, Op.posth.70 No.1 (BI 92)
12 - Waltz No.12 em Fá menor, um apartamento, Op.posth.70 No.2 (BI 138)
13 - Waltz No.13 in D plana, Op.posth.70 No.3 (BI 40)
14 - Waltz No.14 em Mi menor, Op.posth.P1 No.15 (BI 56)
15 - Waltz No.15 em E, Op.posth.P1 No.12 (BI 44)
16 - Waltz No.19 em Lá menor, Op.posth.P2 No.11 (BI 150)
17 - Waltz No.16 em um apartamento, Op.posth.P1 No.13 (BI 21) (Emily Elsner)
18 - Waltz No.18 em Mi bemol, Op.posth.P2 No.10 (BI 133) (sustain)
19 - Waltz No.17 em Mi bemol, Op.posth.P1 No.14 (BI 46) (Emily Elsner)

Vladimir Ashkenazy, piano

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Jean Sibelius (1865-1857) - Sinfonia No. 6 em Ré menor, Op. 104 e Sinfonia No. 7 em Dó maior, Op. 105 - (CD 4 de 4 - final)

Vamos às duas últimas sinfonias de Jean Sibelius. Agora surgem as de número 6 e 7. São trabalhos de profunda e intensa beleza. Durante muito tempo Sibelius fomentou a possibilidade de compor a sua Oitava Sinfonia. Durante toda a década de 30 e 40 havia uma especulação no mundo da música de que o trabalho estava sendo escrito. Um burburinho, um frenesi tomava a todos. Afinal, aqueles que não simpatizavam com as inovações suscitadas por Schoenberg, Stravinsky e companhia limitada, apegavam-se à velha forma - não em sentido depreciativo - e Sibelius era um ícone. Alguns o chamavam de novo Beethoven. Seus trabalhos eram aplaudidos com veemência. A expectativa era geral. Mas por outro lado, Sibelius era alguém que tinha problemas sérios com a bebida. Sua saúde piorava. Uma vísivel degradação roía o compositor. A expectativa da Oitava era um fantasma que consumia a psiquê de Sibelius. A Oitava seria o coroamento de toda a sua obra. Nela se encontraria o condensamento de tudo aquilo que compusera. Mas, em dado dia, Sibelius acometido por uma crise de instabilidade, jogou no fogo as partituras com tudo aquilo que compusera para a Oitava Sinfonia. Que pena! Sendo assim, ficamos com apenas 7 sinfonias do compositor. Gosto tanto das sinfonias do compositor, que penso que Sibelius deveria ter escrito 15 sinfonias como fez Shostakovich. Boa apreciação!

Jean Sibelius (1865-1857) - Sinfonia No. 6 em Ré menor, Op. 104 e Sinfonia No. 7 em Dó maior, Op. 105

Sinfonia No. 6 em Ré menor, Op. 104
01. 1. Allegro molto moderato
02. 2. Allegretto moderato
03. 3. Poco vivace
04. 4. Allegro molto - Allegro assai - Doppio più lento

Sinfonia
No. 7 em Dó maior, Op. 105
Sinfonia No. 7 em Dó maior, Op. 105

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New York Philharmonic
Leonard Bernstein, regente

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Mravinsky Edition - Glazunov, Rimsky-Korsakov, Glinka, Steinberg, Salmanov, Khachaturian, Liadov, Mussorgsky - (CDs 3 e 4 de 10)

Vamos a mais dois CDs com esta série de 10 discos com Evgeny Mravinsky. Deixo transparecer todas as vezes que falo sobre Mravinsky, que ele foi o maior regente do século XX. Particularmente, a minha predileção pelo russo surge em decorrência de "um quê" de força e pujança que as peças regidas por ele possuem. É diferente ouvir Mravinsky. É sempre um evento grandioso, de elevação, robusteza e vigor. Nestes dois CDs ora postados, as peças são todas de compositores russos, o que constitui um evento particular. É imperativo ouvir. Boa apreciação!

DISCO 3

Alexander Glazunov (1865-1936) - Sinfonia No. 4 in E-Flat Major, Op. 48
01. Andante - Allegro moderato
02. Scherzo, Allegro vivace
03. Andante - Allegro

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) - Tale of the Invisible City of Kitezh
04. Prelude - Hymn to Nature
05. Bridal Procession
06. Tartar invasion and Battle of Kerzenets
07. Death of Frevronya and Apotheosis

Mikhail Ivanovich Glinka (1804-1857) - Overture Ruslan and Ludmilla
08. Overture Ruslan and Ludmilla

Osseyevich Maximilian Steinberg (1883-1946) - Dance of the Buffoons
09. Dance of the Buffoons

Dance of Gillina
10. Dance of Gillina

DISCO 4

Vadim Nikolayevich Salmanov (1912-1978) - Sinfonia No. 2 em Sol Maior
01. The Song of the Forest
02. Call of Nature
03. At the Sunset
04. The Forest Is Singing

Aram Khachaturian (1903-1978) - Sinfonia No. 3 em Dó maior (Sinfonia poema)
05. Sinfonia No. 3 em Dó maior (Sinfonia poema)

Anatoly Konstantinovich Liadov (1855-1914) - Baba Yaga Op. 56
06. Baba Yaga Op. 56

Modest Mussorgsky (1839-1881) - Khovantchina - Dawn on Moskwa River
07. Khovantchina - Dawn on Moskwa River

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Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - A Paixão Segundo São Mateus, BWV 244

A Paixão Segundo São Mateus (em alemão Matthäuspassion) é uma das grande peças compostas pelo grande pai, Johann Sebastian Bach. Trata-se de uma das obras mais celsas que o ser humano já teve a capacidade de criar. A beleza e a monumentalidade é um desafio a nossa inteligência. Há versões desse oratório que chegam a mais de 3 horas. Ela possui toda a sofisticação que somente alguém como o grande pai da música ocidental teria condições de imprimir. Bach baseou-se no Evangelho segundo São Mateus para retratar paixão de Cristo - o tema do sofrimento e da morte de Jesus. O compositor possivelmente deve ter escrito a obra em 1727. Parece clichê afirmar isso, mas foi somente em 1829 com Mendelssohn, que houve um resgate explendoroso da obra de Johann Sebastian. Foi assim que pela primeira vez a obra foi apresentada fora de Leipzig e isso mais de um século depois. Foi aclamada pelo público e assim como o restante da obra de Bach, que de lá para cá tornou-se um monumento. Ou seja, como sendo o que melhor já se produziu no ocidente. Esta obra estava a fazer falta aqui em O SER DA MÚSICA. A gravação que ora apresento não é a de um Tom Koopman, de um Klemperer, de um Karl Richter, de um Solti, de um Harnoncourt ou de um Herreweghe. Tentei fugir dessa referência e trouxe essa boa interpretação alternativa com Géza Oberfrank. Apreciemos. Meditemos! Permitamos que ela nos envolva e nos console.

