sábado, 30 de maio de 2009

Joseph Haydn - As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz

Amanhã, dia 31 de maio de 2009, completar-se-á 200 anos da morte de Franz Joseph Haydn. Temos procedido com uma homenagem tímida a esse grande compositor. Apresentamos algumas peças e demos ênfase às suas sinfonias. Após deixarmos o terreno sinfônico, apresentamos um dos seus oratórios - As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz (que ouço enquanto digito estas palavras). Em alemão Die Sieben Worte unseres últimos Erlösers am Kreuze ou "As Sete últimas Palavras de Nosso Salvador sobre a Cruz". Um belíssimo oratório, como os tantos compostos por ele. Originalmente, este oratório foi composto 1787 para a Sexta-Feira Santa. A peça consiste de uma introdução, sete sonatas e um finale. O aspecto consolatório e meditativo da peça nos arrebata para o Calvário, lugar da crucificação de Cristo. Este aspecto dramático e trágico são inseridos na obra com habilidade arrebatadora. Haydn consegue inserir em cada uma das sonatas uma das falas de Cristo na Cruz: (I) "Pater, dimitte illis, quia nesciunt, quid faciunt", (II) 'Hodie mecum eris in Paradio', (III) 'Mulier, ecce filius tuus', (IV) Deus meus, Deus meus, utquid dereliquisti me, (V) 'Site', (VI) 'Consummatum est', (VII) "Em manus Tuas, Domine, commendo spiritum meum. Haydn fez algumas modificações à peça, que ficou com o aspecto que agora temos. Fica aqui a nossa homenagem ao grande Haydn. Boa apreciação deste extraordinário oratório. Em seguida postaremos A Criação, a sua maior peça.

Joseph Haydn (1732-1809) - As Sete Últimas Palavras de Nosso Salvador na Cruz

01 Introduzione- Maestoso Ed Adagio
02 Nr. 1 Largo- Vater, Vergib Ihnen, Denn Sie Wissen Nicht, Was Sie Tun
03 Nr. 1 Largo- Vater, Vergib Ihnen, Denn Sie Wissen Nicht, Was Sie Tun
04 Nr. 2 Grave E Cantabile- Fürwahr, Ich Sag' Es Dir- Heute Wirst Du Bei Mir Im ...
05 Nr. 2 Grave E Cantabile- Fürwahr, Ich Sag' Es Dir- Heute Wirst Du Bei Mir Im ...
06 Nr. 3 Grave- Frau, Hier Siehe Deinen Sohn, Und Du, Siehe Deine Mutter_
07 Nr. 3 Grave- Frau, Hier Siehe Deinen Sohn, Und Du, Siehe Deine Mutter_
08 Nr. 4 Largo- Mein Gott, Mein Gott, Warum Hast Du Mich Verlassen-
09 Nr. 4 Largo- Mein Gott, Mein Gott, Warum Hast Du Mich Verlassen-
10 Introduzione- Largo E Cantabile
11 Nr. 5 Adagio- Jesus Rufet- Ach, Mich Dürstet_
12 Nr. 6 Lento- Es Ist Vollbracht
13 Nr. 6 Lento- Es Ist Vollbracht
14 Nr. 7 Largo- Vater, In Deine Hände Empfehle Ich Meinen Geist
15 Nr. 7 Largo- Vater, In Deine Hände Empfehle Ich Meinen Geist
16 Il Terremoto- Presto E Con Tutta La Forza - Er Ist Nicht Mehr

Sandrine Piau, soprano
Ruth Sandhoth, mezzo-soprano
Robert Getchell, tenor
Harry van der Camp, bass

Akademie fur Alte Musik Berlin
Laurence Equilbey, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Joseph Haydn - As 6 Sinfonias de Paris - Nos. 84, 85, 86 e 87

Vão as últimas quatro sinfonias de Paris com o imortal Haydn - uma overdose haydniana. Faltam apenas dois dias para o bicentenário de sua morte. Há quem diga que Joseph é um "compositor menor". Que suas peças sejam chatas e inexpressivas. Esta não é nossa opinião, que o repulta por estimado. Haydn é tão importante para a música quanto o foram Beethoven, Mozart ou Bach. O homem é simplesmente o pai da sinfonia nos moldes como as temos hoje e do quarteto de cordas também. Claro: os processos dialéticos históricos talvez levassem ao surgimento desses tipos musicais, mas cabe a Franz Joseph a honra de ser o patenteador. As suas 104 sinfonias e os seus 68 quartetos de cordas atestam a sua habilidade. Divulgamos nestes dias 18 das suas 104. Ou seja, abarcamos quase 20 por cento. A sua obra é tão extensa que poderíamos fazer um blogger para, unicamente, postar as suas obras com vários interprétes. Mas fica aqui o nosso voto de apreço ao grande compositor. Ainda há espaço para conhecemos alguns de seus oratórios - o que faremos em seguida antes do dia 31.

Joseph Haydn (1732-1809) - 6 Sinfonias de Paris - Sinfonias Nos. 84, 85, 86 e 87

CD 2

Symphony in E flat, H.I No.84
1. Symphony in E flat, H.I No.84 - 1. Largo - Allegro
2. Symphony in E flat, H.I No.84 - 2. Andante
3. Symphony in E flat, H.I No.84 - 3. Menuet (Allegro)
4. Symphony in E flat, H.I No.84 - 4. Finale (Vivace)

Symphony in B flat, H.I No.85 -"La Reine"
5. Symphony in B flat, H.I No.85 -"La Reine" - 1. Adagio - Vivace
6. Symphony in B flat, H.I No.85 -"La Reine" - 2. Romance (Allegretto)
7. Symphony in B flat, H.I No.85 -"La Reine" - 3. Menuetto (Allegretto)
8. Symphony in B flat, H.I No.85 -"La Reine" - 4. Finale (Presto)

CD 3

Symphony in D, H.I No.86

01. Symphony in D, H.I No.86 - 1. Adagio - Allegro spiritoso
02. Symphony in D, H.I No.86 - 2. Capriccio (Largo)
03. Symphony in D, H.I No.86 - 3. Menuet (Allegretto)
04. Symphony in D, H.I No.86 - 4. Finale (Allegro con spirito)

