quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dmitri Shostakovich - Sonata para violino e piano, op. 134 e César Franck - Sonata para violino e piano em A maior

Esta postagem sairá com comentários reduzidos por três motivos: (1) Estou pouco amistoso esta noite. (2) Não vou perder tempo escrevendo para leitores imaginários, já que o que reina neste blogger é um profundo silêncio. (3) E a postagem e tão maravilhosa que não necessita de ramerrões enfadonhos. Simplesmente um time poderoso - música de Shostakovich e César Franck; interpretação de Oistrakh e Richter. Apenas aproveite! Boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sonata para violino e piano, op. 134

1. Andante [10:21]
2. Allegretto [6:39]
3. Largo-Andante-Largo [14:22]

César Franck (1822-1890) - Sonata para violino e piano em A maior

4. Allegretto ben moderato [6:56]
5. Allegro [8:51]
6. Recitativo-Fantasia. Ben moderato [7:46]
7. Allegretto poco mosso [6:37]

David Oistrakh, violino
Sviatoslav Richter, piano

Gravado no Concert Hall em Dezembro de 1968.

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ravel - Concertos para piano e orquestra em G e em D (para "mão e esquerda"; Debussy - Fantasia para piano e orquestra

Fiquei olhando e imaginando qual CD postaria entre os 100 que tenho separados. Pensei em vários, mas até que me decidi por este. Até porque até agora O SER DA MÚSICA não possui nenhuma obra de Debussy. Diga-se de passagem: isto é um grande sacrilégio. Hoje à noite eu peço a minha remissão. Eis que surge não somente Debussy, mas Ravel também. É uma postagem de alma francesa, cheia daquela genial singularidade desses dois compositores deveras importante para a música do século XX. De Ravel temos os concertos para piano em Sol e o em Ré, mais conhecido como "Concerto para mão esquerda". Considero o "Concerto para mão esquerda" uma das peças mais "poderosas" que já foram compostas para piano, inquestionavelmente. De Debussy surge a Fantasia para piano e orquestra. Kocsis consegue interpretar como as obras desses compositores exigem. Não deixe de ouvir estas três peças maravilhosas. Boa apreciação!

Maurice Ravel (1875-1937)

Concerto para piano e orquestra em G
1. Allegramente [7:44]
2. Adagio assai [8:10]
3. Presto [3:40]

Concerto para piano e orquestra em D (para "mão esquerda")
4. Lento [7:45]
5. Allegro [4:58]
6. Tempo I [4:53]

Claude Debussy (1862-1918)

Fantasia para piano e orquestra
7. Andante ma no troppo - Allegro giusto [6:25]
8. Lento e molto espressivo [7:06]
9. Allegro molto [6:15]

Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer, regente
Zoltán Kocsis, piano

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Philip Glass (1937-) - As Horas (The Hours) - trilha sonora

Tinha por intento postar outra obra no dia de hoje. Mas após ouvir este CD (e apreciá-lo neste momento enquanto escrevo estas palavras), senti-me estimulado a colocá-lo aqui em O SER DA MÚSICA. Trata-se de um registro instigante com Philip Glass. Na verdade, trata-se da trilha sonora do filme "As Horas" (2002) do diretor Stephen Daldry. A película em si é um belo poema de cunho existencial baseado no livro homônimo de Michael Cunninghan. Cunninghan, por sua vez, teve por motivo temático, o livro "Mrs. Dalloway" da escritora inglesa Virgínia Woolf . Já vi ao filme "As Horas" três vezes. Cada vez que o vejo, fico com aquela impressão de silêncio e embasbacamento. O filme conta a história de três mulheres separadas pelo tempo. Elas estão conectadas pelo livro Mrs. Dalloway. Em 1923 vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e ideias de suicídio. Em 1951 vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com AIDS e morrendo. Em suma: a ficção do livro é humanizado pelo drama existencial de cada um dos personagens. As três personagens vivem ao seu modo a angústia, o medo e o desalento das horas que passam a trazer revelações sobre o nada. A vida não é aquilo que se planejou, pois os momentos imparciais que passam trazem aquilo que não pode ser controlado. A música de Glass se encaixa com perfeição neste mosaico com três peças - a massa que liga os elementos do quebra-cabeças é o livro. A trilha possui um tema básico, contínuo, que "caminha" à semelhança de rio. A música evoca a vida e a vida não é nada mais nada menos do que suceções de horas. É um filme muito bonito que deve ser visto e que possui uma trilha sonora muito bem elaborada pela competência de Philip Glass. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

Philip Glass (1937-) - As Horas (The Hours) - trilha sonora

01. The Poet Acts
02. Morning Passages
03. Something She Has To Do
04. "For Your Own Benefit"
05. Vanessa And The Changelings
06. "I'n Going To Make a Cake"
07. An Unwelcome Friend
08. Dead Things
09. The Kiss
10. "Why Does Someone Have To Die?"
11. Tearing Herself Away
12. Escape!
13. Choosing Life
14. The Hours

Você pode comprar este CD na Amazon

Philip Glass, compositor

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sábado, 26 de setembro de 2009

Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594) - Stabat Mater, Litaniae De Beata Vergine Maria, Antiphona Veni Sponsa Christi e outros

Giovanni Pierluigi da Palestrina é um importante compositor da Renascença. Talvez, um dos mais importantes compositores dos últimos 500 anos. Ele foi um dos principais consolidadores da polifonia. Muito se deve a ele às mutações processadas na forma de compor. Palestrina desenvolveu importantes trabalhos como organista em várias basílicas. Recebeu o nome de Palestrina por ter nascido em uma cidade com tal denominação. Um fato importante sobre o compositor é que ele é o autor de considerável obra - mais de 100 missas, 140 madrigais e 68 motetos entre outros. O estilo de Palestrina nos remete às grandes catedrais; aos períodos em que a Igreja reinava soberana ditando o destino dos homens. Sua música é poderosa e enlevante. Um exemplo é a Antiphona Veni Sponsa Christi encontrada aqui neste CD. É de uma fragrância enlevante que chega a impressionar. O compositor foi bastante famoso enquanto vivo e tornou-se mais propalado depois que morreu. Embora não muito conhecido por aqui, esta é uma oportunidade para conhecer um pouco mais desse genial e importante compositor. Boa apreciação!

Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594) - Stabat Mater, Litaniae De Beata Vergine Maria, Antiphona Veni Sponsa Christi, Mottetto Veni Sponsa Christi, 05. Missa V Sp. Christi e Magnificat VI Toni

Stabat Mater
01. Stabat Mater [12:49]

Litaniae De Beata Vergine Maria
02. Litaniae De Beata Vergine Maria [15:42]

Chapel of King's College, Cambridge
George Guest, condutor
Thomas Hunt, Michael Turner, alto
John Tudhope, tenor

Antiphona Veni Sponsa Christi
03. Antiphona Veni Sponsa Christi [00:29]

Mottetto Veni Sponsa Christi
04. Mottetto Veni Sponsa Christi [03:08]

Missa V Sp. Christi
05. Kyrie [03:28]
06. Gloria [03:53]
07. Credo [05:54]
08. Sanctus [03:20]
09. Benedictus [02:40]
10. Agnus Dei I [02:08]
11. Agnus Dei II [02:44]

Magnificat VI Toni
12. Magnificat VI Toni [12:25]

Choir of St. John's College, Cambridge
George Guest, condutor
Thomas Hunt, Michael Turner, alto
John Tudhope, tenor

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Johannes Brahms (1833-1897) - Concertos para piano e orquestra no.1 em D menor, Op. 15 e Concerto para piano e orquestra em B flat major, Op. 83

Minha manhã iniciou de forma esplendorosa. Enquanto realizo algumas atividades sabáticas, decidir ouvir uma boa música. Principiei por Beethoven - Sinfonia número 3 - com uma boa gravação de Sir Colin Davis; logo em seguida, ouvir a Sinfonia número 5 de Shostakovich com Dmitri Kitaenko. Uma gravação poderosa. Agora, decidir ouvir e compartilhar os dois concertos para piano e orquestra de Brahms. Duas obras pelas quais nutro grande admiração. Já há algumas versões destes dois concertos aqui no blogger - Haitink e Claudio Arrau (concerto no. 1); Leinsdorf e Sviatoslav Richter (concertos 1 e 2); e Abbado, Böhm e Pollini (concertos 1 e 2). Ou seja, gravações de peso inquestionavelmente. E agora apresento mais uma gravação de peso de Chally e Nelson Freire. O brasileiro Freire é um dos grandes nomes para o piano na atualidade. Tem frequentado brilhantemente as grandes salas de concertos do mundo inteiro. Quem quiser saber mais do brasileiro, assista ao documentário "Nelson Freire" de 2003, um belíssimo trabalho. Freire ao lado de Argerich encenam momentos vivamente agradáveis no trabalho sob direção do competente João Moreira Salles. Ao final do trabalho, ficamos emocionados. Nelson é daquelas pessoas que nasceram para o instrumento. Rubem Alves costuma afirmar que há pessoas que tentam colocar um piano dentro de si, já Nelson Freire nasceu com um piano na alma. Por isso, não deixe de ouvir este importante registro. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) - Concertos para piano e orquestra no.1 em D menor, Op. 15 e Concerto para piano e orquestra em B flat major, Op. 83

Disco 1

Concerto para piano e orquestra No. 1 em D menor, Op. 15
1. Maestoso
2. Adagio
3. Rondo - Allegro non troppo

Disco 2

Concerto para piano e orquestra em B flat major, Op. 83
1. Allegro non troppo
2. Allegro appassionato
3. Andante
4. Allegretto grazioso

Gewandhausorchester
Riccardo Chailly, regente
Nelson Freire, piano


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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Franz Joseph Haydn (1732-1809) - Concertos para piano, Sonatas para piano e Variações em Fá

O velho Haydn foi um pródigo em matéria de composição. A regularidade com que compunha impressiona. O que é mais notável é que o seu labor não foi demasiado simplório. Haydn compôs obras em que percebemos a beleza da simplicidade. Às vezes penso que Joseph compusesse por diversão. Mas entendo que se trata daqueles casos de gênio. Em verdade, Haydn dominou de forma impressionante todos os estilos de composição - da sinfonia à sonata; do quarteto de cordas à música sacra. Há críticos que considera Franz como um compositor "menor". Todavia penso que com prerrogativas tão robustas, Haydn figure como um dos principais compositores de todos os tempos. Aquela frase de Sibelius ganha sentido: "Nunca vi um crítico ganhar um prêmio!". Estes dois CDs são extraordinários. Trazem concertos e sonatas para piano e a variação in Fá menor. Não deixe de ouvir a bela música de Franz Joseph Haydn!

Franz Joseph Haydn (1732-1809) - Concertos para piano, Sonatas para piano e Variações em Fá

Disco 1

Concerto para piano em Sol maior, Hob. XVIII:4
1. Allegro moderato
2. Adagio cantabile
3. Rondo presto

Concerto para piano em Fá maior, Hob. XVIII.7
4. Moderato
5. Adagio
6. Allegro

Concerto para piano em Ré maior, Hob. XVIII.11
7. Vivace
8. Un poco adagio
9. Rondo all'Ungherese Allegro assai

Disco 2

Variações em Fá menor, Hob. XVII.6
1. Variações em Fá menor, Hob. XVII.6

Sonata para piano No. 33 em Dó menor, Hob. XVI.20
2. Moderato
3. Andante con moto
4. Finale Allegro

Sonata para piano No. 62 em Mi flat maior, Hob. XVI.52
5. Allegro moderato
6. Adagio
7. Finale Presto

Sonata para piano No. 60 em Dó maior, Hob. XVI.50
8. Allegro
9. Adagio
10. Allegro molto

Deutsche Kammerphilharmonie
Mikhail Pletnev, piano

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Grande Missa em Dó Menor, K. 427

Esta missa me surpreendeu nesta manhã. Coloquei-a despretensiosamente. Mas ao começar a ouvi-la, senti emulações tranquilizadoras. A Grande Missa de Mozart é uma obra prima, uma das mais extraordinárias que já ouvir para o gênero. O Kyrie inicial levanta até os mortos. É de uma beleza singular. Acredito que até mesmo o indivíduo mais insensível para a beleza, sinta-se tocado pela leveza e profundidade desta peça de Wolfgang. O conjunto que interpreta a peça é também formidável. Leppard como sempre executa de forma primorosa. Em suma: deixarei esse laudatório pífio, pois a audição suprime a desnecessidade. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Grande Missa em Dó Menor, K. 427