P.S. Achei somente a versão Hightlights da interpretação com Oberfrank na Amazon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - A Paixão Segundo São Mateus, BWV 244

DISCO 1

01. Nr. 1 Chor mit Choral (Kommt, ihr Töchter, helft mir klagen!) (7:34)
02. Nr. 2 Rezitativ (Da Jesus diese Rede vollendet hatte) (0:33)
03. Nr. 3 Choral (Herzliebster Jesu, was hast du verbrochen) (0:47)
04. Nr. 4 Rezitativ und Chor (Da versammleten sich die Hohenpriester) (2:49)
05. Nr. 5 Rezitativ (Alt) (Du lieber Heiland du) (0:40)
06. Nr. 6 Arie (Alt) (Buß’ und Reu’) (4:14)
07. Nr. 7 Rezitativ (Da ging hin der Zwölfen einer) (0:30)
08. Nr. 8 Arie (Sopran) (Blute nur, du liebes Herz!) (4:47)
09. Nr. 9 Rezitativ und Chor (Aber am ersten Tage der süßen Brot) (1:48)
10. Nr. 10 Choral (Ich bin’s, ich sollte büßen) (0:50)
11. Nr. 11 Rezitativ (Er antwortete und sprach) (2:44)
12. Nr. 12 Rezitativ (Sopran) (Wiewohl mein Herz in Tränen schwimmt) (1:14)
13. Nr. 13 Arie (Sopran) (Ich will dir mein Herze schenken) (3:39)
14. Nr. 14 Rezitativ (Und da sie den Lobgesang gesprochen hatten) (0:56)
15. Nr. 15 Choral (Erkenne mich, mein Hüter) (0:59)
16. Nr. 16 Rezitativ (Petrus aber antwortete und sprach zu ihm) (1:01)
17. Nr. 17 Choral (Ich will hier bei dir stehen) (1:08)
18. Nr. 18 Rezitativ (Da kam Jesus mit ihnen zu einem Hofe) (1:32)
19. Nr. 19 Rezitativ (Tenor) mit Choral (O Schmerz!) (1:35)
20. Nr. 20 Arie (Tenor) mit Chor (Ich will bei meinem Jesu wachen) (5:25)
21. Nr. 21 Rezitativ (Und ging hin ein wenig) (0:42)
22. Nr. 22 Rezitativ (Bass) (Der Heiland fällt vor seinem Vater nieder) (0:47)
23. Nr. 23 Arie (Bass) (Gerne will ich mich bequemen) (4:27)
24. Nr. 24 Rezitativ (Und er kam zu seinen Jüngern) (1:13)
25. Nr. 25 Choral (Was mein Gott will) (1:27)
26. Nr. 26 Rezitativ (Und er kam und fand sie aber schlafend) (2:12)
27. Nr. 27 Arie mit Chor (So ist mein Jesus nun gefangen) (3:50)
28. Nr. 28 Rezitativ (Und siehe, einer aus denen) (2:02)
29. Nr. 29 Choral (O Mensch, bewein dein Sünde groß) (6:04)

DISCO 2

01. Nr. 30 Arie (Alt) mit Chor (Ach, nun ist mein Jesus hin!) (3:32)
02. Nr. 31 Rezitativ (Die aber Jesum gegriffen hatten) (0:52)
03. Nr. 32 Choral (Mir hat die Welt trüglich gericht’) (0:50)
04. Nr. 33 Rezitativ (Und wiewohl viel falsche Zeugen) (1:05)
05. Nr. 34 Rezitativ (Tenor) (Mein Jesus schweight zu falschen Lügen stille) (0:53)
06. Nr. 35 Arie (Tenor) (Geduld! Geduld!) (3:26)
07. Nr. 36 Rezitativ und Chor (Und der Hohepriester antwortete und sprach zu ihm) (2:03)
08. Nr. 37 Choral (Wer hat dich so geschlagen) (0:51)
09. Nr. 38 Rezitativ und Chor (Petrus aber saß draußen im Palast) (2:14)
10. Nr. 39 Arie (Alt) (Erbarme dich, mein Gott!) (7:06)
11. Nr. 40 Choral (Bin ich gleich von dir gewichen) (1:14)
12. Nr. 41 Rezitativ und Chor (Des Morgens aber hielten alle Hohepriester) (1:48)
13. Nr. 42 Arie (Bass) (Gebt mir meinen Jesum wieder!) (3:30)
14. Nr. 43 Rezitativ (Sie hielten aber einen Rat) (1:51)
15. Nr. 44 Choral (Befiehl du deine Wege) (1:12)
16. Nr. 45 Rezitativ und Chor (Auf das Fest aber hatte der Landpfleger Gewohnheit) (2:21)
17. Nr. 46 Choral (Wie wunderbarlich ist doch diese Strafe!) (0:47)
18. Nr. 47 Rezitativ (Der Landpfleger sagte) (0:11)
19. Nr. 48 Rezitativ (Sopran) (Er hat uns allen wohlgetan) (1:00)
20. Nr. 49 Arie (Sopran) (Aus Liebe will mein Heiland sterben!) (4:49)
21. Nr. 50 Rezitativ und Chor (Sie schrieen aber noch mehr und sprachen) (1:52)
22. Nr. 51 Rezitativ (Alt) (Erbarm es Gott!) (0:48)
23. Nr. 52 Arie (Alt) (Können Tränen meiner Wangen Nichts erlangen) (6:26)

DISCO 3

01. Nr. 53 Rezitativ und Chor (Da nahmen die Kriegsknechte des Landpflegers Jesum zu sich in das Richthaus) (1:01)
02. Nr. 54 Choral (O Haupt voll Blut und Wunden) (2:25)
03. Nr. 55 Rezitativ (Und da sie ihn verspottet hatten) (0:44)
04. Nr. 56 Rezitativ (Bass) (Ja! freilich will in uns das Fleisch und Blut) (0:32)
05. Nr. 57 Arie (Bass) (Komm, süßes Kreuz, so will ich sagen) (6:27)
06. Nr. 58 Rezitativ und Chor (Und da sie an die Stätte kamen mit Namen Golgatha) (3:22)
07. Nr. 59 Rezitativ (Alt) (Ach Golgatha, unsel’ges Golgatha!) (1:13)
08. Nr. 60 Arie (Alt) mit Chor (Sehet, Jesus hatdie Hand) (3:13)
09. Nr. 61 Rezitativ und Chor (Und von der sechsten Stunde an war eine Finsternis über das ganze Land) (2:02)
10. Nr. 62 Choral (Wenn ich einmal soll scheiden) (1:27)
11. Nr. 63 Rezitativ und Chor (Und siehe da, der Vorhang im Tempel) (2:14)
12. Nr. 64 Rezitativ (Bass) (Am Abend, da es kühle war) (1:24)
13. Nr. 65 Arie (Bass) (Mache dich, mein Herze rein) (7:44)
14. Nr. 66 Rezitativ und Chor (Und Joseph nahm den Leib) (2:20)
15. Nr. 67 Rezitativ (Solisten und Chor) (Nun ist der Herr zur Ruh gebracht) (1:37)
16. Nr. 68 Chor (Wir setzen uns mit Tränen nieder) (6:27)

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Hungarian State Symphony Orchestra
Hungarian Festival Choir
Ágnes Mester, chorus master
Children’s Choir Of The Hungarian Radio
János Remémyi, chorus Master
Géza Oberfrank, regente
József Mukk, evangelist
István Gáti, Jesus
Judit Németh, first Witness
Peter Köves, Judas
Péter Cser, Pilatos
Ferenc Korpás, First High Priest
Rózsa Kiss, Pilate’s Wife
Ágenes Csenki, Second Maidservant

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domingo, 20 de junho de 2010