Symphony in A, H.I No.87
05. Symphony in A, H.I No.87 - 1. Vivace
06. Symphony in A, H.I No.87 - 2. Adagio11. Symphony in A, H.I No.87 - 3. Menuet
07. Symphony in A, H.I No.87 - 3. Menuet
08. Symphony in A, H.I No.87 - 4. Finale (Vivace)

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Berlin Philharmonic Orchestra
Herbert von Karajan, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Joseph Haydn - As 6 Sinfonias de Paris - Nos. 82 e 83

Estou tendo problemas com a minha conexão. Foi uma luta conseguir postar as outras 3 sinfonias que estão abaixo(100, 101 e 102). A conexão ladra, mas a caravana não pára. Então sigamos com Haydn. Agora temos as sinfonias 82 e 83 com a Orquestra Filarmônica de Berlim. Pretendo postá-las até sábado - Faltam a 84, 85, 86 e 87 - As 6 sinfonias de Paris. Estou ouvindo a número 82. É típica música da nobreza palaciana. Das dondocas com vestidos longos e fofos. Dos bajuladores reais com suas perucas de pêlo importado. Dos glutões e diletantes que viviam de agradar os soberanos. Não sei ao certo o que se passava pela cabeça de Haydn ao denominar estas sinfonias de "O Urso" (82) e "A Galinha" (83). Deixemos de lado a ilação e apreciemos Haydn.Vão mais duas. Boa !

Joseph Haydn (1732-1809) - 6 Sinfonias de Paris - Sinfonias Nos. 82 e 83

Symphony in C, H.I:No.82 -"O Urso"
1. Symphony in C, H.I No.82 -"L'Ours" - 1. Vivace assai
2. Symphony in C, H.I No.82 -"L'Ours" - 2. Allegretto
3. Symphony in C, H.I No.82 -"L'Ours" - 3. Menuet
4. Symphony in C, H.I No.82 -"L'Ours" - 4. Finale (Vivace)

Symphony in G minor, H.I No.83 -"A Galinha"
5. Symphony in G minor, H.I No.83 -"La Poule" - 1. Allegro spiritoso
6. Symphony in G minor, H.I No.83 -"La Poule" - 2. Andante
7. Symphony in G minor, H.I No.83 -"La Poule" - 3. Menuet (Allegretto)
8. Symphony in G minor, H.I No.83 -"La Poule" - 4. Finale (Vivace)

Berlin Philharmonic Orchestra
Herbert von Karajan, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Joseph Haydn - As 12 Sinfonias de Londres - Nos. 100,101 e 102

Encerro por aqui a postagem das 12 sinfonias de Londres com Jochum. Já que estamos no limiar da data do bicentenário da morte do ilustre Haydn, resolvi presentear os leitores ouvintes com mais seis sinfonias -as 6 sinfonias de Paris, regidas por nada mais nada menos do que pelo grande Karajan. A oferta vale pela ocasião. Estava pensando hoje nessa importante data para história da música. Acredito que vários locais da Europa estão retumbantes, com várias homenagens ao grande Franz Joseph. Entrementes, por aqui(Brasil) teremos, quando muito, uma singela menção. O compositor talvez tenha sido ofuscado por Beethoven, Mozart ou Bach no que tange à importância da obra como um todo. Mas Haydn é uma página importante na História da música ocidental. Ouvia há pouco as 3 últimas sinfonias (100, 101, e 102) com Jochum. É assim: a medida que ouço, posto. Nestes dias em que os meus pensamentos estão voltados para Viena, refino as minhas emoções com as sinfonias de Haydn.

Joseph Haydn (1732-1809) - 12 Sinfonias de Londres - Sinfonias Nos. 100, 101 e 102

Simphony in G major, Hob.I:100 - "Militar"01 Symphony no. 100 in G major - 1. Adagio - Allegro
02 Symphony no. 100 in G major - 2. Allegretto
03 Symphony no. 100 in G major - 3. Menuet (Moderato)
04 Symphony no. 100 in G major - 4. Finale ( Presto)

Simphony in D major, Hob.I:101 - "O Relógio"05 Symphony no. 101 in D major - 1. Adagio - Presto
06 Symphony no. 101 in D major - 2. Andante
07 Symphony no. 101 in D major - 3. Menuet (Allegretto) - Trio
08 Symphony no. 101 in D major - 4. Finale (Vivace)

Simphony in B flat major, Hab.I:10209 Symphony no. 102 in B flat major - 1. Largo - Vivace
10 Symphony no. 102 in B flat major - 2. Adagio
11 Symphony no. 102 in B flat major - 3. Menuetto (Allegro)
12 Symphony no. 102 in B flat major - 4. Finale. Presto

London Philharmonic Orchestra
Eugen Jochum, regente

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Bruckner - Sinfonia No. 4 in E Flat major, WAB 104 - "Romântica"

Confesso que ainda estou descobrindo Anton Bruckner. Nada mais proveitoso do que principiar pela Sinfonia No.4, a mais popular que ele compôs. Ela constitui-se por assim dizer na "porta dimensional" para o seu mundo. A música de Bruckner é na minha opinião de diletante tão densa, tão intensa, que chega a cansar. É mais ou menos aquilo que Nietzsche falava de Wagner. Para o grande filósofo, o compositor alemão vencia pelo cansaço. Os leitmotivs wagnerianos eram tão robustos que cansavam. Nitzsche explica isso no Caso Wagner. Lá ele critica duramente aquele que o inspirara na mocidade. Sempre fui remetido a essa espécie de extenuação quando ouço Wagner e Brukner. Deve ser mencionado ainda que Anton era um grande wagneriano. Mas não devo ficar prostrado em minha inimizade contra o austríaco. Tenho todas as suas sinfonias com vários compositores - Haitink, Celibidache, Rattle, Abbado, Karajan. Preciso mergulhar nesse mundo vasto, amplo, desnudar a obra de Anton. Aqui temos a Sinfonia No. 4, conhecida também como "Sinfonia Romântica". Para muitos a sua primeira grande obra. Ouvia-a hoje mais cedo e achei-a muito boa. Tem momentos grandiosos - típica peça romântica. Abbado, como sempre, consegue conduzir com toda habilidade e mestria que lhe são peculiares. Nada melhor do que esta grande obra para se iniciar em Bruckner. Boa apreciação!!