1. Kyrie [08:29]
2. Gloria in Excelsis [02:52]
3. Laudamus Te [04:53]
4. Gratis Agimus Tibi [01:30]
5. Domine Deus [02:52]
6. Que Tollis Peccata Mundi [06:27]
7. Quoniam Tu Solus Sanctus [04:17]
8. Jesu Crhistie [00:46]
9. Cum Sancto Spiritu [04:12]
10. Credo in Unum Deum [03:58]
11. Et Incarnatus Est [08:28]
12. Sanctus [02:03]
13. Osanna [02:16]
14. Benedictus [06:30]

New Philharmonia Orchestra
Raymond Leppard, regente
Kiri te Kanawa
Ilena Cotrubas
Werner Krenn
Hans Sotin
John Aldis Choir

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Antônio Vivaldi (1678-1741) - As Quatro Estações

Em homenagem à chegada da primavera, decidi postar uma das peças mais famosas de todos os tempos: As Quatro Estações de Vivaldi. É a minha estação preferida. Sinto-me mais feliz quando chega a primavera. A sua chegada recende à vida. Antonio Vivaldi na obra programática As Quatro Estações descreve de forma musical as estações naturais. A primavera representa os três primeiros movimentos da obra. O primeiro movimento é um Allegro. Percebe-se o canto alegre dos pássaros. O vôo da liberdade. Há a seguinte menção textual: “Chegou a primavera e alegremente a saúdam os pássaros com cantos felizes; e as fontes, com o soprar dos zéfiros, correm com doce murmúrio; no entanto, vêm, cobrindo o ar com um manto negro, os raios e trovões, anunciando tempestade. Enquanto isto, sem se importar, ficam os passarinhos, retornando ao seu encanto canoro”. No segundo movimento anuncia-se: “E sobre os prados floridos e amenos, ao som doce do murmúrio de árvores e folhas, dorme o camponês, enquanto, ao lado, ladra o seu cão fiel”. É notório pelo Largo e pianíssimo um doce vento que atravessa os bosques floridos. No terceiro movimento, lê-se: “Ao som festivo das gaitas camponesas, dançam as ninfas e os pastores, sob o ansiado céu de Primavera, a surgir, brilhante”. Trata-se de uma Danza Pastorale – Allegro. A alegria reverente e reflexiva da música faz perceber a comemoração dos camponeses que celebram a chegada da primavera. A música de Vivaldi nos permite, pelo seu encanto, alegria e leveza, tatear o espírito primaveril. Curiosidade: Duas estações bem definidas no hemisfério norte permitiu que o antigos dividissem o ano em duas fases: (1) a veris que era o “tempo bom”, ensolarado; e (2) hiems, conhecido “como mau” tempo. Por conta da alegria que surge neste período, a estação foi chamada de primo vere, que significava “início da boa estação” e mais tarde passou a ser denominada “primavera”. As estações do ano constituem as personalidades da natureza. Temos o inverno que simboliza a rigidez, a gravidade; o outono que é a metáfora da tranqüilidade, da reflexão; o verão que é lúbrico, cheio de força luminosa; e a primavera que é a alegria, a leveza, a vida no cio. Fiquei pensando qual versão postar e achei oportuno postar esta versão com Stern. Boa apreciação, pois "chegou a primavera"!

Antônio Vivaldi (1678-1741) - As Quatro Estações

Primavera Concerto in E Major Op. 8 No. 1
1) I. Allegro (3:22)
2) II. Largo (3:23)
3) III. Allegro (4:16)

Verão Concerto in G Minor Op. 8 No. 2
4) I. Allegro non molto; Allegro (5:29)
5) II. Adagio (3:04)
6) III. Presto (2:34)

Outono Concerto in F Major Op. 8 No. 3
7) I. Allegro
8) II. Adagio molto (2:11)
9) III. Allegro (3:30)

Inverno Concerto in F Minor Op. 8 No. 4
10) I. Allegro non molto (3:28)
11) II. Largo (2:21)
12) III. Allegro (3:13)

Jerusalem Music Centre Chamber Orchestra
Isaac Stern, Violino e regência
Valery Maisky, cravo

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Variações e Sonatas Completas para violoncelo e piano

Encontro-me com bastante pressa neste instante. Estou passando por aqui apenas para postar este extraordinário CD de Ludwig com peças para piano e violoncelo. Este registro possui as principais peças compostas para este instrumento (violoncelo) em toda a história da música ao meu mode de ver. Não dispensemos Bach, claro. Mas quando o que está em jogo é a figura de Beethoven, toda a imparcialidade se esvai. Fica aqui a certeza de um excelente post. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Variações e Sonatas Completas para violoncelo e piano

Disco 1

01. Sonata in F major Op.5 No.1 - Ia. Adagio sostenuto-
02. Sonata in F major Op.5 No.1 - Ib. Allegro
03. Sonata in F major Op.5 No.1 - II. Rondo (Allegro vivace)
04. Twelve variations in F major Op.66 - Thema (Allegretto)
05. Twelve variations in F major Op.66 - Variation I
06. Twelve variations in F major Op.66 - Variation II
07. Twelve variations in F major Op.66 - Variation III
08. Twelve variations in F major Op.66 - Variation IV
09. Twelve variations in F major Op.66 - Variation V
10. Twelve variations in F major Op.66 - Variation VI
11. Twelve variations in F major Op.66 - Variation VII
12. Twelve variations in F major Op.66 - Variation VIII
13. Twelve variations in F major Op.66 - Variation IX
14. Twelve variations in F major Op.66 - Variation X (Adagio)
15. Twelve variations in F major Op.66 - Variation XI (Poco adagio quasi andante)
16. Twelve variations in F major Op.66 - Variation XII (Allegro)
17. Sonata in G minor Op.5 No.2 - Ia. Adagio sostenuto ed espressivo-
18. Sonata in G minor Op.5 No.2 - Ib. Allegro molto piu tosto presto
19. Sonata in G minor Op.5 No.2 - II. Rondo (Allegro)
20. Twelve variations in G major WoO45 - Thema (Allegretto)
21. Twelve variations in G major WoO45 - Variation I
22. Twelve variations in G major WoO45 - Variation II
23. Twelve variations in G major WoO45 - Variation III
24. Twelve variations in G major WoO45 - Variation IV
25. Twelve variations in G major WoO45 - Variation V
26. Twelve variations in G major WoO45 - Variation VI
27. Twelve variations in G major WoO45 - Variation VII
28. Twelve variations in G major WoO45 - Variation VIII
29. Twelve variations in G major WoO45 - Variation IX
30. Twelve variations in G major WoO45 - Variation X (Allegro)
31. Twelve variations in G major WoO45 - Variation XI (Adagio)
32. Twelve variations in G major WoO45 - Variation XII (Allegro)