Wagner (1813-1883) - Prelude and Liebestod from Tristan and Isolde, Mahler (1860-1911) - Rückert Lieder e Brahms - Sinfonia No. 1 em Dó menor, Op. 68

Apesar de não gostar da obra de Wagner e achá-lo pretencioso e excessivo, devo reconhecer que há belos momentos, belas paisagens naquilo que escreveu. Com certeza O Prelúdio da Ópera Tristão e Isolda é um desses momentos. É uma música triste, repleta de paisagens turvas. É como se estivessêmos em um lago frio, vestidos em trajes de luto, em silêncio. A água escura é singrada calmamente. Uma neblina espessa, quase táctil, envolve todas as coisas. Essa passagem de Tristão e Isolda só me faz vir à mente esse âmbito trágico, misterioso. Penso que Wagner tenha retratado com uma beleza triste, terrível, nesse prelúdio, aquilo que tornar-se-á evidente, palpável, na obra Tristão e Isolda. Resolvi postar esse registro com o Rattle porque sou imensamente apaixonado por essas gravações ao vivo. Uma fato peculiar com relacão a esse post é a presença do casal Rattle/Kozena. Julgo Rattle como bem-afortunado duas vezes: (1) por ter casado com Magdalena Kozena (sendo feio), essa beldade com voz angélica; (2) ser o regente da Filarmônica de Berlim (não sendo um dos melhores regentes para o cargo). Mas não entremos em maiores detalhes. Trata-se de uma visão pessoal. Aqui Rattle está à frente da Filarmônica de Rotterdam. Aparecem ainda Mahler e Brahms. Boa apreciação!

Magdalena Kožená em ação

Richard Wagner (1813-1883) - Prelude and Liebestod from Tristan and Isolde
01. Prelude and Liebestod from Tristan and Isolde

Gustav Mahler (1860-1911) - Rückert Lieder
02. Rückert Lieder No. 1 - Liebst du um Schönheit
03. Rückert Lieder No. 3 - Blicke mir nicht in die Lieder
04. Rückert Lieder No. 2 - Ich atmet’ ein linden Duft
05. Rückert Lieder No. 4 - Um Mitternacht
06. Rückert Lieder No. 5 - Ich bin der Welt abhanden gekommen

Johannes Brahms (1833-1897) - Sinfonia No. 1 em Dó menor, Op. 68
07. I. Un poco sostenuto - Allegro
08. II. Andante sostenuto
09. III. Un poco allegretto e grazioso
10. IV. Adagio - Più andante - Allegro non troppo, ma con brio

Rotterdam Philharmonic Orchestra
Sir Simon Rattle, regente
Magdalena Kožená, mezzo soprano

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sábado, 19 de junho de 2010

Dmitri Shostakovich - Concerto para violino e orquestra No. 1 em Lá menor, Op. 77 (Op.99) e Concerto para violino e orquestra No. 2 em Dó sust. menor

Hoje, como não estou para brincadeira, vou logo sacando minha pistola e desferindo estampidos estraçalhadores; lampejos de fogo e fumaça polvorenta pode se verificar saindo do coldre. Claro, estou brincando. Estou usando essa linguagem bélica, marcial, de combate, para deixar claro que este CD é estonteante. O Shosta de Rostropovich emociona. Existe um rasgo trágico e de silêncio nas obras de Shostakovich que me prende a ele. Não é música para saraus e sim para velórios. Para reflexões firmes e atordoantes. Música para embalar eventos tenebrosos. Shosta foi um artista que soube como ninguém transpor para a sua arte os gritos de agonia que pervagavam em sua alma. E Stálin sabia impigir terror. Quando a agressão não era física, surgia de forma psicológica. Imagine você viver em país em que as liberdades democráticas são suspensas. Em todos os locais há "olheiros" a vigiarem os seus paços. A sensação de que tudo aquilo que você fala ao telefone está sendo ouvido por uma terceira pessoa. Que para sair do país é preciso pedir autorização das autoridades que regem o Estado. Ao voltar de sua viagem, seu passaporte é recolhido. De repente você nota que seu familiares, conhecidos e amigos estão sumindo misteriosamente. Uma onda impetuosa parece avançar em sua direção. Todos são levados, arrastados por ela, que não se detém em obstáculos. Você vive com o medo na alma. Uma sensação de asfixia lhe invade. Aquilo que você faz é vistoriados por olhos invisíveis. Uma serpente que não se mostra, que não pode ser apunhalada, envolve-lhe a cintura. Esmaga-lhe os ossos. Comprime as suas energias. Nem mesmo o sono você consegue divisar. O único meio que existe de você verbalizar qualquer coisa é com a arte, que deve ser direcionada para determinados fins. Era assim que Shosta vivia na União Soviética. Sob Stálin, Shosta amargou horas de intensa agonia. Alex Ross conta-nos um episódio humilhante para Shostakovich. Em 1949, Shosta foi ao Estados Unidos - enviado por Stálin - e foi feito de mártir - e logo ele, o grande Shosta! Durate uma conferência promovida por certos grupos, que davam ensejo às primeiras disputas ideológicas durante a Guerra Fria, Shosta fez um discurso e alguém leu para ele. "O pronunciamento atacou Stravinski por ter traído sua Rússia natal e se aliado às hordas dos modernistas reacionários. 'Seu começo foi promissor, mas [...] suas aridez moral se revela em seus escritos abertamente niilistas, deixando claras a falta de sentido e a ausência de conteúdo de suas criações. Stravinski não tem medo desse profundo abismo espiritual que o separa da vida do povo'. O discurso prosseguiu denunciando 'novos aspirantes à dominação mundial, agora empenhados em reviver a teoria e a prática do fascismo'. Essa 'camarilha de semeadores de discórdias' - provavelmente os guerreiros frios da administração Truman - estava engajado no desenvolvimento de armas de destruição em massa que barravam o caminho para a paz mundial". E uma dose de execessiva de humilhação a Shosta foi encetada por um tal Nabokov, seu desafeto e inimigo do comunismo. Ross diz assim: "O fato de saber que Shostakovich não tinha liberdade para se expressar não evitou que Nabokov o forçasse a falar. O imigrante se levantou e perguntou se Shostakovich endossava a condenação de Jdánov a compositores como Stravinski, Schoenberg e Hindmith. Shostakovich não teve escolha a não ser responder: "Estou de pleno acordo com as afirmações feitas pelo Pravda". Décadas depois, Arthur Miller era atormentado pela lembrança daquele momento de humilhação para Shostakovich: : 'Deus sabe o que ele estava pensando naquele recinto, que rachaduras fendiam o seu espiríto'". Boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Concerto para violino e orquestra No. 1 em Lá menor, Op. 77 (Op.99) e Concerto para violino e orquestra No. 2 em Dó sustenido menor, Op. 129

Concerto para violino e orquestra No. 1 em Lá menor, Op. 77 (Op.99)
01. Nocturne: Moderato
02. Scherzo: Allegro
03. Passacaglia: Andante
04. Burlesque: Allegro con brio

Concerto para violino e orquestra No. 2 em Dó sustenido menor, Op. 129
05. Moderato
06. Adagio
07. Adagio - Allegro

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London Symphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente
Maxin Vengerov, violino

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Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) - Concerto para violino e orquestra em Mi menor, Op. 64 e Concerto para violino e orquestra em Ré menor

Creio que este seja um dos concertos (o opus 64) para violino mais populares e conhecidos de todos os tempos. É uma obra de grande fluência, elegância e beleza melódica. Há uma paixão dramática, um senso romântico, criando uma atmosfera de encantamento na música, certamente o que torna o concerto em algo único. Mendelssohn o compôs em 1844 e a estreia da obra se deu no ano de 1845. Apesar de acharmos com certa facilidade boas gravações desse concerto de Mendelssohn, esta gravação com Viktoria Mullova causou-me uma impressão positiva. A violinista é uma autoridade em interpretação violinística. Domina o seu intrumento como ninguém. E consegue direcionar à peça de Mendelssohn todo o rigor e virtuosismo necessários. Aparece ainda o concerto para violino e orquestra em Ré menor de Mendelssohn, não muito conhecido como o opus 64. Mas, mesmo assim, não deixa de ter aquela fragrância inconfundível da música do compositor alemão. Confira. Boa apreciação!