Anton Bruckner (1824-1896) - Sinfonia No.4 in E Flat major, WAB 104 - "Romântica".

I. Bewegt, nicht zu schnell
II. Andante quasi Allegretto
III. Scherzo. Bewegt - Trio. Nicht zu schnell. Keinesfalls schleppend - Scherzo
IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell

Lucerne Festival Orchestra
Claudio Abbado, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Joseph Haydn - As 12 Sinfonias de Londres - Nos. 96, 97 e 98

Seguem mais três sinfonias do inominável Joseph Haydn. Conta-nos a História que pouco após a morte de Nicholas, Johann Peter Salomon, um violinista e empresário, convidou Haydn para Londres para uma série de concertos. Foi durante esta visita que ele assistiu a uma performance do Messias de Handel, que possivelmente impulsionou Haydn a escrever os seus próprios oratórios - postarei alguns deles. Ele também ganhou um doutoramento honorário de Oxford, e dedicou a sua Sinfonia n º 92 para a ocasião. Sua visita foi tão bem sucedido que ele retornou dois anos mais tarde e deu início à composição de suas 12 últimas sinfonias, que por sinal, são maravilhosas. - conhecidas como as 12 Sinfonias de Londres. Saem agora a 96, a 97 e 98 a fim de homenagear o grande Haydn no bicentenário da sua morte. Boa apreciação!

Joseph Haydn (1732-1809) - 12 Sinfonias de Londres - Sinfonias Nos. 96, 97 e 98

Simphony in D major, Hob.I:96 - "O Milagre"
01 Symphony no. 96 in D major - 1. Adagio - Allegro
02 Symphony no. 96 in D major - 2. Andante
03 Symphony no. 96 in D major - 3. Menuetto (Allegretto)
04 Symphony no. 96 in D major - 4. Finale (Vivace)

Simphony in C major, Hob.I:97
05 Symphony no. 97 in C major - 1. Adagio - Vivace
06 Symphony no. 97 in C major - 2. Adagio ma non troppo07 Symphony no. 97 in C major - 3. Menuetto (Allegretto)
08 Symphony no. 97 in C major - 4. Finale (Presto assai)

Simphony in B flat major, Hob.I:98
09 Symphony no. 98 in B flat major - 1. Adagio - Allegro
10 Symphony no. 98 in B flat major - 2. Adagio
11 Symphony no. 98 in B flat major - 3. Menuetto (Allegro)
12 Symphony no. 98 in B flat major - 4. Finale (Presto)

London Philharmonic Orchestra
Eugen Jochum, regente

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Joseph Haydn - As 12 Sinfonias de Londres - Nos. 95, 99 e 104

Em homenagem aos 200 anos da morte do imortal Franz Joseph Haydn - que escuto neste mometo - darei continuidade à postagem de suas 12 últimas sinfonias. Como estou sem saco para escrever hoje, o texto ficará assim: sem muitas delongas. Boa audição!

Joseph Haydn (1732-1809) - 12 Sinfonias de Londres - Sinfonias Nos. 95, 99 e 104

Simphony in C minor, Hob.I:95
01 Symphony no. 95 in C minor - 1. Allegro moderato
02 Symphony no. 95 in C minor - 2. Andante
03 Symphony no. 95 in C minor - 3. Menuetto
04 Symphony no. 95 in C minor - 4. Finale - Vivace

Simphony in E flat major, Hob.I:99
05 Symphony no. 99 in E flat major - 1. Adagio - vivace assai
06 Symphony no. 99 in E flat major - 2. Adagio
07 Symphony no. 99 in E flat major - 3. Menuetto (Allegretto)
08 Symphony no. 99 in E flat major - 4. Finale (Vivace)

Simphony in D major, Hob.I:104 - "Londres"
09 Symphony no. 104 in D major - 1. Adagio - Allegro
10 Symphony no. 104 in D major - 2. Andante
11 Symphony no. 104 in D major - 3. Menuetto - Allegro -Trio
12 Symphony no. 104 in D major - 4. Finale - Spirituoso

London Philharmonic Orchestra
Eugen Jochum, regente

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Béla Bartók - Sonatas para Violino e Piano

Ainda estou descubrindo a música de Bartók. Apesar de ser um dos maiores compositores do século XX, o húngaro não é brincadeira. É preciso estreitar de forma sensível as relações com ele para passar a reverenciá-lo. Afirmo mais uma vez: Béla Bartók não é uma compositor fácil. Essa realidade é tão patente que o período em que ele morou em Nova York, EUA, ele não tinha público. As pessoas não afluíam para ouvir a sua música, por isso ele passou por maus bocados financeiros. Sobreviveu por causa da ajuda de amigos. Bártok era um pesquisador da música. Viajou pela Hungria e pela Romênia com Zoltan Kódaly, anotando possibilidades, registros da música popular. Estes aspectos estão presentes em sua obra. Estas sonatas que posto são extraordinárias. Tem-se aqui uma excelente gravação. É uma boa oportunidade para conhecê-lo, já que essas sonatas, mais "A canção popular húngara", são boas, desafiadoras.