Disco 2

01. Sonata in A major Op.69 - I. Allegro ma non tanto
02. Sonata in A major Op.69 - II. Scherzo (Allegro molto)
03. Sonata in A major Op.69 - IIIa. Adagio cantabile-
04. Sonata in A major Op.69 - IIIb. Allegro vivace
05. Sonata in C major Op.102 No.1 - Ia. Andante-
06. Sonata in C major Op.102 No.1 - Ib. Vivace
07. Sonata in C major Op.102 No.1 - IIa. Adagio-
08. Sonata in C major Op.102 No.1 - IIb. Allegro vivace
09. Sonata in D major Op.102 No.2 - I. Allegro con brio
10. Sonata in D major Op.102 No.2 - II. Adagio con molto sentimento d'affetto
11. Sonata in D major Op.102 No.2 - III. Allegro-Allegro fugato
12. Seven variations in E-flat major WoO46 - Thema (Andante)
13. Seven variations in E-flat major WoO46 - Variation I
14. Seven variations in E-flat major WoO46 - Variation II
15. Seven variations in E-flat major WoO46 - Variation III
16. Seven variations in E-flat major WoO46 - Variation IV
17. Seven variations in E-flat major WoO46 - Variation V (Si prenda il tempo un poco piu vivace)
18. Seven variations in E-flat major WoO46 - Variation VI (Adagio)
19. Seven variations in E-flat major WoO46 - Variation VII (Allegro ma non troppo)-Coda

Pieter Wispelwey, violoncelo
Dejan Lazic, piano

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Avisos!!!


Por estes dias a minha conexão está com problema. Este fato tem impedido de postar algumas peças que estão separadas há algum tempo. Acredito que no mais tardar, até quarta o problema esteja resolvido.

P.S. Achei estas afirmações interessantes sobre O SER DA MÚSICA. Estão AQUI:

Esta não é uma postagem sobre a ontologia da música e esoterismos afins. O Ser da Música é o site de música clássica mais feijão-com-arroz (no bom sentido) que já vi. Grandes exemplos das obras básicas do principais compositores estão lá, ainda que algumas venham pelas mãos de ilustres desconhecidos, e a tônica seja a tradição (Karajan, Bernstein, etc.). Nada contra, é claro – estou só reportando o fato.

Quer dizer, se v. deseja fazer downloads descomplicados de obras conhecidas, o endereço é http://oserdamusica.blogspot.com/

O que achei interessante foi o autor da afirmação denominar O SER DA MÚSICA de "site de música clássica feijão-com-arroz (no bom sentido)". A assertiva me botou certa desconfiança. Não sei se aceito como um elogio ou uma crítica. O fato é que o blogger se propõe a divulgar, de forma descompromissada, a música clássica - e, quando possível, alguma coisa de jazz. Busco postar peças que sejam acessíveis a todos aqueles que amam a boa música - tanto o iniciante, como o ouvinte sofisticado. Como já explicitei em outros textos, não sou um profundo conhecedor de harmonia ou estrutura musical. Sou um amante incondicional da boa música. Com tanto "lixo" na net, julguei acertado começar algo nesse sentido. À medida que escuto, sigo a postar. Meus comentários e afirmações são resultado de existencializações estéticas da música em mim. Sigamos a produzir um espaço "feijão-com-arroz" - claro, "no bom sentido", conforme afirma o visitante-ouvinte Pedro Lourenço Gomes.

Saudações musicais a todos!

Por Carlos Antônio M. Albuquerque

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sonatas para violino e piano Nos. 10, Op. 96; 6, Op. 30; e 7, Op. 30 no. 2 - CD 3

Segue o último CD com a integral das sonatas para violino e piano do meu compositor favorito. E como são belas estas sonatas! Acredito que estas sonatas devem constar na cedeteca de qualquer amante da boa música. Por isso, não vacile! Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sonatas para violino e piano Nos. 10, Op. 96; 6, Op. 30; e 7, Op. 30 no. 2

Sonata para Violino e Piano No.10 in G, Op.96
1. Allegro moderato [10:15]
2. Adagio espressivo [6:03]
3. Scherzo (Allegro) [2:04]
4. Poco allegretto [8:57]

Sonata paraViolino e Piano No.6 in A, Op.30 No.1
5. Allegro [7:22]
6. Adagio [6:36]
7. Allegretto con variazioni [8:35]

Sonata para Violino e Piano No.7 in C minor, Op.30 No.2
8. Allegro con brio [7:31]
9. Adagio cantabile [9:00]
10. Scherzo (Allegro) [3:23]
11. Finale (Allegro) [5:06]

Maria João Pires, piano
Augustin Dumay, violino

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Johannes Brahms (1833 - 1897) - Concerto para piano e orquestra No. 1 em D menor, Op. 15

Brahms é inegavelmente um dos maiores compositores da história da música ocidental. Ouvi-lo é sempre uma experiência deleitável. E o que dizer deste concerto para piano e orquestra no. 1? Ao meu modo de ver, possui todos os requisitos de uma grande obra de arte. O primeiro movimento é atordoador, infenso de maus presságios, mas que aos poucos é tomado por uma reflexão denso, pessimista. Brahms era assim: pleno e intenso. Já existe uma excelente gravação deste concerto aqui no blogger com o Abbado e com o Pollini. Resolvir postar esta interpretação, pois a julguei muito boa. Como o excesso nesse quesito não é pernicioso, vai mais uma com o Haitink e com o Claudio Arrau. Bom deleite!