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) - Concerto para violino e orquestra em Mi menor, Op. 64 e Concerto para violino e orquestra em Ré menor

Concerto para violino e orquestra em Mi menor, Op. 64
01. Allegro molto appassionato
02. Andante
03. Allegretto non troppo

Concerto para violino e orquestra em Ré menor
04. Allegro molto
05. Andante
06. Allegro

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Academy of St. Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, regente
Viktoria Mullova, violino

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Robert Schumann (1810-1856) - Concerto para piano e orquestra em Lá menor, Op. 54 e etc - 200 anos!!!

Sigamos com a nossa tenra homenagem a Robert Schumann. No último dia 8 de junho completaram-se 200 anos do seu nascimento. Seu instrumento de trabalho do compositor era o piano. Ele era uma daquelas figuras que nascem para realizar determinada tarefa. E ele o realizou com o instrumento. Mas o compositor também se enveredou para o lado da orquestração sinfônica. Uma das provas de sua habilidade, embora a crítica seja implacável para com as suas obras orquestrais, é o Concerto para piano e orquestra em Lá menor. É uma obra de grande leveza e beleza. Schumann o concluiu em 1845. Já o opus 92 e 134 constantes nesse post, são trabalhos bastantes expressivos do compositor. Ouçamos o romântico de alma poética Robert Schumann. Boa apreciação!

Robert Schumann (1810-1856) - Concerto para piano e orquestra em Lá menor, Op. 54, Introdução & Allegro Appasionato para piano e orquestra em Sol maior, Op. 92 e Introdução & Allegro concertante para piano e orquestra em Ré maior, Op. 134

Concerto para piano e orquestra em Lá menor, Op. 54
01. Allegro affetuoso
02. Intermezzo. Andantino grazzioso
03. Allegro vivace

Introdução & Allegro Appasionato para piano e orquestra em Sol maior, Op. 92.
04. Introdução & Allegro Appasionato para piano e orquestra em Sol maior, Op. 92.

Introdução & Allegro concertante para piano e orquestra em Ré maior, Op. 134
05. Introdução & Allegro concertante para piano e orquestra em Ré maior, Op. 134

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Berlin Philharmonic
Claudio Abbado, regente
Murray Perahia, piano

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonia No. 8 em F maior, Op. 93 e Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia No.1 em Ré maior, "Titã"

Há combinações que são indispensáveis. Penso que a que se encontra neste post, com aquelas seleções ao vivo que sempre trago à tona de vez em quando, seja mais uma combinação a que não se pode contestar. Dois dos meus compositores favoritos - Beethoven e Mahler - estão presentes. Ao meu modo de ver todas as sinfonias de Beethoven são monumentos indeléveis. Gosto de todas, embora afirme que a número 8 eu não escute com certa frequência. Ela fica logicamente entre a maravilhosa número sete e a arrebatadora número 9. Deve ser por isso que ela não tenha tanta proeminência. Beethoven a chamava carinhosamente de "minha pequena sinfonia em Fá". Ele a compôs em 1812. É um trabalho alegre, ensolarado, repleto de leveza e com aquela força humanizante tão típica de Beethoven. A outra obra que aparece ainda neste registro é a Sinfonia Titã de Mahler ou Sinfonia No. 1. Acredito que dispense maiores apresentações. É música profunda, atordoante que chega a rir da gente. Bom deleite!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) -Sinfonia No. 8 em Fá maior, Op. 93
01. Allegro vivace e con brio
02. Allegretto scherzando
03. Tempo di menuetto
04. Allegro vivace

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia No.1 em Ré maior, "Titã"
05. Langsam, schleppend
06. Kraftig bewegt, doch nicht zu schnell
07. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
08. Sturmisch bewegt

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Royal Concertgebouw Orchestra
Mariss Jansons, regente

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Jean Sibelius (1865-1857) - Symphony No. 4 in A minor, Op. 63 e Symphony No. 5 in E flat major, Op. 82 (CD 3 de 4)

Essa versão das sinfonias de Sibelius com Leonard Bernstein é a melhor que já ouvi. Impressiona. Ouvi-las é uma experiência de grande contemplação e deleite. As sete são poemas de apreço à natureza. Ouvir Sibelius me faz traz à memória as palavras de Alberto Caeiro e os seu Guardador de Rebanhos: Toda paz da natureza sem gente/ Vem sentar-se ao meu lado./ Mas eu fico triste como um pôr-de-sol/ Para a nossa imaginação, / Quando esfria no fundo da planície/ E se sente a noite entrada/ Como uma borboleta pela janela. O finlandês Jean Sibelius viveu na pequena Ainola em contato com a natureza. Essa relação pode ser percebida em seus trabalhos. As duas sinfonias que aparecem neste post, por sua vez, revelam dois aspectos diferenciados. A de número 4 é soturna, repleta de uma temática circular, que sempre remete ao mesmo espaço, ao mesmo lugar. É uma trabalho que revela angústia e impressões noturnas. Acredito que seja a sinfonia mais sombria de Sibelius. Já Sinfonia número 5 é cristalina, repleta de inclinações contemplativas. Os acordes iniciais nos remete a outra frase de Caeiro: "Sejamos simples e calmos, / Como os regatos e as árvores...". Assim, sejamos "simples" e "calmos", apreciemos mais este CD com esta integral das sinfonias de Sibelius com Bernstein. Bom deleite!

Casa onde viveu Jean Sibelius em Ainola, Finlândia

Jean Sibelius (1865-1857) - Symphony No. 4 in A minor, Op. 63 e Symphony No. 5 in E flat major, Op. 82

Symphony No. 4 in A minor, Op. 63
01. Tempo molto moderato, quasi adagio
02. Allegro moto vivace
03. Il tempo largo
04. Allegro

Symphony No. 5 in E flat major, Op. 82
05. Tempo molto moderato - Largamente
06. Allegro moderato - Presto
07. Andante mosso, quasi allegretto
08. Allegro molto - Un pochettino largamente - Largamente assai

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New York Philharmonic
Leonard Bernstein, regente

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Joseph Haydn (1732-1809) - Strings Quartets, Op. 71, Nos. 1, 2 and 3

Como estou sem saco para escrever e com uma dor de cabeça miserável, a postagem sairá sem maiores delongas. Posso afirmar apenas que o CD vale a pena. São quartetos de cordas (Op. 71) do velho e bom Joseph Haydn. Boa apreciação!