Béla Bártok (1881 - 1945) - Sonatas For Violin and Piano

Sanata para violino e piano No. 1, Op. 21
01 - Sonate no. 1, 1. Allegro appassionato
02 - Sonate no. 1, 2. Adagio
03 - Sonate no. 1, 3. Allegro

Canções Populares Húngaras
04 - Chansons populaires hongroises, no. 6 Allegro
05 - Chansons populaires hongroises, no. 13 Andante
06 - Chansons populaires hongroises, no. 18 Andante non molto

David Oistrakh, violino
Frida Bauer, piano

Sonata para Violino e Piano No. 2
07 - Sonate no. 2, 1. Molto moderato
08 - Sonate no. 2, 2. Allegretto

Amazon Inglesa

Gidon Kremer, violino
Oleg Maisenberg, piano

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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Joseph Haydn - As 12 Sinfonias de Londres - Nos. 93, 94 e 103

Haydn é considerado o pai da sinfonia clássica e do quarteto de cordas. Em matéria de elaboração para estes dois tipos de composição, Haydn conseguiu se sobressair sobre todos os compositores. Compôs 104 sinfonias e 68 quartetos de cordas. Ninguém conseguiu ser tão prolífico quanto ele. Mesmo nos últimos anos de vida, quando debilitado fisicamente, não cansava de ter novas inspirações. Com relação ao período em que Haydn esteve em Londres, a Wikipédia assim afirma: "Em 1790, o príncipe Nicolau morreu e foi sucedido por um outro que não gostava de música, e dissolveu todo o estabelecimento musical, ficando a pagar a Haydn uma pensão. Assim, livre das obrigações, Haydn pôde aceitar uma lucrativa oferta do empresário alemão Johann Peter Salomon, para visitar a Inglaterra e reger suas novas sinfonias com uma grande orquestra. A visita foi um grande sucesso. Rapidamente, Haydn adquiriu riqueza e fama. Musicalmente, as visitas à Inglaterra renderam algumas das mais famosas obras de Haydn, incluindo as últimas 14 sinfonias, entre as quais a 94ª (Surpresa), a 100ª (Militar) e a 103ª (do Rufar de Tambores”) e o Rondó Cigano, para trio de pianos". O fato é que embora Haydn tenha composto 14 sinfonias quando esteve em Londres, eu decidi postar as 12 últimas. Serão 4 postagens ao todo que farei com estas sinfonias. As três primeiras sinfonias serão a 93, 94 e 103. A condução fica sob a batuta de Eugen Jochum. As execuções são satisfatorias. Boa audição!

Joseph Haydn (1732-1809) - 12 Sinfonias de Londres - Sinfonias Nos. 93, 94 e 103

Symphony in D major, Hob. I:93
01 Symphony no. 93 in D major - 1. Adagio - Allegro assai
02 Symphony no. 93 in D major - 2. Largo cantabile
03 Symphony no. 93 in D major - 3. Menuetto
04 Symphony no. 93 in D major - 4. Finale - Presto ma non troppo

Symphony in G major, Hob. I:94 - "A Surpresa"
05 Symphony no. 94 in G major - 1. Adagio cantabile - Vivace assai
06 Symphony no. 94 in G major - 2. Andante
07 Symphony no. 94 in G major - 3. Menuet - Trio
08 Symphony no. 94 in G major - 4. Finale - Allegro di molto

Symphony in E flat major, Hob. I:103 - "O Rufar de Tambores"
09 Symphony no. 103 in E flat major - 1. Adagio - Allegro Con Spirito
10 Symphony no. 103 in E flat major - 2. Andante Piu Tosto Allegretto
11 Symphony no. 103 in E flat major - 3. Menuet
12 Symphony no. 103 in E flat major - 4. Finale - Allegro Con Spirito

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London Philharmonic Orchestra
Eugen Jochum, regente.

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sábado, 23 de maio de 2009

Hiatus - Louis Armstrong

Ouvi este CD nesta manhã de sábado e confesso que passei o dia inteiro com o intento de postá-lo. Situações fáticas de ordem inadiável foram me absorvendo e me premindo por completo. Somente agora estou podendo executar a ideia. Todavia, ainda com relativa pressa. Por isso, o texto sairá sem maiores explicações sobre este mago do jazz. Armstrong, com seu timbre de voz inigualável, marcante, é uma das figuras da música, mais importantes no século XX. Infelizmente, por conta da pressa, a postagem carecerá de maiores explicações bibliográficas sobre o homem. Mas prometo sanar essa pequena impropriedade numa próxima postagem. Neste CD encontramos grandes sucessos de Armstrong como After You've Gone, Basin Street Blues, Black and Blue, a dançante When the Saints Go Marching in, Mack the Knife que Chico Buarque utilizou na Ópera do Malandro e What a Wonderful World, que dispensa apresentações. Não sei porque cargas d'água todas as vezes que escuto esta música sinto vontade de chorar. Deve ser aquilo que a Adélia Prado afirma: "a beleza tem o poder de nos fazer chorar". Fica aqui a certeza de um grande registro!

P.S. Na hora de converter para MP3 no Media Player, os dados do CD saíram com certo equívoco. Mudei o nome das músicas manualmente, mas está embutido nas músicas outros nomes. Todavia, nada que impeça a audição deste maravilhoso CD.

Louis Armstrong ( 1901-1971)

01 Perdido Street Blues
02 After You've Gone
03 Basin Street Blues
04 Black and Blue
05 St. Louis Blues
06 When the Saints Go Marching in
07 Mack the Knife
08 High Society Calypso
09 La Vie en Rose
10 What a Wonderful World

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Benjamim Britten - Sinfonia para Cello & Haydn Concerto para Cello e Orquestra

Este CD não me sai da cabeça desde o início da semana. Já pude ouvi-lo por diversas vezes. O fato é que a Sinfonia para Cello e orquestra do inglês Benjamim Brittené perturbadoramente incrível. Não me canso de ouvir. E mais: é regido pelo próprio Britten e tem no cello nada mais nada menos do que Rostropovich. Ou seja, não se trata de qualquer registro. Deve ser por isso que ele me fisgou. É um CD com intenções diferenciadas. De um lado temos um Britten visceral e do outro temos Haydn com o seu já conhecido Concerto para Cello e orquestra. Vou encerrar, pois poderei continuar patinando em círculo. Digo: ouça este CD e tire suas próprias conclusões!