Johannes Brahms (1833 - 1897) - Concerto para piano e orquestra No. 1 em D menor, Op. 15

01. Maestoso - Poco più moderato
02. Adagio
03. Rondo (Allegro non troppo - Più animato - Tempo I)

Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
Bernard Haitink, regente
Claudio Arrau, piano

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 15 in A maior, Op. 141

Após mais de cinco meses de caminhada lenta e indisciplinada, chegamos finalmente à Décima Quinta Sinfonia de Shosta. Postar estas sinfonias de um dos meu compositores favoritos foi um empreendimento que poderia ter sido concluído com certa rapidez. Mas como não estou seguindo nenhuma agenda, fui postando de acordo com o meu humor. Hoje decidi ouvir esta monumental sinfonia (Sinfonia No. 15) e resolvir concluir "o negócio" uma vez por todas. Estamos, simplesmente, falando aqui do último trabalho sinfônico de Shosta. O trabalho estruturado em 4 movimentos foi composto em 1971. O compositor já era uma referência mundial. Shosta conseguiu realizar um trabalho brilhante, como de praxe. A Décima Quinta Sinfonia é repleta de coloridos, de variações. Trata-se de uma música viva, cheia de claridade, com temas bastantes agradáveis. O primeiro movimento traz "pinceladas referenciais" à obra Gulherme Tell de Rossini. O que Shosta pretendia? Talvez seja mais uma prova do seu perfil picaresco. Dmitri sabia fazer ironias como ninguém. O segundo movimento que ouço neste instante, é de uma tristeza reflexiva impressionante. O allegretto do terceiro movimento retoma o perfil "solto" do primeiro movimento. O quarto movimento é exponencial na obra, pois encerra aspectos profundos. Shosta apresenta, como se quisesse aturdir o ouviente, um tema wagneriano (Prenúncio da Morte) - que faz parte da Tetralogia do Anel do Nibelungo. O que Shosta queria emitir com isso? Não quero me munir de aspectos românticos previsíveis, mas será que Shosta já antevia o seu fim? A arte possui vozes misteriosas que nega certas interpretações. O resto é somente especulação. Boa audição deste extraordinário trabalho de Shosta sob a regência de Rostropovich.

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 15 in A maior, Op. 141

1. Allegretto [08:47]
2. Largo - Adagio - Largo [16:27]
3. Allegretto [04:03]
4. Adagio - Allegretto - Adagio - Allegretto [16:17]

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London Symphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ludwig van Beethoven - Sinfonia No. 7 in A maior, Op. 92 e Franz Joseph Haydn - Sinfonia No. 104 in D maior - "Londres"

A maravilhosa Sinfonia no.7 de Beethoven foi iniciada no ano de 1811 e concluída em 1812. Na ocasião, o compositor se encontrava geograficamente na Boêmia à procura de melhores ares a fim de recuperar a saúde. Sua estréia se deu num concerto beneficiente para soldados feridos, em 1813. Talvez esse fato explique por que no dia da estréia da sinfonia, a qual tinha o próprio Beethoven na condução, a peça A Vitória de Wellington também tenha sido apresentada. Para alguns críticos, esta última peça fica aquém do espiríto beethoviano e não havia motivos para trazê-la ao mundo logo no dia em que estreiou a Sétima Sinfonia. Eu particularmente aprecio a peça e penso que ela cabia no programa, já que se tratava de uma solenidade militar. Qualquer dia desses postar-lá-ei por aqui. Mas voltemos à Sétima Sinfonia: Inevitavelmente, a obra tornou-se um grande sucesso. Não obstante Beethoven está numa convalescença, num momento de enfermidade, este fato não fica explicíto na peça, apesar do segundo movimento ser de uma gravidade e de uma reflexão fabulosa. A sinfonia é cheia de um otimismo esvoaçante. A musicalidade celsa parece querer nos arrebatar, nos puxar para atmosferas de alegria. Aparece ainda no CD a Sinfonia No. 104 ("Londres") de Joseph Haydn. Há aqui no blogger uma postagem com Eugene Jochum dessa mesma sinfonia. Aqui temos Karajan na sua típica competência. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonia No. 7 in A major, Op. 92

1. Poco sostenuto - Vivace [11:44]
2. Allegretto [8:39]
3. Presto - Assai meno presto [7:42]
4. Allegro con brio [6:43]

Franz Joseph Haydn (1732-1809) - Sinfonia No 104 in D maior - "Londres"

5. Adagio - Allegro [8:45]
6. Andante [8:14]
7. Menuet e trio: Allegro [4:22]
8. Finale: Spiritoso [4:54]

Wiener Philharmoniker
Hebert von Karajan, regente

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sábado, 12 de setembro de 2009

Anton Brukner - Missa in E e Libera me, Domine - Rheinberger - Réquiem in Es, Op. 84

Ainda não conhecia com propriedade duas questões concernentes a este CD: (1) nunca havia escutado esta missa de Anton Bruckner; e (2) não sabia da existência de Josef Gabriel Rheinberger, nem tão menos de seu réquiem. Não é escusado afirmar que temos um registro singular - tanto por conta dos compositores, quanto pela música que nos apresenta. Alimento uma desconfiança considerável em relação a Bruckner, apesar que nos últimos meses eu o redimi após ter ouvido as suas 9 sinfonias. Iniciei de soslaio, mas ao chegar à Quinta Sinfonia, eu já havia arrefecido os meus mais graves juízos. A vida de Bruckner não condiz com a grandiosidade da sua obra. O compositor era um religioso; dono de uma timidez e de uma passividade impressionante. Dizem que certa vez após um intérprete ter executado a sua música, Anton beijou a mão do homem e ajoelhou-se para agradecer. numa atitude submissa Suas composições tinham que passar por imensas revisões. Mas deixemos o homem Bruckner e nos fixemos na sua obra, que é bastante expressiva. Essa sua missa é música para mosteiros. Para manhãs silenciosas, de ocasos boreais. O primeiro movimento (Kyrie) é de uma diafanidade embriagante. Já o Réquiem de Rheinberger é de uma beleza própria. Não é pessimista como o de Brahms, nem grandioso e eloquente como o de Mozart. Aproxima-se do réquiem de Fauré em matéria de beleza e suavidade. Em resumo: trata-se de um CD como músicas belas, para ouvir nos momentos em que o secularismo da pós-modernidade nos abandonar e nos enchermos de sentimentos sublimes; quando a vida se encher de envolvimentos augustos. Boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896)

Messe in e, WAB 27
1. Kyrie
2. Gloria
3. Credo
4. Sanctus
5. Benedictus
6. Agnus Dei

Libera me, Domine, WAB 22
7. Libera me, Domine

Josef Gabriel Rheinberger (1839-1901)