P.S. Encontrei o CD somente na Amazon britânica

Joseph Haydn (1732-1809) - Strings Quartets, Op. 71, Nos. 1, 2 and 3

String Quartet in B flat, Op.71 No.1
01. I. Allegro
02. II. Adagio
03. III. Menuetto (Allegretto)
04. IV. Vivace

String Quartet in D, Op.71 No.2
05. I. Adagio - Allegro
06. II. Adagio
07. III. Menuetto (Allegretto)
08. IV. Allegretto - Allegro

String Quartet in E flat, Op.71 No.3
09. I. Adagio - Allegro
10. II. Adagio
11. III. Menuetto (Allegretto)
12. IV. Allegretto - Allegro

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The Lindsays
Peter Cropper, violino
Ronald Birks, violino
Robin Ireland, viola
Bernard Gregor-Smith, cello

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domingo, 13 de junho de 2010

Richard Strauss (1864-1949) - 5 Great Tone Poems

Johann Strauss, em pleno século XX, na era do carro, da televisão, do cinema, da fotografia, manteve a estética romântica na sua arte de compor. Embora o poema sinfônico não seja um invenção sua, Strauss exprimiu-se por intermédio dessa estrutura musical e o fez de modo eloquente. Por meio das várias amizades que estabeleceu, Strauss aprendeu a admirar a obra de Nietzsche e Schopenhauer e à música de Wagner e Liszt. Essas influências são patentes em sua obra. O compositor buscou como ninguém explorar possibilidades coloridas com a orquestra a fim de dar um aspecto dramático às suas obras. Pesa a favor de Straus, segundo o escritor americano Alex Ross, o fato de com a sua ópera Salomé, ter inclinado a música do século XX para uma outra direção. Compositores como Mahler, Schoenberg, Alban Berg, entre outros, estavam no dia da estreia da obra que causou grande impacto sobre os presentes. Aqui temos 5 dos seus principais poemas sinfônicos. Um belo registro com Bernard Haintink. Uma boa apreciação!

Richard Strauss (1864-1949) - 5 Great Tone Poems

DISCO 1

Don Juan, Op.20
01. Don Juan, Op. 20

Ein Heldenleben, Op.40 - "Vida de Herói"
02. Der Held
03. Des Helden Widersacher
04. Des Helden Gefährtin
05. Des Helden Walstatt
06. Des Helden Friedenswerke
07. Des Helden Weltflucht und Vollendung

Till Eulenspiegel's Merry Pranks (Till Eulenspiegels lustige Streiche), Op. 28
08. Till Eulenspiegel's Merry Pranks (Till Eulenspiegels lustige Streiche), Op. 28

DISCO 2

Also sprach Zarathustra, Op.30 - "Assim falou Zaratustra"
01. Prelude (Sonnenaufgang)
02. Von den Hinterweltlern
03. Von der großen Sehnsucht
04. Von den Freuden und Leidenschaften
05. Das Grablied
06. Von der Wissenschaft
07. Der Genesende
08. Das Tanzlied - Das Nachtlied
09. Das Nachtwandlerlied

Tod und Verklärung, Op.24 - "Morte e Transfiguração"
10. Tod und Verklärung, Op.24

Der Rosenkavalier, Op.59
11. First Suite of Waltzes
12. Second Suite of Waltzes

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Royal Concertgebouw Orchestra
Herman Krebbers, violino (Op. 20, 40, 30,)
Bernard Haitink, regente (Op. 20, 40, 28, 30, 24)
Eugen Jochum, regente (Op. 59)

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Robert Schumann (1810-1856) - The Simphonies (Georg Solti) - 200 anos!!!

Em homenagem aos duzentos anos do nascimento de Schumann, vamos a mais uma postagem. Dessa vez as sinfonias do compositor regidas por um dos grandes nomes da regência do século passado - Georg Solti. As sinfonias de Schumann são vistas num patamar inferior em relação às suas obras pianísticas. Mas isso não constitui algo negativo. As sinfonias de Schumann possuem a sua qualidade. Schumann parece tê-las escrito com motivos ensaísticos, fazendo experimentações. Das 4 sinfonias que escreveu gosto das números 1 ("Primavera") e 4 ("Renana"). Abaixo transcrevo informações extraídas DAQUI: São, portanto quatro as sinfonias de Robert Schumann, a saber:

Sinfonia nº1, em si bemol, "da Primavera" (op. 38); composta em 1841. Diz-se que foi esboçada em quatro dias !!! e é a expressão da felicidade do compositor que acabara de casar com a sua amada Clara.

Sinfonia nº2, em dó maior (op. 61); Cronologicamente é a terceira sinfonia tendo sido iniciada em Dezembro de 1845 e terminada no ano seguinte. Na altura em que se manifestaram os primeiros sintomas da doença que seria fatal para o compositor. Nas palavras do próprio - "posso bem dizer que é a resistência do espírito que é aqui manifestada e que procurei lutar contra o meu estado..."

Sinfonia nº3, em mi bemol maior "Renana" (op. 97); Foi escrita em Dezembro de 1850 e estreada no ano seguinte. Apesar do seu número é, cronologicamente a segunda. O seu apelido "Renana" provém do subtítulo inicialmente previsto pelo músico - "Episódio de uma vida nas margens do Reno". O primeiro e o penúltimo andamentos são tão extraordinários que merecem um post próprio...

Sinfonia nº4, em ré menor (op. 120); Cronologicamente, esta é a segunda (confusos ?). Tal como a primeira sinfonia foi composta em 1841, mas a sua instrumentação foi revista em 1851 (quando já tinham sido estreadas a segunda e a terceira). O seu título original diz tudo "Fantasia Sinfónica". É a mais original das sinfonias de Schumann uma vez que os quatro andamentos se encadeiam sem interrupção (indicação expressa pelo compositor) e põe em prática um procedimento que viria a ser utilizado mais tarde por outros compositores: o princípio cíclico em que os temas principais reaparecem ao longo dos vários andamentos.

Boa apreciação!

Robert Schumann (1810-1856) - The Simphonies (Georg Solti) - 200 anos!!!

DISCO 1

Overture, Scherzo and Finale, op. 52
01.Overture
02. Scherzo
03. Finale

Symphony No. 1 in B flat major, op. 38 "Spring"
04. Andante - Allegro
05. Larghetto
06. Scherzo
07. Allegro animato

Symphony No. 4 in D minor, op. 120
08. Ziemlich langham - Lebhaft
09. Romanz - Ziemlich langsam
10. Scherzo und Trio_ Lebhaft
11. Langsam - Lebhaft _ Schneller _ Presto

DISCO 02

Overture: Julius Caesar, op. 128
01. Overture: Julius Caesar, op. 128

Symphony No. 2 in C major, op. 61
02. Sostenuto Assai
03. Scherzo_ Allegro Vivace
04. Adagio Espressivo
05. Allegro Molto Vivace

Symphony No. 3 in E flat major, op. 97 "Rhenish"
06. Lebhaft
07. Scherzo
08. Nicht Schnell
09. Feierlich
10. Lebhaft

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Wiener Philharmoniker
Sir Georg Solti, regente

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Leos Janácek (1854-1928) - Pièces pour piano

Um cedezaço desse patrício de Dvorak. Isso basta. Boa audição!