Benjamim Britten (1913-1976) - Sinfonia para Cello e Orquestra, Op.68

01 Britten - Symphony for Cello & Orchestra - I. Allegro maestoso
02 Britten - Symphony for Cello & Orchestra - II. Presto inquieto
03 Britten - Symphony for Cello & Orchestra - III. & IV

Joseph Haydn (1732-1809) - Concerto para Cello e Orquestra in C

04 Haydn - Cello Concerto in C - I. Moderato
05 Haydn - Cello Concerto in C - II. Adagio
06 Haydn - Cello Concerto in C - III. Allegro molto

The English Chamber Orchestra
Mstilav Rostropovich, cello
Benjamim Britten, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Shostakovich - Sinfonia No. 7 in C maior, Op. 60 - "Leningrado"

Confesso que me entusiasmo com Shostakovich. É uma das minhas paixões na música. Ouvi-lo é sempre uma experiência de profundo êxtase. Nesta sinfonia no. 7, temos a história com seus rigores imprimindo razões para que o artista componha. Shosta compôs esta Sinfonia em 1941. É a sua maior obra sinfônica. Tem aproximadamente 75 minutos. Inicia o ciclo de obras patrióticas durante A Segunda Guerra Mundial. A sinfonia é assim um quadro da resistência do povo soviético ao cerco alemão a Leningrado (cidade de Lênin, atual São Petersburgo). Ela constituiu uma obra fundamental para a União Soviética. Tornou-se famosa. Shostakovich expressou que ela representava “o nosso combate contra o fascismo, a nossa vitória sobre o inimigo em Leningrado, a minha cidade natal”. A violência e a prepotência do exército alemão com sua máquina de guerra avançava em direção a Moscou. Cercou a cidade de Leningrado. Dezoito meses de sítio. O povo a sofrer com os rigores do inverno. Fome. Exaustão. Pressão. Canhões. Shosta a compõe neste cenário, o que torna a peça uma importante documento da arte contra a violência e a beligerância humanos. A arte protesta contra a ignorância e a arrogância. A poetisa soviética Anna Akhmátova escreveu uma poema chamado "O Primeiro Projétil de Longo Alcance Atinge Leningrado", tornando evidente o cenário da Guerra e as circunstâncias em que foi escrita esta sinfonia. Diz a importante poetisa:

E o multicolorido ruído da multidão
calou-se de repente.

Mas não era o som típico da cidade,

e tampouco do campo,

esse longínquo estrondo que mais parecia
ser o irmão gêmeo do trovão.

Se bem que, no trovão, há a umidade
das nuvens, altas e frescas,
e o desejo das campinas

de que venha uma alegre aguaceiro.

Neste havia só um calor seco, escorchante;

mas não quisemos acreditar

nesse rumor que ouvíamos - porque
ele crescia e aumentava e se expandia,
e por causa da indiferença

com que trazia a morte a meu filho


Setembro de 1941

Em suma: são por estas e outras que esta sinfonia se torna tão especial entre as que foram compostas por Shosta. É um monumento que gera entusiasmo e esperança. Boa audição!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No. 7 in C maior, Op. 60 Leningrado.

1. Allegretto 23:37
2. Moderato (poco allegretto) 12:01
3. Adagio 18:23
4. Allegro non troppo 16:46

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National Simphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente.

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Shostakovich - Sinfonia No. 6 in B menor, Op.54

Estou com uma certa indignação. Tenho tido problemas inexplicáveis com a minha conexão. Esta situação fática impossibilitou a postagem da Sexta Sinfonia de Shosta com Rostropovich. Esta sinfonia diferente, com certa irregularidade temática, foi escrita em 1939. É curta. Tem aproximadamente 30 minutos. O primeiro movimento (Largo) é único nesta sinfonia. Ou seja, ele dá um aspecto grave à sinfonia - faz-nos lembrar de Mahler. Já no segundo movimento, Shosta resolve brincar. Quebra os efeitos graves do primeiro movimento. No terceiro movimento percebe-se o não-diálogo com os movimentos precedentes. Não se sabe ao certo o que Shosta queria com esta sinfonia. O certo é que se pode perceber os poderes de sua arte. Antes de postá-la pude ouvi-la duas vezes seguidas.

Dmitri Shostakovich (1906-1975) - Sinfonia No.6 in B Minor, Op.54

1. Largo
2. Allegro
3. Presto

National Sinphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Marin Marais - Suitte d'un Goût Etranger

Machado de Assis no livro Dom Casmurro tem uma frase que servirá de chiste para a ocasião. Diz ele mais ou menos assim a certa altura da obra: "Todo eu estou mitológico, caro leitor". Quero parafraseá-lo e afirmar: "Esta noite estou barroco, caro ouvinte!". A noite está fria. Lá fora um vento engelante sopra. O dia inteiro as nuvens sisudas estiveram constantes no céu. Migraram, marcharam, à selhança de um exército à espreita. São os poderes outonais. Bela ocasião para ouvir uma boa música. Fui até à corte de Luís XIV e saquei de lá Marin Marais, mestre da viola da gamba. Nesta noite atípica de sexta-feira, estou aqui em casa ouvindo Marin enquanto a chuva tamborila no telhado e o vento engela a noite.

Mais sobre Marin Marais AQUI

Marin Marais (1656 -1728) - Suitte d'un Goût Etranger

1. Marche Tartare, IV. 55
2. Allemande, IV. 56
3. Sarabande, IV. 57
4. La Tartarine
5. Double
6. Gavotte, IV. 60
7. Feste Champêtre, IV. 61
8. Gigue la Fleselle, IV. 62
9. Rondeau le Bijou, IV. 63
10. Le Tourbillon, IV. 64
11. L'Uniforme, IV. 65
12. Suitte, IV. 66
13. Suitte, IV. 67
14. L'Ameriquaine, IV. 68
15. Allemande pour le Sujet et Gigue pour la Basse, IV. 69
16. Allemande l'Asmatique, IV. 70
17. La Tourneuse, IV. 71
18. Muzette, IV. 72
19. Caprice ou Sonate, IV. 73
20. Le Labyrinthe, IV. 74
21. La Sauterelle, IV. 75
22. La Fougade, IV. 76
23. Allemande la Bizare, IV. 77
24. La Minaudière, IV. 78
25. Allemande la Singulière, IV. 79
26. L'Arabesque, IV. 80 Listen
27. Allemande la Superbe, IV. 81
28. La Reveuse, IV. 82
29. Gigue, IV. 84
30. Pièce Luthée, IV. 85
31. Gigue la Caustique, IV. 86
32. Le Badinage, IV. 87

Marin Marais (Compositeur),
Jordi Savall (Basse de viole),
Philippe Pierlot (Basse de viole),
Rolf Lislevand (Guitare, Théorbe),
Xavier Díaz-Latorre (Guitare, Théorbe), et al.