Requiem in Es, Op. 84
8. Introitus
9. Kyrie
10. Tractus
11. Offertorium
12. Sanctus
13. Benedictus
14. Agnus Dei
15. Comunio

Kammer Chor Saarbrüken
Bläser der Kammerphilharmonie Mannheim
Georg Grün, direção

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concerto Triplo, Romances para violino, Op. 40 e 50 e Romance Cantabile para piano, flauta e fagote

Essa moçada do Oriente não é brincadeira. Acredito que a versão mais conhecido do Concerto Triplo de Beethoven seja aquela que tem Karajan, Yo-Yo-Ma e outros dois músicos expressivos que não me recordo o nome. Mas este CD com esses três excelentes intérpretes do Chung Trio permite uma fidelização ao mundo mágico da arte de Beethoven, meu compositor predileto. Aparecem ainda os dois belíssimos romances para violino - o Op. 40 e Op. 50; e o romance cantabile para piano , flauta e fagote. É um Cd repleto do lirismo beethoviano. Excelente para as almas sensíveis. Nesta tarde de sábado, Beethoven é um companheiro inigualável. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Concerto Triplo, Romances para violino, Op. 40 e 50 e Romance Cantabile para piano, flauta e fagote

Concerto para piano, violino, celo e orquestra in C maior, Op. 56 - Concerto Triplo 1. Allegro [17:36]
2. Largo - atacca [5:20]
3. Rondo alla Polacca [12:12]

Kyung-Wha Chung, violino
Myung-Wha Chung, cello

Romance para violino e orquestra in G maior, Op. 40
4. Romance para violino e orquestra in G maior, Op. 40 [8:17]

Romance para violino e orquestra in F maior, Op. 50
5. Romance para violino e orquestra in F maior, Op. 50 [6:58]

Kyung-Wha Chung, violino

Romance cantabile para flauta, piano e fagote - acompanhado por 2 oboés e instrumentos de corda in E menor (Hess 13)
6. Romance cantabile para flauta, piano e fagote - acompanhado por 2 oboés e instrumentos de corda in E menor (Hess 13) [4:55]

Patrick Gallois, flauta
Pascal Gallois, fagote

Phillahrmonia Orchestra
Myung-Whun Chung, regência e piano

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Ludwig van Beethoven - Sonatas para violino e piano No. 8 in G, Op. 30 no. 3, No. 5 in F, op. 24 - "Primavera" e No. 9 in A, Op. 47 - "Kreutzer" - CD2

Este CD traz duas das mais belas peças escritas por Beethoven - A Sonata Primavera e Sonata Kreutzer. Considero a Sonata Primavera, op. 24 um prodígio. Sua musicalidade nos eleva. É um hino à alegria, à beleza; aos momentos mais dignos pelos quais importa viver. Já a Sonata Kreutzer é um monumental trabalho que coroa o gênio inominável de Ludwig. Aparece ainda neste extraordinário registro a Sonata no. 8, op. 30. Como hoje estou para pouca conversa, nosso colóquio findar-se-á de forma célere. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sonatas para violino e piano No. 8 in G, Op. 30 no. 3, No. 5 in F, op. 24 - "Primavera" e No. 9 in A, Op. 47 - "Kreutzer".

Sonata para Violino e Piano No.8 in G, Op.30 No.3
1. Allegro assai [6:00]
2. Tempo di minuetto, ma molto moderato e grazioso [7:49]
3. Allegro vivace [3:25]

Sonata para Violino e Piano No.5 in F, Op.24 - "Primavera"
4. Allegro [9:46]
5. Adagio molto espressivo [6:13]
6. Scherzo (Allegro molto) [1:14]
7. Rondo (Allegro ma non troppo) [6:33]

Sonata para Violino e Piano No.9 in A, Op.47 - "Kreutzer"
8. Adagio sostenuto - Presto [14:29]
9. Andante con variazioni [15:25]
10. Finale (Presto) [8:33]

Maria João Pires, piano
Augustin Dumay, violino

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Rauph Vaughan Williams (1872-1958) - A Sea Symphony "Sinfonia do Mar" para soprano, barítono, coro e orquestra

Vaughan Williams é uma importante personalidade da música inglesa. Embora não seja tão conhecido e comentado aqui no Brasil, o compositor é uma figura popular em seu país. Tenho uma admiração toda especial por aquilo que já ouvir do inglês. A árvore genealógica do compositor leva-o até Charles Darwin. Nasceu numa família de intelectuais bem situados, mas sempre militou pelo igualitarismo. Foi amigo de Gustav Holst. Essa amizade era tão expressiva que os dois ficavam por horas e horas a discutirem, a se ajudarem no processo de composição. Chegou inclusive a ter aulas com Maurice Ravel. Observa-se que partindo dessa particularidade, Vaughan Williams não é uma figura de pouca monta. Suas peças são habitadas por uma grande eteridade. Impressiono-me com suas sinfonias, principalmente a Sinfonia Pastoral, que é belíssima e possui umapersonalidade essencilamente mística. Foi resultado do seu trabalho voluntário em ambulâncias durante o período da Segunda Grande Guerra. Talvez a sua participação na guerra tenha infundido poderes religiosos em sua sensibilidade. A Sea Symphony que ora posto é de uma beleza simplesmente singular. É uma sinfonia coral escrita possivelmente entre 1903 e 1909. É conhecida também como Sinfonia no. 1. É uma obra de juventude e revela quão profundas eram as intensões de Vaughan Williams. Impressiona este aspecto paradoxal. Esta sinfonia estreiou em 1910 no Festival de Leeds, quando o compositor estava com 38 anos de idade. A Sea Symphony ou Sinfonia do Mar é a mais longa de todas as sinfonias do compositor. Possui aproximadamente 70 minutos. A canção baseia-se num poema de Walt Whitman, um dos mais importantes poetas em língua inglesa. Whitman também influenciou Fernando Pessoa. Possivelmente, Vaughan tenha escolhido o poema de Walt Whitman por enxergar o poder transcendente e metafísico do texto poético do escritor americano. São por esses fatores, que o trabalho sinfônico de estréia mostra-se tão relevante. Não deixe de conferir o trabalho desse importante compositor que explora outras possibilidades sonoras. A música de Vaughan cria um importante contraste com a música germânica, italiana ou francesa. Não é a toa que Ravel certa vez disse: "Rauph Vaughan Williams é o único dos meus alunos que não reescreve as minhas músicas". Boa apreciação!