Leos Janácek (1854-1928) - Pièces pour piano

01. On the Overgrown Path (Po zarostlém chodnícku), for piano, JW 8/17: Nos Soirées
02. On the Overgrown Path (Po zarostlém chodnícku), for piano, JW 8/17: Une feuille emportée
03. On the Overgrown Path (Po zarostlém chodnícku), for piano, JW 8/17: Venez avec nous!
04. On the Overgrown Path (Po zarostlém chodnícku), for piano, JW 8/17: La vierge de Frydek
05. On the Overgrown Path (Po zarostlém chodnícku), for piano, JW 8/17: Elles bavardaient en hirondelles
06. On the Overgrown Path (Po zarostlém chodnícku), for piano, JW 8/17: La parole manque!
07. On the Overgrown Path (Po zarostlém chodnícku), for piano, JW 8/17: Bonne nuit!
08. On the Overgrown Path (Po zarostlém chodnícku), for piano, JW 8/17: Anxieté indicible
09. On the Overgrown Path (Po zarostlém chodnícku), for piano, JW 8/17: En Pleurs
10. On the Overgrown Path (Po zarostlém chodnícku), for piano, JW 8/17: La chevêche ne s'est pas envolée!
11. Piano Sonata ('Zulice, 1.X.05,' 'From the Street, 1 October, 1905'), JW 8/19 (final movement lost): Le pressentiment
12. Piano Sonata ('Zulice, 1.X.05,' 'From the Street, 1 October, 1905'), JW 8/19 (final movement lost): La mort
13. In the mists (V Mlhách), pieces (4) for piano, JW 8/22: Andante
14. In the mists (V Mlhách), pieces (4) for piano, JW 8/22: Molto adagio
15. In the mists (V Mlhách), pieces (4) for piano, JW 8/22: Andantino
16. In the mists (V Mlhách), pieces (4) for piano, JW 8/22: Presto

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Hélène Couvert, piano

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ludwig van Beethoven - Concerto para violino e orquestra em Ré maior, Op. 61, Romances para violino e Orquestra, Op. 40 e Op. 50

Esta é uma daquelas peças que dispensam maiores comentários. Gosto imensamente desse concerto cheio sensibilidade, leveza e reflexão. Há outras três ou quatro versões aqui no blog. Esta que trarei agora é com um dos meus condutores favoritos, que entende tudo e mais um pouco de regência e música, Nikolaus Harnoncourt. Ao violino temos o grande Gidon Kremer. Separei para os próximos dias um versão muito boa com uma das minhas violinistas favoritas da atualidade, Anne-Sophie Mutter, que gosto duplamente: (1) pela técnica apurada; e (2) pelos dotes físicos, pela beleza. Beethoven escreveu o Concerto para violino e orquestra, Op. 61 em 1806. A obra não fez sucesso quando da estreia e foi pouco executada nos anos seguintes. Mendelssohn, em 1844, retomou as execuções desse concerto que de lá para cá tornou-se um dos principais concertos para o instrumento, o violino. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concerto para violino e orquestra em Ré maior, Op. 61, Romance para violino e Orquestra em Sol maior, Op. 40 e Romance para violino e Orquestra em Fá maior, Op. 50

Concerto para violino e orquestra em Ré maior, Op. 61
01. Allegro ma non troppo
02. Larghetto
03. Rondo, Allegro

Romance para violino e Orquestra em Sol maior, Op. 40
05. Romance para violino e Orquestra em Sol maior, Op. 40

Romance para violino e Orquestra em Fá maior, Op. 50
06. Romance para violino e Orquestra em Fá maior, Op. 50

Você pode comprar este CD na Amazon

The Chamber Orchestra of Europe
Nikolaus Harnoncourt, regente
Gidon Kremer, violino

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terça-feira, 8 de junho de 2010

Robert Schumann (1810-1856) - Concerto para piano e Orquestra em Lá menor, Op. 54, Estudos Sinfônicos, Op. 13 e Arabeske Op. 18 (200 anos !!!!)

Hoje, o mundo comemora 200 anos do nascimento de Robert Schumann, uma das figuras mais proeminentes da história da música. Daqui para frente postarei uma sucessão de peças desse que foi um dos maiores compositores do Romantismo. A princípio segue um texto nota sobre os 200 anos do nascimento do compositor, bem como trazendo informações relevantes sobre a vida do alemão.

Robert Alexander Schumann nasceu em 8 de junho de 1810, em Zwickau, Saxônia. Dotado de um duplo talento, literário e musical, ele deixou uma obra abrangente, que inclui desde canções e miniaturas para piano até óperas e sinfonias. Além disso, trabalhou como crítico, professor e regente. O outro lado dessa capacidade criativa, no entanto, era uma personalidade marcada pela doença e pela depressão. Schumann demorou bastante até se decidir entre a literatura e a música. Do pai herdou o amor pelas letras e consta que sua mãe era extremamente musical. Aos sete anos de idade, tomou as primeiras aulas de piano e escreveu suas primeiras composições, mas também redações, poesias e fragmentos de romances. Como logo já tocava melhor do que seu professor, resolveu continuar os estudos de piano como autodidata. Originalmente destinado à carreira jurídica, ele deixou sua cidade natal para estudar Direito em Leipzig. Porém lá a vida tomou um rumo imprevisto: Robert começou a estudar composição e fundou, juntamente com o professor de piano Friedrich Wieck, a revista Neue Zeitschrift für Musik, existente até hoje.
Casamento inspirador


O jovem músico também ficou conhecendo a filha de Wieck, a jovem pianista Clara, fato que não agradou em absoluto ao ambicioso pai. Com todos os meios à sua disposição, ele tentou impedir essa ligação. Os dois conseguiram, porém, vencê-lo após longa batalha judicial, casando-se em 1840, quando Clara completou 21 anos de idade. O casal viveu quatro anos em Leipzig e os primeiros tempos de matrimônio foram inspiradores para Schumann: logo brotaram de sua pena diversos ciclos de canções, quartetos de cordas, peças pianísticas, as primeiras sinfonias, o Concerto para piano em lá menor, o oratório Das Paradies und die Peri. Ele foi nomeado doutor honoris causa da Universidade de Jena e conseguiu se lançar como compositor. A popularidade de sua música era, todavia, restrita: Ludwig van Beethoven, Felix Mendelssohn e Frédéric Chopin correspondiam bem mais ao gosto de sua época. Mesmo a esposa Clara executava suas obras, no máximo, como "bis" em seus concertos. Uma humilhação agravada pelo fato de que, mesmo durante suas turnês, ele era frequentemente reconhecido apenas como o marido da afamada virtuose. Assim, a convocação como diretor musical da cidade de Düsseldorf chegou como um fio de esperança para o compositor.
Robert Schumann e Clara Schumann, sua esposa

Decepção renana

No entanto, o entusiasmo inicial dos Schumann pela Renânia logo se desfez. Robert não se adaptou às pressões do cargo, os sintomas de depressão e alucinações se tornaram cada vez mais graves. Frequentemente ele passava noites em claro, queixando-se das peças musicais inteiras que lhe retumbavam na cabeça. Apesar de tudo, um terço de sua obra foi composta durante os quatro anos vividos em Düsseldorf, inclusive os concertos para violino e para violoncelo, a Missa opus 147 e o Réquiem. Com a visita do jovem Johannes Brahms aos Schumann, nasceu uma amizade profunda e duradoura. Robert afundava, contudo, cada vez mais num estado de confusão mental. Em 27 de fevereiro de 1854, atirou-se ao Rio Reno. Foi salvo, mas passou seus dois últimos anos de vida num asilo para doentes mentais em Endenich, próximo a Bonn. Em comemoração ao bicentenário de Robert Schumann estão programados numerosos eventos nas diferentes estações de sua vida, na Alemanha. Em Zwickau, ele é relembrado com uma série de concertos e um concurso pianístico. Leipzig e Dresden lhe dedicam diversos concertos e exposições. E o Instituto Heinrich Heine, de Düsseldorf, exibe tesouros selecionados de sua Coleção Schumann.