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mendelssohn - Sinfonias 3 e 4 - "Escocesa" e "Italiana"

Eu particularmente tenho uma reverência enorme por Félix Mendelssohn. Está entre os meus compositores favoritos. Trata-se de um grande gênio, assim como o foi um Mozart, por exemplo. Menino prodígio, começou a compor ainda muito cedo. Os quartetos de cordas compostas na adolescência são maravilhosos. Compartilho aqui duas das sinfonias que mais gosto do compositor alemão - A Escocesa e a Italiana. Esta última está entre as peças autenticamente românticas que mais reverencio. Félix a compôs logo após uma viagem à Itália, isso lá por 1830. Ficou realmente impressionado com a beleza do país e voltou inspirado com as paisagens da Itália. Percebemos nela, desde os primeiros, instantes o sabor da alegria, os campos floridos, o sol firme que emoldura a paisagem; os homens dançando jubilantes após uma bem-sucedida colheita; os pássaros cantando, o vento suave a soprar. O adagio é uma extraordinária reflexão, bela, belissíma. Empolgo-me com esta sinfonia. Fica aqui o registro valioso. Na condução temos nada mais nada menos que Leonard Bernstein. Quero mencionar, falando em Bernstein, que qualquer dia desses eu postarei a sinfonia No.1 dele, "Jeremias". Segue o registro! Boa audição!

Felix Mendelssohn (1809-1847) - Sinfonias Nos. 3 & 4 - "Escocesa" e "Italiana".

Sinfonia No. 3 em A maior, Op. 56 - "Escocesa
"

01 Sinfonia No3-Andante con moto-Allegro un poco agitato
02 Sinfonia No3-Vivace non troppo
03 Sinfonia No3-Adagio
04 Sinfonia No3-Allegro vivacissimo-Allegro maestoso assai

Sinfonia No. 4 em A menor, Op. 90 - "Italiana"

05 Sinfonia No4-Allegro vivace
06 Sinfonia No4-Andante con moto
07 Sinfonia No4-Con moto moderato
08 Sinfonia No4-Saltarello

Israel Philharmonic Orchestra
Leonard Bernstein, conductor

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Shostakovich - Sinfonia No. 5 em D menor, Op. 47

Darei continuidade ao ciclo de postagens das sinfonias compostas por Shostakovich com o grande Mstilav Rostropovich. Agora eis que surge a sinfonia número 5. Ela mesmo! Quero confessar que estou tendo dificuldades com a minha conexão. Está caindo com frequência, o que tem dificultado o envio do arquivo. Todavia, devo afirmar que é gratificante este trabalho de compartilhamento destas obras. Apesar deste blogger está um pouco incógnito, o sentimento de que tenho, divulgando a música dita clássica me deixa profundamente feliz. Com relação a esta peça, posso afirmar que é uma das mais conhecidas de Shosta. É por assim dizer "a porta de entrada" para a obra do compositor russo. Shosta apesar de ser um homem do século XX, parece retroceder no tempo e ir buscar influências com os românticos ao escrever esta obra. Poderia afirmar de forma ousada que é uma das peças mais românticas compostas no século XX. Certamente que Stálin arranjou motivos para tachá-la de "formal". Ou seja, afirmando em outras palavras, de "espírito burguês". Deixando de lado estes aspectos, trata-se de uma grande obra, um monumento escrito por um dos mais humanos compositores que já existiram. Boa degustação!

Dica pessoal: gosto de ouvi-la com o volume do som um pouco alto. Faz-me sentir muito bem!

Dmitri Shostakovich (1906 - 1975) - Symphony No. 5 in D minor, Op. 47

1. Symphony no 5 in D minor, Op. 47: Moderato
2. Symphony no 5 in D minor, Op. 47: Allegretto
3. Symphony no 5 in D minor, Op. 47: Largo
4. Symphony no 5 in D minor, Op. 47: Allegro non troppo

National Sinphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Haendel - Os Fogos de Artifício e Música Aquática

Este é um CD bonito! Observe que comecei utilizando uma metonímia. Este não é o propósito: discutir figuras de linguagem. Quis apenas deixar de modo explícito que temos um CD com músicas agradáveis, reais. Sim! É assim que elas são. Cheias de graça, superioridade. Mas é porque Handel enquanto viveu na Inglaterra compôs muita coisa pensando no espiríto palaciano, na nobreza, nos monarcas. Tanto é assim que vários escritores afirmam que Handel escreveu a "Música Aquática", por sugestão do Barão Kielmansegge, como uma forma de reconquistar a favor do soberano. Por isso, temos esta música que arrebata pela sua elegância - a verdadeira música régia. Temos neste CD Os Fogos de Artifício e A Música Aquática (Suítes de 1 a 3). A interpretação é do já conhecido e competente Raymond Leppard.

G.F. Handel (1685-1759) - Os Fogos de Artifício e Música Aquática

Music for thr Royal Fireworks

1. Ouverture 8:24
2. Bourée 1:28
3. La Paix 3:46
4. La Réjouissance 3:41
5. Menuet I-II 4:27

Water Music

Suite No. 1

6. Ouverture (Grave-Allegro-Adagio e staccato) 6:01
7. Allegro-Andante-Allegro 7:25
8. Passepied 3:34
9. Air 2:59
10. Bourée 1:08
11. Allegro 3:28
12. Hornpipe 1:18
13. Menuet 2:59

Suite No. 2

14. Sarabande 3:07
15. Rigaudon 2:46
16. Menuet I-II 3:09
17. Gigue I-II 1:31

Suite No. 3

18. Allegro 2:03
19. Hornpipe 3:03
20. Lentement 1:18
21. Bourée 0:42
22. Menuet 1:55

English Chamber Orchestra
Raymond Leppard

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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sábado, 9 de maio de 2009