Rauph Vaughan Williams (1872-1958) - A Sea Symphony "Sinfonia do Mar" para soprano, barítono, coro e orquestra

I. A Song for All Seas, All Ships
01. Behold the Sea, itself
02. Today a rude brief recitative
03. Flaunt out O sea your separate flags of nations
04. Token of all brave captains
05. A pennant universal

II. On the Beach at Night, Alone
06. On the Beach at Night, alone
07. A vast similitude binterlocks all

III. The Waves
08. Scherzo

IV. The Explorers
09. O vast rondure, swimming in space
10. Down from the gardens of Asia descending
11. O we can wait no longer
12. O thou transcendent
13. Greater than stars or suns
14. Sail forth
15. O my brave Soul!

London Philharmonic Choir (cantilena)
And The London Philharmonic
Bernard Haitink, regente
Felicity Lott, soprano
Jonathan Summers, barítono


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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Concertos para piano No. 26, KV. 537 e 27, KV. 595

Como expliquei outro dia, ao ouvir música, concentro o que possuo de determinado compositor. Por exemplo, se vou ouvir Mahler, organizo aquilo que possuo de Mahler e ouço; se vou ouvir Bach, preciso ouvir tudo aquilo que possuo de Bach. Alguém poderá afirmar: "Que método estranho!" Mas o fato é que isso tem me proporcionado apreciar meu acervo de música. Por esses dias, tenho escutado Mozart. Hoje eu tive a oportunidade de ouvir os concertos nos. 26 e 27 - as obras que posto neste instante. Dos quase 30 concertos compostos por Mozart, um dos que mais gosto é o de número 26, o KV 537 (gosto também do 20, 21 e 24). Ele possui um cheiro de leveza noturna e isso apetece-me, desperta-me. O segundo movimento é de uma delicadeza que somente a música mozartiana possui. Segue ainda o no. 27 que possui aquele formato típico da música clássica vieneense. Esta gravação faz parte de uma caixa da Phillips com todos os concertos para piano de Mozart. Acredito que aos poucos eu vá soltando alguns. A gravação é muito boa. A Academy St Martin in the Fields é conduzida pelo enérgico Neville Marriner; ao piano temos o excelente Alfred Brendel. Boa degustação estética!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Concertos para piano No. 26, KV. 537 e 27, KV. 595

Concerto No. 26 In D, KV 537 ‘Coronation’
1. Allegro
2.Larghetto
3. Allegretto

Concerto No. 27 In B Flat, KV 595

4. Allegro
5. Larghetto
6. Allegro


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Academy St. Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, regente
Alfred Brandel, piano

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Franz Schubert (1797 - 1828) - Sonata para piano No. 21 in B flat, D. 960 e Klavierstücke, D. 946

Como estas sonatas são poeticamente profundas. Schubert era dono de uma vasão pouco comum em muitos compositores. Em sua curta existência, ele compôs freneticamente e com uma qualidade rara de ser ver em qualquer outro lugar. Estas sonatas possuem irrupções beethovianas e características da música mais tarde elaborada por Brahms. Uchida consegue de forma brilhante interpretar as duas peças para piano aqui postas neste CD - D. 960 e D. 946. Mitsuko nos conduz por momentos de canduras e reflexões graves. Por isso, não deixe de ouvir este CD maravilhoso de Franz Schubert, dono de uma gênio e de uma habilidade inquieta. Boa apreciação!

Franz Schubert (1797 - 1828) - Sonata para piano No. 21 in B flat, D. 960 e Klavierstücke, D. 946

Piano Sonata No. 21 in B flat, D.960

1. Molto moderato (21:53)
2. Andante sostenuto (10:40)
3. Scherzo. Allegro vivace con delicatezza (3:56)
4. Allegro ma non troppo (8:01)

Klavierstücke, D.946

5. No. 1 in E flat minor (9:31)
6. No. 2 in E flat (10:32)
7. No. 3 in C (5:43)

Mitsuko Uchida, piano

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Mozart (1756-1791) - Missa no.16 em Dó maior, K. 317 - "Coroação" e Schubert (1797-1828) - Missa no. 2 em Sol maior, Catálogo Deutsch no. 167

Há algum tempo fui comprar um livro de filosofia na livraria Paulus aqui em Brasília. Pus-me a olhar na seção de Cds e encontrei este disco com uma missa de Mozart e outra de Schubert. Senti-me despertado e resolvir comprar. É um CD com registros belíssimos desses dois compositores austríacos. Segundo as informações contidas no encarte do CD: "Após a segunda viagem a Paris (1779), Mozart retornou a Salzburgo, onde reassumiu seus deveres oficiais de organista da igreja e da corte arquiepiscopal do príncipe-arcebispo Hyeronimus von Colloredo, de pouco ilustre memória. De conformidade com tais funções, o jovem compositor produziu, entre 1779 e 1782, diversas obras de música sacra, como as Vesperae Solennes de Confessore, em Dó maior, KV 339, duas Sonatas de igreja, KV 326, 329, duas Missas, na clave tonal em Dó maior: a "Missa da Coroação e a Missa Solemnis, KV 337. Foi em março que se realizaram as primeiras audições". Já com relação à missa de Schubert há as seguintes informações: "No início de 1815, Franz Schubert compôs, aos dezoito anos de idade, sua Missa em Sol maior, catalogada pelo musicólogo austríaco Otto Erich Deutsch sob número de ordem 167. Dois anos antes o jovem mestre teria de afastar-se definitivamente da Capela da Corte, o Colégio Imperial e Real de Viena. Cedendo à necessidade de prover o sustento próprio da família, teve de exercer, mui a contragosto, o magistério primário em Liechtenthal, subúrbio de Viena. Foi na modesta igreja da paróquia local que se realizou a estréia da Missa, na primavera de 1815". As duas missas são obras de mocidade dos dois compositores, mas nem por isso deixam de possuir aqueles aspectos essenciais que foram marcas diferenciadoras em ambos os compositores. Nesta noite de 7 setembro, nada melhor do que ouvir a bela música sacra vinda de Viena. Boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Missa no.16 em Dó maior, K. 317 - "Coroação"