Autor: Gudrun Stegen / Augusto Valente
Revisão: Soraia Vilela

Extraído DAQUI

Robert Schumann (1810-1856) -

Concerto para piano e Orquestra em Lá menor, Op. 54
01 - 1. Alegro Affettuoso
02 - 2. Intermezzo. Andantino Grazioso -
03 - 3. Allegro Vivace

Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado, regente
Maurizio Pollini, piano

Estudos Sinfônicos, Op. 13
04 - Thema. Andante
05 - I. Un Pocu Più Vivo
06 - II. Morcato Il Canto
07 - III. Vivace
08 - Etüde IV
09 - Etüde V
10 - Variation Post. I
11 - Variation Post. II
12 - Variation Post. III
13 - Variation Post. IV
14 - Variation Post. V
15 - Etüde VI. Agitato
16 - Etüde VII. Allegro Molto
17 - Etüde VIII
18 - Etüde IX. Presto Possibile
19 - Etüde X
20 - Etüde XI
21 - Etüde XII. Allegro Brillante

Arabeske Op. 18 - Arabesque
22. Arabesque

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Maurizio Pollini, piano

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Leopold Stokowski · Rhapsodies

Enquanto digito ouço este CD maravilhoso, repleto daquelas peças que nos marcam. Devo dizer que todas as obras que estão neste post fazem parte da minha caminhada como apreciador de música clássica. Tinha essas gravações em fita K-7. Ouvi tanto que as fitas estão imprestáveis. Ressalto, por exemplo, a Rapsódia Romena No. 1 de Enescu e o Moldávia de Smetana, peças de uma beleza singular. Nos tempos da fita K-7 eu ouvia, repetia, voltava a fita e ouvia mais uma vez. Outro aspecto importante desse registro é a presença inominável de Leopold Stokowski, um dos maiores regentes do século XX. Ou seja, é um CD para se ouvir várias vezes inquestionavelmente. Não deixe de fazê-lo. Boa apreciação!

Franz Liszt (1811-1886) - Hungarian Rhapsody No.2 in C-Sharp Minor
01. Hungarian Rhapsody No.2 in C-Sharp Minor

George Enescu (1881-1955) - Roumanian Rhapsody No.1 in A, Op.11
02. Roumanian Rhapsody No.1 in A, Op.11

Bedrich Smetana (1824-1884) -
The Moldau
03. The Moldau

The Bartered Bride: Overture
04. The Bartered Bride: Overture

RCA Victor Symphony
Leopold Stokowski, regente

Richard Wagner (1813-1883)
Tannhauser · Overture and Venusberg Music
05. Tannhauser · Overture and Venusberg Music

Tristan und Isolde · Prelude to Act III
06. Tristan und Isolde · Prelude to Act III

Symphony of the Air
Leopold Stokowski, regente

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Haydn, Mozart, Boccherini, Tartini - I Musici de Montréal

Um CD imensamente agradável. Enquanto realizo algumas atividades aqui em casa, estou a ouvir essa música alegre, bela, simples, cheia de uma poesia comovente. Destaco o Concerto para cello de Mozart. Revela aquele aspecto mais essencial de Mozart: dizer de forma singela aquilo que nos comove, que vai às regiões mais abissais do ser e nos envolve por completo. Mozart sempre me faz sentir bem. Tenho uma relação de prazer com a beleza e com a alegria todas as vezes que o escuto. Consigo identificar a música e as pecualiaridade tãos características do compositor à distância. No CD ainda temos Haydn, Boccherini e Tartini. Boa apreciação!

Joseph Haydn (1732-1809) - Divertimento for Cello and String Orchestra in D major
01. Adagio
02. Minueto & Trio
03. Allegro di molto

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Concerto for Cello and Orchestra in D major K.447
04. Allegro
05. Romanze
06. Rondo

Luiggi Boccherini (1743-1805) - Adagio and Allegro for Cellor and String Orchestra in A major
07. Adagio
08. Allegro

Giuseppe Tartini (1692-1770) • Concerto for Cello and String Orchestra in D major
09. Poco Largo. Pomposo
10. Allegro Moderato
11. Grave espressivo
12. Allegro

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I Musici de Montréal Chamber Orchestra

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sábado, 5 de junho de 2010

Pyotr Ilyitch Tchaikovsky - Serenade for Strings in C major Op. 48, Nutcracker Ballet Suite, Op. 71a, selection, etc (CD 1 e 2 de 10)

Como acredito que Mravinsky foi o maior regente do século XX, vai aqui uma postagem mais que passional. Como esta é a primeira postagem, seguem alguns dados biográficos extraídos da wikipédia.

Yevgeny Aleksandrovich Mravinsky (ou Evgeny) (em russo: Евгений Александрович Мравинский, Evgenij Aleksandrovič Mravinskij, 4 de Junho de 1903 – 19 de Janeiro de 1988) foi um regente russo, considerado um dos grandes regentes do século XX. Yevgeny Mravinsky nasceu em São Petersburgo. Seu pai faleceu em 1918 e, no mesmo ano, ele começou a trabalhar como estagiário no Teatro Mariinsky. Antes de entrar no Conservatório de Leningrado, ele estudou biologia na universidade em Leningrado. Sua primeira regência em público aconteceu em 1929. Mravinsky tinha inicialmente um repertório de músicas para balé, conduzindo o Balé Kirov (Teatro Maryinsky) e o Ópera Bolshoi (em Moscou). Em setembro de 1938, venceu a Competição dos Condutores da União em Moscou; em outubro do mesmo ano, Mravinsky tornou-se o regente diretor da Leningrad Philharmonic Orchestra, cargo que ocuparia até 1988. Essa parceira de 50 anos entre Mravinsky e a Leningrad PO só é superado por Willem Mengelberg com a Concertgebouw Orchestra, Ernest Ansermet com a Orchestre de la Suisse Romande e Eugene Ormandy com a Philadelphia Orchestra. Sob comando de Mravinsky, a Leningrad PO ganhou reputação internacional, particularmente com a música russa como as de Tchaikovsky e Shostakovich. Durante a Segunda Guerra Mundial, Mravinsky e a orquestra foram evacuados para a Sibéria. Entre as interpretações lendárias de Mravinsky estão seis sinfonias de Dmitri Shostakovich: a Sinfonia n.º 5, Sinfonia n.º 6, Sinfonia n.º 8, Sinfonia n.º 9, Sinfonia n.º 10 e Sinfonia n.º 12. Mravinsky fez gravações de estúdio, entre o período de 1938 a 1961. Suas gravações após 1961 foram feitas em concertos ao vivo. A sua última gravação aconteceu em abril de 1984, interpretando a Sinfonia n.º 12 de Dmitri Shostakovich. A-PRO-VEI-TE!