Hiatus: Herbie Hancock

Tomei um susto esta manhã. Procurei este CD que estou postando e não o encontrei. Iniciei uma busca em meio aos meus outros discos. Depois de quase meia hora de investigação, logrei êxito. Em local trocado, eu o encontrei; talvez eu tenha colocado o disco em outro encarte, já que o escuto sempre que posso. Quando o vi, respirei aliviado. Coloquei-o rapidamente no som para apreciar Hancock. A primeira faixa Empty Pockets, de início, já nos revela a mestria do jazz-men à frente do seu Fender Rhodes, o piano elétrico que o imortalizou. Herbie nasceu em Chicago em 1940. É considerado como um dos mestres do estilo jazzístico. Tocou com Miles Davis em um dos quintetos mais viscerais e antológicos da história do jazz, formado de 1964-1968: Miles Davis (trompete), Herbie Hancock (piano), Ron Carter (contrabaixo), Tony Williams (bateria) e Wayne Shorter (saxofone tenor). A discografia vasta de Hancock pode surpreender alguns, pois o compositor é um experimentalista. A Wikipédia afirma: "Sua discografia inclui discos voltados para o Jazz assim como algumas incursões pelo Fusion, Funk e Música Clássica. Poucos pianistas têm ou tiveram uma carreira tão fecunda quanto Hancock, que já atravessa algumas décadas como um dos maiores pianistas da história do Jazz". Hancock nasceu numa família de músicos amadores. Desde muito cedo revelou certa facilidade para tocar piano. Aos 11 anos de idade, Hancock chegou a tocar o primeiro movimento do Concerto para Piano em Ré Menor, de Mozart, em um concerto de músicos jovens com a Orquestra Sinfônica de Chicago. Até essa época seu repertório limitava-se a peças de Chopin, Mendelssohn e outros autores de música clássica. O despertamento definitivo para o jazz veio, quando aos 13 anos ouviu um trio de Jazz. Aquilo abriu a sua percepção para um outro tipo de universo musical completamente novo, cheio de possibilidades. Daí para frente, começa a frequentar os espaços onde se executava o jazz. Em poucos termos, é assim que se dá o despertamento de Herbie para o jazz. O CD que ora posta é uma coletânea com algums composições de som apetecível; ótimos para quem deseja se iniciar em Hancock. Boa degustação!

Herbie Hancock (1940 - )

01 Empty Pockets 6:09
02 Jack Rabbit 6:00
03 Yams 7:51
04 Eye of the Hurricane 6:00
05 Cantaloupe Island 5:29
06 The Sorcerer 5:36
07 I Have a Dream 10:55

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Shostakovich - Sinfonia # 4

Estou numa correria danada. Mas fiz um esforço para postar a sinfonia no. 4 de Shostakovich com Rostropovich. Estou ouvindo-a enquanto enquanto organizo os meus livros aqui em casa. O acervo está crescendo e precisei arranjar uma outra estante. Sobre a sinfonia, depois tecerei alguns comentários, pois Shostakovich acabou guardando-a temendo a repressão stalinista. Vai mais uma!

Dmitri Shostakovich (1906 - 1975) - Sinfonia No.4


1. Allegro poco moderato
2. Moderato con moto
3. Largo. Allegro


National Sinphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente


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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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*Se possível, deixe um comentário!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Dmitri Shostakovich - Sinfonia # 3 "Ao Primeiro de Maio".

Dando continuidade à sequência de sinfonias Shostakovich com Rostropovich, agora presente a número 3. A Wikipédia afirma laconicamente sobre esta sinfonia: "A Sinfonia no. 3 "Ao Primeiro de Maio" em mi bemol maior opus 20, foi composta em 1929, em 4 movimentos, com coro, duração aproximada 25 minutos". Para muitos, trata-se de uma sinfonia política, já que foi composta em homenagem ao Partido Comunista da União Soviética. Todavia, é um extraordinário empreendimento típico da arte de Shostakovich. Estou com um pouco de pressa, por isso o texto ficará assim: breve.

Dmitri Shostakovich (1906 - 1975) - Sinfonia # 3 em Mi Bemol maior, Op. 20

SINFONIA No. 3, Op. 20

1. Allegretto 04:48
2. Piu mosso - Allegro 05:03
3. Andante 04:25
4. Allegro - Allegro molto 07:05
5. Andante - Largo 03:08
6. Chorus The First of May 05:05

London Sinphony Orchestra
Mstilav Rostropovich, regente

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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terça-feira, 5 de maio de 2009

Shostakovich - Sinfonias 1 & 2 - Rostropovich

Decidi no dia de hoje postar as sinfonias de Shostakovich com Mstilav Rostropovich. Confesso que Shostakovich é uma das minhas grandes paixões. Ouvi-lo me faz muito bem. Sua música cheio de efeitos tonitroantes instiga-me. A Sinfonia no. 1 foi escrita quando Shosta ainda era muito jovem. Possivelmente tivesse 17 anos. Foi composta em 1924-25, em 4 movimentos, duração aproximada 30 minutos. Esta obra foi a obra de formatura da classe de composição relizada pelo jovem músico. Já, por sua vez, a Sinfonia no. 2 foi composta em 1927, em único movimento, duração aproximada 20 minutos. Dedicada ao Décimo Aniversário da Revolução de Outubro. Assegurada pelo sucesso de sua obra de formatura, foi uma encomenda do ministério da Educação soviético, constitui o início de uma carreira marcada por sua ligação com o regime soviético. Sobre Mstilav Rostropovich não há a necessidade de maiores apresentações. É considerado por muitos como o maior violoncelista do século XX. Rostropovich nasceu no Azerbaijão em 1927 e morreu no ano de 2007. Quando jovem estudou com Shostakovich e Prokofiev. Ou seja, as influências de Rostropovich atestam a sua singularidade. Mstilav também era regente. É o que temos aqui! Na integral das sinfonias de Shosta, teremos Rostropovich regendo. Qualquer outro dia postaremos Mstilav tocando o intrumento que o imortalizou - o violoncelo.