1. Kyrie [2:56]
2. Gloria [4:35]
3. Credo [7:08]
4. Sanctus [1:34]
5. Benedictus [3:15]
6. Agnus Dei [6:35]

Franz Schubert (1797-1828) - Missa no. 2 em Sol maior, Catálogo Deutsch no. 167

7. Kyrie [3:39]
8. Gloria [2:53]
9. Credo [3:51]
10. Sanctus [1:25]
11. Benedictus [4:56]
12. Agnus Dei [5:36}

Total: 48'30''

Slovak Philharmonic Chorus & Orchestra
János Ferencsik, regente
Ferdinand Klinda, órgão
Stefan Klimo, mestre de coro
Magda Kalmár, soprano
Jutta Bokor, contralto
Attila Fülöp, tenor
Kolos Kováts, baixo

Cantado em latim

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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sábado, 5 de setembro de 2009

George Enescu (1881-1955) - Poema Romeno, Op. 1 e Rapsódias Romenas nos. 1 e 2, op. 11 no. 1 e 2

O compositor romeno George Enescu não é tão conhecido em nosso país. Não é fácil encontrar material sobre este grande compositor do leste europeu. Lembro-me que os primeiros contatos que tive com o compositor se deu há alguns anos atrás num programa de rádio que é transmitido aqui em Brasília e se chama Clássicos de Todos os Tempos. É um extraordinário programa diário. Duas horas de música erudita - das 20 horas às 22 horas. Neste programa entrei em contato com as rapsódias romenas, que são majestosas. Diria que é música folclórica. Enescu nasceu em 1881 e morreu em 1955. Aos quatro anos já tocava violino. Com 12 anos era uma sensação nas salas de concerto da Europa. Estreiou como compositor ao 17 anos (Poema Romeno, op. 1). As suas famosas rapsódias romenas foram escritas em 1901-02. Com a extensão do seu trabalho, Enescu chegou a se tornar o diretor de orquestras americanas - Nova York e Filadélfia. No que tange às composições deste CD que ora posto, já tive oportunidade de ouvir por várias vezes durante a semana. O Poema Romeno é singular. Há a participação de um coro. Já a Rapsódia Romena no. 1 é a mais conhecida e de melodia doce e agradável. E aparece ainda a Rapsódia Romena no. 2 de fulgurante leveza orquestral. É de uma beleza silenciosa. Faz lembrar a Jean Sibelius, o compositor finlândes. Acredito que este CD impressione. É uma oportunidade positiva para se conhecer George Enescu. Boa apreciação!

George Enescu (1881-1955) - Poema Romeno, Op. 1 e Rapsódias Romenas nos. 1 e 2, op. 11 no. 1 e 2

01 - Romanian Poem Op.1 - Moderato - Adagio - Allegro vivo - Adagio - Moderato - Presto [30:06]
02 - Romanian Rhapsody No.1 in A major Op.11 No.1 [12:22]
03 - Romanian Rhapsody No.2 in D major Op.11 No.2 [11:48]

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Coro e Orquestra da Rádio e Televisão Romena
Iosif Conta, regente

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 14, op. 135 para soprano, baixo e orquestra de cordas

Esta sinfonia foi composta em 1969, seis anos antes da morte do compositor Dmitri Shostakovich. É um trabalho formidável. Foi dedicado ao seu amigo Benjamim Britten. É baseado em textos de Garcia Lorca, Rilke e outros. O ciclo da sinfonia é organizado para orquestra de cordas, soprano, baixo e percussão. Possui ao todo 11 movimentos. Este aspecto quebra o formato da tradição sinfônica. Shosta revela neste trabalho desconsolo e desesperança. É um trabalho em que as canções são coligidas e possuem personalidade própria. Em suma: a sinfonia no. 14 é atordoante pela tristeza que evoca; mais um imprescindível trabalho do gênio de Shosta. Não deixe de ouvir este hino belíssimo. Boa apreciação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 14, op. 135 para soprano, baixo e orquestra de cordas

01 De profundis - Adagio
02 Malaguena - Allegretto
03 Lorelei - Allegro molto
04 The Suicide - Adagio
05 On Watch - Allegretto
06 Madam, look! - Adagio
07 At the Sante Jail - Adagio
08 Allegro
09 O Delvig, Delvig! - Andante
10 The Poets Death - Largo
11 Conclusion - Moderato

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Academic Symphony Orchestra

Mark Reshetin, baixo
Galina Vishnievskaya, soprano

Mstislav Rostropovich, regente

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sonatas para violino e piano Nos. 1, 2, 4, 3 - CD1

A obra de Beethoven é bela e profunda em sua totalidade. Suas sinfonias são monumentos erguidos à eternidade. Suas sonatas para piano exploram ao máximo as possibilidade desse tipo de composição. Os quartetos de cordas são inexpremíveis. Depois dele, compor um quarteto de cordas tornou-se uma tarefa árdua, complexa. Em quase todas as modalidades pelas quais Ludwig se enveredou houve êxito. Não é à toa que ele é considerado um dos nomes mais importantes da história da música. Acredito, ainda, que as suas sonatas para piano revelam um Beethoven lírico, suave, grávido de reflexões melancólicas e, às vezes, alegres como as flores de um jardim de primavera. Este aspecto é típico nas sonatas para violino que tenciono postar. São no todo três CDs maravilhosos, bem interpretados por Maria João Pires (piano) e Augustin Dumay (violino). A integral das sonatas para violino e piano de Beethoven é material necessário e imprescindível a todo amante da boa música. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sonatas para violino e piano Nos. 1, 2, 4, 3

Sonata para Violino e Piano No.1 in D, Op.12 No.1
1. Allegro con brio [8:43]
2. Tema con variazioni (Andante con moto) [6:57]
3. Rondo (Allegro) [4:47]

Sonata para Violino e Piano No.2 in A, Op.12 No.2
4. Allegro vivace [6:40]
5. Andante più tosto allegretto [5:16]
6. Allegro piacevole [4:57]

Sonata para Violino e Piano No.4 in A minor, Op.23
7. Presto [7:14]
8. Andante scherzoso, più allegretto [7:40]
9. Allegro molto [5:19]

Sonata para Violino e Piano No.3 in E flat, Op.12 No.3
10. Allegro con spirito [8:25]
11. Adagio con molt'espressione [6:28]
12. Rondo (Allegro molto) [4:35]

Maria João Pires, piano
Augustin Dumay, violino

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