Disco 1

Pyotr Ilyitch Tchaikovsky (1840-1893) - Serenade for Strings in C major Op. 48, Nutcracker Ballet Suite, Op. 71a, selection, Francesca da Rimini, symphonic fantasy after Dante, Op. 32, Symphony No. 5 in E minor, Op. 64, Pas de deux, from Sleeping Beauty Ballet e Capricio Italien, Op. 45

Serenade for Strings in C major Op. 48
01. Pezzo in forma di SOnatina
02. Walzer
03. Elegia
04. Finale

Nutcracker Ballet Suite, Op. 71a, selection
05. Dance of the Mirlitons
06. Chinese Dance
07. Arabian Dance

Francesca da Rimini, symphonic fantasy after Dante, Op. 32
08. Francesca da Rimini

Disco 2

Symphony No. 5 in E minor, Op. 64
01. Andante-allegro con anima
02. Andante cantabile, con alcuna licenza
03. Valse, allegro moderato
04. Finale, andante maestoso-allegro vivace-molto vivace-moderato assai

Pas de deux, from Sleeping Beauty Ballet
06. Pas de deux, from Sleeping Beauty Ballet

Capricio Italien, Op. 45
07. Capricio Italiano

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Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Camille Saint-Saens (1835-1921) - Danse Macabre, Phaéton, Le rouet d'Omphale e etc


Um CD indispensável, imperdível, para quem quer conhecer a orquestração enxuta de Saint-Säens. A Danse Macabre ou Dança Macabra em português foi composta em 1871, sendo inicialmente composta para voz e piano. Mais tarde, Saens transformou em poema sinfônico, substuindo a voz por um violino. Outras duas peças que gosto desse CD é a Marche Héroique e a maravilhosa Havanaise, esta composta em 1887. É uma peça belíssima. O tema inicial do violino nos faz arrepiar. Uma evocação triste surge e vai ganhando corpo até a orquestra tomar as devidas proporções e violino ganhar conotações nervosas, sensitivas e ziguezagueantes. Lembro-me que tinha essa gravação numa fita K-7. Ouvia e ouvia muito essa peça. Até que um dia a fita começou a apresentar problemas. Fiquei triste. Mas até que encontrei esse CD e tive a minha alegria restaurada. Nesse CD, tudo é muito bom. O regente é bom, as duas orquestras idem e o violinista não faz feio. Boa apreciação!

Camille Saint-Saens (1835-1921) - Danse Macabre, Phaéton, Le rouet d'Omphale e etc

Danse macabre, symphonic poem in G minor, Op. 40*
01. Danse Macabre

Phaéton, symphonic poem in C major, Op. 39*
02. Pháeton

Le Rouet d'Omphale, symphonic poem in A major, Op. 31*
03. Le rouet d'Omphale

Introduction and Rondo Capriccioso, for violin & orchestra in A minor, Op. 28**
04. Introduction et Rondo capriccio

Havanaise, in E major for violin & piano (or orchestra), Op. 83**
05. Havanaise

La jeunesse d'Hercule, symphonic poem in E flat major, Op. 50*
06. La Jeunesse d'Hercule

Marche héroïque, for orchestra in E flat major, Op. 34*
07. Marche héroique

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Royal Philharmonic Orchestra**
London Philharmonia Orchestra*
Charles Dutoit, regente
Kyung Wha Chung, violino

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Frédéric Chopin (1810-1849) - Polonaises (6 e 7 de 13)

Mais dois CDs do franco-polaco Frédéric Chopin. Dessa vez surgem as ondulantes polonaises escritas pelo compositor. As “Polonesas” ou “Polacas”, ou melhor, Polonaises são danças de sua terra natal, a Polônia. Acredito que uma das mais famosas dessas peças, seja a Polonaise No. 3 - “Militar”. Boa apreciação!

Frédéric Chopin (1810-1849) - Polonaises

Disco 06

01 - Polonaise No.1 in C sharp minor, Op.26 No.1
02 - Polonaise No.2 in E flat minor, Op.26 No.2
03 - Polonaise No.3 in A, Op.40 No.1 (Military)
04 - Polonaise No.4 in C minor, Op.40 No.2
05 - Polonaise No.5 in F sharp minor, Op.44
06 - Polonaise No.6 in A flat, Op.53 (Heroic)
07 - Polonaise No.7 in A flat, Op.61 (Polonaise-Fantaisie)

Disco 07

01 - Polonaise No.8 in D minor, Op.posth.71 No.1 (BI 11)
02 - Polonaise No.9 in B flat, Op.posth.71 No.2 (BI 24)
03 - Polonaise No.10 in F minor, Op.posth.71 No.3 (BI 30)
04 - Polonaise in B flat minor, Op.posth.P1 No.5 (BI 13) (La Gazza Ladra)
05 - Polonaise in G flat, Op.posth.P1 No.8 (BI 36)
06 - Polonaise in G minor, Op.posth.S1 No.1 (BI 1)
07 - Polonaise in B flat, Op.posth.P1 No.1 (BI 3)
08 - Polonaise in A flat, Op.posth.P1 No.2 (BI 5)
09 - Polonaise in G sharp minor, Op.posth.P1 No.3 (BI 6)

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Vladimir Ashkenazy, piano


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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Orlando Gibbons (1583-1625) - Choral and Organ Music

Hoje, a cristandade católica celebra o dia de Corpus Christi (Corpo de Cristo). A data sempre acontece numa quinta-feira. A instauração da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta o século XIII. A Igreja sentiu a necessidade de realçar a presença real do "Cristo presente" no pão consagrado na Eucaristia. A Festa foi instituída pelo papa Urbano IV com a Bula "Transiturus" de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. "O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o Dom da fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sangüíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo. Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor. A festa de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350. A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: ‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Corpus Christi é celebrado 60 dias ápos a páscoa". O aspecto solene e místico da religião é algo que sempre me impressionou. Desagrada-me o dualismo existente na religião, que desemboca consequentemente num enfeiamento da vida. A religião cria uma metafísica do carrasco. Pune tudo aquilo que se aproxime do natural, por fugir em sentido platônico do mundo físico, o mundo das aparências. Estar no mundo é uma tarefa malquista pelo religioso, que ver na na realidade contingente, imperfeição, feiúra e um halo de pecado envolvendo todas as coisas. Não precisamos morrer para viver, pois morre-se muitas vezes enquanto se vive. A arte tira a alma do homem do caos. Sentença nietzschiniana: "Na arte, o ser humano frui a si mesmo enquanto perfeição". Boa apreciação desse belíssimo CD repleto de mística, poética e sentidos de vida, de Orlando Gibbons.

P.S. O texto é uma mescla de palavras minhas e da Wikipédia. Informações AQUI sobre o compositor.

Orlnando Gibbons (1583-1625) - Choral and Organ Music

01. O clap your hands
02. Great Lord of Lords
03. Hosanna to the son of David
04. Prelude in G Major
05. Out of the deep
06. See, see, the word is incarnate
07. Prelude in D minor
08. Lift up your heads
09. Almighty and everlasting God
10. Magnificat ( 2nd Service)
11. Nunc dimittis (2nd Service)
12. Fantazia of four parts
13. Magnificat (Short Service)
14. Nunc dimittis (Short Service)
15. O God, the king of glory
16. O Lord, in thy wrath

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Oxford Camerata
Jeremy Summerly, condutor
Laurence Cummings, órgão

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