Dmitri Shostakovich (1906 - 1975) - Sinfonias Nos. 1 & 2

Sinfonia No.1 in F Minor, Op.10

1. Allegretto. Allegro ma non troppo
2. Allegro
3. Lento
4. Allegro molto, Lento Allegro molto


1. Sinfonia No. 2 in B major, Op. 14, “October” 00:19:35

Orquestra Sinfônica Nacional
Regente, Mstilav Rostropovich

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BAIXAR AQUI - SINFONIA # 1
BAIXAR AQUI - SINFONIA # 2

Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Beethoven - Jenö Jandó - Piano Sonatas

Geralmente posto aquilo que ouço. Mas com relação ao CD que ora posto há muito tempo que eu desejava publicizá-lo. Comprei-o há algum tempo numa dessas lojas de shopping. Confesso que não se trata de uma grande gravação como a de um Pollini, Kempff, ou Argerich. Mas Jenö Jandó, o interpréte, consegue dá conta do recado nessas três das mais signficativas sonatas de Beethoven - Waldstein, A Tempestade e O Adeus. O húngaro é um competente pianista. Consegue interpretar muito bem. Considero que vale o registro. Confira!
A Sonata Waldstein foi escrita em 1803 e 1804 e publicada no ano seguinte. Beethoven a dedicou ao Conde de Waldstein. A sonata explora extraordinariamente a sonoridade do piano, instrumento que Ludwig dominava com grande mestria. Já a Sonata a Tempestade foi composta pelo grande gênio de Bonn em 1802. Segundo certa lenda, afirma-se que Beethoven quando perguntado sobre o significado da peça, aconselhou que o interlocultor lesse A Tempestade, de Shakespeare. Por sua vez, a Sonata O Adeus (Les Adieux) foi composta em 1809. Beethoven escreveu assim no manuscrito do primeiro movimento uma explicação adicional: "O Adeus, Viena, 4 de maio de 1809, na partida de Sua Alteza Imperial o Arquiduque Rudolph" e no mvimento final: "A Chegada de Sua Alteza Imperial o venerado Arquiduque Rudolph, 30 de janeiro de 1810". Como se percebe há uma significância histórica nas peças postadas.

Ludwig Beethoven (1770-1827) - Piano Sonatas.

Sonata No. 21 in C Major Op. 53 "Waldstein"
1. Allegro con brio 10:25
2. Introduzione: Molto adagio 3:55
3. Rondo: Allegretto moderato 9:00

Sonata No. 17 in D Minor Op. 31 No. 2 "Tempest"
4. Largo - Allegro 8:56
5. Adagio 8:11
6. Allegretto 6:11

Sonata No. 26 in E Flat Major Op. 81a "Les Adieux"
7. Adagio - Allegro (Les adieux) 7:02
8. Andante expressivo (L'absence) 4:28
9. Vivacissimamente (Le retour) 5:31

Jenö Jandó, piano.

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Por Carlos Antônio M. Albuquerque
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sábado, 2 de maio de 2009

Shostakovich - Pletnev - Sinfonia No. 11

Há alguns dias atrás eu postei a Sinfonia # 5 de Shostakovich e fiz "rasgadas" indicações de que era uma obra fundamental. De fato o é. Todavia, devo afirmar, baseado em experiência pessoal, que a sinfonia # 11 é a minha favorita do compositor russo. Ela possui os elementos dramáticos de uma grande obra de arte. Foi escrita retratando o episódio do ano de 1905 ocorrido na Rússia. Naquela ocasião, camponeses, operários, ou seja, trabalhadores em geral entraram em colisão com as forças do kzar, o soberano do Império Russo. Este fato ficou marcado no imaginário do povo. Se não estou equivocado, Sergei Eisenstein, um dos mais imortantes cineastas da história russa e da humanidade, paricipante ativo da Revolução Russa de 1917, filmou um dos seus filmes mais importantes, O Encouraçado Potemkin (1925), baseado nos fatos do ano de 1905. O poder da coletividade e dos movimentos sociais ficaria marcado por esse acontecimento importantíssimo. Muitos trabalhadores tombaram ao chão naquele dia. Estavam munidos por foices e martelos. As tropas do czar com armas de fogo, derrearam muitos dos do povo. Aparentemente o movimento saiu derrotado, mas anos mais tarde o povo surgiria mais forte, mais organizado e embuído de certezas a fim de acabar com o Império Russo e fundar a União Soviética. Dmitri Shostakovich compôs esta importante sinfonia, conhecida também como A Sinfonia no. 11, o ano de 1925, para rememorar aquele episódio. Trata-se de uma das mais importantes obras programáticas que já foram compostas. Há tensão, há combate, há leveza, há ritmos de marcha militar, enfim, as características mais imponentes da obra de Shostakovich. Principiei os meus conhecimentos em Shostakovich ouvindo esta peça. Shosta se tornou um dos meus compositores preferidos, necessários. Há uma possibilidade didática de entender a obra, já que estamos falando de uma obra programática, de caráter quase táctil:

1. O primeiro movimento descreve a caminhada dos trabalhadores até o Palácio de Inverno e a atmosfera soturna da praça em frente, coberta de neve. O tema dos trabalhadores aparecerá nos movimentos seguintes, porém, aqui, a música sugere uma calma opressiva;
2. O segundo movimento mostra a multidão abordar o Palácio para entregar a petição ao czar, mas este encontra-se ausente e as tropas começam a atirar. Shostakovich tira o que pode da orquestra num dos mais barulhentos movimentos sinfônicos que já foram feitos;
3. O terceiro movimento, de caráter fúnebre, é baseado na belíssima marcha de origem polonesa Vocês caíram como mártires (Vy zhertvoyu pali) que foi cantada por Lênin e seus companheiros no exílio, quando souberam do acontecido em 9 de janeiro;
4. O final – utilizando um bordão da época – é a promessa da vitória final do socialismo e um aviso de que aquilo não ficaria sem punição.

Créditos da explicação dos 4 movimentos AQUI.

Dmitri Shostakovich (1906 - 1975) - SYMPHONY No.11 in G Minor, Op.103
1. The Palace Square (Adagio)
2. January 9th (Allegro)
3. In Memoriam (Adagio)
4. Tocsin (Allegro non troppo)

Orquestra Nacional Russa
Mikhail Pletnev, regente

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